O Diretor de Portos e Costas (DPC) comunica aos participantes do Processo Seletivo à Categoria de Praticante de Prático/2012 (PSCPP/2012) que esta Diretoria tomou conhecimento que foram tornados públicos alguns dados das Provas Prático-Orais do certame, tendo sido instaurado, nesta Diretoria, em 12 de agosto de 2013, procedimento para apurar o fato. Os dados até aqui coletados autorizam esta Diretoria a concluir que o fato compromete o objetivo da Prova Prático-Oral, consistente em se avaliar a capacidade do candidato em realizar uma faina de praticagem, sem qualquer conhecimento prévio da mesma.

Por tal razão, independentemente das conclusões a que se chegar na sindicância instaurada, esta Diretoria, cautelarmente, com fundamento no art. 53 da Lei 9784/99, Súmula 473 do STF, e a fim de assegurar o interesse público, a isonomia entre os candidatos e a integridade do certame, torna pública a anulação da Prova Prático-Oral e a suspensão do Processo Seletivo, ficando cancelados os eventos de nº 10, 12, 13 e 14 do Calendário de Eventos, Anexo I do Edital do PSCPP/2012, com efeitos a partir da data de 03 de setembro de 2013, até que novas Provas Prático-Orais sejam elaboradas e novo Calendário de Eventos seja publicado.

Com isto, ficam sem efeito as Provas Prático-Orais já realizadas e a convocação dos candidatos que ainda não a realizaram, mantendo-se íntegras as etapas anteriores do PSCPP/2012.

Oportunamente será divulgado novo Calendário de Eventos.

Rio de Janeiro, 03 de setembro de 2013.
CLÁUDIO PORTUGAL DE VIVEIROS
Vice-Almirante

DIVULGAÇÃOwww.dpc.mar.mil.br

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Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

Um comentário para “Processo seletivo à categoria de Praticante de Prático/2012”

  1. Alex 9 de setembro de 2013 at 17:35 #

    Prezado Almirante Carlos Portugal,
    Gostaria de estimulá-lo a fazer uma análise aqui, qual seria…
    Será que vale a pena prosseguir com esse concurso do jeito que está?
    Veja bem… Nós candidatos já estamos sendo obrigados a refazer a tão custosa fase da Prova Prático Oral, com novos critérios um tanto inusitados e que com certeza serão questionados na justiça pelos eventuais prejudicados ao final do processo, isso não há a menor dúvida, não concorda?
    Sabemos também que existem dezenas de ações na justiça questionando a prova escrita, suas correções, o edital, a banca, etc, etc, etc…
    Sabemos que este foi um processo feito às pressas, por questões outras, sem o devido tempo para formatar o concurso com o cuidado que ele precisa ter e que a Marinha tem se esmerado nos últimos anos.
    E também sabemos que alguns procedimentos importantes no rito burocrático não foram cumpridos como mandam as nossa leis.
    Conhecemos o ditado… A pressa é inimiga da perfeição.
    Perfeição que é, infelizmente cobrada nos concursos públicos, sejam eles rotulados assim ou não, sejam eles feitos de afogadilho ou não.
    Este cancelamento já está gerando um custo político grande à nossa querida instituição e à alguns de seus membros em particular.
    Agora imagine o custo para todos (inclusive candidatos) se houverem outros problemas à frente, obrigando a refazer todo o concurso.
    Existe pelo menos um julgamento que será quase impossível da Marinha vencer, o do Rio Grande do Norte, na minha modesta avaliação, com a questão do prazo para o Mestre Amador… Já inclusive com decisão que foi “temporariamente suspensa” por um ato político, mas o julgamento se aproxima inexoravelmente.
    E imaginemos se a justiça tardar a decidir e os candidatos se tornarem praticantes ou práticos e após algum tempo forem obrigados a voltar para casa sem seus atuais empregos…Que empregos?…
    Estamos falando de decisões importantes aqui…
    Refazer tudo da maneira correta ou insistir em levar à frente um processo carcomido e cambaleante?
    E ainda por cima com grandes possibilidades de ser deitado ao chão num prazo que quanto maior, maiores serão os custos à todos.
    Sim, cancelar agora também gera um custo, mas quanto mais cedo, melhor para todos.
    Sabia que erros em geral, quando não sanados em suas fases iniciais, multiplicam o custo de correção por dez, ao se carregarem os defeitos para cada uma das próximas fases?
    Ou seja, cada passo que se dá sem corrigir o problema na raiz, vai multiplicar os custos por dez. Isso é progressão geométrica.
    Não sou eu que digo isso, mas sim os estatísticos.
    Bom, não subestimo vossa inteligência. Sei que isso já se passa por vossa cabeça.
    O que falta agora é fazer uma análise técnica global das diversas ações que estão em tramitação e ter a coragem suficiente para apresentar os dados e fatos, pendurando o sino no pescoço da gata, se é que me entende.
    Mas não tenho nenhuma dúvida que coragem não anda em falta por aí.
    Tenho certeza que o bom senso prevalecerá ao final.
    Meu grande abraço com admiração.

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