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Segundo dados da Frost and Sullivan, empresa britânica de pesquisa e análise econômica, o mercado para submarinos convencionais diesel-elétricos deve aumentar em cerca de 1,8% até 2022. Os modelos com propulsão independente do ar (AIP) devem ter a maior demanda.

Para o analista de segurança, defesa e indústria aeroespacial da Frost and Sullivan, Dominik Kimla, “o ambiente das operações navais mudou significativamente. As operações passaram da ‘água azul’ do mar aberto para a ‘água rasa’ das regiões litorâneas”, explica. “A importância de submarinos convencionais menores e mais silenciosos, em vez de grandes modelos nucleares, aumentou bastante”.

A região da Ásia -Pacífico e a Europa parecem ser as principais áreas de aquisição de submarinos convencionais, segundoa empresa. A previsão é de que o mercado asiático para esse tipo de embarcação creça 2,1% e venha a totalizar 47,2% da demanda global. Já a Europa responde por 22,4% da fatia de mercado, e espera-se um aumento de 1,5%. Páises como Alemanha, Espanha, Itália e Turquia possuem projetos “relevantes” de desenvolvimento de submarinos convencionais. “As forças navais cada vez mais estão se voltando para os SSK por conta do caráter polivalente e do potencial semi-estratégico dessas embarcações”, aponta Kimla. “Sendo assim, os submarinos convencionais representam grandes oportunidades tanto para a venda de novos navios como para a inclusão do sistema AIP em modelos já existentes”.

FONTE: UPI.com (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

47 Responses to “Mercado para submarinos convencionais deve crescer” Subscribe

  1. Marcos 5 de março de 2013 at 11:51 #

    He, he, he

    E os banarnienses desenvolvendo (desenvolvendo?) SubNucl!!!

  2. eduardo.pereira1 5 de março de 2013 at 12:59 #

    Estamos tao atrazados que quando resolvemos desenvolver um subnuc pra projetar poder as demais forças (mesmo as que nao o possuem) percebem como é mais interessante os diesel elétricos que sao mais silenciosos e o fato de que agora o negócio é defender o seu quintal e nao cheretar o dos outros e aqui creio que sabem disso por isso os 4 Scorpene convencionais que cairao como uma luva na guarda do pré-sal. Mas ainda defendo o subnuc, mesmo que ,se,se, sair ao menos 1.

  3. Blind Man's Bluff 5 de março de 2013 at 15:22 #

    @eduardo

    O custo para se construir esse unico SSN-BR equivale aproximadamente ao contrato do FX-2 + 1 Scorpene de bonus!

    Eu disse apenas construir, pois essa é a parte facil e de baixo custo do projeto. Os custos realistas projetados de manutenção e capacitação não foram e nem serão divulgados tão cedo!

    Agora, em questão de prioridades e aqui entra aquele conceito basico da economia moderna, “recursos escassos”, vejamos o que vale mais para o Brasil, se 1 unico SSN de primeira geração ou 5 SSK de ultima geração + uma Força Aérea de 4+ geração.

    Quem não quer ter um SSN é louco, mas é mais louco aquele que troca todas as outras forças, por apenas e nada mais que isso.

  4. CorsarioDF 5 de março de 2013 at 16:57 #

    Prezados,

    Não questiono a importância fundamental do SSK para uma marinha moderna (a US Navy já está até estudando um possibilidade futura), mas o SSN é extremamente vital para um país, mas concordo com os demais que apenas 1 não fará muita diferença, além do fato de que quem tem 1 não tem nenhum!!!

    Basta ver o Opalão e o substituto dele na marinha dos oui…

    Não tem jeito, eles tem que realizarem os reparos necessários, e nesse período estamos simplesmente sem nada.

    Realmente é muito interessante a questão da prioridade e sobretudo a diversificação dos meios de defesa, não basta ter apenas submarinos se envolvermos em um hipotético conflito com a Bolívia ou com o Paraguai!!!

    Ele só serve para dissuadir um conflito de grande proporções, com uma ["real"] marinha atacante (China, Índia, UK, EUA, França, Rússia) e mesmo assim duraria poucos dias (ou horas) para o perdermos…

    ST

  5. gayneth 5 de março de 2013 at 19:27 #

    Gente, nós estamos partindo do zero. Agora e só agora nós teremos alguma estrutura para construirmos submarinos. E se o Brasil conseguir construir o seu tão sonhado SUBMARINO NUCLEAR. Ai sim teremos tecnologia para aplicarmos em varias outras frentes. E esse foi o começo escolhido. Vamos acreditar nas pessoas que estão trabalhando nesse projeto. Nas que estão trabalhando e só. Antes não tínhamos nada, agora já temos estrutura e um projeto.

  6. FABIO 5 de março de 2013 at 19:53 #

    NA MINHA OPINIÃO ERA MELHOR CONSTRUIR UNS 10 SUBMARINOS CONVENCIONAIS AO INVES DE TER 1 NUCLEAR QUE SO VAI ESTAR OPERACIONAL EM 2065 …

  7. Marcos 5 de março de 2013 at 20:35 #

    Submarino nuclear !? para quê ?. Não foi com um desses que a Inglaterra manteve a marinha argentina nos portos ?
    Aliás nosso mar é tão pequeno que podemos emboscar qualquer invasor com nossos diesel-elétricos em qualquer lugar.
    Em caso de perseguição ao intruso com nossos submarinos convencionais poderemos alcança-lo e as baterias durarão o tempo necessário para o combate.

  8. Joelsoncc 5 de março de 2013 at 21:00 #

    Opinião de alguém que todo dia acompanha os sites da defesa e que as vezes compra na banca a revista, ou seja, gosto do assunto e de discutir (por mais que as vezes fique boiando com termos técnicos aqui usados)…

    Bom, eu acho que por tras do SSN-BR tem toda uma tecnologia que poucos no mundo detem, e isso importa e muito pro Brasil, sem contar que esta arma é vital para nosso imenso litoral.
    Agora se ficar cara a coisa, vai sem ser nuclear mesmo, mas o aprendizado ficou…

  9. Nunes-Neto 5 de março de 2013 at 21:37 #

    Marcos, concordo com vc, e acrescento a idéia da MB é ter 3 inicialmente.Abçs

  10. AlexJ 5 de março de 2013 at 21:43 #

    Marcos disse:
    5 de março de 2013 às 20:35

    Marcos

    A Austrália, país bem mais rico e com governo infinitamente mais probo do que o nosso, possui águas territoriais e ZEEs bem mais extensas que as brasileiras e nem por isso embarcaram no delírio do subnuc. Recentemente, uma comissão governamental australiana recomendou ao governo daquele país que em lugar de dois ou três subnucs, cujos custos de fabricação e operação seriam astronômicos, constituísse uma frota de no mínimo 12 subs AIP. Olha que eles possuem muito mais tradição militar do que nós, tendo sido mesmo bombardeados pelo Japão na IIGM. Ademais, os xinglings representam hoje uma ameaça muito mais grave e urgente para eles do que qualquer coisa que já tenhamos tido por essas bandas em toda a nossa história.

    No caso da Grã-Bretanha nas Falklands, lembre-se de que ela é um velho poder imperial com resquícios de seu antigo e vasto império espalhados por todos os mares e continentes (Bermudas, Falklands, Chagos, Caymans, etc), sem contar os laços e responsabilidades que possui com seus antigos Dominions (Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Belize, etc). Sendo assim, é política e militarmente necessário e justificável possuir algo tão oneroso quanto um subnuc. Agora, o que o Brasil possui além de 500 milhas de sua costa? Irá projetar poder contra quem? Quais obrigações de assistência militar possui e que deve honrar com países e territórios longínquos? Que poder de dissuasão representa possuir um único subnuc? Quais serão os custos de manutenção e operação do mimo? Essas são algumas das questões que até o momento ninguém respondeu.

    sds

  11. colombelli 5 de março de 2013 at 21:47 #

    Em uma estratégia eminentemente defensiva, como a que o Brasil apregoa ter, os diesel-elétricos cumprem a função com menor custo. A Unica vantagem concreta do nuclear é a autonomia. Este requisito so tem sentido em uma estratégia ofensiva de dissuasão, que levasse a ameaça à costa de um longinquo atacante (imaginemos exemplificativamente China ou EUA). Mas pra esta estratégia ser efetiva, é ncessário mais de um com certeza. Logo, dentro de um discurso exclusivamente defensivo, como é nosso, é bem melhor ter mais 05 diesel elétricos que 01 nuclear, pois o cenário de hostilidades projetado é nas proximidades de nossas costas.

  12. Alex Stélio 5 de março de 2013 at 22:00 #

    Caros amigos, concordo em quase tudo o que foi dito, não sou a favor da construção desse tipo de arma para o Brasil, assim como não sou a favor de possuirmos um porta aviões, já que esse serve para projetar força (projetar contra quem?) no lugar desse sub nuclear, eu apostaria na construção de mais 10 subs convencionais, esses dariam conta de nosso litoral tranquilamente.
    P.S. AlexJ, a Austrália não é mais rica que o Brasil economicamente falando, pode ser mais desenvolvida apenas.

  13. Leandro 5 de março de 2013 at 22:18 #

    Brasileiro é chato mesmo eim, rsrs…
    Se faz não tá bom, pq é caro é isso é aquilo não precisamos e blá blá blá…
    Se não faz, é pior ainda, é pq somos incompetentes, somos atrasados
    e blá blá blá…

    Sabe acho que o Brasileiro não sabe o que quer, e isso refleti em nossos governantes e vice-versa, por isso somos um país conhecido mundialmente por não levar as coisas a sério, somos muito indecisos e medrosos.

    Mas o pior de tudo, o brasileiro tem baixa auto estima, não dá valor
    no produto nacional, não acredita em si mesmo, talvez seja por isso
    tudo que ainda somos um país de 3° mundo mesmo sendo a 7ª economia mundial.

    ps: Espero que as pessoas levem na boa o meu comentário, eu não
    quis ofender ninguém.

  14. Leandro 5 de março de 2013 at 22:38 #

    Só completando o que eu penso

    Acho que o mais correto seria investir em torno de 16 à 20 submarinos comuns, por causa do seu custo mais baixo e devido ao Brasil ser um
    país pacifico e voltado a defesa!

    Só que, não condeno quando a Marinha Brasileira e o governo (não sou petista) busquem outras alternativas como no caso do Sub. nuclear

    Acho válido o CONHECIMENTO que iremos adquirir com isso, talvez
    seja uma ideia absurda devido ao alto custo para uma país de 3° mundo,
    mas se olharmos o quanto iremos ganhar lá na frente adquirindo experiência e conhecimento nessa área podendo inclusive ajudar outros
    setores da sociedade, porque não podemos investir nesse tipo de conhecimento ?

    Talvez o Brasil só fique nesse 1°submarino nuclear e veja o quanto é caro e dificil a manutenção do mesmo, mas alguém arrisca dizer que não
    iremos adquirir nenhum conhecimento nessa área ?

    Não diz aquele velho ditado, “quem não arrisca não petisca” acho que
    todo conhecimento é válido portanto não condeno a atitude da Marinha Brasileira.

  15. Nunes-Neto 5 de março de 2013 at 23:39 #

    Alex o IDH da Austrália é maior que o nosso agora o PIB não está nem entre os 10 maiores resumindo, o Brasil é mais rico,mas distribuição da riquesa……lembrando projeto da MB 10 sub. diesel-elétrico 3 nucleares, sendo que a tecnologia desenvolvida na produção dos reatores ,tb serão utilizadas para gerar enérgia em lugares mais distantes do país,já que teremos reatores pequenos.ABÇS

  16. Nunes-Neto 5 de março de 2013 at 23:40 #

    # riqueza

  17. AlexJ 6 de março de 2013 at 0:46 #

    Prezado Stélio,

    Tamanho de PIB não reflete riqueza assim como extensão territorial e dimensão populacional não refletem poder de um país.

    Caro Nunes,

    Você realmente acredita em 10 subconv. + 3 subnucs no país do improviso e da falta de planejamento?

    Veja, a maioria dos meios de superfície está no fim da vida útil e nada foi feito de concreto até o momento para a substituição. Sem mencionar, é claro, a defasagem tecnólogica… Radar 3D… que é isso? CIWS… hã?
    A FAB está na penúria e a quase duas DÉCADAS está em andamento um processo de aquisição de novos jatos e a gerenta e seus asseclas já avisaram em alto e bom som que não há prazo para a conclusão. Não é prioridade. DUAS DÉCADAS!!!!
    Logo logo, os F-5 começam a cair aos pedaços, literalmente.
    Se a coisa tá feia desse jeito sem subnuc, imagina o futuro quando esse ralo orçamentário der as caras.
    Mas para uma coisa temos que admitir que ele já está servindo… inflar o ufanismo.

    sds.

  18. colombelli 6 de março de 2013 at 0:54 #

    Prezado Nunes

    A rigor o desenvolvimento de um reator para submarino guarda, salvo os princípios gerais, pouca coisa comum com um reator para uso civil. São requisitos operacionais um tanto diferentes, a começar pelo vaso de pressão. Mas se a questão é a ncessidade de uso de energia nuclear, coisa que será inafastável no caso da região norte e diante do exaurimento do potencial hidroelétrico no sul/sudeste, então se poderia passar a desenvolver diretamente reatores de uso civil em um programa energético. Usar o submarino, extremamente caro, para tanto não parece melhor solução. A colocação de mais dois sub nucleares em operação demandará pelo menos mais um década apos o primeiro, Nesta época ja poderemos ter porta aviões de uma coligação internacional ou potencia em nossa costa. Logo, seja pelo prisma militar, seja pelo eventual ganho em termos de conhecimento, o custo benefício não recomenda o submarino nuclear.

  19. marciomacedo 6 de março de 2013 at 8:09 #

    O único reparo que coloco no submarino nuclear é o momento em que foi decidido construí-lo. Um momento em que a nossa frota de superfície como um todo está enfraquecida, com unidades com pouco ou nenhum valor militar. E ainda: com poucos patrulheiros costeiros e OPVs para policiarem a extensa costa do Brasil. O subnuc, como ressaltou o Marcos, tem um valor estratégico inegável e permite desenvolvimento tecnológico sem par.
    Sua construção é coerente com a opção brasileira de privilegiar a negação do uso do mar.

  20. j.Knoll 6 de março de 2013 at 8:34 #

    -Realmente,não entende-se a paixão da MB pelo projeto do SSN, que tem levado um bom dinheiro do orçamento da Defesa, qdo é sabido que tivemos que encostar fragatas por falta de dinheiro para mantê-las, qdo há necessidade de se acrescentar no mínimo 12 fragatas as 9 em operação, as quais entendo uma vez renovadas e dotando-as d e novos e modernos equipamentos e mísseis, podem ainda, por 15 a 20 anos prestarem um bom serviço de patrulhamento da Amazônia Azul. Quando temos necessidades de no mínimo de 12-15 SSK para patrulhar nossas águas territoriais, sim pq enquanto uma das embarcações e ssk estão em alto-mar, outros e stão em manutenção, ou em reserva para susbstituir aq

  21. j.Knoll 6 de março de 2013 at 9:07 #

    enquantos outros estão em manutenção, ou em reserva para susbstituir aquele que retornou de alto-mar, e deva passar por processo de reabastecimento quer de óleo combustivel, quer de suprimentos, como oportunizar que os marinheiros passam uns dias de descanso junto aos seus familiares. Qdo é sabido, que há necessidade de não só substituição do meio flutuante como dotar os atuais de novas armas e tecnologia, quando é sabido, que nossos aviões estão no chão por falta de peças, qdo temos munições nas nossas três armas para somente 01 hora de guerra, quando temos que substituir as superadas FAL, o qual estamos a falar nada mais do que uma encomenda de 180mil a 200mil novos fuzis automáticos, e saber qual o calibre a adotar, se a atual munição será compatível com o novo fuzil adotado.
    Como tb vejo a necessidade de termos respostas + rápidas qtos as decisões que devamos tomar, como a necessidade de aumentar o percentual a ser investido nas três armas, passando dos atuais 1,5% do PIB para 2,5% a fim de atendermos as demandas da Defesa. Sem modificar o métodos operandi, as decisões continuaram muito lentas, o que acumulará os problemas a serem solucianados.

  22. Felipe 6 de março de 2013 at 10:05 #

    Será que o conhecimento nuclear adquirido será utilizado nos novos Nae’s?

  23. Mahan 6 de março de 2013 at 13:29 #

    Fileiras cerradas e passo firme em direção ao SubNuc Nacional. Engraçado, né não? Reino Unido e França possuem costa bem menor que a Austrália e utilizam SubNuc. Como são bobos esses europeus…

  24. Marcos II 6 de março de 2013 at 13:35 #

    Sr. Leandro, faço minhas suas palavras, realmente nunca estamos satisfeitos, porém não custa lembrar aquela desavença entre Brasil e França ocorrida no início da década de 1960, conhecida como a “guerra da lagosta”, onde de uma hora para outra surgiu a possibilidade concreta de um confronto armado entre as duas marinhas. Então pergunto: Se fosse o comandante da armada naquela época trocariam os contrários aos SSN por SSK, e dispensariam uns dois porta aviões nesse conflito?

  25. Milton 6 de março de 2013 at 13:43 #

    Felipe,
    Que novos Nae’s são esses aos quais se refere?
    Se realmente houver novos Nae’s porque seriam de propulsao não convencional?
    Os reatores de um sub nuc sao pequenos e de baixa potencia para um Nae. Ja houve tentativas de adaptação em alguns paises sem sucesso.
    Caso exista a opcção por Nae’s Nuc novos reatores devem ser desenvolvidos.
    Sds.

  26. Marcos II 6 de março de 2013 at 13:57 #

    Qdo alguns colegas de debate neste excelente blog citam as diferenças de custos entre os dois tipos de sub, concordo também com a afirmação sobre o desenvolvimento tecnológico, e lembro que grandes potências tem grande faturamento no mercado de armas. Não podemos ficar eternamente a reboque de terceiros, precisamos assimilar tecnologias já em uso por outros e desenvolver novas. Todo cidadão paga impostos e tem o direito de cobrar o bom uso dos mesmos, comparem os gastos dos nossos parlamentares com o de outros países. Se queremos ser realmente grandes, é preciso pensar grande, e fazer acontecer. Mais uma vez, respeitando as opiniões divergentes, sou favorável ao programa da MB, de mais 5 submarinos diesel e 3 SSN. Um abraço aos colegas patriotas.

  27. Milton 6 de março de 2013 at 13:59 #

    Alexj,
    Acredito que sua primeira colocação acerca dos motivos da Inglaterra ter sub nuc está baseada em um argumento com a logica invertida.
    Os ingleses nao mantem sub nuc simplesmente. Eles manteem diversas bases militares espalhadas pelo mundo em antigas ou atuais possessoes.
    Essas ilhotas sao estrategicas, e a relacao com as ex colonias tb é. O motivo de terem sub nuc é garantir essa posicao estrategica. E isso so se justifica por um motivo: garantir o modo de vida e o padrao de vida dos proprios ingleses. O compromisso nao é com os ex colonizados, mas sim com a propria inglaterra.
    Esses mesmos argumentos sao validos no caso do Brasil. Nao um, mas varios sub nuc. Quem quer ser respeitado tem de ter poder de se fazer ouvir. Esse sub nuc tem um papel bastante assertivo dentro de uma logica geopolitica e economica de resistencia e alternativa ao norte industrializado.
    Podemos nao concordar com esse projeto, mas ele existe e dentro dele o sub nuc cabe perfeitamente.
    Abçs

  28. Paulo Itamonte 6 de março de 2013 at 14:05 #

    Sempre fui favorável ao Brasil possuir submarinos nucleares, assim como ter caças no estado da arte, fragatas e corvetas último tipo, ótimos blindados, etc. Só que agora acompanhando todas essas notícias nos últimos tempos, cara, estou desanimado. Está mais do que na cara que esse governo ( e os outros antes deste) não tem o mínimo interesse no assunto forças armadas. Acho que todas essas aquisições feitas ( os helicópteros, esses cinco subs, o pantsir, os guaranis, etc) é somente para sossegar os militares e principalmente porque (a ¨cumpanheirada¨) devem estar levando, e muito, por fora. Já desisti de esperar alguma coisa de útil de um governo e de um povo que pensam somente em futebol (os outros esportes que se danem), carnaval e novela. E tem trouxa que ainda acredita e diz que o brasileiro é respeitado lá fora porque é pentacampeão, pacífico, do futuro e outras idiotíces. Hoje, eu tenho é vergonha de ser brasileiro.

  29. MO 6 de março de 2013 at 16:11 #

    Felipe, me desculpe, mas o que significa “Novo NAe ?”, vc sinceramente, acredita nisto, detalhe não é sarro, isso é sério …

  30. Bravoone 6 de março de 2013 at 16:18 #

    Operar um submarino de propulsão nuclear é para quem pode, não para quem quer, já está mais do que provado a superioridade dos nucleares frente aos convencionais, se alguma força naval ainda não os possui em seu inventário, é porque não teve capacidade de projetar, construir e colocar em operação um, porque dúvido que exista uma força naval no mundo que não queira ter um.

  31. Groo 6 de março de 2013 at 16:29 #

    A Kockums sueca tem um sistema AIP interessantíssimo que utiliza motores Stirling.

    http://www.kockums.se/en/products-services/submarines/stirling-aip-system/

  32. Felipe 6 de março de 2013 at 17:13 #

    O PRONAE e o PROSUPER estão em desenvolvimento, assim como está saindo do papel o PROSUB, porém tudo demanda (muito) tempo para ser concretizado.

  33. nunes neto 6 de março de 2013 at 21:36 #

    Alex, realmente eu não acredido nessa posibilidade pelos próximos 30/40 anos dificilmente veremos isso, apenas estou relatando os planos da MB, porque alguns amigos do blog estão falando: ” para que UM subnuclear?” , “quem tem UM,não tem nem um..” só disse que a marinha não pretende ter apenas UM, ela pretende ter 3, possivelmete teremos um pool entre SBR e U29 durante um tempo (chute algo como 6/7) e um núclear.
    Colombelli , tecnologia núclear não é meu ramo, estou relatando o que foi dito em várias entrevistas, por várias autoridades, que a mesma técnologia seria utilizada para desenvolver “mini reatores” de uso cívil.Abçs

  34. Blind Man's Bluff 6 de março de 2013 at 22:51 #

    @Milton

    Da onde vc tirou que não existem porta-aviões com propulsao nuclear?

    Desde o Big-E, todos os porta aviões americanos tem propulsão nuclear e não para por ai, a classe Kirov sovietica (conhece?) tbm tem alguns reatores nucleares a bordo, o quebra gelo classe Arktika tbm, os cruzadores da classe California, …

  35. daltonl 6 de março de 2013 at 23:50 #

    Blind…

    o Milton refutou a ideia de um sucessor nuclear para o NAeSP e não que não existam NAes nucleares.

    Quanto ao que vc escreveu sobre o Big E, os custos “assustaram” tanto que depois dele ainda foram lançados 2 NAes convencionais, o América comissionado em 1965 e o John F. kennedy comissionado em 1968 para daí então surgir o Nimitz comissionado em 1975.

    abs

  36. aldoghisolfi 8 de março de 2013 at 8:48 #

    A grande vantagem no desenvolviimento do nosso nuke é termos um programa nuclear (e na esfera militar) em andamento e aceito por todos. Gostaria era de ver uma grande frota de submarinos convencionais estrategicamente distribuída pela costa para evitar o drama que o Marcos referiu antes. ME EXPLIQUEM OS DO MAR: se o caso é projeção de poder, honestamente, porque não negociar alguns dois nukes que estejam disponíveis? Sem interromper o programa nuclear e o nosso nuke? Mesmo com um submarino atômico não teremos força suficiente para manter o préSal contra quem desejar botar a mão nele e nem vamos fazer medo para ninguém que venha a nos enfrentar, diferentemente da presença maciça de vários convencionais em vários pontos da nossa água, até mesmo off shore.

  37. Blind Man's Bluff 8 de março de 2013 at 10:19 #

    Aldo, acredito que o pré-sal não seja considerado projeção de força, mesmo porquê todo o pré sal está dentro do “guarda-chuvas” de superioridade aérea do FX-2. Projeção de força neste caso seria enviar o SSN-BR à casa do “inimigo” para espiona-lo e em caso de guerra, interromper seu trafego naval e rotas comerciais. No nosso caso, a missão é puramente defesa costeira. Se o problema é autonomia, vale lembrar que os SS americanos da segunda guerra, operavam desde Pearl Harbor em missões no sudoeste asiático!

    Porém aí entramos naquela tecla que venho batendo a tempos: Com apenas 1 submarino, não teremos o chamado “combat-readiness” para ser no mínimo eficientes na missão de projeção de força. Só para se ter uma ideia, numa marinha experiente, que opera submarinos nucleares a mais de 60 anos como a americana, um SSN ou até mesmo SSBN passa ~2/3 de sua vida útil em porto. Isso significa que no caso do Brasil, teremos um submarino operante por 4 meses/ano. Duvido que nossos “inimigos” esperarão esse SSN sair em missão para nos atacar! kkk

    Estrategicamente, valeria muito mais a pena reforçar o guarda-chuva da FAB, operante 365 dias por ano em conjunto com uma marinha pequena porém eficiente, que possui pelo menos 3 submarinos sempre no mar, do que 1 SSN que passa 2/3 do ano em porto. Isso não condiz com a realidade nacional. Um SSN é muito bom para o ego da nação, mas não vale nada estrategicamente.

    O Brasil de repente ficou rico e a única infra-estrutura que construiu foram estádios de futebol e 1 submarino nuclear! Brasilsilsilsil

  38. daltonl 8 de março de 2013 at 10:39 #

    Mas a idéia não é ter apenas um SSN e dizem que o segundo, terceiro, quarto, etc…afinal, seremos potencia, poderão até ser diferentes e mais avançados.

    Também sempre é possivel adotar duas tripulações, como os SSBNs americanos, franceses e britanicos possuem mas também os SSNs franceses o que permitiria mais tempo de mar.

    Quanto ao nr ideal de submarinos convencionais, o que permitiria um emprego maciço? Trinta para se ter no mar a todo instante um máximo de 10 unidades? Dez serão o suficiente ?

    Não acredito que venhamos a ter 30 submarinos …talvez metade incluido nucleares e convencionais então será possivel ter …5 a todo o tempo?

    Mas…as minhas duvidas são :

    Por que não podemos vender o óleo do pré sal? Há um agressor em potencial ? Sim, temos que estar preparados, mas, quem poderia ser?

    Será que o pré sal será tudo isso mesmo? Tem gente na Petrobrás que acha que não será tão fácil a extração ao menos não quanto ao custo/beneficio.

  39. Blind Man's Bluff 8 de março de 2013 at 11:33 #

    dalton, as coisas num submarino eventualmente quebram, num submarino nuclear, uma maquina mais complexa até mesmo que o onibus espacial, a manutenção é dificil e demorada. Não é questao de tripulação, mesmo pq o espaço é bem limitado, é a complexidade e riscos envolvidos. Vou te recomendar um livro e um documentário: O livro está disponivel na amazon para kindle e se chama: Making a submarine officer (Alex Fleming) e o documentario vc encontra na internet e se chama “Submarine Patrol”, produzido pelo CH5 ingles.

    Sobre o pré-sal, este ja esta quase todo vendido para exploradores internacionais como EUA, Inglaterra e França e esse trabalho foi feito pelo Lula. Por isso, não interessa a nenhum dos grandes impor qualquer barreira a sua exploração. Quanto a custo beneficio podemos dizer que o pré-sal, assim quanto ao oleo cru encontrado nas Malvinas não são descobertas recentes, porém havia muita oferta barata no mercado internacional o que inviabilizava sua exploração. A medida que o preço do barril sobe, e só tende continuar subindo, esses poços de dificil extração, se tornam cada vez mais atraentes.

    Sobre o numero de SSKs, isso varia muito de país a país. Os americanos chegaram a operar mais 100 SSNs durante certo periodo da guerra fria, muitos desses realizavam exclusivamente missoes de “boomer hunting”, outros de escolta, e outros, missões de inteligencia. Para o Brasil, levando em conta a regra do 1/3 (1 no mar, para 2 em porto), eu diria entre 9 a 12, para que tenhamos sempre 3 submarinos operando a qualquer momento e outros 3 em estado de prontidão.

  40. daltonl 8 de março de 2013 at 12:01 #

    Blind…

    as duas tripulações não embarcam ao mesmo tempo…no caso do SSBN da US Navy após uma patrulha em média de 70 dias, o SSBN retorna a base por pouco mais de um mês então a segunda tripulação embarca para outra patrulha o que tem permitido a um mesmo submarino passar a maior parte do ano em patrulha até a necessidade de um periodo de manutenção maior de vários meses que quebra o ciclo.

    Mas…é caro manter duas tripulações e não vejo o mesmo acontecendo por aqui, apenas ilustrei que seria uma forma de manter o SSN mais tempo disponivel assim como fazem os franceses com seus SSNs.

    Sei que muita gente “sonha” com submarinos emboscando NAes da US Navy e vibram com cada perifoto com um NAe na mira, mas, é fato que muitos destes exercicios se passam na possibilidade de um conflito ocorrer quando o NAe já encontra-se em aguas contestadas por submarinos, caso contrário, os EUA enviariam outras “coisas” antes.

    Na minha opinião, temos que ter forças adequadas para manter nossos vizinhos na linha, mesmo apesar de nem sempre se impor como foi no caso da Bolivia e também estar à altura de uma potencia mediana como a França por exemplo.

    Esta estoria de Brasil contra o resto do mundo…só mesmo no futebol :)

    Obrigado pelas recomendações

    abraços

  41. Blind Man's Bluff 8 de março de 2013 at 12:43 #

    @dalton

    É isso ai, concordo com vc em tudo que vc disse. Temos que fazer mais com o pouco que temos. Antes da ambição de ser uma potência mundial, deveríamos pensar em sermos a potência regional.

    “Na minha opinião, temos que ter forças adequadas para manter nossos vizinhos na linha, mesmo apesar de nem sempre se impor como foi no caso da Bolivia e também estar à altura de uma potencia mediana como a França por exemplo.”

    E como o Paraguay na Guerra da Triplice Aliança.

  42. Blind Man's Bluff 8 de março de 2013 at 12:43 #

    Tinhamos uma marinha operacional no momento da batalha de Riachuelo.

  43. juarezmartinez 8 de março de 2013 at 13:16 #

    Blind Man’s Bluff disse:
    8 de março de 2013 às 12:43

    Tinhamos uma marinha operacional no momento da batalha de Riachuelo.

    Read more: http://www.naval.com.br/blog/2013/03/05/mercado-para-submarinos-convencionais-deve-crescer/#ixzz2Mxv1V0Bn
    E hoje afora a força de submarinos, temos um monte de navios velhos, na sua maioria com vários problemas operacionais, logísiticos e pouca gente qualificada para os mesmos….triste realidade e para piorar o atual almirantado, uma tropa de maria vai com as outras seguindo os brados de devaneio do atual CM acompanhados elocubrações masturbativas alucinógenas.

    Grande abraço

  44. aldoghisolfi 10 de março de 2013 at 9:23 #

    Blind: desculpa a demora…

    Quis dizer por ‘projeção de força’ a presença constante da MB nas nossas áreas de interesses, no caso específico, o préSal. Acho que muito mais eficiente do que um SSN seria uma bela frota de submarinos convencionais, não só pelo que dissestes quanto à utilização efetiva do nuke em +- 30%, mas quanto à efetiva disponibilidade dos convencionais, onde somos experientes mais do que suficientes para retirar deles o máximo de eficiência, concordas? E, não só isso, eles entrariam em serviço tão-pronto negociados enquanto os nacionais não saem do estaleiro.

    A cobertura da FAB, sem dúvida alguma é de fundamental importância, aliás, acho que é condição sem a qual nada se implementa nos termos de manutenção do préSal. MAS discordo que esteja dentro da superioridade aérea do FX2 como argumentastes, mesmo porque dentro de poucos dias vamos arriar os Mirages e babaus FAB. Ainda agravo mais um pouco: acho que 32 caças não garantem nada contra qualquer potência que deseja agarrar o préSal. Mesmo porque, entre a decisão, o recebimento, o treinamento, a logística de manutenção e o vôo defensivo efetivo vai levar muito, muito tempo ainda. E sempre dentro da conhecida miséria, que determina que se pense “quantos tiros poderremos dar”?

    Não vejo como defender o préSal com as perspectivas atuais.

    Vejo sim, estrategicamente, a perda de tempo em não se dar início a um ‘préSal’ energético limpo muito maior do que o préSal, instalando muitos e muito hecatres de painéis solares no nordeste que, aí sim, poderia começar a produzir energia para dar e vender, ocupando-se os seus espaços vazios e integrando-o ao processo produtivo e industrial do país, com a consequente implementação do desenvolvimento e renda, como todos desejam.

    Acho que o préSal ainda vai demorar muito para render alguma coisa na economia.

  45. Blind Man's Bluff 10 de março de 2013 at 13:45 #

    aldo, interessantissimo o que vc escreveu e vc tem razao quanto a superioridade aérea do FX-2: Na pratica levaria muito tempo!

    Interessante também vc ter comentado sobre o potencial solarimetrico brasileiro pois atualmente estou realizando alguns estudos sobre a viabilidade desse investimento. Hoje em dia a China é a maior produtora mundial de paineis fotovoltaicos e geradores de energia renovavel. Não é que ela quer ser “verde”, mas é mto barato de se produzir todo o equipamento lá e mais importante ainda, o calcanhar de Aquiles chines é justamente a obtenção e transporte de seus recursos energéticos, sendo então que sua independencia energética é um assunto prioritario.
    Nós poderiamos fazer parte dessa corrente, aproveitando o modelo alemão e espanhol e não apenas explorar essa energia livre com mega-usinas, mas também de forma autônoma em escala domestica e conectada a rede. Com o devido cuidado governamental, isso pode até mesmo representar uma grande oportunidade de investimento ao empreendedor.

  46. aldoghisolfi 10 de março de 2013 at 14:54 #

    Blind:
    Muito bom saber que pessoas bem focadas estejam preocupadas com a energia pura. Busco sempre o enfoque ambientalista, minha área.

    A China tem, exatemente UM DOS seus calcanhares de Aquiles na obtenção de energia via usinas termoelétricas (Candiota na minha terra!), sabes bem.

    Vejo com muito mais otimismo a implantação de províncias solarimétricas tal o potencial de que dispomos. Oxalá as autoridades busquem e aceitem a formação de PPPs para o setor.

    No mais, no que nos compete aqui na postagem, é aguardar e ver o que vai acontecer; de minha parte, sempre com o pé para trás com esse pessoal que está liquidando com nossas FFAA.

    Grande abraço.

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