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municao guiada BAE - Euronaval 2012 - foto forcas de defesa - poggio

BAE Systems e a Lockheed Martin Corporation recentemente completaram uma série de testes com sucesso da nova munição guiada de 155-mm “Long Range Land Attack Projectiles” (LRLAP) como parte do programa de qualificação no polígono de White Sands, Novo Mexico.

Os três testes avaliaram o desempenho em voo de longo alcance (63 milhas náuticas) do LRLAP e sua precisão, com um motor de foguete pré-condicionado tático em ambiente quente e temperaturas frias.

Todos os requisitos de teste foram atingidos ou ultrapassados​​, e o alcance, precisão e objetivos de letalidade foram demonstrado com sucesso.

“Este foi um passo fundamental para o programa LRLAP 155 mm da Marinha dos EUA”, disse Tom Pfenning, diretor de munições guiadas de precisão da BAE Systems. “A BAE Systems continua a progredir no caminho certo para qualificar totalmente o LRLAP em apoio à implantação do Sistema de arma avançada, a bordo do DDG 1000″.

O LRLAP de 155 milímetros é eficaz contra uma variedade de alvos em áreas de missão múltipla e foi projetado para fornecer às forças expedicionárias com um preço acessível, uma alternativa para mísseis usados ​​atualmente a partir de navios. O LRLAP é guiado por um GPS e uma unidade inercial, permitindo altos níveis de precisão em alcances superiores a 63 milhas náuticas. Esta capacidade reduz os custos, exigindo menos projéteis para alcançar os efeitos desejados e é muito eficaz quando os danos colaterais representam um problema.

A BAE Systems está progredindo em direção a completar os testes do LRLAP no 4 º trimestre de 2013.

LRLAP 155mm - BAE

FONTE: BAE (tradução e adaptação do Poder Naval a partir do original em inglês)

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Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

5 Responses to “BAE anuncia sucesso nos testes com a munição LRLAP” Subscribe

  1. eduardo.pereira1 27 de fevereiro de 2013 at 21:38 #

    Isto que é um projétil, creio que mesmo sendo uma tecnologia nova os lançadores VLS perderao terreno com a entrada em serviço destas belezinhas que nao demandam tanto espaço para alocaçao e poderao ser utilizados em qualquer embarcaçao que opere com reparos de seu calibre e tenham a tecnologia embarcada para aquisiçao e acompanhamento de seus alvos.

  2. joseboscojr 27 de fevereiro de 2013 at 22:24 #

    Na verdade não tem muito míssil que faz esse serviço.
    O Tomahawk não é útil para prover apoio de fogo imediato e nem alvos de precisão de alto valor.
    Talvez o Harpoon II seja mais eficaz, mas também está longe de ser ideal, além de não ter um tempo de reação muito rápido, necessário para o apoio de fogo dos Marines, que exigem rapidez quando solicitado. Somado ao fato de ser subsônico, como o Tomahawk, que retarda ainda mais o necessário apoio de fogo.
    No passado houve várias tentativas (LASM SM-4, uma versão naval do TACMS, etc) de desenvolver um míssil específico para apoio de fogo e tiro de precisão de reação rápida contra alvos na faixa litorânea que não vingaram.
    Alguns outros ficaram também pela estrada, tais como o NLOS-PAM, de menor alcance, mas que poderia ser usado por pequenos navios, como o LCS.
    Há a possibilidade de se desenvolver para o LCS uma versão do GMLRS de lançamento vertical num módulo específico de apoio de fogo.
    Nova versão do GMLRS terá alcance de 120 km (hoje é 70 km).
    O SLAM-ER teoricamente pode rapidamente ser convertido em um míssil de lançamento de superfície usando o mesmo booster do Harpoon, mas pelo que se sabe não é utilizado dessa forma, sem falar que também é subsônico.
    O futuro LRASM terá capacidade “contra alvos em terra”, em que pese também ser subsônico.
    Enfim, o canhão com projéteis de precisão e de longo alcance sem dúvida é uma solução interessante para a faixa de até 100 milhas.
    E ainda tem a cereja do bolo que será a entrada em serviço dentro de uns 10 ou 15 anos do canhão eletromagnético. Esse sim proverá uma cobertura de mais de 350 km com um tempo de reação extremamente alta devido a ser hipersônico.
    E mísseis hipersônicos também estarão na fila pra preencher a lacuna do apoio de fogo profundo exigido pela guerra moderna, e tudo indica que poderão ser “miniaturizados” para que possam ser levados às centenas.

  3. joseboscojr 27 de fevereiro de 2013 at 22:30 #

    Correção:
    “O Tomahawk não é útil para prover apoio de fogo imediato e nem alvos de precisão de alto valor.

    Quis dizer:
    O Tomahawk não é útil para prover apoio de fogo imediato e nem neutralizar alvos de alto valor que exija reação rápida.

  4. Ivan 28 de fevereiro de 2013 at 11:16 #

    “Cada macaco no seu galho”

    Diz o ditado popular cantado por Caetano Velozo.

    O canhão de uma maneira geral é uma arma com forte recuo que exige uma plataforma resistente, sendo o mesmo (tubo, mecanismos e estrutura) uma arma proporcionalmente pesada e até mesmo cara.
    Entretanto sua munição tem relativamente baixo custo, o que permite fogo continuado, com densidade flexível e boa precisão. Pode ser usado em alvos de baixo valor, ou simplesmente como barragem de fogo em defesa de uma unidade.

    O míssil, particularmente os atuais de lançamento vertical ou em casulos,
    são montados em lançadores de menor custo.
    Entretanto sua munição, o próprio míssil, tem relativamente alto custo,
    sendo sua aquisição em quantidade mais difícil. Melhor usar em alvos de grande valor.

    Na guerra tem lugar para os dois sistemas de armas.

    Sds.,
    Ivan.

  5. joseboscojr 28 de fevereiro de 2013 at 14:17 #

    Ivan,
    Esclarecedor seu comentário, agora, temos que ter em vista que jamais o AGS de 155 mm poderá ser usado de maneira tradicional no apoio de fogo, com fogo de barragem ou fogo sustentado por longos períodos.
    Tanto a munição deve ser caríssima, quanto a precisão intrínseca do projétil e os meios de designar alvos na linha de frente, dificilmente fará necessário o fogo sustentado ou o fogo de barragem, sendo mais usual o fogo de precisão,
    E salvo engano, o AGS não calça outra munição que não a LRLAP. Ou seja, mesmo se o apoio de fogo for requisitado dentro do alcance da munição convencional para o cano do AGS (40 km com projétil Base Bleed), terá que se usar o caro LRLAP.

    OBS: Estavam desenvolvendo a capacidade do AGS para compatibilizá-lo com munição convencional, mas realmente não sei se foi concluído o projeto. Tenho que verificar!

    No caso, o canhão AGS funciona mesmo como um “lançador de míssil”, que substitui o lançamento via booster pelo processo de expansão de gases dentro do tubo, que traz significativos benefícios relativos ao alcance numa determinada faixa de peso.
    É sabido que o AGS tem uma taxa de fogo sustentada de 12 t/minuto, mas duvido muito que essa capacidade seja usada de forma continuada, sendo útil apenas para bater alvos pontuais ou de área na modalidade de fogo MRSI (múltiplos impactos simultâneos).
    Um abraço.

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