Astute chega ao Clyde - foto RN

Por Robert Beckhusen – War is Boring

No final de setembro, a Royal Navy lançou seu mais recente submarino de propulsão nuclear da classe “Astute”, o HMS Artful, e também “batizou” o robusto mas elegante destróier da classe “Daring”, HMS Duncan – o sexto e último de sua classe. Além do programa de porta-aviões do Reino Unido, estes representam os dois programas de construção naval mais importantes que acontecem na Grã-Bretanha no momento. E dois dos mais controversos.

Os navios são impressionantes na superfície, mas cada navio se origina a partir de programas de desenvolvimento problemáticos que – apesar de virem com conforto e tecnologia avançada – acabam por ser menos do que impressionantes quando postos à prova.

Novos submarinos encalhando, submarinos mais velhos quebrando e destróieres colocados em serviço sem defesas adequadas contra submarinos inimigos. Isso não é completamente surpreendente. O orçamento do Ministério da Defesa é a metade de 30 anos atrás.

O mais preocupante para a Royal Navy: os navios encarregados de levar a Grã-Bretanha no século 21 têm sacrificado os principais sistemas necessários para se defender contra ataques, enquanto sofrem limitações em sua capacidade de contra-atacar aviões inimigos e mísseis.

Enquanto isso, os aviões de patrulha que uma vez zumbiam sobre o oceano recolhendo todos os sinais que poderiam detectar foram cortados por completo, ou seja, os navios de superfície estão navegando cegos – e a força de mísseis nucleares da Grã-Bretanha está navegando sem escoltas.

Aqui está o que os militares da Grã-Bretanha não podem fazer. Ou se fazem, não podem fazê-lo bem.

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Fragatas ausentes e destróieres problemáticos

Este é o destróier da classe “Daring”. É um dos programas militares mais embaraçosos das forças armadas britânicas.

Não era para ser assim. Destinado a substituir o destróier Tipo 42, que entrou em serviço na década de 1970, a classe “Daring” Tipo 45 foi concebida como um navio de 8.000 toneladas, 152 metros de comprimento, com capacidade antiaérea e antissubmarino por excelência. A peça central: um sistema antiaéreo denominado Sea Viper com um radar Sampson “dual-band” capaz de rastrear 1.000 objetos do tamanho de uma bola de tênis a uma distância de 400 km.

O sistema também tem dois tipos diferentes de mísseis antiaéreos: o Aster 15 de mísseis de médio alcance e seu primo de longo alcance, o Aster 30, que pode viajar até uns impressionantes 75 km. Há também um canhão principal de 4,5 polegadas para alvos de superfície.

A Marinha Real tem plena consciência de sua necessidade de destróieres robustos com sistemas antiaéreos avançados, principalmente devido à Guerra das Malvinas. Dois destróieres Tipo 42, o HMS Sheffield e Coventry, foram afundados durante a guerra por aviões argentinos voando baixo. O sistema Sea Viper também é uma grande melhoria em relação ao radar do Tipo 42.

Mas a Royal Navy construiu um navio com grandes debilidades onde ele deveria ser forte. Por um lado , o sistema de intercomunicação planejada do navio será adicionado mais tarde , ou seja, um “Daring” não pode compartilhar informações por meio de uma rede de satélites com outros navios. A complexidade de todos os novos sistemas eletrônicos e a supervisão de má qualidade também levou a repetidos atrasos e custos crescentes.

E há um problema com os mísseis. Os Aster 15 são bons contra a ameaça de mísseis antinavio solitários – o Aster 15 é altamente manobrável e funciona como uma arma de defesa a curto e médio alcance . Mas os mísseis ocupam muito espaço e não podem ser acondicionados em grupos de quatro nos silos verticais ( “quad -packed “).

Type 22 for scrap

Fragatas Tipo 22 desativadas

 

Isto reduz o número de Aster 15 disponíveis para apenas 20 mísseis, em comparação com os 96 mísseis disponíveis nos destróieres “Arleigh Burke” dos EUA . O número é ainda menor do que o da fragata avançada ( mas muito menor) da classe “Sachsen” da Marinha Alemã , que transporta 32 mísseis – e que já estava no “low-end”. No caso de um ataque inimigo de saturação – como uma blitz , mas com mísseis antinavio em vez de aviões – a classe “Daring” focada em defesa aérea poderia ficar em sérios apuros.

Os canhões Phalanx guiados por radar, que lançam uma parede de projéteis de 20 milímetros como um último recurso contra mísseis, não foram instalados no navio principal da classe até este ano. Ah, e ao contrário do Tipo 42, os “Daring” não têm tubos de torpedos para defender-se contra o ataque de submarinos. Este trabalho é deixado para os helicópteros do navio – um único Merlin ou um par de helicópteros Lynx – e um sistema de chamariz de torpedos. O navio também não tem mísseis para atacar alvos terrestres.

A Marinha Real também construiu poucos “Darings” em comparação com o número de unidades do agora aposentado Tipo 42. Medidas de redução de custos forçaram o número de destróieres planejados de 12 para oito navios, e depois um número final de apenas seis navios. (A Marinha Real construiu 14 unidades Tipo 42.) Assim, a classe “Daring” é um navio antiaéreo em menor número do que seu antecessor, com vários pontos fracos na defesa antiaérea e uma grande fraqueza contra submarinos.

O preço total para os navios agora é de 10,35 bilhões de dólares – 2,4 bilhões de dólares mais do que o previsto – o suficiente para um relatório da Escola Superior de Guerra Naval dos EUA  descrever a classe “Daring” como “um símbolo no Reino Unido para a má gestão de contratos”.

Isso não é tudo. A Marinha Real retirou as fragatas antissubmarino Tipo 22 de serviço e não tem o dinheiro para substituí-las. Também datadas da década de 1970, nenhuma das 14 fragatas Tipo 22 estão em serviço – as quatro últimas da linha foram vendidas como sucata em 2011. Treze fragatas Tipo 23 ainda estão em serviço, no entanto.

Mas a Tipo 22 era o principal navio de guerra antissubmarino da Grã-Bretanha. A Tipo 22 também dobrou a força de inteligência de sinais baseada em navios da Royal Navy. Os navios continham a “única combinação de sistemas que permitiam um monitoramento muito abrangente das frequências e comprimentos de onda do espectro eletromagnético no mar”, segundo o Comitê de Defesa do Parlamento observou em 2012. Agora já era.

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Nimrod MRA4

 

Aviões de reconhecimento marítimo vendidos como sucata

Vamos pensar um segundo. O Reino Unido não tem aviões dedicados de patrulha marítima.

Isso é um negócio muito sério. Aviões de patrulha são mais ou menos um requisito para uma marinha que se preze saindo no mar, e muitos países costeiros sem marinhas consideráveis ​​tem pelo menos alguns aviões para missões de patrulha oceânica. Mesmo a Dinamarca e o Peru têm aviões de patrulha marítima.

Eles são os olhos e ouvidos de uma frota, e usam uma combinação de radar, sonoboias e outros sensores para detectar navios inimigos ou realizar missões de busca e salvamento. O Reino Unido também usou por muito tempo aeronaves de vigilância marítima para rastrear submarinos russos navegando ao norte da Escócia, espreitar manobras navais no Mar Ártico e escoltar os próprios submarinos de mísseis balísticos da Marinha Real.

Durante a maior parte da Guerra Fria, a Força Aérea Real foi encarregada desta missão com aviões Nimrod MR1 e MR2, que entraram em serviço em 1969. Uma aeronave avançada para o seu tempo, os Nimrods mais velhos acabaram se aposentando em 2011, para serem substituídos pelo moderno Nimrod MRA4.

O novo Nimrod era para ser uma grande atualização, e implicou a reconstrução do avião de dentro para fora. Ele teria novos motores e asas maiores. Novos sistemas de sensores permitiriam ao MRA4 ver a longas distâncias, e o desenho permitiu-lhe viajar até 2.500 milhas mais do que seu antecessor.

A atualização dos Nimrods provou ser uma tarefa impossível por uma razão absurda. Os aviões eram baseados no de Havilland Comet, um avião comercial dos anos 1950 – que tinha sido transformada ao longo de várias gerações durante o serviço militar. Mas o Comet nunca foi construído de forma padronizada – eles eram customizados. Isto significa que cada avião era um pouco diferente do outros e, portanto, era muito caro para atualizar ao instalar milhões de dólares em eletrônica avançada.

Apenas um MRA4 foi construído. “O único avião MRA4 que havia sido entregue à RAF era tão cheio de falhas, que não poderia passar nos seus testes de voo, era simplesmente perigoso de voar”, escreveu Liam Fox, o ex-secretário da Defesa britânico, no The Telegraph em 2011 .

Fox estava tentando justificar a demolição completa do programa? Não foi fácil. Doze MRA4s que estavam em construção foram desmontados, e mais de 6,3 bilhões de dólares foram pelo ralo. O Reino Unido está considerando a compra de aviões de patrulha P-3 Orion dos Estados Unidos para preencher a lacuna.

Rebocadores se mover para ajudar a Royal Navy submarino nuclear HMS Astute, depois que encalhou em águas rasas ao largo da ilha de Skye, na Escócia, Sexta-feira 22 de outubro de 2010. O Ministério da Defesa insistiu que o acidente não foi um incidente nuclear, que o submarino permaneceu estanque, e que não há nenhuma indicação de todos os problemas ambientais, como resultado do acidente. O Astute é o maior e mais poderoso submarino de ataque já construído para a Royal Navy, e mede cerca de cem metros da proa à popa, e é mais do que dez ônibus de Londres

Rebocadores se movimentam para ajudar o submarino nuclear HMS Astute da Royal Navy, depois que este encalhou em águas rasas ao largo da ilha de Skye, na Escócia, em 22 de outubro de 2010. O Ministério da Defesa informou que não houve danos ao submarino. FOTO: AP

 

Submarinos enferrujados e quebrados

Em teoria, o submarino de ataque de propulsão nuclear da classe “Astute” é o submarino britânico mais avançado já construído. Na realidade, é de fraca potência, com tendência a inúmeros problemas técnicos e está muito atrasado.

Substituta dos submarinos da classe Trafalgar da Grã-Bretanha, a classe “Astute” de 7.000 toneladas utiliza um sonar Thales – elogiado pela Royal Navy como o melhor do mundo (pode ser mesmo) -, enquanto transporta uma combinação de 38 torpedos Spearfish e/ou mísseis Tomahawk. O sub também não tem um periscópio convencional, mas um mastro fotônico, como uma câmera digital capaz de enxergar por infravermelho. Há dois submarinos da classe “Astute” comissionados, o HMS Astute e Ambush. Mais quatro estão em construção, e um sétimo está sendo planejado.

Mas nem o Astute nem o Ambush tornaram-se operacionais, devido a uma série de problemas e atrasos, deixando a Marinha Real com apenas cinco envelhecidos submarinos da classe “Trafalgar” em serviço. Esses submarinos mais velhos serão gradualmente desativados durante a década, e raramente uma única unidade está operacional a qualquer momento devido a problemas de manutenção. O HMS Tireless foi posto fora de ação no início deste ano depois de um vazamento do líquido refrigerante do reator.

Mas qual é o problema com a classe “Astute”? O problema principal – e mais grave – é que ele é dolorosamente lento.

Projetado para viajar mais rápido do que 30 nós, a velocidade máxima do submarino fica abaixo disso (embora quão muito abaixo não foi revelado). Isso significa que ele não pode acompanhar os navios-aeródromo da classe “Queen Elizabeth” os quais está destinado a proteger. Na batalha, é uma falha potencialmente fatal para o submarino e o navio-aeródromo.

Acredita-se que a razão para o problema é a incompatibilidade entre as turbinas a vapor do submarino que foram construídas para a classe “Trafalgar” e seu reator nuclear, que foi construído para a classe “Vanguard” de submarinos de mísseis balísticos, de acordo com o The Guardian. Entre outros problemas incluem corrosão, falha nos instrumentos de monitoramento do reator do submarino e até inundações durante um mergulho. O Astute também encalhou na Escócia, em 2010, e teve de ser rebocado.

Deixada de fora disto, é claro, está a força Harrier. Os “jump-jet” da Royal Navy foram retirados no final de 2010, ou seja, o Reino Unido já não tem aviões de asa-fixa capazes de operar a partir do navio-aeródromo com “ski-jump” restante da Grã-Bretanha, o Illustrious. No entanto, a Royal Navy se comprometeu a comprar caças F-35 para a classe “Queen Elizabeth”. Ela pode querer reconsiderar antes que surjam mais problemas.

Robert Beckhusen é um editor de coleção do site “War is Boring”

FONTE: foreignpolicy.com (tradução e edição do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

21 Responses to “As coisas que os militares britânicos não podem fazer mais” Subscribe

  1. nunes neto 20 de outubro de 2013 at 10:54 #

    Esses dias estava pensando nisso, se os hermanos tivessem se preparado (equipado), a RN , poderiam até “revindicar” as Ilhas!Nas se os mesmos tivessem comprado armas modernas e em quantidade o Reino Unido teria feito o mesmo, pois essas situações são auto-alimentadas,

  2. Wagner 20 de outubro de 2013 at 12:48 #

    WELL WELL WELL

    Quer dizer então que a Royal Navy, orgulho de nosso comega HMS Tireless, está cheia de problemas ???

    Problemas semelhantes aos que a Marinha russa enfrenta !

    Mas entranho não vejo ninguém propagandeando os problemas da RN, aah, mas se é na Rússia, nossa…

    Uma supresa saber dessas coisas, pensei que os Diamonds fossem o topo de linha quase perfeitos, eu mesmo os acho lindos de morrer.

    Podemos ver que a RN ainda aguenta defender a Inglaterra, mas para intervir por aí, sozinha, tal como fazia antes, está bem mais dificil. Taõ dificil quanto para… a marinha russa !!

    Agora até o caça vão pegar dos USA. O armamento é americano. Quantos sistemas mais são americanos ??

    Viram como não são só os russos que tem problemas quando tem dificuldades econômicas ???

    Na prática não vai acontecer nada com a Inglaterra, o Tio Sam sempre irá defende-la.

    Mas essa reportagem mostra A TODOS que não é só a Rússia que enfrenta problemas em construção naval e operacionabilidade de navios : siim, qualquer pais ocidental tambem os enfrenta…

    Eu mesmo acho uma pena com relação aos Daring, eu os acho os navios mais belos do mundo !

    Desativar os Harrier foi um grande erro… eles vao ver isso, e vão se arrepender de entrar no lobby da Lockheed.

  3. HMS TIRELESS 20 de outubro de 2013 at 14:42 #

    E a Royal Navy paga o pato dos desmandos dos trabalhistas..

  4. Soldat 20 de outubro de 2013 at 17:48 #

    Que matéria boa…

    A armada Inglesa…Afundando….very good!!!

  5. Marcos 20 de outubro de 2013 at 19:41 #

    Se o SubNu deles está desse jeito, imaginem o nosso glorioso Elefante das Profundezas!!!

  6. juarezmartinez 20 de outubro de 2013 at 21:12 #

    Caro Marcos, como ousas dizer uma blasfêmia dessas contra o laborioso SUbNuc Tupiniquim.

    Segundo “fuentes” mariguerrianas” tudo vai de vento em popa e agora com a compra de dois MCPs para uma Fragata classe Niteroi comprova que não existe nenhuma canibalização em curso na MB, é tudo “gorpe” do PIG.

    Grande abraço

  7. Rogério 20 de outubro de 2013 at 22:25 #

    ummmmm, que que é MCPs? discurpi a inguinorança

  8. Mauricio R. 20 de outubro de 2013 at 23:05 #

    Os problemas da RN, como aliás das demais ffaa britânicas tem nome, sobrenome e endereço fixo:

    David Cameron

    10 Downing St, Westminster, London

  9. daltonl 20 de outubro de 2013 at 23:58 #

    MCP = Motor de Combustão Principal.

    “Desativar os Harrier foi um grande erro…”

    Será mesmo Wagner ? Os britânicos retiraram de serviço os seus “porta-harriers”, então o que fariam com os harriers? O HMS Illustrious está apenas contando tempo como porta-helicópteros até o HMS Ocean retornar, então será retirado de serviço também, próximo ano.

    o Harrier ainda é útil, principalmente para os “marines”, mas é uma aeronave em fim de carreira, assim, com pouco dinheiro, a decisão foi sábia em cortar custos agora e garantir 2 grandes NAes que serão capazes de operar com o F-35B e com maior número de helicópteros, uma contribuição mais importante no caso de uma futura coalizão.

  10. MO 21 de outubro de 2013 at 7:30 #

    MCP para a MK 10 ??? isso seria sinal de mais 10.000 anos de maldição mk 10 ? … rsssss

  11. Rogério 21 de outubro de 2013 at 10:05 #

    Obrigado Daltonl ;D

  12. AlexJ 21 de outubro de 2013 at 10:50 #

    Dalton, bom dia.

    Não teria sido mais vantajoso para a RN em vez de 2 NAe de 65000t 4 na faixa dos 30/35 a exemplo do Cavour? Afinal, há a questão da disponibilidade…

    Não teria sido prematura a retida dos Harriers? O USMC continuará a utilizá-los paralelamente a entrada em serviço do JSF-B, substituindo-os gradualmente. O mesmo não poderia ser feito pelos britãnicos? Sei que os cortes por lá estão atingindo os ossos, mas teria evitado que ficassem nessa situação constrangedora de não possuir/operar qualquer avião de asa fixa embarcado. Sem contar que ninguém garante que receberão os Lighting II-B a tempo para quando da entrada do QE emserviço.

    sds

  13. daltonl 21 de outubro de 2013 at 11:20 #

    Alex…

    tem a questão da escolta por exemplo, que é a mesma para um NAe de 35000 ou 70000 e a Royal Navy está curta de combatentes de superfície.

    Os britanicos planejam que apenas um estará operacional todo o tempo ou na maior parte do tempo, talvez façam um rodizio como já estão fazendo hoje com os 2 LPDs Albion e Bulwark…é o que eles podem fazer e no fim das contas sai mais barato que manter 2 NAes de 30000 toneladas.

    Além do mais os britanicos apostam que o maior tamanho dos Queen Elizabeths trará maiores vantagens,
    podendo operar com um maior número de aeronaves se necessário, com maior número de surtidas, maior flexibilidade, operando grandes helicopteros etc.

    Quando trata-se de NAe, tamanho é importante e 30000
    toneladas não é “grande coisa”.

    Quanto aos Harriers, o USMC os usará apenas como fontes de peças de reposição para manter os atuais mais tempo que o planejado devido aos atrasos com o F-35B e a substituição a nível de esquadrões que ocorrerá gradualmente.

    Quanto a ser “constrangedor”, mais constrangedor do que foi quando “aposentaram” o HMS Ark Royal IV com seus Phantons e Buccaneers no final dos anos 70 e partiram para os pequenos Invincibles ?

    Os britanicos estão fazendo a lição de casa, talvez com um pouco de exagero, mas é a realidade deles, sem contar que as Falklands estão mais seguras que nunca, e contam com os EUA para qualquer coisa maior que possa surgir e ainda por cima a substituição de seus submarinos estratégicos tem que ser levado em conta o que consumirá muito dinheiro que poderia ser usado para outros fins.

    abraços

  14. Wagner 21 de outubro de 2013 at 13:33 #

    A realidade europeia mudou muito, eles não tem mais dinheiro para essas coisas.

    Somente India, China e USA ainda tem grana sobrando para enormes esquadras de superfície.

    O mundo mudou.

    Claro que isso não é desculpa para a MB no Brasil, poderiamos muito bem ao menos fazer naves patrulha e corvetas as custos razoaveis. Nao fazem aqui por falta de vontade mesmo.

    Preferem exibir um sucatão semi-inoperante do que produzir naves patrulha nacionais.

  15. Alfredo Araujo 22 de outubro de 2013 at 8:38 #

    Off topic:

    Acabo de ver um DDG sendo rebocado aqui na Baia de Guanabara. Tenho quase certeza q é um Type-52C, …

    Será que os chineses já vieram pegar o petróleo ? =D

  16. Blind Man's Bluff 23 de outubro de 2013 at 10:00 #

    O pior de tudo isso, é que o Reino Unido é o 6o PIB mundial e tem uma área do tamanho do Estado de Sao Paulo, para zelar e manter. E não falamos do Brasil, onde 60% do PIB é desviado.

    Sera que o problema é mesmo a má administração de contratos britanica, ou, o problema é o EGO INFLADO Inglês especificamente, que ainda não reconheceram que o tamanho do seu “pipi”, já não é mais o maior do mundo.

    Poderiam já haver aposentado sua frota de SSBN, grande vilão do orçamento da defesa britânica. Poderiam haver se esforçado mais em seus desenvolvimentos militares conjuntos, afinal, ter vizinhos ricos, amigos e dispostos, não é facil de encontrar. Imaginem um desenvolvimento em conjunto brasuko-porteño de um Porta Aviões… De um lado um país sem nenhuma estrutura administrativa e nem ética, do outro um país falhido, gerido por uma prostituta egocentrica, viúva do ex-presidente do país, o Sarney daqueles lados, “dono” da Provincia de Santa Cruz, o nosso Maranhão.

    O fato é que o projeto de defesa britanico já não condiz com seu orçamento. Querem muito mais do precisam, e fazem muito menos pelo que vale.

  17. joseboscojr 23 de outubro de 2013 at 18:59 #

    A coexistência do Aster 15 e do Aster 30 num mesmo navio também é uma incógnita para mim.
    Não há nada que o 15 não faça que o 30 não faça melhor ainda. O primeiro só ganha em preço (que não deve ser muito diferente já que o que muda é só o booster). O booster do Aster 15 pesa 200 kg e o booster do Aster 30 pesa 340 kg. Os dois têm o mesmo míssil básico baseado no MICA-RF com 110 kg de peso.
    O mais correto seria a coexistência do Aster 30 com mísseis de defesa de ponto, como o VL-Mica e o Sea Ceptor, que como diz o artigo seria possível que houvesse um arranjo múltiplo incrementando a capacidade defensiva do navio.

  18. joseboscojr 23 de outubro de 2013 at 19:03 #

    Desculpem-me pessoal. Meu mouse está com algum problema e estou mandando dois comentários ao invés de um.
    Aos editores: delete um deles, por favor.

  19. MO 23 de outubro de 2013 at 19:09 #

    nem esquenta, do nosso lado ja to arresolvendo as duplicidade de 2 msg dualisticas … rsss, pode ver viro uma so … kkk

  20. joseboscojr 23 de outubro de 2013 at 19:34 #

    Valeu MO!

    Só pra completar, se das 48 células do sistema Sylver instalado no destróier britânico 32 fossem preenchidas pelo Aster 30 e as restantes 16 fossem preenchidas por um míssil menor (VL-Mica ou Sea Ceptor) num arranjo quádruplo, haveria 64 mísseis de defesa de ponto, que somados aos mísseis de defesa de área totalizaria 112 mísseis sup-ar pra pronto emprego.

  21. Blind Man's Bluff 24 de outubro de 2013 at 8:49 #

    Bosco, o que acontece com a familia Aster é que o tanto a distancia minima de engamento quanto a trajetoria balistica do 30 deixam um “layer gap” na defesa anti-aerea, principalmente ao que se refere a defesa de curta distancia na linha do mar. O Aster 15, por sua vez, serve para preencher esse vazio.

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