Fotos: a Esquadra da MB neste início de 2016, na Base e...

Fotos: a Esquadra da MB neste início de 2016, na Base e no Arsenal

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AMRJ em 9jan2016 - foto 2 Nunao - Poder Naval

DestaqueNo segundo final de semana de janeiro de 2016, ao final de um voo São Paulo – Rio com pouso no aeroporto Santos-Dumont, foi possível fotografar alguns ângulos da Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ, na Ilha de Mocanguê, do lado de Niterói da Baía de Guanabara) e do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ, na Ilha das Cobras, no lado do Rio de Janeiro da mesma baía).

Compartilho com os leitores essas imagens que mostram praticamente a totalidade da Esquadra da Marinha do Brasil (MB), com seus navios atracados aos cais das duas organizações. Oportunidade para que os leitores, nem todos familiarizados com os navios e organizações da MB, tenham uma visão geral sobre os meios da Esquadra, onde se encontram e porquê, e sobre essas duas importantes organizações de apoio (AMRJ e BNRJ).

A foto de abertura desta matéria mostra o AMRJ a partir de seu Cais Leste, junto à Ilha Fiscal, mas voltaremos a essa imagem mais à frente. Nosso passeio pelas fotos vai começar pela BNRJ, onde em geral ficam atracados os navios que se encontram prontificados para operações – embora haja exceções, como veremos – ou realizando reparos de menor complexidade que os realizados no Arsenal, entre uma comissão e outra.

Na imagem abaixo, tomada de uma distância ainda considerável para se ver mais detalhes (ainda assim, vale a pena clicar para ampliar), podemos ver o pier da base, em formato de “F”. Naquela manhã de 9 de janeiro, estavam atracados na “perna” mais externa desse “F” oito navios da Esquadra: cinco fragatas classe “Niterói” (uma delas com a proa voltada para a baía), uma fragata classe “Greenhalgh”, o navio-tanque Marajó (G27) e um navio de desembarque de carros de combate (NDCC), aparentemente o Garcia d’Avila (G29).

BNRJ em 9jan2016 - foto Nunao - Poder Naval

Ainda na imagem acima, podemos ver que na outra “perna” estavam quatro navios, uma fragata classe “Greenhalgh”, um navio-patrulha oceânico classe “Amazonas” (este afeito ao 1º Distrito Naval – 1ºDN – e não à Esquadra), um NDCC, aparentemente o Almirante Saboia (G25) e o navio de desembarque-doca (NDD) Ceará (G30). Entre as duas “pernas” do “F”, estava atracado o navio veleiro Cisne Branco (U20). Percebe-se a ausência da corveta Barroso (V34), atualmente em comissão no Mediterrâneo (UNIFIL), assim como do navio-escola Brasil (U27).

Seguindo pelo pier onde estava o navio veleiro, pouco além do ponto em que este se conecta ao cais da Ilha de Mocanguê, pode-se ver semi-encobertos pelas árvores parte da superestrutura e dos mastros de uma corveta classe “Inhaúma”. No caso, a conclusão provável é que se trata da Frontin, desincorporada recentemente (nota: após a publicação desta matéria, um de nossos leitores informou tratar-se da Inhaúma – voltaremos a esse assunto).

É comum que navios recém-desincorporados sejam ainda vistos na BNRJ, e parece ser também o caso de uma das fragatas classe “Greenhalgh” vistas na imagem. Isso porque a Bosísio foi desincorporada há pouco tempo e, como veremos, das duas que restam comissionadas, uma estava atracada ao cais do AMRJ (a Rademaker) naquele dia, restando assim (por exclusão) na BNRJ a Grenhalgh, ainda na ativa, e a desativada Bosísio.

BNRJ em 9jan2016 - foto 2 Nunao - Poder Naval

Na imagem acima, outro ângulo que destaca os navios atracados ao pier externo da BNRJ, embora a distância (e o fato de ser uma foto tirada de celular, com zoom) não permita ver detalhes das embarcações. É possível notar também uma barcaça a contrabordo de uma das fragatas classe “Niterói”.

Continuando a nossa aproximação para pouso no Santos-Dumont e deixando a BNRJ, a foto abaixo mostra o Cais Norte do AMRJ, onde tradicionalmente é atracado o navio-aeródromo da Esquadra – no passado, o NAeL Minas Gerais (A11) e atualmente o NAe São Paulo (A12). Independentemente dos porta-aviões estarem em reparos ou não, o Cais Norte do AMRJ sempre serviu como sua base ao longo das décadas, mesmo após a inauguração da BNRJ em 1977 (ainda como Estação Naval, renomeada Base Naval em 1986). Aliás, mesmo antes de navios-aeródromos fazerem parte da MB, e antes da implantação da BNRJ, quando o AMRJ fazia as vezes tanto de Arsenal como de Base, os grandes navios da esquadra como os encouraçados São Paulo e Minas Gerais atracavam no Cais Norte, que é o mais extenso do Arsenal.

AMRJ em 9jan2016 - foto Nunao - Poder Naval

Podemos ver nas imagens acima e abaixo que o São Paulo tem a companhia próxima, no Cais Norte, de uma fragata classe “Greenhalgh”. Clicando na foto abaixo para ampliar, percebemos ser a Rademaker (F49). Um pouco além, está uma fragata classe “Niterói”, a Defensora (F41). Esta última se encontra há vários anos realizando PMG (Período de Manutenção Geral) no Arsenal.

Junto à proa do São Paulo, pode-se ver parte da porta (pintada de preto) do dique Almirante Régis, o maior do AMRJ, capaz de docar o navio-aeródromo de 265 metros de comprimento, 51m de boca e cujo deslocamento totalmente carregado ultrapassa 32.000 toneladas. Na foto acima, percebe-se ao fundo o recém-inaugurado Museu do Amanhã com sua arquitetura surpreendente, construído sobre o antigo Pier Mauá. Falaremos dele mais tarde. Mais além, dois navios de cruzeiro.

AMRJ em 9jan2016 - foto 3 Nunao - Poder Naval AMRJ em 9jan2016 - foto 4 Nunao - Poder Naval

A imagem acima mostra, também junto à entrada do dique, o navio-tanque Almirante Gastão Motta (G23). Percebe-se que estão sendo feitos trabalhos de manutenção no convés de sua superestrutura, à ré da chaminé, o que é denunciado pela pintura vermelha anticorrosão exposta.

Nas três fotos abaixo, além do Gastão Motta atracado ao Cais Norte já podemos ver o NDCC Mattoso Maia (G28) atracado ao Cais Leste. O navio é mais uma unidade da Esquadra que passa por um longo PMG.

AMRJ em 9jan2016 - foto 5 Nunao - Poder Naval AMRJ em 9jan2016 - foto 6 Nunao - Poder Naval AMRJ em 9jan2016 - foto 7 Nunao - Poder Naval

Já próximos de tocar a pista do Santos-Dumont, surge em destaque junto ao Mattoso Maia a Ilha Fiscal, que é ligada à Ilha das Cobras por um molhe (atracável) formando uma grande doca abrigada (não confundir com dique). Esta doca abriga tanto parte do Cais Leste quanto o Cais Sul Interno.

Nesse trecho abrigado do Cais Leste podemos ver na foto abaixo (a mesma da abertura desta matéria) uma corveta classe “Inhaúma”. Provavelmente é a própria líder da classe (V30), embora o indicativo visual esteja coberto por pintura cinza, pois há alguns anos o navio ocupa essa posição, passando por longos reparos. (Nota: após a publicação desta reportagem, um de nossos leitores comentou que o navio seria, na verdade, a desativada Frontin, o que faria sentido por já se ver diversos sensores e armas retirados, além de pintura cinza cobrindo o antigo indicativo no casco, contrastando com a visão dos sensores instalados na corveta parcialmente visível na BNRJ, mencionada mais acima.)

Já na parte interna do Cais Sul, estão atracadas há alguns anos outras duas corvetas da classe, a Júlio de Noronha (V32) junto ao cais, com a Jaceguai (V31) a contrabordo. A Júlio de Noronha está mais próxima de terminar seu período de manutenção, após sofrer reparos extensos, em especial no sistema de propulsão.

AMRJ em 9jan2016 - foto 2 Nunao - Poder Naval

Continuando na foto acima, vale acrescentar que, atrás das duas corvetas atracadas ao Cais Sul, está o navio-patrulha oceânico Warao (PC 22) da Venezuela, que passa por reparos no AMRJ após ter se acidentado no litoral brasileiro. Também a título de curiosidade, já que não fazem parte da Esquadra (objeto desta matéria), podemos ver quatro navios-patrulha do 1º Distrito Naval no Molhe Sul, que se inicia junto às carreiras de construção e conecta-se ao Molhe Leste (o qual está conectado à Ilha Fiscal). Três deles, mais à esquerda na imagem, são da classe “Grajaú”, seguidos por um exemplar da classe “Macaé”.

Mais atrás, perto das carreiras, estão outras embarcações de pequeno porte. Os navios-patrulha do 1º DN utilizam esse molhe como base. Bem ao fundo da parte esquerda da foto, e já no cais do continente, está atracado o navio-museu Bauru do Espaço Cultural da Marinha (atualmente fechado devido às obras viárias que se seguiram à derrubada da Perimetral).

Ainda sobre as corvetas, no dia 11 de janeiro, durante o taxiamento no Santos-Dumont para o voo de volta a São Paulo, foi possível fotografá-las em outro ângulo a partir da janela da aeronave. São as duas imagens abaixo. Na primeira vê-se também a proa do Mattoso Maia, enquanto na segunda, olhando mais à esquerda, destacam-se o galpão da Oficina de Submarinos (com a sigla AMRJ sobre sua grande para entrada e saída dos submarinos), estando atracado no cais contíguo o dique flutuante Almirante Schieck. Pelo ângulo raso das imagens, não foi possível conferir se algum submarino estava naquele dique, o que era uma visão bastante comum nos últimos anos para qualquer um que frequentasse a região do AMRJ, seja naquele cais ou no Cais Oeste.

AMRJ em 11jan2016 - foto Nunao - Poder Naval AMRJ em 11jan2016 - foto 2 Nunao - Poder Naval

Falando em submarinos, do dia 10 de janeiro uma visita à área externa do recém-inaugurado Museu do Amanhã (já mencionado mais acima) permitiu tirar fotos de vários detalhes do Cais Oeste do AMRJ, onde normalmente se concentram esses meios quando em manutenção. Os mais atentos perceberão claramente o perfil de um submarino classe “Tupi” perto do centro da imagem abaixo, que mostra todo esse lado do Arsenal.

AMRJ em 10jan2016 - foto 6 Nunao - Poder Naval

A imagem seguinte, bem mais aproximada, permite ver com clareza o perfil do submarino e identificá-lo como o líder da classe, o Tupi (S 30), que há pouco tempo havia chegado às etapas finais de seu segundo PMG. Outros detalhes estão mais “escondidos” na imagem completa acima, e vale a pena checar outras fotos para percebê-los.

AMRJ em 10jan2016 - foto Nunao - Poder Naval

Na imagem abaixo, na direção da proa do Tupi, estão as portas dos outros dois diques do AMRJ, o Almirante Jardim, mais próximo à proa do submarino e cuja porta está pintada de preto, e o menor deles, o dique Santa Cruz, mais distante e com porta na cor cinza. Este último recebeu uma cobertura há alguns anos e passou a ser empregado prioritariamente na docagem de submarinos da Marinha. Aliás, clicando na imagem e olhando com atenção, por entre os pilares da cobertura, uma pequena silhueta escura denuncia a existência de uma vela de submarino em seu interior.

AMRJ em 10jan2016 - foto 5 Nunao - Poder Naval

Para não haver dúvidas, a imagem abaixo, com a câmera apontada diretamente para a entrada do dique, mostra claramente a vela no centro do mesmo. Conclui-se que outro submarino dos cinco da classe “Tupi” / “Tikuna” da MB está docado no Almirante Jardim. Somando-se ao Tamoio, que em novembro de 2014 foi colocado na Oficina de Submarinos em manobra de “Load In” para corte de casco, troca e revisão de componentes internos em seu PMG em andamento (e que por isso mesmo não teria como aparecer nas fotos), podemos concluir que ao menos três dos submarinos passam por fases diferentes de manutenção no AMRJ. (Nota: outra fonte do Poder Naval informou, após a publicação desta matéria, que o submarino no dique é o Tikuna, que sofreu danos em seu casco externo de fibra durante comissão no Sul do Brasil em meados de 2014 e para o qual foi encomendado um hélice sobressalente ao final daquele ano – há matérias sobre esses assuntos aqui no site.)

AMRJ em 10jan2016 - foto 3 Nunao - Poder Naval

Finalizando as imagens captadas a partir da área externa do Museu do Amanhã (cujas vistas que proporciona e a própria arquitetura impactante convidam a dedicar algum tempo a essa área exterior), podemos ver a já mencionada fragata Defensora, que passa por PMG também há vários anos no Arsenal.

Olhando com atenção, é possível ver que, além dos radares de busca e de navegação não estarem dos mastros (o que é comum durante os reparos, pois são levados para as oficinas do Arsenal), uma outra ausência bem menos comum é percebida: o lançador do lançador de foguetes antissubmarino Boroc foi retirado da plataforma logo atrás do canhão principal. Uma fragata classe “Niterói” sem o Boroc, mesmo em reparos, não é uma visão frequente.

AMRJ em 10jan2016 - foto 2 Nunao - Poder Naval

AMRJ em 10jan2016 - foto 4 Nunao - Poder Naval

Em resumo,  pudemos conferir nas imagens acima os seguintes navios da Marinha do Brasil atracados à BNRJ e ao AMRJ:

Base Naval do Rio de Janeiro: cinco fragatas classe “Niterói”, duas fragatas classe “Greenhalgh” (uma delas desativada), um navio-tanque, dois navios de desembarque de carros de combate, um navio de desembarque-doca, um navio-patrulha oceânico (classe “Amazonas”, do 1º Distrito Naval), um navio-veleiro e uma corveta (desativada).

Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro: uma fragata classe “Niterói”, uma fragata classe “Greenhalgh”, um navio-aeródromo, um navio-tanque, um navio de desembarque de carros de combate, três corvetas classe “Inhaúma” e dois submarinos classe “Tupi” / “Tikuna”, além de quatro navios-patrulha (do 1º DN, que utilizam o Molhe Sul como base).

Ausências percebidas foram da corveta Barroso (V34) que como mencionamos está no Mediterrâneo, do navio-escola Brasil (U27), que no final do ano passado completou sua 29ª Viagem de Instrução, mas acabou não enquadrado em nenhuma foto (outro leitor comentou que o navio está docado no dique da BNRJ, não mostrado nas fotos) e dos demais submarinos da Esquadra, devido a um deles estar oculto pela Oficina de Submarinos do AMRJ e, quanto aos restantes, por não ter sido fotografada a Base Almirante Castro e Silva, que abriga as unidades quando não passam por reparos extensos ou navegam em suas comissões.

ADEREX 2016 – Uma parte dos navios da Esquadra que vimos atracados à BNRJ nas fotos daquele primeiro final de semana de janeiro suspenderam (saíram) em comissão uma semana depois. Trata-se da ASPIRANTEX 2016, iniciada no dia 18 e programada para terminar no próximo dia 28. São seis meios da Esquadra que participam da comissão: NDCC Garcia D’Avila Almirante Saboia, fragatas Constituição, Liberal e Greenhalgh, e submarino Tapajó. 

92 COMMENTS

  1. Excelente reconhecimento, ótimas fotografias.

    Uma pena a esquadra ser tão diminuta e tão concentrada. Um pouco perigoso isso, não? Mas nossos políticos querem mesmo é um Brasil de joelhos e algemado com as mãos pra trás…lambendo as botas da China e de Cuba.

  2. Parabéns ao sr Nunão,muito boa matéria,resumiu aos leigos como eu toda a marinha brasileira praticamente …e olha q moro Aqui no rio!salamaleico!!

  3. Nunão, parabéns pela reportagem! Segundo um amigo do Poder Naval: Tupi no cais oeste em provas de Mar, Tamoio em Load In e o Tikuna docado no dique Santa Cruz.

  4. Bom dia. Aproveito para informar que na verdade a Corveta Frontin é que está atracada no ARMJ, fato esse pôde ser verificado dando um zoom na foto, pois ela está sem o indicativo naval no costado e sem a bandeira do cruzeiro, características dos navios desincorporados da Esquadra. A Corveta Inhaúma é a que está atracada na BNRJ.

  5. Excelente reconhecimento do Nunão,belo trabalho em ver alguns meios da MB que ainda estão operacionais. Mas parece que a MB se esqueceu do ataque aeronaval de Pearl Harbor? Não parece meio perigoso concentrar todos os seus meios num mesmo lugar assim? Fica a indagação.

  6. Bom dia,
    excelente matéria com fotos esclarecedoras para leigos como eu. Parabéns!
    Lendo a reportagem e vendo as fotos vários pensamentos me assaltaram.
    – a esquadra está toda concentrada aí esperando por um telefonema de um Distrito Naval, chamando para a ação. Como em Peral Harbor em 07 de dezembro de 1941?
    – que meios ficam nos Distritos Navais, por exemplo, em Rio Grande/RS?
    – pelas fotos parece fácil saber (para qualquer observador mais atento), o que está acontecendo por ali. Quantos navios, tipos, quais disponíveis,… Tudo muito exposto.
    E, finalmente, não tem nada no mar navegando? Poucos navios pelo que entendi. Um no Líbano e outro um navio-escola?
    Ninguém para patrulhar as nossas águas?
    Desculpe mas não consigo entender como opera a Marinha do Brasil.
    Abraços,
    Gelson

  7. Cara, fico feliz de nossos navios ainda flutuarem pois as velhas e gastas embarcações já dando as últimas e prefiro acreditar no PROSUPER pra dar mais um gás na nossa cansada esquadra

  8. Belo trabalho, cabe acrescentar que esses navios em períodos de manutenção geral, (PMG), em geral se arrastam por varios anos, em média 8 anos, o que é inconcebível como prazo de reparo destes meios navais. Mesmo no caso da corveta Julio de Noronha que no meio do período de reparo, teve acrescentado a necessidade de modernização da propulsão ja se vai completar esses 8 anos, quando o período normal previsto seriam no máximo 1 à 2 anos. Tudo explicável : a forte perda de mão de obra de qualificação especial em todos os órgãos da MARINHA devido ao processo de aposentaria, que é natural em outros órgãos militares, sem a devida a reposição e treinamento. A extrema redução de provisões orçamentárias ,especialmente nos 4 ultimos mandatos presidenciais.As dificuldades de aquisição de sobressalentes que passam por processos jurídicos prolongados por causa da legislação vigente. Neste caso teria quer haver meios flexibilizadores pois se tratam de itens de relação com a segurança nacional, não digo a compra de um parafuso comum no mercado nacional e outras circunstâncias que alongariam por demais essa explanação. Como estou em um blog específico de pessoas ligadas ao meio militar, me coloquei dessa forma ,não para diminuir o trabalho apresentado, mais para atestar o meu alinhamento a preocupação de todos que acho ser geral, somente encontrei exagero na comparação vom com o episódio de Pearl Habor, embora a concentração de navios seja semlhante. Um abraço fraternal à todos!

  9. Pearl Harbor??? Só que no nosso caso, seria muitissimo mais fácil e rapido mandar esse pequeno esquadrão (porque frota não é) para as profundezas.

  10. Eita. Entregando o ouro ao inimigo… assim os inimigos podem acabar com o poderio naval brasileiro em minutos. É bom lembrar que Evo Morales ameaçou invadir o Brasil… Todo cuidado é pouco. Mas muito interessante é reportagem. Uma aula para leigos. Deveria ser uma matéria diferenciada. Talvez vir na revista impressa ou tornar-se capítulo de livro…

  11. Gelson, sao cumpridas comissoes de Patrulha Naval, mensalmente, mas a cargo dos Navios distritais… os meios da Esquadra nao cumprem essa missao. Normalmente, no inicio do ano, temos apenas a Aspirantex, comissao que serve para manter o adestramento do pessoal e possibilitar o embarque dos Aspirantes da Escola Naval… abraço…

  12. Souto, o Mattoso deve dar baixa em breve… o Gastao deve encerrar as obras e passar por Inspecao operativa em breve… abraço…

  13. Muito boas fotos e ótima matéria. Uma das melhores no PN.
    O Caro Almte LM poderia nos dar em resumo um briefing de todos os meios mencionados.
    Agradecemos antecipadamente Almirante.
    Caso esteja muito atarefado (certo) solicitar ao setor de comunicações da MB para que o faça.
    G Abraço.

  14. Parabéns Nunão !

    Quanto à comparação feita com “Pearl Harbor” é preciso lembrar que a grande maioria das marinhas não conta com tantos meios assim para dispersa-los ainda mais quando muitos desses
    meios estão passando por algum tipo de manutenção.
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    Mesmo a US Navy enfrenta um problema sério com relação à área Norfolk-Newport News, onde
    sempre há um NAe em construção, outro passando por modernização de meia vida, outro
    passando por manutenção rotineira e um ou 2 atracados.
    .
    Antigamente nos “bons tempos” da guerra fria 2 NAes de propulsão convencional eram baseados
    no Estado da Florida em Mayport, mas, apesar do empenho de muitos ainda não se conseguiu
    e provavelmente não se conseguirá o aporte financeiro para as melhorias necessárias para
    basear 1 NAe de propulsão nuclear lá.
    .
    Para compensar, não tanto visando a dispersão de meios, mas, para manter aquecida economicamente a base de Mayport e cercanias, são milhares de marujos e familiares, um grupo expedicionário está baseado lá consistindo de um LHD, um LPD e um LSD.
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    Teme-se não um ataque de uma nação, empregando submarinos com mísseis de cruzeiro e
    submersos à centenas de kms e sim um artefato nuclear pequeno detonado por terroristas e
    a subsequente contaminação radioativa da área.

  15. Senhores,

    Agradeço os elogios, embora na minha opinião as fotos tiradas do avião estão, em sua maior parte, muito aquém do que gostaria em qualidade, mas foi o que deu para tirar revezando celular e câmera, aproveitando a oportunidade não tão comum de ter tantos meios da Esquadra reunidos, e não em comissões diversas (tenho diversas fotos tiradas em outras ocasiões de voos ao Rio, e em geral só se vê metade dos meios fotografados neste início do ano).
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    Quanto a alguns questionamentos e complementos dos comentários, seguem respostas, na ordem:
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    “Roberto Santos 23 de janeiro de 2016 at 9:27
    Boas fotos, porém fica uma pergunta, é isso que vc chama de esquadra ? esquadra que esquadra ?”

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    Roberto, não sou eu quem chama um conjunto de navios de guerra de esquadra. São as marinhas que fazem isso, há décadas e séculos. Se não gosta do termo ou não acha apropriado à condição dos navios atuais, reclame com a Marinha, não comigo. Ainda sobre a Esquadra enquanto organização da MB e a diferenciação entre outros meios (distritais), segue quadro da própria Marinha, embora desatualizado (ainda mostra a recentemente desativada Bosísio e também a Imperial Marinheiro, que virou museu inaugurado agora, sem falar no Rio de Janeiro, desativado há anos):
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    http://marinha.mil.br/html/navios_.html
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    “Wendel 23 de janeiro de 2016 at 10:35
    O tamoio está na oficina de submarinos ainda!o dique flutuante encobre a visão do submarino!
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    Alexandre Galante 23 de janeiro de 2016 at 10:42
    Nunão, parabéns pela reportagem! Segundo um amigo do Poder Naval: Tupi no cais oeste em provas de Mar, Tamoio em Load In e o Tikuna docado no dique Santa Cruz.”

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    Wendel e Galante, obrigado pela confirmação. Faz todo o sentido que o Tamoio (que fez o Load in na oficina no final de 2014) ainda esteja lá e que seja o Tikuna (que sofreu dano há pouco tempo no seu casco externo em comissão no Sul do Brasil) o que está no dique Santa Cruz. Bom saber que atualmente o Tupi, ao término de seu segundo PMG, enfim chegou à fase de provas de mar. E como o Tapajó está agora participando da Aspirantex 2016, resta apenas saber em que condições está o quinto submarino, o Timbira.
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    “Paulo 23 de janeiro de 2016 at 10:44
    Bom dia. Aproveito para informar que na verdade a Corveta Frontin é que está atracada no ARMJ, fato esse pôde ser verificado dando um zoom na foto, pois ela está sem o indicativo naval no costado e sem a bandeira do cruzeiro, características dos navios desincorporados da Esquadra. A Corveta Inhaúma é a que está atracada na BNRJ.”

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    Paulo, de fato, isso faz todo o sentido. É que me acostumei a ver a Inhaúma naquela mesma posição do AMRJ nos últimos anos. De fato, e ainda que a qualidade da foto não permita muita ampliação, pode-se perceber que a corveta em questão está sendo “depenada”, como é comum em navios desativados e cujos equipamentos são reaproveitados para os que continuam na ativa. Já a corveta na BNRJ, mesmo vendo-se apenas parte dos mastros e superestrutura, está com os radares instalados.
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    “Seal 23 de janeiro de 2016 at 10:54
    Excelente reconhecimento do Nunão,belo trabalho em ver alguns meios da MB que ainda estão operacionais. Mas parece que a MB se esqueceu do ataque aeronaval de Pearl Harbor? Não parece meio perigoso concentrar todos os seus meios num mesmo lugar assim? Fica a indagação.”

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    Seal (e, aproveitando, outros que se referiram a essa concentração de meios).
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    Como o próprio Dalton lembrou mais acima, marinhas de porte pequeno e médio (nas quais a nossa se encaixa) não tem tantos meios para dividir em mais de uma base, e concentrá-los num só local economiza recursos (ter duas bases principais duplicam recursos humanos e materiais de apoio, três bases triplicam etc). A MB tem a BNRJ como principal base, mas tem outras bases de apoio no litoral, destacando-se Aratu (Bahia) e Val de Caes (Belém), que apoiam até certo escalão de reparos os meios em comissões.
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    Algumas marinhas médias têm mais de uma base por motivos estratégicos (por exemplo, o Canadá, por ter litoral no Pacífico e no Atlântico), Austrália (por se voltar ao Índico numa costa e ao Pacífico noutra), ou mesmo a francesa, por ter litoral no Atlântico e no Mediterrâneo. No Brasil, faz sentido ter uma segunda base principal (para uma segunda Esquadra) no Norte do País, mas isso é um plano de longuíssimo prazo, pois mal conseguimos ter uma Esquadra, quanto mais duas. Já estiveram ainda mais concentrados no passado, quando entre as décadas de 1930 e 1970, antes da inauguração da BNRJ, o AMRJ servia tanto como Arsenal quanto Base, e toda a Esquadra da MB ficava atracada lá. E antes disso, quando o Arsenal não estava pronto na Ilha das Cobras, os navios nem ficavam atracados a algum cais, ficavam em fundeadouros na Baía de Guanabara.
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    Quem quiser procurar no google maps (visão por satélite) as bases de marinhas de porte médio muito bem conceituadas por diversos comentaristas, vai perceber que os meios são concentrados de forma muito similar ao que a Marinha do Brasil faz. Coloquem no google maps as cidades de Toulon (França), Ferrol (Espanha), La Spezia (Itália), Esquimalt (Canadá) e Portsmouth (Reino Unido), procurem as bases e dêem zoom. Vocês verão uma situação não muito diferente da mostrada nas imagens da BNRJ e do AMRJ. Algumas instalações se mostrarão maiores, afinal essas marinhas também já foram maiores, mas a concentração de meios num só local (excetuando-se os que estejam em comissão) é bem similar ao caso da MB.

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    “Nonato em 23/01/2016 as 12:32
    Eita. Entregando o ouro ao inimigo… assim os inimigos podem acabar com o poderio naval brasileiro em minutos. É bom lembrar que Evo Morales ameaçou invadir o Brasil… Todo cuidado é pouco.”

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    Nonato, menos, bem menos… Como expliquei logo acima, qualquer um com um computador, tablet ou smartphone conectado à Internet pode ver a localização e detalhes de bases navais do mundo inteiro em fotos de satélite, simplesmente usando o Google Maps. No nosso caso, é só digitar “Ilha das Cobras” para ver o AMRJ ou “Ilha de Mocanguê” para ver a BNRJ.
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    E após localizar o AMRJ e a BNRJ no google maps, o Evo Morales ainda pode clicar em pontos específicos das imagens de satélite pra pegar as coordenadas. Aí basta o Evo lançar com precisão todas as suas armas de destruição em massa sobre a nossa pobre MB.
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    Além disso, embora já tenha como um dos editores do site conhecido o AMRJ por dentro para produzir matérias, assim como navios em reparo, pousado na BNRJ ao final da cobertura de uma matéria em alto-mar etc, e já fui ao Arquivo da Marinha na Ilha das Cobras diversas vezes para minhas pesquisas acadêmicas, vendo normalmente entradas e saídas (e, principalmente, permanências…) de navios em reparo ao longo de anos, qualquer um pode ver tudo isso com razoáveis detalhes como eu fiz: simplesmente voando ao Rio pela Ponte Aérea (coisa que um monte de gente faz a trabalho ou a passeio, e como eu mesmo já fiz diversas vezes por um ou outro motivo). Ou, para quem já está na cidade, indo ao recém-inaugurado Museu do Amanhã (e nem precisa pegar fila, pois basta ir à parte externa) que tem uma bela visão do Cais Oeste do AMRJ, como vimos nas fotos da parte final da matéria. Além disso, pode-se pegar uma barca para Niterói para ver outros ângulos, ou viajar pela ponte (de ônibus é melhor, por ser mais alto), ou fazer o passeio pela Baía de Guanabara no rebocador Laurindo Pitta, que custa bem barato e é um passeio que vale a pena (infelizmente, no momento está fechado, devido às obras no entorno do Espaço Cultural da Marinha).
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    Ou seja, ninguém aqui está “entregando o ouro ao inimigo”. E, falando em Pearl Harbor como vários mencionaram acima: há uns 17 anos, durante a aproximação para pouso em Honolulu numa viagem de férias, não tive dificuldade alguma em ver da janela do avião algumas vistas da base como essas da matéria – e qualquer “inimigo” dos EUA poderia ver o mesmo, sem problemas. Aliás, se você “passear” pela vizinha Base Aérea de Hickam usando o google maps (que ocupa quase toda a área entre o aeroporto civil e Pearl Harbor, e que eu também vi na aproximação para o pouso em Honolulu há 17 anos), vai ver até um F-22 estacionado no pátio.

  16. Dalton 23 de janeiro de 2016 at 17:08
    Caro Colega, essas áreas citadas dos Âmis são remotas e muito bem protegidas no seu entorno.
    A parte periférica é bem “coberta”.
    Quanto ao mini nuc, sei lá …. será é que é tão fácil ?
    Mas sabemos que nunca acontecerá conosco, veja a “lancha” com os caras sem camisa numa das fotos, fosse no Iêmen.!
    Toda vez que eu passava na Perimetral (foram incontáveis) eu planejava um kabum …. (brincadeira-rs), mas me perguntava: “Um bando de louco daqui faz a festa” !
    “Bravo Zulu”

  17. Excelente oportunidade que o Nunão aproveitou e fez uma obra de Mestre, parabens ao PN!

    Uma tristeza conferir o estado lastimável de uma esquadra (teoricamente), que tem muitos de seus poucos meios, em estado de não prontidão para o combate.

    Não tenho dúvidas que afora as malezas que já conhecemos muito bem, uma das razões para esse descaso certamente é a falta de uma ameaça militar real ao nosso país. O problema desse estado de letargia, é que vai se desacreditando cada vez mais (outros estados) a já parca força que temos no cenário diplomático/comercial.

    Entendo que um país precisa estar muito bem preparado para fazer valer seus direitos com o uso da força caso seja necessário…

    Sds o/

  18. Lembrando:
    Se fecharem os compartimentos estes funcionarão como câmeras, portanto condensação.
    Caso fiquem abertas, servirão como câmeras de névoa salina interligadas.
    O tempo, sempre o tempo agindo.

  19. Carlos…

    depois do “11 de setembro” as coisas ficaram mais complicadas, não se permite por exemplo
    andar pelo cais, mesmo assim, tem um ônibus de linha que entra na base e eu cheguei a descer
    dele e nada me aconteceu, isso alguns anos pós “11 de setembro” claro que não fui muito longe e tive que pegar o próximo ônibus, mas enfim,ao contrário do que me disseram no “tour” não se podia descer do ônibus utilizado no tour , mas consegui descer do ônibus de linha depois.
    .
    Enquanto estava na fila para embarcar no ônibus do tour, souberam que era brasileiro então me colocaram na frente da fila…passei na frente de um monte de “yankees”…foram muito simpáticos
    e atenciosos.
    .
    Também Norfolk não é tão inexpugnável assim, vide o tiroteio que ocorreu lá em 2014, procure
    por “Norfolk shooting”.
    .
    Só como curiosidade, antes de viajar eu anotei através de pesquisa na internet os navios que
    poderia encontrar por lá inclusive a localização de alguns nos diversos piers e as informações bateram então é possível saber com muita certeza os navios na base.
    .
    Fácil não é, mas, no futuro as coisas podem complicar …quem poderia imaginar o “11 de setembro” ?

  20. Sr. Galante. podemos ter esperança para melhoria de MB? Quais seriam os meios disponíveis para minimizar esta situação? Por último, a MB já esteve em melhores situações ao longo da nossa história? Obrigado e desculpe pela inexperiência.

  21. Parabéns pelo senso de oportunidade. muito boa e esclarecedora esta matéria, principalmente para leigos ( não militares ) mas que gostam do assunto.

  22. Não sei dizer se é seguro ou não, imagino que depende mais das camadas de proteção do que do amontoado de navios, mas uma coisa é fácil de notar, a capacidade de crescimento da BNRJ e AMRJ chegou ao limite e o ideal parece ser achar um novo espaço com mais espaço para crescimento, melhores defesas e mais remoto.

  23. O problema não parece estar na base naval mas sim nos navios, tudo parece velho! então as fragatas… o porta-aviões já vimos no post anterior que não funciona! restam os submarinos? a única coisa moderna que vi são aqueles dois fantásticos navios de cruzeiro atracados próximo. A base naval do Alfeite está bem dentro da barra do Tejo em frente à cidade de Lisboa. Para quem tem uma marinha assim não parece absurdo andar a encomendar submarino nuclear? O dinheiro que aí se gasta dava para uma força completa mais capaz… digo eu!

    Um abraço

  24. Excelente reportagem ! Aproveito para compartilhar que dia 21 estava eu em Ilhabela-SP na praia das pedras miúdas e vi os NDCC Almirante Saboia (G-25) e Garcia D’Avila (G-29) passando em direção ao Rio de Janeiro, inclusive com o Almirante Saboia carregando um Super Puma no seu heliporto. Ambos estavam bonitos e não pareciam descuidados. Abraços a todos

  25. Alem de todas estas explanações, muitas técnicas, que foram publicadas, verificamos que a base naval brasileira é a unica no mundo que se permitiu submeter a passagem constante de aeronaves comerciais por sobre ela, demonstrando a total falta de avaliação das nossas autoridades militares no quesito de estrategia nacional de segurança e proteção para pessoas, equipamentos e navios estacionados no AMRJ…

  26. Excelente matéria, e como dito, digna de virar uma matéria de revista.
    Parabéns pelo empenho e dedicação realmente um diferencial do site.

    Agora minha opinião, a esquadra quase que por completa se encontra com restrições, não tenho acesso e nem conhecimento técnico, mais me arrisco a dizer, que não há meio com 100% de operacionalidade ou como costuma-se dizer, sem restrições.
    E de fato, o que pesa é a idade da esquadra e a falta de recursos, não da pra fazer milagre, mais poderia estar melhor logico.

  27. Tenho outro questionamento aos colegas.
    Sei que não seria o ideal, pois meios mais novos e modernos seriam necessarios de qualquer forma.
    Mas se tudo que a MB possui hoje, de meios navais em termos de equipamentos estivesse bem cuidado, modernizado e com boa disponibilidade e com treinamento, já poderia ser considerado razoavelmente satisfatório ??? daria para cumprir o básico que dela se espera ??? em parte apenas ??

    abraços

  28. carlos alberto soares 23 de janeiro de 2016 at 17:58
    Comentário no tópico tema errado. Desculpem-me.

  29. Oi Nunão

    Parabéns pela matéria; mas me permita não concordar com o seguinte comentário:

    “Coloquem no google maps as cidades de Toulon (França), Ferrol (Espanha), La Spezia (Itália), Esquimalt (Canadá) e Portsmouth (Reino Unido), procurem as bases e dêem zoom. Vocês verão uma situação não muito diferente da mostrada nas imagens da BNRJ e do AMRJ. Algumas instalações se mostrarão maiores, afinal essas marinhas também já foram maiores, mas a concentração de meios num só local (excetuando-se os que estejam em comissão) é bem similar ao caso da MB.”

    A situação pelo menos na Espanha, Itália, França e Reino Unido é sim bem diferente da MBB, no que se refere a concentração de navios numa única base:

    Espanha: Além de Ferrol, muitos navios e submarinos são baseados em Rota e Cartagena.
    França: Além de Toulon, ainda possuem Brest
    Itália: La Spezia e Taranto são as principais com cerca de 70% dos meios; além dessas ainda contam com Brindissi e outras menores.
    Reino Unido: Além de Portsmouth, ainda existem Faslane e Devonport.

    Resumindo, mesmo sendo países bem menores que o Brasil, existem uma distribuição dos meios; ao contrário da MBB que com exeção dos meios distritais, é tudo baseado no RJ…..:-(

  30. De fato, CVN76, exagerei um pouco.
    .
    Mas acho que o argumento principal se mantém, pois no contexto dos demais parágrafos do comentário, falei das razões históricas (de terem sido no passado marinhas bem maiores) e geográficas (terem parte do litoral em mais de um mar / oceano) para essas marinhas manterem hoje mais de uma base, com os custos decorrentes.
    .
    Porém, ainda que um ataque a um só lugar não destrua toda a marinha desses países (na hipótese de quase todos os navios estarem atracados, como foi o caso do fim de semana das fotos que fiz nessa matéria e que destoou de outros voos em que parte dos navios estava em comissões) vai destruir metade, o que não é pouco. Bases são sempre grandes e tentadores alvos de meios navais e de apoio concentrados, como foram Pearl Harbor e Taranto na IIGM, entre outros.
    .
    Enfim, apenas respondi aos colegas as razões operacionais e econômicas para a MB ter hoje uma só base principal, e com o tamanho da Esquadra hoje não justifica ter mais de uma, e sim bases de apoio como são as de Salvador e Belém.
    .
    Ainda assim, um ataque à Guanabara teria que visar ao menos dois alvos distantes alguns bons quilômetros: BNRJ e AMRJ, um de cada lado da baía.
    .
    No mais, agradeço o elogio e, principalmente, a discordância. É discordando que se debate!

  31. “Michel em 23/01/2016 as 22h21”
    .
    Obrigado pela informação, Michel, de fato faz todo o sentido que o NE Brasil esteja no dique após viagem de instrução de seis meses. Como não o vi nos diques do AMRJ restava o dique da BNRJ, mas este não foi possível fotografar na aproximação para o pouso por falta de ângulo. Grato!

  32. Oi Nunão

    Não se esquecendo que além da BNRJ e AMRJ, outro bom alvo na área é aquela ilha (prefiro não dizer o nome) onde fica o depósito de munições da MBB.

    Concordo com as bases de apoio como Salvador/BA e Belém/PA; além de Rio Grande/RS.

  33. Marcelo em 23/01/2016 as 21:52
    …a base naval brasileira é a unica no mundo que se permitiu submeter a passagem constante de aeronaves comerciais por sobre ela…”

    .
    Marcelo, não é a única. Mencionei o exemplo de Pearl Harbor, que já sobrevoei em aproximação para pouso no aeroporto de Honolulu, com direito a uma excelente visão da Base Aérea de Hickam.
    .
    E movimento comercial é o que não falta na ilha mais visitada do Havaí. Deve haver vários outros exemplos pelo mundo.

  34. Moises em 23/01/2016 as 20:41
    … uma coisa é fácil de notar, a capacidade de crescimento da BNRJ e AMRJ chegou ao limite…”

    .
    Creio que ambos estão longe dos limites para a nossa realidade, ta to hoje como no passado recente e próximas duas décadas, pelo menos.
    .
    Tanto o AMRJ quanto a BNRJ já apoiaram uma Esquadra ao menos 1/3 maior do que ela é hoje. Só para ter uma ideia, em 15 anos o número de escoltas caiu de 18 para 12 (incluindo as que se encontram há anos em reparos intermináveis). O AMRJ hoje abriga uma fração dos operários que já teve.
    .
    A demolição de alguns dos galpões construídos nos anos 30 pode dar lugar a oficinas mais modernas e capazes no mesmo espaço, como foi o caso da Oficina de Submarinos dos anos 80/90, construída onde existiu uma oficina de carpintaria, que nem precisou ser demolida por inteiro.
    .
    Além disso, se e quando ficarem prontas as instalações de construção e apoio a submarinos em Itaguaí, ainda que de forma incompleta como parece que será o caso, a atual oficina de submarinos do AMRJ pode ser adaptada para a construção de grandes blocos / seções de navios de superfície com algumas adaptações, seguindo os métodos atuais de construção de navios de guerra, para montagem final nas carreiras atuais no caso de fragatas e corvetas, ou no dique Alte Régis no caso de navios de maior porte.
    .
    Esses grandes blocos, conforme o tamanho, poderiam ser depositados para montagem final nas carreiras ou no dique utilizando barcaças, novos guindastes ou ambos.
    .
    Lembrando que isso faz parte de planos em discussão na própria
    Marinha. Não são invenções minhas.
    .
    É claro, entre planos e realidade a distância é enorme, e maior ainda na situação atual e dos próximos anos, que é de estagnação e recuo geral. Só quis ressaltar que BNRJ e AMRJ estão a meu ver e para uma marinha do tamanho da nossa longe de esgotar suas possibilidades de melhoramento ou de atender a mais navios dentro de seus espaços físicos, ainda mais levando em conta o quanto a MB desativou meios na última década e meia.

  35. Nunao, so para enriquecer um pouco mais seu comentario e exemplos….Pearl Harbour sempre pode ser vista do ar nas aproximacoes e decolagens do aeroporto de Honolulu. Alem disso, pode-se a qualquer momento fazer um tour em barcos especializados q adentram por sua baia (unica passagem) e ali fazer a volta completa no seu interior passando por todas as instalacoes da US Navy, onde sempre ha dezenas de belonaves atracadas e c um pouco de sorte pode-se ver ate e passar ao lado de um porta avioes ou um SubNuc…….ainda existem barcos q param junto ao monumento do Arizona para aqueles q querem ver mais de perto o seu mural e a embarcacao poucos metros abaixo da linha d agua….em suma……eu tbm fiz este passeio…em 1986 e 1987…e em outras ocasioes em deslocamentos para a Asia (conexoes) . Resumindo, para quem quiser ataca-los a distancia, a base sempre estara la c seus meios e nada podera impedir danos a esquadra ancorada e adjacencias. Sds

  36. Exatamente, Celso. Quando visitei Honolulu há uns 17 anos, também fiz um passeio de barco em que pude ver os navios mais novos de um lado da estreita baía e o encouraçado Missouri ( ainda não transformado em museu) próximo ao monumento sobre o casco do Arizona. E, num voo em aeronave comercial menor para outra ilha, outra vez tive ótimas vistas das bases naval e aérea.
    .
    Recomendo para quem estiver com (muito) dinheiro sobrando e na dúvida sobre um ótimo destino de férias – mas só para quando o câmbio para o dólar estiver menos indecente, é claro.

  37. XO o Alte. Luiz Monteiro falou que a MB ainda vai decidir o futuro do Ceara e do Matosão,
    acho eu que o Ceara vai dar baixa ,mas o Matoso Maia vai concluir seu PMG,bom caso os
    dois deem baixa, a MB vai precisar de outro NDD que pode vir dos EUA,amigo XO você
    sabe algo sobre a possibilidade da vinda desse navio dos EUA?

  38. Celso…

    vc foi um privilegiado por ter visitado Pearl Harbor ainda durante a guerra fria quando a US Navy
    era o dobro do que é hoje.
    .
    Nunão esteve lá no fim dos anos 90 e eu estive em 2002 e na época apenas 11 combatentes de
    superfície eram baseados lá, 3 cruzadores, 6 destroyers e 2 fragatas o mesmo número de hoje
    sendo que agora há 2 cruzadores e 9 destroyers e o número de submarinos permanece quase
    inalterado, 18 unidades hoje.
    .
    Alguns dos navios estavam no mar ou não estavam visíveis talvez até em alguma doca seca o
    que só aumentou a sensação de “vazio” o que é também explicável devido ao grande número de
    unidades baseadas no Japão incluindo um NAe.
    .
    Visitei o memorial do “Arizona” e o “Missouri” ,mas, ao tentar chegar até o local onde o “Utah”
    foi afundado e parte do casco pode ser visto, educadamente me disseram para retornar já que apenas pessoal autorizado pode ir até lá.
    .
    abs

  39. Amigo Luiz Monteiro precisamos do senhor para nos responder as perguntas
    sobre a MB,por exemplo as seis fragatas classe Niterói serão remotorizadas?

  40. Parabéns Nunão, BZ pela matéria, a melhor que ja vi sobre o tema, a despeito do que você falou das dificuldades quanto às fotos, a matéria ficou perfeita, dando banho em algumas outras mesmo gênero.
    Saudades dos tempos que via a Base cheia no dia a dia e umas 7 vezes por ano vazia, na boa epoca de aspirantex, tropicalex, adefasex, aderex, araex, dragão, unitas, fraterno hoje temos no maximo um aspirantex e unitas por ano.
    Da um certo saudosismo tambem em ver o cais do NTrt (na frente do casop) vazio
    Bons tempos

  41. Parabéns, excelente matéria, por que a esquadra tem um navio com o nome de “Rademaker”, se fosse até Pelé eu aceitava.

  42. Souto, daqui dos EUA, nada deve sair… sobre o Mattoso, vamos ver, como estou fora, devo estar desatualizado nas informacoes… abraco…

  43. Geziel, Rademaker ministro da Marinha e um dos que tocou os planos de modernização na MB no final da década de 60, quando ainda eramos soldados de verdade e tínhamos comandantes de verdade.
    A propósito, quem sabe tu gostaria que marinha batizasse um escolta com o nome de Jean ‘Franga ‘ Wyllis?

    G abraco

  44. Falou bonito juarez, se imagina agora corveta merdillys, kkk, só isso mesmo mesmo para me fazer rir num momento só de noticias tristes

  45. Nunão, parabéns, bela matéria, belas fotos!!!
    .
    “…sem o Boroc, mesmo em reparos, não é uma visão frequente.”
    .
    Eis que está explicada a razão das recentes fortes chuvas, no Rio de Janeiro.

  46. Mauricio R, realmente deve ser essa a razão das chuvas mesmo, se ela voltar dever ser com o boroc de volta ou até mesmo sem ele, duvido algo mais moderno no lugar

  47. Boa tarde a todos.Fiz parte da 1 tripulaçao da Rademaker (ex HMS Batleaxe).Excelente navio.Bonito ,comfortavel, show de bola.Abraço

  48. Boa tarde!algum dos amigos saberia me dizer quanto custa por ano a manutenção de um dos nossos submarinos e fragatas?salamaleico!

  49. Alguns amigos viajam na maionese.
    Quem vai nos atacar?
    Evo Morales, como disse uma amigo acima, o Paraguay talvez…
    Se juntarem os dois exércitos para nos atacar, estes tomariam alguns ônibus em Cidade de Leste, a fim de chegarem ao Rio de Janeiro. Aqui, ao chegarem, iriam desertar e arrumar trabalho na orla de Copacabana vendendo quinquilharias. Alias, ontem eu estava em Copa e o que mais tinha era vendedor boliviano e paraguaio.
    A Argentina, que um dia já possuiu uma força militar descente, hoje da pena de ver.
    Sobrou a Venezuela, que de muito Maduro apodreceu.
    Amigos, sei que precisamos melhorar nossa marinha e as outras forças, precisamos de meios mais modernos, mas vamos, venhamos e convenhamos, não temos vizinhos aptos a nos dar trabalho, nem qualquer inimigo para nos preocupar.
    Sou um admirador de nossas forças, concordo com todos que defendem maiores investimentos no setor de defesa, mas hoje o que nosso país mas necessita é recuperar o sistema de saúde e melhorar a educação. Tenho andado por todo o país e o que tenho visto é de fazer chorar.
    Torço para que nossos próximos mandatários tragam soluções para esses problemas, já que os atuais só se preocupam com o poder, pelo poder e para o poder.
    Como o Comandante Luis Monteiro vem falando, existem programas em andamento para melhorar a situação da Marinha. É torcer para que eles sigam e deem resultado.
    Saudações a todos.

  50. A atual conjuntura econômico/financeira não nos permite fazer grandes planos, mas descentralizar nossas forças navais seria sim interessante. Imaginemos em um cenário hipotético mais favorável, se pudêssemos dispor de mais duas grandes bases para nossa marinha, uma em Natal RN(por exemplo) e outra no Rio Grande do Sul, além da atual no Rio de Janeiro. Seriam três frotas prontas para negar o mar a qualquer força hostil. Claro, não estou falando de fazer frente a marinha americana, russa ou chinesa, mas a engraçadinhos aventureiros de nossas vizinhanças.
    Nosso país tem jeito, só nos falta quem deseje dar jeito nele. Com uma administração descente e um pouco menos de corrupção, os recursos que hoje faltam, rapidamente começariam a aparecer. Nossos Almirantes, que desejam a mesma coisa que cada um de nós, poderiam transformar nossa pequena esquadra em uma Senhora Força Naval.

  51. Mario Heredia,
    .
    “Quem viaja na maionese” é você, caro colega, ao pensar desta forma. Assim como grande parte da população, que não vê sentido algum em se investir em meios de defesa em um momento em que a saúde e a educação se arrastam em um modelo falho.
    .
    Não vou me limitar a exemplificar como os sistemas de saúde e educação são falhos e nunca darão certo, nem com o triplo do já enorme montante investido, vou lhe sugerir que leia a respeito de um dos maiores homens que já viveu por estas bandas, e que você entenda por meio deste que um país que tem uma esquadra forte tem voz diplomática para selar belos negócios, na paz ou na guerra. Ao contrário do Anão diplomático destes tempos, cujo qual você endossa…
    .
    http://funag.gov.br/loja/download/1007-Barao_do_Rio_Branco_-_100_anos_de_memoria.pdf
    .

  52. Boa tarde a todos. Por favor, alguém saberia informar quais fragatas da classe Niterói estão em melhores condições? É procedente a informação que elas serão remotorizadas? Caso afirmativo, quantos anos mais poderiam permanecer na ativa? Grato e abraço.

  53. Bardini, não disse que não vejo sentido em investir em nossa marinha, muito pelo contrário, acredito que precisamos de uma força naval do tamanho de nossas necessidades, e que neste momento não temos inimigos que justifiquem transforma-la em uma super força. Acredito que precisamos de novos meios e de que é necessário recuperar e atualizar os que já temos, todavia o cenário atual inviabiliza projetos de grandeza faraônica. Do que adianta termos a ilusão de uma força naval mega, super, ultra poderosa, se não temos dinheiro para colocar essa hipotética frota para navegar.
    Defendo investimentos em nossas três forças sim, mas tendo o cuidado de não cairmos na ilusão de nos acharmos Brasil potência, pois um país que não consegue dar a seu povo os princípios básicos de educação e saúde, jamais poderá se dizer forte.
    Com relação a diplomacia, é preciso mais do que poder militar para deixar de ser um “Anão Diplomático”
    Respeitosamente,

  54. Sabe oque mais irrita?
    .
    Esta mania de brasileiro de sempre achar que o que falta é dinheiro. Esta é uma mentira repetida tantas vezes para justificar a incapacidade de gestão,que acabou virando verdade.
    .
    A questão não é dinheiro. Poderíamos ter Forças Armadas muito bem equipadas, educação e saúde de qualidade sem precisar gastar mais. Olhem a arrecadação só da União!! Ela corresponde sozinha a 1/3 do PIB. Ainda há a arrecadação dos estados e municípios.
    .
    Mario Heredia
    .
    Mais bases? Não tem nem navios vc quer mais bases pra que?

  55. Zorannn, leu realmente o que escrevi?
    Eu disse “Imaginemos em um cenário hipotético mais favorável”
    Escrevi algo no campo das hipóteses, algo para dar asas a imaginação, não tenho a presunção de sugerir algo megalomaníaco.
    Até onde eu sei, “Sonhar não custa nada…”

  56. Está no texto da reportagem. É a Ilha Fiscal, palco do famoso e derradeiro baile do Império, às vésperas da Proclamação da República.

  57. Fernando “Nunão” De Martini Sobre a concentração dos meios da marinha no Rio de Janeiro vc disse que marinhas do porte da nossa costumam fazer essa concentração. A marinha argentina divide a sua esquadra entre Puerto Belgrano e Mar del Plata. A marinha argentina, acredito eu, seja menor e mais pobre que a nossa, será que esta concentração na baía da Gunabara não seja uma acomodação do almirantado?

  58. Eu também já tinha pensado nessa colocação do Marcos. A Baía de Guanabara é um lugar bonito, mas parece que a Marinha se acomodou no RJ. O Porto de Santos é o maior da AL e será que não tem nenhuma base da MB lá?… O pessoal estava falando da Rademaker (F49) , tem uma matéria desta Fragata realizando pela 1 vez abastecimento de óleo nas dependências do DepCMRJ: http://www.defesanet.com.br/naval/noticia/21379/Fragata-%E2%80%9CRademaker%E2%80%9D-realiza-abastecimento-de-oleo-nas-dependencias-do-DepCMRJ/. Gostaria de parabenizar os militares e oficiais da MB, que mesmo com falta de recursos,não por falta de $$$, se destacam com profissionalismo e dedicação nos cursos da United States Navy .

  59. Marcos,
    .
    O grosso da ARA está em Puerto Belgrano, em Mar del Plata os principais meios são a hoje diminuta força de submarinos deles e três corvetas que têm emprego muito mais como patrulhas oceânicos. Algo similar se pretende na MB, com a futura (se a construção não gorar) base de submarinos em Itaguaí.

  60. Sobre acomodação na Guanabara (e respondendo também ao Seal) vale ressaltar que manter a Marinha ali foi um tema de pesadas polêmicas para o Almirantado durante quase toda a República Velha.
    .
    Parte da Marinha queria uma nova base e arsenal na Baía de Ilha Grande. Porém, politicamente os Almirantes que comandaram a MB e que tinham esse objetivo não foram mais fortes que o grande adversário da ideia, alte Alexandrino, que comandou a pasta em três períodos distintos, anulando em cada um deles os esforços de seus predecessores em deixar a Guanabara e fazendo de tudo para que o novo arsenal (o atual, construído em sua maior parte nos anos 20 e 30) fosse estabelecido no Rio, na Ilha das Cobras, substituindo o antigo que existia desde o século XVIII ali do lado.
    .
    Sobre Santos, navios da MB em comissões são apoiados por estrutura da MB (Capitania) desde muito tempo, e essa estrutura, que foi consideravelmente melhorada há alguns anos, tende a apoiar no futuro um grupamento de patrulha (hoje os navios-patrulha do Rio operam em Santos em rodízio) o que faz muito mais sentido que uma grande base lá, disputando o espaço já restrito do porto.
    .
    E vale lembrar que a MB já tem duas outras bases importantes de apoio para a Esquadra fora do Rio, em Belém e Salvador, e a meu ver não precisa de mais uma desse porte em Santos, relativamente perto do Rio, exceto para no futuro basear permanentemente meios de patrulha naval, o que já mencionei.

  61. Prezado Luiz Monteiro quando as corvetas inhauma,jaceguay terminam seus PMI e PME
    respectivamente? a fragata defensora termina seu pmg quando?

  62. Esquadra ? que esquadra ? … eu não sei de nada eu não vi nada … Desculpa a ironia mais não pude deixar passar …

  63. Triste é ver tudo parado. Com um litoral gigantesco como o nosso ver essas embarcações todas atracadas no Rio é de dar desgosto uma vez que mostra que nossas águas estão desprotegidas. Imagina algo acontecer no nordeste ou no sul do país o tempo que levará para meios de grande porte chegarem até o local. Dá vergonha!

  64. Fernando, Patrulha e Inspecao Naval sao cumpridas pelos meios distritais… assim, no Sul e Nordeste, temos os NPa sediados em Rio Grande, Salvador e Natal alocados para essas comissoes… abraço…

  65. Eu acho que nem os Almirantes reconheceriam a esquadra tão bem e com essa riqueza de detalhes!!! incrivel.
    é como um raio x da época em que vivemos…

  66. Nossas FA estão sucateadas de há muito tempo depois da horda turba _________então as coisas pioraram ainda mais.Os CMTs oficias generais das 3 forças a tudo assistem passivamente e ainda tem que bater continência para um Ministro da Defesa _______________________ Surreal…
    _
    COMENTÁRIO EDITADO

  67. Excepcional reportagem! Parabéns aos envolvidos! Em cascata: o exercício jornalístico, o exercício de lógica, a constatação da notícia e a triste radiografia qual confirma a fratura exposta de uma cansada Armada de um País de marqueteiros.

  68. Obrigado pela apresentação para amadores como eu. Só gostaria que nossas FAs e muitas outros serviços fossem levados mais a sério, de fato, por nossas questionáveis autoridades.

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