US Navy? Não, é a PLA Navy!

PLAN ships and Liaoning - 1

Foram liberadas as primeiras fotos do navio-aeródromo chinês Liaoning operando com outros navios da Marinha do Exército de Libertação Popular da China. Aos poucos a China vai materializando, com muito trabalho e investimentos, o sonho de possuir uma verdadeira marinha de águas azuis.

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

65 Responses to “US Navy? Não, é a PLA Navy!” Subscribe

  1. aldoghisolfi 2 de janeiro de 2014 at 14:42 #

    Dizer o que? Parabéns, fico com inveja.

    ISSO É PROJEÇÃO DE PODER!

  2. daltonl 2 de janeiro de 2014 at 15:02 #

    Ainda não !

    Primeiro ele terá que ter uma ala aérea, por enquanto estã formando pilotos.

    Segundo ele terá que deixar as proximidades da China e rumar por exemplo para o Oceano Indico, aí sim, será projeção de poder, ao menos como entendo e é o que temos visto com o CDG, os NAes da US Navy e o Kuznetsov russo quando este deixa sua base passa pertinho do Reino Unido e adentra no Mediterraneo.

    No caso dos NAes chineses já que mais deverão ser construídos, limitarem-se aos mares próximos do continente veremos como um complemento da Força Aerea, ou em outras funções de um NAe como controle de área maritima ,mostrar a bandeira para amigos e potenciais inimigos, etc.

    Mas futuramente, quem sabe por onde andarão, ou melhor, navegarão :)

  3. Fabio ASC 2 de janeiro de 2014 at 15:04 #

    Não desmerecendo o esforço chinês, mas comparar isso aí com a US Navy… já é demais.

    Um Wasp com sua ala aérea e escoltas já dá um couro nisso aí.

  4. aldoghisolfi 2 de janeiro de 2014 at 15:23 #

    HOMENS DE DEUS!… há pouquinho tempo atrás eles estavam comendo de pauzinho e querendo parceria com a MB para treinarem no São Paulo…

    Evidente que o chamado foi ufanista, não há como comprarar com a velha NAVY, que ainda é a mais poderosa, sem a menor dúvida.

    Quando falei em projeção de poder quis me referir aos roblemas com o Japão, quase que num mar doméstico.

  5. daltonl 2 de janeiro de 2014 at 15:52 #

    Pessoalmente achei bem interessante o titulo e de longe engana mesmo, parece um CSG da US Navy.

    Mas projeção de poder no meu entendimento é quando se sai do “mar doméstico” e vai projetar poder longe, aí que citei por exemplo o Indico.

    Quanto ao “Wasp” dar um “couro” é bom lembrar que a US Navy abandonou faz alguns anos o conceito ESG ou Expeditionary Strike Group e hoje os “Wasps” navegam acompanhados apenas por um LPD e um LSD e embarcam um destacamento de apenas 6 Harriers.

    No caso de haver necessidade, algo que ocorreu pouquissimas vezes, 2 esquadrões de Harriers dos fuzileiros poderão ser embarcados e mediante um treinamento de alguns meses, combatentes de superficie poderiam ser adicionados, mas não é algo
    do tipo “plug and play”.

  6. Marine 2 de janeiro de 2014 at 16:09 #

    A foto demonstra muito mais pretensao propagandista do que real capacidade expedicionaria de marinha de agua azul.

    O que realmente faz um carrier strike group de uma marinha de agua azul, sequer aparece na foto – navios auxiliaries, oilers, replenishment e outros. A PLAN esta longe de ter como apoiar um battle group a longa distancia.

    “Amateurs talk tactics, professionals talk logistics”.

    Outra, a PLAN na foto colocou um navio anfibio com seu NAe. Nao existe battle group com os dois. Um NAe tem que operar longe da costa pra sobreviver, enquanto o Anfibio faz o contrario, so opera proximo da costa.

    SF!

  7. daltonl 2 de janeiro de 2014 at 16:56 #

    Há ocasiões Marine em que uns anfibios podem pegar carona com seus amigos maiores e treinarem juntos.

    Alguns anos atrás os NAes USSs Nimitz e John Stennis adentraram o Golfo Pérsico acompanhados pelo
    USS Bonnhomme Richard um LHD além de outros navios e fizeram muitos treinamentos antes e depois de sairem de lá.

    As imagens impressionaram-me muito na ocasião, mas,
    concordo que normalmente uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa. :)

  8. Marine 2 de janeiro de 2014 at 17:01 #

    Exato Dalton,

    Uma coisa e treinar, navegar junto pra usarem as mesmas escoltas, e posar pra foto. Outra coisa e conceito de operacao, ja que em uma real operacao um anfibio e um NAe ficariam bem longe um do outro.

    E ainda fica o que disse acima, nao da pra comparer 5 oilers na PLAN com 36 Fast Replenishment ships na USN. Ainda nao meus amigos, tem que comer mais feijao e arroz ainda hehehe ;)

    Sds!

  9. daltonl 2 de janeiro de 2014 at 17:20 #

    36…não sei não…são 15 AOs, 14 AKEs e 4 AOEs, o que dá 33 e dentro de alguns meses 2 dos gigantes AOEs
    serão retirados de serviço, justamente os baseados no Pacifico, meio estranho, com toda essa movimentação de navios para o Pacifico.

    Pelos cálculos da US Navy unir um AO com um AKE é melhor e mais em conta que ter um AOE, mesmo esses sendo relativamente novos e que teriam muitos anos de vida ainda.

    Salvo alguma mudança, o plano é substituir todos os AOs da classe kayser por 17 AOs até um pouco maiores e todos com casco duplo e ter 12 AKEs, outros dois operariam principalmente com os esquadrões de preposicionamento.

    Mesmo assim, uma força considerável.

    abs

  10. Fabio ASC 2 de janeiro de 2014 at 17:22 #

    Admiral Daltonl, jamais os EUA mandariam um Wasp contra…. qualquer coisa… só citei o mesmo por se tratar de algo bem mais simples que um NAe Nuc…

  11. MO 2 de janeiro de 2014 at 17:41 #

    carai uma photexaro ….

  12. luizblower 2 de janeiro de 2014 at 18:29 #

    O que impressiona é que a China está andando com consistência. Desenvolveu as escoltas, os LPDs, agora o NAe (ok, esse não é totalmente feito lá, mas é o primeiro).

    Com certeza esse Battle Group aí ainda não ameaça seu equivalente americano. Mas já é uma força de respeito em qualquer oceano, dá um trabalho danado pra qualquer um.

    O que tá faltando aí é a aeronave AEW. Também não sei qual é a capacidade ASW dos chineses. O Japão tem uma frota da SSK de respeito.

  13. MO 2 de janeiro de 2014 at 18:46 #

    Em tempo – Mais um supramax “do doce’ para os iranicos – 26 fotos =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/01/mv-asia-9ha2328-turnaround-em-embarque.html

  14. Marine 2 de janeiro de 2014 at 19:06 #

    Dalton,

    Tens razao! I shot from the hip sem olhar minhas fontes, hoje sao 33 navios logisticos para replenishment at sea.

    Abs!

  15. joseboscojr 2 de janeiro de 2014 at 19:40 #

    Mas será que a capacidade atual OTH do USMC não habilita os navios de guerra anfíbia (incluindo os de assalto anfíbio como os LHD e LHA) a operarem mais próximos dos NAe?

  16. Marine 2 de janeiro de 2014 at 19:51 #

    Bosco,

    Sem o AAAV ficara dificil, um Battalion Landing Team nao tem como e nem deveria, fazer toda a operacao anfibia somente com os Ospreys. Infelizmente os AAVs ainda estao limitados a 2 milhas por hora, deixando-os muito proximos da costa ainda.

  17. Marine 2 de janeiro de 2014 at 19:54 #

    Hoje o USMC ainda faz a primeira “wave” de uma invasao anfibia dividindo tres companhias de infantaria de linha em AAVs, Helos, e botes ou embarcacoes. As chamadas “Track, Helo e Boat Companies”.

  18. Santana Denis 2 de janeiro de 2014 at 20:06 #

    MO o troll do Poder Naval.

  19. Oganza 2 de janeiro de 2014 at 20:16 #

    Marine,

    a solução aos AAVs seriam os EFVs correto?

    Eles foram mesmo cancelados ou colocados de molho?

    Sds.

  20. joseboscojr 2 de janeiro de 2014 at 20:21 #

    Marine,
    Num desembarque em área “quente” só se usa o AAV-7?
    Os LCAC e os LCM só são usados em desembarques menos “agressivos”?
    Se o AAAV tivesse vingado o assalto poderia se dar OTH?
    Um abraço.

  21. joseboscojr 2 de janeiro de 2014 at 20:23 #

    Marine,
    Você respondeu meus questionamentos no seu comentário das 19:54. Não havia visto!
    Mas se quiser fique a vontade pra complementar.

  22. Marine 2 de janeiro de 2014 at 20:35 #

    Bosco,

    Os LCACs geralmente sao usados depois da primeira “onda” de desembarque e quase sempre com veiculos ao inves de abarrotados de infantaria, os LCMs vem depois ainda.

    Na preimeira onda de “forced entry” mesmo geralmente sao so os AAV e Helos. Entao sem o EFV (depois do seu cancelamento) o USMC agora busca por outra maneira de ter a sua sonhada capacidade OTH.

  23. Oganza 2 de janeiro de 2014 at 20:55 #

    Marine,

    EFV cancelado… obrigado.

    Mas, se puder lo’gico, explica umas coisas por favor:

    – O uso dos AAVs ainda é feito só por sua descrição e dispersão na landing zone ou por simples falta de um veículo que o substitua?

    – O uso dos LCACs na primeira onda não é feito por ser um bem de alto valor (ele e sua carga), então é por isso que ele vai na segunda onda, com a landing zone “garantida”?

    – E os relos, seu desembarque é feito pelos flancos ou atrás das linhas?

    Acho que perguntei de mais… rsrsrs

    Sds.

  24. joseboscojr 2 de janeiro de 2014 at 20:57 #

    Marine,
    Você tem ideia de qual seria essa “outra maneira”?
    Será que vão aperfeiçoar o AAV-7 paulatinamente para que possa cumprir a missão dos finados EFVs ?

  25. Marine 2 de janeiro de 2014 at 21:05 #

    Oganza,

    O AAV ainda e um excelente veiculo para a sua funcao primordial, mas o USMC gostaria de ter um veiculo mais rapido e com melhor protecao e letalidade se ele tiver que ser usado como um APC/IFV alem da cabeca de praia.

    Vejam bem, o infante nao passara mais de 2 horas de viagem dentro de um veiculo blindado no meio do mar ate chegar a praia, entao veja a diferenca de alcance de um veiculo que faz 2 milhas por hora e um que faca 20 ou mais. Sem contar o muito maior leque de opcoes de onde chegar na costa quando se esta OTH ou quando se esta a apenas 2-4 milhas da costa.

    Ja com o LCAC e isso mesmo, ele um bem de altissimo valor e um belo de um grande alvo, entao so na ultima hipotese ele e usado na primeira onda. A USN nao tem LSTs, entao se perdermos um LCAC complica bastante o apoio de carros de combate a infantaria hehehehe.

    Ja com os Helos, ele acima de tudo prove flexibilidade, entao nao existe uma standard operating procedure dizendo que pouse na retaguarda ou nos flancos, isso cabe ao comandante, o terreno e dezenas de outras coisas. O importante e que ele pousa aonde o comandante precisa colocar forcas!

    Semper Fi!

  26. Marine 2 de janeiro de 2014 at 21:07 #

    Bosco,

    Infelizmente nao tenho a minima ideia, isso esta muito alem do meu patamar amigo rsrs. Eu pessoalmente acho que o AAV ficara por ai ate que esteja no osso complete, provavelmente apos alguma modernizacao.

    Na minha opiniao ele caira naquela coluna que diz o “que gostariamos de trocar” ao inves do que “absolutamente precisamos trocar” hoje.

  27. joseboscojr 2 de janeiro de 2014 at 21:28 #

    Marine,
    Os americanos se prendem a alguns paradigmas e isso afeta a escolha de armas, principalmente em momentos de crise financeira.
    Sem dúvida isso é bom por um lado, mas ruim por outro.
    Por exemplo, quando cancelaram o AAAV cancelaram também o SLAMRAAM e o motivo alegado para o veículo de combate foi que desde a SGM o USMC nunca havia desembarcado sob fogo cruzado e no caso do sistema antiaéreo foi que o último americano morto por ataque aéreo foi em 1945.
    Isto é contar muito com o ovo no orifículo galináceo já que amanhã essa “fragilidade” pode ser explorada por um hipotético inimigo.
    Para um país com tantos cenários possíveis à vista, sem dúvida prevenir é melhor que remediar.
    Um abraço.

  28. joseboscojr 2 de janeiro de 2014 at 21:32 #

    Só de curiosidade, quando cancelaram o AAAV cancelaram também o ERGM de 127 mm que permitiria aos navios efetuarem apoio de fogo OTH.
    Ou seja, na mesma época os Marines e a USN levaram duas cacetadas.
    Na verdade três cacetadas tendo em vista que o SLAMRAAM também seria adquirido pelos Marines.

  29. Oganza 2 de janeiro de 2014 at 21:48 #

    Marine,

    Vlw… minha visão de assalto anfíbio, e acho que da maioria, é muito influenciada pelo cinema e que está totalmente fora da realidade do Moderno Assalto Anfíbio.

    Então Game Over pro EFV – ponto para o F-35B, um pena, achei incrível suas capacidades que li em um pdf da GD aqui comigo. 3 crew+17 troops, 23 MPH na água, 45 MPH em terra e com um alcance absuro de 65 mn na água.

    Uma perda total em capacidades, flexibilidade e ainda era melhor armado. Então vida longa aos AAVs… fazer o que né?

    Sds.

  30. joseboscojr 2 de janeiro de 2014 at 21:56 #

    Oganza,
    Enquanto não existir um desses os LCAC não poderão ser utilizados na primeira onda.http://static4.wikia.nocookie.net/__cb20100328143217/jamescameronsavatar/images/8/80/Dragongunship.png

  31. Oganza 2 de janeiro de 2014 at 22:15 #

    Bosco…

    hahahaha mas esse ai perdeu pros lagartos voadores montados por gente azul… rsrsrs

    Mas falando sério, os AAVs são uma tortura… a coisa navega a 13 km/h, é capaz do Michael Phelps dar 5 minutos de vantgem, saltar atrás e ainda chegar na praia primeiro… rsrsrs

    Agora a coisa tem autonomia de mais de 5 horas, ainda bem que o Marine esclareceu que ninguém vai ficar lá dentro por mais de 2.

    Eu até gosto do veículo, é simpático, passa uma sensação de segurança e tal, mas pelo que o Marine falou, tem poucas possibilidades para se expandir o seu envelope de emprego, uma pena.

    Sds.

  32. Requena 2 de janeiro de 2014 at 22:17 #

    Por isso gosto da Trilogia.

    Entro pra ler a matéria sobre o porta aviões chinês e tenho uma “aula” do Marine sobre assalto anfíbio no USMC.

    :)

  33. Marine 2 de janeiro de 2014 at 22:23 #

    Bosco,

    Concordo com voce amigo, apesar de tanto dinheiro gasto com defesa ainda nao sobra dinheiro pra certas coisas porque apesar de toda a conversa sobre “jointness” cada ramos das forcas armadas americanas ainda se preocupa muito mais com seu proprio bacon do que com o bem comum.

    Eu mesmo sou contra a compra de tantos F-35 ao detriment de varios outros programas. Na minha humilde opiniao os EUA deveriam sim ter o F-35 mas nao nos numerous envisionados, e deveriam ter tambem uma outra opcao mais barata (talvez ate com menos capacidades) mas para as inumeras missoes futuras que nao necessitarao um caca stealth.

    Outro exemplo e a insistencia do Army agora em defender o indefensavel (o seu tamanho que nao ha necessidade no curto a medio prazo). Em tempos de paz, em que o pais nao esteja envolvido em uma longa Guerra, e muito mais crucial uma forte marinha e ate uma forca aerea do que um exercito que leva meses pra chegar a qualquer lugar com forcas suficientes pra influenciar o campo de batalha.

  34. Marine 2 de janeiro de 2014 at 22:28 #

    Oganza,

    Mas isso e normal amigo, a maioria das pessoas e ate militares de outras forcas tem essa impressao. O US Army ate hoje ainda pensa que pra fazer uma operacao anfibia ele pode “replace” o USMC.

    O que isso mostra bem e que se um CFN de um pais nao possui pelo menos um veiculo como o AAV, ele simplismente nao tem real capacidade anfibia alguma.

    Operacao anfibia sem porta-helicopteros e sem AAV, so na base de bote zodiac, ou LCM e pedir pra ser um massacre. Claro que me refiro a desembarque contestado, porque em praia vazia nao conta ;)

  35. Oganza 2 de janeiro de 2014 at 22:48 #

    “replace USMC”… vixe, isso é muito choque de doutrina.

    Tem que pedir pra eles explicarem então como o valor de cada soldado do US ARMY é em média 15% a 20% mais caro que um Marine e por que… talves ai eles consigam manter suas fileiras.

    Sds.

  36. joseboscojr 2 de janeiro de 2014 at 22:51 #

    Uma opção mais em conta que eu acho a cara do Marines é o OV-10 Bronco.
    Sempre tive apreço por esse “aviãozinho” que podia decolar dos LHA/LHD.
    Tinha uma estética e um porte impecáveis.
    Lógico, não esqueço que o ST também cairia bem.

    E mudando de pato pra ganso e viajando na maionese, enquanto não desenvolverem num futuro distante dirigíveis e ekranoplanos com mais de 1000 toneladas de carga útil não haverá como o exército se desdobrar rapidamente.
    Mas creio ser uma evolução natural.

  37. Control 2 de janeiro de 2014 at 23:14 #

    Srs

    As fotos são de propaganda, mas, se considerarmos o que a China tinha há 10 anos, ela progrediu bastante.
    E, segundo seus planos de expansão naval, não demorará muito e teremos forças tarefas chinesas nucleadas em NAes passeando longe das costas da China e até pelo Atlântico Sul.
    É bom lembrar que:
    • A China tem, praticamente, um quarto da população mundial e cresce a mais de 7 % ao ano;
    • Os chineses entendem que foram o maior país em poder militar e econômico do mundo por centenas, senão milhares de anos, e pretendem recuperar esta posição;
    • Os chineses planejam a longo prazo e tem executado seus planos.

    Sds

  38. Marine 3 de janeiro de 2014 at 0:12 #

    Control,

    Eu particularmente nao acho que a Marinha da China tenha pretensao de se igualar a USN. No fim das contas e um investimento carissimo que nem sempre faz sentido para a esmagadora maioria dos paises do mundo.

    O que a China provavelmente fara e dotar-se de uns 3 Carrier Groups que operarao ate a 2nd cadeia de ilhas, sobre o guarda-chuva aereo da PLAAF e PLAN, e com no maximo a capacidade logistica de ter um desses grupos apenas navegando mundo afora para mostrar bandeira ou influenciar eventos de interesse seu.

    Isso tudo e bem diferente da USN que modo grosso e a policia maritime do mundo, navegando e operando em alto mar, com logistica espalhada mundo afora.

  39. rommelqe 3 de janeiro de 2014 at 0:22 #

    Prezados,
    Entendo que a USNavy e a PLA, em termos de grupo de batalha centrado em PAs são, de certa forma, incomparáveis, pelo menos em seus respectivos aparentes propositos.

    Projeção efetiva de poder pela Navy significa realmente atuar em um cenário de guerra bem distante de sua base, com uma filosofia muito fortemente centrada em autonomia logistica (assim entendi o comentário do Marine). Seu poder de fogo e sua defesa enquanto grupo autonomo sem duvidas tem na propulsão nuclear do PA um apelo marcante, malgrado, logicamente, só a munição e os combustiveis navais e aereo necessarios para os demais elementos já representem, imagino, uma “guerra” à parte; se falarmos em alimentação, etc e tal então é como prover meios para manter uma cidade de 10.000pessoas, certo? Durante meses.

    Já a PLA imagino, trabalha com cenários muito diferentes. Manter um grupo parecido com o das fotos deste post (concordo que até aí elas foram divulgadas muito mais para efeito publicitário) teria por objetivo “estender” suas bases aéreas em áreas relativamente próximas das suas extensas costas marítimas; “projetar poder” no caso da PLA hoje me parece significar estar presente e atuar nas regiões do mar da China, imediações do Japão, Coreia; os virtuais embates na região (espero que nunca ocorram…) seriam muito mais intensos, simétricos e rápidos do que aqueles que a Navy estaria envolvida ao prover apoio na região do Iraque , Libia e assim por diante.

    Moral da estória (sem h): faz todo o sentido a PLA trabalhar com PA não necessariamente nuclear e uma frota enorme de suporte AAW/ ASW (vejam os dois submarinos de ataque/defesa na ultima foto) enquanto que necessariamente a logistica da Navy consiste na sua maior dificuldade. Isso nos cenarios de hoje. Concordam?

  40. Colombelli 3 de janeiro de 2014 at 1:12 #

    Avançam rápido, ainda escondendo as garras para não “levantar a lebre”.

    Não teria tanta certeza que as ambições deles são modestas.

    Gigantesca população. Sem fronteiras agrícolas, com pouco recursos, quase todos de fora. Compram terras a rodo aqui e na Argentina, e Peru por interpostas pessoas, empresas de fachada. Na África, você chuta uma moita sai cinco deles. Os interesses dele estão aqui e na África.

    Hoje ainda não saem de perto da costa, e nem tem porquê. Mas amanhã…… Quem sabe logo não virá o nuclear? Muito mais lógico pensar neles como potencial inimigo do que em qualquer outro.

    Veremos se conseguirão manter o “impulso do ataque”.

  41. Control 3 de janeiro de 2014 at 6:32 #

    Srs

    Jovem Marine

    Os movimentos da China aparentam um planejamento estratégico bem conduzido, porém com uma possível contradição.
    Por um lado vê-se o crescimento da influência chinesa na África e na América do Sul através do comércio e investimentos e, até, na compra direta de terras. Com este movimento, os chineses vêm estabelecendo uma boa base para garantir o fornecimento de matéria prima para seu parque industrial e alimentos para sua população, além de um mercado cativo para seus produtos industriais.
    Esta expansão pelos dois continentes periféricos tem sido feito sem confronto com o Tio Sam, que tem sua atenção ainda centrada no Oriente Médio. E mesmo com a Rússia, que está, como a Europa, focada em seu próprio quintal.
    Por outro lado, há a ampliação de conflitos da China com seus vizinhos, o que contradiz a estratégia de expansão discreta que não atraia a atenção externa, particularmente do Tio Sam.
    Isto pode fazer parte da estratégia, correspondendo a segunda parte dela, onde o Dragão começa a testar seus limites, para sinalizar ao resto do mundo que ele existe e que precisa ser considerado; ou corresponde a um erro de “timing”, levado a cabo pela incapacidade dos chineses em aceitar oposição a seus interesses na sua periferia (observe-se que era uma tradição chinesa ter estados vassalos no seu entorno).
    Independente desta aparente contradição, o certo é que os chineses vêm investindo fortemente em suas forças armadas, particularmente em sua marinha de guerra (há a sinalização que seu objetivo é ombrear-se com a US Navy aí por 2030-2040), bem como em ações para aumentar a autoconfiança de seu povo (programa espacial, valorização da história chinesa, etc.).
    É claro que, com os esforços de melhoria da moral do povo chinês com a propaganda que lembra as humilhações a que a China foi submetida pelos ocidentais e japoneses, há uma progressão perigosa no sentido da exacerbação de um sentimento de poder e de oposição dos chineses em relação ao resto do mundo, o que pode levar a guerra antes da China ter atingido seu objetivo de dispor de um poder militar preponderante, no mundo. Se isto acontecer logo, poderá ser uma tragédia na Ásia, mas uma sorte para a África e a América do Sul, pois escaparão da sina de serem colônias estilo século XXI.

    Sds

  42. joseboscojr 3 de janeiro de 2014 at 9:58 #

    Voltando ao assunto “assalto anfíbio” e após uma breve espiada no Google, alguns alegam que o uso intensivo de “helicópteros”, notadamente do V-22, estaria cada vez mais tomando lugar dos AAVs, já que a inserção de tropas via aérea e atrás das linhas inimigas faria menos necessário o assalto direto sob fogo cruzado.
    Essa impressão teria sido um dos motivos do “lobby” contra o AAAV ter vencido.

  43. daltonl 3 de janeiro de 2014 at 11:05 #

    Independente da visão “romântica” de veiculos anfibios galgando as praias sob fogo pesado, algo que talvez nunca mais venha a ocorrer, os fuzileiros precisam de seus LCACs e LCUs para transportar a maior parte do equipamento pesado.

    O que estranho e até gostaria de ver o Marine comentar
    é a decisão, aparentemente “burra” de construir o futuro USS América um LHA sem doca alagável, tanto que apenas um segundo navio identico o futuro USS Tripoli será construído, a partir do qual os futuros LHAs voltarão a ter uma doca alagável mesmo que um pouco menor que as atuais existentes nos LHDs.

  44. joseboscojr 3 de janeiro de 2014 at 11:32 #

    Dalton e Marine,
    Qual a diferença que há entre a doca dos LHD e dos LHA.
    Os LHA como o Tarawa também possuem uma doca por onde embarcam e desembarcam LCUs, AA7, etc.

  45. Wagner 3 de janeiro de 2014 at 11:54 #

    Parabéns aos chineses ! Incrível como progridem rápido.

    Enquanto isso, no fantástcio USS-BR SÃO PAULO…

  46. Wagner 3 de janeiro de 2014 at 11:54 #

    OPS, fantástico…

  47. daltonl 3 de janeiro de 2014 at 12:12 #

    Bosco…

    não há muita diferença, até porque LHDs e LHAs são usados da mesma maneira ou seja capitaneas de um ARG ou grupo anfibio, então há quem diga que o motivo é politico, ou seja, é mais fácil conseguir diante do Congresso verbas para uma nova classe de navios do que mais navios para uma classe antiga.

    A minha teoria é que LHDs, classe Wasp possuem uma doca alagável maior que os LHAs classe Tarawa, aliás, apenas um LCAC pode ser embarcado por conta de um arranjamento interno enquanto que nos Wasps até 3
    LCACs podem ser transportados.

    Analisando que os 2 primeiros LHAs da classe América não terão doca alagável enquanto os demais terão uma
    mesmo assim menor, talvez com capacidade para 2 LCACs então uma diferença poderia bem ser que em LHDs a importancia da doca alagavel é maior que em
    LHAs, mas no fundo no fundo é praticamente a mesma coisa. :)

  48. Marine 3 de janeiro de 2014 at 12:20 #

    Dalton e Bosco,

    O “America” foi projetado com a intencao de se dar mais enfase ao seu envelope aereo, nao so no convoo mas tambem nos hangares. Se faz sentido ou nao, nao tenho o conhecimento de engenharia naval para lhes dizer.

    Ou tambem estou acostumado com uma classe de “flat tops” feitos todos iguais, mas a USN na sua “sabedoria infinita” decidiu que para os novos navios deseja dar enfase em aereas diferentes para cada um.

    Abs!

  49. Marine 3 de janeiro de 2014 at 12:26 #

    Em teoria eu ate concordo que os Ospreys sao muito mais flexiveis, rapidos e “melhores” para ser o meio de assalto do que os AAV, mas na pratica voce nao pode tornar um desembarque anfibio em pura e simplismente uma operacao aeromovel.

    Uma das maiores razoes para o sucesso de uma operacao, principalmente a anfibia, e ter tantas opcoes de ataque, tantos locais que o inimigo tem que vigiar ou defender, que voce o presentea com varios dilemas, nao lhe dando a chance de concentrar suas defesas.

    Um assalto anfibio sem o meio terrestre, invariavelmente deixaria os Ospreys com toda e completa atencao do inimigo, com resultados tragicos.

  50. MO 3 de janeiro de 2014 at 12:28 #

    caro Rodolfo (Marine pros mais novinhos) sei não este negocio de um ter uma especilização outro outra ja pensou especialidade invertida no momento certo ….

    Ahhhh, de novo a porra do aviaozinho phoden…o tudo

  51. Marine 3 de janeiro de 2014 at 12:40 #

    MO,

    Hahahaha pois e, e o que acontece quando o navio “especialista” esta passando por manutencao? Ficamos sem especializacao alguma hehehe.

    Deixa pra la e reza que os deuses do Olimpo, aham – Pentagono, saibam o que estao fazendo.

    SF!

  52. Requena 3 de janeiro de 2014 at 20:14 #

    Pô MO

    Pra que entregar o nome do cara. :)

    Não sabe brincar não desce pro play… :D

  53. Requena 3 de janeiro de 2014 at 20:52 #

    Marine

    Aproveitando…

    Os cortes de verbas que estão sendo aplicados nas forças armadas americanas atingiram os Marines também?

    Ou o corte foi mais fraco do que na US Navy, US Army e USAF?

  54. joseboscojr 3 de janeiro de 2014 at 21:06 #

    Requena,
    Se o Marine me permitir, mas essa eu respondo.
    Houve cortes sim no orçamento dos Marines como bem demonstra esta foto. Lá eles estão em petição de miséria!
    http://officercandidatesschool.com/wp-content/uploads/2011/10/usmc-silkies.jpg

  55. joseboscojr 3 de janeiro de 2014 at 21:18 #

    Dalton,
    Já que o America não tem doca não seria mais correto se ele fosse designado como um LPH?

  56. Requena 3 de janeiro de 2014 at 21:58 #

    Bosco

    Que visão do inferno! :(

    Perguntei porque não lembro de ter lido nada sobre cortes “muito profundos” no orçamento dos Marines e da USCG.

    E se não gostou da pergunta, não precisava chegar na “voadora” … :D

  57. Marine 3 de janeiro de 2014 at 22:27 #

    Requena,

    “Rodolfo” e coisa do MO rsrsrs, ele acha que sou o “Latin lover”, gala de novela e ai inventou esse nome pra min rsrsrs

    Com relacao aos cortes, todas as forcas sofrerao cortes no orcamento mas algumas terao maiores abertos de cinto do que outras. Ate agora parece que o Army e o que mais vai sofrer. Tudo isso tem o conceito “Air Sea Battle” e o pivot para o pacifico.

    Abs!

  58. rommelqe 3 de janeiro de 2014 at 22:36 #

    Prezados,

    Voltando à PLA: eles tem LHD`s/LHA´s com quais características? Qual seria a filosofia atual?

    Colombeli: concordo com seu ponto de vista uma vez que me parece inexorávelmente impossível a China parar de se expandir.. logo, a PLA será amanhã o que a Navy é hoje

  59. daltonl 4 de janeiro de 2014 at 0:04 #

    Bosco…

    deslocando mais de 40000 toneladas a toda carga os futuros USSs América e Tripoli, mesmo sem doca alagável terão uma capacidade de atuar como capitanias nunca sonhada em LPHs com menos da metade de deslocamento máximo.

    Além do mais, a capacidade de operar e manter
    aeronaves e mesmo atuar como uma espécie de NAe de escolta se configurado para operar com 2 esquadrões de
    f-35B será um grande diferencial.

    Nem mesmo os 3 NAes da classe Essex convertidos em LPHs temporários nos anos 60 foram tão eficientes
    quanto mesmo os menores LPHs classe Iwo Jima
    construidos desde o inicio para transportar tropas.

    Então na minha opinião foi acertada a escolha do título LHA ao invés de LPH.

    abs

  60. MO 4 de janeiro de 2014 at 12:43 #

    kkkkk, pois sim …. kkk Rodolfo Banderas o maridum da Melanie Grifth … kkkk viu, eu sei brincar no pray …kkkkk

  61. MO 4 de janeiro de 2014 at 12:49 #

    Pois eh Rodolfo

    eh deve ser sapien$$$ia projetando seu intere$$e poder

  62. Vader 5 de janeiro de 2014 at 18:26 #

    Bem legal a força chinesa em ser uma potência aeronaval de verdade.

    A diferença para a Marinha do Brasil é ABISSAL. E olha que eles começaram beeeeeeem atrás da gente.

    Em tempo: qualquer comparação com a US Navy é sem sentido. Os chineses ainda tem que comer um século de feijão com arroz para igualarem-na SE esta parar no tempo a partir de hoje.

  63. Reinaldo Deprera 7 de janeiro de 2014 at 0:58 #

    Sou mais a gloriosa Marinha do Brasil com 3 subs brazucas fazendo patrulha no Mar Amarelo e recheados de cidadãos livres, no ofício de militar bem treinados e com a moral lá em cima – ao menos para a mim – contam mais do que uma frota infestada de bebês do atual Estado chinês.

    Fico até imaginando o marujo Yakisoba, na hora do vamo vê, apontando pro primeiro vaso de guerra da própria Marinha e paú no gato :P

  64. Vader 7 de janeiro de 2014 at 6:00 #

    Kkkk Reinaldo, menos, nem tanto mestre, rsrsrs…

  65. MO 7 de janeiro de 2014 at 8:25 #

    vixi … to falando ….kkkkkkkkkkkkk depois eu que pego no pé …..

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