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Taiwan pede socorro a argentinos e ingleses na área das Malvinas

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O centro do Comando Nacional de Resgate e o Ministério das Relações Exteriores da República da China (Taiwan) pediram a ajuda de militares da Marinha argentina e do Ministério da Defesa britânico para tentar localizar algum sinal do navio de pesca Hsiang Fu Chun, de 700 toneladas, que perdeu contato com seu armador quando estava a 1.700 milhas (3.148 km) a sudeste das Ilhas Malvinas (Falkland, para os ingleses).

Em sua última comunicação com Taiwan, por volta das 15h da sexta-feira, 26 de fevereiro, o comandante do Hsiang Fu Chun informou que sua embarcação fazia água.  O barco transportava 49 tripulantes de quatro nacionalidades (11 chineses, 21 indonésios, 13 filipinos e dois vietnamitas), e navegava a curta distância de três outros pesqueiros taiwaneses, mas não pôde mais ser localizado.

De acordo com o escritório diplomático de Taiwan em Buenos Aires, a Marinha argentina informou que poderia dispor de uma aeronave com autonomia de 12 horas de voo – possivelmente um de seus quadrimotores P-3B Orion (cuja autonomia nominal é de 16 horas) –, mas ela gastaria cerca de cinco horas para alcançar a área onde o barco desapareceu, e mais umas cinco para retornar, o que deixaria à tarefa de busca propriamente dita apenas duas horas.

Typhoon do 1435 Flight no complexo de Mount Pleasant - foto MoD UK
Caça Typhoon hangarado em Mount Pleasant

 

Mount Pleasant – O esforço poderia ser otimizado, caso o governo do Reino Unido permitisse que a aeronave de busca sul-americana realizasse uma escala na base da Real Força Aérea em Mount Pleasant, na Isla Soledad (Malvina Oriental), onde os ingleses mantém meia dúzia de caças Typhoon, mas essa possibilidade parece improvável.

O governo de Taiwan fez também um apelo à Agência Europeia de Defesa, para que ela destaque para as buscas um dos navios militares que possui em rota pelo sul da África.

A Royal Navy tem nas Malvinas um navio-patrulha oceânico – o HMS Clyde – de 2.000 toneladas, que possui convés de voo capaz de transportar uma aeronave de porte médio tipo Sea King.

Os taiwaneses dizem que o Hsiang Fu Chun pode não ter afundado, e sim perdido sua capacidade de gerar energia – o que contribuiria para deixa-lo à deriva numa zona de rotas marítimas pouco frequentadas.

21 COMMENTS

  1. Porque nesta trilogia quando se referem às ilhas Falkland as chamam de Malvinas e colocam a observação (Falkland para os ingleses)?
    Estas ilhas são, por lei e direito, inglesas e seus habitantes decidiram, por plebiscito, permanecerem cidadãos ingleses. Até tolero certa simpatia pelos argentinos mas, em nome da verdade, não devem estas ilhas serem chamadas pelo nome correto.
    Poderiam como subsídio cultural até colocar o seu nome em chinês, sânscrito e até em espanhol mas não darem a entender que elas são argentinas e estão, momentaneamente, ocupadas pelos ingleses.?

  2. Só sendo um completo alienado para dizer que a trilogia faz juízo para qualquer lado nessa disputa. Sim, disputa.
    Quanto ao plebiscito, nem vou comentar, afinal para alguns, só vale quando lhes convêm.

  3. “Porque nesta trilogia quando se referem às ilhas Falkland as chamam de Malvinas e colocam a observação (Falkland para os ingleses)?”

    Universal,

    Vê-se que você precisa ler mais as matérias publicadas aqui ao longo dos anos.

    Em diversas matérias sobre o tema, colocamos tanto o nome Malvinas seguido de Falklands (separado por barra ou dentro de parênteses, entre outras formas) quanto o contrário (Falklands seguido de Malvinas).

    Basta procurar (e não vai levar mais do que cinco minutos para isso) e você vai achar as duas formas, a gosto do freguês, justamente para evitarmos conclusões apressadas como a que fez, assim como outra matéria com a observação contrária, em que “Malvinas para os argentinos” entre parêntesis poderia servir de munição para alguém acusar o site de ser condescendente com os britânicos e injusto quanto a nossos vizinhos…

    PS – Blackhawk, aproveito para alertar que não basta ler um comentário de alguém para que se conclua que este seja “um completo alienado”. Por favor, vamos procurar manter o respeito a todos, sem conclusões apressadas nesse sentido também.

    PS 2 – o “patrulhamento”, seja lá de que lado for, é um troço muito chato.

    PS 3 – não estou falando de patrulhamento no sentido de patrulha naval – PATNAV – apesar deste ser o Poder Naval… Embora saiba de gente que já participou sistematicamente de missões de patrulha achar que também são muito chatas!

  4. “…os ingleses mantém meia dúzia de caças Typhoon, mas essa possibilidade parece improvável.

    na verdade há apenas 4 “Typhoon” e acho prematuro
    considerar improvável não ser permitido que um P-3
    utilize a base, afinal, trata-se de uma missão de socorro e
    os britânicos tem prestado socorro sempre que necessário
    assim como qualquer outra nação.

  5. Desde que o mundo é mundo guerras são usadas pra definir território, e a que houve entre a Argentina e o RU por conta das “Falklands” foi vencida pelo segundo.
    Se o fato das “Falklands” estarem perto da Argentina for fator para que ela tenha mais direito as ilhas que o RU, então daqui a pouco os argentinos vão querer ficar com o Rio Grande do Sul, que está colado, e nem precisa atravessar o “marão”. rsrsss

  6. As ilhas devem ser denominadas pela designação Falklands, que é a correta e legalmente aceita pela ONU. Não podemos dar legitimidade a pleitos que foram baseados em ações bélicas.
    Quanto ao pesqueiro chinês, parece muito estranho que este episódio ocorra exatamente no momento que aviões e navios são propostos pela China. Pode ser um factóide com objetivo de imputar à UK falta de condições e/ou irresponsabilidade com o zelo por navios em aguas internacionais? Se há uma flotilha composta por 4 pesqueiros porque solicitariam ajuda de avião baseado em 5000 km de distância?

  7. Eu tenho minha opinião pessoal, mas temos todos de nos render à denominação oficial e reconhecida… Falklands.
    Sobre as patrulhas, realmente, podem ser bem chatas… exceto se você estiver no meio/alto Solimões, Japurá (perto de Vila Bittencourt)…

  8. Ih….

    Não tem lero lero não, é Malvinas mesmo os Ingleses é que são alienígenas e deveriam sair de la muito tempo.

    Afinal a guerra continua……(adormecida da claro)..mas continua rsrs…

  9. Rommelqe o navio é da “China capitalista” Taiwan e não da China comunista. É que ambos se consideram China, rsrs.

  10. Desde a independencia que a Argentina se considera herdeira do território insular da Falklands/Malvinas. Porém, a meu ver, ao decidir resolver o assunto pela via militar com a invasão de 82, provocando centenas de mortes desnecessárias, perdeu a razão e o território reivindicado.A Bolívia e o Perú que o digam pois têm experiencia no assunto.Portanto, para mim, permanecem como Falklands até que a Grã-Bretenha as entregue sem pressão ou seja derrotada militarmente, ambas as hipóteses pouco prováveis de ocorrer.Sds

  11. Eu acho que os Britânicos deveriam deixar um P-3 Arge ajudar nas buscas sim… rsrsrsrs

    Veja bem, só tem coisa boa pra sair dai:

    1- Os Britânicos podem “monitorar” a aproximação do P-3,

    2- Podem “testar” o alerta dos Typhoons, interceptando e escoltando o mesmo até o seu pouso no Aeroporto de Stanley e não na RAF Mount Pleasant, lógico;

    3- Os Arge poderão atualizar alguma coisa de sua Biblioteca de Sinais;

    4- e não menos importante: Ambos poderão ficar se gabando de seus papéis nas buscas e de um eventual sucesso nas buscas… kkkkk

    Dai os chinas voltam pra casa cheios de Escamudo para nós comermos depois em nossos Kanis e McFishs do McDonalds. 😀

    Grande Abraço.

  12. MO,

    bem lembrado, tem isso tb: A situação SAR.

    Mas no fim, ambos só tem a ganhar… 🙂

    Ps.: Curti… tem fotos Flat e No Flat… 🙂 – Fletadão é muito mais bonito do que de “Salto Alto”.

    Grande Abraço.

  13. Blind,

    ainda não chegamos nesse Universo ai da matéria… a física não permite… kkkkkkk

    Mas vai que!!!

    Afinal, na Marinha do ParTido tudo é possível.

    Ps.1: essa “revista” circula na Chinatown de Toronto… ela e M… é uma coisa só.

    Ps.2: Os Chinas estão invadindo o Canadá tb… só em Toronto são mais de 200 mil.

    Grande Abraço.

  14. Prezado Rafael,
    Sim Taiwan não é a RPC. Mas essa é outra questão muito longa e não é razão suficiente para explicar o fato em si.

    Claro que, como o MO diz, muito provavelmente trata-se de uma situação de emergência em que, de fato, uma operação SAR seja importantíssima. O que considero estranha é a resposta unilateral e com frases do tipo “O esforço poderia ser otimizado, caso o governo do Reino Unido permitisse que a aeronave de busca sul-americana realizasse uma escala na base da Real Força Aérea em Mount Pleasant, na Isla Soledad (Malvina Oriental), onde os ingleses mantém meia dúzia de caças Typhoon, mas essa possibilidade parece improvável.” Isso me soa estranho, porque não creio que o UK se recusaria a envidar esforços para auxiliar em busca e salvamento de tripulação em perigo.

    Caro Brandenburg, entendo e concordo com o externado em sua colocação. Antes mesmo que a Argentina declarasse sua independencia, a Inglaterra já detinha a posse das Falklands. Durante apenas alguns meses ocupou o arquipélago , tomado à força e usando mercenários, ainda no século 19. À quela época a Inglaterra levou um ou dois anos para saber deste fato e mobilizar uma frota para retomar seu arquipélago.

    Já no século 20, 1982, o Gal. Galtieri resolveu atacar de surpresa as Falklands (isso após ter analisado a hipótese de inclusive invadir o Brasil ou “retomar” o canal de Beagle dos chilenos). Desta feita os ingleses precisaram apenas de dois ou tres meses para retomar as ilhas.

    Prezado Soldat, não tenho que reinventar a história.Você sabe quantos argentinos inocentes morreram sob os desmandos do Galtieri ? Não tenho nada contra especificamente os argentinos, mas reconheço nos Ingleses a posse legítima das Falklands.Tanto quanto a ONU.

  15. Falklands? Malvinas Argentinas? Que nada, Malvinas Chinesas….ordem do Partido: Taiwan? Deixa afundar!

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