terça-feira, março 2, 2021

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Esquadrão da Marinha russa entra em operação no Mediterrâneo

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Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

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vinheta-clipping-navalO esquadrão da Marinha russa no Mediterrâneo entrou em operação no último dia 1º. A equipe, que está subordinada ao Comandante da Frota do Mar Negro, engloba 16 navios de superfície e três helicópteros. “Atualmente, o esquadrão se preparando para exercícios de tiro”, disse o chefe do Estado-Maior General e primeiro vice-ministro da Defesa, Valéri Guerássimov.

Em um teleconferência realizada durante a visita de Pútin ao Posto Central de Comando das Forças Armadas da Rússia, o comandante do esquadrão Iúri Zêmski disse que a equipe estava pronta para executar missões no Mediterrâneo.

As principais missões do esquadrão serão monitorar as atividades das forças navais de outros países no mar Mediterrâneo, marcar a presença naval russa e demonstrar a bandeira da Rússia nessa região, garantir a segurança dos navios russos e das atividades econômicas marítimas da Rússia no Mediterrâneo.

“Além disso, o esquadrão está pronto para atender a todos os desafios decorrentes da situação vivida na região”, acrescentou Zêmski.

O esquadrão possui quatro grupos-tarefa colocados no oeste e leste do mar Mediterrâneo. Entre seus planos imediatos estão os de realizar exercícios de tiro com mísseis e peças de artilharia e uma série de visitas ao Chipre, Malta, Síria e outros países. Durante as escalas, as tripulações dos navios antissubmarinos e de apoio irão treinar a técnica de busca e resgate de pessoas em perigo no mar.

O presidente Vladímir Pútin e o ministro da Defesa, Serguêi Choigu, reiteraram também que o objetivo do esquadrão não é brandir as armas, mas manter a “estabilidade no mundo”.

“Fizemos muito com nossos parceiros, inclusive aqueles da Otan, diante da ameaça de organizações criminosas. Também fizemos muito no combate à pirataria”, disse Pútin.

Pútin se declarou certo de que os marinheiros russos estabelecerão boas relações com seus colegas dos outros países do Mediterrâneo e com todos os outros parceiros presentes nessa região.

“O esquadrão russo no mar Mediterrâneo irá contribuir para manter a estabilidade estratégica global e o equilíbrio de poderes em algumas de suas regiões”, acrescentou Choigu. O governante disse ainda que o retorno da Marinha russa ao mar Mediterrâneo vai garantir a defesa dos interesses nacionais do país nessa região atualmente conturbada.

O Comandante Geral da Marinha da Rússia, almirante o Víktor Chirkov, acredita que o esquadrão do Mediterrâneo poderá ser futuramente usado nas regiões adjacentes, no Atlântico e no Índico.

Com materiais da agência de notícia RIA Nóvosti

FONTE: Gazeta Russa (adaptação do Poder Naval)

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Tio Sam

“As principais missões do esquadrão serão monitorar as atividades das forças navais de outros países no mar Mediterrâneo, marcar a presença naval russa e demonstrar a bandeira da Rússia nessa região, garantir a segurança dos navios russos e das atividades econômicas marítimas da Rússia no Mediterrâneo.”

Isso tá me cheirando saudosismo dos tempos soviéticos. Quero ver até onde pretende o Sr. Putin levar a Rússia com esse tipo de abordagem.

Andreas

Pois é… O que eu quero ver é se a Russia mandar FTs para patrulhar o Atlântico Sul, além de um SSBM já anunciado… Aí eu quero ver a pobre MB com nem 20 navios, tendo de lidar com o velho Urso andando por aqui, e os EUA querendo se contrapor! Daqui a pouco será a China também… Não existem mais mares ou oceanos “pacíficos” e “livres de armas”, ou a gente se prepara para valer “se queres a paz, prepara-te para a guerra”, ou “perderam” tupiniquins!!!!

leonardo neves

engraçado é que o pessoal so fica com medo quando a Russia vem pra cá mas quando é os EUA todo mundo nem liga,a mesma chace de a Russia atacar o Brasil é de os EUA atacar o Brasil, a Russia não esta fazendo nada demais, esta fazendo mesmo que outros países fazem.e a imagem ficou bonita dessa matéria.

Praefectus

Este é um momento de fortes transformações no mundo árabe e o Brasil se faz presente na região de diversas formas. A participação do contingente naval brasileiro na UNIFIL é um exemplo disso. O Brasil precisa estar presente para entender as causas mais profundas dessa transformação social e econômica naquela área. Os problemas no Egito, Líbano e agora na Síria, pautam qualquer entendimento sobre o que de fato está acontecendo por lá. É uma região distante de nós, é. Mas, como temos acompanhado não é conveniente o Brasil ignorar oque ocorre ali. Afinal nos últimos tempos a região e seus… Read more »

Tio Sam

leonardo neves disse: 10 de junho de 2013 às 14:55 engraçado é que o pessoal so fica com medo quando a Russia vem pra cá mas quando é os EUA todo mundo nem liga,a mesma chace de a Russia atacar o Brasil é de os EUA atacar o Brasil, a Russia não esta fazendo nada demais Prezado, respeito sua opinião, porém discordo. Todos sabemos que os EUA não são inocentes: tem interesses a resguardar e, para tanto, distribui o poderio militar pelos quatro cantos do mundo. É um país aliado, democrático e que busca parcerias estratégicas com o Brasil. Com… Read more »

Andreas

leonardo neves disse: 10 de junho de 2013 às 14:55 Leonardo, concordo contigo, eu que me expressei mal. A questão é que os EUA virem para cá é corriqueiro, e eles vem sozinhos… Pelo menos até agora (depois da queda da URSS, é claro). Porém, imagine que venham navios russos e/ou chineses para cá, bom, os EUA não vão deixar eles navegando pelo Atlântico Sul ao bel prazer deles, eu acho. Aí está a questão. A China tem uma frota pesqueira enorme, que navegam pelos 4 cantos, e mais dia, menos dia (se é que já não acontece e a… Read more »

ALDO GHISOLFI

É, leonardo neves… Tio Sam está certo! A parceria com os EEUU é histórica e quase foi rompida com os atuais governos PTs. Acho que a Rússia não está fazendo nada que os outros fortes não façam, apenas nós é que ficamos para trás. Andreas também está certo, pois tudo é questão da geopolítica nacional de cada nação, mais uma vez,, nós é que ficamos para trás. E, aliás, não adianta nada querermos ir para a frente: não temos como sustentar a posição!

Soyuz

A marinha russa tá preparando o bote no Mediterrâneo. O bote salva vidas! Se a situação na Síria degringolar (ninguém sabe exatamente o que vai acontecer lá nos próximos meses) é responsabilidade da marinha russa retirar de lá cidadãos russos que servem no corpo diplomático, conselheiros militares e funcionários civis e militares do porto de Tartus. Não é pouca gente. E a julgar pela forma como um governo ditatorial cai após uma derrota militar, seja no Iraque em 2003 ou na Líbia mais recentemente, as primeiras 72 horas são de absoluto caos e de caça as bruxas, sendo cidadãos russos… Read more »

Dalton

Quanto ao esquadrão da Frota do Pacifico enviado , o único navio relevante é o Admiral Panteleyev um destroyer, ao menos aos olhos ocidentais, Udaloy I que é principalmente um navio antisubmarino.

Dois navios anfibios, os Ropuchas com cerca de 4000 toneladas totalmente carregados, um velho navio tanque de tamanho médio e um rebocador foram também enviados.

Outro Udaloy I, uma fragata, outro Ropucha , outro pequeno navio tanque e dois rebocadores pertencentes a outras frotas já estão no local.

Tio Sam

Soyuz disse:
10 de junho de 2013 às 15:22
A marinha russa tá preparando o bote no Mediterrâneo.

Prezado, não entedi a relação disso com a aventurança no Atlântico Sul. Não seria mais factível levar os “aliados da síria” para as republiquetas que faziam parte do bloco soviético?

Sds.

Bravoone

Prezado, respeito sua opinião, porém discordo. Todos sabemos que os EUA não são inocentes: tem interesses a resguardar e, para tanto, distribui o poderio militar pelos quatro cantos do mundo. É um país aliado, democrático e que busca parcerias estratégicas com o Brasil. Com a Rússia, o buraco é mais embaixo. Vive uma democracia de fachada, tem um “czar” que se perpetua no poder e que pretende ressuscitar a imagem da “hegemonia soviética”, como tentou Luís Bonaparte com seu finado tio. Além disso, não é aliado do Brasil, ao menos formalmente, vive intimidando os vizinhos nórdicos (incidente com a Suécia… Read more »

Dalton

Há cerca de 30.000 russos vivendo na Síria hoje, a grande maioria mulheres russas casadas com sírios.

Acrescente a isso a única base no mediterraneo para navios russos além de elos comerciais e explica-se o apoio russo a causa do Assad, uma causa perdida talvez.

Claudio Dönitz

A Marinha Russa está lá para apertar o cerco, evitar que armas sejam contrabandeadas por mar aos terroristas e assegurar que Assad receba o equipamento necessário para derrotá-los. Qusair já foi libertada pelo Exército Sírio e notíciário internacional hoje cita que as bases terroristas em Aleppo estão sendo atacadas e que uma operação para libertá-la está em andamento. Belo timing dos russos.

Bravoone

O pessoal morre de medo que a Rússia venha a se tornar novamente uma “Superpotência Mundial” e passe a dar uma de cachorro louco pra cima da queridinha OTAN rs, menos mimimi okay? quem deveria mesmo ser motivo de preocupação a vocês, deveria ser aqueles que estão lá em Brasília, chupando aquilo que resta do bolso do Brasileiro, acorda!

leonardo neves

com a Russia o buraco é mais embaixo mesmo, mas nem tanto, os Russos sabem o que fazem as parcerias com os países sul-americanos esta se desenvolvendo ela nunca faria algo para atrapalhar essas cooperações. e uma coisa que ja ouvi muito gente falar e tem tudo para ser verdade é que a Russia em um futuro não muito distante ira se tornar uma das maiores potencias mundias, passando até o Brasil, isso se ja não passou, a Russia ja é maior produtora de petróleo do mundo,gás natural ela produz e esporta para a Europa,vários tipos de minérios,e vai começar… Read more »

Daniel

Os Russos não vão soltar o osso Sírio assim tão facilmente como alguns comentaristas daqui pensam.
Eles tem um Histórico secular de influência na região e a Síria é seu ultimo bastião por lá, também estão consciente que USA e Israel pretendem aproveitar a “revolução” para expulsa-los de lá. Se os Russos resolverem realmente fincar seu pé na Síria ai sim vamos ter uma guerra de verdade naquela região.

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