Nova Base de Submarinos em Itaguaí no Rio de Janeiro

Na imagem divulgada pelo Ministério da Defesa, o futuro Estaleiro e Base Naval de Submarinos em Itaguaí, no Rio de Janeiro, atualmente em fase final de construção. Clicando na imagem, pode-se ver vários submarinos convencionais SBR e submarinos de propulsão nuclear de maior porte.

As instalações do empreendimento deverão ser capazes de oferecer atracação para 10 submarinos (sendo 4 de propulsão convencional e 6 de propulsão nuclear), 1 navio de socorro de submarinos, 3 rebocadores portuários, 1 lancha de apoio ao mergulho e 1 embarcação de recolhimento de torpedos, além de suficiência para a construção de dois submarinos convencionais ou um convencional e um nuclear simultaneamente.

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

16 Responses to “Imagem 3D do Estaleiro e Base Naval (EBN) de Submarinos, em Itaguaí (RJ)” Subscribe

  1. Corsario137 28 de abril de 2014 at 13:34 #

    Interessante.
    Aí fica a pergunta do leigo aqui: uma instalação dessas, com um propósito tão estratégico e de custo tão elevado, não deveria ter algum/ou vários tipo/s de defesa anti-aérea?

  2. Alexandre Galante 28 de abril de 2014 at 13:48 #

    Sim, pelo menos um S300/S400 ou similar.

  3. Guilherme Poggio 28 de abril de 2014 at 17:19 #

    Bom, a BASC fica logo ali.

  4. Corsario137 28 de abril de 2014 at 18:47 #

    Poggio,

    Observação interessante.

    Mas contra um míssil de cruzeiro disparado por um submarino ou mesmo por um navio a BASC não teria lá muita utilidade.

    Se o Brasil resolveu entrar no clube dos países com submarino nuclear, deve estar pronto também para ameaças mais complexas.

    Uma rede anti-torpedos está prevista?

    Do contrário é investir bilhões numa estrutura que pode ser facilmente destruída.

  5. Alexandre Galante 28 de abril de 2014 at 19:25 #

    Essa base provavelmente será o alvo militar mais valioso do Hemisfério Sul, medidas efetivas deverão ser tomadas para sua proteção.

  6. juarezmartinez 28 de abril de 2014 at 20:47 #

    Me dêem o 5º do 8º GAv que eu mando esta base para o quinto dos infernos.

    Grande abraço

  7. ernaniborges 28 de abril de 2014 at 22:30 #

    Prevenção nunca foi o nosso forte.

  8. Corsario137 28 de abril de 2014 at 23:26 #

    Ernani,

    Mas vai ter que ser. Do contrário a MB não está levando a sério este programa.

  9. mdanton 29 de abril de 2014 at 10:16 #

    Com os antecedentes brasileiros…ao meu ver…o “gato já subiu no telhado”.
    50% de todo o investimento já foi desembolsado…e não temos NADA; somente propagandas virtuais e obras civis.
    Tomará que nada dê errado….como por exemplo França roer a corda do acordo…ou acabar o dinheiro sem nada de prático concretizado.
    Reator nada. Conhecimento para projetar submarinos nada e desconfio ainda que nem capacidade para construir COMPLETAMENTE os modelos alemães o Brasil tem competência.
    Brasil gosta mesmo é da prateleira e os coqueteis e viajens que proporciona.

  10. joseboscojr 3 de maio de 2014 at 22:43 #

    Esse é um alvo fixo que independe de reconhecimento, portanto, é um alvo preferencial para mísseis cruise como o Tomahawk.
    Acho que uma bateria de Pantsir (6 veículos de combate com 72 mísseis de prontidão) seria uma defesa adequada, porque conseguiria interceptar mísseis cruise na fase terminal.
    A defesa contra mísseis de cruzeiro é possível sim via F-5M, claro, desde que haja um AWACS operando na área.
    Um míssil de cruzeiro é um alvo difícil e o sucesso da interceptação é improvável, principalmente com um F-5, mas não é impossível.
    Uma bateria de mísseis de grande alcance/altitude, como o S400 poderia ter alguma utilidade se for capaz de detectar e interceptar os mísseis de cruzeiro a partir de uma distância muito maior que o sistema Pantsir, mas acho que tendo em vista o horizonte radar e o RCS dos atuais mísseis de ataque, o custo seria muito alto para um benefício mínimo.
    O que se poderia ter era um radar de vigilância de grande alcance para dar o alerta da aproximação de mísseis com maior antecedência de modo a não pegarem os Pantsir de surpresa.
    O problema é que não existe ataque só de um Tomahawk. Quando vêm, eles vêm aos montes. Um submarino de ataque pode lançar pelo menos 12, um destróier uns 30. E o ataque pode vir de várias unidades, tanto de superfície quanto submarinos.
    E todos os mísseis podem chegar ao mesmo tempo, inviabilizando qualquer defesa eficaz.
    A melhor defesa mesmo é ter sempre um ou dois submarinos nucleares e mais uns 2 convencionais sempre em alto mar de modo a que todos não sejam pegos num ataque surpresa.
    Seria interessante que houvesse bases alternativas e pelo menos uma base altamente reforçada, como aqueles que existem na Suécia e na Crimeia, esculpidas em rocha, que são à prova não só de Tomahawk, mas de armas nucleares.
    Mas aí já é querer demais. rsrsss

  11. rafael oliveira 4 de maio de 2014 at 10:16 #

    Boscão,

    No caso de uma base militar, não seria o caso de ter o Pantsir sem o caminhão, para economizar uns trocados. Ou essa economia não compensa?

    O que você acha de comprar os 15 CIWS Goalkeeper que estão em “liquidação” no Reino Unido? Aí bastariam comprar os mísseis, inclusive, podendo ser os mesmos que forem escolhidos para a nova Barroso, certo? Ou são necessários mais radares?

    No mais, creio que a escolha de Itaguaí foi bastante feliz, dada a proteção natural das ilhas e de Barra de Guaratiba, além da base aérea de Santa Cruz, também próxima.

    Abraço!

  12. joseboscojr 4 de maio de 2014 at 11:50 #

    Rafa,
    Sem dúvida a proteção de alvos fixo prescinde da necessidade de ter um sistema antiaéreo autopropulsado, podendo ser rebocado ou recolhível, mas até onde eu sei não há ainda uma versão assim do Pantsir.
    No caso, o ideal seria uma versão rebocada, sem o canhão e sem o radar de busca (de preferência com controle remoto).
    Os canhões, se julgados indispensáveis, poderiam ser separados, e um único radar de vigilância poderia cobrir toda a região.
    Quanto a usar os mesmos mísseis que serão usadas na nova Barroso, é uma boa ideia, mas não se esqueça que, ao que tudo indica, o Pantsir já foi adquirido para a MB.
    Mas voltando à sua ideia, ambos os mísseis fnalistas, ESSM e Sea Ceptor, podem ser lançados de lançadores em terra e têm capacidade C-PGM (claro, na dependência dos sistemas de apoio).
    Quanto ao Goalkeeper, não entendi bem a sua sugestão. Se for para instalá-los em terra, como proteção terminal dando apoio aos mísseis, seria sem dúvida uma arma formidável (os Chineses que o digam com o seu LD2000), mas teria que ser adaptado para a função e isso não seria fácil. Provavelmente seria sobre um caminhão como no caso do Centurion (Phalanx). Não creio que compense.
    Um abraço.

  13. rafael oliveira 4 de maio de 2014 at 13:30 #

    Grande Bosco,

    Eu ainda conto que o Pantsir não será adquirido rsrs.

    Sobre o Goalkeeper, tinha pensado em instala-lo no solo ou em uma “casinha”.

    Aliás, pensava que esse tipo de adaptação seria bem simples, assim como fazer isso com os sistemas do Pantsir. Dificil seria po-los num caminhão ou navio. Mas, isso eh minha opinião de leigo.

    E eu imaginei que ter canhos seria, no mínimo, desejável. Pelo jeito, não eh bem assim rsrs.

    Abraço.

  14. joseboscojr 4 de maio de 2014 at 13:45 #

    Rafa,
    Olha só o que virou o simples Phalanx quando é instalado fora de um navio:
    http://www.richardcyoung.com/wp-content/uploads/2012/05/Centurion.png
    Instalar os Goalkeeper fixo no solo iria facilitar algumas coisas, como por exemplo o fornecimento de energia, mas não acho que seria uma boa.
    Melhor mesmo que ele fosse móvel.

  15. Fernando "Nunão" De Martini 4 de maio de 2014 at 13:53 #

    “joseboscojr 4 de maio de 2014 at 11:50
    Sem dúvida a proteção de alvos fixo prescinde da necessidade de ter um sistema antiaéreo autopropulsado, podendo ser rebocado ou recolhível, mas até onde eu sei não há ainda uma versão assim do Pantsir.”

    No caso de aquisição do Pantsir e eventual emprego na defesa do EBN de Submarinos de Itaguaí, acho muito mais prático, lógico (e até pensando em logística) deixar as baterias como são: móveis e instaladas em caminhões, de forma adequada e comprovada.

    Além do que a mobilidade fácil e rápida das baterias da forma que são é muito mais interessante, taticamente, do que se apresentarem como mais alvos fixos para um eventual ataque.

  16. rafael oliveira 4 de maio de 2014 at 14:28 #

    Que monstrengo esse caminhão com Phalanx!

    Bom, vamos o que o Sr. Tempo dirá.

    Abraços.

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