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LAAD 2015: Brasil e Argentina confirmam uso de drones para vigilância marítima

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Vant Carcará
Drone Carcará da Santos Lab

 

Premidas por severas restrições orçamentárias, as Marinhas do Brasil e da Argentina vão recorrer a Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANTs) – também conhecidos por drones – para reforçar a vigilância nas suas águas jurisdicionais.

Enquanto que na terça-feira (14.04) os ministros da Defesa do Brasil, Jaques Wagner, e de Portugal, José Pedro Aguiar-Branco, celebravam, na LAAD 2015, a cooperação das indústrias dos seus países na produção de um drone de vigilância marítima, oficiais argentinos presentes à feira de Defesa no Riocentro confirmavam para o Poder Naval o início, aquele mesmo dia, das reuniões entre sua Marinha e a empresa INVAP, da cidade de Bariloche.

Esses encontros vão preparar a produção de dois tipos de aeronaves de reconhecimento montadas com materiais compostos e pilotadas remotamente – a maior delas capaz de cobrir rotas de até 1.200 km. Aparelhos desenvolvidos no âmbito do programa Sistema Aéreo Robótico Argentino (SARA), orçado em cerca de 226,5 milhões de dólares.

Vant Carcará controle

Kosovo – A colaboração entre brasileiros e portugueses está garantida no entendimento firmado entre as empresas Santos Lab, do Rio de Janeiro, e o grupo português Tekever, de Lisboa.

As duas companhias já trabalham juntas no aperfeiçoamento dos drones da família “Carcará”, vendidos pela Santos Lab ao Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil.

De acordo com Pedro Monteiro, colaborador do Poder Naval em Portugal, o VANT Tekever AR4 Light Ray, de porte leve, foi usado com sucesso pelas forças militares portuguesas na guerra do Kosovo, no fim da década de 1990.

Argentina – O primeiro modelo de aeronave não-tripulada a ser desenvolvida pela INVAP – denominada (provisoriamente) de Classe II –, terá um único motor a pistão, capaz de garantir autonomia de voo de 12 horas à aeronave. Mas seu alcance estará limitado a 150 km.

O aparelho poderá transportar até 50 kg de carga útil, e é certo que será dotado de uma plataforma de sensores eletro-ópticos do “Sistema de Aquisição de Imagens”, desenvolvido pela própria INVAP, algum tempo atrás, para a Marinha de seu país.

Os chefes navais argentinos planejam começar a testar o Classe II dentro de três anos.

Já o drone Classe III poderá permanecer no ar por 20 horas. Ele será impulsionado por dois motores turboélices e carregará carga útil de até 250 kg, que incluirá um radar de abertura sintética e links para transmissões via satélite. A expectativa é de que entre em operação no decorrer de 2021.

 

5 COMMENTS

  1. Boa tarde, Adam.
    A partir de terra e de embarcações.
    A Marinha do Brasil já fez algumas experiências com drones de asas rotativas decolando do convoo de navios da força de superfície, como vc sabe.
    Os drones da Santos Lab os fuzileiros estão testando a partir de descampados.
    Tudo dependerá das facilidades que as embarcações das duas esquadras oferecerem ao lançamento dessas aeronaves.
    Me parece que o VANT Clase III, bimotor, da INVAP precisará ser lançado, necessariamente, de uma pista em terra, já que a Armada argentina não dispõe de um convés de voo com a extensão de um convoo de porta-aviões.

    Abraço

  2. Os testes feitos anteriormente pela MB c/ um produto da Insitu do grupo Boeing (ScanEagle?)e o Camcopter pelo visto sofreram uma séria degradação:

    Incluiram os argentinos.

    Só falta essa, depois do “só pode se for Embraer”, teremos tb o “só pode se os argentinos vierem junto”!!!
    Que dureza!!! (E sem Dreher!!!)

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