Capa Antiteses jan-jul2014 - Dossie Cultura MaritimaNovo número da revista editada pela Universidade Estadual de Londrina traz dossiê com 12 artigos sobre Cultura Marítima, um deles assinado por Fernando De Martini, do corpo editorial do site Poder Naval e da revista Forças de Defesa

 

As edições da revista acadêmica Antíteses, publicada semestralmente pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), incorporam regularmente dossiês temáticos, e a última edição traz o dossiê “Cultura Marítima”. Entre os doze artigos da área acadêmica que compõem o dossiê, um é de autoria de Fernando De Martini, também conhecido aqui como “Nunão”, que além de fazer parte do corpo editorial do Poder Naval e da revista Forças de Defesa finaliza, atualmente, seu mestrado em História pela Universidade de São Paulo.

A respeito do artigo de Fernando De Martini, “Toneladas de diplomacia num mar sem fronteiras: discussões sobre os poderes navais de Argentina, Brasil e Chile, no início do século XX”, escreveram os organizadores do dossiê, Francisco Eduardo Alves de Almeida (Escola de Guerra Naval) e José Miguel Arias Neto (UEL/UNICENTRO):

 “Trata-se da corrida armamentista que se estabeleceu na América do Sul, no contexto do desenvolvimento dos Impérios em final do século XIX e que resultou em uma disputa pela hegemonia militar, o que no período implicava em possuir o maior Exército e a maior Marinha. Não é ao acaso que os grandes empreendimentos capitalistas do período eram as indústrias química e metalúrgica. Mas Fernando De Martini aborda a corrida armamentista, no caso naval, dentro de uma perspectiva interessantíssima, que é a busca de articular as relações internacionais no grupo ABC – Argentina, Brasil e Chile no contexto do Pan-Americanismo e da influência dos EUA; o estado do desenvolvimento tecnológico que, rapidamente, impõe oscilações aos frágeis compromissos políticos e diplomáticos conquistados, e, finalmente, ao fato de que boa parte da intelectualidade latino americana discutia os programas de reaparelhamento naval dos três países a partir de uma perspectiva anti-americana.”

Para acessar o sumário da nova edição da revista Antíteses, com acesso a todos os artigos (além do editorial e apresentação) em PDF, clique aqui ou na própria imagem da capa, acima.

Se você é da área acadêmica, divulgue também a revista em sua faculdade / universidade.

Sobre a revista:

A revista Antíteses é um periódico semestral eletrônico on-line em Open Access, no sistema ahead of print e volume fechado, do Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Estadual de Londrina. Publica, após processo de avaliação entre pares, contribuições multidisciplinares inéditas a partir da perspectiva histórica, nos idiomas português, espanhol e inglês. É avaliada com conceito A2, um dos extratos considerados de excelência, pelo Qualis, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES.

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8 Responses to “Nova edição da revista acadêmica Antíteses traz artigo de editor do Poder Naval” Subscribe

  1. Alexandre Galante 21 de julho de 2014 at 16:08 #

    Parabéns, Nunão!

  2. MO 21 de julho de 2014 at 16:54 #

    Isso eh uma loucuuuura, coisa de pinico de pardallllll !!!!!, ow fernandinho vc pensouem um nimitz no titulo é … kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Parabens !!!

  3. GUPPY 21 de julho de 2014 at 21:43 #

    Congratulations, Nunão!

    Agora, como é que você consegue fazer tantas coisas diferentes ao mesmo tempo? Só a dedicação à Trilogia já é muita coisa, mais Mestrado, putz.

  4. rafael oliveira 22 de julho de 2014 at 10:47 #

    Parabéns Nunão!

    Já salvei a revista para ser a leitura do fim de semana.

    E que bom saber que algumas pessoas se salvam na FFLCH/USP rsrsrs.

  5. daltonl 22 de julho de 2014 at 13:20 #

    Bravo Zulu Nunão !

    A esquadra de 1910…acho que seria algo como se nós tivessemos recebido um par de “Ticonderogas” com toda
    a avançada tecnologia AEGIS, um par de CTs Spruance
    e os 10 cts poderiam talvez ser comparaveis a10 fragatas Oliver H Perry e seria uma força formidável nos anos 80.

  6. Fernando "Nunão" De Martini 22 de julho de 2014 at 13:31 #

    Agradeço as considerações dos colegas e, em especial, às mais de 100 pessoas que acessaram o sumário da revista Antíteses, desde ontem à tarde, para baixar os artigos e conhecer a publicação – não é um número baixo, quando se leva em conta a qualificação do público que realmente se interessa em se aprofundar nos assuntos navais, incluindo os militares da ativa e reserva da MB.

    Ao MO: os arquivos pesquisados geralmente tem telhado, então não há muito risco de virar pinico de pardal, rsrsrsrs

    Ao Rafael: a FFLCH é mais plural do que parece à primeira vista, embora seja preciso mergulhar um pouco para encontrar essa pluralidade e os lugares onde a pesquisa pode fugir das correntes mais estabelecidas.

    Ao Guppy: agora, com dissertação entregue e aguardando a defesa, volto a ter um pouco mais de tempo disponível para algumas outras atividades além das que você citou…

    Ao Galante: ao depto de História da FFLCH não faria mal ter mais gente interessada em temas de defesa e, em especial, navais.

    Ao Dalton: imagine então que tivéssemos um par de Ticonderogas de primeira geração aqui, outros similares na Argentina e um com lançadores verticais no Chile…

    abraços a todos!

  7. marciomacedo 22 de julho de 2014 at 18:29 #

    Parabéns, Nunão. Elucidativa comparação que você fez no post anterior sobre a equivalência das marinhas do ABC no começo do século passado, com o exemplo dos Ticonderoga usado pelo Dalton.

  8. Fernando "Nunão" De Martini 22 de julho de 2014 at 19:34 #

    Marciomacedo,

    A comparação pode também ser feita com os maiores destróiers Aegis da atualidade. Seria como se nós tivéssemos adquirido dois Arleigh Burke, a Argentina dois Kongo e o Chile um Atago.

    Mas, como os encouraçados tipo Dreadnought eram as belonaves mais poderosas que uma marinha poderia ter no início do século XX, pode-se fazer também uma comparação com os navios de guerra mais poderosos de hoje, os navios-aeródromo.

    Aí, se ficarmos só nos tipos ocidentais, seria como se hoje o Brasil tivesse adquirido dois do porte do Charles de Gaulle, amanhã a Argentina comprasse dois Queen Elizabeth e o Chile, depois de amanhã, um Gerald Ford (independentemente da propulsão de cada um).

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