segunda-feira, abril 12, 2021

Saab Naval

Especialistas apontam falha humana no naufrágio do submarino indiano de fabricação russa

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

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Mísseis mal posicionados teriam provocado a explosão

 

vinheta-clipping-navalA Marinha da Índia continua as investigações da causa do naufrágio do submarino “Sindhurakshak”, de fabricação russa, que explodiu quando estava atracado no porto de Mumbai, na quarta-feira, 14. Apesar de existirem várias hipóteses sobre a causa da explosão seguida de incêndio a bordo da embarcação, os especialistas militares indianos acreditam mais na versão de falha humana.

Um erro no manuseio de modernos mísseis Club poderia ter ocasionado o acidente. Um artefato teria sido colocado em posição invertida no compartimento, provocando um curto-circuito e o consequente disparo deste e de outro projétil. Os 18 tripulantes que estavam a bordo morreram no acidente.

Segundo os fabricantes russos, os submarinos da classe Kilo, à qual o “Sindhurakshak” pertencia, já mostraram ser, durante os muitos anos ao serviço de Marinhas por todo o mundo, embarcações seguras e confiáveis. Por isso, o acidente não deve ter motivos de ordem técnica. No momento do naufrágio, a embarcação estava prestes a largar e se encontrava em bom funcionamento. Além disso, o “Sindhurakshak” tinha recebido manutenção preventiva no estaleiro russo há menos de um ano, conforme sublinhou Igor Korotchenko, diretor da revista “Natsionalnaya Oborona” (“Defesa Nacional”) e membro do Conselho Público do Ministério da Defesa.

“Os submarinos dessa classe se destacam por sua excepcional confiabilidade e já estão há dezenas de anos ao serviço da Marinha russa e de vários outros países asiáticos do Pacífico, onde ainda hoje continuam a ser usados”, garante Korotchenko. “Por isso, não acho ser justo falar, neste caso, de falha técnica. Note-se que, depois de ter sido submetido às operações de manutenção na Rússia, ele fez dezenas de milhares de milhas marítimas sem problema nenhum, a caminho da Índia. A nossa experiência nos diz que tais acidentes são causados por violação ou das regras de segurança ou das normas técnicas e operacionais”, conclui o especialista.

FONTE: Diário da Rússia

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Blind Man's Bluff

Pior que tentar entender o alfabeto cirilico, só mesmo o sanscrito.

Blind Man's Bluff

Pior que os dois juntos, só mesmo a tradução de um para o outro!

ivan.ffilho

Aí você faz um sistema que tem polaridade nos contatos elétricos… e você permite que ele seja encaixado do lado errado… e tal encaixe faz um míssil disparar!!! Projeto de primeira heim!!!
“Ah, mas tem procedimento de carregamento que não foi seguido, foi falha humana, falha de treinamento… bla, bla, bla…”… E é com pensamentos assim que pessoas morrem e vão continuar morrendo…

Nautilus

Projeto cheio de gambiarras (ops! soluções técnicas alternativas). Para evitar que um míssil possa ser armazenado de forma invertida, basta fazer com que ele só possa ser introduzido no receptáculo de uma maneira. Basta uma fenda, ranhura ou qualquer coisa que só permita uma maneira de introduzir. É nisso que dá comprar essas tranqueiras russas…

MO

ou uma seta = este lado para cima

Vader

Hummmmm…

Submarino soviético manejado por indiano = DESASTRE!

Aliás, indianos não são aquele povo que teve a manha de lançar ao mar um submarino nuclear sem reator?

🙂

MO

e nos brasileiros que nem lançamos o nuke ha 30 anos rimos deles ….

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