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A fragata francesa FREMM Aquitaine suspendeu hoje do porto do Rio de Janeiro para realizar exercícios com navios da Marinha do Brasil.  A fragata Aquitaine, com 104 tripulantes a bordo, está em missão de avaliação de três meses no Atlântico Sul e Norte.

A classe FREMM é a peça chave da proposta francesa para o projeto PROSUPER da Marinha do Brasil, para modernizar a frota de superfície brasileira. Sua viagem pelo Atlântico Norte e Sul vai qualificar o navio como ‘sea proven’ (clique nas imagens para ampliar).

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A 14ª Frota de Escolta da Marinha do Exército de Libertação Popular da China está realizando treinamentos de combate em condições adversas. As manobras acontecem no Oceano Índico, com a finalidade de testar a capacidade de resposta das tropas em situações de emergência.


FONTE: Navy Recognition

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vinheta-clipping-navalA inauguração da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem) faz com que o Brasil entre no seleto grupo de países que têm submarinos de propulsão nuclear, e que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas. A avaliação foi feita pela presidenta Dilma Rousseff, nesta sexta-feira, em cerimônia de inauguração da fábrica que integra o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e reaquece a indústria naval brasileira.

“Nós podemos dizer, com orgulho, que essa obra, ela é produto da iniciativa de várias, de múltiplas instituições privadas e públicas. Podemos dizer que, de fato, com ela nós entramos no seleto grupo que é aquele dos integrantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas – únicas nações que têm acesso ao submarino nuclear: Estados Unidos, China, França, Inglaterra e Rússia”, disse.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, que participou da solenidade, endossou o discurso da presidenta Dilma. Amorim lembrou que o Brasil tem incrementado sua indústria de defesa e, como resultado, o setor tem proporcionado a geração de milhares de postos de trabalho. O ministro lembrou também a recente vitória da Embraer para a venda de aviões Super Tucano aos Estados Unidos.

“Estamos todos emocionados em poder estar aqui numa obra que é símbolo desse Brasil que está sendo criado”, afirmou.

Submarinos

A presidenta Dilma iniciou o discurso informando que estivera no mesmo local há três anos, e que naquele instante “era um momento especial para todos nós – naquela época eu era ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, durante o governo do presidente Lula”. E lembrou: “De lá para cá, toda essa fantástica estrutura foi construída, e aqui neste lugar se erigiu um projeto que é muito importante para o Brasil.”

prosub_pequena2E continuou: “E eu me refiro tanto à unidade de fabricação de estruturas metálicas que está nesse momento sendo inaugurada, como a toda a infraestrutura construída aqui nessa região. Foram três anos e, por isso, é muito importante que a gente dirija uma saudação especial à Marinha do Brasil, aos seus oficiais, a todos aqueles da Marinha que contribuíram para que isso, junto com o Ministério da Defesa, ficasse de pé.”

No discurso, Dilma Rousseff enfatizou a parceria com o governo fluminense e o empenho da Odebrecht, que ergueu a estrutura física da obra. “Junto com o programa nuclear da Marinha, nós estamos vendo que aqui também se cria um polo de referência. Um polo de referência baseado nesse contrato que nós firmamos com a França em dezembro de 2008. E esse contrato tem por objetivo garantir a transferência de tecnologia e a formação de profissionais brasileiros na construção de submarinho”, contou.

A presidenta também fez menção ao desenvolvimento da indústria nacional. “Eu gostaria de louvar um fato que é muito importante: uma indústria da defesa, como disse o ministro Celso [Amorim], é uma indústria da paz. Mas eu acho que a indústria da defesa é, sobretudo, a indústria do conhecimento. Aqui se produz tecnologia, aqui tem também um poder imenso de difundir tecnologia”, afirmou.

Segundo Dilma, o fato de o Brasil viver em paz com seus vizinhos e de não se envolver em disputas bélicas não afasta a noção de que o mundo é complexo. Esse cenário exige do país a capacidade de se inserir no contexto internacional de forma cada vez mais pacífica e dissuasória.

“Todos nós temos consciência, no entanto, que o mundo é um mundo complexo. O Brasil assumiu, nos últimos anos, uma grande relevância. Um país como o Brasil tem esse mérito de ser um país pacífico. Isso não nos livra de termos uma indústria da defesa e temos toda uma contribuição a dar na garantia da nossa soberania, e nos inserirmos cada vez de forma mais pacífica e dissuasória preventivamente no cenário internacional”, disse.

Cerimônia

Logo pela manhã, era intensa a movimentação nas imediações da Nuclebrás. Pessoas chegavam apressadamente para participar da cerimônia de inauguração da Ufem. Políticos, empresários e operários se movimentavam. Tropas da Marinha circulavam pelo local para ordenar o fluxo de pessoas.

prosub3Em poucas horas, o pátio central da unidade fabril estava tomado pelo público, que aguardava a chegada da presidenta Dilma e das demais autoridades. O ato foi iniciado com a saudação do prefeito de Itaguaí (RJ), Luciano Mota, que destacou a importância do empreendimento para o desenvolvimento econômico do município.

Coube ao comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, elencar as características do programa de construção de submarinos naquela base.  O empreendimento iniciado em 2011 prevê investimentos de R$ 7,8 bilhões e deve estar concluído em 2017, quando entrará em operação o primeiro dos quatro submarinos convencionais. O PROSUB vai empregar 9 mil pessoas e produzir outros 32 mil postos de trabalho indiretos.

O governador do Rio, Sergio Cabral, destacou em discurso a importância da parceria com o governo federal e disse que os resultados permitem alavancar a economia fluminense. Ao término do evento, os jornalistas presentes visitaram as obras de Itaguaí.

FONTE: Ministério da Defesa

VEJA TAMBÉM:

vinheta-clipping-navalO governador das ilhas Malvinas, Nigel Haywood, acusou a Argentina de “mentir” e de fabricar constantemente “invenções”, como a denúncia de que haveria submarinos nucleares britânicos no Atlântico Sul.

Em entrevista publicada neste domingo pelo tabloide The Sun, a apenas uma semana do referendo sobre o status político das Malvinas, Haywood declarou que o Reino Unido apoiará os moradores das ilhas enquanto quiseram continuar sob soberania britânica.

Os cerca de 3.000 habitantes (chamadas Falkland no Reino Unido) irão às urnas nos dias 10 e 11 de março para participar de uma consulta popular sobre sua atual condição de território britânico ultramarino.

O referendo foi convocado depois que, nos últimos meses, a Argentina aumentou suas reivindicações sobre esse território, cuja soberania reivindica desde 1833.

Em sua residência de Port Stanley (Puerto Argentino), Haywood declarou ao “Sun” que o governo da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, “inventa coisas”.

“A Argentina inventa coisas como a de que (as Malvinas) são um território em disputa e que a ONU decretou que os moradores não têm direito de decidir. Quando? Nunca disseram isso!”, exclamou.

Também “dizer que o Reino Unido tem submarinos com armas nucleares no Atlântico Sul é uma invenção”, acrescentou o governador.

A Argentina não reconhece o referendo de soberania das Malvinas, enquanto o governo britânico espera que contribua para deixar claro à comunidade internacional que os malvinenses querem continuar sob soberania britânica.

As tensões entre Argentina e Reino Unido em torno das Malvinas impediram que, em fevereiro, houvesse um encontro entre os ministros das Relações Exteriores de ambos os países durante a visita a Londres do chanceler argentino, Héctor Timerman.

FONTE: EFE via Terra

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