NPa Gurupá - P46 e NPa Macaé - P70 no Rio - foto Nunão - Forças de Defesa

De proa a popa, e depois de popa a proa, a imagem acima permite comparar a principal classe de navios-patrulha hoje em operação na Marinha do Brasil, a classe “Grajaú” de 200 toneladas e 12 unidades em serviço, representada pelo NPa Gurupá (P 46) à esquerda, com a nova classe de navios-patrulha de 500 toneladas que vem sendo construída e entrando gradativamente em serviço, representada aqui pelo NPa Macaé (P 70), à direita.

Como os navios estão atracados em sua base (molhe sul do AMRJ, onde comumente atracam os navios-patrulha do 1º Distrito Naval), é comum que algum tipo de serviço de manutenção esteja sendo feito num ou noutro equipamento, e detalhes como esses podem ser percebidos ampliando as imagens abaixo, onde se vê os sensores, os armamentos, entre outros itens.

NPa Gurupá - P46 no Rio - foto Nunão - Forças de Defesa

NPa Macaé - P70 no Rio - foto Nunão - Forças de Defesa

Vale comparar também as diferenças e semelhanças nos projetos de navios que têm origens diferentes: a classe “Grajaú” é um derivado de projeto de origem britânica (subsidiária do Grupo Vosper em Cingapura), enquanto a classe “Macaé” descende de um projeto francês.

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11 Responses to “Comparando os navios-patrulha de 200t e 500t da Marinha do Brasil” Subscribe

  1. aericzz 3 de julho de 2013 at 9:50 #

    Nunão, os classe “Grajaú” não são derivados de um projeto alemão???
    Lembro-me que os 2 primeiros foram buscados lá! (O outro é o Gurupá)
    Mas posso estar enganado…
    abçs, erichwolf.

  2. aericzz 3 de julho de 2013 at 9:59 #

    Me corrigindo a tempo, ele apenas foi construido lá na Alemanha….

  3. Fernando "Nunão" De Martini 3 de julho de 2013 at 11:07 #

    Aericzz,

    Complementando seu primeiro comentário perguntador e o segundo retificador:

    O projeto dos navios que se tornaram a classe “Grajaú” foi adquirido do estaleiro Vosper Private Ltd de Cingapura, que fazia parte do grupo britânico Vosper. É um derivado de projeto desenvolvido originariamente para Oman, de um barco lança-mísseis para aquele Sultanato, que acabou não se concretizando – tanto que um protótipo fotografado em meados daquela década ostentava um Oto Melara de 76mm e quatro lançadores de mísseis mar-mar.

    O projeto foi comprado no início da década de 1990 pelo Estaleiro Mauá, para participar de uma licitação da MB para dois NPa de 200 toneladas. O Mauá ganhou a licitação e construiu os dois cascos, mas com os problemas pelos quais passou o estaleiro (e toda a construção naval brasileira na época), a construção dos dois navios teve que ser completada no AMRJ. A MB encomendou mais 10 unidades, sendo que duas foram construídas no AMRJ, duas no INACE (Ceará), e seis em Peenewerft (Alemanha). As instalações de armamentos foram feitas no AMRJ.

    A ordem que conheço de indicativos (seguidos de local de construção e ano de incorporação) da classe “Grajaú”, que carinhosamente chamamos de “Gururu”, é essa:

    navio – estaleiro – incorporação

    P40 Grajaú – AMRJ – incorporado em 1993
    P41 Guaíba – AMRJ – incorporado em 1994
    P42 Graúna – Mauá / AMRJ – incorporado em 1994
    P43 Goiana – Mauá / AMRJ – incorporado em 1997
    P44 Guajará – Peenewerft – incorporado em 1995
    P45 Guaporé – Peenewerft – incorporado em 1995
    P46 Gurupá – Peenewerft – incorporado em 1995
    P47 Gurupi – Peenewerft – incorporado em 1996
    P48 Guanabara – INACE – incorporado em 1999
    P49 Guarujá – INACE – incorporado em 1999
    P50 Guaratuba – Peenewerft – incorporado em 1999
    P51 Gravataí – Peenewerft – incorporado em 2000

  4. Ivan 3 de julho de 2013 at 11:29 #

    Alguns dados da classe Grajaú by Wikipedia:

    Class & type: Grajaú class
    Type: Offshore patrol vessel
    Displacement: 197 tons standard, 217 tons full load
    Length: 46.5 m
    Beam: 7.5 m
    Draught: 2.3 m
    Propulsion: 2 MTU 16V 396 TB94 diesel 2,740 hp
    Speed: 26.5 knots (49.1 km/h; 30.5 mph)
    Range: 2,200 nautical miles (4,100 km; 2,500 mi) at 12 knots (22 km/h; 14 mph)
    Endurance: 10 days
    Boats & landing
    craft carried: 1 Rigid-hulled inflatable boat
    Crew: 29
    Sensors and
    processing systems: Decca 1290A, equipped with Global Maritime Distress Safety System and night vision
    Armament:
    1 Bofors L/70 40 mm cannon;
    2 Oerlikon 20 mm cannon

    Mais informações em interessante pdf da Engepron:
    https://www.emgepron.mar.mil.br/index/pdf/Grajau.pdf

    Pequeno, leve, ágil e muito rápido para um despretencioso patrulheiro, este NaPaCo é um patrulheiro interessante para missões de reação rápida (resgate e/ou interceptação).
    Sua fraqueza é consequência de sua habilidade, pois suas dimensões comedidas impõe limitações ao tempo de patrulha, apenas 10 dias.
    Mas acredito que está de acordo com o que se espera dele. Para missões mais longas são necessários embarcações maiores.

    Abç.,
    Ivan.

  5. Ivan 3 de julho de 2013 at 12:08 #

    Alguns dados da classe Macaé by Wikipedia:

    Class & type: Macaé class
    Type: Offshore Patrol Vessel
    Tonnage: 477 tons
    Displacement: 500 tons
    Length: 55.6 meters
    Beam: 9.3 meters
    Draught: 2.5 meters
    Propulsion: 2 × MTU 16V 4000 M90
    Speed: 21 knots
    Range: 2,500 nm at 15 knots
    Complement: 35
    Sensors and processing systems: Sperry Marine VisionMaster FT Integrated Bridge Navigation System with FT250 X band and S band radars
    Electronic warfare & decoys:
    Armament:
    1 × 40 mm ST 40mm L70 NADM330 gun [2]
    2 × GAM B01 20mm

    Ou na página da Engepron:
    https://www.emgepron.mar.mil.br/index/construcao_naval.php

    Visualmente já se percebe as diferenças entre estas classes de NaPa, mas com os dados é possível sedimentar o entendimento destas.

    Mesmo armamento, porém habilidades naúticas diferentes.

    Sds.,
    Ivan.

  6. Ivan 3 de julho de 2013 at 12:11 #

    Arquivo em pdf da Engepron sobre a classe Macaé:
    https://www.emgepron.mar.mil.br/index/pdf/NPa500.pdf

  7. Ivan 3 de julho de 2013 at 12:39 #

    Em uma rápida visita ao NGB encontramos outro dado interessante acerca da capacidade de combustível de cada classe:

    * Macaé com 70.000 litros (59,7 toneladas);

    * Grajaú com 27.000 litros (23,0 toneladas).

    Comparando proporcionalmente cada classe, teríamos uma relação
    combustível versus deslocamento total de :

    * Macaé 12,0%;

    * Grajaú 10,6%.

    O reflexo dissso está no raio de ação (que também é influenciado por outros fatores) como apresentado no NGB:

    * Macaé 2.500 milhas náuticas a 15 nós;

    * Grajaú 2.200 milhas náuticas à 12 nós.

    Sds.,
    Ivan, o ‘frentista’.

  8. MO 3 de julho de 2013 at 13:34 #

    Ivan ,the frentista, faltou a troca do óleo e verificar a calibragem … ssdss abs !

  9. eduardo.pereira1 3 de julho de 2013 at 14:48 #

    Caro Justin “sr frentista” ,rs, podes me dizer quais seriam os armamentos da classe Macaé para guerra de superficie como consta no pdf ou se sao os mesmos ??

  10. eduardo.pereira1 3 de julho de 2013 at 14:51 #

    Se construirem ao menos as mais de 20 unidades previstas da classe Macaé vai ser excelente somando-se as futuras Barroso ja teremos uma marinha de superficie muito melhor que as da vizinhança, se é que ja nao temos né!!

  11. eduardo.pereira1 3 de julho de 2013 at 14:53 #

    Que feio da minha parte IVAN fico bicando as 3 paginas das forças de defesa ao mesmo tempo e confundo nomes e comentarios. Foi mal Ivan !!rs

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