vinheta-clipping-navalDecisão da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte determinou a imediata suspensão do processo seletivo à categoria de praticante de prático da Marinha, cujo edital foi lançado em novembro de 2012.

A ação acata pedido do Ministério Público Federal que questiona a necessidade de comprovação da habilitação de aquaviário da seção de convés ou de máquinas e de nível igual ou superior a quatro, prático ou praticamente de prático, bem como de mestre-amardor, em datas distintas.

De acordo com o edital, aquaviário da seção de convés ou de máquinas e de nível igual ou superior a 4, pratica ou praticante de prático deveriam comprovar a habilitação até o dia 28 de agosto de 2013, enquanto o grupo de armadores no mínimo na categoria de mestre-armador, precisam comprovar a habilitação até o encerramento das inscrições, em 26 de novembro de 2012.

Segundo a decisão, o edital criou uma distinção indevida entre os candidatos e que se para o ingresso no estágio de praticante de prático qualquer uma das categorias já mencionadas atende à exigência, não caberia haver datas distintas para a comprovação da qualificação em uma ou outra categoria.

Dessa forma, o cronograma previsto no calendário de eventos está suspenso. De acordo com comunicado da Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha, os candidatos que estavam agendados para o período em que permanecer a suspensão, a partir de 25 de abril, serão oportunamente reagendados para outras datas.

O comunicado ainda informa que o DPC está elaborando as informações necessárias para subsidiar a Advocacia-Geral da União para recurso na defesa do ato administrativo. Segundo a nota, os candidatos devem acompanhar o andamento da seleção no site da Marinha.

Recursos
Leitores enviaram e-mails ao G1 questionando o conteúdo da prova. Os candidatos, que pediram para não serem identificados, informaram que foram enviados cerca de 1.300 recursos questionando a prova e que nenhum foi atendido. A Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha informou que não pretendia alterar os gabaritos da prova escrita do processo seletivo para praticante de prático, realizada em janeiro deste ano.

O processo seletivo é para habilitar praticantes de prático. Depois de passar na seleção, os praticantes fazem um treinamento denominado Programa de Qualificação do Praticante de Prático, com duração mínima de 12 meses e máxima de 15 meses. Segue-se então o exame de habilitação conduzido pela Capitania dos Portos. Com a aprovação nesse exame, o praticante é certificado como prático, que exerce atividade privada, individualmente, em sociedade ou contratado por empresa de praticagem. A remuneração é variável e pode chegar a R$ 130 mil mensais, caso o porto seja bastante movimentado. O prático assessora os comandantes de navios nacionais e estrangeiros, sendo responsável pelas manobras realizadas em portos brasileiros.

A Marinha esclarece que o processo seletivo à Categoria de Praticante de Prático (PSCPP) não é concurso público, pois não se destina ao provimento de cargo ou emprego público. Os práticos exercem atividade privada, sendo remunerados pelos tomadores de seus serviços. O praticante de prático é uma categoria dos aquaviários, conforme previsto no Decreto nº 2.596, de 18/05/1998, o qual regulamenta a Lei nº 9537/1997 (Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário – Lesta).

No concurso, cujo edital foi lançado em novembro do ano passado, inscreveram-se 2.141 candidatos, e à prova escrita realizada em 5 de janeiro compareceram 1.834 candidatos, segundo a Marinha. Com a divulgação do resultado da prova escrita em 22 de fevereiro, a primeira etapa foi concluída. Já foi realizada a convocação dos 250 candidatos melhor classificados para a 2ª etapa, que engloba apresentação de documentos, seleção psicofísica e teste de suficiência física (provas de barra, natação e permanência na água).

Além de curso de nível superior, o candidato precisa ser aquaviário da seção de convés ou de máquinas, prático ou praticante de prático; ou, alternativamente, pertencer ao grupo de amadores, no mínimo na categoria de mestre-amador.

Questionamentos

Os candidatos questionaram a mudança no número de questões, que neste ano foi de 50. A mudança, segundo a Marinha, atendeu à orientação pedagógica da Diretoria de Ensino. As provas anteriores, desde 2006, tiveram a duração de 4 horas e 70 questões. Avaliação pedagógica recente indicou que, mantido o tempo de duração, a prova deveria se resumir a 50 questões.

As provas escritas aplicadas em 2006 e 2008 contiveram algumas questões em inglês. A prova de 2011 e a deste ano tiveram somente questões em português. De acordo com a Marinha, o edital prevê que a prova escrita poderá ter textos e questões redigidos em português e/ou inglês. Portanto, não é obrigatório que as provas tenham sempre questões em inglês.

Os candidatos questionaram o curto espaço de tempo entre o anúncio do concurso e o lançamento do edital. De acordo com a Marinha, a intenção de realizar o processo seletivo foi anunciada em 25 de outubro de 2012, embora a divulgação não seja obrigatória. O edital foi publicado no “Diário Oficial da União” em 6 de novembro e a prova escrita foi aplicada em 5 de janeiro deste ano.

Em relação aos recursos questionando a prova, a Marinha informou que “todos foram repetidamente e exaustivamente analisados pela banca examinadora e que não foram identificados argumentos sólidos que justificassem alterações no gabarito preliminar”.

De acordo com a Marinha, o gabarito definitivo levou 47 dias para ser publicado após a divulgação do gabarito preliminar, conforme previa o edital. O período decorrido é necessário para o recebimento, processamento e análise dos inúmeros recursos tradicionalmente recebidos.

Os candidatos alegaram que o nível de dificuldade das questões foi muito baixo, o que fez com que as notas de todos ficassem muito próximas, beneficiando as pessoas que são da Marinha, devido à prova de títulos. A Marinha rebateu informando que o rigor da prova foi o normal de sempre, sendo que, dos 1834 candidatos que a realizaram, 819, ou seja, 45%,  obtiveram nota menor do que 35 pontos, inferior à necessária para a classificação.

“Ocorre que são os candidatos que vêm cada vez melhor se instruindo, inclusive estudando em inúmeros cursos privados que hoje existem”, informou a Diretoria de Portos e Costas (DPC).

Segundo a Marinha, a prova de títulos busca contribuir para a seleção dos candidatos mais bem preparados para a habilitação como praticante de prático, valendo apenas 10% do grau final de classificação. Devido às especificidades das atividades de praticagem, a Diretoria Técnica Especializada entende que deva se dar preferência aos candidatos que detenham superiores conhecimentos e experiência na atividade náutica (ciência e arte de navegação sobre a água) profissional.

“A prova de títulos, portanto, não beneficia ninguém e, ademais, permite pontuação não somente por parte de pessoal da Marinha do Brasil como da Marinha Mercante, inclusive daqueles que já são práticos, muitos deles que não tiveram antes qualquer vínculo com as duas Instituições”, diz a DPC.

A Marinha ressalta que apenas metade dos 250 classificados para a 2ª fase do processo seletivo pertence ou pertenceu a uma das duas Marinhas, “este sim um resultado surpreendente”.

A Marinha informou ainda que as provas escritas nunca podem ser iguais, que o peso de cada assunto pode mudar a cada ano e a dimensão do conteúdo programático não permite que sejam abrangidos todos os tópicos do edital nas provas.

FONTE: G1

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

18 Responses to “Seleção para praticante de prático da Marinha é suspensa” Subscribe

  1. João Filho 29 de abril de 2013 at 11:52 #

    Para variar, outra bagunça enrolada no Brasil… Será que nem sequer um simples concurso da Marinha se pode fazer direito?

  2. Pedro Lara 29 de abril de 2013 at 13:01 #

    O que esta acontecendo neste concurso e uma VERGONHA NACIONAL que mancha a imagem da MB para o publico.

    Quem fez a prova constatou que ha 9 questoes com dupla resposta ou sem resposta, e o gabarito final nao corrigiu nenhuma delas.

    O judiciario tem se manifestado que nao pode recorrigir questoes de prova, porem se esquece que pode haver erros ou ma fe de agentes administrativos, como vemos todos os dias nos escandalos jornalisticos.

    Como pode um candidato errar somente uma questao numa prova dessas? porque nao se corrigiu o gabarito final? porque indeferiram 1332 recursos a prova escrita sabendo-se que ha dezenas de praticos e centenas de oficiais da MB ou mercante realizando a prova- estariam todos equivocados nos seus recursos?

    Agora, itens editalicios que afrontam a Constituicao Federal, (isonomia e livre acesso ao trabalho), fora outras acoes judiciais com evidencia de favorecimento de determinadas categorias na prova de titulos! mais a centena de candidatos com acoes judicias contra o gabarito escandaloso! Quando isso tudo vai acabar?

    Tomara que a Justica Federal veja mesmo esse escandalo e anule este concurso para recomecar do zero ou o Comandante da Marinha tome uma posicao apurando o que esta ocorrendo para zelar pela imagem da nossa instituicao.

  3. Perez72 29 de abril de 2013 at 13:20 #

    A Marinha pode argumentar o que ela quiser,mas contra fatos não há argumentos.

    Existem inúmeras questões com o gabarito errado que foram mantidas. Isso significa que há candidatos classificados com respostas erradas que não foram corrigidas. Isso é o fim da picada! Outros candidatos muitíssimo bem classificados admitiram que a prova foi uma loteria e que também poderiam ter sido excluídos da lista de classificados. Apesar da ótima colocação, estarão entrando com processo judicial para ganhar os pontos de questões com o gabarito errado que foram mantidas.

  4. transparencia 29 de abril de 2013 at 14:02 #

    O concurso foi feito as pressas, faltou revisao e houve erros no edital e em muitas questoes. como o numero de questoes foi reduzido para 50 tornou proibitivo cancelar tantas questoes com o risco de cancelar o concurso

  5. Alex 29 de abril de 2013 at 14:31 #

    Esta história da Marinha receber 1300 recursos de 2100 candidatos é o maior indício de que há algo de podre neste concurso. Agora.. não acatar nenhum desses recursos é realmente escancarar a porta do armário e mostrar o cadáver fétido. Por causa dessas questões absurdas dezenas de candidatos que conheciam a matéria foram prejudicados em detrimento de outras dezenas que chutaram as questões e “acertaram” de acordo com o gabarito tendencioso da Marinha. Será que não há neste país nenhuma instituição democrática com coragem suficiente para questionar a Marinha quanto à este gabarito absurdo?

  6. transparencia 29 de abril de 2013 at 15:10 #

    Com a palavra o novo diretor de portos e costa que podera dar transparencia ao concurso divulgando o documento que nomeou os componentes da banca para que a sociedade possa averiguar que nao houve favorecimentos e todos os membros possuqiam a competencia
    adequada para comporem a banca.

  7. Thiago Sil 29 de abril de 2013 at 15:28 #

    Perdi 2 anos da minha vida estudando para esse concurso e presenciei uma vergonha nacional. Prova com inúmeras questões erradas contrariando bibliografia! mais de 1300 recursos que nem sequer foram analisados! Muito triste ver essas coisas acontecendo no Brasil nos dias de hoje.

  8. Marco Lucio 29 de abril de 2013 at 15:45 #

    Somente um exemplo do absurdo de uma das 9 questões erradas que foram mantidas:

    Um petroleiro navegando num canal estreito, com restrição devido ao calado e em visibilidade restrita ao se aproximar de uma curva neste canal deveria soar um apito longo conforme a regra 9 do RIPEAM que deve ser cumprida em qualquer condição de visibilidade, de acordo com o caput da seção 1 do referido regulamento Internacional para evitar abalroamento no mar.

    Para manter a resposta errada a banca justificou que como o navio já faz soar um apito longo e dois curtos da regra 35 (restrição ao calado em visibilidade restrita), deve ignorar a regra 9 do RIPEAM mesmo estando bem claro que esta deve ser atendida em QUALQUER CONDIÇÃO DE VISIBILIDADE! e ainda disse que TODOS os sinais da regra 35 tem um apito longo em seu corpo, que substitui o sinal obrigatório da regra 9; esquecendo-se do proprio sinal de embarcação engajada no serviço de praticarem (quatro apitos curtos) na alínea k) da mesma regra 35, que destroi a justificativa mentirosa e sem fundamento algum.

    Um caso para o Tribunal Marítimo ou de Policia mesmo.

  9. Navegador 29 de abril de 2013 at 16:32 #

    Engracado que só levantaram isto agora. Por que nao em novembro/dezembro, quando o edital já estava publicado?
    Por que o os que clamam justiça não levantaram suas vozes em Janeiro, quando havia esperança de passarem? Tudo lei do Gerson. Como nao entrei, eu quero que se exploda!!!! Larguem esta amargura. Se tem uma pessoa que a MB não ia beneficiar foi o 01 na prova, o Cardoso. Ele foi que fez a famosa carta aberta que provocou muito desconforto na briosa. Se ele errou só uma foi mérito mais sorte dele

  10. Marco Lucio 29 de abril de 2013 at 17:32 #

    Meu caro Navegador.

    Em Novembro, Dezembro, estávamos todos ocupados estudando para a prova marcada para Janeiro ao invés de perder tempo procurarando erros jurídicos no edital? e você onde estava?

    Em Janeiro estávamos todos com esperança de passarmos pois houve correcao de quase todos os erros do gabarito preliminar como nas provas de 2006, 2008 e 2011, lembra disso? pois é, neste ano todos os recursos foram ignorados, o seu também?

    Quantos recursos você fez e que foram ignorados? vai ficar calado somente porque foi chamado ou foi chamado porque deu sorte e assinalou as respostas erradas que foram consideradas verdadeiras?

    Diga então que a prova esta totalmente correta que dai todos saberemos que vamos ter um pratico que não sabe nada do assunto! um perigo para a segurança da Navegação.

  11. Navegador 29 de abril de 2013 at 19:23 #

    Mas quem fez a ação não foi um candidato, foi o MPF… Ou será que há candidato por trás do MPF.
    Em 2011, fiquei por 0,6. Havia no minimo duas questoes questionaveis que errei. Nem por isso entrei na justiça.
    Este ano errei a maior parte das questoe polemicas. Mesmo assim fiz mais de 60 pontos. Ie, se nao sou um candidato sortudo e nem se eu for aprovado um risco pra navegacao. Claro que nao estou feliz com a MB que criou este monstro. Provavelmente se ela tivesse tomado mais cuidado na confecao da prova estes choroes estariam calados e tudo continuaria na mesma. Ou nao!

  12. Marlon 29 de abril de 2013 at 19:52 #

    Nesta prova escrita não se escreve, é daquelas de marcar com um “x” uma alternativa dentre cinco apresentadas e onde só deve haver uma certa, então não há complicação na correção da prova, não há subjetividade ou interpretação daquilo que o candidato respondeu. O problema é saber elaborar uma prova e o seu gabarito de forma a selecionar os que tem mais conhecimento dentre os candidatos inscritos.

    Muito difícil aceitar o gabarito definitivo quando 1332 recursos de 365 candidatos de um total de 2141 inscritos são descartados. Difícil aceitar que nenhum dos 1332 recursos teria “argumento sólido” para alterar o gabarito inicial (como afirmado pela Marinha em sua nota explicativa a imprensa). É consenso nos grupos de discussão na rede que há muitas questões erradas. Há respostas de questões que afrontam a própria bibliografia indicada no enunciado da questão defendidas com justificativas cheias de construções sem fundamento.

    A primeira vista parece que só os “perdedores” estavam insatisfeitos com o gabarito, mas mais da metade dos candidatos selecionados demonstrou insatisfação com o gabarito. Analisando-se as listagens publicadas no site da Diretoria de Portos e Costas verifica-se que dos 250 candidatos selecionados 136 candidatos fizeram cerca de 400 recursos. O primeiro colocado, com 68,7 pontos dos 70 pontos possíveis nesta prova, recorreu da resposta da única questão teria errado! Do primeiro ao quinto colocado temos oito recursos dos melhores de todos selecionados. Entre os vinte primeiros colocados foram feitos 24 recursos. Mas, nenhum foi capaz de fazer um recurso eficaz.

    Muito curioso! Os 20 primeiros classificados conseguiram errar no máximo 4 questões em 50, fizeram 24 recursos, mas não foram capazes de produzir 1 recurso com “argumento sólido”. Entre os 250 selecionados na primeira fase foram produzidos cerca de 400 recursos, mas nenhum deles teve capacidade de produzir um único recurso “argumento sólido” para produzir alteração do gabarito onde todos vêem que há erros. Todos foram considerados sem fundamento. Só por isto o concurso já deveria ser cancelado, afinal uma conclusão possível é que estão selecionando incompetentes! Só a banca tem razão?!

    O Edital estabelece que além do recurso a própria banca examinadora não há instância superior na via administrativa. A Justiça tinha jurisprudência consolidada quanto a possibilidade de interferir em gabaritos de provas em concursos, considerando as bancas soberanas para decidir sobre isto. Então, mesmo em situações extremas os candidatos vêem-se tolhidos de recorrer a quem quer que seja. Ninguém os ouve, nem a banca porquê já disse o pensa por meio das suas justificativas, nem há outras instâncias a recorrer. Na justiça a maioria as tentativas de recorrer não passa da fase inicial, não adianta juntar pareceres de peritos ou profissionais experientes. Cruzando as questões pleiteadas pelos candidatos em sites de discussão identifica-se uma quantidade de questões com possibilidade de erro no gabarito ou passível de anulação que chega a 15! Ora este número corresponde a quase 1/3 da prova. Se a banca tivesse de atender a estas questionamentos todos o número de questões alteradas ou anuladas seria possivelmente tão expressivo que o certame seria severamente questionado. Sabendo que suas decisões são definitivas e não haverá questionamentos além dos candidatos eliminados, que a Justiça não interfere em gabarito de prova de concurso e que ainda pode contar com a Advocacia Geral da União para defender seus interesses sem ônus aos bolsos dos envolvidos, mas que aos candidatos que se aventurarem na via jurídica para buscar reparação dos seus direitos deverão estar prontos para desembolsar de R$3000,00 a R$15000,00 em honorários e custas judiciais. Enfim, há um desequilíbrio injusto nesta relação. Tudo estaria bem se a prova tivesse sido bem elaborada e os recursos fossem considerados como deveriam.

    O que dizer de uma prova considerada fácil pela maioria, comprovado pelas notas altíssimas, e que o gabarito é questionado por todos, selecionados ou não? Cabe, no mínimo, o benefício da dúvida e uma apuração meticulosa do que aconteceu entre a realização da prova e a divulgação do resultado da primeira fase deste processo seletivo.

    Então vem o MP-RN e desfaz o nó rompendo um elo despercebido pela maioria. Um elo fraco em relação a tudo que foi comentado anteriormente, mas para o que há perfeito embasamento jurídico. Falha do Edital, desfavorecendo um grupo quanto a data da apresentação de documentos. Pequeno grande equívoco pelo o que inclusive a Marinha foi alertada anteriormente e já sofreu derrota nos tribunais federais, havendo jurisprudência específica. Enfim o fim.

  13. Guilherme 29 de abril de 2013 at 20:18 #

    Esse concurso notavelmente foi feito nas coxas…. Surgiu de um boato que foi para dobrar o número de práticos mas parece que a Marinha fez um edital expresso, uma prova expressa aí já viu… Edital dando problemas, questões mal formuladas com um grande combo de erros, recursos não considerados, etc…. Só não reclama quem passou na prova!!!

  14. ADILSON RIBAS 29 de abril de 2013 at 20:22 #

    Infelizmente os critérios para o concurso de Praticante de Prático devem ser revistos. A MB exige apenas carta de amador para um profissional que pilotará navios com altíssima tecnologia e que custa milhões. Ora, basta a pessoa ser aprovado na prova escrita (1a. etapa) que está dentro. A exigência de títulos é proforma, não serve para nada.
    Quanto a prova deste ano, a MB simplesmente rasgou a bibliografia, questões em desacordo com Regulamentos Internacionais ratificados pelo Brasil, questões dúbias com mais de uma alternativa correta e eles simplesmente ignoraram.
    MUDANÇA JÁ.

  15. MARCELO SILVA 29 de abril de 2013 at 21:53 #

    A única explicação plausível para as justificativas apresentadas pela DPC, para a manutenção dos equívocos ocorridos na elaboração de algumas questões da prova e seu “gabarito”, seria assumirmos que a bibliografia referenciada no enunciado das questões está errada (!!!)… Por que, afinal, não assumiram-se os equívocos cometidos, procedendo-se os devidos ajustes no gabarito? Fica claro que a decisão pelo indeferimento de TODOS os recursos deveu-se a qualquer motivo, menos a uma análise criteriosa À LUZ DA BIBLIOGRAFIA REFERENCIADA. As “regras do jogo” deveriam ter sido observadas e respeitadas não só pelos candidatos mas, principalmente, pela Banca Examinadora.
    Este é o resultado de um processo mal conduzido, no qual ficamos com candidatos indevidamente excluídos do processo seletivo, outros artificialmente “aprovados” e, ainda, com uma classificação relativa destorcida entre os 250 selecionados, o que terá impacto na classificação final que norteará a distribuição pelas ZP.
    É terrível vermos um trabalho de preparação, dedicação e sacrifício pessoal sendo jogado por água abaixo dessa forma… E sem ter a quem recorrer (!!!).
    Se há alguém errado nisso tudo não são os candidatos (aprovados ou não), mas sim o responsável pela coordenação e condução do certame ora em andamento. O mais correto seria assumirem-se os erros evidentes do “gabarito”, proceder as alterações cabíveis e promover uma recorreção geral, justa e imparcial, da prova escrita.
    Ainda há tempo…

  16. mestre cuca 30 de abril de 2013 at 0:35 #

    as provas em 2006/2008 e 2011 tinham 70 questões, será que somente agora descobriram que poderia haver no máximo 50 para se adequar ao tempo de quatro horas, quem foi que deu este parecer pedagógico? Uma questão foi cancelada, porque em lugar de escreverem “popa” escreveram “pode” e toda a frase perdeu completamente o sentido. Este erro grosseiro não foi identificado durante a revisão da prova? Foi pelo menos aberta uma investigação para se apurar as falhas do processo? Apenas os candidatos serão punidos com este gabarito com diversos erros? a responsabilidade por tantos erros cairá sobre os ombros de uma só pessoa física?

  17. Corcovado 30 de abril de 2013 at 19:50 #

    A “transparência deve ser nítida!”. A Marinha como instituição consagrada pelas suas qualidades e não ter nada a temer, tem a OBRIGAÇÃO MORAL e LEGAL de deixara o Poder Jurídico atuar sobre o concurso de acordo com as leis, pois onde não se deve, não se teme.
    Transparência e Justiça JÁ!

  18. Roberto Nauta 1 de maio de 2013 at 8:31 #

    Comentando Marco Lúcio,
    43 (1,6 PONTO)
    O Navio Petroleiro “Tamandaré” navega por um canal estreito, para atracação no Porto “Amazônia Azul”, com a Bandeira Brasileira içada no mastro da popa e a bandeira HOTEL no mastro principal, além de exibir luzes e marcas de “embarcação restrita devido ao seu calado”. O Petroleiro cumpre rigorosamente as regras do COLREG atinentes à
    situação reinante. O Comandante confirma com o prático que o navio aproxima-se de uma curva. O prático responde
    “afirmativo” e sugere:
    (a) Parar as máquinas
    (b) Reduzir a velocidade
    (c) Passar a fazer soar dois apitos longos
    (d) Manter rumo e velocidade
    (e) Fazer soar um apito longo
    ==============================
    Por amor ao debate, a mim não resta dúvida que a resposta correta é (e) Fazer soar um apito longo, por se tratar de um navio com propulsão mecânica, com seguimento, se aproximando de uma zona com visibilidade restrita. Ademais, como poderia estar correto a um navio que se aproxima de uma curva, manter seu rumo? Que loucura!

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