CAMCOPTER® S-100_01

A Schiebel fez uma série de ensaios com o seu helicóptero não-tripulado Camcopter S-100 para a Marinha do Brasil entre os dias 2 de 5 de junho, perto de São Pedro de Aldeia, no Brasil, a partir do Navio-Patrulha Oceânico Apa, da classe “Amazonas”.

O CAMCOPTER® S-100 da Schiebel foi demonstrado a representantes do Ministério da Defesa e da Marinha do Brasil, em várias surtidas a partir do mar a cerca de 160km do Rio de Janeiro, durante quatro dias.

Os voos de demonstração foram conduzidos usando cenários planejados com a Marinha do Brasil e pensados para avaliar as capacidades de carga útil: L3 Wescam MX-10, ESM Selex ES SAGE, radar Selex PicoSAR e AIS (Automatic Identification System). As missões foram realizadas de dia e à noite em distâncias de 44 milhas náuticas com detecção de alvos a 90 milhas.

O programa demonstrou com sucesso a capacidade do CAMCOPTER® S-100 em atender às necessidades operacionais de comandantes marítimos em ambientes complexos e dinâmicos.

CAMCOPTER® S-100_02

 

CAMCOPTER® S-100_03

DIVULGAÇÃO: Schiebel

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

51 Responses to “Schiebel demonstra o Camcopter S-100 para a Marinha do Brasil” Subscribe

  1. lynx 5 de junho de 2014 at 19:30 #

    Sintomático que os testes tenham sido feitos em um NaPaOc e não numa fragata.
    Tomara que a MB adote realmente um bicho desses. Serão imensamente úteis. Aliás, o interesse em VANTS e a adoção das MTR .50 nos Lynx são as melhores notícias recentes na Aviação Naval. Coisas realmente úteis nos dias de hoje.
    Parabéns pela reportagem.

  2. Gilberto Rezende 6 de junho de 2014 at 12:24 #

    Se não me engano este é o segundo dos dois candidatos a fazer seu teste na MB para aquisição pretendida de 10 sistemas.

    O primeiro foi o Scan Eagle de asa fixa em fevereiro e agora o Camcopter S-100 de asas rotativa a MB deve decidir qual dos dois adotará.

    Uma pena na minha opinião pois um é um vant de asa fixa e o outro de asas rotativas sendo que nem um nem outro pode cumprir TODAS as missões que o outro pode.

    A escolha de somente um dos dos dois tipos de vant IMPLICA que a capacidade de operação que só o derrotado pode realizar estará perdida/inacessível enquanto a MB dispor operacionalmente só do sistema do vencedor.
    Uma limitação. Preferia que a MB adquirisse 1 ou 2 unidades do sistema perdedor para manutenção de doutrina ou uma necessidade específica que o vencedor não possa atender.

    Relembrando as condições do teste anterior do Scan Eagle em final de fevereiro (mais curto e sem testar o NightEagle) e agora do Camcopter S-100 em 4 dias e amplos testes me dá o sentimento que o vant de asas rotativas é o favorito nesta contenda.

    A princípio eu ACHO que se é para ter um vencedor único a MB deveria escolher o VANT de asas rotativas por 3 motivos:

    1) aeronaves de asas rotativas está mais no DNA da MB;

    2) de maneira geral visualmente o projeto do Camcopter S-100 me parece mais tecnologicamente evoluído, mais bonito e sem aquela tranqueira de lançamento no convés do ScanEagle;

    3) Já tem muito projeto de vant de asa fixa na FAB, EB e FN adotar o Camcopter S-100 de asas rotativas dará a MB exclusividade e liderança nesta área de tecnologia e sem concorrência dentro do MD do Brasil.

    Aguardemos o resultado.

  3. Fernando "Nunão" De Martini 6 de junho de 2014 at 12:36 #

    Exatamente, Gilberto Rezende, o Scan Eagle foi testado em fevereiro, como mostra matéria publicada aqui na ocasião:

    http://www.naval.com.br/blog/2014/02/19/marinha-testa-drone-para-patrulhar-a-amazonia-azul/

    Bem-vindo de volta aos blogs Forças de Defesa.

  4. ci_pin_ha 6 de junho de 2014 at 13:15 #

    Talvez o Scan Eagle fosse interessante para armar a classe Macaé.

  5. ci_pin_ha 6 de junho de 2014 at 13:33 #

    Tem a classe Grajaú que também poderia receber o Scan Eagle.

  6. juarezmartinez 6 de junho de 2014 at 13:36 #

    Os dois projetos tem virtudes e defeitos como tudo, mas que bom MB finalmente voltou os olhos para este tipo de vetor.
    Caro Ci_pin_ha acho qeu o espaço na popa dos “Mururus”
    é muito pequeno para operação segura.

    Grande abraço

  7. ci_pin_ha 6 de junho de 2014 at 13:47 #

    Será que não poderiam ser lançados e recolhidos pela proa?

  8. Fernando "Nunão" De Martini 6 de junho de 2014 at 14:23 #

    Lá tem menos espaço ainda ci_pin_ha, por causa do canhão e do fato do espaço se estreitar em direção à proa. O certo é na popa, desde que ela esteja livre das lanchas quando do lançamento e recolhimento (ou que estas estejam afastadas). Veja essa matéria com imagens das classes “Grajaú” e “Macaé”:

    http://www.naval.com.br/blog/2013/07/03/comparando-os-navios-patrulha-de-200t-e-500t-da-marinha-do-brasil/

    Vale lembrar que o Scan Eagle depende também de equipamentos para lançar e recolher, que ocupam espaço. E, além disso, em ambos os casos haverá necessidade de instalar consoles, antenas etc para controlar as aeronaves. Tudo isso precisa de espaço e este não é o forte dos navios-patrulha de 200 toneladas. Mas pode existir nos de 500 toneladas.

  9. rafael oliveira 6 de junho de 2014 at 14:49 #

    Concordo com o Gilberto: o ideal é a MB ter os dois meios e usar aquele que for mais adequado para o navio e missão correspondentes.

    No mais, há previsão de testarem outros modelos?

  10. Luiz Monteiro 6 de junho de 2014 at 17:53 #

    Prezado Rafael,

    O Programa ARP-E (Aeronave Remotamente Pilotada – Embarcada), prevê a obtenção, pela MB, de cinco sistemas, que incluem uma estação de controle, antenas sinalizadoras e duas ou três aeronaves (o número vai variar de acordo com o vencedor). Assim, o número total de VANTs deve variar entre 10 e 15 unidades.

    Os critérios de seleção desses aparelhos foram o volume disponível no payload (carga paga), as capacidades e limitações de operação do sistema embarcado, tendo a habilidade de realizar operações de recolhimento e lançamento a partir de navios de apoio classe IV (navio que não dispõe de convoo, sendo dotado apenas de uma área de reabastecimento vertical (VERTREP) para operação com gancho), com ventos de até 40 nós e estado do mar 04.

    Participaram da disputa o Hermes 90 da Elbit (Israel) e o FT-X1 da Flight Technologies (Brasil), ScanEagle, fabricado pela Boeing, no grupo de asas fixas, e o Pelicano da Indra (Espanha), o europeu Tanan 300 da Cassidian-Airbus Military, e o Skeldar V200 da Saab (Suécia), Camcopter-S 100, da empresa austríaca Schiebel, no grupo de asas rotativas.

    Os dois finalistas são o ScanEagle, fabricado pela Boeing e o Camcopter-S 100, da empresa austríaca Schiebel.

    Abraços

  11. rafael oliveira 6 de junho de 2014 at 18:00 #

    Muito obrigado, Luiz Monteiro.

    É um prazer ler suas contribuições ao blog.

    Abraço!

  12. juarezmartinez 6 de junho de 2014 at 18:35 #

    Agora nos resta aguardar o caminho que a MB tomar após as avaliações de vôo e operação de ambas as aeronaves e “the winner is???”

    Grande abraço

  13. joseboscojr 6 de junho de 2014 at 18:56 #

    Os dois sem dúvidas são interessantes, agora, há de se convir que o ScanEagle (MTOW de 22 kg) tem uma autonomia de 24 horas, enquanto o Camcopter 100 (50 kg) tem de 6 horas.
    E apesar de ter que usar sistemas para lançamento e recuperação, teoricamente o ScanEagle pode operar de espaço menor (embarcação menor) já que não precisa de um convoo ou nem mesmo de área de VERTREP.
    O Camcopter tem um rotor de 3,5 metros de diâmetro.
    A rigor, há vantagens e desvantagens nos dois tipos e como disseram, melhor se tivéssemos os dois.

  14. luizblower 6 de junho de 2014 at 22:54 #

    Cada vez mais parece que temos 2 MBs.

    Uma voltada para os projetos objetivos de modernização de técnicas e equipamentos. Que aprimora os valiosos Lynx, adquire os Amazonas, que prepara a substituição das aeronaves de treinamento e a aquisição de meios aéreos para os NaPa 1800, que estuda o emprego de VANTS, e por aí vai.

    A outra é a Marinha dos Sonhos, com 2 esquadras, um monte de corveta, submarino nuclear e dois NAes de fumaça (o de verdade não anda).

    Se essa segunda pusesse um pouquinho mais os pés no chão (ou na água, como preferirem), tocasse com celeridade o PROSUPER ao invés de atrasá-lo metendo uma penca de corvetas com pouco uso prático na frente da fila e pusesse pra andar novamente o projeto dos NaPa500… Aí talvez as duas MB não parecessem tão diferentes e incompatíveis.

  15. Fernando "Nunão" De Martini 7 de junho de 2014 at 8:53 #

    “tocasse com celeridade o PROSUPER ao invés de atrasá-lo metendo uma penca de corvetas com pouco uso prático na frente da fila “

    luizblower,

    Muito interessante o seu comentário comparativo entre realidade e sonho, mas tem algumas coisas que não entendi, quanto à segunda parte, especialmente esse trecho que destaquei acima.

    Que “penca de corvetas” é essa que estaria na frente da fila do Prosuper?

    Até onde sei, por hora são apenas quatro (não chega a meia dúzia, quanto mais a uma penca…), e não estão na frente de uma suposta fila simplesmente porque não é uma questão de haver fila ou da MB ter que tocar com celeridade o Prosuper “ao invés de atrasá-lo”.

    O programa foi tocado até o ponto do relatório final de avaliação dos concorrentes chegar na mesa da presidente da República.

    Está lá aguardando uma decisão, tanto quanto o F-X2 aguardou por quase quatro anos.

    Até me provarem o contrário, sou da opinião de que se alguém está atrasando o Prosuper, esse alguém é a presidente, tanto quanto ela (e antecessores) atrasaram por anos a fio o programa dos caças da FAB.

  16. joseboscojr 7 de junho de 2014 at 14:11 #

    Os dois VANTs possuem vantagens e desvantagens.
    O Camcopter pesa 50 kg e tem uma autonomia de 6 horas, com a vantagem de não precisar de nenhum equipamento extra para o lançamento e para a recuperação, mas obriga que o navio tenha um convoo ou pelo menos uma área de VERTREP bem generosa.
    O ScanEagle pesa 22 kg, tem autonomia de até 24 horas, não precisa de convoo nem de área de VERTREP, mas precisa de uma catapulta e de um sistema de recuperação bem volumoso. A vantagem é que pode operar de embarcações de dimensões reduzidas.
    Na USN o ScanEagle é utilizado (lançado e recuperado) inclusive a bordo das lanchas Mk-5 (que não tem área de VERTREP), que tem deslocamento de míseras 57 t.
    A catapulta é compacta e leve e o sistema de recuperação (Skyhook) que iça um cabo de uns 10 metros, ocupa menos de 8 m² e pesa menos de 1,5 t.
    Vale salientar que a recuperação do ScanEagle é totalmente automática. O VANT se dirige de forma autônoma contra o cabo, que o agarra.

  17. joseboscojr 7 de junho de 2014 at 14:14 #

    O sistema SkyHook: http://www.thepostonline.nl/wp-content/uploads/2012/10/1scaneaglerecovery.jpg

  18. Guilherme Poggio 7 de junho de 2014 at 16:07 #

    Até me provarem o contrário, sou da opinião de que se alguém está atrasando o Prosuper, esse alguém é a presidente, tanto quanto ela (e antecessores) atrasaram por anos a fio o programa dos caças da FAB.

    Nunão, eu acho que é o ministro da Economia que não deu seu voto favorável.

  19. Fernando "Nunão" De Martini 7 de junho de 2014 at 16:17 #

    Até aí tudo bem, mas a decisão final cabe à Presidência (seja quem for a pessoa que ocupe o cargo) e não ao Ministério da Fazenda, assim como a responsabilidade por não decidir e atrasar o programa ou decidir e fazê-lo deslanchar.

    O que escrevi foi no contexto do comentário do luizblower, que afirmou que a Marinha está atrasando o Prosuper colocando corvetas “na frente da fila”.

  20. juarezmartinez 7 de junho de 2014 at 18:21 #

    Nunão, o que o Blower(que tem familia com fortes tradições na MB) quiz dizer é que a MB não consegue elencar prioridades e executar os projetos mais pé no chão, ou seja, pipoca aqui, pípoca ali e no fim, a maioria das coisas ou não sai ou fica meia boca.

    Compactuo da opinião dele, temos duas MBs a dos CTs. CCs, CFs e alguns contra almirantes “novinhos” que carregam o piano e estão enxergando que o caminho é começar a fazer o arroz com feijão bem feitinho e turma dos almirantes(los gorditchos) que vivem entre o fim da Via Láctea a Alfa Centauro, viajando no trenó do Papai Noel, sonhando com duas esquadras, PAs de 50.000 tons e demais realizações só possíveis no vidro de 500 g de maionese, e nem pode ser Hellmanns, porque esta se intitula a verdaderia maionese, o que não combina com os sonhos desta marinha…..
    Espero ter ajuda a tu entenderes o racicocinio do Blower.

    Grande abraço

  21. rafael oliveira 7 de junho de 2014 at 18:40 #

    Admitindo a existência de duas MBs, uma pé no chão e outra sonhadora, não entendi porque as novas corvetas foram classificadas como projeto dos sonhadores, enquanto o Prosuper, muito mais caro, é encarado como algo pé no chão.

  22. Fernando "Nunão" De Martini 7 de junho de 2014 at 19:17 #

    Juarez, entendi o raciocínio do Luiz Blower e destaquei isso claramente.

    Leia lá:

    “Muito interessante o seu comentário comparativo entre realidade e sonho”.

    E não discordo dele quanto a existir essa divisão.

    Aliás, essa divisão é histórica, embora com nuances diferentes, na minha opinião.

    Por boa parte do século XX, grosso modo a MB se dividiu entre “entusiasmados sonhadores”, ou, já que estamos falando de pé, os “pé nas nuvens” e os “desanimados reclamadores”, que nessa nossa linha poderíamos chamar de “pé na cova”.

    Uma terceira vertente minoritária, da turma “pé no chão”, ou melhor, “pé no convés”, procurava conquistar seu espaço entre as fileiras dessas duas principais. E encontrava muito mais espaço produtivo nos primeiros, trazendo as nuvens para mais perto do chão e fazendo as coisas acontecerem, do que nos segundos, onde o espaço era preferencialmente improdutivo, acomodado, e o mingau de todo dia era a regra.

    Quem estuda e pesquisa a história da MB percebe isso claramente em diversos momentos.

    O que polemizei, de maneira específica, foi a parte em que o Luiz Blower atribuiu o atual atraso do Prosuper à MB, num momento em que a parte que lhe coube no programa foi feita e a decisão está com a presidente, independentemente de haver planos para corvetas ou não.

    Agora, se o Prosuper é coisa da Marinha dos sonhos ou da realidade, isso já é um outro assunto.

    O que questionei foi, especificamente, a quem se deve atribuir hoje a responsabilidade por eventuais atrasos no programa Prosuper.

    A Julio o que é de Julio e a César o que é de César.

  23. joseboscojr 7 de junho de 2014 at 19:18 #

    O lançador (catapulta) do ScanEagle pesa menos de 1 t.
    Ou seja, pra lançar e recuperar um VANT de 22 kg é preciso 2,5 t de equipamento.
    Ou seja, em relação ao que propôs o “Cipinha” ,em tese, tanto a classe Grajaú quanto a Macaé podem operar o ScanEagle

  24. joseboscojr 7 de junho de 2014 at 19:38 #

    Quanto ao Camcopter 100, seu peso máximo de decolagem é 200 kg e não 50 kg.

    Perdão!

    50 kg é referente à carga máxima transportada.
    110 kg é seu peso vazio.
    40 kg de combustível.
    Total máximo: 200 kg.

  25. luizblower 7 de junho de 2014 at 22:16 #

    Deixem-me explicar porque atribuo a “penca de corvetas” um possível (afinal, é minha opinião apenas) atraso no PROSUPER: Realmente a MB já fez a parte dela e entregou os relatórios.

    Porém, ao mesmo tempo apareceu com uma proposta que é bem mais apetitosa do ponto de vista político: “vamos construir corvetas nacionais” porque afinal, “temos que valorizar o que é nosso”!

    Os recursos são finitos. Me digam se a construção das Tamandaré não vai disputar esses recursos com o PROSUPER? Todo mundo aqui sabe que uma corveta, mesmo que moderna, não chega nem aos pés da capacidade de combate que está sendo proposta para as escoltas de 6.000t. Agora, para público leigo, é tudo “navio de guerra”. Vocês não acham que vai ser muito mais difícil justificar a compra de navios estrangeiros beem caros qaundo “já podemos produzir navios de guerra com tecnologia nacional”?

    Assim, é por isso que acredito que, mesmo indiretamente, as CV03 atrapalham o andamento do PROSUPER, justamente porque ele já está em uma esfera política.

    Quanto a minha colocação das CV03 no mundo dos sonhos, explico também:

    Essas corvetas tem, na minha opinião, uma função meio indefinida na MB. Para a grande maior parte das missões delas, um NaPa 1800 resolve muito bem. Para todas as outras, as futuras escoltas de 6.000t são bem mais eficazes. Não terão velocidade para companhar um NAe pra valer, não terão defesa AA de área e não serão nada excepcionais nas missões ASW (não podem operar em qualquer mar com helis médios e não possuem sonar rebocado). São navios de segunda linha, na melhor das hipóteses servem pra fazer número.

    A questão é que me pergunto para que “fazer número” em um eventual conflito moderno de baixa/média intensidade…

    As únicas justificativas que parecem fazer algum sentido para a existência dessas corvetas são:

    1) “vamos retomar a construção naval nacional! o que começamos com a Barroso não pode parar”

    – Não tem argumento mais “sonho” que isso. O que começamos com as Inhaúma e Barroso já se perdeu. Demoramos 15 anos para completar a última unidade. Que técnicos ainda estão lá para continuar o projeto? Por melhor que seja a Barroso, já é um projeto obsoleto que poderá ser melhorado agora, mas não tanto quando um projeto mais atual.

    Não tenho nada contra a construção naval nacional, mas acho que o caminho pra isso seria com os NaPa 1800, conforme previsto no PROSUPER. Vejam que não conseguimos nem tocar direito os NaPa500, que são bem mais simples.

    2) “Podemos vender esses navios para os amigos africanos”

    – Será mesmo que vamos poder concorrer com os projetos novos chineses e coreanos (com décadas à nossa frente no que diz respeito à construção naval) e com ofertas de usados ocidentais? Uma ou duas vendas que possamos conseguir por força do nosso relacionamento mais forte com alguma república africana compensam? Não daria pra fazer o mesmo com um NaPa1800 feito aqui?

    Enfim, espero ter me explicado :)

    Abraço à todos!

  26. daltonl 8 de junho de 2014 at 11:24 #

    “Essas corvetas tem, na minha opinião, uma função meio indefinida na MB. Para a grande maior parte das missões delas, um NaPa 1800 resolve muito bem.”

    Caro Blower…

    uma corveta pode fazer o papel de um OPV, mas um OPV não pode faer o papel de uma corveta.

    Corvetas são mais pesadamente armadas…as futuras corvetas terão até um VLS, possuem sensores melhores e a tripulação incluindo o destacamento aéreo são treinados primeiramente para uma situação de combate e não policiamento.

    Corvetas pertencem à Esquadra enquanto OPVs à
    Guarda Costeira ou no nosso caso, Forças Distritais.

    Há também a questão do custo. Pelo menos duas corvetas podem ser adquiridas pelo preço de uma
    fragata de até 6000 toneladas, então parece-me
    melhor ter 5 fragatas e 4 corvetas novas do que 7
    fragatas.

    Nossa marinha não almeja projeção de poder então ter combatentes de superficie pequenos complementando
    os grandes combatentes é uma boa idéia mas não original já que a maioria se não todas as marinhas do
    mundo o fazem.

    abraços

  27. juarezmartinez 8 de junho de 2014 at 12:14 #

    O que o nosso simpático colega Steen quer dizer é o seguinte:

    Primeiro concluam um negócio, no caso o Prosuper, para depois começar outro(“Prorveta”), se não perde o foco e a prioridade.

    Grande abraço

  28. daltonl 8 de junho de 2014 at 12:54 #

    Na verdade Juarez pareceu-me que ele confundiu as missões de uma corveta e de um OPV ao escrever que a maioria das funções de uma corveta podem ser exercidas por um OPV…ao menos entendi isso.

    Pessoalmente não vejo nada de mau em ter 2 projetos paralelos, fragatas e corvetas até porque navios levam muito tempo para serem construidos e não dá para esperar muito mais devido à idade de nossos combatentes de superficie ou escoltas e as 5 fragatas “iniciais” do PROSUPER não resolvem todo o problema, precisamos de números também.

    No inicio dos anos 70 nos envolvemos no projeto das fragatas Niterói ao mesmo tempo que adquiriamos cts
    dos EUA.

    Se de fato a primeira das T-22s dará baixa em 2020 e a primeira Niterói em 2021 antes do fim da próxima década todas as 9 fragatas terão dado baixa isso se
    a Defensora voltar a navegar, caso contrário estamos reduzidos a 8 fragatas no presente.

    abraços

  29. juarezmartinez 8 de junho de 2014 at 13:14 #

    Daltonl, compreendo e concordo com a tua opinião, acho que o Blower, assim como eu defende que primeiro se dê o starter da Fragatas, sacramentado no papel, inicia o assunto corveta, tocando os dois ao mesmo tempo pode dar nada versus nada, eu acredito que seja estendimento dele.

    Grande abraço

  30. juarezmartinez 8 de junho de 2014 at 13:22 #

    A propósito Dalton a tua colocação sobre o destino da Defensora é muito oportuno, pois foca naquilo que no meu entender deveria ser a prioridade das prioridades, colocar o que se tem hoje para funcionar e operar.
    Se não for mais viável tecnicamente e financeiramente consertar a Defensora, descomissiona e usa este $$$ para manter as demais.
    A prioridade número dois deveria ser a aquisição de mais dois Napaocs da Bae System correndo, até para dar um alivionas escoltas e estas ganharem uma pequena sobre vida até suas substitutas chegarem.

    Grande abraço

    PS dizem alguns passarinhos que a situação da Bosisio também está para lá da capa da gaita…..

  31. luizblower 8 de junho de 2014 at 13:38 #

    Dalton,

    eu sei bem qual é a diferença entre o papel de corveta e navio patrulha. Porém, observe que em tempo de paz, acabamos usando corvetas (e até fragatas) para papéis que podem ser desempenhadas por patrulheiros. Vou citar algumas tarefas correntes onde estamos usando navios de guerra em funções que patrulheiros capazes seriam melhores: SAR (como no caso do voo da AirFrance), patrulha de zona econômica, missão de paz no líbano. Temos ainda a possibilidade bem real de missões antipirataria (é para isso que a MB tem se preparado com os Vant, RIBs, .50 nos Lynx, etc.).

    Eu diria que, no curto e médio prazo, precisamos mais dos NaPa 1800 do que de escoltas.

    Observe que eu também disse que as corvetas, como escolta, servem para fazer número, o que é a mesma coisa que você disse aqui: “ter combatentes de superficie pequenos complementando os grandes combatentes”. A questão é que nossas corvetas provavelmente não custarão a metade do que escoltas maiores (visto que boa parte do armamento e sensores acaba sendo similar) e com certeza não terão o custo de operação 50% menor (tripulação grande, pra começar). Acaba que no final das contas, talvez a sua conta de 7 fragatas de 6.000t vs. 5 fragatas e 4 corvetas não dê tão certo assim.

    No entanto, eu reconheço que seria muito difícil a MB conseguir adquirir e manter 8 ou 9 fragatas de primeira linha em uma força padronizada. Assim, faz-se necessário um mix de escoltas de primeira e segunda linha. O problema é que não acho que nesse caso o indicado sejam corvetas. Para mim seria melhor uma fragata entre 3.500 e 4.000t construída com foco em custo X benefício (imagino algo semelhante a uma classe La Fayette um pouco aumentada) para complementar as escoltas de 6.000t com capacidade AAW de respeito. Essas escoltas de segunda linha poderiam operar helis médios com segurança e poderiam receber instalações modulares, coisa que as nossas apertadas corvetas não poderão. Não tem jeito, para navio de guerra oceânico, tamanho é documento.

    Agora sobre a simultaneidade de projetos: não temos só 2, são pelo menos 5! PROSUPER (engloba 3 classes diferentes), CV-03 e NaPa 500.

    Já disse o que eu faria aqui: toca-se os NaPa 500 para gerar massa crítica nos estaleiros privados, acrescenta-se os NaPa 1800 baseados no Amazonas nos estaleiros que se saírem melhor. Com isso, esse pontapé inicial está assegurado. Resolve-se o PROSUPER e equipa o arsenal para integrar e manutenir equipamentos de alta tecnologia para as fragatas de 6.000t. Com essas duas camas feitas (construção privada a todo vapor e Arsenal modernizado), troca-se o projeto da escolta nacional de segunda linha para complementar a esquadra.

  32. daltonl 8 de junho de 2014 at 14:34 #

    Blower…

    uma FREMM está custando perto de um bilhão de dólares e depende de financiamento externo então a minha conta de duas corvetas para cada fragata não me parece tão errada assim.

    As FREMM italianas possuem uma tripulação maior que as francesas, não se sabe se aqui irá se optar por uma tripulação maior, mas além disso, uma FREMM deve custar mais para manter nem que seja pelo diferencial de possuirem turbinas a gás.

    Opinião minha, mas, não me parece que um OPV seja o navio mais indicado para ser a capitania da UNIFIL, a longa jornada de ida e volta e a tripulação extra parece-me mais uma missão para um navio maior.

    Também exercicios como a UNITAS entre outros ou mesmo treinando com um NAe da US Navy como fez a Independencia em 2012 são tarefas para navios da Esquadra.

    Mesmo a US Navy usa seus Arleighs Burkes para “caçar” piratas…mas…se outra situação apresentar-se
    eles mudam rapidinho de função enquanto que um OPV ou NPaOc não pode.

    Se de fato a Defensora não retornar ao mar, pode até mesmo estar sendo “canibalizada” agora, não importa se não foi oficialmente descomissionada e as T-22s
    das quais apenas a Rademaker foi revitalizada e não modernizada, acho dificil advogar que precisamos mais de NPaOcs do que escoltas.

    Praticamente todas as marinhas do mundo estão envolvidas em vários projetos ao mesmo tempo, a
    Australia por exemplo com uma série de problemas de não cumprimento de prazos e valores acima do planejado, mas é assim mesmo, conosco não seria ou será diferente.

    abraços

  33. lynx 8 de junho de 2014 at 22:36 #

    A colocação do Blower é bastante pertinente. Quando os requisitos das Inhaúmas foram redigidos, na década de 70, seriam navios para patrulha das águas jurisdicionais. Por uma série de fatores, acabaram modificadas e transformadas em escoltas, junto à Esquadra. Para essa função, sempre foram deficientes. Como é comum que as FTs andem a velocidades maiores, sua autonomia fica reduzida. O emprego do armamento é limitado pelo estado do mar. A operação com helicópteros é, muitas vezes, marginal. Elas até ficaram anos sem operarem com He à noite. As acomodações para a tripulação são muito confinadas e o navio é desconfortável com mar grosso. Enfim, como escoltas, no oceano, são limitadíssimas.
    A Argentina classifica suas Meko 140 como “Patrulleras” e as empregam preferencialmente nessa função.
    O conceito de OPV surgiu para baratear os custos do emprego de navios de escolta em funções de Guarda Costeira. Dessa forma, eles possuem autonomia (combustível, água e alimentos) maior do que as corvetas, e até as fragatas, acomodações mais confortáveis para a tripulação, maior disponibilidade para tripulantes extra ou externos, maior flexibilidade para emprego de lanchas e, como não são empregados em altas velocidades, sofrem menos com o mar.
    Entendo que a MB queira construir corvetas para desenvolver sua capacidade de desenvolver e construir navios de guerra, mas, na minha opinião, o conceito de corvetas está ultrapassado.

  34. Mauricio R. 9 de junho de 2014 at 1:52 #

    “…uma fragata entre 3.500 e 4.000t construída…

    Rodou, rodou e voltou as Vosper Mk-10.

    E qnto a fragata tipo “La Fayette”, poderia ser a RSS “Formidable” de Cingapura.

  35. daltonl 9 de junho de 2014 at 11:11 #

    As novas corvetas irão preencher o rombo causado pela retirada de algumas de nossas fragatas.

    Se o cronograma for seguido, as 3 T-22s, que não foram modernizadas e apenas a Rademaker foi revitalizada recentemente, serão retiradas entre 2020 e 2022.

    A Niterói completará 45 anos em 2021 quando deverá ser retirada e a Defensora, caso retorne ao serviço, poderá passar para o fim da fila de baixas, lá por volta de 2026, ou se já está sendo “canibalizada” agora, torna mais séria a situação dos “escoltas” que está no seu nível mais baixo em décadas…14 unidades apenas.

    Como uma FREMM leva uns bons 6 anos para ser construída em estaleiros estrangeiros, aqui, poderá levar até mais, não há como a primeira ficar pronta antes de 2021.

    Uma alternativa proposta pelo Comandante LM seria adquirir fragatas que já estejam em construção para as marinhas da Italia ou França esbarra no problema que isso causará um rombo nas esquadras
    desses países que estão substituindo navios “velhos”,
    mas, se o LM sugeriu bem pode ser possível.

    A primeira corveta poderá ser concluidas até 2022
    aliviando um pouco a pressão sobre a retirada de tantos “escoltas” quase simultaneamente, e embora menor que uma fragata nos colocará em outro patamar
    pois serão mais efetivas que os navios que irão substituir.

    O PROSUPER na fase inicial menciona apenas 5
    fragatas de até 6000 toneladas totalmente carregadas que é entendido hoje em dia como o minimo necessário para um combatente de superficie de primeira linha só que estaremos retirando 9 fvragatas
    ou 8 caso a Defensora não retorne ao serviço.

    Precisamos portanto urgentemente resolver ou atenuar o problema dos “escoltas” e não será com OPVs que servem e são treinados para outros propositos que isso será feito.

  36. Gilberto Rezende 9 de junho de 2014 at 14:59 #

    O FURO na MB é bem mais em baixo…

    A MB está já em ANDAMENTO um FX-2 maior que o da FAB que é a base de submarinos, os estaleiros, 4 subs convencionais e um Sub nuclear.

    Tem outro FX-2 no Prosuper com 6 escoltas de 6.000 ton e mais 2 navios de suporte logístico.

    Tem outro MEGA FX-2 que é o PRONAe para os dois NAes das frotas norte e sul que substituirão o São Paulo para o futuro pós Prosub.

    Tem outro mini FX-2 EM ANDAMENTO que inclui a construção de 40 a 60 patrulheiros de 200/500 ton.

    E as corvetas são ANTERIORES ao PROSUPER e tem prioridade já tem 4 Inhaúmas construídas e uma Barroso RECÉM-construída. Não estão PASSANDO a frente estão lá faz TEEEMPO.

    Me desculpe luizblower seria um tremendo BLOWOUT a MB jogar no lixo décadas de desenvolvimento nacional no projeto corveta pela pressa num projeto estrangeiro muito mais caro e difícil como Prosuper…

    Ao meu ver estrategicamente o governo/MD/MB aguardam o fim do pico de investimento no Prosub, o término da fase de construção das infra-estruturas do programa, da nova base da força de submarinos, os estaleiros de manutenção, de construção e ilha nuclear em Itaguaí, para só após a conclusão desta fase iniciar o Prosuper….

    Ainda não dá para tocar paralelamente dois monstros destes ao mesmo tempo…

  37. Fernando "Nunão" De Martini 9 de junho de 2014 at 15:33 #

    Gilberto,

    Meu raciocínio é mais ou menos por aí também.

    Só discordo ligeiramente da comparação com um “mini-F-X2″ no caso dos patrulheiros de 500t. Pra mim, se é que dá pra fazer esse tipo de comparação, eles estariam mais para a aquisição dos 99 turboélices A-29 da FAB (guardadas as diferenças de serem um projeto estrangeiro adaptado e não nacional).

    Vale lembrar que o sistema de financiamento dos navios do Prosuper deverá ser providenciado pelo fornecedor que vencer a concorrência, enquanto o financiamento da construção das novas corvetas (à parte os equipamentos produzidos no estrangeiro, que podem ter financiamento por parte também dos fornecedores) terá que ser conseguido aqui mesmo, como foi o caso das anteriores. E, provavelmente, o que se busca é financiamento pelo BNDES, inclusão em algum PAC para garantir o fluxo de recursos etc.

    No fim e na prática, tudo sai do mesmo caixa, mas com tempos, prazos de carência, juros, condições e implicações políticas diferentes.

    Complementando o que você escreveu sobre a questão de tocar vários programas ao mesmo tempo, na verdade não vai ter jeito. Ou se consegue uma forma de organizar tudo, como o que você escreveu sobre aproveitar início da diminuição de aportes pesados num programa para começar os grandes pagamentos do outro, como você descreveu, ou a obsolescência em bloco vai obrigar a gastos muito maiores e simultâneos depois (ou a acabar com a Esquadra).

    O problema maior, a meu ver, é postergar indefinidamente a decisão (que agora está nas mãos da presidente) de um programa fundamental como o Prosuper, o que prejudica também ações urgentes para enfrentar essa obsolescência em bloco das escoltas.

    E, como se começou a renovação pelos submarinos (por diversos motivos políticos, estratégicos e históricos), justamente os meios que estão entre os mais novos em serviço quando comparados às escoltas, a questão fica ainda mais complicada. Como após uma decisão ainda será preciso um tempo de negociação etc, creio que não dá para ficar esperando muito mais.

    Pelo cronograma abaixo, os desembolsos do Prosub de 2009 até este ano devem ter ficado na casa de 2 bilhões de reais por ano, e só se limitarão a patamares abaixo de 1 bilhão de reais anuais a partir do ano que vem (2015), caindo para cerca de meio bilhão anual apenas a partir de 2020. Isso se o cronograma foi (e será) cumprido mais ou menos assim.

    http://www.naval.com.br/blog/2011/03/01/desembolsos-para-o-pagamento-do-programa-de-submarinos-da-mb/

    Em resumo: ou se aproveita por agora essa possível primeira janela de redução significativa nos pagamentos anuais de financiamento externo do Prosub para decidir, negociar e começar a pagar um novo financiamento do Prosuper nos próximos anos, ou a desculpa de que não há dinheiro pra tudo vai durar até o começo da próxima década, pelo menos. E, a essa altura, as baixas das primeiras fragatas já terão começado.

  38. Oganza 9 de junho de 2014 at 19:34 #

    Acho que todos estão concordando mas discordando… rsrsrsrs

    A questão na verdade foram as prioridades que a MB elegeu junto com seus respectivos cronogramas, e é ai que está a estratégia/confusão/erro/miopia, o que seja.

    Ela ficou ancorada ao PROSUB e atrelada as “janelas” que o Nunão bem mencionou, paralisando assim qualquer outra declaração aos outros programas até por preservação política mesmo, no caso MB/MD/GF.

    O problema ai do ponto de vista operacional, é que o PROSUB era menos urgente que o PROSUPER, dado a obsolescência em massa da frota de superfície, que mesmo se tivesse sido toda comissionada na década de 90 seria ineficiente do ponto de vista de sensores e armamentos. É uma frota inteira, que se o inimigo souber sua localização, não conseguirá se defender de um ataque aéreo, restando apenas a ela rezar para conseguir interceptar os mísseis.

    Agora do ponto de vista puramente organizacional e gestão de projeto e em mundo perfeito (rsrsrs), o luizblower tá bem certo no conceito de “PREPARAR A CAMA” de acordo com o projeto, só estamos bem atrasados e seria realmente um mundo perfeito eleger os estaleiros de MELHOR DESEMPENHO com os patrulheiros para serem premiados com o PROSUPER rsrsrs No Brasil do ParTido? No way.

    Mas já chega, pois próximo de não prioridade que virou prioridade seria o grande alvo do Atlântico Sul e as tais frotas, ou seriam FROTAS DE CABOTAGEM? kkkkk não falo mais nisso.

    Sds

  39. juarezmartinez 9 de junho de 2014 at 19:37 #

    Nunão! Não tem cobertor para todo mundo nesta “cama”, e el vai ficar menor ainda em 2015, basta ler as previsões econômicas para ver que a maioria disto vai ficar no papel.
    a Mb só tem uma saída, achar algumas escoltas de segunda mão, ou ficar reduzida a meia dúzia de escoltas, NAPAOCs e Mururus.

    Grande abraço

  40. Oganza 9 de junho de 2014 at 20:02 #

    juarezmartinez,

    Acho que não vai ter é cama!
    Com um pouco de sorte vai ter uns colchonetes e aqueles com muita sorte irão ganhar um lençol bicicleta, daqueles que vc cobre a cabeça e descobre o pé…

    sds.

  41. Luiz Monteiro 9 de junho de 2014 at 20:44 #

    Prezados Oganza, Juarez e Lynx,

    Concordo em grande parte com os senhores.

    Porém, discordo do pensamento que se não existisse o PROSUB o PROSUPER estaria em andamento.

    O PROSUB foi uma decisão do governo federal e que “comprou” este programa da MB. Ele tem apelo político e passa a falsa impressão de um Brasil potência. O PROSUPER não.

    Na minha opinião, repito MINHA opinião, estaríamos sem os dois programas, caso o PROSUB não tivesse sido levado a diante.

  42. Luiz Monteiro 9 de junho de 2014 at 20:54 #

    O Dalton mais uma vez foi perfeito em seu comentário.

    Como opção caso o PROSUPER demore a ser aprovado, a MB poderia tentar, após a definição da Presidência, que o estaleiro construísse uma ou duas unidades no exterior.
    Como opção de compra de oportunidade, somente os gigantes e impossíveis de se manter Ticonderoga estarão disponíveis. Porém, ne em sonho a MB conseguiria opera-los. Mesmo que a US Navy nos doasse estes cruzadores

  43. juarezmartinez 10 de junho de 2014 at 8:56 #

    Caro com LM! Uma pergunta:

    As T 122 alemãs não seriam uma opção “tapa buraco”?

    Grande abraço

  44. daltonl 10 de junho de 2014 at 10:24 #

    Já que o LM mencionou a baixa dos “Ticonderogas”, o
    cronograma da US Navy para o descomissionamento dos primeiros 4 é:

    USS Bunker Hill em 2021

    USSs Mobile Bay, Antietam e Leyte Gulf em 2022.

    Todos terão 35 anos na ocasião da baixa e todos os 4 sofreram um certo grau de modernização depois de pouco mais de 20 anos de serviço.

    Não serão postos a venda e provavelmente irão “enferrujar” durante anos até que decida-se o que fazer com eles e mesmo se fossem postos a venda e em boas condições, como o LM escreveu, seriam demais para nós e para qualquer outra marinha.

  45. Gilberto Rezende 10 de junho de 2014 at 13:48 #

    Com o cobertor orçamentário atual é inevitável os acertos e adiamentos nos programas da MB.

    A sorte é que o país no geral cresce e a produção da Petrobrás tem a expectativa de DOBRAR até 2020 chegando a 4,2 milhões de barris por dia. Belo Monte estará produzindo energia, a transposição do Rio São Francisco estará terminada e ligação ferroviária Norte-sul de Belem-PA a Rio Grande-RS também…

    Para este Brasil FUTURO coisas que hoje nos parecem impossíveis poderão vir a ser possíveis.

    Assim como o que o Brasil faz hoje parecia ser impossível de acontecer para nós em ___________

    COMENTÁRIO EDITADO POR FAZER PROPAGANDA POLÍTICA. LEIA AS REGRAS NA COLUNA DIREITA DA PÁGINA.

  46. Oganza 10 de junho de 2014 at 13:57 #

    O País cresce…. kkkkkkkkk

  47. juarezmartinez 10 de junho de 2014 at 14:38 #

    Oganza estas declarações “bombásticas” do Gilberto mundo maravilhoso Rezende é o resultado da _________________________________________, e aí eles falam coisas como estas aí…..

    Grande abraço

    COMENTÁRIO EDITADO. MANTENHA O RESPEITO AOS DEMAIS COMENTARISTAS E TAMBÉM AOS LEITORES.

  48. Luiz Monteiro 10 de junho de 2014 at 15:05 #

    Prezado Juarez,

    As 8 fragatas da Classe “Bremen”, foram comissionadas na marinha alemã entre os anos de 1982 e 1990. Sendo que as 6 primeiras foram comissionadas entre 1982 e 1984.

    Somente “Augsburg” (Comissionada em 1989) e a “Lübeck” (Comissionada em 1990) são mais recentes.

    Desta forma, a maioria dos navios desta classe, possui idade semelhante às atuais fragatas da MB e não valeria a pena adquiri-las, pois sua vida útil residual é praticamente a mesma das fragatas das classes “Niterói” e “Greenhalgh”.

    Todavia, se falarmos nas 4 fragatas da Classe “Brandenburg” (Type 123), comissionadas entre os anos de 1994 e 1996, estas sim, estariam dentro do estabelecido pela MB de somente obter meios por compra de oportunidade que tenham até 20 anos de uso. Porém, estes navios não estão à venda e não há previsão de desincorporação destes meios na marinha alemã.

    Abraços

  49. Oganza 10 de junho de 2014 at 15:12 #

    Meus caros,

    se comprarmos alguma coisa de segunda mão, o PROSUPER vai para 2035, para se tivermos sorte, recebermos as primeiras em 2040… No way.

    Nosso futuro reside nas Tamanduás e ponto. =/

    Sds.

  50. Luiz Monteiro 10 de junho de 2014 at 15:38 #

    Prezado Juarez,

    A título de curiosidade, elenco abaixo as classes de navios de escolta que lembro e que poderiam servir para a MB adquirir por meio de compras de oportunidade. Todavia, SALIENTO QUE NENHUM DELES ESTÁ À VENDA e que NÃO HÁ QUALQUER NEGOCIAÇÃO EM CURSO:
    1) Classe “Brandenburg” – 4 navios da marinha alemã;
    2) Classe “Duke” – 13 navios da Royal Navy;
    3) Classe “Karel Doorman” – 2 navios em serviço na marinha holandesa (6 unidades foram vendidas para as marinhas da Bélgica, Portugal e Chile);
    4) Classe “Halifax” – 12 navios em serviço na marinha canadense;
    5) Classe “Murasame” – 9 navios em serviço na Japan Maritime Self-Defense Force (JMSDF); e
    6) Classe “La Fayette” – 5 navios em serviço na marinha francesa.

    Não considerei os contratorpedeiros da classe “Arleigh Burke”, pois em minha opinião estão além das possibilidades financeiras e de material humano da MB para operá-los e manuteni-los.

    Abraços

  51. juarezmartinez 10 de junho de 2014 at 19:12 #

    Muito oibrigado pelo detalhismo dos esclarecimentos comandante LM, e como diria o fronteiriço:

    “Tamo embretado”.

    Grande abraço

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