USS ‘Ronald Regan’ (CVN-76) será enviado ao Pacífico

USS ‘Ronald Regan’ (CVN-76) será enviado ao Pacífico

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USS Ronald Reagan CVN76

A Marinha americana comunicou na última terça-feira (14), que realocará o navio-aeródromo USS Ronald Regan (CVN-76) da atual base em San Diego, na Califórnia, para o Japão. O desdobramento é previsto para o ano que vem, para que um dos porta-aviões alocados na região possa retornar aos EUA para manutenção e reparos. O Ronald Regan está alocado em San Diego desde 2004.

A reconfiguração permitirá à US Navy manter ao menos um NAe na região do oeste do Pacífico, onde as tensões se inflamaram nos últimos meses em torno da disputa entre China e Japão pelo controle do pequeno arquipélago das ilhas Senkaku. “A segurança do ambiente [da Ásia] requer que a Marinha envie os navios mais capazes”, diz o comunicado oficial da Frota do Pacífico. “Essa postura permite a capacidade de resposta mais ágil possível”.

O Pentágono declarou que as ilhas disputadas entre China e Japão estão sob proteção do tratado de defesa entre Tóquio e Washington – o documento prevê que os Estados Unidos intervenham em caso de ataque contra o Japão. Autoridades estadunidenses insistem para que os dois países resolvam pacificamente a questão territorial, mas as tensões aumentaram em novembro do ano passado, quando Pequim estabeleceu uma zona de controle aéreo na região do Mar do Leste, próxima às ilhas – aeronaves que passassem pela área seriam obrigadas a se identificar.

O Ronald Regan será alocado na base Yokosuka, no leste do Japão, e substituirá o USS George Washington (CVN-73), que retornará à base de Norfolk, no estado da Virginia, para reabastecer seu reator nuclear. Ainda segundo a US Navy, um terceiro NAe, o USS Theodore Roosevelt (CVN-71), será transferido para a base em San Diego. Assim, a cidade da Califórnia continuará abrigando dos porta-aviões, uma vez que o USS Carl Vinson (CVN-70) está baseado no local. Atualmente, a Marinha americana dispões de dez navios-aeródromos, nove operacionais e um em manutenção – o processo pode levar anos.

FONTE: Los Angeles Times (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

34 COMMENTS

  1. O título está um pouco errado…….ele não será enviado para o Pacífico…..ele já está por lá ha vários anos……

    Ele muda apenas do Pacífico Oriental para o Pacífico Ocidental…..da Califórnia para o Japão.

    E nunca existem 9 “operacionais” e um em manutenção.

    São pelos menos uns 3 a 5 em diferentes períodos de manutenção.

    Tomando hoje como exemplo; temos os CVN 69, CVN 72, CVN 73 e CVN 74 em manutenção

    E isso não quer dizer que os outros 6 estejam prontos para combate…..hoje temos o CVN 75 na V Frota, CVN 71

  2. Ups, apertei “enter” cedo demais……:-(

    Continuando:

    CVN 71 e o CVN 68 em treinamento e os CVN 70, CVN 76 e CVN 77 em treinamento avançado ou prontos para uma comissão.

  3. Recado aos japoneses ? De qualquer forma nada mudará,
    sai um NAe que opera avançado no Japão com destino ao Atlantico, entra no lugar um baseado em San Diego e o lugar desse é ocupado por outro baseado no Atlantico, continuam sendo 5 NAes no Pacifico.

    Bom, o título da matéria ficou estranho pois o USS Ronald Reagan já está no Pacifico. No original está colocado que o USS Ronald Reagan mudará para o Japão.

    Não um erro de tradução, mas o texto original é confuso quanto ao número de NAes, nove operacionais e um em manutenção.

    Esse um em manutenção na verdade passa por algo muito mais complexo que é o reabastecimento dos reatores nucleares e modernização de meia vida sem a qual o navio não poderia chegar aos 50 anos de vida
    e é um processo sim que leva vários anos, +/- 4 anos.

    Normalmente 1 ou 2 NAes estão passando por um periodo de manutenção prolongado de 14 meses, caso para 2 deles atualmente e um terceiro passando por manutenção menor de poucos meses.

    Resumindo…falta NAe na US Navy.

  4. Pequena correção do que escrevi antes:

    O CVN 68 não está em treinamento……esta em periodo de descanso; acabou de chegar de uma longa missão!

  5. Oi Ivany!

    Não, são todos nucleares…..existem vários non-nucleares que já deram baixa; mas estão todos em péssimas condições.

    E não combinam com as péssimas condições financeiras da MB…..

  6. Oi CVN76

    Então que próximo NAe virá? Não acredito em um nuclear, nem em construção conjunta, porém, talvez liberem para um país aliado um NAe novo e não nuclear, encomendado de uma empresa dos EUA ou Reino Unido.

  7. Ivany

    Qual NAe virá?? Espero que nenhum……PA é coisa para Marinha séria e que tenha dinheiro…..

    Um PA sozinho não serve para nada….é preciso escoltas, navios de suporte e principalmente de uma ala aérea.

    Como a MB tem poucos recursos, creio (na minha humilde opinião) que ela deva se concentrar em submarinos, escoltas e navios de apoio…..

    Não que eu pense que um PA seja uma péssima arma, muito pelo contrario….maaaaas……

    Bom, já estou saindo muito do tópico!

    A propósito, quase todos PA non-nucleares dos EUA estão a Venda….recentemente o CV 59 foi vendido por US$ 1,00.

  8. MO…

    o Indy até pode ter sido inspecionado pela MB pois ele deu baixa quase na mesma época que o Foch foi adquirido e estava em excelentes condições materiais em 1998, mas teria sido demais mante-lo mesmo que o preço de aquisição fosse na época de “apenas” US$ 80 milhões…
    o Foch acabou sendo arrebatado por US$ 12 milões.

    Já o “Sara”, foi descomissionado em 1994 e”stricken” do registro no mesmo dia, ou seja, nem recebeu conservação adequada, imagina o estado dele lá por volta de 1998 …as ancoras por exemplo foram parar no USS Harry Truman
    que foi comissionado em 1998.

    abraços

  9. Uum projeto da engepronta com um casco da Barreto, versaã Tamandua com convoo sobre o casco (A versao brasileira AIC SP do classe Independence CVL) rsss, o navio será totalmente stealth, tanto que o nome sera “Acre” …
    Po Ivany qual nae vira ? ta nessa ainda, se ta dificil NPa de 500 t. vc ta pensando em Nae …

  10. Eu sei Dalton, eu na entro nesta viagens, o Indy, mesmo que ele viesse e eles nos pagassem 80 milhao de bonus seria problema operar ele por aqui, simplesmente por ser brinquedo de gente grande e que pensa grande .. bom o resto vc ja sabe … (Algo tipo “Çaito a gente nao precisamos de tanta tecnologia e afins …)

  11. O lado bom dessa mudança, é uma provável visita do CVN 71 fins de 2015 ao Rio de Janeiro!!!

    Se bem que o Rio teve em pouco tempo a visita do CVN 76, CVN 73 e do CVN 70.

    Seria bom variar um pouco….talvêz Santos ou Salvador??

    Bozó, voce não precisa de um ajudante quando voce for fazer a cobertura jornalística?
    Me ofereço grátis desde já!

    Ja eu, estou sendo enviado ao Japão……nem me pergutaram se eu estaria de acordo….:-)

  12. Bem, se existe um programa de reequipamento de US$ 30 bilhões, eu não vejo porque não pensar em um NAe, uma vez que a marinha é operadora de vanguarda desse tipo de belonave.

    Uma questão: O Cv-62 não seria mais velho e consequentemente mais desgastado (porque viu mais ação, inclusive) do que o Foch?

  13. Ivany…

    Indy foi um dos 5 NAes que passaram pelo “SLEP”
    Service Life Extension Program em meados dos anos 80 e foi descomissionado em 1998 com 39 anos em excelentes
    condições materiais.

    Na MB recebendo boa manutenção e não sendo tão exigido chegaria aos 60 anos fácil…desde que…fosse
    uma realidade um orçamento adequado para mante-lo.

  14. daltonl escreveu:

    Resumindo…falta NAe na US Navy.

    Sim, e não é de hoje. Algumas correntes dão conte de que o ideal mínimo para a USN cumprir com as suas obrigações mundiais seria entre 13 e 14 NAes.

  15. Sim Poggio sem falar que não há mais nenhum NAe
    usado exclusivamente para treinamento.

    O último foi o Lexington descomissionado em 1991 e apesar do Forrestal ter sido preparado para essa função
    acabou sendo descomissionado logo depois.

    Hoje o treinamento tem que ser dividido entre os NAes da ativa, mais um fardo a ser carregado.

  16. Pena que os comentários do assunto ao lado foram bloqueados. Terei que comentar aqui, haha.

    Antes de mais nada, que marinha tem os “bosteros” (São chamados assim pois as mulheres bolivianas literalmente cagam no meio da rua sem nem precisar tirar a roupa!

    Segundo: Estreitar laços de amizade? Bela amizade essa em que só um dos lados tem vantagens, o outro, coitado, importa cocaína via mala diplomática; enriquece meia duzia de políticos parasitas e povo, em guerra.

  17. Poggio, se a Navy tivesse hoje 14 NAe´s ela precisaria de mais escoltas, navios de apoio, etc ou o que ela tem da conta?

    OPu seja, se tirarmos 8 DDG e mais umas 10 FFG das “patrulhas” para servirem de Escoltas, estaríamos cobrindo um santo e descobrindo o outro?

  18. Essa é fácil de responder Fábio e com permissao do Poggio
    já respondo: não teria escoltas nem navios de apoio suficientes.

    Mas não é apenas isso…faltariam alas aéreas também !

    A US Navy chegou a ter 15 NAes nos últimos anos da guerra fria e 13 Alas Aéreas Ativas.

    Hoje há apenas 9 Alas Aéreas completas e uma décima atualmente que existe apenas no papel.

    abs

  19. “juarezmartinez
    16 de janeiro de 2014 at 19:25 #”]]

    Caro Juarez Martinez,

    Quantas dezenas de vezes já afirmamos na trilogia essa estória de NAe no Brasil ?

    Não é amnésia dos caras não !

    É déficit de QI e QE.

    Ou o cvk tá pagando os caras para ENCHER O SACO aqui.

    O Jacubão que tem mais de 30 anos de sal na garganta e nas veias fez um breve relato duas ou três vezes aqui no PN sobre a real situação da nossa GC(e olhe lá heim) e o cara continua batendo nessa tecla.

    É ou não é déficit de QI e QE ?

    Indo ao tema:

    Eita debate gostoso, estão faltando quantos PA’s mesmo pro Tio Sam ?

    Tem quantos operacionais ? Nove ou Dez ?

    E mais, a ala aérea do “menor” deles é muito mais que a FA da maioria dos países do planeta terra.

    É coisa pra gente grande mesmo.

    Aos colegas que debatem em nível técnico e com racionalidade, meus cumprimentos.

    MO

    O “close” de algumas fotos tão meio distantes, quebrou o zoom ? rssss…..

  20. “Alexandre Galante
    16 de janeiro de 2014 at 14:01 #”

    Caro Alexandre Galante,

    Acessei o link e li todos os post, todos mesmos.

    Faço três observações:

    1.- Vários nomes (a maioria) não participa mais da trilogia ou do PN;

    2.- Incrível, mesmo com a afirmação acima, só muda o RG e o endereço, o pensamento difuso continua reinante, com exceções é lógico e

    3.- Cinco anos depois, na essência, o núcleo dos problemas da MB continuam e até se agravaram.

  21. Carlos…

    a rigor não há “menor deles”, pois todos os NAes da US Navy são basicamente do mesmo tamanho, todos pertencentes à classe Nimitz, capazes de operar com 80
    aeronaves mas que embarcam hoje 60 aeronaves incluindo helicopteros.

    A meta é voltar a ter 11 NAes, mas vários anos se passarão até que o futuro USS Gerald Ford alcance sua capacidade operacional plena.

    Dos 10 atuais um está sempre passando por modernização de meia vida e reabstecimento um processo que custa bilhões de dólares e leva 4 anos.

    Outros 2 estão passando por manutenção de 14 à 15 meses, outro em manutenção de 3 à 4 meses e outro recém retornou de um desdobramento de 8 meses.

    Isso deixa um NAe na V Frota, outro prestes a zarpar para substitui-lo e outros 3 que saídos de manutenção ainda necessitam vários meses para estarem em condições de combate, periodo que poderia ser abreviado caso houvesse necessidade.

    Hoje com o orçamento atual não se é mais possivel manter 2 NAes na V Frota que seria o ideal muito menos manter um no Mediterraneo e conforme já divulgado a meta agora será manter o NAe mais tempo no porto porém um pouco mais disponível para uma necessidade.

    abs

  22. “daltonl
    18 de janeiro de 2014 at 9:59 #

    Carlos…

    a rigor não há “menor deles”,

    Mensagem subliminar, entendeu ?

  23. Não tenho como saber o quanto vc está atualizado sobre a US Navy…tem gente que acredita, que além dos Nimitz ainda restam um ou dois “menores” convencionais.

    Talvez não seja muito bom em interpretar uma mensagem subliminar também, mas, irei esforçar-me mais :)

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