Bastion_crimea

Notícias não-confirmadas apontam que a Marinha russa está enviando plataformas de mísseis anti-navio baseadas em terra, em resposta à presença de dois navios da Marinha americana no Mar Negro durante as últimas semanas. O contratorpedeiro da classe Arleigh Burke USS Truxtun (DDG 103) passou pelo Estreito de Bósforo na última sexta-feira (07) e chegaram ao Mar Negro em meio à escalada das tensões na região da Crimeia, sudeste da Ucrânia. As forças russas também deslocaram duas embarcações da Força-Tarefa do Mediterrâneo de volta para a Frota do Mar Negro. A instabilidade na região continua, enquanto se planeja para o fim desta semana um referendo acerca da independência da Crimeia em relação à Ucrânia.

k300p

Os sistemas de mísseis Bastion foram implantados na noite do dia 08 para o dia 09 em Sevastopol, vindos da cidade russa de Anapa, na região de Krasnodar, a leste. Pedestres registraram o transporte dos armamentos pelas estradas na Crimeia. O K-300 Bastion-P usa mísseis de cruzeiro anti-navio hipersônicos P-800 Yakhont (SS-N-26), transportados em lançadores móveis. Os mísseis são usados como defesa litorânea móvel, e têm alcance efetivo de 300 quilômetros.

truxtun800

Até o momento, o Truxtun é o único navio da US Navy no Mar Negro, após o deslocamento do USS Taylor para o sul. A fragata da classe Perry foi enviada antes dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, na Rússia, para auxiliar na evacuação de atletas e espectadores americanos  em caso de ataques terroristas durante o evento. Porém, durante escala no porto de Samsun, na Turquia, o navio danificou uma das hélices e teve que ser rebocado até o porto de Souda, na Grécia, para reparos.

Em comunicado oficial divulgado na última quinta-feira (06), a US Navy declara que o DDG 103 já tinha passagem prevista pelo Mar Negro para realizar exercícios com forças navais da Bulgária e da Romênia. De acordo com a Convenção de Montreux, assinada em 1936, navios de guerra podem permanecer na região por no máximo 21 dias.

FONTE: Defense Update via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês).

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

40 Responses to “Rússia recebe USS ‘Truxtun’ com mísseis antinavio na Crimeia” Subscribe

  1. Roberto Bozzo 10 de março de 2014 at 16:06 #

    eita, a coisa esta esquentando por aquelas bandas…. mas acho que nem Russia nem EUA seriam tolos de iniciar um ataque ou revidar um. No fim, se ocorrer um “disparo acidental” a diplomacia entrará em campo e resolverá tudo.

  2. João Filho 10 de março de 2014 at 17:50 #

    Nao se preocupe nao, US NAVY. O Monitor Parnaíba ja esta zarpando para la para dar conta sa situacao…rsrsrs.

  3. aldoghisolfi 10 de março de 2014 at 18:48 #

    Penso que o Tio Sam não deveria rosnar muito para o Urso, pois o que ele está fazendo é puro exercício da sua geopolítica e não oferece maiores problemas para os EEUU.

    A Rússia já anexou a área em litígio e vai manter, sim!, os portos que lhe interessam no ‘mare nostrum’ dos romanos.

    Gostaria que Tio Sam não incomodasse e, quem sabe, continuasse a pentelhar o Maduro.

  4. juarezmartinez 10 de março de 2014 at 19:12 #

    Uma hora destas alguem vai perder a paciência com as jogadas ensaidas Russas e eles vão acabar levando um Tamahawk no meio das guampas, sem saber de onde veio o chumbo.

    Grande abraço

  5. joseboscojr 10 de março de 2014 at 19:29 #

    Aldo,
    Exercício da sua política?
    Anexar parte de um país soberano?
    Com qual desculpa?

  6. joseboscojr 10 de março de 2014 at 19:51 #

    As Perry só tem um hélice.

  7. MO 10 de março de 2014 at 20:54 #

    sim um Hélice/eixo/leme

  8. aldoghisolfi 10 de março de 2014 at 21:28 #

    josebosco, boa noite. Não pretendo, nem de longe lecionar sobre o que conheces perfeitamente bem.

    Mas, eu escrevi, ‘exercício da sua geopolítica’, referindo-me aos movimentos russos, inclusive os armados; se bem que eles são dispensáveis para nós, tanto ou mais dispensáveis no contexto o que os EEUU estão fazendo, como sempre.

    A Net explica bem.

    Além dos fatores econômicos, a Criméia concentra imensa quantidade de povos ligados à Rússia, utilizando, inclusive, o seu idioma.

    Essa população corresponde a 60% dos mais de dois milhões de habitantes da região, que foi cedida à Ucrânia ainda na época da União Soviética por Nikita Khrushchev.

    Nesse sentido, tanto o governo russo quanto o governo ucraniano procuram intensificar o sentimento nacionalista na região para ambos os lados a fim de ampliarem a influência ideológica local, atualmente polarizada entre os «pró-Rússia» e os «pró-Ucrânia».

    Essa questão, inclusive, está no centro da crise que atingiu o país nos últimos tempos, resultando em uma série de protestos que derrubou, respectivamente, o primeiro-ministro e o presidente com a imposição de um novo governo interino, liderado por setores oposicionistas que tinham sido derrotados na última eleição presidencial ucraniana.

    Esse ‘golpe de estado’ foi uma represália à ação do então presidente que se recusou a assinar um tratado que estreitaria as relações comerciais ucranianas com a União Européia, preferindo aproximar-se economicamente da Rússia, o que desagradou os comandos pró-Europa, integrados inclusive por milícias armadas de caráter fascista, como o Pravy Sektor.

    O presidente russo então considerou essa tomada de poder como uma ação ilegítima e ilegal.

    Assim, a região da Criméia passou a ser dominada por um comando pró-Rússia, que vem procurando ampliar a autonomia da região e consolidar um centro de oposição ao novo governo instaurado.

    Deste modo, sob a justificativa de «normalizar» a situação e estabelecer uma proteção aos cidadãos russos, a Rússia enviou tropas para a Criméia, ocupando aeroportos e bases militares na província; evidentemente com o firme propósito de manter saída marítima para as águas quentes que tanto necessita.

    Esse movimento desagradou profundamente os governos ocidentais, notadamente os Estados Unidos, que não vêem com bons olhos um eventual crescimento do imperialismo russo na região, em detrimento do imperialismo europeu ou estadunidense.

    Por esse motivo, o presidente estadunidense Barack Obama vem articulando uma série de sanções diplomáticas e comerciais contra a Rússia para enfraquecer Moscou e pressionar Putin a recuar, o que vem contribuindo para elevar a tensão tanto em nível local quanto em escala mundial.

    Por isso penso que os EEUU não deveriam ficar rosnando para o Urso; é um problema pontual a ser resolvido entre populações com fortíssimas ligações étnicas e culturais, além claro, do aspecto da geopolítica russa, que, sob a ótica russa é legítima, diz respeito ao seu espaço vital.

    Depois, está na mídia: Está na mídia:

    “Crimeia decide convocar referendo de emergência para se integrar à Rússia”.

    Liebsraun… anschluss… corredor polonês… crise dos sudetos… a história se repete! E, mais uma vez o espaço vital será sustentado por quem tiver a força para garantir a pretensao e a necessidade.

  9. joseboscojr 10 de março de 2014 at 22:01 #

    Aldo,
    Bom resumo dos acontecimentos.
    Acho só que a princípio os russos tinha que ficar de prontidão, mas sem o nível de envolvimento que parece estar acontecendo, mesmo porque, o ideal então seria que se estabelecesse antes se a Crimeia que ser um estado russo ou se que a independência.
    De qualquer forma vou ponderar mais sobre os acontecimentos tendo em mente o ponto de vista russo, que você tão bem soube expor.
    Um abraço e obrigado.

    Mudando de pato pra ganso, o SS-N-26 (Yakhont) é supersônico e não hipersônico.

  10. joseboscojr 10 de março de 2014 at 22:07 #

    Perdão pelos erros de digitação (concordância).

  11. joseboscojr 10 de março de 2014 at 22:14 #

    Uma curiosidade: a Rússia tem saída pro Mar Negro sem a Crimeia.
    Por que tanto se fala nesse “desejo” russo de ter saída para o Mar?

  12. juarezmartinez 10 de março de 2014 at 22:36 #

    Pois é Bosco, mas segundo o que se por aí, o porto de Novorosink(não sei se é eesa a grafia correta) não tem a infraestrutura de Sebastopol e ainda tem pouca profundidade.

    Grande abraço

  13. MO 10 de março de 2014 at 22:39 #

    Novorossiysk Juarez :-) e nega, novo tem muito mais infraestrutura calado e capacidade que Sevastopol ,alem do que vai até VLCC lá … Sevastopol eh porto de “barquinho”

  14. juarezmartinez 10 de março de 2014 at 22:40 #

    A propósito, eu ainda não entendi esta história de saída Russa para o mar através do mar Negro, porque?

    Porque eles vão ter que passar pelo Bósforo e se turcos encasquetarem fud…., se passar pelo Bósforo tem outro dois gargalos, o canal de Suez e uma baita de uma pedreira que é Gibraltar.
    Vai entender esta gente.

    Grande abraço

  15. joseboscojr 10 de março de 2014 at 23:51 #

    Mudando de pato pra ganso novamente, o Truxtun pode se defender dos Yakhonts usando os seguinte recursos:

    Sensores com capacidade de detectar mísseis:

    Radares:
    AN/SPY-1 D (4 antenas de varredura eletrônica passiva)
    AN/SPS-73 (radar de busca de superfície/navegação, com capacidade de detectar mísseis sea-skimming)
    AN/SPS-67 (radar de busca de superfície/navegação com capacidade de detectar mísseis sea-skimming)
    Radar de busca do Phalanx Block IB

    Sistema de sensores passivos:
    Sistema de detecção de emissões de radar AN/SLQ-32
    Sensor eletroóptico Mk-46 (pouco eficiente para detectar mísseis)
    Obs: Há ainda mais 3 sistemas eletroópticos, um integrado ao Phalanx Block IB e dois integrados aos canhões Mk-38 Mod 2. Mas como o sistema EO Mk-46, são pouco úteis para a detecção de mísseis já que não fazem vigilância do espaço aéreo (busca de volume).

    Sistema de contra-medidas (soft kill):

    Interferidor de radar AN/SLQ-32
    Lançador de contra-medidas (chaffs, flares etc.) Mk-36
    Lançador de isca propulsada Nulka
    Sistema de isca flutuante AN/SLQ-49

    Sistemas hard-kill:

    Phalanx Block IB: 0 a 1500 m
    Mísseis ESSM: 3 a 20 km (50 km de alcance máximo contra aeronaves), guiados pelo radar AN/SPY-1 e pelos 3 radares iluminadores AN/SPG-62
    Mísseis Standard SM-2 Block III A e B: 5 a 50 km (170 km de alcance máximo contra aeronaves), guiados pelo AN/SPY-1 e pelos 3 radares iluminadores AN/SPG-62 na fase final.
    Obs: o Standard Block III B possui uma cabeça de busca “dual”, combinando um sistema de radar semi-ativo com um sensor IR, o que é o torna muito eficaz contra mísseis supersônicos.

  16. joseboscojr 10 de março de 2014 at 23:59 #

    Se o Yakhont passar por tudo isso, os gringos podem devolver a Califórnia pro México porque devem ter vendido pipoca na crucificação.

  17. juarezmartinez 11 de março de 2014 at 13:28 #

    Bosco, então a California vai continu r pertencendo ao Tio Sam e de qeubra, se e somente se isto acontecer de volta eles vão levar um Tomahawk na fuça.

    Grande abraço

  18. Ivan 11 de março de 2014 at 13:58 #

    http://www.ukraine-travel-advisor.com/Crimean-peninsula.html

    Dois pequenos mapas, da Crimeia e do Mar Negro, com algumas informações interessantes sobre o TO.

    Sds.,
    Ivan.

  19. Ivan 11 de março de 2014 at 14:33 #

    http://www.lugaresdondeviajar.com/2014/03/lo-mejor-de-la-peninsula-de-crimea.html

    O link acima apresenta alguns mapas interessantes, inclusive a distribuição das principais cidades em torno do Mar Negro, como por exemplo:
    – Sevastopol e Simferopol na Crimeia;
    – Novorossiysk e Sochi na Rússia.
    – Batumi e Poti na Georgia;
    – Istammbul, Samsun e Trabzon na Turquia;
    – Burgas e Varna na Bulgária;
    – Constanta e a foz do Danúbio na Romênia;
    – Odessa e a foz do Dnieper na Ucrânia.

    Meia dúzia de países, talvez em breve 7 (sete), em torno de um mar fechado e escuro.

    A entrada e/ou saída deste mar passa literalmente por dentro da Turquia, através do Mar de Mármara, com o Estreito de Dardanelos do lado Egeu/Mediterrâneo e o Estreito de Bósforo no Negro.
    Os turcos dominam a “porteira”.

    Mas a Peninsula da Crimeia domina o interior do mar, dividindo-o em duas partes, leste e oeste. Esta certamente é a razão da centenária disputa por esta ponta de terra, com direito a guerras e genocídios (coisa comum no entorno destas águas escuras).

    É fácil entender porque os russos (Katarina ???) fundaram Sevastopol (ou Sebastopol) em 1783, como uma cidade e porto fotificados na ponta protegida da penísula para dominar esta região e garantir uma saída quente para o mar, mesmo que fechado.

    Odessa na Ucrânia e Novorossiysk na Rússia são portos maiores e até mais modernos, principalmente para comércio, mas a posião de Sebastopol é melhor para forças navais ligeiras que tenham que atuar em um ou outra direção, principalmente para os russos que, sem dominá-la, teriam que dar a volta no ístmo para para chegar a porteira turca.

    Instalar e operar mísseis terra-mar a partir da Criméia é uma medida óbvia para forças armadas com tradição terrestres como as russas, principalmente quando tem no horizonte marítimo (curto naquelas águas) uma potência naval como os yankees ou mesmo uma potência regional como os turcos.

    Não há surpresa.

    Sds.,
    Ivan.

  20. Ivan 11 de março de 2014 at 14:43 #

    Outro detalhe.

    Antes de uma batalha, ou até mesmo para evitar uma, é necessário ter informações.

    O deslocamento de um destroyer (penso que são cruzadores) AEGIS para o Mar Negro e um punhado de Boeing E-3 Sentry AWACS para a região da Polônia, Romènia e Bulgária deve oferecer à OTAN recursos de vigilância eletrônica essenciais para acompanhar o cenário efervescente em terra, mar e ar.

    Em que pese sua capacidade de combate, a importância maior do USS Truxtun está na sua capacidade de vigilância e comunicação, navegando ao largo da crise que se desenrola.

    Sds.,
    Ivan.

  21. MO 11 de março de 2014 at 16:10 #

    Salvo engano este CT ainda é a embarcação mais poderosa na região do negro, salvo o slava meia bola ucraneo estar melhor que imaginava

  22. MO 11 de março de 2014 at 16:12 #

    Ivan me metteria a crer que tem cara que chama de Sabastopol por causa do cirilico CEBACTO … , mas o B ciriliquense eh V, sei la meu teoria de ostra

  23. daltonl 11 de março de 2014 at 16:29 #

    MO…

    há um “slava” russo baseado lá que é o Moskva e quanto ao “slava” ucraniano ele encontra-se atracado a um pier
    sua construção incompleta e ainda não decidiu-se sobre
    seu termino ou mesmo venda à Russia.

    abs

  24. MO 11 de março de 2014 at 17:32 #

    Tks Dalto, alguma ideia da escolta do Moskva na área ?

  25. aldoghisolfi 11 de março de 2014 at 19:18 #

    MO, boa noite!

    Lembro que ele quando chegou em Havana veio acompanhado do CT ‘Admiral Kulakov’ (classe Udaloy ), que faz parte da Frota do Norte, e também do navio de abastecimento ‘Ivan Bubnov’.

  26. daltonl 11 de março de 2014 at 19:52 #

    MO…

    o segundo navio mais importante da Frota do Mar Negro é aquele velho Kashin de mais de 40 anos o Smetlivyy e
    ambos ele e o Moskva foram enviados ao Mediterraneo
    ano passado diante da copncentração de Arleigh Burkes
    da US Navy diante da Siria então ambos são “parceiros”
    há muitos anos já.

    Quanto a viagem que o Moskva fez à Cuba é normal que navios de outras Frotas sejam chamados como acompanhantes como foi o caso do “Kulakov” mencionado pelo Aldo.

    Os Udaloys são considerados pelos russos como grandes navios antisubmarinos e não destroyers como os chamam os ocidentais e de certa forma o Moskva e o Kulakov complementaram-se já que o Kulakov é mais especializado em guerra antisubmarina faltando capacidade antinavio e uma boa capacidade antiaerea.

    abs

  27. juarezmartinez 11 de março de 2014 at 21:55 #

    ou seja, o Truxtun,” solito no mas” tem tanto poder do fogo quanto toda estas traquitanas Russas no mar Negro.

    Grande abraço

  28. MO 11 de março de 2014 at 21:55 #

    Ah sim aldo, mas o Dalto ja respondeu ali era composição de GT, o CT (sim sou do CT, rss ou BPK russo) era salvo engano do Baltico, mas tinha esquecido completamente do Kashim (alias tenho um 1/700 indiense o Rajput D 51)

    Tks pelas infos !!

  29. MO 11 de março de 2014 at 22:00 #

    Powtis Dalto, esqueci por completo do Kashin, em verdade sabia que eles tinham um ainda, mas deu branco aonde ele estava

    Eu pessoalmente apesar e saber as dif deles na classificação como BPK e EM, sou do caderninho, pra mim ele eh CT (fucking termo Destroyer), mas tks tbm pela info .. ahhhhhh proposito o Kashim se meu ‘celebro ‘ ainda funciona não eh nem EM nem BPK por eles né ?

  30. daltonl 11 de março de 2014 at 22:29 #

    MO…

    aí depende da fonte, tenho o Kashin como BPK e também como EM, mas a OTAN classificou-os como DDGs mesmo
    e tenho um livro, modesto, mas interessante, chamado
    Warships From 1860 to the Present de 2001 que colocou os Udaloys e Sovremenny como cruzadores sucessores dos Krestas…

    abraços

  31. joseboscojr 11 de março de 2014 at 22:35 #

    O Truxtun não leva mísseis Harpoon ficando sua capacidade anti-navio restrita aos mísseis Standard, ESSM e ao canhão Mk-45, portanto sem capacidade OTH (limitada a uns 30 km).
    Na verdade há uma limitada capacidade OTH provida pelos dois MH-60R com mísseis Hellfire. Ou seja, não conta, só serve pra atirar em pesqueiros.
    Os Tomahawks Block IV não possuem “ainda” capacidade antinavio.
    Ou seja, nesse quesito os americanos devem contar com os turcos porque estão completamente desamparados.

  32. joseboscojr 11 de março de 2014 at 22:44 #

    E quanto à capacidade defensiva do Truxtun é sem dúvida fantástica, mas é limitada, enquanto a quantidade de mísseis que os russos podem dispor é “ilimitada”.
    Uma hora um passa e basta um.

  33. daltonl 11 de março de 2014 at 22:53 #

    De fato Juarez, o USS Truxtun é sonho de consumo dos russos e em se tratando de destroyers, ao menos assim classificados pela OTAN, a marinha russa conta com
    apenas 13 deles.

    A espinha dorsal são 7 Udaloys I e um unico Udaloy II este último sim um navio multiproposito e não apenas especializado em guerra antisubmarina.

    Os 4 Sovremennyy pouco saem para o mar, devido a problemas na planta propulsora e falta de verbas para a
    manutenção mesmo sendo navios um pouco mais novos que os Udaloys I.

    Não a toa o unico Kashin continua em serviço mesmo estando com quase 45 anos de idade.

    abs

  34. daltonl 11 de março de 2014 at 23:15 #

    Não que eu ache que vá acontecer alguma coisa Bosco, mas o USS Truxtun não estã tão “desamparado “, afinal ele é parte do grupo do USS George Bush que encontra-se na Turquia agora e o USS Florida deve estar por perto também com seus mais de 100 tomahawks só para citar dois exemplos.

  35. joseboscojr 12 de março de 2014 at 0:35 #

    Pois é Dalton, como já discutimos antes os americanos relegaram a capacidade antinavio individual de seus navios a um segundo plano, dependentes que são dos porta-aviões e submarinos.
    Como já havia dito, um dia um destróier poderia se ver isolado e essa “falha” poderia custar caro.
    Na verdade essa é uma das poucas falhas que os americanos têm em relação ao russos: capacidade embarcada antinavio.
    Falha essa que só agora a USN parece estar correndo atrás com a intenção de dotar o Tomahawk de capacidade antinavio e com o programa LRASM, mas que só estará equacionada provavelmente depois de 2020.
    Uma outra falha muito interessante das forças americanas em relação aos russos, essa do exército, diz respeito à capacidade de defesa antiaérea, que é relegada à USAF com o estabelecimento da superioridade aérea.
    Nesse meio tempo o USA só se preocupou com a defesa contra mísseis balísticos e contra um ou outro helicóptero que conseguisse ludibriar os caças. Essa “ameaça” seria enfrentada com o raquítico sistema de defesa antiaérea Avenger.
    Ao meu ver é outro gap que rapidamente deve ser enfrentado tendo em vista a proliferação dos mísseis de cruzeiro.
    Causou espanto os americanos terem cancelado em 2011 a aquisição já quase certa do sistema SLAMRAAM e agora mais ainda o cancelamento do MEADS.
    Há mais de 20.000 mísseis cruise potencialmente ameaçadores ao USA, principalmente tendo em vista a conversão de velhos mísseis antinavios em mísseis de ataque a alvos em terra, e isso sem contar os mísseis russos e chineses.
    Infelizmente a ameaça representada pelos mísseis cruise não pode ser enfrentada com eficácia pela USAF e só o próprio exército é que tem competência para fazê-lo tendo em vista a particularidade desses mísseis quanto ao RCS reduzido e perfil de voo de muito baixa altitude..
    A confiança no Patriot, dando proteção na retaguarda também não é ideal tendo em vista estar situado a uma certa distância da frente de combate.
    A combinação radar Sentinel/Avenger é quem deve dar conta, mas é claramente inadequada, e diferente da USN, que parece acordou para o problema da capacidade antinavio orgânica de suas unidades de superfície, o USA ainda não está atuando para sanar esse problema.
    Talvez essa crise na Croácia dê uma sacudida nos EUA e eles passem a lembrar que o “11 de setembro” demonstrou que uma nova ameaça tinha que ser enfrentada, mas que ela não eliminou as que já haviam e que muitas outras existem agora, como no caso dos mísseis cruise e futuramente, dos caças de quinta geração russos e chineses.

  36. daltonl 12 de março de 2014 at 0:58 #

    “Talvez essa crise na Croácia dê uma sacudida nos EUA …”

    Croácia ? Ooops :)

    Acho que o futuro LRASM tem como alvo principalmente os chineses, pois os russos não tem muita coisa para ser “afundada” ao menos não no mar.

  37. joseboscojr 12 de março de 2014 at 1:23 #

    Perdão Dalton!
    Queria dizer Ucrânia.
    Na Croácia tenho um sobrinho fazendo mestrado em engenharia e foi meio que “ato falho”.
    Quanto ao LRASM, sem dúvida os chineses são a maior ameaça, mas tudo indica que ao contrário do Harpoon o novo míssil (??? por enquanto é só um programa) será eficaz contra pequenas e velozes embarcações, do tipo que os russos têm em quantidade.
    Interessante que havia um projeto de um Harpoon avançado ( Block III) que foi engavetado há uns 5 anos ou mais.
    O programa visava um míssil com quase o dobro do alcance do Harpoon, lançamento vertical, datalink de duas vias, e uma cabeça de busca aperfeiçoada combinando um radar de varredura eletrônica com uma câmara de imagem térmica, além de redução do RCS.
    Uma versão lançado verticalmente do SLAM-ER também foi engavetada.
    A integração do Harpoon ao SH-60 (agora MH-60R) apesar de possível nunca foi levada em consideração e nenhum míssil do porte do Penguin veio substituí-lo, mesmo havendo um excedente de mísseis Maverick disponíveis (que foram integrados aos SH-2) na USN, operados pelos F-18.
    Ou seja, solução tem (ou tinha), mas parece que se não demorar 20 anos e custar 10 bilhões de dólares não interessa.
    Coisa do modo americano de fazer as coisas, e no processo, recebem críticas de todos os lados, inclusive de quem não é contribuinte, de tão grotesco que às vezes o processo de decisão/desenvolvimento se torna, sendo não raro cancelado depois de consumir bilhões.
    Um abraço.

  38. daltonl 12 de março de 2014 at 1:36 #

    Não resisti sobre a Croácia Bosco, como acontece as vezes, pensamos uma coisa e escrevemos outra !

    Não sei se as tais embarcações russas continuarão a ser tão numerosas…de qualquer forma os chineses as estão construindo também.

    Talvez estejamos superestimando uns e subestimando outros, mas, coitado de quem tem que tomar as decisões
    sobre o que cortar e sobre o que investir atualmente no
    Pentagono.

    abraços

  39. Wagner 12 de março de 2014 at 16:27 #

    não esta reportagem, mas tem muito HOAX se espalhando por aí, dos dois lados.

    Naturalmente, eu que sou um cara que nao tem nada melhor do que fazer exceto ficar lendo essas neuras politicas, já vi cada noticia absurda..

    A ultima era a de que a USN estava enviando Um Nimitz equipado com os F22 para o mar Negro !!!!!

    KKKKKKKKKKKKKK !!!

    Temos que ter cautela… vi muitos reporteres falando cada coisa !!

    Bosco, gostei de sua análise !!

    Bom, um confronto militar está fora de questão, nenhum dos dois gigantes vai atirar um no outro, isso tudo é mais tensão mesmo.

    A Otan está aproveitando para aparecer um pouquinho, afinal, vejam : “viram só, os russos estão lá, precisamos de mais dinheiro !!!”

    resumo dessa questão : A Crimeia será para sempre russa.

    A Ucrania vai fazer eleições referendadas pelos dois lados…

    Depois, mesmo com acordos com a UE, tera de fazer acordos com a Rússia.

    O presidente Putin será mais uma vez o grande vencedor, e o Obama será visto novamente como patético e indeciso.

    E segue a vida… meus desejos de que ninguem se machuque em tudo isso, de nenhum dos lados. Eu estou em êxtase pela Rússia e torcendo por ela, mas, que ninguem de nenhum dos dois lados saia ferido.

    E que esses confrontos militares jamais aconteçam.

    Abços !! :)

    (ps: nem parece eu falando né ?? kkkkkkkkkkk !!)

  40. joseboscojr 12 de março de 2014 at 21:57 #

    Correção:
    Depois de conferir com a minha irmã, rsrsrrsss, meu sobrinho não tá fazendo mestrado na Croácia e sim está no programa Ciência Sem Fronteiras na Hungria.
    Como podem ver não tenho muito contato com essa minha irmã. rsrsrsss

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