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 Prosub Itaguaí 037a

vinheta-clipping-navalO Brasil está mais perto de ter seu submarino nuclear, um projeto dos militares há 40 anos. Se tudo andar conforme o cronograma da Marinha do Brasil, o SNBR, sigla para Submarino Nuclear Brasileiro, estará navegando em 2025. Hoje será inaugurada em Itaguaí, no Rio de Janeiro, a unidade de produção de onde sairão seus componentes internos e dos outros quatro submarinos convencionais que vão substituir a atual frota.

A presidente Dilma Rousseff inaugura hoje de manhã a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), iniciada em 2010. Trata-se de uma fábrica grande, com um galpão de 40 metros, 90 mil m2, sendo 53 mil m2 de área construída. Fica a três quilômetros da Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A Nuclep constrói os cilindros do casco, a parte do submarino onde ficam os tripulantes. Enquanto a Nuclep fabrica o corpo do submarino, a Ufem faz as estruturas mais leves e internas – os convés, as anteparas, as bases da tubulação e dos equipamentos além da proa e da popa.

O processo de construção dos submarinos acontece simultaneamente em várias unidades. A intenção é que cada um deles fique pronto em cinco anos, o prazo para que não estejam logo obsoletos, explica o almirante Alan Paes Leme Arthou, gerente do projeto e construção da base e do estaleiro de Itaguaí. O primeiro dos quatro submarinos convencionais – a família dos SBR que terá nome das batalhas navais da Guerra do Paraguai-, deve ficar pronto em 2015. Permanece dois anos em teste e será entregue em 2017. O segundo será entregue 1,5 ano depois e assim por diante até que o quarto fique pronto em 2020.

Cada um dos submarinos convencionais custa € 500 milhões (quase R$ 1,3 bilhão). Substituirão a frota existente, de cinco submarinos (Tupi, Tamoio, Timbira, Tapajó e Tikuna), com vida útil entre 25 e 30 anos e baseados em projeto alemão. A nova família tem cinco metros a mais que os franceses Scorpène, da Direction des Constructions Navales et Services (DCNS). Ali cabem 40 tripulantes.

O submarino nuclear, que será batizado de Álvaro Alberto (homenagem ao militar que introduziu a energia nuclear no Brasil), é bem maior e custará € 2 bilhões (R$ 5,19 bilhões). São cem tripulantes.

O projeto em curso pela Marinha inclui três frentes – a que vai construir o submarino nuclear, a que construirá os quatro submarinos convencionais e as instalações para fazer tudo isso. O plano prevê a construção do estaleiro e de uma base naval. O chamado Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) é o maior contrato militar internacional do Brasil – são € 6,7 bilhões (ou R$ 17 bilhões). Parcela desses recursos para o projeto de defesa brasileiro faz parte de um financiamento a ser pago pelo Brasil em 20 anos, até 2029, a um consórcio formado pelos bancos BNP Paribas, Societé Generale, Calyon Credit Industriel et Commercial, Natixis e Santander.

Cerca de 70 brasileiros estiveram nos estaleiros da DCNS, em Cherbourg, para transferência de tecnologia e capacitação. Uma empresa formada pela DCNS e pela Odebrecht, de propósito específico, constrói a base naval e o estaleiro em Itaguaí.

O projeto de construção dos submarinos faz parte de um acordo entre Brasil e França assinado em setembro de 2009 entre os então presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy. A França não passa ao Brasil a tecnologia da propulsão nuclear. “Ninguém, no mundo, fornece tecnologia para enriquecer urânio, que é o combustível do submarino nuclear”, diz o almirante. O Brasil já enriquece urânio desde 1985.

Hoje meia dúzia de países têm submarinos nucleares: Estados Unidos e Rússia (já tiveram cerca de 170 cada e agora possuem 70), Inglaterra e França (dez cada), e China (com quatro). A Índia também tem um projeto, como o Brasil.

O almirante Arthou dá uma ideia da complexidade de se fazer um submarino nuclear. “É o bem mais complexo que se pode produzir no mundo”, diz. Um carro tem cerca de 3 mil peças, um avião caça, 100 mil. Um avião comercial de última geração, 150 mil peças. Na Challenger são 180 mil peças. “Um submarino nuclear tem entre 800 mil a 900 mil peças, dependendo do projeto.”

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

8 Responses to “Fábrica de componentes do submarino nuclear brasileiro começa a funcionar” Subscribe

  1. Blind Man's Bluff 1 de março de 2013 at 12:49 #

    Se nem a Australia, uma ilha continente, precisa de submarinos nucleares para defender seus interesses, pq o Brasil, país sem infra-estrutura precisaria?

    Com todo o $$$$$ que ja foi gasto e pior, que ainda será, poderiamos construir pelo menos mais 5 Scorpenes-BR. Ao invés de desenvolvermos a propulsão nuclear, poderiamos estar desenvolvendo propulsão em parceria a AiP, muito mais simples, segura e com muito mais mercado potencial.

    Uma breve analise do que está por vir:
    Em 2025, com alguns anos de atraso, entra em “sea-trials” o SSN-BR. Alguns dias depois, eis que o submarino retorna a base naval de Itaguaí por problemas tecnicos no funcionamento do reator. Meses depois retorna ao mar para logo voltar a base, com problemas tecnicos nas turbinas, um vazamento de vapor de alta pressão, alguns mortos, outros feridos e mais algumas falhas de projeto, que não poderiam haver sido previstas sem experiencia anterior, a chamada tentativa e erros, a mesma na qual passaram todas as marinhas que hoje detêm essa tecnologia.

    Alguns anos mais tarde, e alguns outros bilhões gastos para reparar, adaptar, aprender e operar, decide-se abandonar o projeto, pois descobriu-se que para a missão a qual foi concebido: defender a costa brasileira, seus recursos e rotas de navegação, submarinos convencionais seriam muito mais aptos em todos os sentidos, seja por menor necessidade de manutenção ($) e tempo perdido em porto vs horas de prontidão e operação, seja pelo $/hr de operação, seja porquê afinal descobrimos que não temos nem a expertise tecnica para ensinar quem ensinará nossos futuros marinheiros e o pior de tudo, nem mesmo para a missão de projeção de força podemos contar com esse nosso SSN-BR, pois obviamente, como primeiro e unico submarino nuclear nacional, ele é demasiado barulhento!

    E no final das contas, todos estes bilhões foram jogados no lixo, e uma %, claro, caiu no bolsos dos parasitas partidários, seja qual for o partido.

  2. Blind Man's Bluff 1 de março de 2013 at 14:55 #

    “According to Frost & Sullivan, despite the implementation of austerity measures and defence budget reductions in many countries, the demand for conventional submarines, mainly with AIP on board, will grow at a compound annual growth rate (CAGR) of 1.8 per cent globally during 2013–2022 and present revenue opportunities of up to USD 34.80 billion.”

    “However, the submerge endurance of AIP SSK cannot as yet be compared with that of nuclear-powered attack submarines (SSN). Nevertheless, AIP technology is evolving rapidly with more reliable and powerful AIP solutions expected within a decade. The AIP system is seen as a must-have capability for newly procured SSKs. Moreover, the through-life cost of SSK AIP, in comparison to SSN, is three to four times lower, not to mention the high cost related to the deactivation of SSN.

    Asia-Pacific (APAC) and Europe appear to be the two most attractive markets at present. Frost & Sullivan forecasts that the SSK market in APAC will grow at a CAGR of 2.1 per cent and account for 47.2 per cent of the global demand for conventional submarines (2013-2022). “APAC countries are in the process of expanding their underwater capabilities with stealthy SSK,” added Mr. Kimla. “All major Navies in the region are implementing submarine programmes.”

  3. thomas_dw 2 de março de 2013 at 9:07 #

    Um porta – avioes sem avioes, 9 fragatas geriatricas, 2 navios tanque (1 velho velho velho), 3 navios de apoio aos Fuzileiros … os submarinos estao ainda OK …

    a solucao para o porobrema … ta-ta-ta-ta !!!

    um submarino nuclear

  4. Blind Man's Bluff 2 de março de 2013 at 10:33 #

    Brasilsilsil!

    Apenas espero que as instalações de Itajaí sejam mantidas, pois em se tratando de Brasil, é muito possível que quando esse projeto for cancelado la pra 2030, a base vire sucata também.

  5. thomas_dw 3 de março de 2013 at 22:48 #

    € 2 bilhões (R$ 5,19 bilhões) por 1 unidade …
    € 12 bilhões (R$ 31.14 bilhões) por 6 unidades

  6. Carlos 9 de setembro de 2013 at 14:42 #

    Não precisamos mesmo de um submarino nuclear, como diz o nosso camarada anteriormente…: ” precisamos é de uma dúzia de submarinos nucleares, porque impossibilita totalmente sermos visíveis a radares e satélites espiões.( Já que espionam a nossa conta corrente, o nosso lar, os nossos trabalhos etc…)
    Afinal de contas, temos uma das maiores riquezas do planeta ( naturais ) e uma das maiores extensões territoriais da américa do sul e isso tem causado uma …inveja!!!!( marítima e terrestre ).

  7. Rivaldo Zumbaio 10 de setembro de 2013 at 1:21 #

    Lendo o que o Sr. Blind Man’s Bluff disse nos textos acima, tenho a impressão que os comandantes da nossa marinha são uns imbecis.
    E mais, que nós brasileiros apenas temos sorte por ainda não termos sido invadidos por alguma superpotência, pois, nossas forças de defesa são incapazes, obsoletas e mal comandadas.
    Outra conclusão que chegamos, ainda baseado nos posts desse senhor, é que nós temos um GÊNIO no Brasil ainda não descoberto pelo mundo, que atende pela alcunha de Blind Man’s Bluff, que representa a solução final de todos os nossos problemas. Basta, para tanto, que este senhor ocupe a Presidência da República do Brasil e assuma também, o comando de nossas Forças Armadas, como comandante supremo.
    Que Dilma, que nada! Que Julio Soares de Moura Neto, que nada!
    Queremos Blind Man’s Bluff como presidente e comandante supremo da Marinha, FAB e Exército.
    E ponto final!

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