Home Patrulha Naval LAAD 2015: patrulheiro venezuelano avariado não deixará o Brasil antes de 2016

LAAD 2015: patrulheiro venezuelano avariado não deixará o Brasil antes de 2016

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PC 22 Warao da Venezuela - foto Nunão - Poder Naval
Navio-patrulha oceânico Warao da Venezuela atracado ao AMRJ – foto Nunão / Poder Naval

 

Vinheta ExclusivoA reportagem do Poder Naval presente à LAAD 2015, no centro de exposições do Riocentro, no Rio de Janeiro, apurou que o navio-patrulha venezuelano Warao, que vem sendo submetido a reparos desde 2012 no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), não será liberado para retornar a seu país antes do terceiro trimestre de 2016.

A notícia foi obtida, nesta quarta-feira (15.04), junto a fontes da Armada Bolivariana da Venezuela que visitaram a mostra internacional de armamentos do Riocentro – a mais importante realizada no país.

Projetado para vigiar a Zona Econômica Exclusiva das águas próximas ao litoral venezuelano, o Warao, de 2.400, encalhou ao largo do litoral de Fortaleza (CE), no segundo semestre de 2011, quando participava da operação binacional Venbras, sofrendo danos importantes, especialmente à popa.

O navio adernou para boreste e alguns de seus compartimentos ficaram inundados. Houve danos extensos em quadros de energia, cabos elétricos, sistemas de distribuição de força e até em equipamentos de refrigeração.

Houve a necessidade de transportar o Warao, por via marítima, para o AMRJ, onde o navio ficou aos cuidados da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron).

Mais tarde, a própria Emgepron sugeriu aos venezuelanos a contratação de um serviço de assessoria junto ao estaleiro espanhol Navantia, fabricante da embarcação, que pertence à classe “Avante 2.200”.

PC 22 Warao da Venezuela - destaque foto Nunão - Poder Naval

Demora – De acordo com as mesmas informações, nesse momento a Marinha venezuelana mantém 15 oficiais e subalternos no Rio de Janeiro, acompanhando os reparos no patrulheiro.

A demora na liberação do navio deve-se ao fato de os fabricantes dos diversos sistemas embarcados no Warao precisarem certificar cada um dos consertos que foram – ou estão sendo – efetuados.

O comando da Armada Bolivariana da Venezuela pretende, dentro de alguns anos, converter os seus patrulheiros classe Avante 2.200 em corvetas, complementando  o seu armamento atual – baseado em canhões leves e metralhadoras pesadas – com mísseis antiaéreos e antinavio, possivelmente de fabricação chinesa ou russa.

3 COMMENTS

  1. Aos amigos com conhecimento da MB…
    Este navio teve sinistro na costa do Ceará, e foi rebocado para o Rio… A distância para a Venezuela é quase a mesma…
    Tecnicamente falando (me poupem das esplicações ideológicas), alguém sabe me dizer porque veio para o Rio e não para a Base em costa Venezuelana…
    E esse tempo todo no Rio, é possível que o pessoal do ARMJ possa ter “agregado” algum conhecimento ao velho estilo chinês (desmonta, olha, monta), ou ele só está ocupando espaço mesmo…
    Abraços

  2. Prezado Ribeiro,

    Após o sinistro com o navio Warao, a Navantia, fabricante do navio, avaliou a extensão dos danos e fez uma proposta à marinha venezuelana para trasladar o navio para a Venezuela ou para a Espanha, a fim de se realizar os reparos.

    Por sua vez, a Marinha do Brasil também apresentou proposta para realização dos reparos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ). Esta proposta foi aceita pelo Governo Venezuelano.

    Para realizar os reparos, o AMRJ precisou receber da Navantia alguns documentos (plantas digitais) que permitiram a fabricação de cavernas e o chapeamento de fundo do navio, bem como os planos de instalação elétrica e dos diagramas de sistema.

    Quanto a utilizar estas informações para projetar ou construir navio similar pelo Centro de Projeto de Navios e pelo AMRJ, lembro que foram assinados termos de confidencialidade entre a MB e a Navantia, justamente para evitar o uso indevido e divulgação das informações transmitidas pela Navantia.

    Desta forma, a MB não “copiará” as informações recebidas.

    Todavia, vale ressaltar que a expertise advinda dos reparos de um navio de guerra moderno como este, traz qualificação para o pessoal do AMRJ.

    Abraços

  3. Obrigado Luiz Monteiro…
    Explicou (desta vez correto com x e não s) inclusive o que eu esqueci de perguntar e queria… se este navio era moderno ao ponto de se “olhar” algo?
    Com certeza, o conhecimento e aprendizado das pessoas envolvidas não se apaga….

    Abraços

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