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Esquadrão de Treinamento da Marinha Japonesa em Santos: muito mais do que uma visita

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Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 1 Poder Naval

Os editores dos sites Santos Shipphotos e Poder Naval presentearam os comandantes e tripulantes dos navios japoneses com fotos exclusivas de sua visita ao maior porto da América Latina

Vinheta ExclusivoNão é qualquer dia que esse tipo de visita ocorre, e não deixamos por menos. A intervalos de cerca de quatro anos, ou o dobro disso no caso desta mais recente ocasião, o roteiro da viagem anual do Esquadrão de Treinamento da Marinha Japonesa passa pelo Brasil, escalando no Porto de Santos, o maior da América Latina.

A última vez em que os navios da Marinha Japonesa (Força de Autodefesa Marítima do Japão, ou JMSDF na sigla em inglês) aportaram em Santos foi na visita de treinamento realizada entre 15 de abril e 18 de setembro de 2008, que foi uma verdadeira volta ao mundo, passando pelas Américas, África, Europa, Oriente Médio e Sul do Pacífico. A cada ano é mudado o roteiro dos navios que realizam o treinamento final dos novos oficiais da Marinha Japonesa, e esta edição de 2015, que coincide com as comemorações dos 120 anos da assinatura do Tratado de Amizade Japão-Brasil, tem escalas basicamente em países das duas costas da América do Sul e Central (além de alguns portos dos Estados Unidos), e no Brasil incluiu os portos de Recife, Rio de Janeiro e Santos.

Enquanto o navio-escola Kashima (4.050 toneladas, 143m de comprimento e acomodações para 360 pessoas) visitou o porto de Rio de Janeiro, vieram para Santos o destróier convertido em navio de treinamento Shimayuki (TV 3513) da classe “Hatsuyuki”, de 3.700 toneladas a plena carga e comprimento de 131,7m e o destróier Yamagiri (DD 152) da classe “Asagiri, de 4.200 toneladas quando completamente carregado e 137m de comprimento. Mais à frente falaremos mais sobre esses navios.

Ainda que a presença dessas classes não seja uma novidade para quem acompanha essas visitas a Santos há décadas (veja matéria na lista ao final sobre visitas anteriores), o fato deste último intervalo ter sido maior, aliado à paixão sempre renovada pelo tema, levou o editor do site Santos Shipphotos (Santos Shiplovers), Marcelo ‘MO’ Lopes, a preparar uma surpresa especial para os comandantes e tripulantes do Shimayuki e Yamagiri, com a ajuda do editor do Poder Naval, Fernando “Nunão” De Martini e do colega Paulo Ribeiro: os navios foram fotografados durante suas entradas no canal do Porto de Santos e, no dia que separou essa chegada da nossa visita agendada aos navios conforme programação do Consulado Japonês, as imagens foram ampliadas e emolduradas para a ocasião.

Na tarde da última sexta-feira (7 de agosto), programada para nossa visita conforme combinado com o Consulado Geral do Japão em São Paulo – pelo que agradecemos a atenção do sr. Toshihiko Yamamoto – presenteamos inicialmente o comandante do destróier Yamagiri, capitão de fragata Seiichi Hashimoto, com a foto emoldurada de seu navio entrando em Santos. Clique nas imagens para ampliar.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 28 Poder Naval

reprodução de foto do destroier Yamagiri entregue ao seu comandante em 7-8-2015

O comandante Hashimoto, que veio especialmente ao cais para nos receber antes de realizarmos nossa visita aos navios, ganhou também uma edição do livro “Monitor Parnaíba 75 anos” escrito pelo editor Fernando De Martini e publicado pela Aeronaval Comunicação (responsável pela revista Forças de Defesa e sua “trilogia” de sites) e assinou agradecido a nossa carta de entrega dessas lembranças de sua passagem pelo Brasil, em nome da tripulação do Yamagiri. 

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 30 Poder Naval

O pessoal do Consulado e a equipe de comunicação que acompanha do ponto de vista japonês a visita dos navios acompanhou com bastante interesse a ocasião, realizando muitas fotos. Em agradecimento, o comandante Hashimoto presenteou o editor Marcelo Lopes (vestido com camiseta do Poder Naval e que já trazia na cabeça um boné do Amagiri) com o boné oficial do navio.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 29 Poder Naval

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 31 Poder Naval

As trocas de presentes continuaram para o Shimayuki. Como seu comandante não estava presente naquele momento, a entrega da foto emoldurada e do livro, assim como a assinatura da carta de recebimento, foram feitas pelo imediato do navio, capitão de corveta Sugimura. O oficial retribuiu a gentileza, como é de costume, com um conjunto de “pins” da Marinha Japonesa alusivos à viagem.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 32 Poder Naval

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 33 Poder Naval

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 35 Poder Naval

reprodução de foto do destroier Shimayuki entregue ao seu imediato em 7-8-2015

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 34 Poder Naval Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 36 Poder Naval

Em seguida, fomos recebidos a bordo do destróier Yamagiri e o visitamos juntamente com membros do Consulado, tendo a atenção dedicada de um dos oficiais do navio para apresentar seus sistemas de armas e características. Abaixo, o navio visto em sequência de fotos de proa a popa tiradas ainda do cais, podendo-se ver diversos de seus sistemas de armas. Na primeira imagem, da esquerda para a direita pode-se ver o canhão de 76mm (3 polegadas) e o lançador óctuplo de mísseis antissubmarino ASROC (que transporta torpedos antissubmarino). Logo atrás, a parte inclinada da superestrutura abriga as recargas dos mísseis. Em segundo plano, pode-se ver os mesmos sistemas de armas do Shimayuki.

Apesar da classificação como destróieres (DD) e adequação a diversos tipos de missões e emprego devido ao armamento equilibrado para a guerra de superfície (ASuW), antissubmarino (ASW) e capacidade de defesa antiaérea (AAW) de ponto, a função primordial para a qual foram projetados é a guerra antissubmarino, pelo que podem ser comparados navios classificados como fragatas em outras marinhas. O Japão emprega outros navios mais adequados à principal missão de destróieres, que é a defesa antiaérea de área (longo alcance), classificados como DDG. É o caso da classe “Kongo”, equipada com sistema AEGIS. Mas vale lembrar que a classificação de navios quanto a porte e emprego varia de uma marinha para outra.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 3 Poder Naval Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 4 Poder Naval Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 5 Poder Naval

Voltemos à nossas imagens externas. Acima, destaque para um dos sistemas de defesa aproximada (CIWS) Phalanx, composto de metralhadora rotativa de 20mm de alta cadência e sistema autônomo de aquisição de alvos abrigado no alto radome branco sobre a arma, para respostas automáticas a ameaças próximas, como mísseis antinavio. O navio é equipado com um Phalanx em cada bordo. A parte plana da antena de um dos radares de direção de tiro do Yamagiri também pode ser vista mais acima à esquerda, e ao seu lado se vê o radar de busca do Shimayuki. O conjunto de sensores e de sistemas de armas de ambos os navios é bastante semelhante, sendo a classe “Asagiri” um desenvolvimento da “Hatsuyuki”, com as principais mudanças relacionadas à propulsão.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 6 Poder Naval

Navios de guerra dessa geração (anos 1980/1990), diferentemente dos projetos mais recentes, trazem para quem os vê e visita a vantagem de expor claramente seus principais equipamentos sobre os conveses e superestruturas, sem escondê-los sob as monótonas linhas “furtivas” atuais.  Ainda assim, já traziam preocupações com a assinatura a sensores inimigos, especialmente os térmicos, com sistemas de resfriamento dos gases expelidos pelas suas chaminés.

Falando nelas, as fotos acima e abaixo mostram uma das diferenças das duas classes. Enquanto o Shimayuki, da classe  “Hatsuyuki”, era dotado de uma única e grande chaminé (vista no canto esquerdo superior das imagens) para exaustão dos gases das turbinas que formam sua propulsão COGOG (cruzeiro com um par de turbinas Tyne de baixa potência e velocidade de pico com um par de turbinas Olympus de alta potência, ambas Rolls-Royce fabricadas sob licença pela Kawasaki), o Yamagiri, da classe “Asagiri”, adotou o sistema mais flexível COGAG (velocidades de cruzeiro e de pico atingidas com o acionamento de mais de uma combinação de quatro turbinas Rolls-Royce / Kawasaki Spey de média potência).

Vale notar que a propulsão do Shimayuki é equivalente à de navios britânicos classe “Broadswoard” – Type 22 Batch 1 (em operação na Marinha do Brasil como classe “Greenhalgh”) e franceses da classe “George Leygues”. Já a propulsão do Yamagiri pode ser comparada à dos contemporâneos navios britânicos Tipo 22 Batch 3 (recentemente desativados da Marinha Real), num arranjo que também se assemelha às classes “Spruance”, “Ticonderoga” e “Arleigh Burke” dos Estados Unidos (embora estas últimas combinem quatro turbinas de alta potência, ao invés de média). A disposição assimétrica das duas chaminés e a combinação razoavelmente semelhante de armamentos valeu, para a classe “Amagiri”, o apelido de “Spruance de bolso”, conforme o editor Marcelo Lopes.

As turbinas da classe mais recente também se posicionam em praças de máquinas mais espaçadas (daí boa parte da diferença de cerca de seis metros no comprimento entre as duas classes), e seus gases são direcionados para duas chaminés separadas, cada uma posicionada em um bordo. A de vante / bombordo está fora de quadro nas imagens imediatamente acima e abaixo, mas pode ser observada nas fotos anteriores) mas a de ré, posicionada a boreste pode ser vista claramente.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 7 Poder Naval

Nessa posição a meia-nau, ambos os navios têm instalados lançadores quádruplos de mísseis antinavio Harpoon (um conjunto quádruplo em cada bordo, totalizando oito mísseis), com a diferença de que no Shimayuki estes são voltados para a proa e ladeiam sua única chaminé, com a exaustão de suas tubeiras, no lançamento, direcionada a defletores. Já no Yamagiri, as plataformas onde se instalam os mísseis ficam logo à vante da segunda chaminé, voltados para o bordo oposto, com a exaustão no lançamento direcionada ao mar. Os lançadores triplos de torpedos antissubmarino também ficam a meia-nau, sobre o convés principal (logo abaixo das plataformas em que são instalados os lançadores de Harpoon);

Outra diferença importante entre os navios é o segundo mastro do Yamagiri, pintado de preto. O Shimayuki possui apenas um mastro para abrigar diversas antenas de radares e sistemas de comunicação e de guerra eletrônica. Assim, o navio mais moderno pode levar mais sistemas do tipo e distribuí-los melhor e com menos problemas de interferência mútua a resolver.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 8 Poder Naval

Finalizando as fotos externas, as imagens acima e abaixo mostram as diferenças das popas dos dois navios, ambas abrigando lançadores óctuplos de mísseis antiaéreos da família Sea Sparrow Yamagiri, sendo que o convés onde se instala o lançador, no caso do Yamagiri, se estende até o espelho de popa. A segunda imagem foi tirada do convés do navio-patrulha Macaé, da Marinha do Brasil, que também visitamos naquele dia. Também publicaremos uma matéria sobre essa ocasião.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 2 Poder Naval

Abaixo, fotos da nossa visita ao convés do Yamagiri, onde se pode ver mais detalhes dos diversos equipamentos mostrados nas imagens anteriores, em ambos os navios. Na primeira foto, percebe-se na superestrutura abaixo do passadiço, pouco atrás do lançador de ASROC, posições abrigadas (e dotadas de janelas com limpadores) para acompanhamento dos disparos e outras atividades realizadas no convés de proa (como a recarga do ASROC).

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 9 Poder Naval Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 10 Poder Naval Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 11 Poder Naval

A foto acima, da superestrutura do passadiço do Shimayuki, permite ver as escotilhas do sistema de carregamento do ASROC, cujas recargas estão abrigadas na parte inclinada, em ângulo que facilita o trabalho de recarregar o lançador.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 12 Poder Naval

Caminhando em direção à meia-nau, vemos outros ângulos dos lançadores de mísseis Harpoon de ambos os navios, além dos reparos triplos de torpedos antissubmarino. A passagem para o Shimayuki foi instalada nesse local, mas o navio não estava incluído no roteiro de visitação.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 13 Poder Naval Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 14 Poder Naval Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 15 Poder Naval Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 16 Poder Naval

Subindo para o convoo, pudemos conferir algo que já tinha saltado aos nossos olhos durante visita anterior do Esquadrão de Treinamento da Marinha do Japão em 2008, quando visitamos dois navios da mesma classe do Yamagiri (o Asagiri, à época convertido em navio de treinamento, e o Umigiri): o grande tamanho do hangar, dentro do qual estava abrigado um helicóptero SH-60J com as pás do rotor “penteadas” e a cauda dobrada. A grande altura do hangar permitia, antes da introdução da família do “Seahawk” na JMSDF, abrigar os helicópteros da família “Seaking”.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 24 Poder Naval

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 17 Poder Naval Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 18 Poder Naval

No piso do hangar e no convoo, estão instaladas canaletas para a movimentação da aeronave entre as posições, permitindo a operação mais segura em caso de mar agitado. Mais detalhes do helicóptero e seus sensores e equipamentos podem ser apreciados nas imagens próximas.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 19 Poder Naval Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 20 Poder Naval

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 21 Poder Naval Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 22 Poder Naval Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 23 Poder Naval

Com mais essas imagens das popas dos dois navios, de seus lançadores de mísseis antiaéreos e outros sistemas instalados, finalizamos nossa visita ao Yamagiri, e desejamos ao esquadrão uma boa viagem de volta ao Oceano Pacífico, passando pelo extremo sul de nosso continente. Agradecemos mais uma vez aos oficiais e tripulantes do Yamagiri e Shimayuki, assim como ao pessoal do Consulado do Japão.

Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 25 Poder Naval  Visita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 27 Poder NavalVisita navios japoneses Santos 7-8-2015 - foto 26 Poder Naval

Características gerais dos navios 

JS Shimayuki (TV 3513) – classe “Hatsuyuki” (12 navios construídos ao longo da década de 1980)

  • Deslocamento carregado: 3.700 toneladas.
  • Dimensões: 131,7m de comprimento, 13,7m de boca, 4,3m de calado.
  • Propulsão: COGOG (Combined Gas Or Gas) com 2 turbinas Kawasaki Rolls-Royce Olympus TM-3B somando 56.780shp para velocidade de pico, e duas turbinas Kawasaki Rolls-Royce Tyne RM-1C somando 10.680shp para velocidades de cruzeiro. Dois eixos.
  • Velocidade máxima de 30 nós.
  • Armamento: 1 canhão rápido OTOBreda de 76mm/L62 (3 polegadas, 62 calibres de comprimento), 1 lançador óctuplo Mark 112 de mísseis ASROC antissubmarino, 2 CIWS Phalanx de 20mm, 2 lançadores quáduplos de mísseis antinavio Harpoon, 2 lançadores triplos de torpedos antissubmarino de 324mm (12,8 polegadas), 1 lançador óctuplo Mark 29 de mísseis antiaéreos Sea Sparrow.
  • Hangar e convoo projetados para operação de helicópteros do porte do Seaking.
  • Tripulação: 190

JS Yamagiri (DD 152) – classe “Asagiri” (8 navios construídos entre meados da década de 1980 e início dos anos 1990)

  • Deslocamento carregado: 4.200 toneladas.
  • Dimensões: 137m de comprimento, 14,6m de boca, 4,5m de calado.
  • Propulsão: COGAG (Combined Gas And Gas) com 4 turbinas Kawasaki Rolls-Royce Spey SM-1A somando 53.300shp, empregadas em combinações para velocidades de cruzeiro ou de pico. Dois eixos.
  • Velocidade máxima de 30 nós.
  • Armamento: 1 canhão rápido OTOBreda de 76mm/L62 (3 polegadas, 62 calibres de comprimento), 1 lançador óctuplo Mark 112 de mísseis ASROC antissubmarino, 2 CIWS Phalanx de 20mm, 2 lançadores quáduplos de mísseis antinavio Harpoon, 2 lançadores triplos de torpedos antissubmarino de 324mm (12,8 polegadas), 1 lançador óctuplo Mark 29 de mísseis antiaéreos Sea Sparrow.
  • Hangar e convoo projetados para operação de helicópteros do porte do Seaking.
  • Tripulação: 220

TEXTO: Fernando “Nunão” De Martini

FOTOS DA VISITA AOS NAVIOS / ENTREGA DOS PRESENTES: Fernando “Nunão” De Martini e G. Strelniek

FOTOS DOS NAVIOS ENTRANDO NO CANAL DO PORTO DE SANTOS: Marcelo Lopes (Shimayuki) e José Carlos Silvares (Yamagiri)

Clique nas imagens para ampliar.

VEJA TAMBÉM:

73 COMMENTS

  1. Parabéns a todos os envolvidos. As imagens ficaram muito boas e a reportagem idem.

    Impressionante o estado de conservação dos navios!

  2. Sei que é feio ter inveja, mas…sou humano 🙂

    E de fato as fotos mostram como o SH-3 exigia mais altura do hangar do que o seu substituto o SH-60F – já substituído hoje pelo MH-60R – e sua variante japonesa SH-60J.

    Parabéns pela matéria !

  3. Maravilha de matéria!
    Parabéns aos idealizadores e realizadores!

    Defourt

    P.S.: concordo quanto ao cuidado, o capricho do navio

  4. Linda reportagem!
    Parabéns a todos, brasileiros e japoneses!

    “As paixões são os ventos que enfunam as velas dos barcos, elas fazem-nos naufragar, por vezes, mas sem elas, eles não poderiam singrar.”

    Voltaire.

  5. Visível entre os dois radares de busca aérea está o diretor de tiro radar/EO do canhão.
    O domo grande a ré deve conter o radar de iluminação do Sea Sparrow, o Mk-95.
    Interessante o navio não ter canhões de pequeno calibre para ameaças assimétricas de superfíciek, tão em moda hoje em dia. Sendo os Phalanx do tipo Block 0 ele não é capaz de atuar contra esse tipo de ameaça.
    A defesa de superfície ficaria por conta das metralhadoras e do canhão 76 mm Compact.
    Interessante também eles utilizarem o Harpoon e não o míssil local Type 90 (SSM-1B).

  6. Duas curiosidades:

    1. No Yamagiri, com lançadores dos Harpoons tão elevados, como se faz a recarga deles?

    2. Esses Sea Sparrow tem características semelhantes aos Aspide das Niterói, não?

  7. AL, os mísseis embarcam já nos casulos por meio de guindastes, quando o Navio encontra-se atracado… no mar, lançou, é menos um…

  8. Exatamente, XO.

    AL,

    Recarga a partir de paióis no próprio navio, só para os lançadores dos mísseis ASROC e Sea Sparrow, além dos lançadores de torpedos antissubmarino (e, obviamente, da munição dos canhões / metralhadoras).

    Quanto ao Sea Sparrow, sim, a geração é semelhante à dos Aspide da MB. Mas, se não me engano, li em algum lugar que os sistemas dos destróieres japoneses da classe Asagiri são compatíveis com o ESSM, mais moderno.

  9. Uma curiosidade completamente fora do tópico: nenhum navio dos EUA, seja da USN ou da USCG, possui radar dedicado à direção de tiro AA de canhão.
    Com a retirada das fragatas OHP nenhum navio dos EUA usará seu canhão para defesa antiaérea, seja ele de 57, 76, 127 ou 155 mm.
    Como o Phalanx tem seu próprio radar de direção de tiro nenhum navio terá um radar de direção de tiro AA isolado.
    Os radares iluminadores SPG-62 usados nos Burkes e Ticos e os MK-95 utilizados nos porta-aviões e navios de assalto são utilizado para a “iluminação” de alvos para os mísseis SM-2, Sea Sparrow e ESSM e não são propriamente radares de controle de tiro já que o controle de tiro propriamente dito é feito pelo radar 3D.
    A defesa antiaérea das unidades de superfície dos EUA fica por conta única e exclusiva de mísseis e dos CIWS Phalanx, e os canhões de pequeno (25 e 30 mm), médio (57 e 76 mm) e grosso calibre (127 e 155 mm) não atuam nesse sentido, salvo em situações muito específicas e aí no caso teriam que usar a alça eletroóptica.
    Perdão pelo off-topic.

  10. Boscorelli vc ira gostar, quem nos acompanhou no Yamagiri foi seu WO (EGA) o Lt. Cdr que com toda pacienciancia do mundo nos exlicou sobre os armamentos e relativamente impressionado pois não eramos “imprensa leiga” e sabiamos do que se tratava, como era a area dele, foi muito descontraida e expontanea a visita e o papo. Vc iria curtir muito

    Aguardem, em breve o NPa Macaé … (tambem igualmente visitado e que tambem muito bem nos recepcionou !)

  11. Tenho notado comentários sobre a conservação dos navios, gostaria de deixar claro que os nossos navios em termos de conservação externa são do mesmo nivel e geralmente isto é padrão em qualquer navio de Marinha de Guerra, a excessão os que estão realizando tarefas duradouras em mar aberto continuamente …

  12. Parabéns pela matéria “guris” !

    As fotos são show à parte.

    PS:
    Se eu fosse japonês iria me chamar “Kapotaro Defuka”.

    SDs.

  13. Interessante seu comentário, Bosco… como eles não fazem Apoio de Fogo Naval com canhões, sobrou o emprego na guerra de superfície… acredito que as alças optrônicas sejam suficientes, já que a prioridade de emprego seria bater os alvos com aeronave orgânica e MSS… abraço…

  14. Mo,
    Beleza!
    Sem dúvida seria um “passeio” muito proveitoso.
    Deve ser muito interessante o oficial do navio tentando explicar o funcionamento dos armamentos para a imprensa leiga.
    Um abraço!!

  15. Ih Bosco, pior deve ser o “interesse” da imprençça leiga” perguntando coisas como tanto peso flutua e pq navios de guerra são cinza e afins sem contar a cara de cuh por estarem “perdendo tempo” ali … , mas desta vez tenho que falar que a MARINHA DO BRASIL deu uma grande força para que isso tudo s erealizasse, mesmo que de maneira indireta e como falei uma visita melhor ainda no NPa Macaé, que em btve o fernandinho postará !

  16. XO,
    Mas os canhões de 127 fazem (e os 155 mm farão) apoio de fogo naval.
    Nesse caso e na função antinavio usam o radar de busca de superfície ou o de navegação.
    No caso dos Ticonderogas (e alguns Arleigh Burkes) há um radar específico para controle de tiro de superfície , o SPQ-9, rotativo.
    Um abraço.

  17. Nunão,
    Complementando o que você disse, no caso do ASROC a recarga do lançador Mk-112 é mecânica enquanto que no lançador Mk-29 do Sea Sparrow ela é completamente manual.

  18. Bosco,

    Apenas como curiosidade, no caso do Umigiri, da mesma classe, há um sistema “semi-manual” ou “semi-mecânico” para recarga dos Sea Sparrow no lançador (ao menos havia em 2008, quando foi fotografado por nós junto com o Asagiri, que não era dotado do sistema).

    Reparar nas calhas / trilhos da foto abaixo. Vou procurar alguma foto mais detalhada nos meus arquivos da época.

    http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/dsc03660.JPG

  19. Bosco, achei outra foto do Umigiri, de popa, em 2008.

    http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/08/JS-Umigiri-popa-foto-2008-nunao.jpg

    Repare que bem encostado ao final do convoo há uma espécie de compartimento para os mísseis. Se não me falha a memória, na ocasião o Poggio me explicou que uma espécie de carrinho com as oito recargas saía desse compartimento usando os trilhos da foto anterior e, alinhado ao lançador, carregava de uma vez os oito mísseis, bastando ao pessoal fazer os ajustes finais dos mesmos nas células. O objetivo era diminuir substancialmente o tempo de recarga.

    No Asagiri, mais antigo (primeiro da classe e transformado já em 2008 em Training Vessel) esse sistema não existia como pudemos comparar ali mesmo, em 2008, olhando um e outro lado a lado. Também não o vi no Yamagiri, que esteve aqui na semana passada.

    Vale lembrar que o Umigiri é o último da classe “Asagiri”, e quando aqui esteve em 2008 reparamos que também era dotado de outros equipamentos mais modernos que seus irmãos mais velhos, notadamente o radar de busca.

    Ainda sobre a automatização da recarga do lançador de Sea Sparrow, fragatas holandesas classe “Jacob Van Heemskerck” também tinham um sistema para recarga rápida, como se vê nesta foto da atual Captan Prat chilena:

    http://4.bp.blogspot.com/-4bC-vo_UBrI/VWTLafGXSqI/AAAAAAAAERo/9TRg136Fsyw/s1600/sparrow.jpg

  20. Nunão.
    Se já tiver uma carretinha que segue esses trilhos já ajudaria muito.
    Pelo menos não ia precisar usar os pauzinhos. rsrss
    http://www.seaforces.org/wpnsys/SURFACE/RIM-162-Evolved-Sea-Sparrow-Missile-Dateien/image039.jpg
    Nisso temos que tirar o chapéu pros russos. Todos os lançadores conteiráveis de mísseis AA deles tinham (e têm) recarga automática.
    O Ocidente chutou o balde de vez e apelou pro lançamento vertical, ficando só o RAM e mísseis leves como o Mistral em lançadores conteiráveis.
    Mas realmente é uma “faina” braba recarregar o Mk-29 e se for numa situação de combate real então…

  21. Essa das holandesas nunca tinha vito.
    Vou até dar uma procurada pra ver se acho como é feita a recarga.
    Será que não existe um vídeo da Armada do Chile recarregando esse lançador não?

  22. Bosco, desculpe, mas tiro com radar de navegacao ou de superficie nao vai ser nada preciso… pelo menos os que conheco dis Navios da MB; no caso de apoio de fogo naval,o primordial eh a navegacao precisa, tanto que usamos o radar DT trecado em um ponto conspicuo para sabermos exatamente onde o Navio esta, dai fazemos o fogo nas coordenadas passadas pelo spotter… no mais, achei que a Navy nao empregava mais canhoes para AFN… obrigado, de qq forma, pelas explicacoes… abraco…

  23. X.O.
    Eu mencionei o radar de navegação porque o Arleigh Burke não tem o SPQ-9 daí eu supus que seria através dos radares que citei.
    Se não é com o SPY-1, e não é, mesmo porque opera na banda S, que não oferece precisão, seria só com a alça EO?
    Eu acho difícil de acreditar que o Arleigh Burke não possa atirar com canhão contra alvos de superfície sem uma solução de tiro dada por radar.
    Numa olhada rápida o radar de navegação SPS-67 opera na banda C, que também não oferece resolução pra um tiro certeiro de canhão, mas o radar de navegação SPS-73 opera na banda X (I), a mesma usada pelo radar SPQ-9 de controle de tiro de superfície usado pelo Ticonderoga. A banda X fornece precisão necessária para tiro de canhão.
    Não tenho certeza mas pode ser com o radar SPS-73, se não para apoio de fogo, pelo menos contra alvos navais de superfície.
    .
    De qualquer maneira vou dar uma pesquisada pra ver como um AB engaja um navio inimigo dentro do horizonte radar usando canhão.
    E claro, apoio de fogo OTH não pode mesmo ser feito usando o radar. Em geral o alcance do projétil de 127 mm é de 24 km ficando no limite do horizonte radar, mas chega a 37 na versão Mk-45 mod 4 com 62 calibres, o que vai além do horizonte radar.
    E vai chegar a mais de 60 NM quando usar a munição guiada LRLAP de 127 mm.
    Dentro do horizonte radar eu achava que tinha situações, não propriamente o apoio de fogo, que um radar poderia ser usado para solução de tiro contra alvos em terra.
    Posso estar equivocado e fique a vontade pra me corrigir.
    Um abraço.

  24. Pensei bem antes de escrever e parecer inchirido, mas vocês merecem meu elogio mais do que meu risco de interromper o papo entre vocês para dizer que…

    Isso sim é um post bem comentado, que dá gosto de ler! O texto e fotos estão ótimos e os comentários entre vocês é uma aula à parte… Ricos, detalhados, com argumentos embasados e focados no tema e não em ideologias baratas e provocações desnecessárias como venho lendo nos últimos dias aqui! De mim, um leigo, resta dar os parabéns, aprendo sempre por aqui!

    Sds

  25. Prezado Bosco, bacana o artigo, tirou as minhas dúvidas… como não conheço o SPY-1, achei que eles só usavam ala para engajar alvos de superfície… muito pouco, como você bem escreveu, para um Navio com AEGIS.

    Sobre o AFN, acho que eles não priorizam o canhão, a capacidade deve existir, mas depois do que assistimos os Tomahawk disparados contra o Iraque na Guerra do Golfo… a verdade, é que meus conceitos ainda são os da MB, afinal, só fiz fogo em Alcatrazes…

    Apenas lembrando, o radar no AFN é usado para navegação, uma vez que o alvo é passado em coordenadas pelo spotter… isso no tiro indireto; no tiro direto (alvo no visual), o fogo é realizado com base nos dados de alças ótica ou optrônicas…

    Enfim, obrigado por colaborar com minha atualização sobre o assunto…

  26. Prezado MO, ainda sobre o estado de conservação dos JMSDF Ships.

    Os navios atravessaram meio mundo (ou mais) para chegar aqui, e mesmo assim, as fotos 1, 3, 10 e 21 não mostram “escorrimentos” de ferrugem (oxidação) no casco. E o que noto nos nossos vasos é que depois de pouco tempo de mar, já aparecem tais características. Logo, ou a manutenção deles é boa, ou realizam a mesma durante a viagem.

    Att.

  27. Jagder…

    já vi fotos de navios sendo pintados quando em portos estrangeiros, portanto, deduzo que o mesmo esteja sendo feito regularmente nos navios do esquadrão japonês ainda mais levando em conta a duração e missão dos mesmos.

    abs

  28. Tens razão Dalton. Lembro de ter visto pessoal pintando casco/convés de um RBAM e da Imperial Marinheiro aqui no porto de Porto Alegre uma vez.

    Sds.

  29. Sobre essa questão da aparência externa: conforme pude presenciar, os dois navios japoneses estavam com cara de que foram repintados muito recentemente. Isso é mais do que comum em comissões longas.

    Em 2008, em comparação, talvez por uma questão de tempo disponível ao longo da viagem, somente um dos destróieres do esquadrão japonês estava realmente impecável. O outro tinha diversas marcas de corrosão precisando raspar e pintar, o que é absolutamente normal numa comissão dessa duração.

    As marcas no casco costumam aparecer em poucos dias no mar, mesmo em navios relativamente novos ou melhor cuidados. Alguns mais, outros menos. O importante é monitorar e cuidar, substituir chapas quando necessário (nos períodos de manutenção programados ou excepcionais), para não deixar problemas de corrosão e incrustação se agravarem.

  30. Oi Wilson, um detalhe para info, a pintura de casco ja não é permitida em qqr porto hoje em dia, SSZ por exemplo não é permitido por paranoia eco boboca …

    como o Fernandinho citou eh uma variavel caso a caso

  31. Ótima matéria, excelentes comentários. Ansioso para ver as matérias sobre o Macaé. Mais ainda para quando a Tamandaré estiver disponível para que o PN faça uma matéria. Sds

  32. Parabéns pelas fotos a toda equipe.
    Um dos melhores trabalhos dos últimos tempos aqui no naval.
    E fala a verdade, ver navio de guerra com cara de navio de guerra(ainda que no papel esteja escrito que são de treinamento) e não quadrado/retângulo como diz o MO é outra coisa !!!
    Bem que os japoneses poderiam mudar a constituição deles e passar a disponibilizar navios que derem baixa da JMSDF no mercado externo também, já pensou um dos Asagiri remanescentes mesmo que com uma certa idade em Santos com a bandeira verde e amarela, só pra matar a saudade de lembrar o que é marinha de guerra.

  33. Aliás saindo um pouco do tópico, mas nem tanto:
    Os Murasame seriam uma boa pedida para o Brasil caso pudessem ser disponibilizados?

  34. Oi Zé, mas ja estão, ja mudaram, os japonelicos ja podem e tem australopitecos de olho nos subs dels parasubstituir os Collins …

    Tks pelos eligios, muito obrigado em nome de todos nós !

  35. Excelente matéria. Como comentei lá no Facebook, na mesma matéria, o MO (Santos Shipphotos e Santos Shiplovers), Nunão (Poder Naval) e o seu colega Paulo Ribeiro foram muito felizes nessa visita, verdadeiros embaixadores, elevando o nível da visita demonstrando conhecimento, interesse, paixão por tudo. O texto e as fotos demonstram tudo isto. Os nipônicos, com certeza, vão guardar com muito carinho esta visita. Abraços e Parabéns!

  36. Realmente essa matéria foi bem diferente. E os comentários também de alto nível e com algumas informações bem básicas para leigos mas de grande importância como essa da ferrugem.
    Então caiu no mar enferruja?
    Por que já não fazem com uma boa proteção?
    Navio seja mercante ou militar é para navegar no mar.
    A aparência enferrujada é feia mesmo mas pensava que já tinham encontrado solução.
    Ficar pintando navio depois de cada viagem ou a cada dois meses não tem nada a ver.
    Seria como se tivesse que trocar óleo de motor de carreta a cada 10.000 km. Isso eles fazem numa viagem entre o sul e o nordeste. Duas semanas no máximo.

  37. Guppy so um adendo, no fundo MO, Fernandinho e paulo Osso (o ribeiro) tudo Poder Naval de origem e efetivo, eu que abri o Santos Shiplover, mas eh tudo daqui rsss

  38. sim, depende tbm de alguns fatores com o Comandante do Navio, o Imediato do navio (mais ainda rsss), o padrão de manutenção de empresa para empresa, os custos, proximidade de docagem, legislação de cada porto e ou pais, não é todo local que se permite pintura de casco hoje em dia, varios fatores, navios sem ferrugem escorrendo ou eh maquete ou esta na carreira para ser entregue …ah ou acabou d sair da docasgem (que o leigo confunde com atracação, docagem de manutenção digo)

  39. Prezado amigo MO,

    Não tenho certeza se a mudança na constituição japonesa permite somente a exportação de equipamentos novos, feitos diretamente pelas empresas japonesas ou se foi mais profunda ainda, permitindo que a Força Marítimarde Auto-Defesa do Japão transfiram meios usados para outras marinhas.

    Abraços

  40. Sim Chefe Monteiro, perguntamos sobre os submarinos que os australopitecos e os japas soltaram aquele “Ohhhhh” (caracteristicos deles),(tipo como vcs sabem ???? kkkkk) eles ja tem autorização de venda deequipamento desegunda mao e segundo eles tentarão ir para encomendas de novos, outra coisa que informaram eh que devido a este processo caiu o “D” do prefixo deles, notar que não é mais “JDS” e agora “JS” (segundo os cara, claro)

  41. Não tem nada para dizer… LINDO

    E com essa mudança na Constituição Nipônica, quem sabe se lá pra depois de 2020 não pudéssemos comprar uns 4 Murasame… navio de verdade e não os QTR.

    Mas o bonitão deles pra mim são os Akizuki (DDG-115), a última evolução dos Murasame.

    Pergunta: Pelo tamanho do hangar, poderia ser embarcado dois Sea Hawks ali, mesmo com apenas um trilho? Ou não é recomendado ou complicaria de mais as operações?

    Grande Abraço.

  42. Aproveitando o gancho do assunto manutenção… Por curiosidade… Um navio destes, com maior quantidades de área exposta as intempéries do ambiente em que atua não se torna muito mais caro de se manter do que um Quadrado/triângulo/retângulo todo fechado? Ou não muda muita coisa?

    Sds.

  43. Sim MO, eu sei.

    Dei a entender que você era só do Santos Shiplovers e Santos Shipphotos e, juntamente com o Paulo Ribeiro, não eram do Poder Naval. Fui infeliz como escrevi, Por favor me desculpe. Claro que sei que os três são do Poder Naval desde mil novecentos e antigamente,

    Abraços.

  44. Para quem tá lendo o livro “Shattered Sword”, indicado pelo Admiral Dalton, alguns nomes japoneses que aparecem na matéria me reportam imediatamente à IIWW.

    Interessante a expressão “Spruance de bolso” dada pelo MO a classe Amagiri.

    Fico imaginando como deve ter sido agradável e interessante para o WO do Yamagiri conversar sobre o armamento e outros detalhes do navio com quem saca do assunto. Espero que, num dado momento, ele tenha pensado que estava conversando com espiões, rsrsrs.

    A foto do oficial japonês em continência para o MO em posição de sentido vale um post.

  45. Oi Guppy, meio que automatico, fui PA, fui militar e gosto, logo reaçao instintiva e automática … tks pela consideração !

  46. não esquenta Guppy, vc eh membro honorário … desde 1981 para ser preciso, Eu, Paulo Osso. Bozoh e o Zé e os cara

  47. “Eis uma oportunidade para a MB obter umas escoltas usadas em bom estado. Melhor que umas OHP.”

    Control…

    a diferença é que as OHPs estão à venda, incluindo as duas
    últimas que serão descomissionadas dentro de um mês com
    pouco menos de 30 anos de serviço.

    Os navios japoneses normalmente são bem usados e retirados com cerca de 30 anos e não sairiam mais barato que uma OHP se e quando os japoneses disponibilizarem seus navios para venda.

  48. Oganza…

    os navios da classe Asagiri tiveram seus hangares aumentados para operar com 2 helicópteros, mas apenas 1
    é transportado para operar com segurança em todas as situações..

    “The hangar was enlarged to accommodate two helicopters, but the class was operationally configured to carry a single SH-60J(K) anti-submarine helicopter.

    abs

  49. Bom dia a todos

    Caro Almirante Dalton,

    Você não acha que com essa mudança na constituição e a necessidade premente de navios ainda mais potentes como por exemplo os Atago para fazer frente ao crescimento do poderio chines, pudesse forçar os japoneses a adiantar o descomissionamento de algumas classes ainda que válidas, como por exemplo acontecia na Europa e EUA até o final da década de 90?
    E também ha de se analisar que possíveis disponibilizações no mercado externo só estariam disponíveis em um prazo superior a daqui 5 anos, tempo creio eu suficiente para que sejam absorvidas as mudanças ora colocadas em pratica.

  50. Guppy, veja as fotos do post dasaida do Yamagiri, veja as 2 ultimas (no santos Shipphotos), veja se nao lembra bem a distancia um “Spruance de bolso”, as iamgens falam por si so …

  51. José…

    apenas mais 2 navios da classe Atago serão adicionados
    para continuar mantendo o número de 8 DDGs ou navios equipados com mísseis de defesa de área (longo alcance) substituindo os 2 classe Hatakaze que não são Aegis e portanto inferiores, mas, não está havendo um aumento no número de unidades.

    Mas há previsão para aumentar o número de DDs ou
    navios equipados para guerra de superfície e submarina
    inclusive adicionar uma flotilha extra e na marinha japonesa cada flotilha é formada por dois esquadrões de 4 navios.

    Então pelo que entendi não haverá uma retirada maior de serviço de navios menos capazes às custas de um número menor de navios mais capazes.

    Mesmo o número de submarinos será aumentado utilizando o expediente de deixar “envelhecer” um pouco mais alguns submarinos ao invés de retira-los de serviço com apenas 20 anos.

    Claro que esta é a minha interpretação.

    abraços

  52. MO! A questão da conservação dos cascos dos navios que eu citei em outro tópico se refere as intervenções aonde na MB, “olhando as fotos” são cortadas partes da estrutura externa do casco e substitúida por outra e não sei se no momento do cordão do solda ou ainda em acomodar a nova chapa ao recorte fica uma coisa tipo….oficina de chapeação de fundo de quintal, com a rebarba da solda sem escariar e a chapa com sinais de aquecimento e martelada.

    Grande abraço

  53. Obrigado pela consideração, MO. Tirei onda aqui em casa com o “membro honorário…desde 1981”.

    Realmente as duas últimas fotos, pela tomada e pela distância, lembram um Spruance Class.

    Um abraço e no aguardo da matéria sobre o NPa Macaé.

  54. Mas Juares istose deve ao angulo da forto, tenho quase certeza que se olhar os japas com o mesmo sol, no mesmo angulo aparecera muito proximo da mesma coisa, aindamais no pacifico, achei que o pessoal babou demais na conservação japonelica, sendo que pessoalmente não vejo muita diferença no quesito aparencia visual externa dos nossos

    abs !

  55. Parabéns ao Naval pela excelente reportagem, em particular ao MO, Nunão e o Paulo, me bateu uma inveja ao ver essas fotos, navios de verdade, lindos e ainda válidos no cenário atual, ainda por cima com ASROC, eu particularmente sou um tarado do ASROC, quase morro quando a MB deu baixa nos Pará, quanto às lágrimas de ferrugem, eu como especialista na área posso falar com propriedade que isso é a coisa mais normal do mundo, tanto em navios relativamente “velhos” bem como em navios novos, mas há sim certos aspectos que podem agravar as lágrimas de ferrugem, com propriedade digo que um navio atracou em um porto depois de mais de três dias de mar ele vai ter ferrugem, se não as tem é porque o navio foi pintado, após a atracação ou até mesmo antes, e pasmem, isso é normal, já cansei de pintar navio fundeado antes de atracar porque no porto que iria atracar era proibido pintar, outra solução adotada para quando da atracação em portos que proíbem a pintura é durante a baldeação (outro procedimento comum antes ou depois da atração) usar nas áreas mais agravadas pelo ferrugem algum produto anti-ferrugem esfregando bem com uma esponja, pois a maior parte desse ferrugem é somente superficial sobre a pintura, mas o contra desse procedimento é q para os militares que executam tal procedimento, pois o produto é muito abrasivo e somente o uso de luvas de borracha não resolve, já fui muito para o “soco no porto fora” praticamente sem pele na mão, sorte que esses tempos já passaram.
    Alto nível dos comentários, ainda bem qua os militontos só comentam posts de aquisição de navios no período do mandato dos PTralhas.

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