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Força-Tarefa da Marinha do Brasil em 1983, com 16 navios!

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Form Photo 83 - 1

Na imagem acima, a rosa de manobra (folha de plotagem) do submarino Amazonas (S16), durante um exercício denominado Photo 83, em 1983. Na Força-Tarefa estavam presentes o Navio-Aeródromo Ligeiro Minas Gerais (A11), as fragatas Niterói (F40), Constituição (F42) e Independência (F44), os contratorpedeiros Marcílio Dias (D25), Mariz e Barros (D26), Piauí (D31), Santa Catarina (D32), Maranhão (D33), Mato Grosso (D34), Sergipe (D35), Alagoas (D36), Espírito Santo (D38), Navio Tanque Marajó (G27), Navio Transporte de Tropas Barroso Pereira (G16) e submarino Amazonas (S16).

A tabela do lado esquerdo mostra a marcação em graus e a distância em jardas dos navios em relação ao guia no centro, o NAeL Minas Gerais (A11).

Form Photo 83 - 2

Abaixo, duas fotos feitas durante a manobra, que mostram o submarino Amazonas e outros navios, fotografados a partir do NAeL Minas Gerais.

Form Photo 83 - 3

Form Photo 83 - 4

FOTOS: Arquivo Ronaldo Schara, ex-comandante do Submarino Amazonas (S16)

24 COMMENTS

  1. POST fantástico, pena que as fotos não são muito nítidas, pois hoje em dia elas são uma raridade, pois a DPHDM possui centenas destas fotos mas infelizmente não as divulga para quem gosta do assunto.

  2. Tomara o pessoal da antiga continue contribuindo com esse tipo de material !

    Curioso que 9 dos 10 CTs da marinha na época estejam reunidos,mas, pessoalmente duvido que todos estivessem no mesmo nível de apronto ou que tenha sido uma realidade sustentável, mas, mesmo assim impressiona pela quantidade de navios.

    Como eles se sairiam contra SSNs classe Victor da então marinha Soviética seria mera especulação, mas, depois do afundamento do Belgrano no ano anterior, não diria que houvesse motivos para muito otimismo.

  3. daltonl, não esqueça que as fragatas também estavam na formatura e o Minas tinha aviões antissubmarino P-16E Tracker, além dos helicópteros SH-3 Sea King.

  4. Não esqueci não, Galante, duas delas com mísseis Ikara
    e provavelmente deveriam estar embarcando Lynx, talvez não todas as 3.

    De qualquer forma isso não seria o normal…um grupo caçador-matador sustentável,seria composto por metade
    dos navios de escolta mencionados, uma meia dúzia.

    E os soviéticos em 1983 ainda tinham uma credível força de submarinos…não que houvesse possibilidade de guerra
    mas, seria interessante saber como o Minas e seu grupo se portariam contra vários SSNs soviéticos.

  5. daltoni

    Operações como estas na decada de 80 eram acompanhadas por SSN soviéticos, recordo-me que em uma UNITAS nesta época a formatura detectou um contato SB que não era o nosso Bahia, este recebeu a ordem de vir a superficie imediatamente e os navios se prepararam para caçar o intruso, que se escafedeu de fininho …

    Abs

  6. Mais um Submarino deixaria a Task Force mais consistente, preferencialmente um Oberon. Este poderia se posicionar bem a vante da esquadra e “escutar” qualquer aproximação intrusa.

  7. JPJ…

    seria a UNITAS que vc participou a de nr XXIV onde do lado dos EUA participaram entre outros o NAe JFK e o SSN Skipjack e do nosso lado o “Mingão”, Bahia entre outros ?

    abraços

  8. Alguem conhece livros ou literatura com historias sobre desdobramentos, missões, operações e exercicios da força de submarinos da MB?

  9. Fragatamendes,

    A DPHDM as fornece a que faz pedidos pelas vias corriqueiras, email, carta, visita. E sem custo algum, diferente da maioria dos Arquivos públicos que cobram o fornecimento. O pessoal da Forças de Defesa e do Poder Naval é “cliente” usual do arquivo fotográfico da DPHDM.

  10. PARECIA ser…mas…

    Naquela época existia uma “Guerra Fria” entre EUA e URSS e a espinha dorsal da nossa Marinha era formada por 10 CTs da II Guerra Mundial.

    O NAeL Minas Gerais tinha na época uma dúzia de aeronaves anti-submarinas entre asa fixa e rotativa e fazendo à matemática não dava para manter muitas aeronaves voando.

    E lá nos EUA já estavam ocorrendo cortes no orçamento e a tradicional reclamação dos Almirantes de que não podiam fazer o que precisavam com o que tinham…essa é a vantagem de ter revistas guardadas da época de língua inglesa ou mesmo as editadas aqui 🙂

  11. @Dalton, os CTs eram da Segunda Guerra Mundial, mas passaram pelo programa de modernização FRAM na década de 1960, estavam com sistemas de armas relativamente atualizados.

    Alguns dos sensores dos CTS tinham melhor desempenho que os das fragatas.

    @Wagner, sim a MB daquela época era muito mais “séria” do que a de hoje, o número de operações anuais era muito mais alto. Naquela época tínhamos operações Dragão, Tropicalex, Temperex, Unitas, Fraterno etc.

    Naquela época não se embarcava helicóptero Esquilo em fragata, era só Lynx.

  12. Sim Galante e 6 deles podiam embarcar o diminuto Wasp, que era melhor do que nada, incluindo os 2 equipados com ASROC não operacional !

    O que penso é que na época havia uma “Guerra Fria”, e a URSS espalhava seus navios e submarinos pelos oceanos como demonstraram em 1975 no exercício “Okean 75”.

    O cruzador Belgrano tinha como escolta 2 DDs que igualmente passaram pelo FRAM II inclusive ao contrário dos nossos estavam armados com “exocets”
    mas não teriam sido páreo para um Victor III que era o que os soviéticos tinham de melhor em 1983.

    Então, será que dá para comparar os navios que tínhamos com à “ameaça “existente com os navios que temos e a “ameaça ” de hoje ?

  13. Prezado John Paul Jones,

    Como se sabe que o intruso era um SSN soviético?

    A Marinha, desde os anos 70, estava acostumada a exercícios com grande número de navios. É só pesquisar no NGB as diversas comissões de vários navios.

  14. Dalton, os 2 escoltas do Belgrano estavam com os sonares desligados!

    Os contratorpedeiros, apesar da idade, tinham uma disponibilidade maior dos que os navios atuais. E tinham grande poder de fogo, nada comparável a um NPaOc. Um Fletcher tinha 5 canhões de 127mm!

  15. @Guppy, já leu o livro “As Garras do Cisne”? nele tem a descrição de um diálogo entre um diplomata brasileiro e um taxista em Moscou. O russo quando fica sabendo que o passageiro é brasileiro, fala de seus tempos na Marinha Soviética. comandando submarino. Ele diz que muitas vezes foi enviado ao Brasil para missões de reconhecimento, fotografando nosso litoral.

  16. Não, Galante. Não li o livro “As Garras do Cisne”.

    Agora, sabe quando um ex-Comandante de submarino da MB se tornaria um taxista? Rsrs…

    Está anotado o nome do livro, assim que eu tiver tempo, vou lê-lo. É que ainda estou envolvido com o livro Shattered Sword sobre Midway, indicado pelo Admiral Dalton.

  17. Galante…

    e se estivessem com os sonares ligados ? A capacidade desses navios em detectar, perseguir e destruir modernos submarinos nucleares era considerada marginal já em 1983 e o HMS Conqueror nem ao menos era o que havia de melhor na época.

    Um Fletcher tinha 5 canhões de 127 mm e mais de 300 tripulantes também! O fato de todas as Marinhas
    terem limitado o número de canhões principais a dois,
    como no caso das fragatas Independência e União até o
    ModFrag por exemplo,é significativo da menor necessidade de tantas “bocas de fogo”.

    O mesmo pode ser dito da força de submarinos na época, 3 Oberons e 6 obsoletos Guppys.

    Ou seja, na minha visão, não mudou nada, continuamos
    sendo a segunda maior Marinha do continente ,apesar dos pesares, só que não temos como potenciais inimigos os SSNs soviéticos 🙂

  18. Dalton, os sonares que equipavam os CTs eram muito bons, em algumas situações eram melhores do que as das fragatas!
    E os torpedos que Mk.44 que eles levavam eram os mesmos que equipavam navios mais modernos.

    Os Guppy, apesar de obsoletos, viviam “afundando” os navios em exercício. Hoje em dia até um Type XXI alemão do final da Segunda Guerra Mundial ainda faria estrago.

  19. Galante…

    talvez então você concorde que a Marinha perdeu sua maior característica: guerra antisubmarina.

    Segundo você, em 1983 estávamos razoavelmente equipados para combater à ameaça do SSN soviético,
    inclusive mais exercícios eram realizados.

    Hoje, nem proporcionalmente, temos a mesma capacidade antisubmarina, foram-se o P-16 e o Ikara por exemplo…mas, também foram-se os SSNs soviéticos.

    Mesmo na US Navy houve uma redução da capacidade antisubmarina com a retirada de serviço dos Vikings e a retirada relativamente precoce dos “Spruances” por
    exemplo.

    Então, se a Marinha não é mais especializada como era 30 anos atrás, é porque aquela ameaça que forçava tal especialização não existe mais, então de nada adiantaria termos plataformas e treinamento focando o
    objetivo errado.

    Talvez a Marinha esteja preparando-se para um novo papel incluindo melhor capacidade antisubmarina, mas,
    levará ainda alguns anos ou na pior das hipóteses,
    muitos anos.

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