MBDA's CAMM missile inflight from Sea Ceptor system 2013 Copyright MBDA

O Ministério da Defesa da Nova Zelândia confirmou a seleção do sistema de defesa aérea Sea Ceptor da MBDA para a modernização das fragatas ANZAC da Marinha Real da Nova Zelândia, aguardando agora a aprovação final do governo. As fragatas HMNZ Te Kaha e Te Mana deverão receber o novo sistema denominado Local Area Air Defence (LAAD), capaz de proteger não só o próprio navio, como também os navios posicionados na vizinhança.

O míssil será guiado por radar ativo, o que vai eliminar a dependência de radares de rastreamento e iluminação. O Sea Ceptor vai utilizar o CAMM (Common Anti-Air Modular Missile) que facilitá a instalação, com peso reduzido e flexibilidade para instalação em diferentes partes do navio. Os casulos CAMM são compatíveis com uma ampla gama de sistemas lançadores verticais, como o MK.41.

Em 9 de setembro de 2013, a Royal Navy do Reino Unido contratou a MBDA para a fabricação do Sea Ceptor para sua frota de fragatas. O Reino Unido vai substituir o sistema Sea Wolf nas fragatas Type 23 com o novo míssil, antes de migrá-lo para as fragatas Type 26.

O Sea Ceptor vai garantir a defesa contra alvos aéreos e de superfície em 360°, a até 25km de distância.

HMNZ Te Mana

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

9 Responses to “Sistema de Defesa Aérea Sea Ceptor da MBDA selecionado para a Marinha Real da Nova Zelândia” Subscribe

  1. juarezmartinez 7 de outubro de 2013 at 18:49 #

    Olha, estas classe de fragatas Meko realmente me chamam a a tenção pelas linhas e pelo equilibrio do projeto.

    Grande abraço

  2. MO 7 de outubro de 2013 at 18:52 #

    ahhhh elas são simplesmente lindas, nada daquelas coisas UQTR, e muito bem equilibradas !!!!! lindas e porretas, sao cabra mesmo !!!!!

  3. luizblower 7 de outubro de 2013 at 20:34 #

    São bonitas, mas eu não gosto das chaminés em V características…

    Esse conceito de míssil com radar ativo parece estar voltando né?

  4. joseboscojr 7 de outubro de 2013 at 21:24 #

    Luiz,
    Está voltando não, está iniciando.
    Os primeiros mísseis com radar ativo apareceram na década de 80 (final de 70) mas eram usados só em grandes mísseis antinavios já que a miniaturização não era o forte naqueles tempos.
    Uma das exceções à regra era o “gigante” míssil ar-ar Phoenix.
    Depois dele veio o Amraam no final da década de 80, que realmente foi uma revolução dado a ser 3 x mais leve que o Phoenix.
    De lá pra cá apareceram vários mísseis ar-ar guiados por radar ativo, mas os mísseis sup-ar ainda relutavam em usar o velho e consagrado sistema de radar semi-ativo.
    Só no Século XXI é que começaram a surgir mísseis sup-ar guiados por radar ativo, e muitos deles são originários de mísseis ar-ar, tais como o Slamraam/NASAMS, Derby (do Spyder), VL MICA-EM, Iris-T SL, etc.
    Outros são originais, tais como o PAC-3, SM-6, SAMP-T/Aster 30, Aster-15, etc.
    Esse daí de cima, o CAMM, embora tendo origem no míssil ar-ar ASRAAM de 5ªG guiado por IIR, teve seu sistema de orientação alterado para operar um radar ativo.
    Daqui pra frente veremos muitos mísseis sup-ar guiados por radar ativo e por imagem térmica (IIR) e até mesmo pelos dois sistemas combinados num mesmo míssil (ex: Stunner, Barak 8, etc).

  5. joseboscojr 7 de outubro de 2013 at 22:40 #

    Mudando de pato pra ganso, que bem que faz um refinado projeto de engenharia (incluindo um bom sistema de navegação inercial) para um míssil. Esse CAMM tem massa igual ao do VL Sea Wolf mas tem mais do dobro do alcance.
    Isto se deve sem dúvida às possibilidades ampliadas do sistema de orientação que pode usar a navegação proporcional e possivelmente implementar uma trajetória parabólica para atingir alvos a grandes distâncias, aliado a capacidade LOAL (trancamento após o lançamento).
    Muito provavelmente o alcance ampliado foi conseguido sem que fosse necessário grandes diferenças no motor foguete entre os dois tipos de mísseis.
    O “antigo” Sea Wolf estava preso a uma trajetória de perseguição seguindo a linha de visada permitida pelo sistema CLOS (comando para a linha de visada), o que limita o alcance.

  6. Mauricio R. 8 de outubro de 2013 at 10:22 #

    Bosco,

    É somente o sistema de navegação???
    E a aerodinâmica, nada???
    Perto do Sea Wolf, esse míssil é mto simples e basatante limpo, daí possivelmente venha parte da melhoria no rendimento.

  7. joseboscojr 8 de outubro de 2013 at 14:59 #

    Sem dúvida Maurício, por isso que no início do meu comentário eu coloquei o termo “incluindo” em relação ao sistema de navegação.
    Com certeza houve refinamentos aerodinâmicas, melhorias no motor foguete e muito provavelmente uma melhor relação massa total x massa do propelente, mas para se ter um incremento tão drástico quanto 150% creio que o sistema de navegação seja o principal fator.

  8. luizblower 9 de outubro de 2013 at 20:36 #

    joseboscojr
    7 de outubro de 2013 at 21:24 #
    Luiz,
    Está voltando não, está iniciando.

    _____________________________________

    Tem razão, Bosco. Eu estava com os Sea Sparrow e Aspide na cabeça, mas o caso deles é o semi-ativo, certo?

  9. joseboscojr 10 de outubro de 2013 at 19:44 #

    Luiz,
    É isso mesmo, são semi-ativos.

    Mudando de pato pra ganso, é interessante que os mísseis sup-ar guiados por CLOS nunca fizeram sucesso nos EUA.
    Nunca foram desenvolvidos ou usados nos Estados Unidos.
    O sistema CLOS (via fio ou rádio) só foi usado nesse país em mísseis antitanques (Shillelagh, Dragon e TOW) ou ar-sup (Blowpipe).
    Na época que todos apostavam suas fichas nesse tipo de orientação para mísseis sup-ar de curto alcance, os americanos apostaram no Chaparral (IR) e no Sea Sparrow (SARH).

    Mísseis guiados por Laser beam riding idem. Apesar de alguns terem sido desenvolvidos para usos diversos (KEM, Saber, AAWS-M da Ford Aerospace, etc) e alguns terem sido cogitados de uso nas forças armadas americanas (Starstreak, ADATS), nunca se tornaram operacionais.

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