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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

11 Responses to “Fragata francesa ‘Latouche Treville’ enfrentando mar grosso” Subscribe

  1. alexandre.bagatini 9 de julho de 2013 at 21:04 #

    Fantástico este vídeo, parece muito bem editado, mas mesmo assim muito bom. Imagino as Inhaúma neste mar, como se sairiam?

  2. Oganza 9 de julho de 2013 at 23:04 #

    Fantástico mesmo. Eu acho que as Inhaúmas ficariam iguais aqueles bonecos joão-bobo, balançam mais não caem (ou cairiam?), só que pros lados rsrsrs.

  3. MO 9 de julho de 2013 at 23:59 #

    por falar em francelicos um francelico de 334 m loa x 101.818 dwt x 8488 teus em maiden call em Santos hoje, 09/07 =

    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/07/ms-cma-cgm-tosca-fwel-maiden-call-santos.htm

  4. wwolf22 10 de julho de 2013 at 10:29 #

    eh possivel disparar as armas com um mar tao agitado como o do filme ??
    o sonar nao de danifica com essas “quedas” ????

  5. GUPPY 10 de julho de 2013 at 10:47 #

    Lembrou-me a seguinte matéria daqui mesmo do PN a qual já assisti várias vezes:

    http://www.naval.com.br/blog/2010/02/25/marinha-russa-navegando-em-mar-grosso/#comments

  6. Fernando "Nunão" De Martini 10 de julho de 2013 at 11:06 #

    Bom, já que falaram na classe “Inhaúma”, vale lembrar que nem tudo é defeito nas corvetas daquela classe assim como nem tudo é qualidade num navio como esse do vídeo, da classe francesa “George Leygues”.

    Os navios da classe “Inhaúma”, assim como a Barroso, têm uma característica vantajosa que os navios da classe “George Leygues” não têm:

    Em caso de mar grosso, a distância entre a torreta do canhão principal e a superestrutura permite conteirar a torreta em 180º para proteger melhor o tubo e seu mecanismo de elevação do mar batendo no convés.

    Já essa fragata tem a torreta muito próxima à superestrutura e, como se pode ver, enfrenta o mar com o canhão totalmente voltado para a proa.

    O máximo que pode ser feito (e pelo visto não foi, embora eu também não saiba se traz alguma vantagem) é elevar ao máximo o canhão, como mostra uma foto da Georges Leygues na página 88 da revista Forças de Defesa 5.

    Outro fato que mostra que nenhuma classe de navio está imune a necessidades de corrigir o projeto, foi a elevação do passadiço em um deck nas últimas unidades em construção da classe (a Latouche-Tréville é uma das que se beneficiaram dessa mudança) justamente porque este era muito atingido pela água em mar grosso. Além disso, a classe “Tourville”, anterior à “George Leygues” (e da qual esta última deriva, com um casco de menores dimensões mas formato similar) precisou receber reforços estruturais no casco devido aos danos causados em mar agitado.

    De resto, excelente vídeo!

  7. Fernando "Nunão" De Martini 10 de julho de 2013 at 11:24 #

    Quanto a disparar armas num mar desses, pode esquecer. Há limites de caturro e de balanço para o disparo de armas.

    O domo do sonar é projetado (ao menos no papel…) para resistir a esses impactos, mas quando fica fora da água evidentemente o sonar deixa de ser efetivo.

  8. Oganza 10 de julho de 2013 at 13:00 #

    Fernando “Nunão” De Martini, gostaria de fazer 3 perguntas (de leigo mesmo):

    1 – Qual a diferença entre caturro e balanço, e se você souber, quais seriam os equivalentes em inglês?

    2 – No caso de bocas de fogo é visível (rs) a “dificuldade” de utilização, mas no caso de VLS, os limites de “caturro e balanço” seriam menores?

    3 – No caso do sonar você esclareceu, mas eu te pergunto qual é o tamanho do prejuízo dos outros sensores, busca de superfície, área e designação de alvos?

    Sds.

  9. Fernando "Nunão" De Martini 10 de julho de 2013 at 15:01 #

    Oganza:

    Balanço ou jogo = roll = movimento balançando de um bordo (lateral do navio) para outro

    Caturro = pitch = movimento balançando de uma extremidade (proa / popa) para outra

    Há limites diferentes para cada tipo de arma, assim como na capacidade dos sensores em caso de mar nessas condições, pois ainda que antenas de radar sejam estabilizadas (não estou falando nesse caso das planas, fixas em mastros ou superestruturas), e mesmo canhões sejam estabilizados, não há mágica.

    Há avanços para compensar na eletrônica, é claro, mas em casos extremos simplesmente um navio pode ficar quase cego, surdo e desarmado. Sem falar na queda do rendimento da tripulação.

    O lado “bom” é que, exceto os submarinos, outros navios também estarão com as mesmas dificuldades. Levando em conta que em muitos casos estado de mar ruim combina com condições meteorológicas também ruins (não parece ter sido o caso do vídeo), isso também afeta as ameaças aéreas. E no caso de ameaças aéreas embarcadas, mais ainda.

    Mesmo para lançadores verticais, já li artigo falando de limites em casos extremos de balanço e caturro. É difícil generalizar, pois há muitos tipos de navios e muitos tipos de armas. Além disso, há informações que não são obviamente disponibilizadas…

    Mas fique tranquilo. Não é todo dia que se enfrenta um mar desses, quanto mais se combater numa ocasião do gênero. Porém, às vezes acontece.

    Por isso mesmo que possuir uma marinha com capacidade realmente oceânica não é para qualquer um. A França (dona do navio do vídeo) é um caso de potência média que se esforça bastante para manter essa capacidade, e com seus próprios projetos de navios, armamentos e sensores.

  10. Fernando "Nunão" De Martini 10 de julho de 2013 at 15:10 #

    Aproveitando:

    Outro dia achei sem querer esse pdf bastante didático para quem tem dúvidas sobre diversos termos náuticos. Vale guardar.

    http://www.ndf.poli.usp.br/~gassi/disciplinas/pnv2341/PNV2341_Representa%C3%A7%C3%A3o_geomatrica_do_casco.pdf

  11. Oganza 10 de julho de 2013 at 19:37 #

    Fantástico Nunão, muito obrigado… essas informações estão se crusando com umas outras 2 centenas que polvilhavam a minha cabeça e realmente esse papo de Marinha de águas azuis não é pra quem quer não… o trabalho é grande, MUITO GRANDE.

    No conflito das Falklands a Inglaterra conseguiu decolar em alguns dias de mau tempo, mas tiveram dias que realmente não teve jeito… eu ouvi ou li, acho que foi por aqui na trilogia, que a USN estava cogitando o F-35B para seus Carries justamente levando em conta as condições de tempo/mar, putz, se até um Super Carrier pode ficar impedido de lançar suas aeronaves, não digo mais nada.

    Obs.: Muitíssimo obrigado pelo PDF… recomendo a todos, o MO vai agradecer.

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