Fordefesa 08 - 68-69

Boa tarde senhores,

Parabenizo o autor do EXCELENTE artigo sobre a crise das lagostas, por ser uma verdadeira aula de história política brasileira.

Tinha eu na época a idade de 11 anos e até a publicação do artigo na revista Forças de Defesa não havia tido a oportunidade de conhecer em profundidade a denominada Guerra da Lagosta. Triste para mim foi verificar que nossas FFAA continuam relegadas a um plano secundário em detrimento de verbas destinadas à políticos despreparados e corruptos, sentindo-me envergonhado ao saber dos detalhes das precariedades da frota brasileira no decorrer da leitura.

Tendo trabalhado no ramo naval, entendo perfeitamente o que é e o que custa manter uma embarcação prontificada para navegação/ação pois se as ações relativas com a manutenção dos equipamentos são contínuas no caso civil, o que dizer então para a atividade militar.

É ridícula a vontade do Brasil de ter acesso ao Conselho de Segurança da ONU nas atuais condições de penúria vividas pelas Forças Armadas, vontade essa possível apenas na visão de certo ex-mandatário que se considera ainda, infelizmente, o “rei da cocada preta”.

Atenciosamente,

C. R. Fayad
Itaipu – Niterói – RJ

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Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

8 Comentários para “‘Guerra da Lagosta’ – Forças de Defesa edição número 8”

  1. GUPPY 5 de setembro de 2013 at 20:58 #

    Comentário perfeito do C. R. Fayad, de Itaipu, Niterói-RJ. A Revista, juntamente com os três Blogs, está fazendo um importante trabalho de conscientização.
    Eu, que tive a oportunidade de ler a matéria original do Poggio sobre o tema, estou bastante ansioso para ler a nova matéria que, segundo o Nunão em comentário no dia 29/08/13, às 16h 56min, na matéria sobre a Revista número 8, no Poder Aéreo, informa que a matéria original foi revista, ampliada, revisada, reeditada e “reilustrada”, ou seja, foi extensivamente melhorada.

    Meu feeling diz que a matéria sobre o Monitor Parnaíba também tá arrebentando…

    Acho que tô usando vírgulas demais, rsrs.

  2. João Filho 6 de setembro de 2013 at 12:05 #

    Bela reportagem, e gostei do teu comentario, Guppy. Mas que “guerra”??? Mais bem foi o “Vexame Da Lagosta”, do qual o Brasil saiu humilhado e virou piada internacional.

  3. Guilherme Poggio 6 de setembro de 2013 at 23:42 #

    Caro João Filho

    O Brasil não saiu humilhado do episódio. Ao contrário. O elemento “dissuasão” funcionou exatamente como deveria e os interesses nacionais foram preservados.

    O que se sabe sobre o estado da frota brasileira daquela época foi revelado muitos anos depois. E que sirva de lição.

  4. GUPPY 7 de setembro de 2013 at 13:37 #

    Prezado Guilherme Poggio,

    Que bom que você respondeu ao amigo João Filho. Eu tinha quase a mesma resposta dada por você mas preferi aguardar a Revista, já encomendada, para ler primeiramente a matéria porque a expectativa de compreensão dos desdobramentos do episódio é grande.

    Sabemos que a França tinha muito mais poderio militar e as forças armadas brasileiras não eram páreo para às francesas, porém outras variáveis influenciavam a disposição gaulesa, entre outras: o mau momento que a França vivia perante a comunidade internacional em função das atrocidades na Argélia; por estar em plena Guerra Fria, não convinha um enfrentamento cujas consequências ideológicas, estratégicas, econômicas, etc, poderiam fazer o Brasil pender definitivamente para o lado da União Sovética e isso pode ter feito os americanos conversarem com os franceses; sabemos, ainda, que tudo o que o governo do De Gaule queria era dar uma satisfação à sociedade francesa, questão de política interna.

    A despeito dessas e outras questões, a dissuasão funcionou, como você registrou na resposta ao João Filho, até porque apesar da precariedade da esquadra verde e amarela, esta conseguiu uma considerável concentração de meios no Recife e o solitário “Tartus” dificilmente poderia garantir a permanência dos pesqueiros franceses nas calientes águas nordestinas. Lembremos também que a FAB teve importante atuação com os seus “novos” Tracker P-16.

    Abraços aos dois

  5. Luiz Monteiro 7 de setembro de 2013 at 14:34 #

    Pegando um gancho nos excelentes comentários do Guppy e do Poggio, e desde ja parabenizando ao Poggio pela reportagem, vale ressaltar que hoje a estratégia de dissuasao da MB está baseada em sua Força de Submarinos.

    Se este episódio ocorresse hoje, como o Brasil faria para garantir seus interesses? Como seriam utilizadas a FAB e a MB? Estariamos prontos para garantir nossa soberania?

    A dissuasao de um possivel agressor mais bem armado e preparado para o conflito se da, nao necessariamente quando o inimigo pensa que pode perder a guerra, mas quando ele tem a certeza de que terá de pagar um altissimo custo para nos vencer.

  6. GUPPY 7 de setembro de 2013 at 20:22 #

    “Tartu” e não “Tartus”.

    “De Gaulle” e não “De Gaule”.

  7. MO 7 de setembro de 2013 at 21:51 #

    Iluminando o Tartou ?

  8. Templário 10 de setembro de 2013 at 0:36 #

    O episódio mostrou que é um País com Marinha – independentemente da forma atabalhoada, a França reconheceu que o Brasil estava disposto para “o que der e vier” na defesa de seus interesses.
    Nota 10 para o exemplo de inteligência naval da MB no episódio.
    Bravo Zulu!

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