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‘Niterói’ de defesa aérea

niteroiAAW

Na década de 1980 era esperado que a Marinha do Brasil (MB) adquirisse uma versão de defesa aérea da classe Niterói. Os planos não saíram do papel. Agora, uma ferramenta poderosíssima chamada Paintbrush permite imaginar como seria uma classe Niterói de defesa aérea (AAW – Anti-Air Warfare).

O desenho superior mostra como poderia ser uma Niterói equipada com o míssil Sea Dart. O lançador foi instalado na proa (22 ou 40 mísseis). O canhão Mk8 foi retirado, mas seria possível manter o canhão da popa. Os sensores foram mudados para um radar de busca Type 1022 D e dois diretores de tiro Type 909.

O desenho inferior mostra a Niterói AAW com o míssil SM-1 Standard na popa no lugar do hangar. O lançador Mk13 leva 40 mísseis Standard SM-1. O Mk13 é usado, entre outros, nas classe FFG-7 e  Charles F. Adams americanas e Cassard francesas. Os sensores foram mudados para o radar de busca AN/SPS-39 3D e dois diretores de tiro AN/SPG-51. Esta configuração mantém o convoo, mas o navio perderia a capacidade de embarcar um helicóptero permanentemente.

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21 Responses to “‘Niterói’ de defesa aérea” Subscribe

  1. Mauricio R. 28 de janeiro de 2014 at 0:11 #

    Horríveis!!!
    O casco da classe “Niterói” necessitaria de uma arquitetura totalmente nova p/ poder abraçar esta missão, dignamente.
    Melhores seriam um par do próprio DDG ” Charles Adams” ou então do Type 42.

  2. Oganza 28 de janeiro de 2014 at 0:41 #

    Eu achei fantástico, só acho que isso deva ser escondido antes que o almirantado veja, vai que… rsrsrs

    40 Sea Dart… no way… no máximo 20, sempre foram muito volumosos e aquela correia transportadora era uma traquitana dos infernos.

    Sds.

  3. daltonl 28 de janeiro de 2014 at 8:55 #

    Ao menos o que foi publicado nos anos 80 dava como
    certo que seriam duas fragatas semelhantes às Niteróis
    porém alongadas.

    Sendo assim talvez pudessem estocar 40 mísseis, os T-42s
    batch I só podiam transportar cerca de 20 Sea Darts,
    porém o Batch 3 foi alongado e teve sua capacidade aumentada para até 40.

  4. Observador 28 de janeiro de 2014 at 8:58 #

    Estes desenhos demonstram que a MB, afinal de contas, tomou uma decisão correta. Estes navios teriam sérias limitações se fossem dedicados à defesa aérea.

    O desenho mostra que o problema é espaço. Não tem como ter função AAW num navio deste tamanho sem sacrificar algo importante em troca.

    E este exercício demonstra que, se o projeto da Niterói não pode ser aproveitado para a função, muito menos pode o projeto da Barroso, como alguns comentaristas defendem.

    Defesa aérea é para navio de porte, como os ABs e Ticonterogas. Até os Type 45 tiveram que sacrificar algumas funções ASW e estes tem 8.500 toneladas.

  5. Alfredo Araujo 28 de janeiro de 2014 at 9:25 #

    Observador… acho q vc confundiu as bolas…

    Uma coisa é as futuras Barroso terem CAPACIDADE de defesa aérea, algo que alguns(eu inclusive) defendem aqui… Outra coisa é ela ser DEDICADA a defesa aérea, que é algo incabível, como vc citou

  6. Alexandre Galante 28 de janeiro de 2014 at 10:07 #

    Quem fez os desenhos não manja nada de engenharia naval nem do projeto Vosper Mk.10.

    O casco na “Niterói” teve problemas com “top weight” e precisou adicionar lastro para manter o equilíbrio.

    Em princípio se pensou em instalar o radar SPS-40, mas foi considerado muito pesado, por isso foi instalado o AWS-2 inglês.

    Seria melhor no lugar de tentar modificar as Mk.10, comprar logo dois Type 42, como fez a Argentina.

  7. Observador 28 de janeiro de 2014 at 11:24 #

    Alfredo Araujo
    28 de janeiro de 2014 at 9:25 #

    Não Alfredo.

    Capacidade de defesa aérea num navio deste tamanho (Barroso) deve ser fornecida pelos canhões (4,5 polegadas e o Trinity) e só.

    Tinha gente querendo ver instalados lançadores verticais nas Barrosos Mod. Para isto, algo teria que ser sacrificado. Não adianta, o navio tem 1.800 toneladas.

    O papel aceita tudo – os desenhos acima comprovam isto – mas a realidade se encarrega de trazer os sonhos para o chão.

    O Galante disse tudo: se a MB queria defesa aérea de área, tinha que comprar um navio compatível para isto. E isto vale para as novas escoltas planejadas para o futuro.

  8. joseboscojr 28 de janeiro de 2014 at 12:27 #

    Eu particularmente não defendo que a futura Barrosa seja dedicada à defesa aérea, ou só acho que é possível sim hoje um navio do porte dela sê-lo.
    Se a MB vai querer ou não ou se é vantajoso ou não, aí é outra história.
    Há radares SPY-1 e até outros mais avançados (AESA, inclusive) compatíveis com um navio de 2000 t e até menores.
    Há lançadores verticais compactos e leves.
    Há mísseis compactos, compatíveis com lançadores verticais e com bom alcance, tais como o Aster 15 (310 kg/35 km), o ESSM (280 kg/50 km) e o Barak 8 (280 kg/70 km). Futuramente haverá uma versão com 100 km de alcance do ESSM.
    A grande maioria desses mísseis sequer precisam de um radar de iluminação (com exceção do ESSM que em alguns sistemas precisa, em outros, não), mas se for o caso, dois desses radares ocupam muito pouco espaço e não comprometem a estabilidade do navio.
    Eu não defendo uma Barroso antiaérea, mas sem dúvida acho melhor do que não ter nada.

  9. joseboscojr 28 de janeiro de 2014 at 12:32 #

    E na verdade nem é necessário um sistema de radar faseado fixo. Pra reduzir custos pode-se instalar radares 3D giratórios de longo alcance e com dimensão e peso reduzido que seriam muito bem vindos em nossa marinha.
    Tudo bem que não teríamos um navio com a capacidade de um DDG-51 ou de um Type 45, mas nos daria uma boa capacidade de defesa de área, coisa que hoje não contamos.

  10. joseboscojr 28 de janeiro de 2014 at 12:42 #

    Digo isso porque há alguns anos, quando se falava em mísseis de defesa de área para navios, pensava-se em mísseis gigantescos com bem mais de uma tonelada, e os primeiros não tinham sequer 40 km de alcance.

  11. Almeida 28 de janeiro de 2014 at 13:06 #

    Primeiro, faltaram os dois canhões Bofors 40mm nessas Niterói AAW.

    Segundo, em ambos os casos, seria melhor retirar o canhão de 4,5 polegadas da popa para por os lançadores, ao invés da proa ou do hangar. Como fizeram com os Aspide no Modfrag.

    Terceiro, os dois radares diretores de tiro do sistema SM-1 estão juntos, apontados para trás do navio. Isso seria idiota, uma vez que cobriria apenas 180 graus e não 360 graus caso ficasse um na frente e outro atrás.

    Ou seja, dois designs furados.

  12. Almeida 28 de janeiro de 2014 at 13:12 #

    Observador, discordo veementemente de sua opinião.

    Hoje, como já bem disse o Bosco, os sistemas são muito menores, mais leves e mais capazes que os de outrora.

    A dupla I-Mast 100 mais ESSM cabe perfeitamente num casco de 1800t mal aproveitado como é o da Barroso. Assim como os radares Elta e o Barak 8 israelenses ou até mesmo o I-Mast 100 mais MICA-VL. E qualquer dessas soluções seria mais capaz do que temos hoje na frota, com os Aspide nas Niterói.

    Dedicada à AAW não. Mas com capacidade de autodefesa AAW, com certeza sim. Ainda mais se tirar aquele 4,5 polegadas ultrapassado da proa e por algo mais leve e sem penetração no convés, como o Oto Melara 76mm Super Rapid.

  13. Observador 28 de janeiro de 2014 at 19:43 #

    Almeida
    28 de janeiro de 2014 at 13:12 #

    O ponto é justamente este: confundir capacidade de autodefesa AAW com capacidade de defesa de área.

    Veja bem a matéria do tópico: a criação de uma gambiarra em um navio não apropriado para a função. Este é meu medo sobre as Barroso.

    Minha resistência em armar um navio destes com capacidade de defesa de área curta (até 25 milhas náuticas do navio) é que no final vão achar que basta uma criar uma classe “Barroso Mod AAW” e a MB estará bem servida em defesa antiaérea.

    Considerando o MinDef que temos, ocupado por indicações políticas e pautado por intenções políticas, é bem possível que a mistura dos conceitos ocorra, intencionalmente ou não.

    E daí, lá se vão as novas escoltas de 6000t (afinal, vão dizer que as Barroso dão conta do recado…).

  14. G-LOC 28 de janeiro de 2014 at 20:11 #

    Oganza, também acho que 40 mísseis são muitos. Acho que a marinha compraria 20 mísseis para dois navios. Seria mais para reserva e alguns disparos de testes.

    Dalton, imagino que seria mesmo necessário alongar o navio caso a instalação do lançador seja na proa. Fiz uma montagem com o desenho na mesma escala da Type 42 bach 1 e a Niterói e não parece precisar de espaço extra para o lançador com 22 mísseis.

    Observador, Não acho que seria limitação ter um navio AAW em um Grupo Tarefa qualquer que seja a limitação do navio (perda do canhão, helicóptero, hangar etc)..

    Existem navios do mesmo tamanho da Niterói com capacidade AAW e tiveram que ter limitações para funcionar. Lembro da classe Baleares espanhola que é uma Classe Knox com o SM-1. A FFG-7 é outro exemplo. Seria o que a MB teria como pagar para comprar ou manter.

    Bosco, existem radares AESA com alcance menor e mais simples como o Sea Girafe 4A, TSR-4D, NS 100, Kronos e ELM-2248 Alpha. O Sea Giraffe tem alcance de 120km sendo suficiente para alvos na costa ou voando baixo.

    Outro navio ou um AEW podem fazer a cobertura de longo alcance. São antenas AESA giratórias. Alguns são versões giratórias de antenas fixas.

    A futura Barroso teria 2500 tons e agora já falam em 3.000 tons. Se aumentar mais já vira uma fragata antiaérea. A Formidable tem 3.200 tons com 32 Aster 15 e Aster 30.

    Almeida, no “olhometro” também parece mais simples colocar um lançador na popa. Nem colocaria um convoo. Bastaria a capacidade de defesa aérea para dar proteção a um GT.

    O arco do radar é bem maior que 180 graus. Deve chegar a mais de 300 graus dependendo da posição. Não adianta nada colocar um diretor de tiro na proa se o lançador não consegue apontar para proa. A posição dos diretores é similar a da Charles F Adams. Mudar a posição do navio para abrir os arcos de tiros ou dos sensores faz parte das ações do navio. Descrições de ataques nas Malvinas e contra a Stark citam este problema.

    Também considerado ler um pouco sobre “técnica de feedback”. Ir logo citando que é “idiota” não é nada educado. Eu não te chamei de idiota por achar que o radar só cobre um arco de 180 graus.

  15. G-LOC 28 de janeiro de 2014 at 20:13 #

    Existia versões lançadas de casulos do Sea Dart e do Standard. Taiwan e Irâ tem a versão em casulo nos seus navios. Poderia ser uma opção para uma Niteroi AAW mais simples.

    4×4 lançadores e um diretor de tiro já daria uma capacidade limitada de defesa aérea de área. Serviria para alguns cenários.

  16. Almeida 29 de janeiro de 2014 at 15:30 #

    G-LOC, não chamei ninguém de idiota, disse que seria uma solução idiota. Se foi você quem fez os desenhos, meu feedback é que você posicione apenas um radar diretor ou dois em posições opostas, pois do jeito que está gastou-se um monte de dinheiro em mais um radar que não servirá de nada, por isso chamei a solução de idiota.

    Mesmo sabendo que eles podem cobrir mais que 180 graus, ainda assim não cobrem 360 graus. E como este lançador é do tipo conteirável com um míssil por vez, ter dois radares apontados pro mesmo lado não ajuda em nada. A quantidade de mísseis lançados é inferior a capacidade do radar de controle. Agora, mesmo com o lançador apontado para trás, os mísseis podem sim ser apontados para frente, caso haja um radar diretor cobrindo aquele setor. Ele perderia velocidade e alcance fazendo uma pequena curva, sim, mas ainda poderia ser usado.

  17. Almeida 29 de janeiro de 2014 at 15:37 #

    Observador, entendo seu ponto. Mas como acredito que o PROSUPER não vai dar em nada, ou vai ser decidido tarde demais como foi o FX-2, ter quatro Barrosos com radares modernos e mísseis como o ESSM seria muito melhor do que temos hoje na forma dos Aspide das Niterói.

    É o ideal? Definitivamente não. Mas é o que o almirantado de hoje quer pro nosso futuro, um NAe desdentado, docado, sem ala aérea capaz mais um casco de submarino gigante…

  18. G-LOC 29 de janeiro de 2014 at 19:05 #

    Como dizem no exército, se é idiota e funciona então não é idiota. O desenho é um copia e cola da solução existente. A US Navy não me parece nada idiota.

    Vc exagera ao dizer que um radar não serve para nada pois a ameaça pode ser múltipla e de uma direção só. Não é um radar para cobrir setores (180 graus cada um na sua concepção).

    Se o míssil pode ser disparado para frente então o navio pode manobrar para abrir o arco de visão do radar. Estamos entrando em looping se vc ignorar isso.

  19. joseboscojr 29 de janeiro de 2014 at 19:31 #

    G,
    Mas será que o radar de controle de tiro do canhão voltado para a proa do Charles F. Adams não tinha capacidade secundária de iluminar alvos para o míssil Tartar contra alvos que viessem do arco frontal?
    Se bem que pode ser que os antigos Tartar não tivessem capacidade de manobra a ponto de cobrir alvos que estivessem encobertos do lançador pela superestrutura do navio.
    As fragatas OHP, como sabemos, tinham um lançador conteirável de mísseis na proa mas tinham um radar voltado para a popa, o STIR, capaz de guiar (iluminar os alvos) os mísseis Standard SM-1 contra alvos no setor traseiro.

  20. G-LOC 29 de janeiro de 2014 at 20:18 #

    Olá Bosco, eu fiquei de conferir esta informação visto que as FFG-7 tem esta capacidade em alcances menores.

    Imagino que iriamos operar os SM-1 e não o Tartar. Já no caso do Sea Dart acho que não seria possível sem um diretor dedicado.

  21. Mauricio R. 31 de janeiro de 2014 at 1:04 #

    Bosco,

    Creio que vc está dando mta enfase a antena do radar e não ao equipamento, como um tdo.
    A antena está lá no topo de mastro, mas no interior do casco ocupando espaço, consumindo energia e ar condicionado, estão o transmissor, o receptor, o processador de sinais, as fontes de alimentação, etc…

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