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Oleg Nekhai

vinheta-clipping-navalA fragata de mísseis Trikand, construída para a Marinha da Índia no estaleiro Yantar em Kaliningrado, será transferida ao para a Índia no final de junho. Este é o terceiro navio do Projeto 11356.

Atualmente, o navio está no estaleiro, após passar por uma rodada de provas de mar na região do Mar Báltico. As fragatas do Projeto 11356 foram desenvolvidas procurar e destruir submarinos, para defesa contra navios e ataques aéreos. Em 2012, a Índia recebeu duas fragatas – Teg e Tarkash. Ao todo a Rùssia construirá seis fragatas para a Marinha indiana, incluindo a Trikand.

Segundo o editor-chefe da revista Exportação de Armas, Andrei Frolov: “elas foram construídas em lotes. O primeiro – três navios – foi no final dos anos 90 e início da década de 2000, em seguida, foi encomendado um lote adicional, e é possível que eles encomendem outras três dessas fragatas. O segundo ponto é que os navios realmente mostraram bons resultados ao serviço da Marinha. . Além disso, há o conceito de unificação de navios e, consequentemente, a redução dos custos do ciclo de vida.”

Assim, a cooperação técnico-militar entre a Rússia e a Índia no segmento de armamentos para a Marinha se está desenvolvendo com sucesso, diz o ex-comandante da Frota do mar Negro, almirante Igor Kasatonov: “esta colaboração tem uma longa tradição, ela tem se desenvolvido ao longo de mais de quarenta anos. Durante vinte e tantos anos vem se desenvolvendo a cooperação entre as marinhas. E a qualidade do equipamento russo é suficiente para atender às necessidades da Índia. Este país há muito tempo se declarou uma grande potência naval e tem todas as classes de navios, e são em maior parte navios russos.”

A Marinha da Índia é um dos principais compradores de produtos militares russos. O volume total de encomendas é muito significativo, e interesse em fragatas não é nada acidental, enfatiza Igor Kasatonov: “são navios universais, atualmente as fragatas são as mais populares, pois elas podem desempenhar muitas tarefas. Além disso, possuem qualidades de navegabilidade juntamente com grande capacidade de combate. Elas podem ser usadas para fins militares e para objetivos pacíficos, como a luta contra a pirataria, para mostrar a bandeira.”

As fragatas Teg, Tarkash e Trikand estão armadas com mísseis supersônicos BrahMos de desenvolvimento conjunto russo-indiano.

FONTE: Voz da Rússia (adaptação do Poder Naval)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

18 Comentários para “Nova fragata para a Marinha da Índia”

  1. marciomacedo 11 de junho de 2013 at 18:56 #

    Meia dúzia para a MB, com sensores e armamentos ocidentais. Esse navio não é losango/retângulo, mas está longe da 6 mil t.

  2. nunes neto 11 de junho de 2013 at 21:28 #

    marciomacedo,que economia , peça logo uma dúzia ou mais!

  3. Alfredo Araujo 11 de junho de 2013 at 22:11 #

    Interessante o lançador de misseis AA, o igual ao MK-13 ocidental. Algo q a bastante tempo é considerado obsoleto.

  4. ci_pin_ha 11 de junho de 2013 at 23:17 #

    Ficamos muito detidos dentro dessas 6000 toneladas que as fragatas têm de possuir. Gosto desse navio e o acho bem armado, seu desenho não é muito moderno, mas é um meio caminhos, melhor que nada.

  5. Almeida 12 de junho de 2013 at 2:00 #

    Os Kashstan são bons CIWS e os Brahmos são bons mísseis sup-sup, mas de resto esta fragata é bem fraca. Sensores (radares, sonares e EW), mísseis de médio alcance SA-N-12 “Grizzly” Shtil, armamento de tubo principal, foguetes AS, propulsão COGAG e até mesmo o casco são todos considerados obsoletos.

    Mas ainda assim melhor que muita coisa por aí.

    Pra ficar melhor os indianos poderiam usar sensores ocidentais mais capazes, trocar a propulsão COGAG por uma CODOG mais eficiente e com maior autonomia e quem sabe uma CODLOG para melhor performance em missões AS, o canhão principal por um Otobreda 76mm Super Rapid e principalmente o lançador Shtil por um Shtil-1 VLS. Aí sim ficaria topo de linha!

  6. nunes neto 12 de junho de 2013 at 10:10 #

    As nossas atuais Fragatas/Corvetas seriam melhores que estas?

  7. marciomacedo 12 de junho de 2013 at 12:09 #

    Ao pedir seis dessas para a MB quis colocar a questão: entre as 2 mil e 400 toneladas da Barroso e as 6mil t das Freens, existem outros projetos que deveriam ser considerados pela MB. É mais ou menos o que o amigo Ci_pin-ha escreveu acima.

  8. Roberto Bozzo 12 de junho de 2013 at 13:46 #

    A MB poderia considerar outras opções em vez de apenas as de 6000ton (FRemm, KDX, Type26, etc), talvez o casco das Formidable em maior quantidade, com requisitos operacionais e materiais da MB seriam mais benéficas à própria MB do que “pularmos” de Barrosos para FREMM (por exemplo) direto.
    Teríamos meios em quantidades e com custos menores.

  9. nunes neto 12 de junho de 2013 at 14:12 #

    Creio que só teremos 5 de 6000 T, as que estão previstas no PROSUPER, o resto serão tamandarés e talvez uma Fragata entre 3000 a 4000 T.Abçs

  10. Wagner 12 de junho de 2013 at 20:54 #

    é uma ótima fragata, com bom armamento, que claro, pode ser trocado ou atualizado, depende do freguês.

    Tou doido para ver seis dessas novas na Black sea Fleet, estão em construção, mas, o paciência…

    :)

    ( ps: seis dessas, novas, para a MB e poderiamos jogar fora as nossas…)

  11. marciomacedo 12 de junho de 2013 at 22:54 #

    Essa idéia de Formoidables mais “parruditas” é interessante, bem como uma Meko 200 mais pesadas e as T-23 resdesenhadas. Será que emprego geral ou multimissão requer mais de de 4,5 mil toneladas?

  12. Almeida 13 de junho de 2013 at 0:12 #

    Pessoal, esse casco é baseado nas Krivak, projeto russo que data da década de 1960. Sua propulsão é herança da Guerra Fria com uma combinação de duas turbinas a gás para cruzeiro mais duas turbinas para velocidade (como nas Type 22), o que é extremamente caro de se operar e manter. Além disso, a confiabilidade dessas turbinas russas é reconhecidamente ruim.

    Existem cascos e propulsão mais modernos e eficientes daonde se basear para as futuras escoltas da MB.

  13. Almeida 13 de junho de 2013 at 0:33 #

    Quanto as Formidable ou outras escoltas com aprox 4000t, concordo com o pessoal aqui. Seriam mais baratas e condizentes com a realidade da MB.

    Acredito que antes de pensar em FREMM, deveríamos ter meia dúzia de La Fayette por aqui. Apesar de bem menos capazes, são baratas por operarem apenas motores diesel e como já demonstrado possuem grande capacidade de expansão. Assim como as Meko 200. O casco e propulsão das La Fayette são baratos e a partir daí poderíamos montar uma suíte de sensores e armamentos de acordo com nossas necessidades e realidade orçamentária.

    Arrisco a dizer que um Otobreda 76mm Super Rapid na proa, um RAM logo atrás, 2 metralhadoras 20/25mm, 4 Exocets mais 2 lançadores triplos de torpedos à meia nau e outro RAM em cima do hangar fariam uma ótima fragata leve para a MB a um custo razoável. Querendo mais, é só aumentar/melhorar o armamento e meter uma turbina a gás para maior velocidade final.

  14. Roberto Bozzo 13 de junho de 2013 at 0:44 #

    As Formidable e as Meko 200 tem perto de 3500 ton, valores próximos, também, das Niterói…

  15. marciomacedo 13 de junho de 2013 at 12:43 #

    Bem, acho um casco com deslocamento carregado de 4 mil e 200 a 4 mil e 500 toneladas razoáveis para escoltas multifunção.

  16. ci_pin_ha 13 de junho de 2013 at 14:19 #

    Uma fragata não ocidental a ser vista com bons olhos é a chinesa Type-054, essa sim eu gostaria de ver na MB com armamentos russos.

  17. joseboscojr 13 de junho de 2013 at 18:11 #

    Existe basicamente 4 tipos de lançadores de mísseis em navios de guerra:
    1- os conteiráveis recarregados automaticamente,
    2- os conteiráveis recarregados manualmente,
    3- os fixos inclinados não recarregáveis
    4- os verticais não recarregáveis.
    Esse lançador para o míssil SA-N-12 (Buk naval) dessa fragata indiana é do primeiro tipo, em franca extinção no Ocidente, como bem notou o Alfredo Araújo.

  18. Almeida 13 de junho de 2013 at 19:28 #

    Como eu disse Bosco, se fosse um Shtil-1, formato VLS com míssil aprimorado, aí sim! Não entendi a escolha indiana por esta versão obsoleta.

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