JMSDF Fleet Review 2012 - 30

Japão está à frente da França, mas Constituição permite ação somente em caso de ataque direto contra o país

Denise Chrispim Marin

ClippingNEWS-PAAs Forças de Autodefesa japonesas têm o quinto maior orçamento do mundo, de US$ 56,8 bilhões em 2013, segundo o relatório IHS Jane´s Annual Defense Budget Reviews. A França, um dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONLU, está logo atrás no ranking.

O Japão está munido de um contingente de 140 mil soldados, 141 navios de guerra e 410 aviões militares. No entanto, segundo a Constituição japonesa, esse poderio pode entrar em ação somente se houver um ataque direto contra o Japão. O país não pode sair em socorro dos vizinhos atacados nem reagir a um bombardeio a uma base americana em seu território.

A limitação tem sido percebida nas participações japonesas em forças de paz e de transição das Nações Unidas e na coalização comandada pelos EUA no Iraque. Se uma tropa aliada é atacada, os soldados japoneses têm de se conter. Só podem revidar se estiverem na linha de fogo e estão proibidos de atuar em missões de ataque.

A intromissão de submarinos e navios chineses no mar territorial japonês, intendificada neste ano, tem sido revidada apenas com alertas verbais e manobras militares. Sem um disparo do lado chinês, os comandantes dos navios de guerra do Japão nada podem fazer.

Esses limites, porém, não impedem o alto grau de preparo dessas forças. “A Marinha e a Força Aérea do Japão dariam uma surra nas forças chinesas em caso de conflito pela posse das ilhas Senkaku/Diaoyu. A marinha japonesa é uma das mais potentes do mundo”, avaliou Christopher Nelson, da consultoria Samuels International, levando em conta o uso apenas de armas convencionais.

“Revisionismo” sobre 2ª. Guerra irrita vizinhos

Políticos e autoridades ligados ao governo de Shinzo Abe, Primeiro-ministro do Japão, não facilitam sua tarefa de conferir às Forças de Autodefesa do Japão a atribuição de ataque militar. Nos últimos meses, vários deles fizeram declarações públicas negando atrocidades cometidas pelo Exército Imperial japonês nos anos 30 e 40, em especial na China e na Coreia. A controvérsia está respingando nos EUA e causando preocupação adicional na Coreia do Sul.

Katsuto Momii, presidente da NHK, a rede pública de televisão japonesa, disse que o uso de escravas sexuais nos países sob ocupação era algo “comum em qualquer guerra”. O comentário fez com que a embaixadora dos EUA, em Tóquio, Caroline Kennedy, filha do ex-presidente John F. Kennedy, cancelasse um encontro que teria com ele. Katsuto recusou-se a retirar sua afirmação.

FONTE: O Estado de São Paulo

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Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

4 Comentários para “Japoneses têm o quinto maior orçamento militar”

  1. Mauricio Silva 24 de fevereiro de 2014 at 13:36 #

    Bom, o Japão está no meio de um “hot spot”. É natural que o mesmo tenha um orçamento militar elevado. Da mesma forma, há uma “tradição belicista” no país.
    SDS.

  2. Guizmo 24 de fevereiro de 2014 at 14:04 #

    Mais importante do que o valor total do gasto, seria interessante desmembrar onde os valores são alocados e comparar por nação. Qual o percentual gasto com custeio de pessoal, P&D, manutenção de equipamento atual, novos projetos, etc.

  3. Corsario137 24 de fevereiro de 2014 at 22:06 #

    Se não estou falando besteira, o. Japão desde a segunda guerra só pode gastar 1% do seu PIB em Defesa.

    Acontece que o PIB do Japão é enorme e por isso ele já é um dos que mais gasta faz anos.

  4. Carlos Alberto Soares 25 de fevereiro de 2014 at 1:13 #


    Guizmo
    24 de fevereiro de 2014 at 14:04 #

    Mais importante do que o valor total do gasto, seria interessante desmembrar onde os valores são alocados e comparar por nação. Qual o percentual gasto com custeio de pessoal, P&D, manutenção de equipamento atual, novos projetos, etc.”

    Manda o Júlio pra lá que eles quebram em dois anos e ficam igual a Navy do Paraguay.

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