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Três contratorpedeiros da Marinha americana estão à espera das ordens do presidente Barak Obama para atacar instalações do governo da Síria, informou hoje o Washignton Times. Os navios da classe Arleigh Burke USS Gravely (DDG 107), USS Barry (DDG 52) and USS Ramage (DDG 61), armados com 90 mísseis Tomahawk cada um, já estão posicionados na região leste do Mar Mediterrâneo.

O desdobramento dos navios é uma preparação para uma resposta em potencial ao uso de armas químicas pelo governo sírio contra os rebeldes contrários ao regime e mesmo contra civis – o ataque teria resultado na morte de até 1.300 pessoas.

Além dos contratorpedeiros, submarinos armados com mísseis de cruzeiro também foram enviados à região. No entanto, a localização exata não foi divulgada, uma vez que os navios transportam tropas de operações especiais.

O navio-aeródromo USS Harry S. Truman (CVN 75), também chegou recentemente ao Mediterrâneo. Porém, de acordo com fontes da US Navy, o porta-aviões realizará apenas operações no Afeganistão e não é prevista sua participação em uma possível campanha militar na Síria.

FONTE: Naval Today (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

21 Responses to “Contratorpedeiros da US Navy prontos para ataque à Síria” Subscribe

  1. Wagner 27 de agosto de 2013 at 16:35 #

    Será que se a Síria tivesse uns 30 batalhões de S400, conseguiria interceptar os Tomahawks ??

    Com a palavra, Mestre Dalton…

  2. Fabio ASC 27 de agosto de 2013 at 16:47 #

    Destroyers!!!

  3. Guizmo 27 de agosto de 2013 at 17:09 #

    Quase de 300 mísseis, além dos aviões do Truman e a melhor tecnologia e experiência de combate……França, Alemanha e UK farão o papel daquele menino de 10 anos que provoca moleque mais velho pq tá ao lado do irmão de 20 anos, lutador de jiu-jitsu…….

    Na boa, quando os Arleigh Burke começarem a brincar……”perdeu prayboy”!

  4. daltonl 27 de agosto de 2013 at 17:29 #

    Um pequeno erro de tradução pois a fonte cita que são quatro e não três os DDGs, faltou o USS Mahan.

    Não sei de onde tiraram, no original, que cada um está armado com 90 Tomahawks. Três dos DDGs possuem 90 silos enquanto um possue 96 mas os silos carregam outros tipos de misseis também, a maioria SM-2. Uns 24 a 32 tomahawks por DDG faz mais sentido.

    Teoricamente é possivel equipar os 90 silos com apenas um tipo de missil, mas aí o navio perde sua flexibilidade. Também a US Navy costuma dividir seus toamahawks entre navios e submarinos e o estoque é finito e ainda por cima alguns desses navios já estavam retornando para casa e um deles estava a caminho da VI Frota portanto
    nem tempo houve para descarregar/recarregar.

    E Wagner…

    se a Síria tivesse tantos batalhões de S-300 provavelmente não seriam apenas 4 DDGs que estariam “aguardando ordens”.

  5. Fabio ASC 27 de agosto de 2013 at 17:54 #

    daltonl, me tira uma dúvida por favor: os Tomahawks dos DDG´s são transportados única e exclusivamente dentro dos silos? não é possível que tenham um “paiol” e reposicionem os mesmo nos silos vazios?

  6. daltonl 27 de agosto de 2013 at 18:09 #

    Fábio !

    a resposta é não. Todos os misseis com exceção dos harpoons são acondicionados nos silos verticais.

    abs

  7. MO 27 de agosto de 2013 at 18:23 #

    nao, CT´s mesmo

  8. ernaniborges 27 de agosto de 2013 at 18:51 #

    E a Rússia? Onde ela entra nessa história ?

    Ficará passivamente olhando a pilhagem de seus interesses na Síria?

  9. ernaniborges 27 de agosto de 2013 at 18:53 #

    Ou será que já houve um acordo por baixo dos panos com os “senhores da guerra” ?

  10. mdanton 27 de agosto de 2013 at 20:09 #

    Jogo de cena! Vão avaliar as movimentações por satélite…..tá na cara que estas armas químicas são armação para provocar retaliação….Israel quer atacar Irã logo…a Síria atrapalha….no meio da bagunça Israel ataca.

  11. joseboscojr 28 de agosto de 2013 at 0:52 #

    Wagner,
    Os S-400 são menos efetivos que outros sistemas para a defesa de mísseis Tomahawk.
    Por exemplo, o Pantsir seria mais efetivo se posicionado próximo a possíveis alvos.
    Não é que os S-400 não possam fazê-lo, mas apesar de terem alcance de 200 km eles só seriam eficazes contra os Tomahawks na mesma distância que um sistema Pantsir (menos de 20 km) sem falar que seria mais efetivo se houvesse uma densidade maior desse último.
    A tática do uso de mísseis de cruzeiro é lançar mais de um contra um alvo, de modo a garantir a destruição do mesmo e saturar as defesas.
    Isso quando a própria IADS não é o alvo.
    A especialidade de mísseis como o S-400 são aeronaves em média e grande altitude e mísseis balísticos e não mísseis cruise que voam a pouco mais de 30 metros de altitude, difíceis de detectar até por radares aéreos.

  12. joseboscojr 28 de agosto de 2013 at 1:28 #

    Radares aéreos (AWACS, AEW, caças, balões cativos, etc) estão em posição privilegiada para detectar mísseis Tomahawks, mas aí tem um outro problema que é o RCS reduzido desses mísseis.
    Diferente de um caça convencional que poderia ser detectado a centenas de quilômetros por um radar aéreo mesmo que estivesse a baixíssima altitude, um míssil cruise, principalmente a nova versão do Tomahawk (Block IV), só pode ser detectado a algumas dezenas de quilômetros. No máximo a pouco mais de 100 km, e assim mesmo pelos radares mais modernos e potentes instalados em aeronaves dedicadas.
    E mesmo assim não há ainda integração de sistemas antiaéreos e radares aéreos em operação, salvo o míssil SM-6 da USN, e o radar não é capaz de realizar uma solução de tiro para os mísseis em terra, no máximo podendo vetorar caças para tentar abater o míssil cruise.
    Não conheço a fundo a capacidade do S-400 mas até onde sei ele não opera de modo cooperativo com nenhum avião radar.
    Quando e se isso ocorrer e no caso de se usar mísseis com seeker autônomo como o 9M96E2, um sistema como o S-400 será mais efetivo contra mísseis cruise já que os alvos poderão ser designados pela aeronave, que poderá inclusive atualizar os mísseis via data-link.
    Mas por hora isso ainda não ocorre.

  13. CVN76 28 de agosto de 2013 at 1:55 #

    Dalton

    Além dos mísseis por você citados; o DDG 61 e o DDG 72 já receberam o SM-3……

    Posso estar enganado, mas creio que o DDG 55 USS Stout também está na área….ele iria substituir o DDG 72 no Med.

  14. joseboscojr 28 de agosto de 2013 at 2:35 #

    Lembrando a todos que a IADS Síria é dotado do que de mais moderno tem a Rússia, tais como o Buk, o S-300 e o Pantsir.
    Vale lembrar que a propaganda do Pantsir, em especial, o diz ser voltado para a interceptação de mísseis de cruzeiro.
    Vamos ver como vai sair as forças americanas frente a essa defesa aérea.
    Algum lado não vai ficar muito contente com o resultado, caso o ataque se concretize.

  15. Fabio ASC 28 de agosto de 2013 at 10:01 #

    MO, não vou discutir com você, até porque, depois que vi sua foto…..kkk

    Sei até sua resposta já, histórica aliás, mas:

    SÃO DESTROYERS, pelo menos na US Navy, pois usam a designação DDG: http://www.navy.mil/navydata/fact_display.asp?cid=4200&tid=900&ct=4

    A US Navy não utiliza a nomenclatura CT mais: http://www.navy.mil/navydata/our_ships.asp

    Usam Cruzadores – CG: http://www.navy.mil/navydata/our_ships.asp

    Como eu disse, pelo menos, na nomenclatura US Navýstica.

  16. daltonl 28 de agosto de 2013 at 10:19 #

    Oi Franz !

    além do SM-3 nos DDGs que vc citou, todos embarcam também o ASROC e ao menos o USS Gravely embarca o ESSM e como vc sabe aí são 4 misseis por silo.

    No caso do USS Gravely com 96 silos verticais e admitindo que todos os
    96 silos estejam “cheios” meu palpite é:

    24 silos 1 tomahawk em cada um = 24 tomahawks
    8 silos 1ASROC em cada um = 8 ASROCs
    16 silos 4 ESSM em cada um = 64 ESSMs
    48 silos 1 SM-2 em cada um = 48 SM-2s

    Quanto ao USS Stout vc está certo e o USS Ramage também está na área como um substituto. A política dos EUA hoje é manter ao menos
    3 navios entre CGs e DDGs no Mediterrâneo e como vc sabe muito em
    breve 4 DDGs serão permanentemente baseados na Espanha evitando esse transito e liberando mais navios para o Pacífico.

    abraços

  17. Wagner 28 de agosto de 2013 at 11:24 #

    Obrigado pelo curso Bosco ! :)

    Sim, a Rússia deve observar atentamente essa guerra e coletar muitos dados para eventuais ajustes em seus sistemas…

    Ironicamente Moscou pode se beneficar com isso tudo…

  18. MO 28 de agosto de 2013 at 12:20 #

    ah tah e aqui estamos escrevendo em ingres ne … kkkkk

    Cruzador eh isso mesmo tanto la como aqui

    quanto a minha foto, ja sei vc caiu da cadeira .. de susto ne, ja foi parar na janela, pra nao entrar moskito

  19. MO 28 de agosto de 2013 at 12:21 #

    alias ainda bem que nao ne senao seria Against-torpedo Ship … kkkkk

  20. Fabio ASC 28 de agosto de 2013 at 12:51 #

    Nem Aedis, MO, nem AEDIS

    Não é Aegis que tô falando… kkkkk

  21. juarezmartinez 28 de agosto de 2013 at 12:51 #

    Wagner! eles podem etr trocentos zilhões de S 300 ou qualquer outro míssil da tua tão amada mãe Rússia, no momento que eles iluminarem com seus radares, 5 minutos depois viram pó, pois é céu da Síria vai estar com um enxame de aeronaves SEAD e EW.

    Grande abraço

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