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Um porta-voz da Marinha russa declarou à agência de notícias Interfax-AVN na última sexta-feira (26) que o submarino nuclear Alexander Nevsky, da classe Borei (Projeto 955) realizará disparo com o míssil balístico Bulava.

“Durante a fase final das provas de mar feitas a pedido do governo, o submarino nuclear conduzirá, enquanto submerso, procedimentos com o míssil Bulava”, afirma a fonte. O experimento está previsto para a segunda metade de setembro, sob ordem do Estado-Maior das Forças Armadas russas. Durante o procedimento será empregado o sistema de controle automático de lançamento do submarino.

“Caso o lançamento desse míssil seja bem-sucedido, o submarino retornará às instalações da Sevmash, onde passará por vistoria., após a qual representantes do Comando Central da Marinha assinarão o documento de integração do navio. Esperamos que a bandeira seja asteada no Alexander Nevsky no dia 15 de novembro”, disse o porta-voz da Marinha.

Ainda de acordo com a fonte, o disparo programado para setembro não será um teste. “Todos os problemas pendentes com os mísseis Bulava foram solucionados. O armamento foi testado e transferido para a Marinha. Não haverá envolvimento de empresas na condução desses disparos”.

O Bulava R30 3M30 (RSM-56 em tratados internacionais e SS-NX-30 de acordo com classificação da Otan) é o mais avançado míssil de três estágios movido a combustível sólido produzido na Rússia, e se destina especificamente aos submarinos da classe Borei. Um exemplar do Bulava transporta até dez ogivas independentes com alcance de até 8 mil quilômetros. A vida útil do armaento é estimada até 2040-2045.

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FONTE: Russia Beyond the Headlines via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

16 Responses to “Novo teste com míssil Bulava programado para setembro” Subscribe

  1. Wagner 29 de julho de 2013 at 17:25 #

    beleza de nave…

  2. João Filho 29 de julho de 2013 at 19:18 #

    Wow. Realmente, marinha de gente grande e outra coisa,ne? O Diretoria, por favor muda a foto dessa “corveta” M 20 da portada do blog. Fiquei constrangido ao olhar a foto do submarino nuclear Alexander Nevsky, e logo encima aquela peça de museu contrastando…

  3. Oganza 29 de julho de 2013 at 19:51 #

    João Filho disse:
    29 de julho de 2013 às 19:18

    Égua, pode crer. Administradores, rolava uma das Niteróis ali não? Ou isso é para lembrarmos o quão mau das pernas estamos? kkk

  4. Fernando "Nunão" De Martini 29 de julho de 2013 at 20:17 #

    Corveta?

    Que corveta?

    É um navio-varredor classe Aratu, tão “novo” quanto a classe Niterói.

    Para saber mais sobre nossa Força de Minagem e Varredura, sugiro clicar nesses links:

    http://www.youtube.com/watch?v=cFnPzlCdIYE

    http://www.naval.com.br/blog/2010/05/25/homens-de-ferro-em-navios-de-madeira-parte-2/#axzz2aTnvbGV1

  5. MO 29 de julho de 2013 at 21:40 #

    noooossaaaaaaaaaa nem vou falar nada da Cv … hehehehhehhe Crendeupai … kkkkkkkkkkkk

    Coitado do Albardão .. virou Ferreirão … e nem ficou constrangido …. kkkkk

  6. MO 29 de julho de 2013 at 22:55 #

    Meantime em aguas santistas mais um gigante de 334 m loa em viagem inaugural no Porto =

    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/07/mv-zim-ningbo-a8si5-maiden-call-ssz.html

  7. Marcos 29 de julho de 2013 at 23:12 #

    Vi a imagem do submarino e não li o título do artigo, dai achei que já fosse o nosso Brilhoso, o Grande Elefante das Profundezas, e que já estaria navegando.

  8. joseboscojr 29 de julho de 2013 at 23:38 #

    Ser capaz de lançar 10 MIRVs não quer dizer que irá transportar realmente 10 MIRVs.
    Os Trident II podem levar 12 MIRVs (algumas fontes dizer ser 14 MIRVs) mas hoje em dia devido à obediência aos diversos tratados ele só transporta 4 MIRVs.
    Na Rússia não é e nem será diferente.

  9. Ivan 30 de julho de 2013 at 12:32 #

    Mestre Bosco,

    Considerando que a capacidade total de MIRVs não é utilizada seria possível completar a carga com cargas falsas (decoys)?

    Com os sistemas ABM que existem e outros que devem entrar em serviço, o uso de cargas falsas pode ser uma alternativa interessante para a disponibilidade de carga dos ICBM e SLBM. Desconfio que já usam algo parecido.

    Abç.,
    Ivan.

  10. Oganza 30 de julho de 2013 at 12:35 #

    Off topic – Entrevista esclarecedora Nunão, mas vendo os banners do topo da trilogia, temos o A1 (50% “nacional”), o Osório (nacional – natimorto :( ) e aqui a Classe Aratu (Alemã). Ainda voto pela Niterói rsrs.

    obs.: ‘Homens de ferro em navios de madeira’– parte 1 está com erro.

    On topic: esses movimentos russos com Borei+Buluva, modernização dos Tu-160 etc… é cada vez mais uma pá de cal nos que defendem o fim da tríade nuclear, se a China lançar o projeto de um bombardeiro nuclear estratégico pronto, vamos conviver com ela pelos próximos 50 anos sem sombra de dúvida.

  11. MO 30 de julho de 2013 at 13:18 #

    Sorry Oganza, mas for God sake MK 10 naoooooooooooooooo chega disto, ja deu … Mantem o Albardão mesmo “””

  12. Oganza 30 de julho de 2013 at 13:50 #

    Ok MO, não se fala mais nisso rsrsrs, até pq estou respeitando muito esses “Homens de ferro em navios de madeira”, mas não vou atribuir nenhum adjetivo a Classe Aratu, eu sou um “noviço” e não quero desagradar (por falta de conhecimento) todos os Old school da trilogia.

    Pergunta aos administradores: Percebi uma variedade desproporcional de artigos e matérias especiais aqui no Naval em comparação com Aero e ao Forte no Menu Board dos blogs, temos previsão de ter mais nos outros também?

  13. Fernando "Nunão" De Martini 30 de julho de 2013 at 16:23 #

    Oganza,

    O Poder Naval é bem mais antigo que os demais sites da “trilogia” Forças de Defesa, por isso tem uma quantidade maior de artigos e matérias especiais.

    Mas os demais também têm muitas matérias especiais já feitas e publicadas, é só questão de atualizarmos a transferência das mesmas para a área de destaque.

    Quanto à classe Niterói, ela é um projeto inglês, a partir de especificações brasileiras, com duas das seis unidades construídas aqui. Nesse sentido é quase tão “nacional” quanto a classe Aratu, da qual também duas das seis unidades também deveriam ter sido construídas aqui, num polo de construção que se pretendia criar no Nordeste. Como esse polo gorou, as duas últimas unidades tiveram que ser encomendadas à Alemanha mesmo.

    Mas seu critério tem um certo sentido, poderemos trocar mais pra frente, na próxima reformulação visual, por uma foto da Barroso, esta sim “100%” nacional.

    Saudações!

  14. Oganza 30 de julho de 2013 at 17:05 #

    mais uma vez vlw pelos esclarecimentos Nunão.

    obs.: ‘Homens de ferro em navios de madeira’– parte 1 está com erro.

    Esse lance de minagem e contra minagem está bem interessante, e ninguém não fala ou não dá quase nenhuma importância. Estava lendo em um artigo sobre as Falklands, que os comandante tiveram que “jogar”, como boi de piranha mesmo, uma fragata no estreito de San Carlos para terem certeza de que não havia minas ali e só depois tentarem o bem sucedido desembarque.

    E tem um diálogo interessante entre o Comodoro Clapp que disse ao capitão da HMS Argonaut o que ele tinha que fazer. Tudo bem, disse o Capitão, mas antes ele iria comunicar a missão e os reais objetivos aos tripulantes. Então todos os preparativos para navegarem no pequeno trecho foram feitos e todos ali esperando o pior. Nas palavras de Clapp: “Foram as 5 horas mais longas que eu passei, tinha mandado aqueles rapazes para a morte.” A HMS Argonaut entrou no estreito navegando em zig-zag como quem diz estou aqui, e ignorando um possível ataque aéreo ou de terra, entrou e saiu do estreito e estabelecendo uma rota, agora “segura”, de entrada e saída. Fantástico.

  15. joseboscojr 30 de julho de 2013 at 17:14 #

    Ivan,
    Havendo uma diminuição da carga útil há um aumento do alcance.
    É muito pouco provável que o alcance nominal de 8000 km se dê com uma carga plena de 10 ogivas de 150 Kt.
    E não creio que quando da não utilização de toda a capacidade de carga (10 ogivas MIRVs de 150 Kt) a mesma seja completada com decoys (Pen-aids) já que como disse iria penalizar as características cinéticas (alcance, velocidade, tempo de permanência numa determinada fase da trajetória, etc).
    Os vários artifícios usados para auxiliar a penetração das ogivas (pen-aids), tais como chaffs, decoys, etc, são bem leves (as falsas ogivas em geral são infláveis) e independente da carga numa determinada configuração já deve contar com recursos de penetração padronizados.
    O que deve ocorrer é que em caso de um míssil ter que levar uma carga inferior à carga mínima ao qual ele foi configurado aí sim poderia haver a necessidade de instalar “ogivas” falsas, provavelmente de concreto (???) para simular a carga e assim manter o CG e o balanceamento do míssil.
    Um abraço.

  16. Wagner 30 de julho de 2013 at 17:18 #

    O Sr dizia, Mister Francis Fukuyama, sobre o ” Fim da História” …

    Explique melhor, ao ver o Alexander Nevski navegando… pleeaseee…

    kkkkkkk !! :)

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