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Corveta ‘Barroso’ (V 34), em Barcelona

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Imagens da Corveta ‘Barroso‘ (V 34), atracada por BB em Barcelona, Espanha, entre os dias 25 e 27 de março de 2016, em fotos de Jordi Delgado.

Reparar a defesa de ponto instalado AR da superestrutura (meia nau) e sem o prêmio ECHO de eficiência.

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Detalhe (Ilustrativo)

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Fotos: Jordi Delgado – Barcelona, informações de Santiago Tremps Pena

76 COMMENTS

  1. Boa tarde sr editor,
    Aproveitando o gancho, gostaria de saber se há espaço para uma matéria sobre um comparativo das Fragatas Multimissões (FREMM) francesa e a Type 26 inglesa, opiniões do desempenho, armas e sistemas, de cada uma. O momento do país não é o mais adequado para isso, mas como sonhar ainda não paga imposto, seria interessante já que o projeto e modificações da Type 26 evoluem.
    Saudações.

  2. Las dos primeras fotos han de ser de la estancia de la Fragata en la ciudad de Barcelona esta Semana Santa 25,26 y 27 de marzo. Yo la pude ver en el puerto y disfrutar de su imponente estampa

  3. Essa fragata é bem fotogênica, só gostaria de vê-la com pelo menos 1 Phalanx e um sistema Aster. Alguém saberia dizer se o radar principal é 3D?

  4. Carlos,
    O radar não é 3D.
    Quanto ao Phalanx em tese a torreta Trinity adotada pela Barroso, quando dotado de munição 3P, é tão adequada quanto o CIWS americano.

  5. Olá,
    Alguém sabe quais meios hoje estão disponíveis para a MB, no caso de uma convocação de última hora? e por quais motivos os demais meios da esquadra não estariam aptos a responder a um chamado do gênero?
    .
    Guatavo,
    de fato um belo navio, mas hoje a MB visa a construção no país de 4 corvetas classe “tamandaré” ou, como era chamada “barroso modificada” que atribuem muitas novas capacidades que somente não seriam aptas a compor a espinha dorsal de uma esquadra por se tratarem de corvetas.
    .
    Jakall,
    “gostaria de saber se há espaço para uma matéria sobre um comparativo das Fragatas Multimissões (FREMM) francesa e a Type 26”

    concordo, além de trazer informações de ambos os navios, abririam uma boa janela de debate.

  6. O grande problema da Barroso, é que somente uma foi construida! O projeto é bom, a construção de segunda deveria ter iniciado no termino da primeira, já estaria pronta e operando. A falta de verba do inicio do projeto e a megalomania que contagiou nossa Marinha com o ProSub e ProSuper, cegaram nossos comandantes. No entanto, segundo consta o projeto da Classe Tamandaré contemplará quatro novas corvetas. Eu considero pouco, se dez fossem construidas já seria ótima para a MB.

    Saudações!

  7. pedro possa
    ha não muito tempo atras, discutimos com um bom impeto sobre os meios da MB que poderiam estar disponíveis ou rapidamente posto em disponibilidade caso surgi-se a necessidade,
    não recordo exatamente em qual poste foi a discussão, lembro apenas, que como consequência desse post surgiu o post com o titulo: Marinha do chile o exemplo a ser seguido ??? além do posto com a foto de vários meios ancorados na base naval do Rio de Janeiro e no AMRJ.
    Aos mais entendidos desculpe se utilizei alguns termos errados para me expressar.

    Mais tentando responder sua pergunta se me lembro bem, seria algo em torno de 2 submarinos 4 fragatas e mais a nova embarcação Bahia recém adquirida da França, que eu também tinha adicionado nas contas, seria isso, e tendo algum restrição de funcionamento, provavelmente de algum desses meios.

    Acho que o mais importante que chutar quantos meios estariam ou não disponíveis é concordarmos que mesmo que todos estivessem prontos para ação não estaríamos bem na fita.
    As força em geral carecem de materiais mais modernos para o bom cumprimento de seus deveres e de uma maior quantidade ainda mais como se menciona no próprio hino nacional essa país é gigante pela sua própria natureza, logo os desafios e tarefas a se cumprir também são muitas e gigantescas.

  8. Edcarlos.
    .
    Eu já desisti de tentar entender a MB.
    .
    -Tem um Nae que só serve para ostentar que tem.
    -Compram Scórpenes, sendo que recém havíamos comissionado a classe Tikuna e os Tupi são dos anos 80-90.
    -Sonham com um submarino nuclear, que é caro, quando mal conseguem operar o que tem.

  9. Não é difícil entender.
    Existe algum dinheiro.
    Que agora acabou…
    Aí como o Brasil é um país Grande quer ter poderio…
    Pensa, pensa, pensa. Não tem dinheiro.
    No fim das contas, é grande mas pode ter muito ou não ter nada…

  10. Nunca parei pra colocar uma Barroso e uma Niterói em escala e comparar suas medidas, mas a Barroso me parece uma cópia em escala do projeto da Niterói.

  11. Santiago Tremps Pena 28 de março de 2016 at 16:52
    _______________________
    Bienvenido Santiago y Jordi, muy buenas fotos.
    Por favor enviar más asuntos de interés militar.
    Gracias y mucho gusto.

  12. é triste ver um navio desse porte, que não possui um sistema de defesa anti aérea no minimo de curto alcance, pelo menos lançadores lançadores Simbad RC, que ao que parece é barato e de fácil adaptação

  13. Bom dia a todos,

    Uma coisa sempre me deixou pensativo, se alguém puder me responder agradeço:

    Este Navio, bem como os demais escoltas da MB que tem lançadores de exocet à meio navio transversalmente (Classe Niterói e Inhaúma), sempre vi somente com 4 lançadores, isto é, 2 pares, para lançamento em salvas duplas (pois isto aumenta a probabilidade de acerto para 95%). Mas isso dá no máximo 2 engajamentos por navio, o que considero muito pouco, considerando que são navios com porte (Inhaúma/Barroso – em torno de 2.000t / Niterói – em torno de 3.500t) que, apesar de pequeno poderiam levar 8 mísseis (4 pares/4 engajamentos), como a maioria dos escoltas que vemos nas marinhas ao redor do mundo. Só que esses navios estrangeiros tem o mesmo porte destes da MB, ou até menos…temos exemplos de navios até com menos de 1.000t levando 8 MSS e isto sem deixar de levar pelo menos uns 16 MSA (se brincar levam até mais de 16, mas não tenho certeza), e ainda possuem o canhão CIWS, que é só o que temos na Barroso.
    Ainda assim, a novíssima e moderna Classe Tamandaré, com quase 3.000t, vai continuar com os 4 MSS??? E com quantos MSA (Sea Ceptor), 16??? além de 1 canhão CIWS???
    Terá que ser necessário um navio de 6.000t (PROSUPER), para um meio da MB carregar 8 MSS e alguns MSA a mais do que a pequena capacidade de 16???
    Talvez essa maior capacidade já seria possível nessas Tamandaré, esta é apenas a impressão que tenho…

    SDS.

  14. Desfilam com 4 mas sao previstas para 8 …

    Cv classe Tamandua ? Irmao esquece isso é salvo algo grande mudar, do que temos para menos …

  15. Pela planta 3d que a MB andou divulgando, cabem tranquilamente doisa lançadores de quatro mísseis na Tamandaré e Sea Ceptor, poderiam ser 32. Difícil é ter dinheiro pra fazer o navio e depois colocar os dentes…

  16. Ramon…

    muitos navios “menores” são especializados, porém, não suportam mar grosso, tem menor alcance, não possuem helicópteros orgânicos, sensores pouco capazes, etc, então não se deve pensar apenas no poderio ofensivo.
    .
    Também há uma questão importante que é o custo de um míssil…nunca há mísseis em quantidade necessária e/ou ideal para embarcar em todas as plataformas, ainda mais que mísseis também passam por manutenções e ficam assim indisponíveis;
    .
    Provavelmente navios com armamento “completo” sejam aqueles que potencialmente possam
    entrar em combate, estejam ou sejam enviados para áreas críticas, façam parte de alguma aliança militar com todos os direitos e também deveres, enquanto que navios operando em áreas
    “benignas” tenham parte de seu armamento reduzido;
    .
    Mesmo navios enormes como os “Arleigh Burkes IIA” que deslocam pouco mais de 9000 toneladas tiveram seus mísseis “harpoon” retirados por economia de peso enquanto que os
    anteriores que não contam com hangares e helicópteros e mesmo assim deslocam quase 9000
    toneladas mantiveram os seus, então, necessariamente um navio não precisa fazer tudo, pode
    contar com o apoio de outros ou então tem que se virar com o que tem;
    .
    Veja o caso das fragatas “FREMM”, foram equipadas com apenas 16 silos verticais, embora
    haja espaço e reserva de peso para mais se for necessário, com o consequente custo, isso que são navios de cerca de 6000 toneladas…e há casos em que um único silo pode abrigar 4 mísseis como o “ESSM”já utilizado pela US Navy e futuros mísseis europeus em desenvolvimento,
    .
    Enfim, muita coisa depende da situação política, financeira e das ameaças percebidas.
    .
    Simplifiquei um pouco pois estou de saída, espero que ajude.
    .
    abs

  17. Rogério,
    O canhão de 40 mm é plenamente apto à defesa de curto alcance (de ponto), com capacidade antimíssil (limitada ???). Ainda tem o canhão Mk-8 de 114 mm com alguma capacidade antiaérea.
    O fato de não ter míssil não quer dizer que o navio é totalmente indefeso em relação às ameças aéreas.
    Agora, devo dizer que um par de lançadores de mísseis Mistral seria muito bem vindo.

  18. Em relação ao armamento defensivo de navio, mais especificamente ao armamento de defesa de ponto com capacidade antimíssil, deve ser revolucionado num futuro próximo tanto pela entrada em operação de armas de energia direta (laser) como por minimísseis interceptadores, como o EAPS, que com 2,5 kg e lançamento vertical terá capacidade de interceptação de mísseis a 4 km de distância.
    Centenas poderão ser levados por navios, e será um concorrente bem forte em relação aos canhões na defesa da camada mais interna.
    http://www.lockheedmartin.com/content/dam/lockheed/data/mfc/documents/eaps/mfc-eaps-brochure.pdf

  19. Amigo Ramon;
    Os mísseis GSup são encapsulados em recipientes externos que isolam da umidade, salinidade, impermeabilização e da poluição, bem como radiação solar, mas instalado no convés de uma fragata não pode proteger ou movimento ou vibração, razão pela qual o MTBF (tempo médio entre falhas) ou o tempo de média aritmética entre as falhas do sistema diminui … eles armazenados em um armazém, em tempo de paz e baixo nível de alerta, são melhores … em tempos de crise todas as fragatas levaria a sua quota de munição completa. Isso acontece em quase todas as marinhas do mundo.

    Amigo Bisco,
    O sistema irá Simbad RC 4 lançadores por navio para cobrir 100% do espectro, dois não são suficientes.
    Tradução de google
    Un saludo

  20. Bardini, realmente a V34 lembra um pouco as FCN, principalmente pelo desenho da proa… diminui bastante o embarque de água… o 4,5″ e os MR agradecem…
    Bosco, sim, o 40mm da V34 tem uma capacidade antimíssil, mas limitada… já o 4,5″, embora possa ser empregado em modo AA, acho dificil acertar algo (o alcance máximo eficaz é curto, a cadência de tiro não é alta), principalmente MSS… mas não daria mole prá ele, se fosse aviador, rsrsrs… abraço a todos…

  21. “Bardini em 29/03/2016 às 0:46
    Nunca parei pra colocar uma Barroso e uma Niterói em escala e comparar suas medidas, mas a Barroso me parece uma cópia em escala do projeto da Niterói.”

    .
    Bardini, boa tarde.
    .
    Na verdade, a Barroso deve muito de sua disposição interna e geral à classe Inhaúma, da qual descende, mas a própria Inhaúma já tinha muitas das soluções da classe Niterói (que por sua vez era praticamente uma “versão aumentada” da Tipo 21 inglesa). A diferença externa mais visível entre Niterói e Inhaúma ficava por conta do posicionamento do radar de busca combinada, no mastro acima do passadiço no caso da corveta, e no mastro à vante da chaminé no caso da fragata.
    .
    A classe Barroso acabou voltando à configuração da fragata quanto ao radar de busca combinada, instalado no mastro à vante da chaminé, mas diversas outras soluções (como o posicionamento dos lançadores de torpedos entre os turcos das lanchas) continuaram típicas da Inhaúma.
    .
    Aproveitando também o comentário do XO – Quanto a comparar ambas na mesma escala, não sei se vocês já viram esse links abaixo, aqui do Poder Naval. Caso se interessem, aviso desde já que vai dar um certo trabalho, mas eu recomendo se tiverem paciência, tempo e aptidão para trabalhos manuais:
    .
    http://www.naval.com.br/blog/2014/09/27/monte-seu-modelo-de-papel-da-corveta-barroso-e-da-fragata-classe-niteroi/

  22. Bardini, você pode imprimir em A4 ou A3, mas eu recomendo A4 – dá mais trabalho para as peças pequenas, mas o equilíbrio entre tamanho do modelo final e nível de detalhamento fica bem melhor.
    .
    Quando desenvolvi esses modelos para papel, há quase 10 anos, tentei facilitar ao máximo a montagem, mas ainda assim as peças pequenas (radar de direção de tiro, alças, turcos, lanchas, lançadores de mísseis e torpedos) não são fáceis.
    .
    A Barroso é mais fácil de montar, sugiro começar por ela. Algumas horas de um sábado para casco, superestrutura e peças maiores, e outras tantas num domingo para os armamentos, peças pequenas e detalhes, e pronto. Para os mais detalhistas, tem quadrados de cinza, preto etc para desenhar e fazer você mesmo mais equipamentos instalados nos últimos anos (como antenas de satélite, pedestais de metralhadoras .50, botes semirrígidos que substituíram baleeiras etc).

  23. MO, Bardini, Dalton e Clutter,

    Obrigado pela resposta…
    Entendi então que tanto a Barroso, Niterói ou Tamandaré podem, se necessário for, levar 8 MSS, correto?

    SDS

  24. Ramon, os painéis tem canais suficientes para 8 MSS… no caso das CCI, são apenas 2 plugs por lançador, então seria necessário mudar a conexão para os MSS instalados na parte superior… confesso que nào sei se o mesmo ocorre nas outras classes citadas… abraço…

  25. Tecnicamente, seria possível instalar um lançador de mísseis Aspide 2000 acima do hangar da Barroso e das Inhaúmas? Será que o ganho compensaria a alteração (caso fosse possível)?

  26. isso Ramon, exato, em caso de dotação de combate, mas o XO deu um ‘explanamento com explicamento’ mais detalhado abaixo

  27. Bardini, apenas a titulo de info, navios são ‘planos’ , plantas sao predios, casas, talves aviaozinhums and samabaias e afins 😛

  28. Lucas,
    Instalando um “Albatroz” (Aspide) na Barroso sobre o hangar seria como cobrir a cabeça e deixar os pés descobertos. Mesmo com um sistema competente como o Albatroz, com capacidade de defesa de área curta, ainda seria preciso um sistema de defesa de ponto.
    O ideal para substituir o Trinity seria um sistema como o RAM, que faz bem o papel de defesa de ponto.
    Houvesse um RAM no lugar do canhão de 40 mm e dois canhões de 20, 25 ou 30 mm lateralmente para prover defesa contra ameaças assimétricas e já seria um bom incremento na defesa antimíssil.
    Ou então fazer como nas Niterói, que têm um Albatroz e dois Trinitys, o que não deve ser possível para a classe de corvetas.

  29. MO dando uma de MO

    porque se fala tanto em Cv classe Tamanduá, não vejo a menor perpectiva a curto e ou médio praso para ser efetivado esta ideia, seja por verbas, seja por estaleiros ou até mesmo pela maneira que tudo acontece por aqui …

  30. As Inhaúmas já têm os dois canhões e poderia receber um lançador Albatroz sobre o hangar (se fosse possível) sem comprometer a defesa de ponto. Restaria saber onde colocar o radar iluminador e se o radar DT à vante pode operar no modo “iluminação” para o Aspide.

  31. Não, Souto, aparentemente nenhuma novidade em relação à última vez que você perguntou, dez dias atrás.

  32. Bosco, o Navio teria de manobrar para “desmascarar bateria”, caso a fonte de dados fosse o DT AV… ou o míssil teria de corrigir muito a trajétoria, gastando energia… resumindo, para termos um SAM nas CCI (na popa, provavelmente), seja ele qual fôr, seria necessário passar a EOS para o local onde está a OFD AR e instalar um RTN da vida… agora, mas onde seria o paiol ????? Não lembro de haver espaço interno disponível… abraço…

  33. Detalhando melhor:

    O Albatroz poderia ficar onde fica o Trinity (na Barroso), e poderíamos instalar um segundo DT atrás do lançador, mais acima, assim como fica a EOS atrás do Trinity. Claro, ambos DTs deveriam ser compatíveis com os Aspide.

    Bosco, se fosse o caso, poderíamos pensar em talvez substituir o MK8 por um 76 ou 57mm, assim não comprometeríamos tanto a defesa de ponto.

    Já havia pensado no RAM, mas considerando que já utilizamos o Aspide, e que devemos ter um estoque deles (li em algum lugar que a MB comprou mais de 100), poderíamos equipar as corvetas sem custos exagerados de aquisição.

    Abraços.

  34. Lucas, sem querer “cortar a proa” do Bosco, penso que o lançador ficaria em um local muito alto e, dependendo da conteira, quando fosse lançar o míssil, os gases iriam exatamente para o radar DT… abraço…

  35. Lucas,
    Sem dúvida!
    Substituindo o Mk-8 por esses canhões citados (57 mm e 76 mm) não haveria comprometimento da defesa de ponto.

    Valeu XO!
    Sem dúvida precisaria de uma segunda DT pra não comprometer o desempenho. Voltado pra ré o lançador estaria sem cobertura de um radar e pra vante o míssil teria que manobrar, o que comprometeria muito o desempenho. Apenas num engajamento lateral é que haveria o desempenho por inteiro do míssil Aspide.

  36. Meu pitaco:
    .
    Não faz sentido algum, a meu ver, tentar equipar a corveta Barroso (ou mesmo as remanescentes da classe Inhaúma) com um sistema de mísseis antiaéreos em lançador conteirável definido há mais de 15 anos para um programa de modernização das fragatas classe Niterói, e que está na curva final de sua vida útil. Foi bom para a classe Niterói há 15 anos (dentro do que era possível com as verbas existentes), mas não seria bom hoje.
    .
    E, como o próprio XO apontou, nas corvetas provavelmente essa solução levaria a um excesso de peso em posição elevada (instalação acima do hangar de um relativamente pesado lançador de oito mísses), podendo prejudicar a estabilidade. Fora o peso (e necessidade de espaço para instalação ou de realocar outros sistemas) de mais um radar de direção de tiro.
    .
    O caminho para modernizações futuras, caso os navios ainda sirvam por uns 15 anos à frente (no caso da Barroso, mais do que isso) é buscar padronização com sistemas de mísseis antiaéreos previstos para classes futuras de navios – como é o caso do Sea Ceptor, definido para a classe Tamandaré e que provavelmente também fará parte (mesmo que não seja o sistema principal) de fragatas de maior tonelagem previstas pelo Prosuper. É claro, se esses programas vingarem algum dia.
    .
    Na minha opinião, haveria dois caminhos para as corvetas incorporarem lançadores verticais de Sea Ceptor: um seria a reforma da superestrutura do hangar, para instalação lateral – instalação similar à que foi feita na classe “M” de fragatas holandesas, e no caso delas numa só lateral, compensada pelo deslocamento do canhão antiaéreo mais para o outro bordo. O Sea Ceptor também dispensaria radar de direção de tiro, embora precise de um radar de busca combinada 3D.
    .
    Outro caminho seria a substituição do canhão Mk8 por um de menor tamanho e peso (de 76mm ou 57mm), instalado em plataforma ligeiramente mais à proa e mais elevada, incorporando abaixo de si (mas sem penetrar o deck) a munição de pronto uso. Isso poderia abrir espaço para a instalação de lançadores entre o canhão e a superestrutura. Os lançadores teriam que penetrar um deck abaixo, e para isso seria preciso realocar espaço, talvez compensado pela reutilização para outros fins do atual compartimento de manejo dos projéteis de 114mm, já que os de 76mm ou de 57mm poderiam dispensar o carregamento por baixo (tendo munição de pronto uso acondicionada diretamente sob o canhão, num conjunto completo instalado totalmente acima do convés). E a parte superior dos lançadores, provavelmente na altura de um deck acima, seria abrigada por uma estrutura similar à das fragatas tipo 23 britânicas.
    .
    Tanto uma solução quanto outra não sairia barato, mas talvez – repito, talvez – sejam viáveis (no caso da classe Inhaúma, seria também necessário reduzir bastante a altura do grande mastro sobre o passadiço e passar o novo radar de busca combinada 3D para posição mais baixa, sobre o atual mastro treliçado, talvez reforçado, para manter a reserva de estabilidade). Questão de se verificar o tempo que se espera que os navios permaneçam em serviço. E, é claro, questão de dinheiro.
    .
    Outra solução talvez mais “simples” e barata seria instalar um lançador RAM (21 mísseis, mas que depende de outros radares para direção de tiro) ou Sea RAM (11 mísseis, mas que tem seu próprio diretor como no Phalanx) no lugar do canhão de 40mm da Barroso. Mas isso só faria sentido, a meu ver, se esse tipo de míssil passasse a equipar outros navios (por exemplo, NDD, NAe). Para a classe Inhaúma, certamente instalar um desses sobre o hangar implicaria em retirar os dois canhões de 40mm dos bordos como medida compensatória de peso. Resta saber o quanto o RAM / Sea RAM depende (e quanto) de estrutura abaixo, para sustentação e penetração.
    .
    Mais simples que isso, só instalar lançador duplo de Mistral (de preferência o Simbad RC, ao invés do manual). Mas precisa ter pelo menos dois por navio. Na classe Inhaúma, a posição mais lógica seria no lugar dos canhões de 40mm, passando-se a usar só um canhão de 40mm sobre o hangar – se for possível a instalação. Ou então instalar apenas um Simbad no lugar da diretora ótica de ré, caso se possa admitir mais peso (cerca de 500kg) nessa posição, certamente com compensações de peso em outras áreas. Um só lançador seria algo bem limitado, mas ao menos se oferece mais uma capacidade de defesa mínima complementar aos canhões.
    .
    No caso da Barroso, a posição teoricamente mais “fácil” de instalar dois lançadores duplos Simbad é no lugar dos lançadores de foguetes despistadores de mísseis, que teriam que ser realocados. O armamento antiaéreo acabaria, como ponto negativo, muito concentrado na região do hangar, mas não vejo outra forma “fácil” de resolver a questão. É claro, pode-se deixar tudo como está, é mais fácil ainda…
    .
    De qualquer forma, deve-se ganhar alguma margem de peso / reserva de estabilidade para mudanças como estas com a substituição do canhão Mk8 – isso porque, dada a obsolescência deste, ou parte-se para a modernização da arma como a Marinha Real fez, o que se não me engano economiza algum peso pela troca do sistema hidráulico de movimentação da torreta por elétrico, ou se substitui mesmo por torretas mais leves com canhões de calibre menor – e que de quebra têm melhor capacidade antimíssil, ajudando na defesa 360 graus, ainda que com perdas na capacidade de apoio de fogo naval. Especialmente para as soluções que não envolvam o Sea Ceptor de lançamento vertical, que dá cobertura 360 graus, a instalação de canhões de 76mm e 57mm modernos na proa ajuda bastante na capacidade antiaérea e antimíssil, de forma muito mais adequadas à realidade operacional de hoje do que o velho Mk8. Continuar com o Mk8 do jeito que está por mais 15 anos ou mais nas corvetas, com manutenção cada vez mais difícil, eu acho pouco interessante. Torna-se praticamente um espantalho.
    .
    Creio que até o final desta década seria desejável acenarem com algum plano de modernização de meia-vida da Barroso, a ser implementado até meados da década de 20, numa perspectiva conservadora. Quanto às Inhaúmas, isso teria que ser visto já, ou pensar em operá-las como estão (praticamente obsoletas com seus sistemas da década de 1980 e sem mísseis antiaéreos) por no máximo mais 5 anos, quando muito 10. Isso sendo muito otimista, pois algumas já estão há cerca de 5 anos paradas…
    .
    Duro vai ser arranjar dinheiro pra modernizações do tipo, mesmo as mais leves.

  37. A realidade político econômica, no meu entender não permitirá que os próximos cinco anos a MB sequer compre um Gururu, que dirá as Corvetas classe Tamandaré que podem custar algo como 400 a 500 milhões de dólares.
    A alternativa seja talvez investir na Barroso e nas três Inhauma que sobraram, e um sistema de defesa de ponto faz-se necessário, e eu acredito que no quesito custo benefício e que implicaria em menos modificações seria o Sea Ram, até porque já tem seu próprio DT.
    Lá adiante, quando da baixa dos navio poderiam ser transferidos para os NDDs e até mesmo para um Napaoc.
    Outra medida interessante seria a adoção do canhão de 76mm, que depois poderiam ser reaproveitados nas Corvetas Tamandaré.
    Outras modificações que se fazem necessárias seria de MCA e EWs mais modernos.
    G abraço

  38. Exatamente, Juarez. Mesmo gastando-se hoje com armamentos modernos nas corvetas atuais (nesse caso estou falando da classe Inhaúma), estes sistemas como canhões novos de 76 ou 57mm, células de Sea Ceptor, ou alternativamente Sea RAM, radares 3D etc poderiam ser transferidos depois das baixas dos navios para mais um tempo de serviço em novas corvetas ou outros navios a serem incorporados. Isso é prática comum mesmo em marinhas “ricas”, e otimiza recursos. A Alemanha mesmo, se não me engano reaproveitou lançadores e mísseis MM38 Exocet dos CTs classe Hamburg que davam baixa para instalar nas fragatas classe Brandemburg que substituíram aqueles navios.
    .
    Algo a se considerar seria destinar às Inhaúmas três dos cinco canhões novos de 40mm que seriam destinados aos Macaé de construção atrasada, e que mesmo quando concluídos poderiam usar canhões de 40mm reaproveitados das corvetas, em suas missões. Seria para o caso de mudar a configuração de dois velhos canhões nos dois lados do hangar para um só, mais moderno, sobre o hangar, como é no caso da Barroso.
    .
    Duro é que hoje não deve haver dinheiro nem para sonhar com troca do velho Mk8 da classe Inhaúma por coisa nova – no máximo por canhão de 76mm do mercado de usados (já li que o Chile comprou e instalou um 76mm usado num de seus novos navios-patrulha oceânicos). E menos ainda para comprar lançadores de mísseis modernos, sensores etc – em geral, armamentos, sensores e sistemas de controle respondem por 50% do custo de um navio de guerra, então fica difícil pensar em como viabilizar modernizações mais extensas. Sem falar que a introdução de armamentos modernos implicaria substituir o sistema de combate ultrapassado pelo Siconta – é nacional, mas tem custo também.
    .
    Bom, se for pra fazer alguma coisa mínima, tem os três velhos lançadores Simbad manuais do NAe São Paulo, que ficam lá à toa. Se conseguissem colocar um deles em cada uma das três corvetas classe Inhaúma remanescentes, no lugar da alça óptica de ré, e se possível modernizá-los com instalação de uma câmera termal ou similar para o operador conseguir empregá-lo de forma independente da alça eletro-óptica que ficaria sobre o hangar (necessária para direcionar o tiro dos canhões de 40mm), quem sabe já seria um alento. O custo seria relativamente baixo, se tecnicamente isso fosse viável.
    .
    Uma corveta classe Inhaúma, mesmo com sistema de combate antigo e canhões de 40mm originais, mas com um canhão de 76mm na proa (ainda que usado) para melhorar a cobertura 360 graus em alcances mais curtos, e com um lançador Simbad manual sobre o hangar para dar mais uma alternativa de engajar a ameaça aérea, já seria um pouco menos vulnerável durante missões independentes que a configuração atual, que foi mais pensada para compor grupos de escoltas de comboios na década de 1980 e substituir navios obsoletos e ainda mais vulneráveis que elas a ameaças aéreas. Daria para manter em serviço por mais 5 ou 10 anos sem passar tanta vergonha assim.

  39. Também seria uma alternativa de baixíssimo custo e que melhoraria um pouco a defesa de ponto. Eu citei o canhão de 76mm, porque , pelo que se lê por aí,, seria o armamento de tubo principal das corvetas classe Tamandare.
    Outra coisa que me ocorreu é o seguinte:

    Poderia se retirar os canhões Bushmaster 25mm dos três Amazonas e coloca-los no lugar dos 40/70 das Inhauma, se fosse possível adapta-los aos DT de tiro e as EOs,e adicionando os reparos Simbad do Nae SP com uma alça EO conforme o Nunão sugeriu.
    No lugar dos 25mm nos Npaoc seriam colcoados reparos de .50 remotamente controlados.

  40. Bosco, XO e demais, obrigado pelos esclarecimentos…

    Talvez, economicamente e tecnicamente falando, a solução mais viável seria apenas a troca dos canhões. Um 76mm Strales com munição guiada DART já daria um novo fôlego. Simbad RC ou Sadral também seria uma boa opção.

    Mas se, assim como o Galante falou, as inhaúmas estão condenadas, não compensaria gastar dinheiro que nem temos nestes navios…

    Abraços

  41. Prezados, na parte externa, nao haveria muita necessidade de obras… o que preocupa seria o rearranjo interno… embora seja corveteiro de coracao, nao acho que havera muito espaco e recursos para modernizacao do sistema de armas das CCI… gostaria de ver adiante um projeto de substituicao dos SeaWolf pelo Barak e a atualizacao do sistema de dados taticos da F49… a 46, infelizmente, precisa de mais manutencao para chegar na Marca da Vida… abraço…

  42. Lucas, uma ideia seria retirar os 40mm e substitui-los por lancador do Mistral… e o 4,5 pelo 76mm,embora seja fa de carteirinha do Mk. 8… abraço…

  43. XO, acredito que esta seria a solução menos custosa e mais “fácil” de se implementar, do ponto de vista técnico.
    Também sempre sonhei em ver uma modernização dos navios restantes da classe Greenhalgh. Não fosse a idade avançada destes meios e a provável falta de peças de reposição, acredito que seria uma ótima solução do ponto de vista custo/benefício.

    Abraço.

  44. Prezados,

    Não há previsão de modernização no armamento das CCI. Se fosse para ocorrer alguma modernização, deveria ter ininiciado com a Júlio de Noronha, que passa por PMG.

    Para tornar realidade as corvetas Tamandare, só com financiamento externo.

    A realidade de hoje (isso pode mudar, mas estou falando da realidade atual) obrigará a MB a recuperar a capacidade operativa dos meios, tentando manter o nnúmero atual de escoltas. Todavia, 11 dos 12 navios se aproximam, inexoravelmente, do final de sua vida útil.

    Abraços

  45. Bem, eu já dou como favas contadas as Inhaúmas, então bola pra frente.

    Entretanto, com a não possibilidade de se levar a frente o projeto das Tamandaré, sou favorável a se usar o projeto da Barroso com algumas modificações para se chegar a uma maior capacidade AAe. Uma dessas modificações é reduzir o número de tripulantes, aliás, questão esta que durante uma Euronaval não havia gerado muitos interessados no projeto Tamandaré (que deve ser o mesmo problema na Barroso). Qualquer outro projeto, ou mesmo um reprojeto destes navios, a redução do número de tripulantes deveria estar em voga, com consequente maior automação.

    No mais, se e somente se o Pantsyr S1 tivesse ido a frente, uma solução seria o uso da sua versão naval. Assim, com um único sistema, teríamos uma cobertura de área curta e uma defesa de ponto.

    Até mais!!! 😉

    Obs: Ainda sou da opinião que, no caso das Tamandarés, ainda há tempo (ainda mais no custo do Dólar e Euro) de usarmos uma versão naval do SABER M200, em conjunto do A-Darter numa versão superfície-ar. É o que penso.

  46. Juarez 29 de março de 2016 at 18:08
    _________________

    Onde assino ?
    _________________

    “Alexandre Galante 29 de março de 2016 at 18:53
    Pessoal, esqueçam as Inhaúma, estão condenadas.”
    _________________

    Escafedeu-se !
    _________________

    “Luiz Monteiro 29 de março de 2016 at 23:32
    Prezados,
    Não há previsão de modernização no armamento das CCI. Se fosse para ocorrer alguma modernização, deveria ter ininiciado com a Júlio de Noronha, que passa por PMG.
    Para tornar realidade as corvetas Tamandare, só com financiamento externo.
    A realidade de hoje (isso pode mudar, mas estou falando da realidade atual) obrigará a MB a recuperar a capacidade operativa dos meios, tentando manter o nnúmero atual de escoltas. Todavia, 11 dos 12 navios se aproximam, inexoravelmente, do final de sua vida útil.
    Abraços”
    _________________

    Pronto, rumo a GC ! Triste, muito triste.

  47. Como eu afirmei antes, acredito que é brete total, e dificilmente um novo governo autorizará num espaço temporal de cinco anos, a MB contratar financiamento externo de valor relativamente vultuoso(aproximadamente dois bilhões de dólares) porque implica diretamente no limite do gasto público que nós todos sabemos, foi parar na casa do chapéu.
    Eu ainda acho que não vai ter saída, vão ser obrigados a espichar a vida útil delas, fazendo pequenas e pontuais modernizações que não impliquem em custos altos.

    G abraço

  48. Claaaaaro, tu não sabia, já estão nas carreiras do AMRJ, a BNS(Banânia Navy Ship) Tamanduá e a BNS Tacomberruga…..

    g abraço

  49. No Brasil as construçoes de qualquer coisa e cara e demorada não sei porque acontece e com dinheiro de uma corveta voce compra um fragata talvez até um contratorpedeiro.O brasil deveria comprar os contratorpedewiros koreanos estariamos bem servido por bem menos

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