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Helicópteros da Marinha participam de missão na Antártica

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Modelo Esquilo 1 Antártica

Aeronaves do modelo Esquilo acompanham dois navios da Força durante seis meses

No último dia 05 de outubro a Marinha do Brasil partiu para a XXXIV Operação Antártica “OPERANTAR” como parte do Programa Antártico Brasileiro, o “PROANTAR”, que tem como função fazer o planejamento e executar as atividades logísticas e científicas no continente com foco em questões ambientais.

Para cumprir atividades de patrulha, reconhecimento, busca, salvamento e transporte de suprimentos, tripulação e equipamentos, dois helicópteros Esquilo biturbina da Marinha do Brasil foram recrutados para acompanhar o Navio oceanográfico brasileiro “Ary Rongel” e o Navio Polar “Almirante Maximiano”, durante os seis meses de missão.

A corporação executa tarefas de apoio logístico aos Módulos Antárticos Emergenciais (MAE) da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), além de contribuir com os estudos de universidades brasileiras nas áreas de Biologia, Geologia, Antropologia, Meteorologia, Oceanografia e Hidrografia, realizando coletas e observando o ecossistema do continente gelado.

As atividades na Antártica foram, inclusive, reconhecidas como prioridade pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar “CIRM”, no Congresso Nacional no âmbito do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016. A comissão é formada por diversos órgãos e instituições responsáveis pela condução das atividades brasileiras na Antártica.

As pesquisas científicas e tecnológicas desenvolvidas no Polo procuram ampliar os estudos sobre os fenômenos naturais da região e como eles afetam o território nacional. Politicamente, a presença do navio brasileiro e seus helicópteros visa preservar o Tratado da Antártica, assinado pelo Brasil em maio de 1975.

Essa missão garante ao país o reconhecimento da comunidade antártica internacional e a participação ativa nas decisões tomadas em relação ao continente.

Modelo Esquilo 2 Antártica

DIVULGAÇÃO: Helibras

13 COMMENTS

  1. Juarez, em quais outras missões o Esquilo biturbina pede arrego?

    Sei por cima que o pessoal da FAB não foi com a cara dele, mas na MB, me parece que ele cumpre a missão.

    Abraço!

  2. Prezados, na Esquadra, eles sempre cumpriram bem as missões… na Amazônia, o problema é o clima, o desempenho da aeronave fica prejudicado, mas ainda sim o HU-3 faz um ótimo trabalho por lá… abraços…

  3. Rafael, todas as missões que envolvam temperatura acima de 20ºc e carga, sem contar que não passa um ciclo sem apresentar vazamentos naquela maldita transmissão ou nos motores, que lhe valeu o apelido de Gono, diminutivo de gonorréia, está sempre “pingando”..
    Sei que a MB so preservou estes por causa das missões antárticas.

    G abraço

  4. Obrigado XO e Juarez.

    Sabia desse apelido, mas não sabia que ele abria o bico tão facilmente na Amazônia ou mesmo em qualquer lugar com temperaturas tropicais.

    Então dá para considerá-lo como mais um produto made in Airbus que não deu conta do recado em terras tupiniquins.

    Abraços!

  5. Acho que vocês estão sendo muito injustos. Perguntem ao pessoal do GRPAe de SP, as polícias do RJ e outras no Brasil, se o esquilo nega fogo?

    Pode ser que nas FFAA, até pelo tipo de emprego muito mais “pesado”eu diria, mas com pelo menos 700 e tantos voando por ai. Sei lá… eu acho um “pé de boi” , bom pra toda obra, pelo custo-benefício.

    Até…

  6. Marcelo, os comentarios acima, pelo que entendi, foram especificos sobre a versao bimotor do Esquilo. As organizacoes que voce citou usam majoritariamente, ate onde sei, os modelos monomotor.

  7. O problema aqui é a interação da máquina, c/ o meio ambiente.
    Temperatura ambiente alta, umidade do ar elevada.
    Parece que nem o Esquilo bi c/ turbina francesa, opera bem na Amazônia.
    Por outro lado o AW-109, se sentia em casa.
    Tem uma matéria a respeito na RFA, mas faz tempo.

  8. Essas aeronaves já cumpriram sua missão com dignidade. São quase 30 anos de operação com os UH-13 na Antártica, apoiando inúmeros projetos científicos brasileiros naquele continente gelado, além do apoio logístico à Estação Antártica. Porém, atualmente, apresentam problemas críticos de disponibilidade e manutenção em função da acentuada obsolescência de componentes e dificuldade de obtenção de sobressalentes. A excessiva exposição a atmosfera salina, principalmente quando operando a bordo do Ary Rongel (sem hangar), castigou muito a estrutura de todas as células com corrosão, mesmo com todas as rotinas de manutenção e preservação realizavas pelo pessoal do HU-1. Resumindo, já está mais do que na hora de substituí-las por novas aeronaves, a fim de não comprometer a continuidade desse inestimável apoio à pesquisa científica brasileira. Bravo Zulu aos biturbinas do “Tudão” !!!

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