EC725_Airbus Helicopters Anthony Pecchi

Equipe da Helibras e Airbus Helicopters testam instalação dos mísseis Exocet

Um protótipo do EC725 realizou ensaios em voo na França, com uma especializada equipe, conduzida pelo engenheiro de ensaios da Helibras Pedro Paim e profissionais da Airbus Helicopters.

Os testes executados avaliaram o comportamento da aeronave em fases críticas de voo com os mísseis anti-superfície AM39 Block 2 Mode 2 com 700 kg instalados em cada lateral da aeronave. Também foi registrado o desempenho, qualidade de voo, parâmetros de vibração e feita a verificação das cargas estruturais e aerodinâmicas.

O helicóptero voou com sensores de instrumentação e acelerômetros instalados para captação e gravação dos resultados que vão auxiliar as equipes de engenharia e projeto da Helibras, responsáveis pela integração dos sistemas eletrônicos desta versão naval.

EC725_AirbusH Anthony Pecchi (7)

EC725_AirbusH Anthony Pecchi (5)

DIVULGAÇÃO: Convergência Comunicação Estratégica / FOTO: Anthony Pecchi

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

67 Responses to “EC725 armado com mísseis Exocet AM39 passa por ensaios em voo” Subscribe

  1. wwolf22 2 de junho de 2014 at 14:53 #

    por que o teste foi feito na Franca e não no Brasil ????
    Ja que nenhuma outra nacao utiliza tais mísseis em tais heli…
    Nao estamos dando de mao beijada um novo “mercado” para os franceses com esse teste sendo efetuado na Franca e não no Brasil ?

  2. Jean-Marc Jardino 2 de junho de 2014 at 16:33 #

    Meu caro amigo, foi feito na França, pq o EC 725 e o Exocet sao produtos franceses, alem do que, a Helibras é uma subsidiara, da Airbus Helicopters, onde se monta essas maquinas, entao nada mais certo que o desenvolvimento do projeto e testes comecem por la.

  3. wwolf22 2 de junho de 2014 at 16:37 #

    Ue, mas nos nao compramos a linha do EC 725 que ninguém mais queria ?!?!
    ninguém queria esse heli, fomos la e compramos a linha “toda”… agora qnd queremos “instalar” algum armamento novo temos que enviar para a Franca ?!?!
    e se quisermos integrar o MAR ?? como fica nesse caso ??? iria pra Franca ou seria feito aqui ??

  4. wsmdal 2 de junho de 2014 at 17:47 #

    Além disso, até onde se sabe, essa versão do Exocet (AM39 Block 2 Mode 2) ainda não foi adquirida pela MB.

  5. Fernando "Nunão" De Martini 2 de junho de 2014 at 17:57 #

    Fica claro mais uma vez (não estou criticando, só constatando) que, pela posição dos suportes dos trilhos dos mísseis, a porta lateral só abrirá até metade do curso. E também que foi necessário um novo projeto de “sponsons” laterais do trem de pouso principal “cortados” para dar espaço à parte traseira dos mísseis. Gostei de ver a instalação dos flutuadores de emergência sob o nariz da aeronave.

  6. Guilherme Poggio 2 de junho de 2014 at 17:57 #

    Acredito que toda a parte de ensaios e telemetria já esteja montada na França. Fazer tudo isso aqui implicaria em mais custos para o projeto.

  7. Baschera 2 de junho de 2014 at 17:59 #

    Mas que bando de trouxas estes brasileiros heim !

    Quem mandou comprar esta linha de montagem meia-boca de kombi’s por Eu$ 1,8 bilhão ??

    Agora aquente !!

    Negocião heim….. o tesouro nacional entubou R$ 400 milhões por esta tecnologia de fundo de quintal e os caras vão fazer todos os teste de integração na matriz……

    Tem muito nego que ficou rico com esta negociata !!

    Este, meus amigos, é o BrasilPuthênfia !

    Sds.

  8. luizblower 2 de junho de 2014 at 18:27 #

    Dúvidas:

    - nos sponsons existem tanques de combustível? Se sim, esse recorte vai penalizar em quanto o alcance da aeronave? (pode ser que instalem outros tanques auxiliares no interior, já que essa versão não transporta tropas)

    - Esse radar aí é o de verdade ou só um lastro?

  9. Observador 2 de junho de 2014 at 18:44 #

    Jean-Marc Jardino
    2 de junho de 2014 at 16:33 #

    Ué, o Brasil não pagou os olhos da cara para a tal transferência de tecnologia?

    Ah, é verdade: pagamos para uma empresa francesa transferir tecnologia para a sua própria subsidiária! Então está certo, todos os testes (e qualquer outra coisa) tem mais é que ser feito na França mesmo.

    No mínimo, foi o Nestor Cerveró (Petrobrás – Pasadena) quem estudou os contratos com os franceses…

  10. Fernando "Nunão" De Martini 2 de junho de 2014 at 18:52 #

    A princípio não vejo problemas nesses primeiros testes serem feitos na França, já que boa parte do projeto de engenharia foi feito aqui no Brasil e engenheiros daqui estão participando lá também. Para algumas coisas pode não fazer sentido um esforço duplicado.

    Aliás, tem um lado positivo fazer os testes por lá: é bem capaz que essa aeronave, por ser de testes, já esteja equipada com o novo eixo da transmissão. Ou seja, menos chances de que, mesmo com baixíssima probabilidade, um incidente causado por falha na transmissão leve a uma aterragem forçada, atrasando o cronograma de voos de teste.

  11. thomas_dw 2 de junho de 2014 at 18:54 #

    a Helibras NAO COMPROU a linha de montagem – apenas monta aqui com parte da produção local.

    este helicóptero vende muito bem ao redor do mundo , seria o pessoal se informar melhor.

  12. Fernando "Nunão" De Martini 2 de junho de 2014 at 19:03 #

    “luizblower 2 de junho de 2014 at 18:27 # Edit
    Dúvidas:
    - nos sponsons existem tanques de combustível? Se sim, esse recorte vai penalizar em quanto o alcance da aeronave? “

    Sim, há tanques de combustível nos sponsons, mas não sei se o recorte penaliza sua capacidade, dado que os tanques ficam na parte superior desses sponsons e a parte dianteira, recortada, tem mais funções aerodinâmicas do que de armazenar alguma coisa.

    Ao menos é o que parece, vendo esta cutaway (desenho em raio-x) abaixo:

    https://sobchak.files.wordpress.com/2013/09/eurocopterec725caracal2.jpg

    O fato é que, se os tanques continuam lá, é preciso que essa nova cobertura do sponson recortado ofereça um excelente isolamento, já que a exaustão do motor do míssil estará bem na frente dele.

  13. Fernando "Nunão" De Martini 2 de junho de 2014 at 19:05 #

    Já no caso do Cougar (EC532) que tem sponsons menores e aparentemente deslocados mais para trás, não foi preciso fazer o recorte, ao menos como mostra essa outra imagem em raio-x:

    http://img252.imageshack.us/img252/3723/aerospatialeas532sccoug.jpg

  14. juarezmartinez 2 de junho de 2014 at 19:58 #

    Todas estas merd….como esta aí e outras tantas nós merecemos, por terem feito do assunto defesa uma negociata. Nunão lembra que eu te disse que a porta não abriria e que precisaríamos de pilotos Kamikaze para esta operação, agora parece que ficou claro.

    ahh Nunão haverá sim redução da quantida de combustível naqueles reservatórios.

    O Miche Jean falou e disse tudo, apesar de eu não gostar nem um pouco da tradicional arrogãncia desta gente que come lesmas e acha o ó do brogodó, ele tem toda a razão na afirmação.
    As interfaces serão Francesas, e os GRANDES BABACAS que tanto criticam a mim e a outros aqui porque assumimos uma posição ferrenha e contrária a este negócio podre, porco e sujo abram os olhos e tentem enxergar algo além dos que se escreve em alguns “brógui” defedendo este negócio em troca de patrocinio.

    Estes mesmos que falam tanto em patriotismo deviam por esta razão nao se curvar a esta “gorjeta” , mas infelizmente o Brasil tem o povo que merece.

    Como disse Basca, a viúva pagou1,8 bilhões para esta josta gambiarrenta cheia de limitações e e problemas….

    Grande abraço

  15. Guilherme Poggio 2 de junho de 2014 at 20:02 #

    Alguém reparou no “queixäo”?

  16. Fernando "Nunão" De Martini 2 de junho de 2014 at 20:15 #

    Sim, o luizblower em comentário mais pra cima reparou, e perguntou se já tem um radar de verdade lá ou não.

    Mas ainda vai ter que alterar o nariz para instalação do FLIR. Por hora, creio que não veremos isso pois o espaço deve estar ocupado pelos equipamentos de telemetria etc, para os ensaios.

    Para ver como deverá ficar:

    http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/Ilustra%C3%A7%C3%A3o-do-EC725-com-AM39-em-painel-na-inaugura%C3%A7%C3%A3o-da-Helibras-em-2-10-2012-foto-Nun%C3%A3o-Poder-Naval.jpg

  17. joseboscojr 2 de junho de 2014 at 20:16 #

    Nunão,
    O Exocet só acende seu motor alguns metros após ser lançado.

  18. Fernando "Nunão" De Martini 2 de junho de 2014 at 20:19 #

    Verdade. Tinha esquecido.

  19. Guilherme Poggio 2 de junho de 2014 at 20:21 #

    Nunão

    Esta imagem que você indicou tem aqui mesmo no Poder Naval

    http://www.naval.com.br/blog/2011/04/30/as-532-sc-cougar-naval-do-chile/

    Com vários comentários interessante abaixo do post.

  20. Fernando "Nunão" De Martini 2 de junho de 2014 at 20:24 #

    Aliás, olhando essa imagem que acabei de postar (que eu mesmo tirei quando fui à Helibras…) dá pra perceber uma diferença importante entre essa aeronave de testes e a do projeto: a porta lateral.

    Não custa olhar de novo:

    http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/Ilustra%C3%A7%C3%A3o-do-EC725-com-AM39-em-painel-na-inaugura%C3%A7%C3%A3o-da-Helibras-em-2-10-2012-foto-Nun%C3%A3o-Poder-Naval.jpg

    Na aeronave de testes, a porta é inteiriça e corre para a frente, e por isso vai sofrer a interferência do suporte dianteiro do trilho do míssil.

    Mas trata-se de uma aeronave francesa.

    Já na imagem do projeto, a porta é bipartida, correndo metade para trás e metade para a frente. E esse é o padrão das aeronaves sendo montadas no Brasil, como se pode ver na imagem abaixo, de uma delas na linha de produção:

    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2013/08/C%C3%A9lula-de-EC725-CBV-5-na-f%C3%A1brica-da-Helibras-em-Itajub%C3%A1-out-2012-foto-Nun%C3%A3o-For%C3%A7as-de-Defesa.jpg

    Ou seja, acredito que não haverá problema algum em relação a portas nas versões definitivas brasileiras.

    Aliás, gostaria de saber por que diabos essa aeronave de testes francesa tem porta inteiriça, quando os helicópteros Caracal da Força Aérea Francesa (http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2013/11/Caracal-do-EH-1-67-Pyr%C3%A9n%C3%A9e-no-exerc%C3%ADcio-Salamandre-na-C%C3%B3rsega-foto-3-For%C3%A7a-A%C3%A9rea-Francesa.jpg) seguem o mesmo padrão dos nossos em produção – porta bipartida, necessária para não encobrir a janela lateral mais próxima da cabine, que também é de correr e pode ser aberta para emprego de metralhadora.

  21. juarezmartinez 2 de junho de 2014 at 20:28 #

    Guilherme Poggio 2 de junho de 2014 at 20:02 #

    Alguém reparou no “queixäo”?

    Sim, claro, bonito vai ser esta josta num deck ou num convoo ful de combustível e aramamentos e aquele domo de radar a uns míseros 5cm do piso e num marzão meio brabo o navio der uma, como é que os marinheiros chamam mesmo, é caturro, é isto??? Vaõ ficar o resto da missão catando pedaço de antena de radar pelo navio…..
    Coisas que só pessoas e empresas exxxxxxpecializadas em”difesa” nos proporcionam e tudo isto por aquele preçinho módico que o Baschera citou….coisa de patrão…..

    Grande abraço

  22. Fernando "Nunão" De Martini 2 de junho de 2014 at 20:31 #

    Bom, encontrei uma explicação possível (mas precisa pesquisar mais) para essa aeronave de testes ter porta inteiriça: deve ser um EC225 (civil), como o exemplo abaixo:

    http://airbushelicoptersinc.com/images/products/EC225/EC225-04-lr.jpg

  23. joseboscojr 2 de junho de 2014 at 20:32 #

    Juarez,
    Creio que ele não irá operar em navios. Só a partir de bases em terra.

  24. Fernando "Nunão" De Martini 2 de junho de 2014 at 20:35 #

    Que é isso, Bosco. Vai ter que operar de navios sim. NDD, NDCC e NAe são os convoos disponíveis hoje (ou no futuro, no caso do Nae…) e mais pra frente outros convoos poderão se prestar a pousos e decolagens das aeronaves.

    Só para reforçar: a versão do Sea King (SH-3A) capaz de operar AM39 Exocet operava embarcada.

    Seu sucessor tem que fazer o mesmo, ou seria um retrocesso sem sentido.

  25. Fernando "Nunão" De Martini 2 de junho de 2014 at 20:47 #

    Apenas para relembrar do emprego do SH-3A:

    “Em Abril de 1991, foi realizado o primeiro pouso a bordo do NAel “MINAS GERAIS” de um SH-3 armado com Míssil Ar-Superfície (MAS) AM-39 “EXOCET”. E no dia 11NOV92 foi realizado o primeiro lançamento real desse míssil, com a aeronave embarcada no NDD “RIO DE JANEIRO” (G-31) contra o casco do ex-CT “MATO GROSSO”. A realização desse evento fez com que o SH-3A se tornasse, até os dias de hoje, o maior braço armado da nossa Marinha.”

    https://www.mar.mil.br/ehs-1/historia.htm#20

    Operar o EC725 armado de Exocet apenas de bases em terra seria perder, de vez, uma capacidade conquistada há mais de 20 anos…

  26. joseboscojr 2 de junho de 2014 at 21:19 #

    Operar a partir de NAe tudo bem, eu sabia. Me lembro bem dos SH-3, agora, de NDD pra mim é novidade.
    Como ainda não temos um NAe operacional, pra mim ele iria operar só baseado em terra.
    Já em relação a operar de NDD, me foge a vantagem. Só se for usar o navio para reabastecer e seguir sua operação de ataque. Mas duvido muito que haverá um NDD no meio do caminho, numa área contestada, em caso de operação real.
    Mas beleza! É mais uma vantagem dessa solução.

  27. thomas_dw 2 de junho de 2014 at 21:21 #

    a MB deveria utilizar todos os EC725 para criar um serviço dedicado de SAR – coisa que esta faltando no Brasil, como lhe coube um terço do lote comprado, deu que eles decidiram aproveitar para substituir os Sea King , dai tentar adaptar o EC725 para usar o Exocet.

    Pequeno detalhe, o helicóptero dever ter que disparar ao mesmo tempo os dois Exocet se nao ele fica desbalanceado devido ao peso superar a capacidade de compensar a carga assimétrica

    Enfim, um tremendo helicóptero desperdiçado na função que pretendem usar. .

  28. rafael oliveira 2 de junho de 2014 at 21:41 #

    Juarez, se a altura do helicóptero for um problema, certamente a Airbus venderá a solução para nós.

    Bosco, a MB costuma usar os helicópteros pesados no NDD, até porque se dependesse do NAe, eles não operariam a partir de navios. E isso vale até para os Seahawk. A vantagem é que esta é a única forma de levar os helicópteros para o TO rs.

    Thomas, esse assunto foi debatido aqui no Naval e dado o peso do helicóptero e a potência do motor, creio que este lide adequadamente com o peso de um míssel em apenas um de seus lados, sem maiores problemas.

  29. joseboscojr 2 de junho de 2014 at 21:48 #

    Rafa,
    Mas ele pousa num NDD, reabastece com o motores ligados e continua sua missão ou ele pousa lá, desliga os motores e fica estacionado esperando entrar em ação?

  30. luizblower 2 de junho de 2014 at 21:54 #

    thomas_dw
    2 de junho de 2014 at 21:21 #
    a MB deveria utilizar todos os EC725 para criar um serviço dedicado de SAR – coisa que esta faltando no Brasil, como lhe coube um terço do lote comprado, deu que eles decidiram aproveitar para substituir os Sea King , dai tentar adaptar o EC725 para usar o Exocet.

    ______________________

    Realmente, Thomas! Seria um uso muito melhor (e mais barato, visto que seria uma versão já existente) para os ECs.

  31. juarezmartinez 2 de junho de 2014 at 21:54 #

    Rafael! O proplema é o preço que ela nos venderá. Esta integração aí está custando TREZE MILHÕES DE EUROS, e vai ficar o oh da gambiarra, e quando disparar um míssil, que são 700 kg aproximadamente eles vão ter que achar uma forma de compensar, pois a aeronave vai cabrar e perder o equilibrio do passo de CG, o que vão fazer eu não sei.
    Eu sei, o Sea King fazia isto sem problemas, sim, mas ele foi pensado deste o inicio do projeto como uma aeronave naval embarcada capaz de lançar torpedos, assim como o Lynx, já o dito cujo, além daquela gambiarra chilena quam mais opera???

    Operar em um NDD, significa, abastecer, armar e manutenir, num Ceará ou num Matoso nem a pau Juvenau, pois não tem hangar para fazer isto com a segurança necessária.

    Grande abraço

  32. daltonl 2 de junho de 2014 at 22:08 #

    Nunão…

    não que faça muita diferença, é coisa minha mesmo, mas lá no NGB a data do lançamento do exocet consta como outubro de 1993 no tópico CT Mato Grosso e não a data
    fornecida no link !!!

  33. Fernando "Nunão" De Martini 2 de junho de 2014 at 22:25 #

    Dalton,
    Aí vai ter que ver quem errou a data primeiro, o ovo ou a galinha, se é que me entende, rsrsrs

  34. rafael oliveira 2 de junho de 2014 at 22:46 #

    Bosco,

    O uso é “improvisado”, como o Juarez disse.

    O NDD Ceará não tem hangar, mas tem umas “gambiarras” que permitem que o helicóptero fique lá, sem risco de cair no mar. Não dá para fazer todo tipo de manutenção, mas dá para o gasto. Enfim, dá para sair com ele do porto e levá-lo para o TO.

    Demorei mas achei uma foto.

    http://www.alide.com.br/artigos/albacora/

    Juarez, sim, eles irão cobrar caro se tiverem que corrigir esse problema. Ou melhor: se tiverem que transferir tecnologia para que a indústria nacional (Helibrás) apresente (lá na França) uma solução para melhorar o uso de mísseis no helicóptero. Eu sou um dos que concordam plenamente com a sua análise sobre esse negócio e o que eu escrevi foi para reforçar isso: o que é um problema para a gente é ótimo para eles.

    Abraços!

  35. Mauricio Silva 2 de junho de 2014 at 22:52 #

    Olá.

    “Pequeno detalhe, o helicóptero dever ter que disparar ao mesmo tempo os dois Exocet se nao ele fica desbalanceado devido ao peso superar a capacidade de compensar a carga assimétrica”

    Acho que não…Na verdade um helicóptero pode lidar bem com cargas desbalanceadas. No caso específico, creio que o aparelho poderá até pousar com apenas um míssil.

    SDS.

  36. daltonl 2 de junho de 2014 at 23:06 #

    Nunão…

    o NGB também aponta o Ceará como navio-mãe para o
    SH-3…assim não dá, desisto :)

  37. Guilherme Poggio 2 de junho de 2014 at 23:17 #

    Acho que não…Na verdade um helicóptero pode lidar bem com cargas desbalanceadas. No caso específico, creio que o aparelho poderá até pousar com apenas um míssil.

    Ora, é para isso que serve uma campanha de ensaios.

    Só como exemplo, o Cougar chileno pode disparar cada um dos seus mísseis independentemente.

  38. Guilherme Poggio 2 de junho de 2014 at 23:22 #

    , deu que eles decidiram aproveitar para substituir os Sea King , dai tentar adaptar o EC725 para usar o Exocet.

    Prezado Thomas

    O substituto do Sea King chama-se Sea Hawk e na função A/Sup ele já tem o seu próprio míssil que é o Penguim.

  39. Guilherme Poggio 2 de junho de 2014 at 23:28 #

    Segundo o ANB o disparo foi mesmo em 1992. Neste site eu confio :-)

    http://www.naval.com.br/anb/ANB-aeronaves/Sikorsky_S61/Sikorsky_S61.htm

  40. Guilherme Poggio 2 de junho de 2014 at 23:35 #

    luizblower perguntou:

    Dúvidas:

    - nos sponsons existem tanques de combustível?

    Sim, existem. Mas lembre-se que ele não ocupa todo o espaço dos sponsons. Aliás a maior parte é carenagem do trem de pouso principal.

    Aquela parte do recorte feito para encaixar o míssil, nas aeronaves offshore por exemplo vai o bote salva-vidas.

  41. juarezmartinez 2 de junho de 2014 at 23:38 #

    Aqueles tanques dos sponsos comportam uns 300 litros quando cheios, vão pereder aproximadamente um terço.

    Grande abraço

  42. wwolf22 3 de junho de 2014 at 9:51 #

    volto a perguntar, caso haja a necessidade de se integrar o MAR e o A-Darter na Kombi (hipoteticamente falando), quem o faria ???
    Brasil ou Franca ??

  43. Fernando "Nunão" De Martini 3 de junho de 2014 at 10:31 #

    Hipoteticamente (dado que os exemplos citados são inconsistentes com o emprego da aeronave), as integrações seriam pela lógica feitas no Brasil, onde são (e serão) produzidos os referidos mísseis.

    O AM39 Exocet, por sua vez, por hora é só produzido na França e um eventual substituto nacional ainda precisa ser desenvolvido.

    Porém, tudo é uma questão de quem recebe o contrato para integrar os mesmos, com que custos e condições.

  44. Fernando "Nunão" De Martini 3 de junho de 2014 at 10:39 #

    “juarezmartinez 2 de junho de 2014 at 23:38
    Aqueles tanques dos sponsos comportam uns 300 litros quando cheios, vão pereder aproximadamente um terço.”

    Juarez, não estou questionando especificamente de onde veio essa informação sobre perda de um terço ou a credibilidade da mesma, mas qual sua base técnica:

    Qual a questão técnica envolvida nessa perda de 1/3 da capacidade se, pelo que se vê na imagem ampliada abaixo de um sponson, em corte, aparentemente esse corte se daria na parte “oca” do sponson, de funções puramente aerodinâmicas, e que ficaria à frente de onde terminam os tanques?

    http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/06/cutaway-EC725-detalhe-sponson.jpg

    Pelo que percebo comparando esse detalhe do link com as imagens da matéria, o item interno da parte cortada que, aparentemente, está sofrendo modificações é o de número 148 do desenho, que é uma entrada para reabastecimento pressurizado a partir de uma mangueira em terra ou num navio, com a aeronave pairada (in hovering flight pressure refuelling connection) – dá a impressão que está sendo “entortado” para fora ou encurtado. Já o tanque de combustível, marcado com número 145, pela imagem parece ficar com sua extremidade anterior exatamente atrás da linha de corte do sponson.

    Apenas para finalizar e ajudar a discutir eventuais novas dúvidas da adaptação, segue novamente o raio-x completo do Caracal (versão da Força Aérea Francesa), que eu já havia mostrado aqui ontem:

    https://sobchak.files.wordpress.com/2013/09/eurocopterec725caracal2.jpg

  45. Marcelo 3 de junho de 2014 at 10:54 #

    Fernando “Nunão” De Martini 2 de junho de 2014 at 20:24 #

    Bom Nunão, então isso resolve de uma vez a questão da abertura das portas com os mísseis e enterra essa estória de “pilotos kamikazes”… :)

    Acho que o pessoal exagera nas críticas (técnicas, não estou discutindo se foi caro ou não, etc.). O problema do rotor está aparentemente resolvido, faltando aplicar o BS nas aeronaves brasileiras.

    Hoje em dia, creio que apenas essa família opera com o Exocet. Nunca vi fotos do NH-90 com essa arma e nunca vi o EH-101 com armas da mesma classe. Se a MB queria operar esse míssil, creio que não havia muitas alternativas no mercado.

    Juarez, quanto ao radome “quebrar” ao bater do deck em mar revolto, qual a base para se afirmar isso? Não consta que os Cougar chilenos estejam com este problema.

    bom, finalizando, não acho que sejam máquinas tão ruins assim, se fosse assim, não teria vendido para operação SAR, onde são maioria nos ultimos contratos que tenho acompanhado.

  46. joseboscojr 3 de junho de 2014 at 11:57 #

    Um helicóptero numa missão ASuW pode ser armado com mísseis ar-ar já que há alguma possibilidade dele vir a encontrar um helicóptero inimigo, mas um A-Darter seria um exagero, sendo mais provável um manpads adaptado.
    O Sea Hawk pode usar o próprio Hellfire na função ar-ar.
    Não tendo um míssil com função ar-ar o jeito é partir pra usar a metralhadora, caso tenha uma.
    Não tendo nada, o que se pode fazer é o tripulante abaixar as calças e mostrar o bumbum pro helicóptero inimigo. rsrss
    Já mísseis antirradar lançados por helicóptero, tiveram vida efêmera na forma do SideARM, e mesmo assim era para armar helicópteros de ataque. Não havia nenhuma vantagem real em operar esse tipo de míssil principalmente depois da adoção de mísseis antitanques pesados lançados de helicópteros, como o Hellfire, de grande alcance.
    Armar um helicóptero ASuW com um míssil antirradar também não traz benefícios se comparado a um míssil antinavio dedicado.
    No caso a USN usa o HARM nos F-18 contra navios, mas é pra dificultar o defensor, que tem que se ver com um míssil pequeno e supersônico. Além é claro, de obrigar o navio a desligar os radares. Mas isso ocorre num ataque combinado de Harms, Harpoons e Slams, usando vários caças.
    Usar essa tática usando helicópteros é difícil.

  47. Vader 3 de junho de 2014 at 13:18 #

    Minha nossa, que gambiarra horrenda… Combina à perfeição com essa joça de Kombi-Voadora…

    E o preço também combina…

  48. Fernando "Nunão" De Martini 3 de junho de 2014 at 13:35 #

    Ok, Vader, todos conhecemos as críticas de sempre sobre a aeronave, mas será que podemos ir um pouco além disso, ou mesmo aprofundar essas críticas?

    Não quero ser chato nem pautar ninguém, mas acabamos de intervir lá no Poder Aéreo, depois que alguns comentários seguidos só ficaram nessa parte rasa e provocativa (levando até a trocas de farpas preconceituosas e xenófobas), fechamos o post e incentivamos quem quisesse a vir aqui na matéria original e participar de um debate mais produtivo, que está acontecendo na medida do possível.

    Não que você esteja errado em reclamar do preço, da estética, do aspecto da adaptação.

    Em muitos aspectos você está certo: é um programa caro (embora isso também precise ser discutido em detalhe), a adaptação está longe de ser agradável aos olhos e tudo o mais.

    Mas acho que a gente pode aproveitar os aspectos mais interessantes (positivos ou negativos, tanto faz) do que vem sendo discutido há mais de 40 comentários nesta matéria e avançar. Há muitos detalhes levantados para se aprofundar.

    Porque chamar de feio e caro é o que vem sendo feito há anos, repetidamente.

    (lembrando que nós editores não temos compromisso algum em defender esta ou aquela empresa ou compra. Defendemos o bom nível do debate, para que tenha mais profundidade e seja produtivo, seja nas críticas positivas ou negativas, e volta e meia temos que ser mais incisivos nisso)

  49. Fernando "Nunão" De Martini 3 de junho de 2014 at 14:15 #

    “Marcelo 3 de junho de 2014 at 10:54
    Fernando “Nunão” De Martini 2 de junho de 2014 at 20:24 #
    Bom Nunão, então isso resolve de uma vez a questão da abertura das portas com os mísseis e enterra essa estória de “pilotos kamikazes”…”

    Marcelo,

    A maioria dos mitos de internet são como zumbis, sejam eles do EC725, do Rafale, do Gripen, do F-35, das corvetas Inhaúma, do NAe São Paulo, do submarino nuclear, da Venezuela, dos Estados Unidos, da Rússia ou do que for a bola da vez.

    Por mais que você se esforce para enterrar um mito zumbi, não costuma adiantar muito.

    O que a gente tenta, aqui, é pelo menos ir atrás informação correta quando surge uma dúvida importante (seja com palavras, fotos ou imagens dos projetos) para que a discussão tenha um pé na realidade.

    Eu mesmo estranhei, no primeiro comentário, a porta inteiriça, assim como havia estranhado o mesmo helicóptero sem a porta nesta imagem (http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/am39_integracao_ec725.jpg) porque estava bem visível o trilho da mesma, indo só para a frente. Isso tudo pode gerar confusão, pois são muitos detalhes diferentes de cada aeronave para se relembrar.

    Mas as informações estão disponíveis, é só usar o campo busca do site, reavivar a memória para os detalhes voltarem, e aí algumas questões podem postas à prova, críticas podem ser enterradas ou reforçadas.

    Porém, nas discussões apaixonadas, mitos zumbis sempre existirão.

  50. Colombelli 3 de junho de 2014 at 15:12 #

    E nos Pumas Chilenos, como funciona o cabide? Quais as diferenças?

  51. Almeida 3 de junho de 2014 at 15:29 #

    Olha como ficaram bonitos os nossos Rafale M! Ops…

  52. Fernando "Nunão" De Martini 3 de junho de 2014 at 15:35 #

    Colombelli,

    No caso dos EC532 chilenos, os suportes para os mísseis são razoavelmente parecidos, o comprimento da cabine dos helicópteros é que é diferente, fazendo com que os mísseis fiquem mais colados nos sponsons, no caso do EC725, que por algum motivo precisam levá-los bem mais para trás do que no caso dos EC532 (apesar da cabine menor destes últimos).

    Confira imagens dos chilenos nos links do comentário do Poggio de ontem (dia 2) às 20h21 e do meu das 19h05.

  53. Luiz Monteiro 3 de junho de 2014 at 17:32 #

    Prezados,

    Seguem abaixo algumas considerações sobre o UH-15A:

    1. Todas as portas laterais poderão ser abertas totalmente, mesmo quando os mísseis estiverem “embarcados”. As portas laterais traseiras são bipartidas, sendo que, metade corre para frente, e metade para trás da aeronave. Todavia, o operador de armas (Que ficará na cabine traseira operando o console) precisará pisar no suporte do míssil para adentrar ou deixar a aeronave. As condições de segurança deste tripulante estão sendo avaliadas de perto pela DaerM, DGMM e DSAM;

    2. O tanque de combustível localizado em cada um dos sponsons não sofrerá redução em razão da modificação para encaixe do míssil. Como disse o Nunão, somente a parte oca será cortada. Existe a possibilidade de instalação de um tanque interno de combustível que seria colocado no fundo da cabine o que aumentaria a autonomia do UH-15A, quando comparado ao Super Cougar (UH-15) padrão. Esse aumento poderá ficar em até 20%;

    3. A distância entre o radar AN/APS-143C(V)3 instalado no UH-15A em relação ao solo, e a distância entre este mesmo radar instalado SeaHawk (MH-16) e o solo, são praticamente idênticas;

    4. Os Super Cougar, assim como os SeaHawk serão operados desde o NAe São Paulo, o NDD Ceará e todos os NDCC em operação na MB; e

    5. Em abril de 2014, a Marinha do Brasil assinou contrato de R$ 60 milhões (US$ 27 milhões) com a Avibras, para desenvolver uma nova versão do míssil ar-superfície (MAS) Exocet AM39 B2, produzida pela MBDA.

    Não cabe a mim, comentar a compra de qualquer equipamento feito pelo Ministério da Defesa. Não vou entrar no mérito dos custos.

    Vale ressaltar que muitos voos deverão ser feitos com o UH-15A antes de sua homologação. Este primeiro ensaio foi realizado com uma aeronave semelhante, porém não é idêntica àquela que será operada pela MB.

    Como diz a própria matéria “Os testes executados avaliaram o comportamento da aeronave em fases críticas de voo com os mísseis anti-superfície AM39 Block 2 Mode 2 com 700 kg instalados em cada lateral da aeronave. Também foi registrado o desempenho, qualidade de voo, parâmetros de vibração e feita a verificação das cargas estruturais e aerodinâmicas.”

    Os testes onde mísseis serão disparados deverá ocorrer nos próximos meses.

    Abraços.

  54. Luiz Monteiro 3 de junho de 2014 at 17:44 #

    Prezados Poggio, Dalton e Nunão

    Em 11 de novembro de 1992, foi realizado o primeiro lançamento real do míssil AM-39 Exocet, com a aeronave embarcada no NDD “RIO DE JANEIRO” (G-31) contra o casco do ex-CT “MATO GROSSO”.

    https://www.mar.mil.br/ehs-1/historia.htm#20

    Abraços

  55. Fernando "Nunão" De Martini 3 de junho de 2014 at 18:26 #

    “Este primeiro ensaio foi realizado com uma aeronave semelhante, porém não é idêntica àquela que será operada pela MB.”

    Exato, Luiz Monteiro.

    Por isso a diferença na porta, que gerou toda essa questão.

    Essa aeronave de testes das fotos parece, como indiquei mais acima, uma versão civil destacada para isso, por não ter a porta bipartida típica da versão militar. Lembrando mais uma vez que na versão militar Caracal a porta bipartida permite que as janelas laterais mais próximas do posto de pilotagem não sofram interferência da porta aberta, pois essa janela também se abre para emprego de metralhadora.

    Essa janela de que estou falando pode ser vista nesta foto, que tirei na Helibras. As portas bipartidas do EC725 padrão da MB também podem ser vistas, fechadas.

    http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/10/Helibras-inaugura%C3%A7%C3%A3o-nova-f%C3%A1brica-2-10-2012-Super-Cougar-da-MB-decola-com-autoridades-foto-Nun%C3%A3o-Poder-Naval.jpg

  56. juarezmartinez 3 de junho de 2014 at 19:10 #

    Juarez, quanto ao radome “quebrar” ao bater do deck em mar revolto, qual a base para se afirmar isso? Não consta que os Cougar chilenos estejam com este problema.

    Marcelo, em primeiro lugar com todo respeito a tua pergunta que é procedente, tu estás comparando rabo de tatu com foçinho de cachaço, um Super Puma Chileno não é um EC 725, são mototrizações, estrutura e payloads completamente diferentes OK, em sítese é outra aeronave.
    Aquele radar, com a aeronave full de combustível e armada fica a 5 cm do chão, uma cota muito perigosa para uma operação embarcada, aonde o navio pode balançar e muito.

    Grande abraço

  57. daltonl 3 de junho de 2014 at 19:19 #

    Obrigado LM !

    abraços

  58. juarezmartinez 3 de junho de 2014 at 19:36 #

    Caro comandante Luiz Monteiro, irei fazer algumas colocações em seus textos, com a sua licença, e que acho pertinentes.

    1. Todas as portas laterais poderão ser abertas totalmente, mesmo quando os mísseis estiverem “embarcados”. As portas laterais traseiras são bipartidas, sendo que, metade corre para frente, e metade para trás da aeronave. Todavia, o operador de armas (Que ficará na cabine traseira operando o console) precisará pisar no suporte do míssil para adentrar ou deixar a aeronave. As condições de segurança deste tripulante estão sendo avaliadas de perto pela DaerM, DGMM e DSAM;

    Caro com LM, em se declarando emegência sobre o mar, com o heli armado, como será o procedimento de evacuação da aeronave tanto para o operador de sistemas quanto para os pilotos com presença do míssil no cabide.?

    O tanque de combustível localizado em cada um dos sponsons não sofrerá redução em razão da modificação para encaixe do míssil. Como disse o Nunão, somente a parte oca será cortada.

    Caro Com LM, com o corte realizado na sessão frontal do tanque e a retração da parede, bem como do reforço de proteção do tanque(possíel choque ou chama) foram perdidos aproximnadamente 15 cm do comprimento por toda a largura, então por isto a colocação de perda. parcial de combustível

    Existe a possibilidade de instalação de um tanque interno de combustível que seria colocado no fundo da cabine o que aumentaria a autonomia do UH-15A, quando comparado ao Super Cougar (UH-15) padrão. Esse aumento poderá ficar em até 20%;

    Muito bem, duas perguntas surgem:

    Colocando um tanque com está capacidade como é que fica o peso final para decolagem? Algo vai ter que ser sacrificado, não tem como, aumento em 20% soma-se opeso do tanque por si só e do combustível, como vai ficar a equação carga x alcance x combustível???

    Uhh, um tanque ventral vamos chamar assim, e o passo do CG comandante???

    3. A distância entre o radar AN/APS-143C(V)3 instalado no UH-15A em relação ao solo, e a distância entre este mesmo radar instalado SeaHawk (MH-16) e o solo, são praticamente idênticas;

    Sim, tudo isto com o UH 15A vazio, mas ele não decola para a missão vazio comandante, é combustível full e dois misseis que pesam aproximadamente 700 Kg cada um, mais o peso dos cabides, mais o peso do console, mais o peso do tanque adicional, comandante é 5 cm, o MH 16 se não me falha a memória, full é 15 cm.

    4. Os Super Cougar, assim como os SeaHawk serão operados desde o NAe São Paulo, o NDD Ceará e todos os NDCC em operação na MB; e

    Comandante, vão armar os helis no convoo dos NDDs??
    Vocês são corajosos hen…….

    5. Em abril de 2014, a Marinha do Brasil assinou contrato de R$ 60 milhões (US$ 27 milhões) com a Avibras, para desenvolver uma nova versão do míssil ar-superfície (MAS) Exocet AM39 B2, produzida pela MBDA.

    Perfeito, vai entrar em operação quando mesmo????

    Grande abraço

  59. lynx 3 de junho de 2014 at 20:39 #

    O problema do radome é fato conhecido na Aviação Naval. Tudo o que o Juruez falou é fato, mas tenho que fazer uma ressalva: a distância de 5 cm do solo será atingida em caso de utilização de todo o passeio dos amortecedores do trem de pouso, o que pode ocorrer em um pouso mais brusco, comum em pousos noturnos em convoos restritos. O que já se sabe é que terá limitações para operar com tropas em terreno não preparado. Provavelmente os ensaios demonstrarão qual a limitação de peso para operações noturnas embarcadas ou transporte de tropas para ZD não preparada.
    A informação que eu tinha é que realmente haveria redução nos tanques dos sponsons. Vamos ver…
    Se a aeronave usada nos ensaios na França foi um EC-225, então falta muita coisa para ser ensaiada. O EC-225 tem o mesmo peso máximo de decolagem, transmissão e potência dos motores. Mas é mais leve. Não possui uma série de equipamentos presentes no 725, inclusive o APU, console do operador, etc. As equações de peso e balanceamento seriam “aproximadas”. Mas eu não sei se era.
    O tanque suplementar a ser colocado à ré da cabine do UH-15A é oferecido para todas as versões do EC-725 e EC-225. Fica no lugar do bagageiro. Mas no UH-15A ele terá outra função, que é compensar o passeio longitudinal do CG da aeronave, deslocado pelos mísseis. Se os mísseis não forem lançados o combustível desse tanque pode ser consumido? Duvido! Principalmente porque pousar uma aeronave desbalanceada em um navio balançando é algo que beira a insanidade.

  60. Guilherme Poggio 3 de junho de 2014 at 20:55 #

    Já voei Super Puma da Bristow (civil) que tinha tanque de combustível interno. Era uma “grande caixa” que fica atrás do 1P.

    Lembro que não se voava com mais do que 8 passageiros além de bagagem pessoal.

  61. Luiz Monteiro 3 de junho de 2014 at 21:15 #

    Prezado amigo Juarez,

    É sempre bom poder debater contigo, pois seus questionamentos são sempre pertinentes.

    Tentando responder suas perguntas:

    “Caro com LM, em se declarando emergência sobre o mar, com o heli armado, como será o procedimento de evacuação da aeronave tanto para o operador de sistemas quanto para os pilotos com presença do míssil no cabide?”

    Resposta: Tanto a DaerM, quanto a DSAM vem realizando em conjunto com a Airbus Helicopter os estudos e encontrando soluções para esta questão. Pelas simulações iniciais não haveriam maiores problemas.

    “Caro Com LM, com o corte realizado na sessão frontal do tanque e a retração da parede, bem como do reforço de proteção do tanque (possível choque ou chama) foram perdidos aproximnadamente 15 cm do comprimento por toda a largura, então por isto a colocação de perda. parcial de combustível.”

    Resposta: Pelo que foi passado à MB e consta do projeto da aeronave, o tanque não será atingido pelo “corte” no sponson.

    “Colocando um tanque com está capacidade como é que fica o peso final para decolagem? Algo vai ter que ser sacrificado, não tem como, aumento em 20% soma-se opeso do tanque por si só e do combustível, como vai ficar a equação carga x alcance x combustível???”
    “Uhh, um tanque ventral vamos chamar assim, e o passo do CG comandante???”

    Resposta: A título de comparação, o Super Puma da Armada do Chile, menor e menos potente que o Super Cougar da MB, carrega, 3 tripulantes, um console mais pesado do que aquele que será instalado no UH-15A, 2 mísseis Exocet e mais todo o equipamento (Guindaste, suporte, cabo e sonar) do sonar de profundidade variável. Dependendo da missão, se o alcance for primordial em detrimento da capacidade de ataque, o segundo Exocet pode ser retirado e o tanque instalado. Ou, se a missão requerer maior poder de fogo, o tanque pode ser retirado ou abastecido com menor quantidade de combustível.

    “Sim, tudo isto com o UH 15A vazio, mas ele não decola para a missão vazio comandante, é combustível full e dois misseis que pesam aproximadamente 700 Kg cada um, mais o peso dos cabides, mais o peso do console, mais o peso do tanque adicional, comandante é 5 cm, o MH 16 se não me falha a memória, full é 15 cm.”

    Resposta: Com as alterações previstas para o trem de pouso dianteiro do UH-15A, o radar deverá ficar a cerca de 14 cm do solo (com a aeronave totalmente carregada).

    “Comandante, vão armar os helis no convoo dos NDDs??”
    Resposta: Dependendo das condições de mar, os UH-15A podem ser operados no convoo de popa dos NDD. Podem ser armados também. O SeaKing inclusive já operou armado com um Exocet no “Ceará” e no “Rio de Janeiro”.

    “Perfeito, vai entrar em operação quando mesmo????”

    Resposta: Depois da remotorização dos MM-40, a remotorização dos AM-39 será menos complicada. As demais partes do míssil serão nacionalizadas aos poucos, na medida em que forem sendo fabricados, tal como ocorre com outros programas em curso (Exemplo do próprio UH-15A). A previsão é que as primeiras unidades sejam entregues a partir de 2017.

    Prezado amigo, sei que não perguntaste, mas como é assunto corriqueiro quando se fala de Super Cougar (para a MB) e Caracal (Para EB e FAB), os problemas detectados no projeto do eixo vertical da transmissão dos helicópteros EC225/725, vamos lá:

    Tendo em vista que, contrato de obtenção dos EC725 foi assinado pelo Ministério da Defesa e não pelas Forças Singulares (MB, FAB e EB), não sei a quantas anda a negociação para substituição desta seção. O que posso lhe dizer é que o Ministério da Defesa vem requerendo é que a mesma seja substituída em todas as aeronaves já entregues e naquelas que ainda o serão, e que esta troca seja realizada sem quaisquer custos adicionais para as Forças Armadas.

    Dessa forma, a Airbus forneceria a nova seção e a Helibras realizaria a substituição/instalação.

    Espero ter conseguido responder a todos os seus questionamentos.

    Abraços

  62. Guilherme Poggio 3 de junho de 2014 at 22:15 #

    Luiz Monteiro escreveu:

    Resposta: Pelo que foi passado à MB e consta do projeto da aeronave, o tanque não será atingido pelo “corte” no sponson.

    Vou dar o meu pitaco neste assunto (aliás, aqui todos estão livres para isso)

    Acredito que procurou-se economizar o máximo possível nesse projeto de adaptação do Exocet no 735. Observem que o corte nos sponsons não atingiu os flutuadores. Se o corte avançasse sobre os flutuadores, seria necessário um reprojeto dessa peça também.

    O mesmo vale para o flutuador do “queixo”. A cobertura da antena do radar parece estar posicionada em um local onde não houve necessidade de mudança da posição do flutuador (e consequente reprojeto da peça).

    Por fim, imagino que se o tanque de combustível dos sponsons fosse modificado, teríamos mais um reprojeto e seus custos associados.

    Mas isso tudo é só uma opinião minha.

  63. juarezmartinez 3 de junho de 2014 at 22:41 #

    Caro comandante LM, vou me permitir fazer alguns comentários , com a sua permissão, sobre determinadas colocações suas:

    “Uhh, um tanque ventral vamos chamar assim, e o passo do CG comandante???”

    “Resposta: A título de comparação, o Super Puma da Armada do Chile, menor e menos potente que o Super Cougar da MB, carrega, 3 tripulantes, um console mais pesado do que aquele que será instalado no UH-15A, 2 mísseis Exocet e mais todo o equipamento (Guindaste, suporte, cabo e sonar) do sonar de profundidade variável. Dependendo da missão, se o alcance for primordial em detrimento da capacidade de ataque, o segundo Exocet pode ser retirado e o tanque instalado. Ou, se a missão requerer maior poder de fogo, o tanque pode ser retirado ou abastecido com menor quantidade de combustível. ”

    Caro comandante LM, como já comentei com o colega Marcelo aqui do PN, penso respeitosamente que uma comparação de desempenho e de comportamento aerodinãmico com o Super Puma da ACH não é um parâmetro que possamos utilizar, explico:

    O Super Puma da ACH tem motorização, perfil aerodinâmico, paylod, passo de CG, hélice e relação peso x potência completamente diferentes do EC 725, presumo que o consumo de combustível do segundo seja maior, em função da maior potência da Makila Mk 2 e da maior área de arrasto aerodinâmico da aeronave e de seu payload(parcialmente compensado pela maior potência do makila MK 2).
    Ainda como o nosso amigo Lynx colocou a utilização do tanque “ventral” auxiliaria na equalização do passo de CG da aeronave, porém em uma configuração com um míssil e consumindo o combustível voltaríamos a ter um desequilibrio do CG da aeronave, obrigando o piloto a fazer um pouso arriscado com aeronave desequilibrada.

    “Resposta: Com as alterações previstas para o trem de pouso dianteiro do UH-15A, o radar deverá ficar a cerca de 14 cm do solo (com a aeronave totalmente carregada).”

    Comandante, o senhor por gentileza saberia informar qual a solução adotada para aumentar o vão livre do solo da parte frontal da aeronave que envolvem a modificação do trem dianteiro, imagino que poderia ser um amortecedor com curso hidráulico maior ou ainda a fixação do mesmo mais abaixo, mas isto faria com que a aeronave quando spotada com cargas axiais pendesse a a ré, no meu modesto entender, mas aguardo suas informações.

    Grande abraço

  64. Mauricio Silva 4 de junho de 2014 at 10:51 #

    Olá.

    Bom, considerando que o F-35 pode se tornar o melhor caça do mundo, por que não acreditar que a adaptação feita para o lançamento dos Exorcet seja plenamente funcional?
    Acredito que o pessoal da marinha está fazendo o seu melhor. E que o resultado final seja, no mínimo, funcional. Os custos serão elevados? Isso depende de comparação. Então, se o custo final é muito alto, está sendo comparado a qual solução?
    Se o país tem o domínio da tecnologia do modelo empregado pelas três armas, isso não tem um custo/benefício associado?
    Vejam, estou apenas tirando o foco (comum) da crítica pela crítica, mas querendo um pouco mais de dados e fatos.
    SDS.

  65. Carlos Alberto Soares 4 de junho de 2014 at 20:42 #

    Enquanto isso, no Mistério da Defesa em Brasília:

  66. Iväny Junior 6 de junho de 2014 at 13:07 #

    Este helicoptero não serve como estação para mísseis exocet.

  67. juarezmartinez 7 de junho de 2014 at 18:24 #

    Sim Ivany, todos nós com pelo menos dois neurônios sabemos disto, só “Wally” e seus seguidores doentis não sabem, ou melhor sabem ,mas em nome de ideologia, podem fod…. com tudo e com todos…..

    Grande abraço

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