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O maior e mais caro navio da Marinha indiana, o INS Vikramaditya, passou por problemas constrangedores durante a viagem das instalações do estaleiro Sevmash, no norte da Rússia, até a base naval de Karwar, no oeste da Índia.

As informações são de que o navio-aeródromo, adquirido da Rússia e entregue com cinco anos de atraso a um custo de 2,33 bilhões de dólares, sofreu um colapso no sistema de caldeiras durante o percurso de 42 dias, comprometendo a capacidade de passar por águas encrespadas com velocidade de até 56 quilômetros por hora. A embarcação tem um histórico de problemas com as caldeiras, que causaram o insucesso de um ciclo de provas de mar em 2012. Outro incidente envolveu o navio de reabastecimento que acompanhava o NAe e não conseguiu completar uma operação de abastecimento na região da costa de Portugal. O episódio gerou dúvidas quando à capacidade de a Marinha abastecer seus navios em alto-mar.

Um alto representante do Ministério da Defesa indiano confirmou ao Hindustan Times que o porta-aviões passou por problemas técnicos durante a viagem para casa, e que seria pedido à Marinha um relatório detalhado dos incidentes. Os problemas com o Vikiramaditya são mais um golpe em uma Força que tenta administrar um histórico de dez acidentes navais nos últimos seis meses, alguns dos quais classificados  apenas como “não-incidentes”.

Oficiais superiores negam que o NAe tenha sofrido dificuldades significativas, mas foram desmentidos pelo Ministério da Defesa. Segundo fontes ligadas à Marinha “uma das oito caldeiras apesentou falhas, mas o navio consegue se manter no mar com até quatro delas funcionando”. Ainda segundo as fontes, “o navio de reabastecimento INS Deepak não conseguiu reabastecer o porta-aviões na costa portuguesa por conta do mar turbulento. A operação foi suspensa até que as condições fossem favoráveis”. O INS Vikramaditya passou por uma avaliação minuciosa no sistema de caldeiras logo após chegar em Karwar – procedimento definido como “manutenção rotineira”.

As complicações na primeira viagem pós-comissionamento são a controvérsia mais recente de uma parceria iniciada com a Rússia e que previa que a Índia pagasse apenas o custo das reformas – o orçamento original da aquisição do NAe era de 947 milhões de dólares. Porém, o acordo entre os dois países foi se complicando por conta dos diversos atrasos e da escalada vertiginosa dos custos. O porta-aviões foi entregue cinco anos depois do previsto e cercado de críticas ao governo indiano, que pagou pelo navio reformado cerca de 60% a mais do que custaria uma embarcação nova do mesmo tipo.

FONTE: Hindustan Times via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

13 Responses to “INS ‘Vikramaditya’ teve falhas em viagem até base naval” Subscribe

  1. Marcos 11 de fevereiro de 2014 at 14:51 #

    E tem gente que adora equipamento russo!

  2. Alfredo Araujo 11 de fevereiro de 2014 at 14:54 #

    INS San Paulinsk

  3. Observador 11 de fevereiro de 2014 at 16:41 #

    É.

    Este tal de “Vida Mardita” é um poço de problemas e um ralo de dinheiro.

    E ainda não está operacional.

    A sorte é que o navio chinês que é o seu nêmesis, o Shilang, bem como o caça embarcado Shenyang J-15, ainda não estão operacionais.

    Quero ver a quebra de braço quando os dois estiverem em operação.

  4. Colombelli 11 de fevereiro de 2014 at 17:39 #

    A diferença pro São Paulo é que ainda não morreu ninguem nele (por enquanto).

  5. juarezmartinez 11 de fevereiro de 2014 at 18:26 #

    Eu cantei esta pera uma tres semanas, que eu queria e quero ver a hora que ele pegar uns 45] C no golfo de BNengala com caldeira a pleno, vai ser uma “tragédia” como diria um amigo meu.
    Um navio projetado incialmente para operar no atlantico notrete e no Pacifico norte com claderas ucranianas e turbinas Ucrnianas, reformado por russos, com sistema eltrônicos Indianos só vendo operar para crer.

    Grande abraço

  6. Almeida 11 de fevereiro de 2014 at 18:33 #

    Quando vão aprender que não vale a pena reformar um navio deste tamanho que usa caldeiras? Indianos, russos, brasileiros…

  7. Almeida 11 de fevereiro de 2014 at 18:34 #

    Alfredo Araujo, adorei sua renomeação! Hahaha!

  8. MO 11 de fevereiro de 2014 at 19:48 #

    Em tempo Srs, senhoritos e afins , a 2a parte do Turnarund Porta Buneco 5 estrelas

    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/02/ms-silver-spirit-c6xu6-turnaround-ssz.html

    Part II – Outbound

    10 photos

  9. Guizmo 11 de fevereiro de 2014 at 19:57 #

    To começando a achar que a US NAVY pode rever seu orçamento para os NaEs…..pra que ter 10/12 navios nucleares se os potenciais adversários nem conseguem manter os seus flutuando?

  10. CorsarioDF 13 de fevereiro de 2014 at 8:51 #

    E tem um determinado país dos trópicos que anda dizendo que vai construir dois NAe…

    Impressionante como tem maionese por essas bandas…

    ST

  11. MO 13 de fevereiro de 2014 at 12:01 #

    Caramba, nem tinha me atentado a este detalhe = E ainda seriam pseudos feitos aqui ????? vixi …

  12. MO 13 de fevereiro de 2014 at 14:47 #

    Em tempo = http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/02/manobras-entre-10-e-11012014.html

    11 ships / 15 photos

  13. daltonl 13 de fevereiro de 2014 at 19:10 #

    “…A sorte é que o navio chinês que é o seu nêmesis, o Shilang, …”

    Shi Lang era o nome que acreditava-se seria dado ao NAe
    chinês, que acabou sendo chamado de Liaoning.

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