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Os exercícios conjuntos BARENTS 2013, realizados entre as Marinhas russa e norueguesa e com a participação de equipes de resgate, entraram na fase final. O foco principal da operação é avaliar e demonstrar a capacidade de as partes saberem reagir em situações de emergência. As manobras contam com a participação de embarcações civis e militares, aeronaves e helicópteros dos dois países.

Na quarta-feira (05), as forças do destacamento de resgate russo da Esquadra do Norte chegaram à região do mar Barents. O contingente é formado pelo rebocador CB-523, um avião Il-38 e um helicóptero Mi-8, informa o porta-voz da Esquadra, capitão-de-mar-e-guerra Vadim Serga.

“Conforme está planeado, a fase ativa será iniciada quando for recebido o sinal SOS a emitir por um navio supostamente avariado. Posteriormente, os aviões russo e norueguês Il-38 e Orion efetuarão o reconhecimento e monitoramento da zona em questão. A seguir, serão enviados para lá os grupos de socorristas. O principal objetivo destes exercícios será a coordenação de ações conjuntas em situações extremas e inesperadas”, afirma Serga

Na zona de manobras já estão o quebra-gelo russo Kapitan Dranitsin e outras embarcações provenientes de Murmansk. Da parte norueguesa participam navios do Centro de Resgate do Norte, da guarda costeira e do departamento da polícia marítima. Entre as missões a serem executadas, os socorristas terão de eliminar consequências de um derrame de crude, disse à Voz da Rússia o redator-chefe da ‘Revista Militar’, Igor Korotchenko. “Considerando o fato de a Rússia e a Noruega terem interesses no Ártico, entende-se a razão de os dois países procuram treinar ações de socorro e de combate a ameaças ecológicas. Creio que no decorrer desta operação a Rússia e a Noruega estarão em condições de definir medidas práticas para coordenar ações em situações de emergência.”

A região do Mar de Barents é local de exercícios navais  desde 1995, dentro de um acordo de cooperação e parceria na busca de pessoas desaparecidas e vítimas de acidentes marítimos na área. Este ano, os exercícios serão dirigidos pela parte russa e se vão até ao dia 7 de junho.

FONTE: Voz da Rússia (adaptação do Poder Naval a parir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

5 Comentários para “Noruega e Rússia participam do ‘BARENTS 2013’”

  1. leonardo neves 6 de junho de 2013 at 14:56 #

    muito legal
    adoro ver esses exercícios conjunto entre países da Europa e a Russia por que da para ver os equipamentos dos dois lados trabalhando junto.

  2. Wagner 7 de junho de 2013 at 9:04 #

    Isso mostra aqueles que ainda vivem na Guerra Fria que a Rússia NÃO VAI querer conquistar a Europa, ao contrário do que alguns ficam dizendo.

    Para essas coisas existe a China kkkkkkkkkkkkk !!!

    :)

  3. leonardo neves 7 de junho de 2013 at 11:27 #

    Wagner
    sim,esta correto.por isso que odeio os chineses pra mim Russia e os EUA deveria jogar uma chuva de ogivas la na china. se tem gente q acha q os EUA são ruins porque fazem muita guerra espere china crescer mais e verão quem faz mais guerra.

  4. MO 7 de junho de 2013 at 12:42 #

    o Kapitan Dranintsyn é um quebra gelo buneco, de construção finlandica,alguns desta classe são vistos no RRJ em escalas nas suas pernadas ao “polo sul”, ( o polo do submarino … kkk), realiza muitas “expedition Cruise para areas da antartida, outro dia destes tinha um deles ai nos merrrrrrrrmão

    Um destes sim seria um berelo navio polar com capacidade de fazer um monte de coisa por lá …

    ele eh uma versão melhorada do Almirante Irizar da ARA

  5. Dalton 7 de junho de 2013 at 12:51 #

    Taí uma coisa que os EUA, mais precisamente a guarda costeira inveja,os quebra gelos russos. A GC conta com apenas dois de grandes proporções e um deles é antigo.

    Recordei-me de um filme que vi ano passado sobre o resgate de duas baleias no Alasca que foram salvas graças a intervenção de quebra gelos, na época, fim dos anos 80, soviéticos.

    Foi uma operação conjunta, orquestrada por um repórter e sua namorada, uma voluntária do Greenpeace.

    Os EUA não puderam enviar seus quebra gelos e acabaram autorizando que os navios soviéticos entrassem em águas do Alasca e mesmo enviaram um C-130 cheio de motosserras que foram utilizadas pelos esquimós no salvamento.

    Filme sem grandes pretensões, mas como é baseado em história real vale a pena, chama-se “Big Miracle”.

    Espero que essa minha recomendação seja do agrado do Bosco pois a minha sobre o filme “Battleship” não foi bem aceita, se bem que
    tem que gostar muito de navio para assisti-lo ! :)

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