Popa_Niteroi

A Marinha do Brasil e a Marinha Peruana estão realizando, no período de 22 de maio a 3 de junho, a 2ª edição da operação naval binacional, denominada BRAPER. A Fragata “Niterói”, o Navio-Tanque “Marajó” e Navio Escola da Marinha Peruana “Villavisencio”, participantes da Operação,  atracam em Natal nesta quarta-feira (22), às 15 horas, e estarão abertos à visitação pública nos dias 25 e 26 de maio e 1º e 2 de junho, entre 13h e 16h, no porto de Natal. Estão envolvidos na Operação cerca de 600 militares, sendo 360 brasileiros e 240 peruanos.

Entre os objetivos do exercício estão: adestrar os participantes no planejamento e execução de operações navais combinadas destinadas a conduzir e integrar operações de ataque, de esclarecimento, de apoio logístico móvel, além de ações de defesa aeroespacial dentro de um cenário de treinamento real; estabelecer meios de comunicações em proveito do apoio às operações; incrementar a interoperabilidade por meio de procedimentos táticos comuns; e implementar procedimentos de controle positivo dos exercícios, que facilitem o conhecimento da situação em tempo real, permitindo uma realimentação dinâmica dos aspectos positivos e a obtenção de lições aprendidas relevantes.

A Operação, que ocorre ao longo da costa nordestina brasileira, contará com a participação dos seguintes navios: Fragata “Niterói” (F40) e Navio-Tanque “Marajó” (G27), ambos da Marinha do Brasil e o B.A.P. “Villavisencio” (FM-52), da Marinha de Guerra do Peru. Haverá ainda a participação do Submarino “Tikuna” e de três aeronaves: um “Esquilo” (UH-12), helicóptero orgânico à Fragata “Niterói”, além de dois caças “Skyhawk” da Marinha do Brasil, operando a partir de terra, baseados em Natal.
Entre os exercícios que serão realizados na Operação BRAPER 2013 destacam-se: operações aéreas, incluindo pouso a bordo de navio estrangeiro, manobras táticas, reabastecimento de óleo no mar, guerra antiaérea, guerra de superfície, exercícios de tiro diurno e noturno, entre outros.

O Comandante do 1º Esquadrão de Escolta, Capitão-de-Mar-e-Guerra Marco Lucio Malschitzky, exercerá a função de Comandante da Força-Tarefa 51 (CFT), embarcado na Fragata “Niterói”, cujo Comandante é o Capitão-de-Fragata Daniel Américo Rosa Menezes. O Navio-Tanque “Marajó”, que proverá o apoio logístico móvel, o Submarino “Tikuna” e o B.A.P. “Villavisencio”, da MGP, são respectivamente comandados pelos Capitão-de-Fragata José Eduardo Vieira Carneiro, Capitão-de-Fragata Alexandre Madureira de Souza e Capitão-de-Mar-e-Guerra Juan Carlos Romaní Seminario, que também será o Comandante do Grupo-Tarefa Peruano.

A Fragata peruana “Villavisencio” zarpou de Callao, no Peru, em 22 de abril, realizando escalas em Guaiaquil no Equador, passando pelo Canal do Panamá, La Guaira na Venezuela e Fortaleza no Brasil, antes de chegar a Natal em 22 de maio. Em seu regresso, passará por Belém, Cartagena na Colômbia, regressando ao seu país em 28 de junho. Aquele navio, além de realizar a BRAPER 2013 estará realizando a Viagem de Instrução ao Estrangeiro (VIEX 2013), contando com cerca de 80 cadetes do 5º e último ano da “Escuela Naval del Perú”, sendo um panamenho, além de 2 cadetes do Exército e 3 da Força Aérea daquele país.

Ao término da Operação, a Fragata “Niterói” permanecerá na área de jurisdição do Comando do 3º Distrito Naval com a finalidade de apoiar, na área de Recife, durante a Copa das Confederações. O Navio-Tanque “Marajó” iniciará seu retorno ao Rio de Janeiro, perfazendo cerca de 1 mês de afastamento do porto sede localizado na cidade do Rio de Janeiro.

DIVULGAÇÃO: Com3ºDN, via Comunicação Social.

NOTA DO EDITOR: Os jatos AF-1 já se encontram em Natal-RN, mas devido à nebulosidade e aos intensos protestos que estão ocorrendo na cidade, a mobilidade para o entorno da BANT está reduzida, por isso não conseguimos fazer imagens dos aviões.

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Estudante de Psicologia, colaborador em Natal-RN do Forças de Defesa.

22 Responses to “Natal recebe navios da Marinha do Brasil e do Peru que realizam Operação Conjunta” Subscribe

  1. MO 21 de maio de 2013 at 11:36 #

    Jok,o CF Romani eh o CMT do GT Peruélico, qual o outro (s) BAP ?

  2. Joker 21 de maio de 2013 at 11:46 #

    o GT Peruano se não estou enganado é só a Fragata Villavicensio, o brasileiro é o resto…
    Vou confirmar ainda se vai ter NPa fazendo ataque simulado de com MSS, mas pelo que já apurei informalmente parece que vai ter…

  3. Max 21 de maio de 2013 at 13:02 #

    Chega a dar pena…… apenas 2 AF-1

  4. Diogo 21 de maio de 2013 at 15:58 #

    Que entrada é aquela na na traseira da (polpa?) do navio? Nunca tinha reparado

  5. MO 21 de maio de 2013 at 16:03 #

    acesso do antigo sonar VDS na polpa da traseira do navio .. .rsss ( rsss = em relaçãoa segunda palte da respolsta em relação a ‘pelgunta’

    apenas pelsente nas antigas AS (antisulbimarinas)

  6. Diogo 21 de maio de 2013 at 16:10 #

    é popa ne? kkkkkk eu estava na duvida, a frente é proa, esquerda é este bordo direita, bombordo, é assim?

  7. MO 21 de maio de 2013 at 16:19 #

    risos mais ou menos, proa popa bombordo e boreste (estibordo eh so em portugues de portugal) senao rss vira estebordo e aquelebordo, abs !

  8. Agulhão-Bandeira 21 de maio de 2013 at 17:36 #

    Temos 14 navios de escolta antigos, com sistemas e armamento modernizado, porém longe de ser no estado da arte.

    Ninguém, nem mesmo dentro da MB acredita em 30 escoltas, segunda Esquadra, 2 NAe, 4 LHD….. Isso tudo é falácia.

    A realidade da Esquadra só pode ser dita por quem vive ela. Todavia, por razões legais, estão impedidos de falar.

    Alguém sabe quanto o NAe São Paulo custava quando estava operacional (se é que podemos chamar aquilo de operacional)? O quanto (percentual) ele consumia dos recursos destinados à operação dos meios?

    Imagine quanto vai custar o “Álvaro Alberto” (SN 10)? Já é consenso que ele não será o primeiro de uma classe, e sim uma plataforma de teste. O primeiro SNA operacional da MB será desenvolvido a partir da experiência adquirida no “Álvaro Alberto”.

    Ou seja, o primeiro SNA efetivamente operacional, só deverá estar singrando os mares do sul pelo menos uma década depois do comissionamento do SN 10. Supondo-se este seja comissionado em 2022, a MB não terá um submarino de propulsão nuclear efetivamente operacional antes de 2032.

    Quanto ao PROSUPER, se ele sair já será algo fantástico. Particularmente, não acredito em outros lotes de escolta de 6.000 toneladas de deslocamento. E pelo visto, nem o CM, pois já autorizou os estudos para aquisição de 5 novas corvertas de até 3.000 toneladas. O que estão chamando de “Barroso Mod.”

    Tendo em vista esta realidade, é melhor a MB partir logo para escoltas capazes de realizar defesa de área (AAW) e não o primeiro lote (5) de emprego geral e o segundo lote (5) tendo 4 para AAW (Esqueçam, esse segundo lote não sairá. Ao que parece, internamente, já perceberam isso).

    Neste caso as “Alvaro de Barzan” (com AEGIS e mísseis Standard), a FREMM ER (com mísseis ASTER 30), as “Sachsen” (F124) (com mísseis Standard) ou as “Zeven Provinciën” (com mísseis Standard), poderiam ser os meios escolhidos.

    Dessa forma, os escoltas de 6.000 toneladas seriam de múltiplo emprego, mas com ênfase para defesa aérea de área e os escoltas de 3.000 toneladas (Barroso Mod.) seriam para emprego geral, com ênfase na luta anti-submarino (ASW).

    Quanto aos submarinos da classe “Riachuelo” (S 40), que terão deslocamento pouco superior a 2.000 toneladas, poderiam ser dotados de algum sistema AIP. Discordo do posicionamento de que não temos capacidade de armazenar hidrogênio em bases como ARATU, Rio Grande e Val de Cans, para servirem de apoio à For S.

    A realidade é bem diferente das promessas mirabolantes que nos são apresentadas.

    Abraços, e desculpem o desabafo.

  9. Eduardo Ramos 21 de maio de 2013 at 17:43 #

    Amigos do Poder Naval me ajudem por favor , quando foi que o esquadrão VF-1 falcão empregou de forma real algum armamento ar-superficie, bomba de todos os tipos exceto aquelas duas supostas bombas de exercicio emprestadas da FAB ,ou foguetes ou misseis como
    esse esquadrão pode oferecer de forma mais fiel uma simulação de ataque aereo contra uma embarcação se nem ao menos chegou a utilizar bombas reais contra um alvo estatico em um estande de tiro no continente quanto mais um ataque em forma de exercicio com armas reais contra um alvo rebocado por um barco no mar ou um navio em fim de sua vida util como alvo prá que serve então o esquadrão falcão ?

  10. MO 21 de maio de 2013 at 18:02 #

    A Bandeira tava sumido eim meu, ve se asparece mais meu !!! abs !!!

  11. Gayneth 21 de maio de 2013 at 19:18 #

    Mo! Você não acha que o projeto dos submarinos esta consumindo muito dos recursos que poderiam ir também para os navios de superfície.

  12. MO 21 de maio de 2013 at 19:37 #

    Olha Gayneth vou ser sincero com vc, estou tão por fora e desinteressad o que nao estou acompanhando, nao tenho ideia mesmo, por incrivel que possa parecer so sei que sao scorpenes e feito la e aqui, de resto, muito por fora mesmo, por desinteresse puro, sinto nao poder lhe responder algo mais concreto, apenas a velha maxima = ser contra tudo que vire enfeite …

  13. Alex Stélio 21 de maio de 2013 at 20:21 #

    Caro Eduardo, acredito que sua resposta seria essa: O esquadrão VF-1 foi criado apenas para formação de doutrina, para, se um dia acontecer, termos pilotos capacitados a operar em navios aerodromos. Não sei se estou certo, caso esteja errado por favor me corrijam.

  14. Almeida 21 de maio de 2013 at 20:25 #

    O colega Agulhao-Bandeira ta por dentro e com razao. Se vier PROSUPER com 5 escoltas de 6000t é lucro, segunda ou terceira encomendas nem pensar. Por isso é melhor mesmo pedir versões AA dessas escoltas logo no primeiro lote e partir pra uma improved Barroso bem simples, com pelo menos 5 unidades.

    Se formos de FREMM, as fragatas usariam os Aster 15 e Aster 30 e as corvetas poderiam usar os Mica VL em casulos VLS Sylver A-70 e A-43 respectivamente. Se formos de Aegis, as fragatas usuariam os SM-2 e quad ESSM e as corvetas quad ESSM em casulos Mk 41 VLS. Nada mal.

    NAe e aviação de caça embarcada na MB? Hahahahaha

  15. X.O. 21 de maio de 2013 at 21:27 #

    Prezados, deixa eu passar a visão de quem está na ativa e embarcado… não adianta comprar o TOP se nosssas OMPS ficam na onça prá reparar o que já existe… quando se pensa em aquisição, é mandatório planejar a logísitca de toda a vida operativa do meio, seja aéreo, de superfície e submarino, senáo, rapidinho a prateleira fica vazia e o “olho azul” vai cobrar os olhos da cara por aquilo que compramos a menos ou simplesmente não veio no pacote. De resto, fica o profissionalismo e garra das tripulações na labuta para manter os navios navegando…

  16. colombelli 21 de maio de 2013 at 22:27 #

    Bandeira, disse tudo. So deslumbrados podem estar acreditando nas promessas mirabolantes de dois porta-aviões e segunda esquadra completa.

    O que vai haver nos proximos 20 anos é uma substituição com manutenção do número de escoltas. Pra ampliar, so que fossem compradas de segunda mão algumas, o que talvez fosse uma boa alternativa complementar pra se chegar talvez a 18 unidades. Perdemos a chance de pegar as Type 23 inglesas arrematadas pelo Chile. Teria sido um ótimo negócio.

    O único meio que talvez exista ampliação serão os submarinos, pois se todos forem substituidos no cronograma, com mais aquisições novas depois, chegaremos a 2030 com 08 unidades.

    O Nuclear além de ser um desperdício, vai demorar mais 20 anos pra sair, e olhe lá. Se não emperrar e se forem ser construidas mais unidades, talvez 03 ou 04 pra se ter uma mínima operacionalidade, isso é coisa pra 2040. Muita coisa terá mudado até lá. Com este dinheiro daria pra manter pelo menos 10 unidades diesel/elétricas a mais, mais adequadas a uma estratégia defensiva, pois nuclear também é ofensivo e instrumento de projeção de força.

  17. Observador 22 de maio de 2013 at 0:21 #

    Bom, o que os colegas de farda disseram acima, eu já dizia na época do oba-oba ufanista. Para mim nunca colou esta “estória” de duas esquadras, dois NAs, seis escoltas de seis mil toneladas e toda uma classe de sub-nucs.

    E não que eu tenha bola de cristal ou tenha contatos em altas esferas deste governo. O motivo é muito mais simples.

    Em um país em que o governo não tem seriedade para fornecer educação, saúde, segurança pública e meios logísticos com um MÍNIMO de qualidade, como acreditar que nossas FAs receberão o equipamento e os recursos financeiros para ter um mínimo poder dissuasório?

    É só discurso, é só promessa, é só mentira. E onde não cola, com a maior cara lavada falam em herança maldita, como se tivessem assumido o Poder ontem, e não há doze anos atrás.

    As poucas compras de vulto que foram feitas são suspeitíssimas. Se tem a nítida impressão que só saíram porque o “propinoduto” funcionou solto. Até o papo da segunda esquadra parecia só um pretexto para alguma empreiteira “mui amiga” construir uma base naval em algum ponto do Norte ou Nordeste a peso de ouro.

    Mas a “comichão da veldadi” funciona a pleno vapor, para apurar fatos que sirvam para derrubar a Lei da Anistia, pois o primeiro passo, que foi tornar o crime de tortura imprescritível, já foi dado há tempos.

    Olha, só quando tirarmos o lixo comunista que nos (des)governa do Poder, nosso país terá chance de se tornar um país que funciona.

  18. colombelli 22 de maio de 2013 at 0:32 #

    Observador, concordo contigo. Mas so um esclarecimento, a tortura não é imprescritível. So o racismo (quando voltado a pessoas incertas indeterminadas, ha racismo; quando a pessoas certas ha injúria racial ou outro delito) e a ação de grupos armados contra o Estado de Direito são imprescritíveis. Ou seja, se há algo que a comissão da mentira poderia apurar são os atos deste ultimo tipo mencionado, praticados por certos elementos que estão ocupando cargos em Brasília na atualidade. E se fosse pra rever a lei da anistia, coisa que nunca conseguirão (salvo uma nova Constuição), eu gostaria de saber se as ações da Dilma, do José Dirceu, do Jenuíno e outros, também seria punidas, pois se fosse pra rever seria para os dois lados.

    Ps: alguem ainda tem dúvidas que a segunda esquadra é desculpa para mais uma megabase construída por uma das empreiteiras que paragam 13 das 30 viagens de lula ao exterior depois que deixou o GF?

  19. Observador 22 de maio de 2013 at 10:30 #

    colombelli disse:
    22 de maio de 2013 às 0:32

    Sobre a tortura ser um crime imprescritível ou não, você está certo. E, infelizmente, eu também.

    A comissão responsável pelo novo Código Penal já tratou de tornar o crime de tortura imprescritível.

    http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/comissao-de-juristas-torna-imprescritivel-o-crime-por-tortura,36bcdc840f0da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

    E não para por aí não:

    http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-05-14/comissao-da-verdade-vai-propor-nova-interpretacao-da-lei-da-anistia.html

    http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-05-21/oab-estuda-mudar-estrategia-para-derrubar-lei-da-anistia-no-stf.html

    Devagarzinho, devagarzinho, silenciosamente e sempre na sombra, este pessoal continua trabalhando pelo revanchismo puro e simples.

  20. Nelson Lima 22 de maio de 2013 at 11:56 #

    Os prazos para a prontificação do SUBNUC são concomitantes com a entrada em serviço de novos SSN e SSBN da USNavy, Royal Navy e França: daqui a 10 anos. Vejo um programa rijo e bem conduzido, por causa da Marinha e, não, do governo!

  21. Colombelli 23 de maio de 2013 at 0:13 #

    Obsevador, estes ai da comissão do novo CP, vão errar o pulo, pois imprescritibilidades so podem ser estipuladas pela Constituição Federal e estando elas previstas no artigo 5º, não podem ser objeto de emenda ou alteração, pois são cláusulas pétreas. O argumento é o mesmo usado pelo ministro da Justiça pra dizer inconstitucional a redução da menoridade, ou seja, impossibilidade de reduzir a esfera das garantias e direitos fundamentais, mas em se tratando desta gente, é certo que serão dois pesos e duas medidas. Pra reduzir a menoridade não pode, mas pra punir os “milicos” pode. Esta comissão da mentira é puro jogo de cena pra tirar a atenção do pibinho, da recessão, da alta da inflação e da falta de alternativas viáveis em que este governo meteu a economia, isso enquanto a copa, o BBB e a Olimpiada não chegam.

    Na comissão da mentira, vi, ontem no Terra, uma declaração de um dos membros que afirmou que não irão propor a revisão da lei de anistia, mas que iriam tentar levar os casos à barra da jurisdição internacional, OEA, Haia ou Roma. O Supremo ja afirmou a constitucionalidade da Lei de Anistia e as denúncias da PGR, que insiste com teses rídiculas para tentar a punição dos que eles afirmam toruradores, tem sido repelidas nos Tribunais ainda que recebidas no primeiro grau. Estes, da comissão da mentira, também vão errar o pulo com a jurisdição internacional, pois não estão presentes os requisitos para que os casos sejam levados ao Tribunal Penal Internacional ou a Corte Interamericana de Direitos Humanos. O que me deixa entristecido, eu que ja fui militar profissional, é ver as forças acomodadas, sem reagir contra este revanchismo. Um apatia idêntica a que se abate sobre a sociedade que não reage contra o que eles estão fazendo com o Brasil = um Cubão.

    Nelson, so um reparo na tua colocação. O prazo de entrada dos submarinos destes outros paises dizem respeito a belonaves que são construidas por paises que constroem e operam submarinos nucleares a décadas, ou seja, estes ssubmarino estarão operacionais nestes prazos. O nosso submarino nuclear, ao revés, se sair, será daqui a 13 anos, e será um protótipo. Em cima dele muito, mas muito, terá de ser aprendido, testado e melhorado para ter uma classe operacional, sobretudo porque não temos knowhow e este conhecimento não se ensina ou se vende fácil. Este tipo de barco demanda anos de ensaio para ser minimamente operacional, não so a propulsão mas todos os demais subsistemas de engenharia e eletrônica. Uma classe operacional somente poderia sair talvez a partir de 2035, no mínimo. Neste aspecto, bem se houve o comentário do Agulhão Bandeira. A questão nodal não reside em o programa estar ou não sendo bem conduzido. A questão central é o custo benefício. O que teremos a mais com o nuclear justifica 20 anos de espera e os gastos de construção e operação? Muita gente, dentre eles eu, convencido que fui pelos colegas daqui, entende que em uma estratégia declaradamente defensiva e que não vislumbra projeção de força, o sub nuclear é absolutamente desnecessário, sendo bem mais produtivo, em termos de dissuasão, ter uma quantidade maior de diesel/elétricos ou AIP, tão efetivos quanto e muito mais baratos de fazer e operar, e disponiveis pra logo. Em 2035 pode ser tarde demais.

  22. daltonl 23 de maio de 2013 at 0:50 #

    É sempre uma possibilidade.

    O HMS Astute por exemplo teve sua construção iniciada em 2001 e até o momento não partiu para sua primeira missão, tantos foram os problemas nesse novo submarino que até a General Dynamis Eletric Boat veio em socorro.

    Isso a princípio não deveria ter ocorrido com quem já está acostumado a operar submarinos nucleares, mesmo sendo o primeiro de uma nova classe, os problemas, atrasos e o escalamento dos custos superou qualquer expectativa.

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