NAe-São-Paulo-A12-3

O Brasil planeja construir um porta-aviões com um parceiro estrangeiro, como parte de um esforço para melhorar a sua prontidão militar, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim, para jornalistas hoje (11/3).

“A ideia é para que possa ser construído no Brasil, provavelmente baseado em um projeto existente”, Amorim disse a um grupo de correspondentes estrangeiros. O maior país da América Latina vai exigir um novo porta-aviões no prazo de 15 anos, entretanto, vai modernizar o seu já existente, disse Amorim.

O Brasil intensificou os gastos em equipamentos militares nos últimos anos com o propósito de reforçar a sua defesa dos recursos naturais, de petróleo em alto-mar e água potável. “Somos de fato um país pacífico, mas não seremos um país indefeso”, disse a presidente Dilma Rousseff no ano passado.

Em dezembro, o governo escolheu a Saab AB para o fornecimento de 36 caças no valor de $ 4,5 bilhões. Até que estes estejam prontos, a Suécia poderá oferecer Gripen usados para a Força Aérea Brasileira, disse Amorim.

A EADS (European Aeronautic, Defence & Space Co) está realizando uma ordem de 1,9 bilhão de euros (US $ 2,6 bilhões) para abastecer o Brasil com 50 helicópteros. A DCNS da França, em conjunto com a Construtora Norberto Odebrecht SA, está construindo cinco submarinos no estado do Rio de Janeiro, no valor de 9,6 bilhões de reais até 2015, de acordo com dados do Ministério da Defesa. Um deles terá propulsão nuclear.

FONTE: Businessweek (tradução e edição do Poder Naval a partir do original em inglês)

VEJA TAMBÉM:

Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

22 Responses to “Amorim: Brasil precisará de um novo porta-aviões em 15 anos” Subscribe

  1. Antonio M 12 de março de 2014 at 2:57 #

    Eu diria que o Brasil precisa de novos “Amorins”, “Dilmas” em bem menos de 15 anos, precisa imediatamente !!!

  2. juarezmartinez 12 de março de 2014 at 7:48 #

    O Brasil vai precisar de uma nova marinha daqui uns seis ou sete anos….as piadas no min defe paif do nunca não param.

    Grande abraço

  3. thomas_dw 12 de março de 2014 at 8:58 #

    entramos na fase dos delírios … as 9 fragatas da Marinha ja estao na fase final da sua vida e nem existe um programa de substituicao ( alias caro, 9 fragatas como a FREMM cutsam 800-900 milhoes de dolares cada ) nao temos navios de desembarque, as 4 corvetas Inhauma estao nem ali nem aqui …

    Nao existe projeto de Porta Avioes compacto – nao ha o que comprar usado, um projeto novo custaria bilhoes de dolares e 10-12 anos ate a entrega – ou seja, 3 sucessivos mandatos presidenciais.

    Perdeu-e o contato com a realidade.

  4. crestani01 12 de março de 2014 at 9:39 #

    Modernizar o existente (A-12) e um outro Nae dentro de 15 anos sendo nuclear ainda…rsrsrsrs

    Noticia muito boa pra rir!!!

  5. Fernando "Nunão" De Martini 12 de março de 2014 at 10:50 #

    “e um outro Nae dentro de 15 anos sendo nuclear ainda”

    Crestani01,

    A notícia não fala de porta-aviões nuclear, você deve ter se confundido.

  6. Guizmo 12 de março de 2014 at 11:52 #

    É incrível a incoerência…..

    Falta verba de modernização dos A-1, falta verba para adquirir novas Fragatas, falta verba para comida do infante……mas o Ministro fala em Porta-Aviões??

    De novo……sem navios de defesa aérea o que o Amorim pensa em fazer com um NAe?

  7. João Filho 12 de março de 2014 at 12:09 #

    O cumulo da fantasia e do delirio. Mas se e pra sonhar, ja que nunca vai sair nada do papel mesmo, vamos sonhar grande. 3 Naes nucleares com um complemento completo de F-18, e 36 fragatas de defesa aerea, so pra comecar.

    Mas a dura realidade e que em 2 ou 3 anos o que teremos e uma marinha entupida de “navios” patrulha, um Nae que de navio so tem o nome e o projeto de um unico sub nuclear, ao passo do caramujo…

  8. AlexJ 12 de março de 2014 at 13:20 #

    rsrsrs

    João Filho, se´é para sonhar então que seja grande. Mas 36 fragatas AAW já não seria além da conta. rsrsrs. Dá uma média de 12 NAe. Nem a USN, somando os ticonderogas + os AB, têm uma proporção dessas. E quanto aos submarinos para esses CSGs? rsrs

    Daqui até primórdios de outubro, veremos muitas tentativas de se ressuscitar o triunfalismo e opapinho de potência. A mesma artimanha que ajudou certo indivíduo a se tornar um tipo de mito entre incautos e descamisados.

    sds

  9. aldoghisolfi 12 de março de 2014 at 14:25 #

    Apesar de pensar que um NAe é desnecessário para nós, no âmbito do ‘precisar’ eu diria que o Brasil precisa de um é imediatamente, já, agora, aqui mesmo…

    Nunca pensei que irir presenciar o que vejo, leio, ouço das nossas ridículas ‘autoridades’.

    A presidente disse que somos um país pacífico mas não indefeso…quáquáquá…

  10. Observador 12 de março de 2014 at 18:27 #

    Para variar, a “presidenta incompetente” está completamente equivocada.

    Somos um país VIOLENTO e INDEFESO.

    Não somos um país pacífico; somos um dos países mais violentos do Mundo. Aqui morre gente como se tivesse uma guerra, mas a esquerda caviar, que se acha a madrinha dos “direitos humanos”, faz de conta que vive na Suíça.

    E somos absolutamente indefesos, pois nossas forças tem equipamento sucateado, verbas contingenciadas e têm seu papel totalmente desvirtuado. Estão virando guarda nacional (exército), guarda costeira (marinha) e empresa de transportes aéreos (força aérea).

    Claro que o “parceiro estratégico” só pode ser a “mui amiga” França, com um projeto de um Charles de Gaulle de propulsão convencional.

    Quero só ver no projeto quando sacarem o reator nuclear e colocarem caldeiras a vapor e tanques de combustível quanto espaço útil vai sobrar em um NAe de 40 mil toneladas.

  11. Leonardo Pessoa Dias 12 de março de 2014 at 19:06 #

    Com o perdão da palavra, mas e se for verdade?

    Temos um programa de SSN que possui todas as críticas justificadas e injustificadas do mundo, mas parece que está saindo.

    De fato existe uma definição pronta de qual nova especificação de escoltas com capacidade AA e ASW orgânica a MB quer. Simplesmente ainda não saiu para licitar porque não tem dinheiro (ou a famosa vontade politica de alocar o dinheiro).

    Os meios orgânicos (bem mais baratos) estão em atualização. Vide Blackhawks para a MB e a modernização dos Lynx, que se sair será a passos de tartaruga. Alguns Penguins deram as caras nas praias brasileiras…

    Com o Gripen na FAB, o sonho louco do almirantado pode se tornar realidade: criar uma segunda frota no nordeste, destacando o pacote velho de A-12 + A4 pra lá, deixando um sonho de doido como um A-13 + Sea Gripen no sudeste.

    Posso parecer um louco, mas vejo estes planos andando. A passos de formiga e de maneira descoordenada, mas andando.

    E se rolar o impossível?

  12. MO 12 de março de 2014 at 22:15 #

    Leonardo juro que eh de pura brincadeira, não fica bravo, mas nao rola BlackHawk na MB … rssss

    ah vamos la a parte séria do jeito que vai a coisa , fazendo uma perspectiva do que se tem acontecido durentes muuuuitos anos, se rolar, teremos que mudar nosso conceito e quantidade de mao de obra em guerra eletronica e afins, mas acho que roda enquanto eh novo, começou a dar treta, para e vai ficando como tem sido o dia a dia …

  13. daltonl 13 de março de 2014 at 9:52 #

    Leonardo…

    o futuro NAe, se e quando, irá substituir o NAeSP e não complementa-lo portanto não haverá uma Segunda Frota
    capitaneada pelo NAeSP

    A Marinha agora pretende esticar a vida do NAeSP em
    tres anos, a baixa ocorrerá em 2028 e não mais em 2025
    e para que a Marinha tenha um NAe novo em 2028 este
    terá que ter sua construção iniciada por volta de 2020.

    Um segundo NAe viria na década de 2030 aí então sim,
    uma Segunda Esquadra capitaneada pelo segundo NAe.

    Minha dúvida é se a Marinha de fato concorda com o
    que o Ministro da Defesa, ou deixa ele falar o que quiser
    pois civil com raras exceções tem pouca compreensão ou então tem algum outro objetivo que não necessariamente corresponda a realidade.

    abs

  14. aldoghisolfi 13 de março de 2014 at 13:51 #

    daltonl, boa tarde!

    “…ou então tem algum outro objetivo que não necessariamente corresponda a realidade. …”

    É isso aí…, isto tudo é conversa mole para conquistar o pessal da MB em período eleitoral.

  15. MO 13 de março de 2014 at 14:00 #

    Sei não aldo, em termos de eleição este tipo de assunto atri quem mais alem de nos, publicamente falando de acordo com o modus pensanti ( ???) isso significa desperdicio de dinheiro … sei la qual a intenção disto, lçembre-se que nao temos memoria, amanha quase ninguem se lembra disto …

  16. aldoghisolfi 13 de março de 2014 at 14:40 #

    Mo, concordo, mas imagina só quantos votos poderão ser conseguidos junto ao pessoal da MB?… Quem acreditar, vota! Bolsa família num lado… sonho de NAe doutro…

  17. Luiz Monteiro 13 de março de 2014 at 16:32 #

    Prezados,

    Quanto ao futuro Navio Aeródromo, a Marinha do Brasil, por solicitação da Presidência da República e do Ministério da Defesa, incluiu em seu Programa de Reaparelhamento a construção de um Navio Aeródromo que poderá vir a substituir o NAe São Paulo.

    No momento, a MB está interagindo com esta¬leiros projetistas de cinco países: Navantia (Espanha); GIBBS & COX INC (EUA); DCNS (França); Fincan¬tieri (Itália); e BAE Systems (Reino Unido). O modelo estratégico concebido pela MB prevê que, inicialmen¬te, será selecionado um parceiro para assessorar o de¬senvolvimento dos Estudos de Exequibilidade, sendo a construção do novo NAe objeto de tratativas futuras.

    Caso os senhores queiram mais informações sobre o Programa de Reaparelhamento da MB, consultem o link abaixo.

    Somente as obtenções dos meios previstos neste Programa de Reaparelhamento estão sendo considerados no momento. Quaisquer outros meios ou quantidades diferentes daquelas ali previstas carecem de estudos posteriores para sua exequibilidade.

    https://www.marinha.mil.br/programa-de-reaparelhamento

    Abraços

  18. Leonardo Pessoa Dias 13 de março de 2014 at 22:27 #

    Eu já imaginava que o Blackhawk no lugar do Seahawk ia gerar assunto! Rsrsrs

  19. Mayuan 13 de março de 2014 at 23:02 #

    Meus caros,

    Imaginem o ministério da defesa como se fosse uma empresa de alguém que herdou o negócio sem ter o menor conhecimento do riscado e ele contratasse um assessor para ensinar o caminho das pedras. Eis que o assessor conhece muito mas prefere adubar as doideiras do chefe pra garantir o seu não importando que quando ele se aposentar a empresa vá irremediavelmente para o vinagre. É esse exatamente o quadro que temos com Amorim e Moura!

    Tem coisas que tem de ser feitas por quem entende da coisa. Não chamam médicos para serem ministros da saúde, juristas para a pasta da justiça e por aí vai? Porque, alguém me explique por gentileza, desde que foi criado o ministério, não temos militares como ministros da defesa? E a presidente foi militar? No máximo guerrilheira. Algum dos deputados da comissão que trata do assunto é da área? Um punhado talvez. Como então vocês esperam que algo dê certo nessa área?

    Se considerarmos que quando algo tem uma chance de dar errado de fato dá. Imagina quando tem todas as chances possíveis e imagináveis?

  20. MO 14 de março de 2014 at 12:43 #

    ah não nem por isso, o x eh o tal Nae mesmo … rsss

  21. Colombelli 18 de março de 2014 at 2:02 #

    Leonardo
    Então agora os planos magníficos e o investimento nunca antes visto ja virou um discurso de avanços acanhados e a passo de formiga?

    Olha, ao contrário do que afirmas, os meios orgânicos, especialmente as escoltas, estão caindo aos pedaços. Não são meia duzia de helicópteros modernos que farão a diferença.

    Na marinha a dicotomia entre ralidade e devaneio se amplia cada vez mais.

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