Aniversário da Esquadra

Esquadra-Brasileira

COMANDO-EM-CHEFE DA ESQUADRA

Assunto: Aniversário da Esquadra

Após o célebre Dia do Fico, uma das medidas determinadas por Dom Pedro I foi a formação de uma força naval. Tal decisão mostrou-se extremamente acertada uma vez que foi fator preponderante para a garantia da consolidação da Independência e da integridade do nosso território, ameaçadas por ações vindas do mar, perpetradas pela Marinha portuguesa. Começava, assim, a ser criada a Esquadra brasileira, embriã da nossa Instituição.

Transcorridos 191 anos, a Esquadra permanece fiel ao seu compromisso de assegurar a soberania do País e os nossos importantes interesses na Amazônia Azul, por meio do emprego de um Poder Naval compatível com a crescente dimensão político-estratégica do Brasil. Para tal, a Marinha vem realizando um relevante trabalho junto aos nossos governantes, classe política, meio acadêmico, mídia e opinião pública, buscando a conscientização da sociedade brasileira para o fato de que não existe um país forte e soberano sem o respaldo de forças armadas capazes de garantir a preservação de seus interesses vitais.

Neste contexto, a Marinha navega rumo a novos horizontes, perseguindo a meta de dotar o nosso Poder Naval com meios modernos e capacitados a contribuir para o cumprimento da árdua e nobre tarefa de conhecer profundamente a nossa Amazônia Azul, difundi-la, vigiá-la, defendê-la e preservá-la, visando a sua exploração, estratégica e econômica, de maneira racional e sustentada, em prol do desenvolvimento e do bem-estar da nossa Nação. Assim, temas de extrema relevância, tais como: o Programa Nuclear da Marinha; o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB); a construção de Navios-Patrulha de 500 ton; os Programas de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER), de Navios-Aeródromos (PRONAE) e de Navios Anfíbios (PRONAnf); e o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) são objetivos de extrema importância que vêm sendo perseguidos pela Alta Administração Naval.

Não obstante a busca por uma Marinha mais moderna, não esmorece o esforço que tem sido despendido para mantermos a
Marinha do presente pronta e adestrada, a fim de que possamos atuar, quando e onde necessário, sempre em sintonia com os anseios do nosso povo.

Logo Esquadra 191 anos

Desta forma, a Esquadra, digna representante do Poder Naval brasileiro da atualidade, navega levando o Pavilhão Nacional aos quatro cantos do País e do mundo. Nesse contexto, releva mencionar a participação dos nossos meios navais e aeronavais nas missões de paz, no Líbano e no Haiti; a relevante contribuição para o sucesso alcançado durante a realização dos Grandes Eventos no País, como a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude, quando navios, aeronaves e embarcações apoiaram as ações nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Fortaleza; as Comissões BRAPER, FRATERNO e ATLANTIS, realizadas, respectivamente, com as Marinhas peruana, argentina e uruguaia; a UNITAS LIV; a Comissão EUROPA 2013, recentemente concluída pelo Navio-Veleiro Cisne Branco; a XXVII Viagem de Instrução de Guardas-Marinha, ora em andamento; e a Operação ALBACORA AZUL, um esforço conjunto com meios dos Comandos do 1º e 3º Distritos Navais, na repressão às atividades ilegais nas nossas águas jurisdicionais. São também dignas de registro as Comissões ASPIRANTEX, ADEREX, TROPICALEX e a Ajuda Humanitária às vítimas de enchentes na cidade de Buenos Aires, na Argentina.

Tais comissões representam relevantes oportunidades de aprimoramento dos procedimentos operativos em uso na MB, bem como, possibilitam o incremento da interoperabilidade com meios de Marinhas amigas e a divulgação de uma boa imagem do País, mediante ações de presença, tanto na Amazônia Azul, como em águas internacionais.
Outros fatos também merecem especial destaque:

Fotos NAe São Paulo 441c

  • visando ao restabelecimento das condições operativas do NAe São Paulo, capitânia da Esquadra, foram conduzidas diversas ações, com foco na retomada gradual das operações aéreas a bordo. O planejamento do seu Período de Manutenção, a ser iniciado em 2014, também já está em andamento e visa a recuperar as capacidades operacionais do Navio, com a realização de reparos e a implementação de modernizações indispensáveis aos sistemas de bordo, com melhoria das condições de segurança, confiabilidade e desempenho. É importante registrar que, em 2013, o SICONTA MK-IV foi comissionado no COC do Navio, pela Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha (DSAM), ampliando a sua capacidade de comando e controle. Ainda, foram instalados novos equipamentos, como um novo radar de navegação e compressores de baixa pressão, e fornecidas, pela Diretoria de Abastecimento da Marinha (DAbM), novas viaturas operativas de manobra de aeronaves. Além disso, três novos diesel geradores já iniciaram a fase de testes com carga, sob a supervisão da Diretoria de Engenharia Naval (DEN) e com o apoio do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ). Conquistada há mais de 50 anos, a Marinha do Brasil mantém e continuará mantendo a sua capacidade de realizar operações aéreas a bordo de navios-aeródromos com o Capitânia da nossa Esquadra: o Navio-Aeródromo São Paulo;
  • ainda, neste ano, pela primeira vez, o Navio-Escola Brasil recebeu em sua tripulação, durante a XXVII Viagem de Instrução de Guardas-Marinha, seis Sargentos do sexo feminino. Apesar de o Navio ter o histórico anterior da presença de oficiais mulheres, foi um desafio realizar todas as adaptações necessárias, particularmente em camarotes e banheiros, em um curto espaço de tempo. Todo o esforço transformou-se em orgulho, ao se constatar a perfeita integração das novas tripulantes com os demais militares, desempenhando com competência, tenacidade e profissionalismo suas tarefas de bordo, a despeito das dificuldades impostas pelo mar e pela distância da família. Portanto, a Marinha do Brasil, pioneira no ingresso da mulher nas Forças Armadas, deu mais um passo na adequação da Instituição no sentido de buscar a igualdade de oportunidades para todos e de depositar confiança no potencial feminino para a execução de atividades complexas e diversificadas;
  • também, o Submarino “TAPAJÓ” participou, durante um período de sete meses, da Operação “DEPLOYMENT SUB-2013”, na qual foi realizado o lançamento de dois torpedos MK 48. Ainda, o Navio de Socorro Submarino “Felinto Perry” participou da OPERANTAR XXXI, prestando apoio logístico aos serviços de desmonte da Estação Antártica Comandante Ferraz, e da instalação dos Módulos Antárticos Emergenciais, além do auxílio na reflutuação da embarcação “Mar sem Fim”. Assim, estima-se que até o final deste ano os Navios da Esquadra atinjam a marca de 1.870 dias de mar;
  • com relação ao Comando da Força Aeronaval, durante o corrente ano, o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (EsqdVF-1) entregou à EMBRAER mais duas aeronaves AF-1/1A para modernização. Tal processo incorporará aos aviões novos sensores e sistemas mais avançados e precisos, que resultarão em uma ampliada capacidade de defesa aérea das
  • Forças Navais. Cabe mencionar que o voo experimental do protótipo modernizado foi realizado no mês de agosto, em Gavião Peixoto-SP, nas instalações daquela Empresa. Também, foi finalizado o projeto básico visando ao início do processo licitatório para a construção dos novos hangares que abrigarão as aeronaves UH-15/15A Super Cougar e as aeronaves KC-2 Turbo Trader, do futuro Esquadrão de Transporte e Reabastecimento em Voo (VEC-1), além da reforma do hangar do Esquadrão HS-1, que receberá as novas aeronaves MH-16 Seahawk. Ao findarmos o presente ano, teremos alcançado a significativa marca de 9.160 horas de voo;
  • o Centro de Adestramento “Almirante Marques de Leão”, nosso Camaleão, que comemorou 70 anos de serviço, contribuiu, em 2013, para as inspeções operativas de diversos meios da nossa Esquadra; apoiou a preparação das Fragatas “União” e “Liberal” para as Operações “Líbano”; e participou, ainda, das inspeções dos Navios-Patrulha Oceânicos da Classe “Amazonas”, conduzidas no Reino Unido, por ocasião do seu recebimento. O Camaleão também tem prestado apoio à Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM) no adestramento de combate a incêndio para os componentes da Estação Antártica Comandante Ferraz e contribuiu para a elaboração do projeto executivo da futura estação antártica, recentemente entregue à MB. Ao longo deste ano, entre os mais de seis mil alunos que frequentaram os cursos do Camaleão, estão cerca de quinhentos civis de empresas brasileiras, oito militares das demais Forças Armadas e mais de vinte convidados de Marinhas amigas;
  • na Base Naval do Rio de Janeiro, a finalização da troca da cobertura e o término das obras do piso do Ginásio Poliesportivo permitirão, em futuro próximo, a recuperação de tão importante instalação esportiva do Complexo Naval de Mocanguê. Esta realização e outras, já concluídas, como as obras de reforma nas instalações da Junta Regular de Saúde e nos consultórios odontológicos do Posto de Atendimento Médico da Esquadra; a ampliação da Academia, com a criação do Centro de Treinamento de Lutas; e a reforma dos campos de grama natural de futebol society contribuirão para a elevação do nível de satisfação do pessoal que serve neste Complexo. Adicionalmente, a prontificação do novo pórtico sob a ponte Rio-Niterói permitirá um melhor controle do acesso e segurança da área;
  • no campo da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, a Esquadra deu importantes passos. O Tilt Test eletrônico, atualmente em fase de homologação, já permite a realização do ciclo de alinhamento dos navios, sem a necessidade de sua docagem, proporcionando considerável economia de recursos para a MB. Também, encontra-se em desenvolvimento pelo Centro de Apoio a Sistemas Operativos a Raia Virtual, composta de boias com sensores acústicos integrados em uma plataforma de controle, que funcionará como uma alternativa ao tiro de apoio de fogo naval realizado no Arquipélago de Alcatrazes. Outro projeto que merece destaque é o Console Integrado de Sensores de Navegação Eletrônica (CISNE), desenvolvido em parceria com o Instituto de Pesquisas da Marinha e atualmente em processo de homologação. Tal sistema permitirá aos Navios da Esquadra efetuar a navegação eletrônica com a utilização de cartas vetoriais, acompanhando assim o estado da arte; e
  • por último, em continuidade ao projeto das novas instalações, está em andamento a transferência das benfeitorias do Centro de Manutenção de Embarcações Miúdas (CMEM), a fim de aumentar a capacidade operacional da referida OMPS, em decorrência da necessidade de atualizar os seus serviços, ampliar a sua capacidade física e prover maior agilidade nos reparos das embarcações.

Dessa forma, as missões cumpridas e as marcas alcançadas são uma prova inconteste do esforço levado a cabo pela Marinha, representada pelos setores do material, pessoal, finanças e abastecimento e por nossas valorosas tripulações, que vêm sobrepujando as adversidades e vencendo desafios, trabalhando sempre com dedicação, espírito de sacrifício, profissionalismo e, acima de tudo, amor incondicional a nossa Marinha do Brasil. A alta prioridade atribuída por nossa Instituição ao Poder Naval do presente, não obstante o seu projeto da Marinha do futuro, nos dá o alento necessário para prosseguirmos em busca de uma Esquadra cada vez mais forte e adestrada, pronta para defender a nossa soberania na Amazônia Azul e digna do legado que nos foi deixado por todos os nossos antecessores.
Parabéns Esquadra! Viva a nossa Marinha!

“NA ESQUADRA, A SOBERANIA DE NOSSO MAR”

SERGIO ROBERTO FERNANDES DOS SANTOS

Vice-Almirante
Comandante-em-Chefe

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

45 Responses to “Aniversário da Esquadra” Subscribe

  1. João Filho 10 de novembro de 2013 at 18:31 #

    Esquadra? Que esquadra??? Estão de brincadeira, porque “esquadra” propriamente dita ainda não existe…

  2. Brandenburg 11 de novembro de 2013 at 9:46 #

    Não sou da Marinha de modo que fico á vontade para dizer que nem ela nem as outras Forças estão “de brincadeira” , quer em suas atividades diárias, quer no cumprimentos das missões que lhes são impostas para cumprir com os meios existentes e nem sempre disponíveis ou no compromisso para atingir seus objetivos estratégicos em termos de equipamentos. Certamente, “de brincadeira” estão os dirigentes políticos deste país que não querem compreender, de forma intencional creio, a importância de manter suas FA em condições de emprego, mas preferem passear em jatinhos da FAB e helicóteros do SAMU ou distribuir bilhões em bolsas eleitoreiras ou esbanjar outros bilhões em corrupção e obras inacabadas pelo país afora.

  3. MO 11 de novembro de 2013 at 10:58 #

    Que M_____!!!! (Mensagem psicografada de Dom Peter First sobre o estado da Esquadra) ….

    usar a imagem do SP pra ilustrar a esquadra eh ironia ne, so pode …. kkkkkk

  4. daltonl 11 de novembro de 2013 at 11:06 #

    A vantagem de se estar no fundo do poço é que do fundo não se passa e a tendencia com água entrando é subir mesmo que pouco.

    Não sou ufanista até porque tenho dezenas de revistas antigas que contam como a esquadra seria em 1990, 2000, etc e a maioria das ideias não se materializaram.

    Mas aí olhamos para as demais marinhas do continente
    americano, incluindo Chile e Canadá e vemos que não estamos tão ruins assim.

    As marinhas europeias então, não apenas estão diminuindo de tamanho mas continuam altamente dependentes da US Navy.

    Um ponto positivo que vejo é quanto aos submarinos.
    Um está em construção, outros três contratados que serão construídos aqui em um novo estaleiro e isso não é pouca coisa não !

    Talvez não sejam tão bons quanto o 214 alemão, mas serão melhores do que os que temos hoje e farão inveja aos canadenses :)

    As coisas irão melhorar…só não esperem a maior parte do que foi divulgado.

    E parabéns a Esquadra !

  5. Almeida 11 de novembro de 2013 at 12:37 #

    Discordo Almirante Danton!

    Se levar em consideração que os subs fazem parte da Força de Submarinos, que os helicópteros e A1-M fazem parte do Comando Aeronaval e os NaPaOc das forças distritais (guarda costeira), absolutamente NADA de bom tem acontecido na Esquadra nos últimos anos.

    Pelo contrário, graças aos esforços nos programas de submarinos, submarino nuclear, nova base e estaleiro para os mesmos, EC-725, Seahawk, A-1M e NaPa (500t e 1800t), a Esquadra vem sendo paulatinamente sucateada.

    Das quatro Type 22 originais, uma já virou ferro velho e apenas uma continua em condições operacionais. Das seis Niterói mordernizadas, cinco estão paradas para mandar uma por vez para o Líbano. Das corvetas, apenas a Barroso serve de alguma coisa. E falando de apoio, como navios-tanque, etc está tudo com mais de 50 anos de idade. E sobre o São Paulo, esse NUNCA efetivamente fez parte da Esquadra, vive na doca ou fazendo testes de mar intermináveis.

    Parabéns para a Esquadra? Que esquadra?

  6. MO 11 de novembro de 2013 at 12:56 #

    em verdade o AGM não … mas eh um detalhe apenas, nada contrariando seu raciocinio …

  7. daltonl 11 de novembro de 2013 at 12:58 #

    Almeida…

    submarinos fazem parte da esquadra sim e quanto a 5 Niteróis paradas para mandar uma ao Libano não é absolutamente verdade, se bem que essa função é sacrificante mas ao menos estamos dando a elas uma utilidade melhor.

    Os combatentes de superfície da esquadra estão em pior estado que os submarinos é verdade mas o que escrevi é que as outras marinhas não estão em melhor estado e devemos aguardar para o futuro uma melhora mesmo que durante algum tempo tenhamos uma redução no número.

    abs

  8. Guilherme Poggio 11 de novembro de 2013 at 13:19 #

    a 5 Niteróis paradas para mandar uma ao Libano não é absolutamente verdade.

    Não é verdade mesmo. No final do mês passado a Constituição estava realizando a PASSEX com os navios da China, por exemplo.

    http://www.naval.com.br/blog/2013/10/29/marinha-do-brasil-realiza-exercicio-inedito-com-a-marinha-da-china/

  9. Almeida 11 de novembro de 2013 at 18:48 #

    Ok, uma corveta nova porém desdentada, duas fragatas da década de 1970 modernizadas com tecnologia da década de 1990 operacionais e outra da mesma década porém sem modernização significativa. Que baita FT!

    Parabéns para a Esquadra!

    PS: e ainda compara a mesma com as marinhas da Europa ocidental como Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, etc. Sério? Uma Type 45 ou Horizon dá conta da FT acima. Fora de casa.

  10. daltonl 11 de novembro de 2013 at 20:40 #

    Leve em conta onde os navios da Royal Navy e demais marinhas europeias operam e compare com o nosso teatro de operações .

    Lá faltam navios e submarinos para as missões que eles possuem e mesmo assim estão encolhendo de tamanho e já a partir do ano que vem 4 Arleigh Burkes serão permanentemente baseados na Espanha.

    Quanto ao T-45 dar conta do “FT acima”, até onde sei nem harpoons estão transportando.

    Mas não é ufanismo nem ignorancia minha, apenas vejo que os “outros” não estão tão bem assim, principalmente nossos vizinhos.

  11. MO 11 de novembro de 2013 at 20:44 #

    Senhores, vejam com carinho este, o atendi como agente muitas vezes, muitas sob o Comando do Capt. S.O. Fjaerestad !! =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/11/mt-bow-chain-lasw5-10112013.html

    e com video do dia 09/11/2013 =

  12. juarezmartinez 11 de novembro de 2013 at 20:53 #

    Senhores, o estado em que se encontra a esquadra Brasileira é o resultado da administração megalomana tresloucada do atual CM, mas como os homens passam e a Marinha fica, vamos pensar como o nosso simpático The First Lord da frota,admiral Dalton….

    Grande abraço

  13. Almeida 11 de novembro de 2013 at 20:59 #

    Verdade que nossos vizinhos latino americanos também estão numa penúria enorme, até mesmo o Chile. Mas se levar em consideração que a Guiana Francesa e as Falklands estão logo ali, nem todos nossos vizinhos vão mal das pernas… uma FT com fragatas multimissão ASW e ASuW, um destroyer AAW, navios de apoio e um NAe ou LPH/LPD não pode ser desprezada.

    Enfim, continuo achando difícil comemorar uma esquadra como a nossa, infelizmente. E nem seria preciso muito para poder comemorar. Aguardo ansiosamente as quatro novas Barroso “improved”. Vão dar novo fôlego à Esquadra, na minha opinião.

    PS: quatro das seis Type 45 possuem 2×4 Harpoons e 2x Phalanx. Os ingleses perceberam a tempo o erro que cometeram ao não armar com CIWS e capacidade ASW básica, que custam alguns poucos milhões de dólares, navios de mais de um bilhão de libras.

  14. daltonl 11 de novembro de 2013 at 21:15 #

    Pouco tempo atrás foi noticiado que uma T-23 estava equipada com apenas 4 dos 32 seawolves que pode transportar…então é preciso ter cuidado com poder transportar e de fato transportar.

    Os harpoons foram retirados das 4 T-22s que deram baixa e serão embarcados a partir desse ano em apenas 4 das 6 unidades, então pode ser possivel que nem todos os 8 sejam embarcados.

    Os ultimos 2 T-45s ainda estão preparando-se para suas primeiras missões …o total de combatentes de superficie é de “apenas” 19, incluindo esses dois, desconte os que estão em manutenção ou sendo modernizados, os que estão em transito e a Royal Navy poderá contar com 6 nos teatros de operações se tiver sorte !

    Mas a questão é que há muita má noticia vinda de marinhas que não muito tempo atrás eram bem mais formidáveis do que são hoje.

    Quanto a nossa esquadra, ainda acho que ela é feita acima de tudo por homens e mulheres dedicados então ao menos por eles devemos sim comemorar.

  15. nunes neto 12 de novembro de 2013 at 4:59 #

    E que venha a segunda esquadra,kkkkk!

  16. Guizmo 12 de novembro de 2013 at 9:01 #

    Almeida, concordo inteiramente contigo. Não temos uma esquadra à altura do nosso litoral ou de nossas ambições geopolíticas. No máximo, a meia dúzia de navios de combate que temos daria para proteger o litoral do Atol das Rocas, e olhe lá.
    Querer ter submarino nuclear num cenário desses, é o mesmo que querer comer caviar sem ter dinheiro pro arroz e feijão. Patético isso.
    Esses textos de prestação de contas apenas mascaram uma realidade agonizante da Marinha, na minha opinião, a mais mal gerenciada arma das três.

  17. Almeida 12 de novembro de 2013 at 9:48 #

    Almirante Dalton, obrigado pelas informações, sempre muito bem atualizadas!

    Veja bem, estou reclamando da Esquadra, meios, e da penúria que nossos dedicados marinheiros e marinheiras passam para defender um país deste tamanho com tão poucos recursos liberados pela classe política revanchista enquanto nossos almirantes vivem fazendo festas e coquetéis. Eu comemoro o Dia do Marinheiro, mas acho difícil comemorar o Dia da Esquadra, do jeito que as coisas estão… E é ridículo por uma foto do Opalão desdentado no material de divulgação!

    Guizmo,

    Acertou na mosca! É literalmente isso que o almirantado vem fazendo: comendo caviar nos coquetéis de comemorações enquanto deixa faltar arroz e feijão no rancho.

  18. MO 12 de novembro de 2013 at 12:06 #

    9 navios x 17 fotos =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/11/manobras-do-dia-30102013.html

  19. joseboscojr 12 de novembro de 2013 at 13:10 #

    Dalton,
    Você não é ufanista mas anda bem otimista, hem?
    Você acredita mesmo que neste país de visão estratégica (“estratégico” aí no sentido administrativo) de no máximo 4 anos vamos mesmo construir os outros 3 submarinos e mais o nuclear?
    Eu não sei não! Tenho minhas dúvidas.
    Um abraço.

  20. joseboscojr 12 de novembro de 2013 at 13:23 #

    Quanto aos navios do RU estarem relativamente “desarmados” creio eu que se deve ao fato de haver um clima de baixa tensão nas relações internacionais que não justifica que tais armamentos estejam instalados.
    Muito diferente são eles não terem armas (provavelmente estão estocados em algum lugar apropriado) por não estarem instaladas com não estarem operacionais ou não estarem aptos a recebê-las, que tenho certeza não ser o caso da RN.

  21. daltonl 12 de novembro de 2013 at 14:20 #

    Bosco…

    otimista é o Nunão ! Uma vez escrevi aqui que achava que os 4 novos franceses iriam substituir nossos 4 Tupis e já estava satisfeito com isso, mas o Nunão acha que alguns dos Tupis poderão ter suas vidas alongadas então teremos que aguardar.

    Evidentemente não serão construidos em 4 anos aliás esse tipo de noticia só os russos publicam como ter 8 Boreis até 2020…mudo meu nome para Nabuco também se conseguirem :)

    Mas se vc considerar que poucos paises estão construindo novos submarinos, muitos estão apenas modernizando os que possuem e estamos também construindo uma nova base e estaleiro então vejo como positivo e ezequivel…mas claro que há riscos de coisas darem errado e isso anda acontecendo lá na US Navy também.

    Ou seja continuaremos sendo uma força modesta, pouco maior do que temos hoje, nada dessa baboseira de negar o mar para a US Navy por exemplo.

    Quanto ao exemplo que citei dos misseis, outro exemplo é que o estoque de TLAMs da Royal Navy não chega a
    50 unidades incluindo os que estariam em manutenção
    ou usados em testes então há sim uma falta de misseis
    por lá e também de submarinos, pois convenhamos que sete unidades é muito pouco.

    abs

  22. Fernando "Nunão" De Martini 12 de novembro de 2013 at 22:44 #

    Dalton,

    Apenas esclarecendo minhas contas “otimistas” em comentários que trocamos em outras oportunidades.

    Não estou dizendo exatamente que as vidas úteis dos nossos IKL-209 serão estendidas além do que seria esperado, mas que podem seguir sem grandes problemas exemplos de diversas outras marinhas onde esses submarinos têm servido por mais de 30 anos. Assim, não vejo como algo absoluto a estimativa inicial de 25 anos dos classe Tupi.

    Mesmo porque o mais velho deles, o Tupi, incorporado em maio de 1989 e que já está perto de completar 25 anos, gastou mais de três anos dessa sua vida até agora no seu primeiro PMG, quando estávamos fazendo pela primeira vez um corte de casco e todos os processos envolvidos (nos seguintes, o tempo indisponível diminuiu significativamente e gradativamente). Ainda está para fazer o seu segundo PMG com corte de casco e, se o fizer (os IKL-209 podem passar por até 3 desses cortes, se não me engano), então deve ter muitos anos de vida útil pela frente após esse eventual segundo PMG (será que já está ocorrendo e eu não sei? Faz tempo que não me lembro de ler nada de mais atual sobre o Tupi)

    O segundo da classe, o Tamoio, tem seis anos a menos (incorporado em 1995) e passou por um PMG de três anos e meio entre 2001 e 2004.

    O terceiro, Timbira, é pouca coisa mais novo que o Tamoio (foi incorporado em 1996) e seu PMG foi entre 2005 e 2007.

    O quarto, Tapajó, é ainda mais novo (está perto de completar 15 anos, pois foi incorporado em 1999, 10 anos após o Tupi) e seu PMG foi entre 2009 e 2010.

    Já o mais novo de todos, o Tikuna (ligeiramente maior que os anteriores e mais moderno), foi incorporado em dezembro de 2005. Acredito que em breve deverá ter seu primeiro PMG agendado.

    Porém, uma coisa pode ocorrer para apressar alguma baixa de classe Tupi após a incorporação dos primeiros S-BR (Scorpenne): não haver tripulantes para tantos submarios ou orçamento para operar uma frota muiito maior do que os atuais cinco exemplares.

    Isso sim é algo para se preocupar e trabalhar para tentar evitar. Afinal, estão sendo modernizadas unidades da classe Tupi e seria um tremendo desperdício desativá-los cedo (assim como foram modernizados em seus sonares os Oberon – dois, se não me engano – quase ao final de suas abreviadas vidas úteis)

  23. jcsleao 13 de novembro de 2013 at 9:56 #

    Prezados,
    O que mais me chamou a atenção foi a frase a seguir relativa ao São Paulo:

    “O planejamento do seu Período de Manutenção, a ser iniciado em 2014, também já está em andamento e visa a recuperar as capacidades operacionais do Navio”.

    Quer dizer que após todos esses anos parado, nosso capitânia vai entrar em PMG?!!!

    Isto não poderia ter sido antecipado de modo a não precisar ficar mais um longo tempo parado no cais?

  24. Luiz Monteiro 13 de novembro de 2013 at 14:06 #

    Prezados Nunão e Dalton,

    Estudos e testes realizados pela MB indicam que a vida dos submarinos da classe “Tupi” e do submarino “Tikuna” poderão ser estendidas para até 35 anos devido à qualidade do aço empregado nestes meios e da manutenção realizada tanto pela tripulação quanto pelo AMRJ.

    Abraços

  25. Luiz Monteiro 13 de novembro de 2013 at 14:55 #

    Prezados,

    Quanto aos programas da MB, o Programa Nuclear da Marinha; o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e a construção de Navios-Patrulha de 500 toneladas estão dentro do cronograma.

    Com relação ao Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER), o relatório final foi entregue e aguarda decisão da Presidência da República.

    Os Programas de Navios-Aeródromo (PRONAE) e de Navios Anfíbios (PRONAnf) estão em fase inicial, sendo contatados os estaleiros DCNS, BAE Systems Surface Ships e a Northrop Grumman (Newport News) para que apresentem propostas de parceria e desenvolvimento.

    Abraços

  26. Luiz Monteiro 13 de novembro de 2013 at 15:02 #

    Vale ressaltar que a NAVANTIA e a Hanjin Heavy Industries requereram informações sobre o PRONAE e PRONAnf.

  27. GUPPY 14 de novembro de 2013 at 21:13 #

    Os comentário do Admiral Dalton e do Luiz Monteiro minimizam muito a minha aflição com a situação atual e pespectivas futuras da Esquadra.

    Nunão, problemas de falta de tripulação para submarinos é complicado porque hove época que a Força de Submarinos contava com 9 unidades, mais o K10. E olha que a tripulação de um GUPPY era bem maior do que a de um Tupy. Acho que com um pouco de planejamento dar para formar submarinistas para uma frota do tamanho que se está desejando agora.

    MO,
    Belo Navio, belo vídeo. Não dar vontade de embarcar nele? Deve ser tudo muito organizado, limpo, confortável. Ah uma jacuba a bordo, rsrs…

    E, parabéns a Esquadra sim, que não é culpada das suas deficiências. Vai ter que melhorar, o problema é que não pode ser já.

    Abraços a todos

  28. GUPPY 14 de novembro de 2013 at 21:58 #

    Tupi em lugar de Tupy, no meu comment anterior.

  29. daltonl 15 de novembro de 2013 at 9:01 #

    Os submarinos venezuelanos são prova de que podem permanecer em serviço por mais de 40 anos, dependerá
    da disponibilidade de recursos para manter os Tupis, com a chegada dos Scorpenes e do submarino nuclear.

    Quanto a marinha estar contactando a “Northop”, já tem outro nome, mas também continuo apegado ao nome antigo, surpreende, pois lá estão acostumados com coisas muito caras como NAes nucleares e grandes navios de assalto anfibio…não acredito que tenham as mesmas chances que uma DCN por exemplo.

  30. MO 15 de novembro de 2013 at 10:04 #

    considerar o efetivo de submarinistas disponiveis tbm, material humano disponivel para isso tudo, nem todo marinheiro eh submarinista

  31. MO 15 de novembro de 2013 at 11:15 #

    Atualização NMB – Navios Mercantes Brasileiros – N/T Castillo de Herrera/PPVN =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/11/atualizacao-nmb-nt-castillo-de-herrera.html

  32. Luiz Monteiro 15 de novembro de 2013 at 23:47 #

    MO, Dalton e Guppy,

    Se os senhores me permitem dar minha opinião pessoal sobre o que seria para mim a Esquadra ideal hoje, sabendo das restriçöes orçamentárias, eu diria que deveriamos possuir 15 navios de escolta. Sendo 6 navios de cerca de 6000 t de deslocamento, com grande capacidade AAW, semelhante as f100 Alvaro de Bazan.

    Os 9 navios escoltas restantes teriam deslocamento entre 3500 e 4500 t. Eles seriam para em prego geral, com ênfase para ASW.

    A ForS seria composta por 6 submarinos de propulsäo diesel-elétrica e dotados de AIP.

    Seriam necessários 3 navios de apoio logístico, 2 navios de propósitos múltiplos, dotados de doca e convoo corrido.

    Posso afirmar aos senhores que, com um ligeiro aumento no orçamento, é possível manter uma Esquadra nestes moldes. A questão seria como obter estes meios.

  33. Luiz Monteiro 16 de novembro de 2013 at 0:00 #

    MO,

    Meu amigo, quanto à questão de “pessoal”, esta situação é crítica nao só para ForS, mas para a MB de uma forma em geral.

    Perde-se muita gente boa todos os anos. As razões são as mais diversas. alguns våo para a reserva, outros fazem concursos públicos para outras áreas, outros vão para a iniciativa privada.

    O resultado prático disso estamos vendo na modernização/atualização das corvetas da classe “Inhauma”. O cronograma atrasou em razão da manutençäo das turbinas LM2500. No final, foi necessário contratar os espanhóis para realizar o trabalho.

    Abraços

  34. Farragut 16 de novembro de 2013 at 7:56 #

    É possível que a situação de pessoal seja pior do que a mera evasão faz supor.
    Parece haver drenos também de militares da ativa para cargos e funções intra e extra-MB para os quais não existiria planejamento de provisão, pois teriam sido criados muitas das vezes, de forma inopinada e por ingerência do poder político.
    Somariam-se a isto interferências aparentemente banais tais como acompanhamento de cônjuge do serviço público federal e recusa em cumprir designação. Há informes de que esses casos estariam crescendo em ritmo acelerado, até mesmo respaldados em decisões judiciais, e que estariam prejudicando a distribuição dos já mirrados efetivos.

  35. GUPPY 16 de novembro de 2013 at 15:14 #

    Prezado LM,

    Muito equilibrada a sua “Esquadra ideal hoje”. Gostei bastante, só acho que AIP nos nossos submarinos agora fica difícil. Penso que isso tinha que ser decidido antes embora já li que os Scorpènes podem ser adaptados para o AIP de forma relativamente fácil. Não sei se procede.

    Quanto às escoltas entre 3500t e 4500t, as Improved Barroso estão em curso, não estão?

    Abraços

  36. MO 16 de novembro de 2013 at 15:32 #

    1a escala de porta buneco com embarque internacional em SSZ =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/11/ms-aidacara-ibnr-primeira-escala-na.html

  37. MO 16 de novembro de 2013 at 16:45 #

    que coisa ….. bom, apesar de presumir, nem sei o que falar … ta na ora de deixar blogs de defesa, faces pros sapiencias, não ha muito o que se falar, deixa os defesas beerres e os que acreditam, teimam e nunca pisaram em um cais se divertirem …

  38. Guilherme Poggio 16 de novembro de 2013 at 18:24 #

    já li que os Scorpènes podem ser adaptados para o AIP de forma relativamente fácil. Não sei se procede.

    Sim, desde que fosse com o sistema MESMA que, na minha opinião, não agrada. Uma seção a mais teria que ser adicionada ao casco.

  39. Fernando "Nunão" De Martini 16 de novembro de 2013 at 20:11 #

    Sim, o AIP é instalado numa seção adicional no casco.

    Só que não se pode esquecer uma coisa:

    O SBR, a versão do Scorpene para a Marinha do Brasil, já tem uma seção adicional. A versão já é cerca de 10 metros mais comprida do que as adquiridas pelo Chile, por exemplo, levando o submarino brasileiro a aproximadamente 75 metros de comprimento.

    E essa seção não está sendo ocupada por um AIP:

    “Para aumentar o raio de alcance do novo modelo, o submarino passará a medir perto de 70 metros de comprimento, entre quatro a cinco metros, mais comprido do que o Scorpène padrão vendido para o Chile e para a Malásia. Essas seções adicionais do casco permitirão a expandir em 20 toneladas a capacidade de óleo diesel combustível transportado pelo Scorpène brasileiro. Para fazer a autonomia do modelo brasileiro alcançar os 60 dias desejados pela MB , no mesmo esforço, será aumentado a câmara frigorífica e o espaço de armazenamento de víveres secos. Outra modificação resultante será o aumento de 31 para um total de 35 camas nos camarotes, aumentando, assim, potencialmente, o tamanho da tripulação ou número de militares de forças especiais transportados no submarino.”

    http://www.naval.com.br/blog/2010/05/06/novas-pistas-sobre-o-s-br-o-novo-submarino-convencional-brasileiro/

    Para instalar AIP num SBR, teria que instalar mais uma seção adicional, ou então retirar tudo isso que está sendo (ou melhor, a essa altura, já foi) projetado para instalação – aliás, há compartimentos totalmente desenhados por brasileiros, conforme matéria na Forças de Defesa 6, página 74. Creio que nem uma nem outra opção seria viável ou de custo-benefício aceitável, a essa altura ou mesmo numa meia-vida. Uma mudança de comprimento de cerca de 65 metros para 75 metros no SBR, se tivesse que ser depois mudada para 85 metros é algo que eu acho complicado.

  40. José N. Bittencourt 17 de novembro de 2013 at 21:00 #

    Até onde consta, a MB não vê o AIP com grande simpatia – o sistema é visto como caro, complexo e instável. E visto que não é incomum os subs BRs conseguirem passar 19 dias submerso, alguns dos oficiais da força acham que a melhor solução é o SNBR, mesmo. Modestamente, é o q eu também acho. A real capacidade de ataque da MB são seus submarinos, que contam com tripulações muito bem treinadas e de alto moral. Qto a manter os “T” em serviço – é possível, embora a MB não tenha tido boas experiências em manter os subs GUPPY e os Oberon, nos anos 1970-1980, em função das duas linhas logísticas totalmente diversas. Um dos motivos pelos quais a MB está mto satisfeita com os “T” é que o problema da manutenção está totalmente dimensionada. Os oficiais de escalão intermediário (que são quem descasca os abacaxis) dizem que, mesmo com os frequentes imbróglios com os alemães, era isso que a Força buscava, e é isso que foi alcançado. Saudações a todos.

  41. GUPPY 17 de novembro de 2013 at 22:04 #

    LM disse:

    “…O cronograma atrasou em razão da manutençäo das turbinas LM2500. No final, foi necessário contratar os espanhóis para realizar o trabalho.”

    Isto deve ter influenciado a decisão sobre o sistema de propulsão das novas corvetas ser apenas com motores Diesel.

    Poggio e Nunão,

    Sobre instalação de seção adicional em submarinos, lembro que todos os GUPPY II que passaram para o padrão GUPPY III tiveram o seu cumprimento aumentado em 18 pés justamente com o acréscimo de uma seção extra a vante do Compartimento de Manobras e a ré do Compartimento de Baterias a vante. Vejam os links:

    http://www.navsource.org/archives/08/0842504.jpg

    http://www.navsource.org/archives/08/0842506.jpg

    http://www.navsource.org/archives/08/0842507.jpg

    http://www.navsource.org/archives/08/0842508.jpg

    Agora, no caso dos Scorpènes brasileiros que já tiveram o seu comprimento aumentado, penso que a dor de cabeça para os engenheiros é maior e o preço também

    Abraços aos três

  42. GUPPY 17 de novembro de 2013 at 22:08 #

    Ah, esqueci de informar que o submarino dos links do meu comment anterior, é o nosso Goiás – S15 quando na US Navy (USS Trumpetfish – SS425).

  43. GUPPY 18 de novembro de 2013 at 8:37 #

    Em “…cumprimento aumentado em 18 pés…” o correto é:

    comprimento aumentado em 18 pés.

    Aproveitando, informo que outras fontes dão somente 15 pés (aproximadamente 4,6m) para os oito últimos GUPPY III, já que o primeiro, o Tiru – SS 416, protótipo de conversão, teve uma seção extra plugada de apenas 12,5 feet (3,8m).

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