O vídeo acima, publicado pela Marinha no dia 3.12.13, mostra como está o andamento das obras de construção do Estaleiro e da Base de Submarinos em Itaguaí/RJ. Além disso, apresenta a evolução da construção dos submarinos convencionais S-BR 1 e 2.

O Programa Prosub da Marinha do Brasil prevê a construção de quatros submarinos convencionais S-BR baseados na classe francesa “Scorpène” e um submarino com propulsão nuclear, projetado com assistência técnica da empresa francesa DCNS para a parte não-nuclear do submarino. O reator nuclear e seus sistemas auxiliares serão de projeto e fabricação brasileira.

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

41 Responses to “Estaleiro e Base de Submarinos de Itaguai/RJ” Subscribe

  1. Almeida 5 de dezembro de 2013 at 13:40 #

    A base naval com metragem mais cara do Mundo. Deve ser culpa da bolha imobiliária que assola o Rio de Janeiro! Se um apartamento de 2 quartos em Botafogo tá “valendo” mais de R$ 1 milhão, vamos cobrar alguns bilhões de euros pela base, claro!

  2. Marcelo Andrade 5 de dezembro de 2013 at 14:01 #

    Posso parecer otimista mas, no momento, junto com a viatura Guarani, são os únicos programas militares evoluindo conforme o cronograma, outros ou estão atrasados ou nem saíram do papel.

  3. Marcos 5 de dezembro de 2013 at 14:38 #

    Marcelo Andrdade

    O programa de submarinos está andando por que os franceses, que não são bobos, embutiram uma cláusula no contrato que impõe uma multa assustadora acaso haja atrasos. Aliás, a primeira parcela que pagamos foi justamente uma multa.

  4. Augusto 5 de dezembro de 2013 at 15:35 #

    Esse é um marco de importância fundamental de aquisição tecnológica do país. Meus parabéns a Marinha, e vamos continuar avançando porque em breve teremos uma força de submarinos capaz de impor respeito!

  5. Oganza 6 de dezembro de 2013 at 0:34 #

    Augusto,

    vc está com o modo Sarcasmo ON né?

  6. Marcelo 6 de dezembro de 2013 at 8:51 #

    Parabéns novamente à Marinha do Brasil !
    O programa está andando e com ToT e tudo.
    Não são 100% das coisas que dão errado por aqui.
    Sempre existe o pessoal que só sabe criticar, quando alguma coisa anda, continuam criticando, mas fazer o quê. Somos um povo com síndrome de vira-lata. Mas estamos mudando, pouco a pouco vamos melhorando.
    Abraços à todos.

  7. rafael bastos 6 de dezembro de 2013 at 10:51 #

    [OFF] Ultimamente, esta ficando muito desagradável ler alguns comentários nos BLOGs Forças de Defesa.

    Sinceramente as vezes tenho a impressão que tudo, mas sem exceção, é motivo de crítica! E então você esta discutindo sobre o porquê do céu ser azul e de repente aparece alguém e diz ” ahhh se não fosse o Partido e seus desgovernantes, e se o Brasil fosse sério o céu seria muito mais azul!”.

    Parece que para alguns virou moda criticar por criticar, nada nunca está bom, e o pior, na grande maioria das vezes sem a mínima descendia de fazer uma pesquisa prévia sobre o assunto e demonstrar com dados fáticos o porquê a crítica.
    Isso quando não misturam irracionalmente política com matérias que em nada tem nada haver com o que esta sendo debatido.

    Obviamente não estou generalizando, muito pelo contrario acredito que me refiro a uma minoria, mas fica a dica pra esse pessoal ai.

  8. rafael bastos 6 de dezembro de 2013 at 10:56 #

    Não estou dizendo que não se pode criticar, não muito pelo contrario, quando cabível é até necessário pois este é um espaço democrático para debates. Porém acredito que seja interessante que essa crítica não seja por si só, e que seja racional, educada e que tenha quando possível dados probatórios para tal.

  9. juarezmartinez 6 de dezembro de 2013 at 12:10 #

    É que a maioria de nós aqui da trilogia pagamos impostos, e gostaríamos que estes fossem aplicados e gastos com responsbilidade. D,ito isto boa parte de nós aqui sabe porque, quem e como foi contratado o Prosub e ainda sabemos quanto custou a mais do que deveria. Bem, ainda tem outra questão importante no meu modesto enteder e penso que de outros colegas também.
    Porque a MB colocou o Prosub a frente de outros programas, uma vez que a atual frota de Subs da Marinha é o que se tem de mais novo, enquanto isto fragatas, navios de apoio e anfíbios apodrecem, ou veem suas vidas operacionais indo para o saco no cais BNRJ, todos nós com no mínimo dois miolos no cérebro,e ainda com a crise que se avizinha e com os cortes que estão sendo feitos orçamento, pouca coisa nova irá surgir ou ir a frente.
    Tudo, meu amigo é uma questão de prioridades e realidade, agora se você(s) preferem achar que Gnomos, Duendes, Fadas e demais dos livros “contos” existem, é um direito seu.

    Grande abraço

  10. Augusto 6 de dezembro de 2013 at 13:20 #

    Oganza
    6 de dezembro de 2013 at 0:34

    Não há sarcasmo. O vídeo está aí e é só mais um meio de mostrar o que está acontecendo: trabalhadores brasileiros, construindo em território brasileiro, com maquinário brasileiro, em instalações brasileiras, desde o corte da primeira chapa, até a junção das seções prontas, os dois primeiros submarinos diesel-elétricos Scorpene brasileiros. Se isso não é aquisição tecnológica, perdi o parâmetro do que possa vir a ser.

  11. felipe augusto batista 6 de dezembro de 2013 at 13:45 #

    “Tudo, meu amigo é uma questão de prioridades e realidade, agora se você(s) preferem achar que Gnomos, Duendes, Fadas e demais dos livros “contos” existem, é um direito seu.”

    O PROSUB foi superfaturado? Provavelmente. Existem necessidades mais urgentes? Claro. Mas isto não importa mais, o programa não pode mais ser parado, o dinheiro já foi gasto, desta forma de que adianta continuar metendo o ferro no programa? Eu também pago impostos e gostaria que estes fossem aplicados e gastos com responsbilidade como você frisou, mas já que o PROSUB foi o programa escolhido eu acho muito mais construtivo agora apoiá-lo e acompanhá-lo para garantir que ele transcorra de maneira correta que ficar torcendo pelo fracasso do mesmo. Este dinheiro não vai voltar, os submarinos não vão magicamente se transformar em fragatas, assim o que é melhor, que eles sejam terminados no prazo e tenhamos 4 subs novos caros mais funcionais ou que apareçam um monte de problemas e falcatruas para melar o programa e nos deixem sem subs, sem dinheiro e apenas com mais um motivo para reclamar?
    Eu não concordo com muita coisa neste governo, mas a minha atitude simplesmente é a seguinte, todo mês o meu imposto sai do meu bolso, então pelo menos que os programas sigam em frente mesmo roubados e superfaturados, pois a alternativa é o dinheiro sair do bolso e nada aparecer no lugar.

  12. Oganza 6 de dezembro de 2013 at 15:25 #

    Augusto,

    é o vídeo esta ai sim, e como Meio Frio que é (McLuhan), NÃO serve de nada vezes nada para se tirar alguma comclusão de alguma suposta aquisição de tecnologia.

    O que vi foi trabalhadores brasileiros construindo e em território brasileiro sim, mas aqui na minha cidade tb tem isso, estão fazendo um BRT ali do lado e tem até uma “Unidade de Estruturas Metálicas também” rs.

    Vi instalações brasileiras, mas não vi maquinário brasileiro não rs, ao menos Komatsu, Schuler, Bosch e algumas outras que são vistas no vídeo não são empresas brasileiras não. Mas claro, algumas já estão por aqui a muito tempo e já absorveram o “jeito” brasileiro, como a Schuler que está aqui desde os anos 60, é isso?

    Mas e a NUCLEP? Uai, ela está fazendo aquilo que ela já sabia fazer, assim como já o tinha feito para nossos Subs tupiniquins.

    Caro Marcos, a entubada furicular que tomamos desse programa é literalmente proporcional ao tamanho desses 5 Subs juntos. E tem mais, é uma entubada furicular radioativa.

    NÃO foi mostrado NADA, absolutamente NADA de novo, nem mesmo algo que já não soubéssemos ou já não tinhamos feito nesse Paíphe.

    Meu querido, não se contente com esse asfalto e esses postes de luz em sua rua. Ela ficou mais bonita sim, mas águas de março estão chegando e ela vai alagar DE NOVO igual ao ano passado quando você não tinha o asfalto nem a luz.

    Sds.

  13. Oganza 6 de dezembro de 2013 at 15:51 #

    E mais uma vez…

    videozinho amador, com roteiro mal escrito, redação sofrível e o que dizer da captação e edição de imagens… afff

    NADA casa com nada, ou melhor não se identifica nada com nada e o caro tenente é simplesmente terrível como apresentador.

    Esse vídeo fou para ser jogado para a torcida e nada mais, cheio de embustes e nem um pouco transparente.

    Quando nasceu o programa do USS Nautilus, o Almirante Hyman Rickover ficou a frente do programa, e tem videos dele mostrando como a coisa funcionaria, como, quando e onde elas aconteciam, ele sabia o que estava fazendo, ele entendia o que estava acontecendo, já nossos Almirantes não capazes de trocar uma lâmpada.

    Triste.

  14. Santana Denis 6 de dezembro de 2013 at 16:15 #

    Marcelo e rafael bastos, eu concordo plenamente com vocês e o termo “SÍNDROME DE VIRA LATA” caiu como uma luva. Ninguém aqui é idiota ou inocente para não saber dos problemas que existem aqui no Brasil. Vejo um post e já sei os comentários antes de abrir. Claro pagamos impostos, somos corruptos, investimos mau, o governo é X o governo é Y, algo mais a acrescentar? INDEPENDENTE DE TUDO ISSO ME DIGA UMA MARINHA QUE INVESTE TANTO AQUI NA AS COMO A NOSSA? Mostre números, agora veja se você vê encherem os blogs dos respectivos países com esses comentários idiotas, isso enche o saco mesmo.

  15. Oganza 6 de dezembro de 2013 at 17:12 #

    tsche tsche tsche

    O complexo é de Faraó, isso sim.

    Eu Falei Faraó
    êeeee Faraó
    Eu Clamo Olodum Pelourinho
    êeeee Faraó
    É Pirâmide Da Paz e Do Egito
    êeeee Faraó
    É Eu Clamo Olodum Pelourinho
    êeeee Faraó

    tadinhos…. kkkkkkkkkkk

  16. Observador 6 de dezembro de 2013 at 17:21 #

    Senhores,

    Não se animem.

    Como várias obras no Brasil, esta vem andando bem porque ainda é apenas a parte estrutural, onde vai muito cimento e muito vergalhão, coincidemente (ou não) dois dos mais fortes setores industriais brasileiros.

    Terminada esta fase, geralmente a obra pública para. Aí começam os problemas para a compra de equipamentos, com tramoias nas licitações e falta de verbas.

    Basta ver os vários esqueletos de hospitais e escolas espalhados pelo nosso Brasil Varonil para comprovar o que falo.

    E tudo isto para obter quatro Scorpenes que são, na opinião de muitos, piores do que os nossos submarinos derivados do IKL-209 alemão e um casco (protótipo) para um submarino nuclear.

    Se queriam tanto vender tecnologia, por que nossos “mui” amigos franceses não cederam um projeto testado e aprovado como o da Classe Barracuda ou mesmo da Rubis?

    Nos venderam um salto no escuro. Apenas isto.

  17. juarezmartinez 6 de dezembro de 2013 at 18:57 #

    ntana Denis 6 de dezembro de 2013 at 16:15 #

    Marcelo e rafael bastos, eu concordo plenamente com vocês e o termo “SÍNDROME DE VIRA LATA” caiu como uma luva. Ninguém aqui é idiota ou inocente para não saber dos problemas que existem aqui no Brasil.

    Parece que tu faz parte do clâ dos idiotas, pois não sabe, não conhece e provavelmenten nunca a vai saber, realmente do que está falando.

    Vejo um post e já sei os comentários antes de abrir. Claro pagamos impostos, somos corruptos, investimos mau, o governo é X o governo é Y, algo mais a acrescentar?

    Se para ti isto é pouco, para mim que pago a conta, sou empresário, é mutio, talves tu seja destes tantos sem serventia que eu tenho que sustentar com meus impostos, quem sabe funcionário do partido da verdade absoluta.

    INDEPENDENTE DE TUDO ISSO ME DIGA UMA MARINHA QUE INVESTE TANTO AQUI NA AS COMO A NOSSA? Mostre números, agora veja se você vê encherem os blogs dos respectivos países com esses comentários idiotas, isso enche o saco mesmo

    Vamos lá:

    A Marinha australiana iniciou e deve concluir seu Prossuper, com dois Porta Helis e tres Destroyers AAW antes mesmo da MB definir o vencedor do seu, e olha que o programa dos Aussies começou depois.
    Ahh, eles tem marinha plenamente operacional.

    O Sul Coreanos, ái é banho de bola de competência, os números são avassaladores….

    Marinha Chilena deu uma banho de bola de compçetência, de pé no chão e hoje é talvez a única marinha operacional do América Latina.

    Não vou falar de Royal Navy, Deutch Marine porque será uma tremanda covardia.

    Continua com teu sonho e com tua marinha do “nunca”

    Grande abraço

  18. Santana Denis 6 de dezembro de 2013 at 23:32 #

    juarezmartinez
    6 de dezembro de 2013 at 18:57 #

    Olha em respeito aos ADM’s e ha alguns membros, não descerei ao seu nível para responder de forma que baixe um pouco seu EGO de “SEMI DEUS”, tão pouco entrarei em questões pessoais sobre quem sou ou o que faço em função de provocações de pessoa desrespeitosa e muito provavelmente sem honra, contudo é importante colocar que não sou filiado, nem mesmo apreciador de políticas e ideologias de nenhum dos partidos políticos atualmente ativos no país. Dito isso e voltando ao meu comentário anterior. Esta colocado de forma CLARA, estou falando da AMERICA DO SUL e de INVESTIMENTOS. Interpretações qualquer fora do que foi colocado é ao meu ver: Vontade de aparecer, problema de interpretação. ou claro alguma disfunção psíquica.
    Forte abraço e fica com deus amigo.

  19. Oganza 7 de dezembro de 2013 at 3:15 #

    Tá cada vez mais hilário…

    Juro a todos que oro TODOS os dias para quebrar a cara, mas passa dia, semana, anos e já chegou a décadas e a coisa toda me diz que não sou eu quem vai quebrar a cara. E assim tem sido desde o AMX, mas isso é outra história.

    Meus caros Reis de Seguetolândia, o verdadeiro complexo ou sídrome de VIRA LATA é quem aceita ou não se liberta de conceitos do tipo:

    – Investimos mal mas estamos investindo;

    – Andamos de vagar mas andamos (Uai o Rubinho tambem andava não? Mas ele não deveria era correr?) kkkkkkk

    Por fim o melhor de todos – Nããão, ele rouba mas faz.

    E digo mais, esse nosso Almirante (me recuso a dizer seu nome, por que ele não sabe nem falar) deveria por honra estar dentro do quibe atômico assim que saisse do porto para os teste de submersão.

    Enquanto não TOMARMOS UMA PORRADA de VERDADE, vai ser sempre esse conto de fadas que já virou pesadelo a muuuuuito tempo, mas ainda falta muito pra isso e até lá seguimos nesse limbo chamado BRASIL IL IL IL IL

    Sds.

  20. juarezmartinez 7 de dezembro de 2013 at 6:05 #

    antana Denis 6 de dezembro de 2013 at 23:32 #

    juarezmartinez
    6 de dezembro de 2013 at 18:57 #

    Olha em respeito aos ADM’s e ha alguns membros, não descerei ao seu nível para responder de forma que baixe um pouco seu EGO de “SEMI DEUS”, tão pouco entrarei em questões pessoais sobre quem sou ou o que faço em função de provocações de pessoa desrespeitosa e muito provavelmente sem honra, contudo é importante colocar que não sou filiado, nem mesmo apreciador de políticas e ideologias de nenhum dos partidos políticos atualmente ativos no país. Dito isso e voltando ao meu comentário anterior. Esta colocado de forma CLARA, estou falando da AMERICA DO SUL e de INVESTIMENTOS. Interpretações qualquer fora do que foi colocado é ao meu ver: Vontade de aparecer, problema de interpretação. ou claro alguma disfunção psíquica.
    Forte abraço e fica com deus amigo.

    O meu nível, graças a Deus é muiiito superior ao teu, pois não dexioa ideologia me cegar.

    Agora, como disse o Oganza, vamos aguardar o fim da festa(copa do mundo e eleições) e tu verás o tamanho do buraco que este país vai cair pela irresponsabilidade desta gente que aí está a comandar de acordo com seus interesses e sua ideologia.

    Esta conta de padaria maravilhosa de Prosubs, Pro não sei o ques devidamente superfaturados e entregues a empreiteiras sócias do nine fingers vai vir com certeza sob forma de inflação, recessão e EMPOBRECIMENTO.

    Espero ter o senhor aqui lá pela metade do semestre de 2015 para poder ver o tamanho do estrago que pensamentos tacanhos e irresponsáveis como os seus vão trazer a toda a nação.

    Grande abraço

  21. Marcelo 7 de dezembro de 2013 at 9:51 #

    meu Deus…que tristeza. Como é fácil criticar quem trabalha…

  22. Control 7 de dezembro de 2013 at 13:23 #

    Srs

    O inferno está nos detalhes.
    1. O contrato com os franceses só contempla 4 subs diesel elétricos, um casco para o subnuc e o estaleiro;
    2. O reator e os sistemas de energia e propulsão, itens básicos do subnuc e que, de fato, representam tecnologia essencial, precisarão ser desenvolvidos por cientistas e engenheiros brasileiros, pois nestes itens não haverá transferência de tecnologia (a França não pode passar tal tecnologia para o Brasil);
    3. As verbas para o desenvolvimento local do reator e da propulsão dependem das batalhas orçamentárias tradicionais, como já vinha acontecendo desde os anos 80;
    4. Como há um financiamento para o contrato com os franceses, o dinheiro para a construção do estaleiro, dos 4 subs diesel elétricos e do casco vazio do subnuc está garantido.
    Ou seja, há um risco razoável que o Brasil acabe, em 2025, com um estaleiro, 4 subs diesel elétricos e um casco vazio.

    É inegável o esforço da MB e a importância do projeto do subnuc, tanto pelo esforço para dotar o país com um equipamento de defesa mais eficaz, como para desenvolver uma tecnologia de grande importância e grande efeito multiplicador; porém, isto nada tem a ver com o tal contrato com os franceses.
    Os resultados obtidos, até hoje, devem ser atribuídos a quem de direito: os cientistas, engenheiros, técnicos e membros da MB que trabalharam, desde a década de 80, muitas vezes com verbas escassas e condições difíceis, para dotar o país com a tecnologia nuclear.
    Por enquanto, comemorar a construção do estaleiro e dos subs diesel elétricos ou considerar que estamos adquirindo grande tecnologia ao mandarmos técnicos aprenderem a soldar com os franceses é mais um sinal de masoquismo (pelos valores que estamos pagando) e de desrespeito aos profissionais brasileiros (que já dominam a tecnologia da solda dos cascos e tubulações de alta pressão há anos).
    E se o subnuc se concretizar, novamente o maior mérito estará com os cientistas, técnicos, engenheiros e oficiais da MB que conseguirem gestar o reator e os sistemas de propulsão.

    Sds

  23. MO 7 de dezembro de 2013 at 14:23 #

    Fotos da minha filha Raissa =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/12/mv-angela-star-3eaw8-embarcando-acucar.html

  24. Mauricio R. 7 de dezembro de 2013 at 14:54 #

    É como eu digo:

    Quem sabe faz a hora, e não espera acontecer!!!
    Pesquisa e desenvolve a própria tecnologia, não vai atrás de panacéias de ToT.

  25. Baschera 7 de dezembro de 2013 at 20:52 #

    O que eu quero saber é o seguinte:

    -Quando a verba acabar… este estaleiro esta consumindo até a verba do papel higiênico…. a empreiteira que costuma aquinhoar muitas verbas para campanha politica, vai ajudar a Marinha e continuar as obras e a construção dos submarinos ??

    -O tal SubNuc vai poder utilizar somente esta base ??

    -De onde virão as verbas para sustentar um submarino nuclear e sua manutenção e mais para recuperar tudo o que foi deixado de lado nos últimos dois anos ??

    Tomara que não acabemos com uma panela de pressão subaquática desdentada papadora de verbas que não existem…enquanto todo o resto entra na fila da vacina anti-tetânica.

    Quando as contas da farra dos programas caça votos acrescidos das despesas dos dois bailes (copa e olim piadas) vierem a tona… vamos ver como as coisas ficarão.

    Não é preciso ser técnico do Banco Mundial para saber disto.

    Sds.

  26. bitt 7 de dezembro de 2013 at 23:16 #

    Control,
    parabéns pelas excelentes observações. Posso discordar de um ponto ou outro, mas estão no geral perfeitamente formuladas. O projeto do reator destinado ao grupo propulsor do SNBR vem sendo desenvolvido nos último 20 anos, em diversas plantas de pesquisa. E por custos bastante baixos.

    Qto aos Scorpenes, são vasos de guerra de excelente desempenho. Tenho levantado algumas informações sobre o tema, e parece que todas as classes de submarinos atualmente em serviço apresentam problemas – os chilenos, que adquiriram os Scorpenes, dizem q os navios são mto bons, mas de manutenção complexa. Já os IKL adquiridos pelos sul-coreanos apresentam problemas que foram parcialmente resolvidos pelos engenheiros da própria Coreia do Sul. Já a MB está satisfeita com os IKL mas certos problemas no relacionamento com os alemães nunca foram totalmente resolvidos, exatamente em função de certos itens cuja tecnologia é propriedade estrita dos alemães.

    Mas imagino que o problema mais sério dos submarinos franceses é terem sido adquiridos no governo Lula. Trata-se de um problema técnico mto, mto grave, que compromete a engenharia naval francesa irremediavelmente. Suponho q se tivessem sido adquiridos ssk alemães, constataríamos a baixa qualidade da engenharia naval alemã, agravada pela incompetência e má intenção do GF. Se fossem unidades russas (que também foram oferecidas), provavelmente já teríamos nos dado conta de tudo isto, e mais de uma conspiração petista para comunizar o país.
    Gdes saudações a todos, independente da coloração política.

  27. Observador 8 de dezembro de 2013 at 2:09 #

    bitt7 de dezembro de 2013 at 23:16 #

    Realmente, você tem toda a razão.

    Iríamos reclamar de qualquer jeito, fossem submarinos, alemães, russos ou marcianos. Afinal, foram adquiridos pelo Governo Lula.

    E isto porque foi debaixo das barbas dele que estes programas de aquisição de armamento aconteceram.

    E estas compras fedem.

    O que aconteceu é o seguinte: a choldra que nos governa percebeu que as compras de armamento são bilionárias e não estão sujeitas aquelas regrinhas chatas da Lei de Licitações. Por isto o repentino interesse em transformar o Brasil em potência militar.

    Pior que acreditar nas boas intenções desta turma é achar facílimo encaixar um reator nuclear em um casco de um submarino. Tipo assim “plug and play”.

    E ainda vem militante reduzir CRÍTICAS LEGÍTIMAS a briguinha política, defendendo este chorume.

  28. MO 8 de dezembro de 2013 at 13:07 #

    sobre buneco iniciando temporada =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/12/ms-splendour-of-seas-c6tz9-inicia-sua.html

  29. pco-andrade 8 de dezembro de 2013 at 14:34 #

    Não tenho muita certeza de que os chilenos fizeram algo tão assim maravilhoso. Foram boas compras sim, de oportunidade, como se diz, mas com duas ou três ações poderíamos mudar bastante o perfil de nossa marinha.

    Eles possuem dois ou três tipos de SAMs, outros dois tipos de SSMs (Harpoon e Exocet). Isso definitivamente não é bom. Navios de modelos diferentes em tão pouco número também não devem fazer bem ao parque de manutenção. Então algumas considerações devem ser ponderadas. Oito navios de apenas três duferentes classes é pouca coisa pra muita coisa. Se fosse por aqui, seria motivo pra descer a lenha no …. LULA!!! Ah! Não gosto do Lula, tá!?

    Nossa marinha é sim melhor que a deles. Porém possui responsabilidades de guarda costeira, marinha fluvial e marinha de guerra. É muita coisa!!! Tem que desmembrar!!!!

    1) Readequar as Inhaúmas, colocando e deixando armamento mais leve, removendo o canhão, tubos de torpedo e SSMs, limitando os sensores ao bom desempenho de uma patrulha e segurança da tripulação, afinal possui um convôo que não pode ser desprezado, a manutenção do navio já é algo a muito tempo dominado e os cascos ainda podem aguentar muito bem. Sobraria bom espaço para víveres e tripulação patrulhar a costa com conforto e boa autonomia. (essa idéia não é minha, mas a compartilho por considerá-la boa – me desculpe o autor da idéia por não me lembrar quem é, mas a vi num outro Fórum de debates).

    2) Investir na Barroso MOD, com versões simples, mas dedicadas, ASuW, ASW, AAW, bem equipadas de sensores e em bom número. Muita coisa em poucos navios vai ficar caro e não será bom para o desempenho em geral. Inclusive os canhões de 114mm poderiam ser utilizados para uma versão ASuW provendo bom poder de fogo sem investimento maior, afinal as peças ainda devem dar pro gasto e ter muita vida útil operacional pela frente.

    3) Paga uma conta que não é dela. É da previdência. São brasileiros que serviram à pátria. Deveriam ser melhor considerados, mas servidor público é por natureza incompetente para 99,9% da imprensa brasileira e para o GF só presta servidor que ocupa função de fiscalizar o recolhimento e arrecadação de impostos. Dilma, Lula, FHC, ninguém quis resolver esse problema. Então não é problema de fundo ideológico partidário.

    4) Quanto ao opalão e os SUBNUCs, PROSUPER as pessoas devem repensar a história pra entender que não foi o Lula nem FHC que decidiram. Foi a MB. São programas que formam a espinha dorsal assim como a 2ª Esquadra. Se não saiu ainda, deve-se pensar antes de escrever.

    Fica a dica: escrevam antes no EDITOR DE TEXTOS, vulgo WORD para depois passar para o blog. Você terá uma surpresa!

    E não concordo nem sei escrever de acordo com o novo acordo ortográfico.
    Abraços – PCOA

  30. juarezmartinez 8 de dezembro de 2013 at 19:53 #

    co-andrade 8 de dezembro de 2013 at 14:34 #

    Não tenho muita certeza de que os chilenos fizeram algo tão assim maravilhoso. Foram boas compras sim, de oportunidade, como se diz, mas com duas ou três ações poderíamos mudar bastante o perfil de nossa marinha.

    Caro Andrade! No meu modesto entender, eles foram pragmáticos e objetivos, mirando no tamamho de seu bolso e na capacidade de mantenimento. Chegaram a iniciar um processo de compra de escoltas novos, mas quando se depararam com os custos revisaram seu pensamento.

    Eles possuem dois ou três tipos de SAMs, outros dois tipos de SSMs (Harpoon e Exocet). Isso definitivamente não é bom. Navios de modelos diferentes em tão pouco número também não devem fazer bem ao parque de manutenção. Então algumas considerações devem ser ponderadas. Oito navios de apenas três duferentes classes é pouca coisa pra muita coisa. Se fosse por aqui, seria motivo pra descer a lenha no …. LULA!!! Ah! Não gosto do Lula, tá!?

    Concordo com você neste aspecto, mas veja que eles vem tualizando e buscando uma padronização, com Harpoon como SSM, já na AA vai ser um pouco mais complicado. Veja que eles pegaram um T 22 Batch l e a modernizaram com instalação de canhão de proa, um Barak VLS, radares e sistemas EW Israelenses.

    O nosso pessoal que esteve por lá a uns dois anos ficou impressionado com a prontidão e a disponibilidade dos navios. Eles tinha 5 navios prontos para partir em até 48 horas, uma escolta em PMG, uma em manutenção leve(podendo partir em até 15 dias, e uma em manutenção de rotina, podendo estar em condições de combate em 7 dias.

    E segundo os Marinheiros, os navios que estavam prontificados estavam com todos os seus sistemas full, propulsão, geração de nergia, sistemas de combate e sistemas eletrônicos. Aqui em Banarnia, navios capengas, fazendo 12 nós são considerados prontificados, piada né.

    Nossa marinha é sim melhor que a deles. Porém possui responsabilidades de guarda costeira, marinha fluvial e marinha de guerra. É muita coisa!!! Tem que desmembrar!!!!

    Concodo também, nosso parques de material, arsenal são mais estruturados, porme eles também fazem a função de guarda costeira e olha eu conheço o Chile de norte sul, de Puerto Montt para baixo é entremeado de canais, fiordes e rios que desembocam nestes, uma coisa bem complicada de se patrulhar, agora, realmente, as nossas responsabilidads são bem maiores.

    1) Readequar as Inhaúmas, colocando e deixando armamento mais leve, removendo o canhão, tubos de torpedo e SSMs, limitando os sensores ao bom desempenho de uma patrulha e segurança da tripulação, afinal possui um convôo que não pode ser desprezado, a manutenção do navio já é algo a muito tempo dominado e os cascos ainda podem aguentar muito bem. Sobraria bom espaço para víveres e tripulação patrulhar a costa com conforto e boa autonomia. (essa idéia não é minha, mas a compartilho por considerá-la boa – me desculpe o autor da idéia por não me lembrar quem é, mas a vi num outro Fórum de debates).

    Carissímo, também já defendi esta tese, mas ouvi de um marinheiro a seguinte explicação.
    A fim de corrigir os problemas de estabilidade elas foram lastreadas até as goelas, se mexer nos equipamentas e sistemas acima da linha d’agua, provalemente ela vai ficar mais desequilibrada do que já é, ou sjea, pau que nasce torto continua torto. Palavras de marinheiros, eu como de navio pouco conheço ouvi e silenciei.

    2) Investir na Barroso MOD, com versões simples, mas dedicadas, ASuW, ASW, AAW, bem equipadas de sensores e em bom número. Muita coisa em poucos navios vai ficar caro e não será bom para o desempenho em geral. Inclusive os canhões de 114mm poderiam ser utilizados para uma versão ASuW provendo bom poder de fogo sem investimento maior, afinal as peças ainda devem dar pro gasto e ter muita vida útil operacional pela frente.

    Me parece que este canhão é pesado, lento e não pode disparar munição moderna, melhor irmos com um Oto 76mm novo, que pode dar uma baita mão no AA.

    3) Paga uma conta que não é dela. É da previdência. São brasileiros que serviram à pátria. Deveriam ser melhor considerados, mas servidor público é por natureza incompetente para 99,9% da imprensa brasileira e para o GF só presta servidor que ocupa função de fiscalizar o recolhimento e arrecadação de impostos. Dilma, Lula, FHC, ninguém quis resolver esse problema. Então não é problema de fundo ideológico partidário.

    Aqui não é o local adequado para um debate sobre funcionalismo público, mas eu acho qeu a coisa mudaria muito se a estabilidade no emprego público fosse suspensa e os culpados popr gerarem prejuízo ao erário fossem direto para o xilindró, mas isto é para o campo da utopia.

    4) Quanto ao opalão e os SUBNUCs, PROSUPER as pessoas devem repensar a história pra entender que não foi o Lula nem FHC que decidiram. Foi a MB. São programas que formam a espinha dorsal assim como a 2ª Esquadra. Se não saiu ainda, deve-se pensar antes de escrever.

    Extatamente,e aí nós entramos em um debate aonde fica claro que não existem programas de estados, existem programas de governo ou ainda de comandantes.

    Todo mundo sabe que não é possível a MB manter e operar um PA full, mas inisistiram nesta piada aí está, são 12 anos de SP, 15 de A 4 e ZERO de operação.

    Todo mundo sabia que seria muiiiito difícil tirar mais dinheiro do GF que já tinha alocado todos aqueles recuros no Prosub para um novo projeto milionário como o Prosuper, mas os megalômanos do atual comando da MB inisistriram nesta tese, resultado viram agora que a nau(erário público) está´fazendo agua e que provavelmente não haverá a mínima chance emplacar o projeto a curto prazo, e tempo é o que a MB não tem mais no caso dos escoltas porque a maioria stá no fim de sua vidas úteis.

    Tchê, segunda esquadra é digno de livros de fantasias. Não temos nem a única esquadra em condições mínimas de combate e querem criar outra

    Fica a dica: escrevam antes no EDITOR DE TEXTOS, vulgo WORD para depois passar para o blog. Você terá uma surpresa!

    Dica aceita.

    E não concordo nem sei escrever de acordo com o novo acordo ortográfico.
    Abraços – PCOA

    Grande abraço

  31. Almeida 8 de dezembro de 2013 at 22:59 #

    Só pode reduzir à briga política críticas bem fundadas quem realmente é da turma do “rouba mas faz”.

    Caros, “fazer” implica em fazer “direito”.

    Se roubou, tá errado. Se superfaturou, tá errado. Se priorizou mal, tá errado. Nossos impostos, por mais altos que sejam, ainda são recursos finitos e escassos. Gastar bem é essencial, especialmente quando falamos em defesa. Um NAe que está há 12 anos no dique e nada é pior que nada, pois torra o dinheiro necessário para outras áreas.

    Vira lata, então, é quem defende essa corja que faz tudo de qualquer jeito, se der certo vende no palanque pra próxima eleição, se der errado quem paga o pato é a próxima administração e o povo, dane-se. Parabéns campeões! Vocês estão lambendo as botas de quem chuta vocês!

  32. Almeida 8 de dezembro de 2013 at 23:02 #

    Faz o seguinte, ó: deixem seu cartão de crédito comigo que eu faço as compras de mês da sua casa por vocês!

    Vai ter refrigerante, biscoitos, arroz e feijão, tudo que vocês precisam pra comer, mas tudo de marca ruim e eu fico com 40% a mais do valor das compras, tá?

  33. pco-andrade 9 de dezembro de 2013 at 0:26 #

    Caro Juarezmartinez, obrigado pelas considerações, ponto a ponto. Forte abraço.

  34. joseboscojr 9 de dezembro de 2013 at 7:52 #

    Só pegando o gancho dos comentários, além da substituição do canhão de 114 mm pelo Super Rapid (ou pelo 57 mm) a nova Barroso poderia substituir o canhão singular Trinity pelo duplo Dardo, mantendo a mesma munição das outras escoltas, mas com um incremento considerável de poder de fogo.
    O poder de fogo do Dardo é maior que o de um canhão de 57 mm e é capaz de prover um sistema antimíssil bem consistente, claro, na dependência do sistema de combate do navio.
    Uma Barroso modificada poderia ficar assim:
    Um canhão Super Rapid à vante
    Um canhão Dardo de 40 mm voltado para ré
    Lançadores de torpedos
    4 SSMs (??)
    Convoo/hangar.

    Somente a substituição do Mk-8 e do Trinity pelo Super Rapid e pelo Dardo já seria uma alteração considerável a um custo mínimo.

  35. bitt 9 de dezembro de 2013 at 10:50 #

    pcoandrade e martinez,
    parabéns. Reforço: parabéns aos dois! Vcs conseguiram entabular um debate técnico levantando os aspestos políticos específicos (ou seja, que dizem respeito objetivamente à MB) e gerais (que dizem respeito ao GF e ao estado brasileiro). E o jbosco, pelo que noto desde sempre, gde especialista, acrescentou uma questão técnica que fala diretamente ao interessado em aspectos tecnologicos.
    Enfim, umas quatro páginas (como sempre faço, andrade, cortei todos os textos e colei no editor, para poder ler com mais atenção) de alto interesse. Para não me estender demais, vou tocar em apenas alguns tópicos que me pareceram mto interessantes.

    1.“Nossa marinha é sim melhor que a deles. Porém possui responsabilidades de guarda costeira, marinha fluvial e marinha de guerra. É muita coisa!!! Tem que desmembrar!!!!”
    Essa discussão sobre a necessidade de uma “guarda costeira” (ou “polícia naval”, como diziam na minha época), vai e volta, de modo recorrente, dentro da MB, nos últimos 50 anos. Na década de 1980, qdo esse debate foi mais aceso, era opinião corrente entre a oficialidade dos postos superiores (CMG, CF, CC), que traria enormes desvantagens sem trazer vantagens. Inclusive pelo fato de que, provavelmente, a MB acabaria tendo de arcar com a logística dessa nova corporação. Falava-se também que o efetivo de uma “polícia naval” dificilmente serviria de reserva de contingência para a MB (como a GC dos EUA serve para a Marinha dos EUA), tanto qto as PMs não servem de reserva de primeira linha par o EB.

    2. “Readequar as Inhaúmas, colocando e deixando armamento mais leve, removendo o canhão, tubos de torpedo e SSMs, limitando os sensores ao bom desempenho de uma patrulha e segurança da tripulação, afinal possui um convôo que não pode ser desprezado…”
    O problema das Inhaúma é o conceito, em primeiro lugar. É uma “corveta” ou uma “minifragata”, como chamam alguns analistas? Qual é a missão desse tipo de nave? Patrulha de águas ribeirinhas (no sentido de “próximas à costa continental”) ou “escolta de águas abertas”, o que significaria um navio de linha de combate, adequado a formar GTs com unidades maiores? O conceito determina o emprego, e daí as características estruturais, armamento e sensores – como fica mto claro, por exemplo, nessa classe “Amazonas” de NaPOc’s. O outro problema das Inhaumas é o projeto – e esse é incontornável. O Martinez explicou bem – as “características marinheiras” dessas naves são péssimas. A MB tentou, por seus meios, compensar a instabilidade em mar grosso e em velocidade, e não conseguiu. O problema de fundo das Inhaúmas, vai por mim, é, antes de tudo, o Atlântico Sul e o regime de mar da costa brasileira. Em minha opinião seria o caso de assumir o erro e desativa-las, para poupar dinheiro.
    3. “Investir na Barroso MOD, com versões simples, mas dedicadas, ASuW, ASW, AAW, bem equipadas de sensores e em bom número. Muita coisa em poucos navios vai ficar caro e não será bom para o desempenho em geral. Inclusive os canhões de 114mm poderiam ser utilizados para uma versão ASuW…”
    Ponto levantado pelo Martinez com o qual concordo totalmente: construir umas dez ou doze unidades, tvz com as modificações de armamento que o bosco sugeriu, ou coisa semelhante. Dentre outras vantagens de uma ação dessas, estaria o tremendo incentivo à indústria militar nacional e a possibilidade de desenvolver outros projetos, com a experiência adquirida. Aí mora nossa vantagem sobre Chile e Argentina. Nós desenvolvemos, ao longo da segunda metade do século XX, um parque universitário e tecnológico (as universidades, institutos tecnológicos e laboratórios de pesquisa e desenvolvimento) capaz fornecer a mão de obra e apoiar a indústria com concepção e projetos. Nós já temos um Complexo Industrial de Defesa, e vale a pena investir nele. Nosso maior problema é a falta de foco estratégico. O que queremos das FFAA? O país nunca teve uma política de defesa decorrente de uma real abordagem dos interesses nacionais. A END é um primeiro passo, mas não pode se resumir apenas a um conjunto de documentos – tem de corresponder a ações objetivas em termos militares, no sentido inclusive de resolver o dia a dia das FFAA, ou seja, os problemas dos meios existentes. Pelo q explicou o Martinez, a vantagem chilena está em terem FFAA realmente em regime de pronto aprestamento da Marinha do Chile. Mas o Chile tem um foco estratégico bem formulado – a defesa do território, e eles tem grandes problemas relativos a esse ponto. Segundo nossas elites e nossos promadores de opinião, somos um país pacífico e não temos problemas imediatos.

    “Todo mundo sabia que seria muiiiito difícil tirar mais dinheiro do GF que já tinha alocado todos aqueles recuros no Prosub para um novo projeto milionário como o Prosuper, mas os megalômanos do atual comando da MB inisistriram nesta tese…”
    Resta saber pq o ProSub tomou as características que tomou, e pq o ProSuper a mesma coisa. Seria interessante examinar a conjunção de fatores estratégicos que levaram a concepção dos dois projetos, e pensar um pouco no fato de que a MB tem investido forte, nos últimos 40 anos, em aprestar a Força de Submarinos, desde a compra, no fim dos anos 1960, dos Oberon (além de não podemos esquecer, quatro unidades bastante atualizadas, na época, de Guppy II e III de segunda mão) . Olhado fora da briga política, o ProSub faz sentido, desde q a MB passe para um terceiro patamar (os dois anteriores foram adquiridos com os Oberon e com os Tamoio) – o do domínio tecnológico pleno. Já o ProSuper, dentro da linha que foi concebido, faria menos sentido, pq já teríamos capacidade de projetar escoltas de capacidade considerável aqui mesmo – o que certamente sairá infinitamente mais barato do que comprar quatro unidades de um produto que até os europeus acham mto caro.

  36. daltonl 9 de dezembro de 2013 at 11:53 #

    Só uma pequena correção: foram 7 e não 4 os Guppys
    recebidos no inicio dos anos 70 e durante um curto periodo de tempo +/- 1 ano chegamos a ter 10 submarinos, com os 3 Oberons incorporados entre 1973 e 1977 até a baixa dos 2 primeiros Guppys em 1978.

    Também é mais correto referir-se aos IKLs como Tupis e não Tamoios já que o Tamoio foi o segundo da classe.

    Como o próprio Almirante Maximiniano definiu, nossas “corvetas” são de fato fragatas leves para operar no mar
    e essa idéia de transferir navios da Esquadra para uma Guarda Costeira não é nova, pois houve quem defendesse repassar alguns velhos CTs que estavam dando baixa nos anos 80 e adapta-los para essa nova função, idéia que não deu em nada.

    Construir novas “Barrosos” é uma excelente idéia, mas,
    há um motivo da Marinha perseguir combatentes de superficie na faixa das 6000 toneladas.

    Não são tão caras como naviosde 8000 toneladas e nem limitadas quanto navios de 4000 toneladas, no que tange sensores, armas, aeronaves embarcadas e espaço para crescimento durante mais de 30 anos de vida útil.

    O ideal seria um núcleo de navios maiores e mais capazes, 5 ou 6, complementados por navios menores,
    as novas Barrosos por exemplo, 10 ou 12 unidades.

    Mas, parafraseando Gus Grisson…”No bucks, no Buck Rogers” então só nos resta especular do que será a
    Marinha na próxima década.

  37. joseboscojr 9 de dezembro de 2013 at 19:24 #

    Como a eficiência de sistemas antimísseis que usam o conceito “control kill” é diretamente proporcional a quantidade de fragmentos por unidade de tempo, os canhões que adotam projéteis de fragmentação e explosão aérea podem ser assim classificados:

    Super Rapid de 76 mm: o projétil pesa cerca de 6,2 kg e o canhão tem uma cadência de 120 t/min, o que equivale a cerca de 24 quilos em 2 segundos.

    O Bofors 57 mm calça um projétil de 2,3 kg e tem uma cadência de 220 t/min, o que representa uns 16 kg em 2 segundos.

    O Trinity tem um projétil de fragmentação de cerca de 1 kg, com uma cadência de 330 t/min, que equivale a uns 10 kg em 2 segundos.

    O Dardo tem o dobro, cerca de 20 kg em 2 segundos.

    O Millennium de 35 mm tem um projétil de 550 gramas com uma cadência de 1000 t/min, o que equivale a 19 kg em 3 segundos.

    Basicamente a classificação fica assim (não é minha intenção ser preciso), levando-se em consideração uma rajada de 2 segundos, que é razoável em se tratando de tentar neutralizar um míssil anti-navio:

    1º lugar: Super Rapid (76 mm) com 24 kg
    2º lugar: Dardo (2 x 40 mm) com 20 kg
    3º lugar: Millennium (35 mm) com 19 kg (AHEAD)
    4º lugar: Bofors 57 mm com 16 kg
    5º lugar: Trinity de 40 mm com 10 kg

  38. joseboscojr 9 de dezembro de 2013 at 20:30 #

    O Super Rapid é claramente um divisor de águas no mundo dos canhões navais.
    Se aumentarmos o calibre para além de 76 mm há um aumento da massa do projétil mas na mesma proporção há uma redução da cadência de tiro.
    Por exemplo, o melhor dos canhões navais de grosso calibre (de 100 mm pra cima) para a função antiaérea e que alega ser eficaz na função antimíssil é a versão mais atualizada do 100 mm francês, que dispara um projétil de 13,5 kg numa cadência de 80 t/min.
    Na prática fica bem além do Super Rapid.
    O Mk-8 de 114 mm é ainda pior na função antiaérea, com um projétil de 21 kg e cadência de 26 t/min.
    Trocando em miúdos, o limite de calibre eficaz na função antimíssil é o 100 mm francês, mas ainda perde feio para o Super Rapid.
    Acima de 100 mm, como os calibres 114mm, 120 mm e 127 mm, a função anti-superfície passa a ganhar terreno na medida em que a eficácia da função antiaérea decai drasticamente.
    Há tentativas de melhorar isso, como no caso do sueco de 120 mm com 21 kg e 80 t/min e o 127 italiano, com um projétil de 31 kg e 40 t/min, mas no geral o Super Rapid impõe sua superioridade.
    Saindo do modo “off topic”. rsrssss

  39. Control 10 de dezembro de 2013 at 20:28 #

    Srs

    É necessário separar alhos de bugalhos.
    Uma coisa é a necessidade do país dispor de subnucs e a outra é um contrato onde o país compra um casco vazio (já dispondo da tecnologia para construir os ditos cascos), um estaleiro e 4 subs diesel elétricos.
    Uma coisa é buscar um investimento necessário, senão essencial, caso do desenvolvimento do reator e dos sistemas de energia e propulsão e outra é garantir o dinheiro para a construção de um estaleiro, um casco vazio e 4 subs não prioritários.
    Uma coisa é prestar homenagem aos cientistas, engenheiros e técnicos que, sob a coordenação da MB conseguirem desenvolver o reator e os sistemas de energia e propulsão necessários ao subnuc tupiniquim e outra é aplaudir e se maravilhar com a execução de um contrato que, na prática, não é essencial e pouco contribui para a execução de objetivo de dotar o país com a tecnologia dos submarinos nucleares.
    Parece que a MB conseguiu enganar a si mesma: ao tentar garantir, finalmente, um fluxo mais estável e substancial para o subnuc, comprometeu uma boa parte do investimento num contrato que não garante o subnuc, garante apenas o casco; e, em conseqüência, precisa apertar ainda mais seu orçamento para os investimentos verdadeiramente essenciais (reator, etc) e corre o risco destes investimentos sofrerem com os cortes que virão.
    Dentro desta realidade, há pouco que se comemorar.

    Sds

  40. Control 11 de dezembro de 2013 at 5:56 #

    Srs

    As questões e discussões do subnuc, das escoltas de 6000 ton, dos NAes, da Segunda Esquadra, etc; no fundo, refletem a questão básica, sem a qual não existe planejamento e nem horizonte claro: Para que e porque o Brasil deseja ou precisa de FA´s e, especificamente, da MB?
    Se, numa visão geopolítica, nossos líderes políticos e militares entendem que o Brasil não tem, nem terá inimigos e não sofrerá nenhum ataque, conforme defendem muitos, as FA´s, MB inclusa, são uma despesa inútil e deveriam ser extintas;
    Por outro lado, se existe a possibilidade de nosso país ser atacado, nos próximos anos, dentro de um horizonte passível de ser vislumbrado, as FA´s, MB inclusa, deverão ser preparadas para tal possibilidade, avaliando-se os cenários possíveis e adotando-se as medidas preparatórias para enfrentar as contingências mais prováveis.
    Teoricamente as opções pelo subnuc, pelos NAE e pelas duas esquadras nasceram de estudos de possíveis cenários futuros em que tais recursos seriam imprescindíveis para a ação da MB em defesa do Brasil.
    O problema é que, quanto mais a frente se busca estabelecer um cenário possível e um planejamento para ele, mais chance existe de se cometer erros, pois eventos não previstos podem acontecer. Como exemplo mais notável, pode-se citar o fim da URSS. Outro problema é que o planejamento de longo prazo sofre com as mudanças tecnológicas, e na área militar isto pode ser fatal, tanto que um dos fatores mais citados para a derrota em guerras é o de se tentar lutar uma nova guerra com técnicas da guerra anterior.
    É certo que o cenário geopolítico está mudando e sinalizando que a MB, talvez, tenha sido tímida em sua avaliação de necessidade de meios, se o objetivo é garantir um poder de fogo capaz de ter um efeito dissuasório razoável em relação às potências militares de 2030. E aí, como é que fica, se o considerado “sonho da MB” tende a ser insuficiente ou inadequado e não consegue sair do papel?
    Um subnuc de ataque terá algum efeito dissuasório válido contra marinhas mais poderosas? Duas esquadras centradas em dois NAes serão suficientes e adequadas para as ameaças esperadas? As tão sonhadas escoltas de 6000 toneladas não serão, simplesmente, alvos maiores e mais fáceis de serem anuladas do que escoltas menores e em maior número? O São Paulo estará operacional a tempo e em condições adequadas para fornecer a massa crítica em conhecimento e pessoal para os sonhados novos NAes? Nossos almirantes não estão empenhados em uma marinha tecnologicamente defasada no tempo, face a inovações como os UCAVs, AUVs, AIPs, PEMs, etc?
    São questões de resposta difícil, ainda mais porque o Brasil ainda não sabe para onde vai e, parece, nem para o que existe.

    Sds

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