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A DCNS entregou em cerimônia oficial a fragata multimissão Mohammed VI à Marinha Real do Marrocos. Estiveram presentes no evento o rimão do rei do Marrocos, príncipe Moulay Rachid El Alaoui, o ministro da Defesa francês Jean-Yves Le Drian, e o CEO da DCNS, Patrick Boissier. O navio foi batizado em homenagem ao soberano marroquino, e é a primeira unidade do modelo FREMM a ser adquirida por um cliente estrangeiro.

Trata-se da segunda embarcação do tipo desenvolvida e construída pela DCNS em um lote de 12 unidades para as Marinhas francesa e marroquina. O Mohammed VI conta com as mesmas inovações tecnológicas e de produção presentes dos navios a serem entregues para a França. A Marinha Real do Marrocos poderá adquirir sistemas de armas e munições para a fragata diretamente de outros fornecedores.

Graças à versatilidade e manobrabilidade, as fragatas FREMM se adaptam às necessidades operacionais das forças navais em todo o mundo. Os navios são desenvolvidos para combater todos os tipos de ameças aéreas, de superfície, submarinas e baseadas em terra. “O Mohammed VI é um navio muito especial para nós, pois o Marrocos foi o primeiro país depois da França a encomendar uma fragata FREMM fabricada pela DCNS”, declarou o CEO da empresa,  Patrick Boissier. “Estamos profundamente honrados por essa demonstração de confiança, particularmente porque o Mohammed VI será o maior e mais poderoso navio da Marina Real do Marrocos quando entrar em serviço”, completou.

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Membros da tripulação designada para o navio participaram das provas de mar para se habituarem com a rotina das operações à bordo. Trabalhando em conjunto com militares da Marinha Francesa, a tripulação marroquina realizou atividades desde monitoramento dos sistemas de propulsão até exercícios de segurança e gerenciamento do navio. Os militares do Marrocos já haviam se familiarizado com o a plataforma de gerenciamento do modelo FREMM através de treinos com simuladores no estaleiro da DCNS em Lorient, e no centro de Le Mourillon, próximo a Toulon, no sul da França. O Programa de construção das 12 fragatas prevê 11 unidades para a Marinha francesa e uma para Marinha Real do Marrocos. A primeira embarcação para a França, a Aquitaine, foi entregue em novembro de 2012.

Cinco unidades estão atualmente em construção no estaleiro em Lorient. A terceira fragata, Normandie, iniciou as provas de mar em outubro de 2013, e tem previsão de entrega à Marinha francesa no fim deste ano. A Provence foi lançada em 18 de setembro do ano passado. A 5ª e a 6ª unidade estão em diferentes estágios de montagem, e a cerimônia de corte da primeira chapa da 7ª unidade aconteceu no fim de 2013.

Especificações técnicas das fragatas FREMM

• Comprimento: 142 m
• Boca: 20 m
• Deslocamento aproximado: 6,000 toneladas
• Velocidade máxima: 27 nós
• Tripulação: 145 pessoas
• Alcance: 6,000 milhas a 15 nós de velocidade.

Sistemas de combate da Mohammed VI

• Canhão principal de 76mm
• Equipada para disparar 8 mísseis antinavio Exocet MM40
• Capaz de disparar 19 torpedos antissubmarino
• Equipada com 16 mísseis antiaéreos Aster

FONTE: Navy Recognition (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

8 Responses to “DCNS entrega fragata ‘Mohammed VI’ à Marinha Real do Marrocos” Subscribe

  1. Carlos Alberto Soares 1 de fevereiro de 2014 at 0:02 #

    A España agradece de antemão.

    France$e$ kkkk ….

  2. GUPPY 2 de fevereiro de 2014 at 11:39 #

    Prezado Carlos Alberto Soares,

    Poderia, por obséquio, explicar porque a Espanha agradece? Estou voando…

    Obrigado

  3. Fabio ASC 2 de fevereiro de 2014 at 13:48 #

    Guppy, pensei a mesma coisa… durrrr

  4. Almeida 4 de fevereiro de 2014 at 16:29 #

    Ficou bonita nesta foto!

    Agora vem a pergunta, o Marrocos precisa de um navio deste porte? Pra quê?

  5. GUPPY 4 de fevereiro de 2014 at 18:06 #

    Prezado Fabio ASC,

    A única lógica eu vejo para a Espanha gostar da compra de uma FREMM pelo Marrocos seria uma possível ameaça deste Reino para retomar os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla e, por isso, a Espanha teria um motivo real para melhorar qualitativa e quantitativamente sua Armada e Ejercito del Aire.

    Abraços

  6. daltonl 4 de fevereiro de 2014 at 20:00 #

    Marrocos e Argelia não são amigos e a marinha argelina
    é maior, inclusive está adquirindo novas fragatas então o Marrocos está expandindo sua marinha inclusive está em estudos adquirir seus 2 primeiros submarinos para fazer frente aos 4 submarinos argelinos.

  7. Almeida 5 de fevereiro de 2014 at 11:33 #

    Então Daltonl, mas um embate entre Argélia e Marrocos se daria no Mediterrâneo, em águas costeiras em grande parte.

    Precisa de uma fragata de 6000t?

    Não seria melhor submarinos, como você citou? Ou Fast Attack Boats/Craft? Corvetas bem armadas?

  8. daltonl 5 de fevereiro de 2014 at 12:26 #

    Almeida…

    não sei se é o seu caso, mas tenho visto uma certa resistencia aqui aos navios de 6000 toneladas.

    Na minha opinião, 6000 toneladas é o mínimo para que não haja tanto comprometimento para se ter um navio
    mais eficaz, seja nos sensores, armamento, habitabilidade, tamanho da aeronave, alcance, etc.

    O ideal é ter uma força equilibrada, uma mistura de navios maiores e menores e não à toa a MB está atrás
    de pelo menos 5 nessa faixa de deslocamento.

    Uma grande vantagem da FREMM, principalmente a francesa é a pequena tripulação relativa ao tamanho do navio: menos de 150 o que é importante para uma pequena marinha ainda mais ao longo de pelo menos 30 anos que o navio ficará em serviço.

    A FREMM está substituindo uma velha corveta de 1500
    toneladas que possui praticamente o mesmo número de tripulantes da FREMM e dará ao Marrocos uma persistencia e capacidade impossivel de se conseguir apenas com submarinos e embarcações rápidas de ataque.

    E novamente entra em cena o fator motivacional: o vizinho deles, Argélia que está expandindo suas forças, além do tamanho da costa e posição geográfica.

    abs

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