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Em comunicado divulgado ontem (09), o estaleiro Sevmash informa o fim do ciclo mais recente de provas de mar do submarino nuclear Aleksandr Nevsky, da classe Borei. Os testes com os sistemas e armamentos aconteceram na região do Mar Branco e duraram uma semana.

Segundo o CEO da Sevmash, Sergei Marichev “os objetivos traçados foram cumpridos com sucesso. A tripulação preencheu todos os requisitos de gerenciamento dos aspectos operacionais”.

Um porta-voz do Ministério da Defesa russo também se pronunciou no sábado (07), comunicando que ” na última sexta-feira o submarino de propulsão nuclear estratégico disparou um míssil intercontinental Bulava na área de testes de Kura, na península de Kamchatka, no Mar Branco. O míssil deixou o compartimento de lançamento sem problemas, mas o sistema de controle falhou após dois minutos de voo”.

Ainda de acordo com o porta-voz, o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, decidiu suspender os testes de certificação para os submarinos Aleksandr Nevsky e Vladimir Monomakh e realizar mais cinco testes de fogo com os mísseis Bulava, a fim de verificar os parâmetros técnicos do armamento. “Uma comissão sob gerência do comandante da Marinha russa, almirante Vladimir Chirkov, está averiguando as causas da falha no lançamento do Bulava”, afirmou o porta-voz do ministério.

FONTE: Russia&India Report via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

3 Comentários para “Submarino ‘Aleksandr Nevsky’ encerra ciclo de testes no Mar branco”

  1. Jackal975 11 de setembro de 2013 at 15:39 #

    Interessante como foi radical a mudança no desenho dos SSBN russos, olhando-se para essa nova classe “Borei”. Vendo-se como eles estavam evoluindo antes da queda da URSS (para usar a nomenclatura da OTAN, “Yankee”, “Delta” e “Typhoon”), percebe-se que o desenho foi bastante alterado e o tamanho está se aproximando mais dos modelos ocidentais. No caso dos Borei, quanto ao desenho, vejo alguma inspiração no desenho do casco dos Oscar.
    Não sei se isso se deu somente por razões técnicas (guardadas as proporções, evidentemente, pois a tarefa é diferente), mas ouso cogitar que a questão da redução de custos também pesou muito. Mesmo porque não é mais necessário transportar 20 ou 24 SLBM, como faziam o Typhoon e o Ohio, respectivamente…”só” 16 (!!!) já são mais do que suficiente, como fazem hoje os Vanguard, Triomphant, os primeiros Borei, e como fará futuramente o substituto dos Ohio.

  2. daltonl 12 de setembro de 2013 at 12:25 #

    Os Typhoons não foram uma evolução dos Deltas IVs , ambos foram projetos contemporâneos que iriam complementar um ao outro, sendo
    que os Typhoons, dos quais 8 seriam construídos iriam operar sob o
    gelo do Ártico e tiveram sua construção motivada exatamente pelos
    Ohios.

    Na opinião de muitos russos o Typhoon, que teve muitos problemas, inclusive seus mísseis foram um erro que ajudou a solapar a economia
    da União Soviética com armas cada vez mais caras além de uma redundância, vários sistemas fazendo a mesma coisa e gerando mais
    gastos com logística.

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