Dry DOck FLooding

A Marinha dos Estados Unidos iniciará um ciclo de mais de dois anos para teste e integração de tecnologias e sistemas do recém-batizado USS Gerald R. Ford, primeiro navio-aeródromo da classe de mesmo nome. O NAe tem previsão de comissionamento para 2016.

Segundo o responsável pelo programa de desenvolvimento dos novos porta-aviões, almirante Tom Moore, a fase de testes para o navio de 77 mil toneladas é mais longa porque a primeira unidade da classe inclui uma infinidade de novidades tecnológicas. “Estamos no estágio inicial desses 26 meses de experimentos. O programa de testes será prolongado em relação à classe anterior por conta dos muitos sistemas e tecnologias experimentais a bordo”.

O projeto e a construção dos NAes foi alvo de especulações e críticas por parte de legisladores e analistas por conta do aumento dos custos, e da confiabilidade questionável de algumas tecnologias implementadas. Representantes da US Navy apontam que pelo menos 3,3 bilhões de dólares dos 12.8 bilhões investidos no Gerald R. Ford são classificados como custos não-recorrentes, a fim de projetar e produzir tecnologias inéditas para a nova classe de navios.

A previsão é de que os Ford substituam as embarcações da atual classe Nimitz uma a uma nos próximos anos, à medida em que os navios da Frota forem descomissionados. De acordo com o almirante Moore, as unidades seguintes ao Gerald R. Ford permanecerão em serviço até 2110, uma vez que a via útil de um NAe pode chegar a 50 anos.

FONTE: Military.com (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

17 Responses to “USS ‘Gerald R. Ford’ iniciará ciclo de integração de sistemas” Subscribe

  1. Mauricio Silva 21 de fevereiro de 2014 at 16:17 #

    “De acordo com o almirante Moore, as unidades seguintes ao Gerald R. Ford permanecerão em serviço até 2110, uma vez que a via útil de um NAe pode chegar a 50 anos.”

    Que raio de matemática é esta!?!?! A vida do navio é de 50 ou de quase 100 anos????
    Tá, erro de digitação… Faz parte…
    Mas que esta foto impressiona, disso não há dúvidas.
    SDS.

  2. Mauricio Silva 21 de fevereiro de 2014 at 16:24 #

    Opa! Erro meu!
    Então há previsão de se estar lançando navios da classe Ford até 2060?
    Comparando com o Nimitz, o primeiro foi comissionado em 1975. O último, 2009. Intervalo de tempo de 34 anos.
    Vamos imaginar que o Ford seja comissionado em 2020 (para arredondar). Então o último da classe seria comisionado em 2060 (pelas informações da reportagem). Diferença de 40 anos.
    Parece muito.
    Quem viver, verá (o que, com certeza, não será meu caso).
    SDS.

  3. daltonl 21 de fevereiro de 2014 at 19:02 #

    Mauricio…

    o futuro USS Gerald Ford deverá ser comissionado em 2016…se ele irá alcançar o IOC em 2017 e se estará pronto para sua primeira missão em 2018 aí é outra estória.

    Sua conta de 34 anos está correta, mas é preciso acrescentar que o programa foi muito mais tranquilo…os “Nimitz” aproveitaram muito da esperiencia com o Enterprise e dos NAes convencionais das classes Forrestal, Kitty Hawk e do John Kennedy.

    Ocorreu também de 2 deles serem contratados em 1982 e outros 2 contratados em 1988…coisa que não acontecerá com a futura classe aliás a tendencia é aumentar o espaço de construção de cada um.

    Se 10 Fords forem construídos com um espaço de 5 a 6
    anos entre eles então o último será comissionado lá por volta de 2062 a ser descomissionado por volta de 2112, dentro do que o texto menciona, 2110.

    abs

  4. Mauricio Silva 21 de fevereiro de 2014 at 20:35 #

    Olá daltonl.

    Bom, alguma coisa dos Nimitz também deve ser aproveitada nos Gerald Ford.
    Como o útimo dos Nimitz entrou em serviço em 2009 (o Bush), em 2060 ele já terá 51 anos de operação (dentro do previsto da vida útil). E o Ford terá cerca de 46 anos de operação (estando no final de sua vida útil.
    Então as contas batem. Mas ainda acho que entre o primeiro e o último Ford, alguma nova classe deva surgir (inclusive para substituir o próprio Ford). Como ocorreu com o Bush, que teve parte da sua construção feita em paralelo com a do Gerald Ford.
    Concordo que o período de 5 ou 6 anos entre as entradas em serviço parece bem realista.
    SDS.

  5. daltonl 21 de fevereiro de 2014 at 21:00 #

    Mauricio…

    o “Bush” foi praticamente uma repetição do “Reagan” e esses dois são considerados uma subclasse com algumas inovações, mas o principal, ou seja, as catapultas, o aparelho de frenagem, os reatores, a disposição dos elevadores de aeronaves e elevadores de armas, etc, são identicos a todos da classe.

    O “Ford” será muito diferente…nem mesmo ancoras de NAes já retirados poderão ser reaproveitadas como o próprio “Bush” utiliza do ex-USS Independence.

    E o “Bush” não teve parte de sua construção em paralelo com a do “Ford”. O “Bush” foi comissionado em 2009 mesmo ano em que a quilha do “Ford” foi batida, mesmo que os “estudos” para a classe “Ford” tenham começado anos antes.

    abs

  6. Mauricio Silva 21 de fevereiro de 2014 at 22:29 #

    Olá daltonl.

    Pansei que pela superposição de datas tivesse havido alguma montagem em comum (paralelamente) entre o “Bush” e o “Ford”.
    Se entre as duas classes (Nimitz e Gerald Ford) existem tantas diferenças, realmente o salto foi grande, o que explica as expectativas com a nova classe.
    Belo navio, sem dúvida.
    SDS>

  7. Carlos Alberto Soares 22 de fevereiro de 2014 at 1:50 #

    Eita matemática made in USA.

    Fico imaginando um certo Almirante de fala pastosa e olhos vermelhos de uma nação Sul Americana, raciocinando e fazendo contas dos atuais Sub’s e no futuro os 04 $ub france$e$ o em 2035 o $ubNuc.

    Ia bombar no Y.

  8. Corsario137 22 de fevereiro de 2014 at 2:02 #

    Pra quem entende eu pergunto…

    E a tal catapulta eletromagnéica? Já vai estar presente?

  9. daltonl 22 de fevereiro de 2014 at 9:45 #

    Sim Corsário…o problema é que no estado atual as catapultas eletromagnéticas estão abaixo das expectativas e menos eficientes que as catapultas instaladas na classe Nimitz.

    Quando o Enterprise entrou em serviço em 1961 ele portava as novas catapultas C-13 por exemplo, mas essas nada mais eram que uma melhoria das C-7 instaladas em NAes anteriores.

    O que se está tentando fazer agora é uma radicalização total e não apenas nas catapultas portanto se o futuro
    USS Gerald Ford será tudo isso que apregoam só o tempo dirá.

    Então talvez fosse interessante reabastecer o USS George Washington pois o USS Abraham Linconl só será devolvido a US Navy em 2017 então em 2016 a situação será de um NAe terminando e outro iniciando o reabastecimento/modernização mais o “Ford” que precisará de alguns anos mais para tornar-se efetivo.

    Os 8 NAes restantes terão que “carregar o piano”.

    De onde o dinheiro para o GW virá e se vier que outros danos causará à US Navy no que tange novas construções, manutenções e programas de armas não se faz idéia.

    abs

  10. Mauricio Silva 22 de fevereiro de 2014 at 10:46 #

    Olá daltonl.

    “…o problema é que no estado atual as catapultas eletromagnéticas estão abaixo das expectativas e menos eficientes que as catapultas instaladas na classe Nimitz.”

    A catapulta eletromagnética é um motor elétrico linear (semelhante ao usado nos sistemas de tração MAGLEV dos trens). Ele (motor linear) tem elevado torque (no caso, força) inicial, o que o torna adequado para tração e para propulsão, como numa catapulta. Mas…
    Como o espaço no navio aeródromo é pequeno, para conseguir a força e, consequentemente, a aceleração necessário para o lançamento da aeronave, provavelmente o “rotor” (a parte móvel que acelera a aeronave) deverá ser feito de material especial de elevada condutividade elétrica (perto de um “super condutor”). Porém a super condutividade só é alcançada em baixas (baixíssimas) temperaturas.
    É provável que haja um sistema de refrigeração ao longo do percurso da catapulta para manter o “rotor” do motor linear refrigerado. Só que a indução elétrica nesse “rotor” gera uma elevada corrente elétrica, que o aquece (e muito). Aquecido, o “rotor” perde condutividade, perdendo também força no lançamento.
    Creio que esteja ai o problema da eficiência da catapulta eletromagnética. Um possível modelo de catapulta híbrida (vapor – eletromagnética) poderia ser mais efetiva.
    Claro, tudo isso “em teoria”.
    SDS.

  11. daltonl 22 de fevereiro de 2014 at 11:55 #

    Mauricio…

    a US Navy não quer mais saber de “vapor” em seus navios, então acho que a coisa agora é…ou vai ou racha.

    Até os chineses já declararam que em seus futuros NAes de propulsão nuclear as catapultas serão eletromagnéticas.

    Louvavel o que está sendo feito e provavelmente as dificuldades serão superadas mas a um custo e prazo
    maiores que o esperado.

    abs

  12. Mauricio Silva 22 de fevereiro de 2014 at 12:21 #

    Olá daltonl

    “a US Navy não quer mais saber de “vapor” em seus navios, então acho que a coisa agora é…ou vai ou racha.”

    Mas não tem jeito… a propulsão é feita usando turbinas à vapor. Um projeto híbrido de catapultas poderia usar linhas de vapor com pressão muito mais baixa que as usadas nas catapultas convencionais. Obviamente, seria um estágio intermediário.
    É uma solução de compromisso: usar as “vantagens” de uma tecnologia inovadora e a “confiabilidade” da tecnologia conhecida.
    Acredite, não é impossível construir um modelo híbrido. Mas tem momentos que a opção é “saltar de para quedas”. E não existe “meio salto”.
    SDS.

  13. Marcos 22 de fevereiro de 2014 at 12:51 #

    A imagem do USS Gerald R. Ford impressiona. Mas o que realmente faltou ai foram os quatro gigantescos Fans para fazer com que ele voe.

  14. daltonl 22 de fevereiro de 2014 at 12:52 #

    Mauricio…

    o mais novo LHD da US Navy, o USS Makin Island foi o primeiro navio a utilizar um sistema hibrido GTE e DE e assim serão os futuros LHAs da classe América.

    Enquanto os Nimitz possuem 2 reatores nucleares A4W
    e 4 turbinas a vapor o novo “Ford” terá 2 reatores nucleares A1B que deverão fornecer até 3 vezes mais eletricidade do que o A4W e nenhuma turbina a vapor.

    abs

  15. Mauricio Silva 22 de fevereiro de 2014 at 13:49 #

    “…o novo “Ford” terá 2 reatores nucleares A1B que deverão fornecer até 3 vezes mais eletricidade do que o A4W e nenhuma turbina a vapor.”

    Mas como é que você vai gerar eletricidade sem uso de um conjunto turbo/gerador?
    O reator atômico por si só não gera eletricidade, mas sim calor que tem de ser utilizado como “fonte quente” de uma máquina térmica (uma turbina à vapor). Essa por sua vez aciona um grupo gerador para fornecer eletricidade para a embarcação.
    O reator e o conjunto turbo/gerador dos Gerald Ford podem ser (e são) mais eficientes que os do Bush. Mas ainda tem vapor no meio do caminho.
    SDS.

  16. daltonl 22 de fevereiro de 2014 at 19:41 #

    Mauricio…

    vc está certo…apenas navios movidos a energia nuclear
    terão turbinas a vapor, ao menos por enquanto,porém, os Wasps foram os últimos navios convencionais a adotar caldeiras na US Navy e mesmo o último da classe o USS Makin Island não utiliza culminando com o abandono do vapor na US Navy.

    No mais a dependencia do vapor diminuirá sensivelmente
    nos “Fords” já que catapultas, aparelho de frenagem e outros sistemas a bordo contarão com a maior capacidade de gerar eletricidade do novo modelo de reator nuclear.

    abs

  17. Almeida 24 de fevereiro de 2014 at 15:12 #

    O bicho é tão grande que parece estar “envergado”!

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