Severodvinsk K-329  (Yasen class)

Autoridades russas deram luz verde à fabricação de 10 submarinos nucleares de ataque da classe Yasen equipados com mísseis supersônicos de cruzeiro Ônix. Os novos submarinos concorrerão com a classe Seawolf da Marinha americana. O submarino nuclear do projeto 885 reúne conhecimentos e tecnologias elaborados pelas forças armadas russas ao longo de mais de 50 anos.

O casco do navio terá alta resistência e será feito de aço não magnético, o que permitirá os mergulhos em profundezas abaixo de 600 metros contra a média de 300 metros atingidos pela maioria dos submarinos atuais. O projeto também prevê velocidade acima de 30 nós (cerca de 60 km/h) e será equipado com uma câmara de salvamento para a retirada de todos os membros de tripulação.

Segundo os engenheiros responsáveis, A classe Yasen será mais silenciosa do que sua contraparte americana – a classe Seawolf – e também que a classe Akula, atualmente em operação na Rússia, e também terá suas funcionalidades ampliadas para realizar mais de tarefas no mar.

Invisibilidade

Hoje em dia, as operações da Marinha russa no fundo do mar e as patrulhas de rotas marítimas são executadas pelos submarinos multiuso do tipo Akula. Há pouco tempo, a detecção de um Akula nos litorais dos EUA e do Canadá provocou alarme por mostrar brechas nos sistemas de segurança. Os Akula sãoequipados com 28 mísseis de cruzeiro Kh-55 Granat (similares aos mísseis Tomahawk utilizados pela marinha americana), capazes de percorrer 3 mil quilômetros e atingir o alvo com uma carga nuclear de 200 quilotoneladas.

Novidade supersônica

O principal armamento da classe Yasen serão mísseis supersônicos de cruzeiro P-800 Ônix, que existem em duas versões para exportação e possuem visuais idênticos: o Yakhont, fabricado em território russo, e o BraMos, feito do solo indiano. Os mísseis que fazem parte do novo submarino podem ser lançados ainda debaixo d’água e carregam um fornilho potente de meia-tonelada com velocidade de 750 metros por segundo por até 600 quilômetros.

O alvo do Ônix captura-se por meio de um sistema de navegação que utiliza os coordenados pré-estabelecidos. Para que o inimigo não consiga desviar um míssil lançado usando interferência eletrônica, o mecanismo de controle automático de trajetória é acionado brevemente  em um ponto previamente calculado (à distância de 25-80 km), detectando, assim, a localização exata do alvo escolhido. O segundo acionamento do mecanismo acontece poucos segundos antes da colisão e após a redução brusca de altura até o nível de 5-15 metros acima da superfície.

A fim de evitar os possíveis erros, os computadores dos mísseis foram carregados com todas as informações referentes a todos os classes e tipos de navios modernos que permitem a identificação de suas funções numa frota (navio de escolta, porta-aviões, grupo de desembarque) para um ataque mais eficiente. O computador do Ônix também possui os dados referentes aos meios de proteção contra interferência eletrônica emitida pelo inimigo com a intenção de desviar os mísseis dos alvos escolhidos, assim como às táticas de neutralização da defesa antiaérea.

Essas informações servem como base para distribuição automática dos papéis entre os mísseis do grupo para que alguns se comportem como alvos falsos atraindo a defesa antiaérea do inimigo, enquanto outros atacam os principais alvos e se organizam para eliminar os navios de apoio.

Multiuso

Uma características do sistema Ônix, atualmente instalado também na Síria, é sua adequação a qualquer tipo de portador, como navios de superfície, submarinos, assim como as plataformas móveis terrestres como sistemas de mísseis de defesa costeira do tipo Bastion, por exemplo.

Autoridades russas pretendem incluir o sistema no complexo de armamento dos aviões de caça Su-30MK, assim como dos bombardeiros Si-34. No entanto, engenheiros já estão desenvolvendo os sistemas de mísseis da próxima geração: um sistema hipersônico Circon, cujos testes serão realizados já no próximo ano.

FONTE: Gazeta Russa (adaptação do Poder Naval)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

23 Responses to “Rússia planeja fabricação de 10 submarinos nucleares até 2020” Subscribe

  1. Marcos 9 de agosto de 2013 at 15:37 #

    Isso dá uma unidade a cada oito meses.

    Por aqui: uma unidade em 144 meses.

  2. Marcos 9 de agosto de 2013 at 15:39 #

    Alguém vai dizer: Mas eles já detém o expertise.

    Beleza! Mas nós temos os franceses, eles não tem. :-)

    (Como diz o outro: “modo irônico”)

  3. João Filho 9 de agosto de 2013 at 15:47 #

    Aqui eiste um dito:

    “I would rather have a German division in front of me than a French one behind me.”
    General George S Patton

    Prefiro ter uma divisao alema em frente, que uma divisao francesa na minha retaguarda…lol

  4. Wagner 9 de agosto de 2013 at 17:00 #

    Isso aí, vamos ver se tudo vai dar certo e se a Sevmash vai finalmente acelerar as coisas.

    Talvez os novos diretores tenham sucesso. Se fizerem tudo isso até 2023 está bom mesmo assim.

    CADE O CARA QUE ME DISSE 4 anos atrás que a Rússia ” estava lascada ?????”

    E agora ?????

  5. Wagner 9 de agosto de 2013 at 17:44 #

    a proposito

    hora de parar com o papo de ” marinha russa apodrece no porto”

    http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_08_09/mais-de-30-navios-participam-dos-exercicios-da-frota-do-pacifico-5546/

    ” aaai mas não é igual aos USA, que são PERFEITOS TÁÁ !!! “”

    É, NÃO, NÃO SÃO.

    Nem precisam sê-lo…

  6. Colombelli 9 de agosto de 2013 at 18:59 #

    Acho o número um pouco exagerado. Se conseguirem, estão de parabens.

  7. daltonl 10 de agosto de 2013 at 11:49 #

    O terceiro Yasen foi iniciado ano passado e levando em conta que pelo
    menos 5 anos são necessários para a construção, só em 2018 ele será entregue a marinha russa para depois de alguns meses de testes ser comissionado, quando então passará por mais testes e exercícios até
    ser considerado plenamente capaz.

    A menos que os russos iniciem a construção de 7 Yasen em 2013-2015
    o que é impossível já que eles estão construindo os Boreis também, não há como cumprir tal meta de entregar 8 Yasen até 2020.

    Provavelmente “apenas” 6 Boreis e 6 Yasen estarão comissionados até 2020 o que dá mais do que 10 submarinos nucleares mas de duas classes completamente distintas.

    Pouco se fala quantos submarinos em serviço hoje terão sido retirados até lá, mas a força de submarinos russa será menor na próxima década do que é hoje e o mesmo ocorrerá com a força de submarinos da US Navy.

  8. Mauricio R. 11 de agosto de 2013 at 15:05 #

    “A classe Yasen será mais silenciosa do que sua contraparte americana – a classe Seawolf – e também que a classe Akula, atualmente…”

    Ocorre que a US Navy descontinuou a classe Sea Wolf, espécie de F-22 dos submarinos após somente 3 cascos construídos, em favor da classe Virginia; um design mais adequado aos tempos pós Guerra Fria.
    O que colocaria esta nova classe de submarinos, uma geração inteira atrás dos americanos.
    Sei não, fica parecendo mto investimento p/ mto pouco retorno.

  9. daltonl 11 de agosto de 2013 at 18:56 #

    Mauricio…

    o Seawolf é maior que o Virginia, transporta mais armas e é igualmente silencioso fazendo do Seawolf no geral um submarino mais capaz e
    assim como o Yasen foi pensado para águas azuis, então a comparação
    me pareceu válida.

    Talvez seja um exagero dos russos dizer que o Yasen é mais silencioso
    que o Seawolf ou o Virginia, mas enquanto os americanos com os Virginias passaram a dar maior prioridade aos litorais a necessidade
    russa parece ser diferente entre outras o combate aos NAes e anfibios.

  10. joseboscojr 11 de agosto de 2013 at 20:48 #

    Wagner,
    Quem dizia que a marinha russa apodrecia no porto era a própria marinha russa e era um fato conhecido e reconhecido e não fruto da imaginação de nenhum fanboy americano.
    Aliás, o que era fruto da imaginação e da torcida contra da tropa antiamericana era a certeza de que os EUA hoje estaria literalmente falido e seria um país do terceiro mundo como muitos proclamavam em alto e bom som depois da crise que assolou aquele país em 2008.
    Mas como a história não é estática vemos o ressurgimento tanto da marinha russa quanto a recuperação americana, e nisso ambos os países estão de parabéns.
    De promessas mesmo só quem vive é o nosso país.

    Um abraço.

    Mudando de pato pra ganso esta informação que o P-800 Onix tem 600 km de alcance e uma ogiva de meia tonelada não procede, pelo menos não é corroborada por nenhuma outra fonte disponível na Internet.
    O alcance máximo do dito cujo é de 300 km e a ogiva tem massa menor que 300 kg.

  11. Vader 12 de agosto de 2013 at 13:10 #

    Não é por nada não, mas eu duvido que esse número saia até 2020. Acho que 2025 seria uma meta mais realista.

    Na matéria cita que o Ônix é exportável. Será que não daria para a MB colocá-los no Moby Dick?

  12. daltonl 12 de agosto de 2013 at 13:52 #

    Pelo tamanho dele não dá para lançar dos tubos de torpedos, que
    deverão ser de 21 polegadas, adequados ao armamento francês como
    torpedos black shark e misseis exocet que equiparão os Escorpenes.

    Os franceses estão desenvolvendo o scalp naval que poderá ser lançado de tubos de torpedos de 21 polegadas.

    Mas…sabe-se lá que “surpresas” nos reserva nosso submarino nuclear
    pois segundo os desenhos mostrados, terá uma sala de misseis…ou
    em outras palavras, silos verticais sabe-se lá de que tamanho !

  13. MO 12 de agosto de 2013 at 14:50 #

    ou … risos se vc observar copiaram o desenho do convencional e colocaram o nucrear ou vice versa … ai no post que tem o desenho estelezados de ambos os dois … kkk

  14. MO 12 de agosto de 2013 at 15:04 #

    Enquanto isso o navio que é o xodo do MO durante sua carreira profissional, varias e varias vezes atendidos por ele e ‘takk’ pelos queijos ganhos … kkkk (entre outros souvenirs .. kkkk) =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/08/mt-bow-oceanic-9vnn3.html

    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/08/ms-bbc-olympus-v2fw4.html

  15. GUPPY 12 de agosto de 2013 at 15:12 #

    Eu jurava que o xodó do MO era o “Fairchem Filly”.

  16. MO 12 de agosto de 2013 at 15:19 #

    Nein, da Fairfield … argh .. nao …kkk um dos enemigos

  17. GUPPY 12 de agosto de 2013 at 21:25 #

    E por que o Fairchem Filly é o que está no início da página, em destaque, do Shiplovers?

    Abs

  18. MO 12 de agosto de 2013 at 21:49 #

    ah era a que tava na mao, como nao sou fan de trocar simbolos, distintivos and afins, ficou/a ela mesma

    ahhh ao menos eh um N/T !!!!

  19. GUPPY 12 de agosto de 2013 at 22:06 #

    Ok, MO. Mas sugiro você trocar a foto por outra de um navio mais imponente e vistoso. Somente neste mês de agosto o porto de Santos recebeu alguns gigantes. Mudando um pouco, MO você tem fotos dos irmãos do Marajó-G27, os Candeias?

  20. MO 13 de agosto de 2013 at 10:55 #

    tenho de alguns, era mto pequeno a epoca deles

  21. MO 13 de agosto de 2013 at 10:56 #

    Em tempo previsao de manobras dos proximos MB´s com pratico em SSZ =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/08/previsoes-de-horarios-de-manobras-da-mb.html

  22. GUPPY 13 de agosto de 2013 at 18:00 #

    Se e quando for possível você pode enviar para o meu e-mail, uma foto que seja, de algum deles? É só porque fiquei curioso mesmo ao saber que o G27 não é unique.

    Abs

  23. MO 13 de agosto de 2013 at 22:06 #

    pode deixar tenho seu mail pelo administrador, assim que te passo

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