Russos tomam navios da Marinha ucraniana

Russos tomam navios da Marinha ucraniana

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2013-10-29-12131-57225

As tropas russas tomaram três navios de guerra ucranianos na Crimeia nesta quinta-feira (20), disse uma autoridade da Marinha da Ucrânia, depois que o Exército da Rússia ocupou a península do Mar Negro e anexou ao território russo.

Os navios capturados foram três corvetas: a U-205 Lutsk, a U-209 Ternopil, e a U-208 Khmeinystskyl. Vladislav Seleznyov, um porta-voz militar da Ucrânia na Crimeia, disse que as forças russas usaram granadas de efeito moral enquanto invadiam a Ternopil. Os navios estavam atracados no porto de Sevastopol.

As bandeiras da Rússia e da Marinha russa eram vistas em outro cais de Sevastopol, onde mais duas corvetas da Marinha ucraniana estavam ancoradas, indicando que foram apreendidas.

Não havia bandeiras expostas nas proas das corvetas Lutsk e Khmelnitsky, onde os símbolos nacionais normalmente são visíveis. “Parece que os russos abaixaram as bandeiras em ambos os navios, mas não hastearam a sua própria”, disse Seleznyov.

Com a captura das corvetas, dois navios da era soviética, o U-206 Vinnytsia e o U-155 Prydniprovya, passam a compor a frota de guerra ucraniana.

No inicio da crise na Crimeia, a frota ativa do país era composta de uma única fragata, quatro corvetas, um submarino já obsoleto e diversos navios de trasporte e apoio. O navio-capitânia, a fragata U-130 Hetman Sahaldachny, desertou semanas antes durante operações com a OTAN, recusando as ordens de retornar à Ucrânia e se alinhar às forças pró-Rússia.

Mais de 14.500 pessoas servem na Marinha ucraniana, de acordo com o site do Ministério da Defesa do país, com a maioria deles estacionados na Crimeia.

FONTE: Exame e news.antiwar.com via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de originais em português e inglês)

16 COMMENTS

  1. Não sou marinheiro, mas acredito que para colocar um navio em funcionamento deve haver uma logística considerável que os russos devem estar bloqueando.
    Assim acredito que se pudesse, os ucranianos já teriam tirado esses navios e fugido para um porto amigo mais próximo.

  2. Qual será o fim do cruzador não completado, o Ukrayina,
    da mesma classe dos 3 cruzadores russos conhecidos originalmente como “Slavas” que os russos manifestaram intenção de adquirir ?

    Talvez os russos nem tenham mais interesse nele, pois iriam inspeciona-lo a fundo para ver se valia a pena completa-lo, mas é possivel que os ucranianos tenham pensado em afunda-lo de vez…algo como os franceses
    fizeram com seus próprios navios na II GM para que não caíssem nas mãos dos nazistas.

  3. Um verdadeiro clássico, o NDD Ceará é um navio extremamente útil…já navegou no Amazonas, reabastece navios em alto-mar complementando um navio-tanque, opera com helicopteros pesados ,funciona como um navio-oficina executando pequenos consertos além de sua função principal que é transportar fuzileiros e seu equipamento.

    Comissionado na US Navy em 1956 chegou ao Brasil em
    1989, sob leasing, mesmo ano que foi descomissionado, situação ideal no que é conhecido como “hot transfer”, quando o navio não fica anos esperando um destino e
    foi definitivamente adquirido em 2001

    Ruim com ele…muito pior sem ele !

  4. Luiz Monteiro, obrigado pelo link. Já está no ar, junto com uma lista de matérias anteriores relacionadas ao assunto NDD na MB.

    Abraço!

  5. nome – indicativo, nunca indicativo – nome, indicatrivo – nome eh coisa de maquetero (plasti modelista sabe tudo aqueles do “3o destacamento … piada local)

  6. Sinceramente pessoal, creio que até os próprios militares ucranianos sabem que é uma batalha perdida. Não se ouve falar de resistencia em nenhuma invasão, a não ser aquela em que PARTE do pessoal se barricou. Só uma parte. Pena que não vão durar muito tempo.

  7. Ei Dalton, eu estava pensando nesse cruzador tambem.

    Mas ele está mais para cima, num istmo, em cima da crimeia, bem dentro da Ucrânia.

    Ate onde eu sei os pro-russos nao tomaram o poder ali ainda.

    Mas creio que se a Russia realmente quiser aquele navio, pode mandar uns Comandos e pega-lo facilmente.

    Mas sera que vale a pena ?? Esse navio é poderoso mas precisa de uma reforma e atualização completas ! Igual ao Ustinov, acho eu.

    Nem sei se a propulsao dele funciona.

  8. Pena por que Rodrigo Silva ??

    Foi Kiev quem fechou as fronteiras para os proprios militares.

    Os russos nao querem mata-los. Ate ofereceram varias opções a eles.

    Se eles quiserem ir embora, pode ir. Se quiserem se juntar a Russia, ou de desligar, tambem podem.

    Se os russos realmente quisessem machucar eles, ja o teriam feito.

  9. Wagner…

    os Slavas foram construidos na Ucrania como vc sabe, mas a expertise e o dinheiro já não estão mais lá então somente os russos podem completar o Ukrayina, além do mais, eles mesmos é que modernizaram os seus Slavas incluindo o Ustinov que voce citou.

    Vai que amanhã aparece um governo ucraniano mais simpatico aos russos, ou os russos fazem alguma pressão para conseguir o cruzador…acho dificil uma tentativa militar,então já que o cruzador não serve para nada mesmo então talvez alguém tenha pensado em livrar-se definitivamente dele para que não venha a cair em mão russas.

    Mas é só muita especulação de minha parte pois é possivel que os russos nem tenham mais interesse no cruzador mesmo ele encontrando-se 95% completo,
    muita coisa teria que ser modernizada e substituida.

    abs

  10. Em 1994, sob o compromisso solene das potências do Conselho de Segurança da ONU, INCLUINDO A RÚSSIA, de respeitarem e defenderem a soberania e integridade territorial da Ucrânia, INCLUINDO A CRIMÉIA, os ucranianos aceitaram desmantelar seu arsenal nuclear de quase uma centena de ogivas, herdado da finada União Soviética.

    Dá pra confiar no russo? 😉

    Mas pensando bem, uma nação ingênua e leviana como essa, que tendo um gigante como a Rússia ao lado aceita desfazer-se de seus arsenais, merece mesmo desaparecer ou ser fragmentada.

    Sds.

  11. Já disse outra vez que a população de origem russa na Criméia é fruto de políticas do Estado comunista pós holodomor.

    Sob o pretesto de “defender” os russos, a Ucrânia foi ocupada e parcialmente anexada à Rússia.

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