ddg1000_Perspec
ROBERTO GODOY – O Estado de S.Paulo

O navio de guerra mais poderoso do mundo é, também, o mais caro: o novo contratorpedeiro da classe Zumwalt para a Marinha americana, o DDG 1000, custou US$ 7 bilhões – preço do desenvolvimento do projeto, mais a construção da primeira unidade de uma série de três. Descontado o investimento, só o navio saiu por US$ 1,4 bilhão.

“É um ‘drakar’ da idade da tecnologia”, afirma Júlio Penteado, engenheiro naval com especialização militar, comparando o contratorpedeiro às embarcações dos guerreiros vikings – os mais temidos da Europa há 1.200 anos.

Para o engenheiro, o desenho do Zumwalt e as inovações que incorpora, “estabelecem referências que não poderão ser ignoradas no planejamento das frotas modernas”.

Nada é convencional no DDG-1000. O uso dos materiais compostos no casco e de nódulos de titânio (apenas na torre de comando) tornam o navio quase invisível ao radar e a sensores eletrônicos. A representação nas telas de busca equivale à de um barco de pesca de pequeno porte. Nas máquinas, um sistema de troca de calor reduz a temperatura e evita a localização pela emissão de ondas térmicas.

O DDG-1000 é definido pela Marinha dos EUA como um navio para múltiplas missões, lançador de mísseis, “dedicado a ataques contra alvos em terra”. É mais que isso. O lote pretendido inicialmente, de 32 unidades, deve chegar a 24 contratadas até 2030, com expectativa de vida útil além de 2060.

“Ele será o suporte da política de Defesa dos EUA na região da Ásia e do Pacífico”, avalia o analista Jay Korman, lembrando que “o preço proibitivo dessas primeiras embarcações será inevitavelmente reduzido na sequência do contrato”.

O processo de barateamento já começou. O segundo navio da classe, o Lyndon B. Johnson, terá a ilha de comando executada apenas em aço com revestimento especial para driblar o radar de um eventual inimigo. Jay acredita que a medida implicará “redução nos custos na faixa dos US$ 220 milhões”.

Com 180 metros de comprimento – o tamanho de um campo e meio de futebol – o impressionante Zumwalt é o maior destróier americano. Escassamente tripulado, com 140 militares, tem grande poder de fogo. Ao menos 80 mísseis de cruzeiro Tomahawk – com alcance entre 800 e 1.300 quilômetros e ogiva de 450 quilos – de alta precisão, combinados com os Sparrow, antiaéreos, foguetes e torpedos, compõem o arsenal regular. A artilharia fixa usa granadas propelidas capazes de cobrir até 100 quilômetros.

O novo destróier é o sucessor de uma classe extremamente bem-sucedida, a Arleigh Burke, iniciada em 1991, da qual foram entregues 62 navios. “Esperamos do DDG-1000 que seja invisível ao inimigo, que possa ver tudo com seu inacreditável sistema sonar-radar e, combinando tudo isso com a maciça capacidade de ataque, signifique um decisivo elemento dissuasivo – é o nosso futuro”, disse o então secretário de Defesa, Leon Panetta, no Congresso americano, em 2012.

Diferente de qualquer outro, o contratorpedeiro praticamente não tem estruturas externas. A tripulação raramente será vista. Para compensar esse regime, os estaleiros Huntington Ingalls e seu associado Bath Iron, garantem ter criado “espaços com a dimensão do conforto humano”, explicitado nos alojamentos, áreas de lazer e refeitórios. A façanha parece difícil em um casco estreito (máximo de 24 metros) e por isso sujeito a oscilações que exigem controle eletrônico em condições climáticas adversas.

NOTA DA EDITORA: Você pode conferir o infográfico com tour virtual pelo DDG-1000 clicando aqui.

FONTE: O Estado de S. Paulo (adaptação do Poder Naval)

Tags: , , , ,

Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

56 Responses to “DDG-1000: EUA desenvolvem navio de guerra mais caro do mundo” Subscribe

  1. Ozawa 7 de janeiro de 2014 at 16:03 #

    É o refinamento da teoria “MOísta” do “Quadrado-Retângulo”…

  2. Guizmo 7 de janeiro de 2014 at 16:18 #

    Achei interessante as linhas retrô desse navio. Muito parecido o desenho de casco do antigos destróieres norte-americanos do século 19! Incrível essa similaridade de desenho mais de 100 anos depois.

  3. CVN76 7 de janeiro de 2014 at 16:20 #

    Esse jornalista não entende muito do assunto….tem tanto erro no têxto que chega a dar dor de cabeça……..:-(

  4. Vader 7 de janeiro de 2014 at 17:25 #

    Espetacular!

    Sorte que “usamericanu” estão “falidos” hein?

    Senão, já pensou? ;)

  5. Ozawa 7 de janeiro de 2014 at 17:54 #

    É o poder naval e aeronaval nos próximos 50 anos exemplificado nos USS Gerald Ford; USS Zumwalt; F-35 C e X-47…

    Em que pese a USN ainda seja a ‘crème de la crème’ naval, não prestando como comparação para uma dezena, ou centena, de outras marinhas, convenhamos, num outro extremo, falar de A4 e NAeSP docado, com um misto de improváveis (tradução livre de “improved”…) Inhaúmas, chega a parecer piada…

    No conceito stealth ninguém supera a MB. Ela existe mas ninguém vê.

  6. Marcos 7 de janeiro de 2014 at 17:55 #

    Se esse navio chegar perto da costa brasileira para tomar o Pré-Sal e Amazônia Azul, nossos phoderosos submarinos Iscórpéne vão afundar todos.

  7. Oganza 7 de janeiro de 2014 at 18:28 #

    Ozawa

    “No conceito stealth ninguém supera a MB. Ela existe mas ninguém vê.”

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Tem também a Marinha Lombardi. Todo mundo sabe que existe mas ninguém nunca viu.

    …. ninguém supera o nosso conceito stealth… muito bo rsrsrsrsrsrsrsrs

  8. joseboscojr 7 de janeiro de 2014 at 18:53 #

    Quanto ao texto, sem dúvida o DDG-1000 não é sucessor do DDG-51. Mais correto dizer que é um sucessor dos couraçados Iowa.
    Ele também não possui lançadores de torpedos. Todos os torpedos são lançados pelo míssil VL-ASROC ou pelos MH-60R.
    Também não terá “pelo menos” 80 Tomahawks. O mais correto é que tenha algo como 60 Tomahawks e as outras 20 células sejam usadas para mísseis ESSM (arranjo quádruplo) e VL-ASROC, e futuramente o LRASM (?).
    Ele não opera “foguetes”.
    A última versão do Tomahawk (Block IV) que será usada no DDG-1000 têm alcance de 1800 km.
    Vale salientar que o lançador Mk-57 é bem maior que o Mk-41 e “aceita” mísseis bem mais pesados e maiores que o Tomahawk. Ou seja, ele está apto a receber uma hipotética nova geração de mísseis cruise que virá no futuro, bem mais capaz que o atual Tomahawk.

  9. joseboscojr 7 de janeiro de 2014 at 19:12 #

    Cada lançador Mk-57 é configurado para 4 toneladas de peso e tem 71 cm de lado contra 2,5 toneladas e 63 cm do Mk-41.
    São só conjecturas, mas é possível a uma célula do Mk-57 alojar até 9 ESSM.
    Conjectura-se também se não poderia vir a alojar 2 VL-ASROC por célula.
    Em sendo isso possível, 4 células poderiam conter 36 ESSM, 6 células conteria 12 VL-ASROC e sobrariam 70 células para os mísseis cruise.

  10. joseboscojr 7 de janeiro de 2014 at 19:25 #

    E até onde se sabe só serão construídos 3 DDG-1000, e não 24.

  11. joseboscojr 7 de janeiro de 2014 at 20:13 #

    Como será o sucessor do Tomahawk?
    Pouco se sabe, mas as conjecturas giram em torno de um míssil de maior alcance (3000 km?), altamente furtivo, com o dobro da capacidade de carga dos atuais Tomahawks (2000 lb ao invés das atuais 1000 lb).
    Essa carga maior é vista como mais adequada a uma série de novos alvos reforçados que estão se generalizando mundo afora.
    Também não se sabe se continuará subsônico ou se será supersônico.
    É consenso que um maior nível de furtividade é conseguida com mísseis subsônicos, mas a velocidade supersônica tem suas vantagens.
    Esse novo míssil cruise, referido em geral como Cruise Missile-XR não deverá ser compatível com os atuais lançadores Mk-41.

    Há outro míssil que deverá ser complementar ao futuro míssil cruise da USN, que é referido como sendo o Arc Light. Este deverá ser hipersônico e ter um alcance de 4000 km levando uma carga de 200 lb.
    Sua função principal será se contrapor a alvos móveis de tempo crítico, tais como os lançadores do DF-21D.
    Este míssil hipersônico deverá usar propulsão scramjet e compartilhar o booster com os mísseis SM-3 e ser compatível com os atuais lançadores Mk-41.

    E já que estamos falando de mísseis cruise não custa lembrar do LRASM, que deverá estar operacional (se não for cortado) em 2019.
    Este será altamente stealth, terá uma carga de 1000 lb e cerca de 900 km de alcance, tendo como função primária ser anti-navio.

  12. Reinaldo Deprera 7 de janeiro de 2014 at 20:35 #

    Incrível o que a liberdade economica e civil pode fazer em um país grande como o nosso. Com estas inovações, os EUA colocam em operação aquilo que já de cara, tornará obsoleta a última tecnologia naval em desenvolvimento das “potências” China e Rússia.

    Impressionante.

  13. joseboscojr 7 de janeiro de 2014 at 20:44 #

    Ops!
    Esqueçam minhas conjecturas.
    Fiz meus cálculos baseado no Sea Sparrow e não no ESSM.
    O ESSM tem maior diâmetro e jamais 9 podem ser acomodados em uma célula Mk-57.
    Idem para o Asroc. Dois não podem ser acomodados numa célula Mk-57. Minha memória me traiu e ele tem diâmetro maior que o Standard MR.

  14. Reinaldo Deprera 7 de janeiro de 2014 at 20:51 #

    @joseboscojr seus comentários são tão interessantes quanto os artigos. Obrigado pelas informações.

  15. Colombelli 7 de janeiro de 2014 at 21:19 #

    Os EUA preparando-se para o grande conflito de atrito e quiçá, real, da segunda metade do século: EUA x China.

    Marinha com visão é assim, não fica delirando com 2 Nae, e sub nuclear quando não tem dinheiro nem pra arrumar o esgoto das escoltas.

  16. joseboscojr 7 de janeiro de 2014 at 21:42 #

    Obrigado Reinaldo!

  17. joseboscojr 7 de janeiro de 2014 at 22:06 #

    O DDG-1000 e os outros dois de sua classe irão entrar em operação, mas sem dúvida terão também a função de ajudar no desenvolvimento de novas armas, conceitos e doutrinas.
    A disponibilidade de energia elétrica a bordo é 10 x maior que a do Arleigh Burke, o que o torno candidato natural a receber futuras armas de energia direta e canhões eletromagnéticos.
    Os lançadores Mk-57 são também superdimensionados para os atuais mísseis da USAF e deverão ser capazes de acomodar mísseis de grandes dimensões que hoje só existem no papel.

  18. Requena 7 de janeiro de 2014 at 22:11 #

    Inveja dos acaras atingindo grau 10…

  19. MO 7 de janeiro de 2014 at 22:57 #

    Jota Bosco, vc eh lindo, ti amu – ass MO … rsssssssssss

  20. MO 7 de janeiro de 2014 at 22:59 #

    sim, ajudaram tbm a desenvolver cirurgia plastica de estetica naval, essa porra parece com tudo menos algo que flutue (este sistema solar basis ….) rssss

  21. MO 7 de janeiro de 2014 at 23:03 #

    esqueceu da Marinha e reino ficticio do Acre, todo mundo sabe que não existe, a previsao do tempo insiste em falar, mas mesmo assim nunca aparece, pois a mossa ta sempre na frente ….

  22. MO 7 de janeiro de 2014 at 23:05 #

    e oia que vc le em alemonico Franz …. kkkkkkkkkkkkkkkk

  23. MO 7 de janeiro de 2014 at 23:07 #

    quase Ozawa este eh o UQTR Plus !!!! com 300 ml gratiz , vai ser feio e rediculo assim la no Acre rsssssss

    Faltou o ‘U’ e o ‘T’ rsss

    parece ate um cruzamento do nariz do Bozoh (The Grande Lider) com o corpo do ‘sobrenatural’ Paulo Osso

  24. joseboscojr 7 de janeiro de 2014 at 23:19 #

    MO,
    Idem!
    Rsrsssss

  25. MO 7 de janeiro de 2014 at 23:22 #

    kkkkkkkkkkkkkkkkk, abs a gente somos lindus, rsss

  26. daltonl 8 de janeiro de 2014 at 9:03 #

    Uma pena, o texto de fato tem muitos erros que até nós
    “entusiastas” :) percebemos, outro sendo onde cita que o segundo da classe será o Lyndon Johnson quando de fato será o terceiro já que o segundo será o futuro USS Michael Monsoor.

    No início o texto menciona 3 unidades da classe, depois
    cita que serão 24 a serem contratadas até 2030, quando há anos já decidiu-se que mais Arleigh Burkes serão construídos além dos 62 já entregues.

    O que intrigou-me mais foi o fato de 24 metros ser considerado “estreito”…Zumwalts proporcionalmente tem uma boca maior que a de um Arleigh Burke que já é considerado “largo” em razão de seu comprimento.

  27. bitt 8 de janeiro de 2014 at 9:26 #

    Bosco, pra variar, o grande especialista daqui, com quem vale a pena debater e aprender. Minha sugestão – faça seu próprio blogue, Bosco!

    Agora, algumas questões. Eu não tinha lá mtas informações sobre essa nova classe. Depois de ler o post e os comentários, chamar um vaso de qse 15000 t de deslocamento de “destroyer” é no mínimo curioso, já que essa terminologia remete-se ao século 19. Mas, pelo q se entende do que vc apresentou – por exemplo, a possibilidade de incorporar misseis de cruzeiro (uma subquestão – uma melhor tradução não seria “míssil cruzador”? sempre tive esta dúvida…) com alcance de 1600 mn – implica, de fato, em um novo tipo de vaso de guerra, inexistente até o momento. Tamb não valerá chamá-lo de “escolta”. Pelo q parece, trata-se de um sistema de armas de aplicação estratégica, e não tática.

    A comparação que vc levantou com os E classe Iowa é interessante. Estes tb foram plataformas revolucionárias em sua época (1938), dada a alta velocidade e manobrabilidade, que os tornava aptos a operarem em linhas de batalha que incluiam NAe´s, coisa que tinha sido pensada pelos ingleses mas nunca tinha sido aplicada, até a batalha de Matapan. O problema era exatamente a velocidade relativamente baixa dos E até então. Ou seja – o surgimento dos fast bb´s implicou numa nova doutrina, pq na época os E ainda eram a arma de dissuação por excelência e ninguém cogitava abandoná-los em função de um sistema de armas q era,no mínimo, especulação.

    No caso do DDG-1000, suponho q não exista ainda doutrina para o uso desses navios. Pelo q vc explicou, o principal sistema de armas seria uma nova classe de mísseis de cruzeiro (tenho certa implicância em nomear essa classe de armas como “Tomahawk”‘, se vc permite a observação). Provavelmente terá uma bateria de armas SA parruda, baseada em ESSM. Bem, este tem um alcance de cerca de 27 nm, o q o coloca, decididamente, na categoria de armamento tático; além do mais, ocupam um espaço relativamente grande a bordo (é a crítica de boa parte dos usuários do sistema RIM-162) e é caríssimo, para uma arma tática (parece q cada um custa por volta de um milhão de dólares).

    Ou seja: certamente a defesa de ponto de uma unidade dessas não pode se basear exclusivamente nos sistemas embarcados nela. Implicará numa nova linha de batalha, que, eu suponho, será parecida com as atualmente usada para NAe.- inclusive pela velocidade q todos os sites divulgam – algo em torno de 30 kt, o que implica numa velocidade cruzeiro de uns 25-26 knts, que tamb é a velocidade do Gerald Ford, e é a velocidade média das principais classes de escoltas existentes.

    Mas não é necessariamente um navio que vá dar certo: fica claro que os projetistas sacrificaram certas características do navio para dar ênfase à capacidade stealth. A relação bocaXboca máximaXcomprimento r-rXpontal, além da relação entre obras vivas e obras mortas me pareceu um tanto descabida, mesmo examinando com base no desenho publicado aí em cima. Além disso, as células verticais de lançamento são, notoriamente, um problema não mto bem resolvido, por tornar instável o centro de gravidade do conjunto. Fiz um exercício de leigo e comparei, as dimensões relativas do DDG-1000 com as de navios de ótimas caracterísitcas marinheiras, como as F classe Niterói, ou os CT da classe Sumner.

    Segundo certos sites, parece q os Zumwalt são projetados para ser uma espécie de “faz tudo da esquadra”. O preço real deles é de cerca de 2 bilhões de dólares. Estão construindo três. Imagino q, nos próximos dez anos, serão extensivamente testados como plataformas de armas. Aí provavelmente será estabelecido um programa par uns vinte. Mas não acham q este tipo de navio possa ser ainda considerado o “marco da marinha do futuro”.

    Saudações a todos.

  28. daltonl 8 de janeiro de 2014 at 11:05 #

    Bitt

    se permite-me um aparte antes do Bosco, o termo “destroyer” é interessante pois da forma como a US Navy utiliza ele significa “destruidor”, era no inicio “torpedo-boat destroyer” mas foi abreviado e países de lingua espanhola utilizam “destructor” então há ainda uma validade, pior somos nós que utilizamos “contratorpedeiro”.

    Para evitar o desgaste entre a US Navy e o Congresso, melhor “destroyer” que Cruzador já que o último assume o papel de navio maior e consequentemente mais caro, mas veja que o Zumwalt não fará o papel de um Ticonderoga, então chama-lo de cruzador não seria muito correto.

    Um Ticonderoga por exemplo é “unha e carne” com um NAe, mais até do que um Arleigh Burke além do mais o Zumwalt não será um “faz-tudo da esquadra”, não escoltara um NAe, até porque serão apenas 3, não terá
    funçao anti-misseis (BMD)…a principal função será ataque terrestre e o diferencial não serão seus misseis tomahawks ou mesmo futuros e sim seus 2 canhões.

    E um lembrete…os “fast BBs” foram iniciados antes dos Iowas, com os North Carolinas, não tão velozes quanto
    os Iowas, mas igualmente operaram com os NAes e foram um salto quando comparados com a linha de batalha da US Navy que mal chegava a 21 nós de velocidade máxima.

    A US navy no momento está dando os toques finais no que será o Arleigh Burke III a ser entregue no início da próxima década, mas até lá pelo menos mais 10AB IIA
    serão construídos.

    abs

  29. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 11:52 #

    Bitt,
    Como disse o Dalton, o diferencial são os dois canhões. Na verdade o DDG-1000 é muito parecido com o A-10, que foi desenvolvido em volta do canhão GAU-8. O DDG-1000 foi desenvolvido em volta dos canhões AGS.
    Quanto a eles serem um marco para o futuro, eu acredito que sim,haja vista tantas inovações:
    Característica stealth: é dito que terá um RCS de um pequeno navio pesqueiro e ser tão silencioso quanto um submarino Los Angeles. Também tem reduzida assinatura IR e seu radar pode fazer uso do modo LPI
    Motorização: usa motores elétricos alimentados por turbinas a gás.
    Automação: tem metade da tripulação de um AB
    Sensores avançados: radar tipo AESA
    Disponibilidade de energia elétrica: 10 x maior que a de um AB
    Materiais: compósitos e titânio em larga escala.
    Designe: lançadores verticais periféricos
    Armamento: novos lançadores verticais Mk-57 e canhões AGS com mais de 900 projéteis guiados de longo alcance.
    etc.

  30. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 12:07 #

    Quanto a defesa de ponto, além dos ESSM haverá os canhões Mk-110 de 57 mm (ou serão os Mk-46 de 30 mm?).
    Os ESSM podem ser acomodados 4 em uma única célula Mk-57. Provavelmente haverá algo em torno de 8 células reservadas para estes mísseis.
    Aliados ao “super radar” não duvido que ele venha a prover defesa aérea de área e dê proteção para navios que estejam ao seu redor (LCS?).
    Vale salientar que o radar AESA do DDG-1000 pode lidar com dezenas de alvos simultaneamente e manter dezenas de ESSMs no ar.
    Só de curiosidade, está sendo desenvolvido uma nova versão do ESSM, com o dobro do alcance e com radar ativo, que o fará ter desempenho cinético semelhante ao de um Standard MR, 3 x mais pesado.
    Mesmo hoje, o desempenho do ESSM o colocaria como um míssil de defesa de área.
    Seu maior problema como disse o Bitt é o preço.

  31. bitt 8 de janeiro de 2014 at 13:19 #

    Daltoni e Bosco, obrigado pela resposta.

    A explicação sobre a terminologia faz sentido – o deslocamento do Zumwalt está mais para cruzador do que para destróier. Imagino q a Marinha dos EUA talv esteja mesmo tentanto disfarçar os custos dessa classe de navios. E tb concordo inteiramente q o conceito “destroier”, nascido de “TBD” é atualmente mto mais adequado do que “contratorpedeiro”. Mas visto q o Daltoni parece ser oficial da Armada, sabe a ligação q todas as marinhas têm com a tradição, ao ponto de desde sempre chamarmos suco de frutas de “jacuba” (q não era suco de frutas) e dica de “bizu” (q não faço a menor ideia do que era).

    Mas me parece que os Zumwalt poderão ser considerados, conforme a doutrina se desenvolva, como “faz tudo da esquadra”: de fato, o principal armamento, os canhões descritos pelo Bosco. Parece q serão totalmente automatizados, no que diz respeito ao transporte de munição e carregamento, contarão com uma família de munições que inclui um tipo de projetil guiado por GPS, com um alcance de maior que 50 km. Essa munição parece ser desenvolvida para ataque a alvos terrestres. Enfim, o Bosco pode falar nisso melhor que eu. Imagino q a bateria secundária vá ser mesmo os 57 mm, já que a coisa tem uma cadência de fogo de 200 tpm e alcance máximo de 9,5 mn, apontados por radar ou sistemas IR. Nem consigo imaginar como seja isto, mas deve ser ótimo para combater aeronaves, mísseis de cruzeiro e outros navios de menor porte, ou para lidar com defesas de terra.

    Quanto a ser mais silencioso que um submarino, certamente o gpo de propulsão turbo-elétrico provém potência bastante limpa, mas, segundo os esquemas, a geringonça ainda tem hélices e hélice gera cavitação. Além do mais, apesar do formato estapafúrdio (eita bichim feio, sô!), a coisa ainda tem obras vivas e carena, o que gera deslocamento de fluído e, portanto, ruído. Vamos pois deixar mais barato, amigo Bosco, visto que o submarino está no seu ambiente e um navio de superfície sempre será um híbrido em dois meios.

    Na minha opinião os Zumwalt ainda têm dois problemas:

    o primeiro é q ainda duvido das qualidades marinheiras de um navio com as características dele, princialmente com aquele deslocamento. O desenho “tumblehome” é mto controverso, desde sempre, tanto que os ingleses nunca chegaram a adota-lo. E o curioso é que esse tipo de desenho, até onde eu saiba, aumenta a borda livre do navio e aumenta sua estabilidade em águas planas, mas em mar grosso é o contrário. Bem, certamente o projeto pode vir a receber adendos, conforme os testes de mar e depois pela marinha, mas podem ser apresentar problemas insolúveis (apesar do que parecem achar alguns dos colegas por aqui, “uzamericanu” ainda não fazem milagres, e física é física…). Não encontrei (e passei algum tempo procurando) informações sobre os testes de mar do navio – se é que já aconteceram.

    O segundo problema me parece ser o preço – quase dois bilhões de dólares por cada navio. Se a Marinha dos EUA estiver caminhando para esse patamar, dá pra entender pq estenderam a vida dos Alrleigh Burke e estão planejando um upgrade desta classe…

    Encontrei um ótimo sitio com informações sobre o DDG-1000. Espero q os leigos como eu se divirtam tanto como eu me diverti.

    http://www.naval-technology.com/projects/dd21/

    Sds. a todos.

  32. daltonl 8 de janeiro de 2014 at 14:12 #

    Caro Bitt…

    a única Armada da qual sou oficial é a minha própria formada por modelos na imensa maioria na escala 1:1250 e minha “especialização” é Viagem ao Fundo do Mar, essa coisa simplesmente não me sai da cabeça desde que era garoto e ainda hoje imagino-me “navegando” dentro dos meus kits do Seaview e Subvoador :)

    Mas voltando ao Zumwalt, independente da sua missão “especializada” não esqueçamos que serão apenas 3 unidades, uma no teatro de operações, outra treinando e uma terceira em manutenção então não poderá se tirar muito deles, porisso também não dará para considera-los como “faz-tudo”.

    Mas veja que apesar do preço, muita da tecnologia poderá ser aproveitada em futuros Arleigh Burkes que deverão ser até um pouco maiores que os atuais e assim
    haverá um “barateamento” futuro, algo aliás como já foi conseguido com muita tecnologia inserida nos apenas 3 Seawolves compartilhada com a numerosa classe Virginia.

    Com a mentalidade da importancia de conflitos em zonas litioraneas será interessante ter um Zumwalt próximo a um grupo anfibio por exemplo e não muito distante de Arleigh Burkes, pois é assim que uma marinha deve operar, em grupo, e se de fato o Zumwalt não for tão bem em mar grosso, acho que não importará muito pois o “quintal” deles serão as áreas litoraneas.

    Quanto a “bizu” que se ouve nas tres forças e também
    outras atividades como paraquedismo civil, tem uma explicação que considero boa:

    “Os militares mais “antigos” sussurravam DICAS nos ouvidos dos recrutas(peixes) sobre como proceder para se dar bem lá dentro. Os comandantes observavam os atos mas, de longe, só podiam ouvir aquela onomatopeia característica de cochicho “…bzbzbzu”. Dando assim origem ao termo BIZU.”

    abraços

  33. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 15:32 #

    Bitt,
    Alguns sites apontam que os projéteis LRLAP de 155 mm do AGS chegam a 180 km. Outros fontes mais modestas (ou mais realistas) indicam algo em torno de 130 km. Seja como for é bem mais que os 50 km.
    Essa capacidade permitirá ao navio permanecer além do horizonte e ainda assim poder bater alvos bem dentro da costa inimiga.
    Quanto à assinatura acústica com certeza é navegando em baixa velocidade, o que deve minorar o ruído provocado pela cavitação dos hélices.
    Sem falar que os hélices podem ser dotados de algum sistema que mascare o ruído (??). É sabido que alguns navios podem injetar bolhas nas hélices de modo a mudar as propriedades do meio aquático como forma de contra-medidas anti-torpedos. Sei pouco a respeito mas lembro de já ter lido algo a respeito (vou tentar achar e postar a fonte). Não sei se será usado no Zumwalt, mas não deixa de ser uma possibilidade.

    Dalton,
    No meu modo de ver não duvido que até os 3 sejam usados em conjunto no caso de necessidade. Não acho que a velha regra de 1 em operação, 1 em treinamento e 1 em manutenção deva ser usada neste caso.
    Por exemplo, vai que ocorre um conflito numa determinada região do planeta, e como os Zumwalts são navios dedicados a uma função poderiam os três estarem sendo preparados e seguirem juntos.
    Ou não?

    Havia postado que os hipotéticos futuros mísseis cruise que substituirão o Tomahawk terão 3000 km de alcance. Na verdade o que se espera deles é poderem atingir alvos a 2000 km de forma consistente, o que não ocorre hoje em dia.
    Apesar dos Tomahawks Block IV terem em teoria um alcance de 1000 milhas náuticas, em geral isso não ocorre porque ao contrário de um míssil balístico, um míssil de cruzeiro não vai direto do ponto A ao ponto B, e sim vai contornando o relevo de modo a evitar as defesas e se manter o mais baixo possível, além de poder ficar “vadiando” antes de mergulhar para o ataque.
    Na prática um míssil de cruzeiro é programado para alvos a no máximo 70% de seu alcance nominal, o que levaria um Tomahawk block IV a ter um alcance real em torno de 1300 km.
    A maneira de um míssil atingir 2000 km de forma consistente com uma carga de 2000 lb será fazê-lo ter um alcance nominal de 3000 km (em linha reta), ou então, fazê-lo tão furtivo que possa voar alto e direto do ponto A ao ponto B.
    Seja como for ele deverá ser bem pesado e não deve ser compatível com o Mk-41

  34. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 15:43 #

    Daltão,
    Falando do subvoador eu também não raro tenho sonhos com ele embora até hoje fico pensando como ele não se espatifa quando se choca com o mar. rsrssss
    Mudando de pato pra ganso, lembra do filme “Cidade Sob o Mar”?
    Que pergunta né?!!

  35. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 15:48 #

    Bitt,
    O site que fala sobre as “bolhas” é este:
    http://www.bharat-rakshak.com/MONITOR/ISSUE3-4/joseph.html
    Divirta-se. rsrsss
    Um abraço.

  36. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 16:29 #

    Motores elétricos podem mudar o designe clássico dos navios. Por exemplo, as turbinas podem ficar na proa.
    Não sei pra que serviria, mas é uma opção.

    Pessoaaal! Cadê todo mundo?
    Será que houve a tal do arrebatamento e só eu vou pro inferno? rsrsssss

  37. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 21:01 #

    Agora que eu ampliei o desenho pude notar que lá cita que o Zumwalt terá “2 lançadores de torpedos de 533 mm”.
    Deve ter pego emprestado do submarino amarelo dos Beatles.

  38. daltonl 8 de janeiro de 2014 at 23:05 #

    Bosco…

    lembro sim, com o Stuart Whitman que também fez a série “Cimarron”…agora eu que pergunto, lembra ? :)

    Quanto aos três Zumwalts operando juntos, não tem como, talvez seja possível sacrificar um no Teatro de Operações fazendo com que o mesmo fique mais tempo até que um segundo, em treinamento chegue, então por um certo tempo até dois poderão estar operando juntos.

    Esses navios terão que passar pelos mesmos procedimentos dos demais navios da US Navy e nem
    estou incluindo colisões ou outros acidentes e problemas
    de última hora.

    abraços

  39. bitt 9 de janeiro de 2014 at 9:16 #

    Grande Bosco,
    possivelmente a turma está mais ligada nos desenvolvimentos futuros de nossa gloriosa MB… :c)

    A arquitetura interna de um navio, junto com o desenho do casco e a relação entre obras vivas e obras mortas, é crucial para o desempenho do dito, no que tange às tais “qualidades marinheiras”. Imagino que um conjunto turbo elétrico deva ser bem mais leve, atualmente, do que era, por exemplo, em unidades da 2ª GM. Nestas o conjunto era sempre situado mais ou menos a meia nau, visto que tal posicionamento tornava mais simples a distribuição de peso. Qto mais peso vc pretender colocar na superestrutura, mas peso terá de colocar abaixo, distribuido, o q é um exercício de engenharia extremamente complicado. Num navio, o centro de gravidade é instável, e dependendo de como o peso for distribuido, mais instável será. Daí se observa que um CT, com a superestrutura e as estações de armamento relativamente leves pode ter uma relação entre comprimento, boca e pontal menos equilibrada, o que acaba permitindo uma maior velocidade. Já um encouraçado. com um conjunto de superestrutura e estações de armamento bem pesado (além da blindagem) terá de ter uma relação mais proporcional entre os eixos de medida. Eu imagino, depois de ler alguma coisa sobre os DDG-1000, que visto que são barcos pensados para apoio de fogo à operações em terra, e também para combate em alto mar, a solução imaginada – o desenho de casco “tumblehome” – implica em menor calado total, ou seja, uma capacidade de navegar em águas mais rasas. Colocar a turbina a vante deve implicar em ter os grupos geradores a meia nau e os motores mais próximos da popa – não “na” popa pq o desempenho está ligado ao comprimento do eixo – e as baterias em espaços intermediários. Imagino q colocar mais peso a vante tem relação com o fato de que os Zumwalt, como não tem praticamente peso acima do convés principal – aquela enorme superestrutura é praticamente vazia, pelo q entendi dos esquemas q encontrei, servindo de suporte para os elementos de radar e comunicações – poderá, em velociadade, rasgar as ondas, e não vogar, o que aumenta a estabilidade. Resta saber se vai dar certo…

  40. bitt 9 de janeiro de 2014 at 9:48 #

    Bom Daltoni,

    Civil? Surpreendente – como R2 da Armada e ex-prof. da EN, posso atestar q vc entende mais de história naval q a maioria dos oficiais com quem convivi.

    Fico imaginando se os três Zumwalts não serão utilizados meio como protótipos. Como vc disse, e concordo totalmente, são navios q cabem mais na categoria de CGM (acho q a notação é essa, não?..), mas como são navios revolucionários, possivemente, se derem certo, no futuro se faça uma outra encomenda, maior.

  41. GUPPY 9 de janeiro de 2014 at 20:41 #

    Prezado bitt,

    Aqui no PA, e também no PA e ForTe, o Dalton (daltonl) é o nosso Admiral Dalton.

    Abraços

  42. GUPPY 9 de janeiro de 2014 at 20:43 #

    Correção…

    Aqui no PN, e também no PA e ForTe,…

  43. Iväny Junior 10 de janeiro de 2014 at 0:35 #

    Esse aí é dissuasório de verdade.

  44. Corsario137 11 de janeiro de 2014 at 7:44 #

    Certa vez li, não me perguntem onde, que o DDG1000 seria um “demonstrador de tecnologia operacional” para os novos paradigmas de armamento e ameaças que a Navy planeja construir/enfrentar nas próximas décadas. E que este serviria de base principalmente para a futura classe que substituirá os “Tico”. Daí meu espanto quando li 24 unidades!

    Interessantíssimo o debate acima.

    Sobre a defesa aérea, ainda sou muito arraigado ao passado, não podendo vislumbrar um navio desse porte, a esse custo, e operando perto do litoral sem uma defesa aérea de ponto como ultimo recurso a evitar um strike.

    Eles não tem como adaptar/criar um desenho furtivo para os CIWS ou realmente eles não acreditam que estes sejam mais necessários? Não sei qual das duas hipóteses me espanta mais!

  45. daltonl 11 de janeiro de 2014 at 9:23 #

    Corsário…

    depende do que você chama “defesa de ponto”. O Bosco
    comentou lá em cima que os Zumwalts deverão operar com o ESSM dos quais 4 compartilham um unico silo e esses misseis são de defesa de ponto.

    Então “defesa de ponto” não se restringe ao CIWS, mas,
    veja que mesmo a metade dos Arleigh Burkes opera apenas com um CIWS que é o Phalanx já que há maior confiança no ESSM por exemplo.

    O CIWS faz muito barulho e impressiona, mas não salvará o navio em muitas ocasiões, claro que é melhor ter que não ter, mas a grosso modo não há como equipar todo navio com o que a US Navy gostaria, todos os navios tem um orçamento apertado para aquisição e manutenção então é aquele velho adagio, combate-se com o que se tem e não com o que se quer.

    Além do mais a US Navy e demais Forças sempre irão contribuir com plataformas extras então necessariamente um Zumwalt não precisará estar só.

    abs

  46. joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 10:05 #

    Sem falar que se o navio vier mesmo com os dois canhões Mk-110 de 57 mm eles são aptos à defesa antiaérea de ponto.
    Diferente do Phalanx que usa o conceito hard kill, um canhão como o Mk-110 usa o conceito control kill que tenta destruir o míssil anti-navio a mais de 1 milha de distância sem necessariamente fazer explodir sua ogiva e sim danificando sua célula.
    Agora, se o DDG-1000 vier com o Mk-46 de 30 mm aí ele não tem função antimíssil e o navio ficaria só dependente dos ESSMs para sua defesa.
    De modo geral a USN adota dois e por vezes até três sistemas de defesa antimíssil (sem contar o sistema Aegis) num conceito de camadas:

    Navios que adotam 3 sistemas:
    CVN: SS/ESSM + RAM + Phalanx
    LHA: SS/ESSM + RAM + Phalanx
    LHD: SS/ESSM + RAM + Phalanx

    Navios que adotam 2 sistemas:
    Alguns CVN: SS/ESSM + RAM
    Tico: ESSM + Phalanx
    Burke: ESSM + Phalanx
    Zumwalt: ESSM + Mk-110
    LSD: RAM + Phalanx

    Navios que adotam 1 sistema:
    Alguns Burke: ESSM
    Perry: Phalanx
    LCS: RAM (o Mk-110 não está integrado a um radar de controle de tiro portanto não se presta à função antimíssil)
    LPD 17: RAM

  47. joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 10:23 #

    Corsário,
    Quanto “aos CIWS não serem mais necessários”, o que parece é que a USN está perdendo a confiança nele na medida que surgiu novas opções.
    Apesar do Phalanx Block IB ser bem versátil a dupla RAM combinado com o canhão Mk-38 Mod 2 parece ganhar terreno.
    Uma grande queixa em relação ao Phalanx é que ele tem manutenção complexa.
    O RAM tem se mostrado bastante confiável e em testes seu índice de sucesso foi de mais de 95% em cerca de 300 mísseis lançados contra as mais diversas ameaças, inclusive mísseis supersônicos.

  48. joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 10:30 #

    Há referências na web a respeito de ser possível ao RAM Block II ser lançado verticalmente.
    Em se confirmando ele poderia ser integrado aos lançadores verticais (Mk-41 e Mk-57) dos Burke, Tico e Zumwalt, o que proveria uma defesa em camada mais consistente.

  49. daltonl 11 de janeiro de 2014 at 10:57 #

    Bosco…

    todos os Burkes possuem ao menos um Phalanx hoje em dia, justamente aquele à ré da segunda chaminé. Verdade que muitos dos últimos vieram sem nenhum, mas eventualmente todos receberam até para serem usados contra os temidos “enxames” :)

  50. joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 10:59 #

    Correção do comentário das 10:05:
    Todo DDG-51 Arleigh Burke tem pelo menos um Phalanx.

  51. joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 11:00 #

    Dalton,
    Eu me corrigi após ler com atenção seu comentário anterior e indo verificar no Google.
    Você foi mais rápido. Pra variar! rsrsssss

  52. joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 11:08 #

    Daltão,
    Será que os Burkes que tem o lugar do CIWS de vante vago poderá preenchê-lo no futuro com um RAM, como ocorre nos “Burkes” sul coreanos?

  53. daltonl 11 de janeiro de 2014 at 11:30 #

    Bosco…

    os sul coreanos tem uma grande vantagem: eles possuem apenas tres :), então eles podem enche-los com um monte de coisas…já, lá na US aaand Navy as coisas precisam ser mais balanceadas, para que varias plataformas recebam alguma coisa o que significa as vezes emprestar de Paulo para pagar a Pedro.

    Marinha “pobre” é complicada…mas…deixando algum exagero de lado e guardadas as devidas proporções com as demais marinhas, eles precisam de mais verbas urgentemente.

    abs

  54. joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 12:17 #

    Tem dinheiro pra gastar com um monte de programa que não dá em nada e aí chora pra comprar uma dúzia de sistemas de mísseis que podem fazer diferença na hora do “vamo vê”.

    Mudando de pato pra ganso, a defesa aproximada da USN tem duas vertentes, antimíssil e contra ameaças assimétricas de superfície.

    Na função antimíssil eles possuem:
    CIWS Phalanx (a maioria hoje é da versão Block IB)
    Canhão Mk-110 (se for usado na classe Zumwalt e se no futuro vier a ser associado a um radar de controle de tiro)
    Míssil RAM (a nova versão Block II está entrando em operação) de lançadores Mk-49 e SeaRAM
    Míssil Sea Sparrow e ESSM lançados dos lançadores Mk-41, Mk-57 e Mk-29

    Contra ameaças assimétricas de superfície:
    CIWS Block IB de 20 mm (controle remoto)
    Canhão Mk-38 de 25 mm (operação manual)
    Canhão Mk-38 Mod 2 de 25 mm (controle remoto)
    Canhão Mk-96 (combinação de um canhão M-242 com um lançador de granadas Mk-19 usado nos Cyclones, num reparo tripulado)
    Canhão Mk-46 de 30 mm (tripulado ou de controle remoto)
    Canhão Mk-110 de 57 mm
    Canhão Mk-75 de 76 mm
    Mísseis RAM Block I (?) lançado dos lançadores Mk-49 ou SeaRAM
    Mísseis Griffin (?) tudo indica que serão lançados dos mesmos lançadores do RAM.

  55. joseboscojr 12 de janeiro de 2014 at 9:27 #

    Tem também um monte de metralhadoras e lançadores de granadas que podem ser usados contra ameaças assimétricas, que usam estações de armas em pontos variados num navio.
    As mais comuns são metralhadoras M-60 e M-240 em reparo simples ou duplo, metralhadora Minigun M-134, metralhadoras M-2 em reparo simples e duplo (Mk-95), e lançadores de granadas Mk-19.
    Há também uma séria de armas não letais, a mais comum é o “canhão” sônico LRAD.
    Vale lembrar que armas de energia direta (laser) tem sido testadas e logo serão instaladas em navios,inclusive associada ao Mk-38/2.

  56. juarezmartinez 12 de janeiro de 2014 at 20:59 #

    Grande Bosco,
    possivelmente a turma está mais ligada nos desenvolvimentos futuros de nossa gloriosa MB… :c)

    A arquitetura interna de um navio, junto com o desenho do casco e a relação entre obras vivas e obras mortas, é crucial para o desempenho do dito, no que tange às tais “qualidades marinheiras”. Imagino que um conjunto turbo elétrico deva ser bem mais leve, atualmente, do que era, por exemplo, em unidades da 2ª GM. Nestas o conjunto era sempre situado mais ou menos a meia nau, visto que tal posicionamento tornava mais simples a distribuição de peso. Qto mais peso vc pretender colocar na superestrutura, mas peso terá de colocar abaixo, distribuido, o q é um exercício de engenharia extremamente complicado. Num navio, o centro de gravidade é instável, e dependendo de como o peso for distribuido, mais instável será. Daí se observa que um CT, com a superestrutura e as estações de armamento relativamente leves pode ter uma relação entre comprimento, boca e pontal menos equilibrada, o que acaba permitindo uma maior velocidade. Já um encouraçado. com um conjunto de superestrutura e estações de armamento bem pesado (além da blindagem) terá de ter uma relação mais proporcional entre os eixos de medida. Eu imagino, depois de ler alguma coisa sobre os DDG-1000, que visto que são barcos pensados para apoio de fogo à operações em terra, e também para combate em alto mar, a solução imaginada – o desenho de casco “tumblehome” – implica em menor calado total, ou seja, uma capacidade de navegar em águas mais rasas. Colocar a turbina a vante deve implicar em ter os grupos geradores a meia nau e os motores mais próximos da popa – não “na” popa pq o desempenho está ligado ao comprimento do eixo – e as baterias em espaços intermediários. Imagino q colocar mais peso a vante tem relação com o fato de que os Zumwalt, como não tem praticamente peso acima do convés principal – aquela enorme superestrutura é praticamente vazia, pelo q entendi dos esquemas q encontrei, servindo de suporte para os elementos de radar e comunicações – poderá, em velociadade, rasgar as ondas, e não vogar, o que aumenta a estabilidade. Resta saber se vai dar certo…
    bitt 9 de janeiro de 2014 at 9:48 #

    Bom Daltoni,

    Civil? Surpreendente – como R2 da Armada e ex-prof. da EN, posso atestar q vc entende mais de história naval q a maioria dos oficiais com quem convivi.

    Fico imaginando se os três Zumwalts não serão utilizados meio como protótipos. Como vc disse, e concordo totalmente, são navios q cabem mais na categoria de CGM (acho q a notação é essa, não?..), mas como são navios revolucionários, possivemente, se derem certo, no futuro se faça uma outra encomenda, maior.
    GUPPY 9 de janeiro de 2014 at 20:41 #

    Prezado bitt,

    Aqui no PA, e também no PA e ForTe, o Dalton (daltonl) é o nosso Admiral Dalton.

    Abraços
    GUPPY 9 de janeiro de 2014 at 20:43 #

    Correção…

    Aqui no PN, e também no PA e ForTe,…
    Iväny Junior 10 de janeiro de 2014 at 0:35 #

    Esse aí é dissuasório de verdade.
    Corsario137 11 de janeiro de 2014 at 7:44 #

    Certa vez li, não me perguntem onde, que o DDG1000 seria um “demonstrador de tecnologia operacional” para os novos paradigmas de armamento e ameaças que a Navy planeja construir/enfrentar nas próximas décadas. E que este serviria de base principalmente para a futura classe que substituirá os “Tico”. Daí meu espanto quando li 24 unidades!

    Interessantíssimo o debate acima.

    Sobre a defesa aérea, ainda sou muito arraigado ao passado, não podendo vislumbrar um navio desse porte, a esse custo, e operando perto do litoral sem uma defesa aérea de ponto como ultimo recurso a evitar um strike.

    Eles não tem como adaptar/criar um desenho furtivo para os CIWS ou realmente eles não acreditam que estes sejam mais necessários? Não sei qual das duas hipóteses me espanta mais!
    daltonl 11 de janeiro de 2014 at 9:23 #

    Corsário…

    depende do que você chama “defesa de ponto”. O Bosco
    comentou lá em cima que os Zumwalts deverão operar com o ESSM dos quais 4 compartilham um unico silo e esses misseis são de defesa de ponto.

    Então “defesa de ponto” não se restringe ao CIWS, mas,
    veja que mesmo a metade dos Arleigh Burkes opera apenas com um CIWS que é o Phalanx já que há maior confiança no ESSM por exemplo.

    O CIWS faz muito barulho e impressiona, mas não salvará o navio em muitas ocasiões, claro que é melhor ter que não ter, mas a grosso modo não há como equipar todo navio com o que a US Navy gostaria, todos os navios tem um orçamento apertado para aquisição e manutenção então é aquele velho adagio, combate-se com o que se tem e não com o que se quer.

    Além do mais a US Navy e demais Forças sempre irão contribuir com plataformas extras então necessariamente um Zumwalt não precisará estar só.

    abs
    joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 10:05 #

    Sem falar que se o navio vier mesmo com os dois canhões Mk-110 de 57 mm eles são aptos à defesa antiaérea de ponto.
    Diferente do Phalanx que usa o conceito hard kill, um canhão como o Mk-110 usa o conceito control kill que tenta destruir o míssil anti-navio a mais de 1 milha de distância sem necessariamente fazer explodir sua ogiva e sim danificando sua célula.
    Agora, se o DDG-1000 vier com o Mk-46 de 30 mm aí ele não tem função antimíssil e o navio ficaria só dependente dos ESSMs para sua defesa.
    De modo geral a USN adota dois e por vezes até três sistemas de defesa antimíssil (sem contar o sistema Aegis) num conceito de camadas:

    Navios que adotam 3 sistemas:
    CVN: SS/ESSM + RAM + Phalanx
    LHA: SS/ESSM + RAM + Phalanx
    LHD: SS/ESSM + RAM + Phalanx

    Navios que adotam 2 sistemas:
    Alguns CVN: SS/ESSM + RAM
    Tico: ESSM + Phalanx
    Burke: ESSM + Phalanx
    Zumwalt: ESSM + Mk-110
    LSD: RAM + Phalanx

    Navios que adotam 1 sistema:
    Alguns Burke: ESSM
    Perry: Phalanx
    LCS: RAM (o Mk-110 não está integrado a um radar de controle de tiro portanto não se presta à função antimíssil)
    LPD 17: RAM
    joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 10:23 #

    Corsário,
    Quanto “aos CIWS não serem mais necessários”, o que parece é que a USN está perdendo a confiança nele na medida que surgiu novas opções.
    Apesar do Phalanx Block IB ser bem versátil a dupla RAM combinado com o canhão Mk-38 Mod 2 parece ganhar terreno.
    Uma grande queixa em relação ao Phalanx é que ele tem manutenção complexa.
    O RAM tem se mostrado bastante confiável e em testes seu índice de sucesso foi de mais de 95% em cerca de 300 mísseis lançados contra as mais diversas ameaças, inclusive mísseis supersônicos.
    joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 10:30 #

    Há referências na web a respeito de ser possível ao RAM Block II ser lançado verticalmente.
    Em se confirmando ele poderia ser integrado aos lançadores verticais (Mk-41 e Mk-57) dos Burke, Tico e Zumwalt, o que proveria uma defesa em camada mais consistente.
    daltonl 11 de janeiro de 2014 at 10:57 #

    Bosco…

    todos os Burkes possuem ao menos um Phalanx hoje em dia, justamente aquele à ré da segunda chaminé. Verdade que muitos dos últimos vieram sem nenhum, mas eventualmente todos receberam até para serem usados contra os temidos “enxames” :)
    joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 10:59 #

    Correção do comentário das 10:05:
    Todo DDG-51 Arleigh Burke tem pelo menos um Phalanx.
    joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 11:00 #

    Dalton,
    Eu me corrigi após ler com atenção seu comentário anterior e indo verificar no Google.
    Você foi mais rápido. Pra variar! rsrsssss
    joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 11:08 #

    Daltão,
    Será que os Burkes que tem o lugar do CIWS de vante vago poderá preenchê-lo no futuro com um RAM, como ocorre nos “Burkes” sul coreanos?
    daltonl 11 de janeiro de 2014 at 11:30 #

    Bosco…

    os sul coreanos tem uma grande vantagem: eles possuem apenas tres :), então eles podem enche-los com um monte de coisas…já, lá na US aaand Navy as coisas precisam ser mais balanceadas, para que varias plataformas recebam alguma coisa o que significa as vezes emprestar de Paulo para pagar a Pedro.

    Marinha “pobre” é complicada…mas…deixando algum exagero de lado e guardadas as devidas proporções com as demais marinhas, eles precisam de mais verbas urgentemente.

    abs
    joseboscojr 11 de janeiro de 2014 at 12:17 #

    Tem dinheiro pra gastar com um monte de programa que não dá em nada e aí chora pra comprar uma dúzia de sistemas de mísseis que podem fazer diferença na hora do “vamo vê”.

    Mudando de pato pra ganso, a defesa aproximada da USN tem duas vertentes, antimíssil e contra ameaças assimétricas de superfície.

    Na função antimíssil eles possuem:
    CIWS Phalanx (a maioria hoje é da versão Block IB)
    Canhão Mk-110 (se for usado na classe Zumwalt e se no futuro vier a ser associado a um radar de controle de tiro)
    Míssil RAM (a nova versão Block II está entrando em operação) de lançadores Mk-49 e SeaRAM
    Míssil Sea Sparrow e ESSM lançados dos lançadores Mk-41, Mk-57 e Mk-29

    Contra ameaças assimétricas de superfície:
    CIWS Block IB de 20 mm (controle remoto)
    Canhão Mk-38 de 25 mm (operação manual)
    Canhão Mk-38 Mod 2 de 25 mm (controle remoto)
    Canhão Mk-96 (combinação de um canhão M-242 com um lançador de granadas Mk-19 usado nos Cyclones, num reparo tripulado)
    Canhão Mk-46 de 30 mm (tripulado ou de controle remoto)
    Canhão Mk-110 de 57 mm
    Canhão Mk-75 de 76 mm
    Mísseis RAM Block I (?) lançado dos lançadores Mk-49 ou SeaRAM
    Mísseis Griffin (?) tudo indica que serão lançados dos mesmos lançadores do RAM.
    joseboscojr 12 de janeiro de 2014 at 9:27 #

    Tem também um monte de metralhadoras e lançadores de granadas que podem ser usados contra ameaças assimétricas, que usam estações de armas em pontos variados num navio.
    As mais comuns são metralhadoras M-60 e M-240 em reparo simples ou duplo, metralhadora Minigun M-134, metralhadoras M-2 em reparo simples e duplo (Mk-95), e lançadores de granadas Mk-19.
    Há também uma séria de armas não letais, a mais comum é o “canhão” sônico LRAD.
    Vale lembrar que armas de energia direta (laser) tem sido testadas e logo serão instaladas em navios,inclusive associada ao Mk-38/2.

    joseboscojr em DDG-1000: EUA desenvolvem navio de guerra mais caro do mundo
    mdanton em Não, isto não é um porta-aviões
    Carlos Alberto Soares em Pré-sal vai da euforia à realidade
    CorsarioDF em Relatório aponta graves problemas de desempenho no futuro porta-aviões da USN
    Groo em Relatório aponta graves problemas de desempenho no futuro porta-aviões da USN

    Caro Bitt! Não gosto de meter em assuntos de “marinheiros”, principalmente quando o Admiral Dalton está no comando da operação(o homem é uma bíblia dos navais), mas aqui vai o meu pitaco, até porque vim da graxa.

    Penso que o geradores deverão ficar diretamente acoplados as turbinas e osmotores elétricos poderão ficar em outro compartimento junto com seus respectivos redutores sendo alimentados por cabeamento elétrico

    Grande abraço.

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.

Brasil cria núcleo de missão naval em São Tomé e Príncipe

NPa Grauna

Objetivo é levantar necessidades da guarda costeira do local e elaborar proposta de acordo de cooperação entre os dois países […]

China planeja construir 18 bases navais no exterior, inclusive na Namíbia

PLA Navy

Segundo o jornal The Namibian, estão em curso discussões nos “mais altos níveis” os planos da Marinha do Exército de Libertação […]

Taiwan inicia provas de mar do seu novo navio de apoio logístico

AOE532_Panshi_01

A Marinha da República da China (Taiwan), ROC Navy, iniciou os testes de mar do navio de apoio logístico de […]

Mísseis JL-2 lançados de submarinos chineses poderão alcançar os EUA

JL-2

Os mísseis intercontinentais de segunda geração JL-2, lançados de submarinos, que têm a capacidade de atingir os EUA, já se […]

Tentáculos da superpotência

140322-N-MV682-434

Em foto de 22.03.14, os navios-aeródromo USS Harry S. Truman (CVN 75), embaixo, e USS George H. W. Bush (CVN […]