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Sea Gripen / Gripen M: sem reinventar a roda no trem de pouso

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Gripen M - cutaway - imagem folheto Saab abril 2016

Ilustrações divulgadas pela Saab, em material distribuído no roll out do novo caça Gripen E realizado em 18 de maio, mostram alguns detalhes interessantes do Gripen M (versão naval), também conhecido como Sea Gripen, em especial no trem de pouso.

A configuração é bastante semelhante à de outros caças navais modernos como o Super Hornet e o Rafale, o que mostra que nessa área a melhor decisão pode ser, literalmente, buscar o consagrado e não reinventar a roda – lembrando que muitos leitores da trilogia Forças de Defesa questionavam como seria a configuração final do trem de pouso, em especial da bequilha (trem dianteiro) dado que esta no Gripen E é composta de roda única, ao invés da roda dupla do antecessor Gripen C (considerada mais adequada a um caça naval).

Para ver mais imagens e detalhes, clique aqui para acessar matéria no Poder Aéreo

21 COMMENTS

  1. Senhores, o sea gripen ja esta sendo projetado ou isso é apenas uma projeçao do que eles tem em mente? o biplace sera “todo” projetado por aqui, certo?

  2. Por falar em Grippen nesse caos politico e econômico em que se atolou o país, e o projeto de compra dos novos caças da FAB ainda está valendo ou também já foi contingenciado?
    eo KC-130?

  3. Desejo profundamente que nosso almirantado não enfie no coco de comprar Sea Gripen para o São Paulo…

  4. Mas o Nae SP não der baixa, o Sea gripen seria a opção quase obrigatoria….

    Tem chances de voltar a todo vapor para a India e ainda ser uma eterna carta na manga mesmo para os Ingleses….

    O modelo biposto parece que sairá mesmo e deste, seu derivado final naval….ao que tudo indica, dependerá essencialmente da India e do Brasil para isto….ou um ou outro…

  5. Seria interessante ter essa belezinha aqui na MB. Pena que esta tudo quebrado, financeiramente. Fora que, quando finalmente o NAe12 estiver pronto em 2023, se ficar pronto, os A4 Skyhawks servirão até 2026, depois disso já era. Eles já são modernizados, sendo assim, será necessário a compra de outro caça.

  6. Pergunta: Porque o Gripen não pode ter uma versão única, que pode operar em terra e embarcado, servindo para a FAB e MB?
    Quais os problemas técnicos que impedem esta situação? Vejamos o exemplo do FA18/E. É adotado pela Marinha Americana e pela Força Aérea da Austrália.
    Quais os problemas de bequilha simples para dupla?
    Adotando uma versão única, reduziria os custos de aquisição, treinamento, manutenção entre outros.
    Acredito que no futuro, estas diferenças entre versões de utilização entre a Força Aérea e a Marinha ou até mesmo pelo Exército não sejam mais necessárias.

    Abraço a todos.

  7. Para que Sea Gripen? Estão estudando se é possível uma proposta de lei, de iniciativa popular, para a convocação de um plebiscito em que o povo decidirá pela extinção ou não, da República Federativa do Brasil e consequente extinção ou não, das forças armadas e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário Federais, passando os 27 Estados a Estados associados dos Estados Unidos da América, como é Porto Rico. Pontos positivos: extinção da corrupção em órgãos federais e uma brutal economia de recursos, que poderiam ser usados para pagar mais juros a organismos como BID, FMI, etc.

  8. Klesson…

    uma aeronave como o FA/18 foi projetada para uso em NAes desde o início…se pode operar de NAes pode operar de bases terrestres sem problema…já o inverso não funciona e pede modificações como por exemplo o Rafale M da marinha francesa…não se trata apenas de “bequilha” e sim uma aeronave destinada a operar de NAes precisa ser “reforçada” e consequentemente mais pesada além de outras coisas.

  9. O Rafale já foi projetado desde o inicio com vistas a versão naval.

    Dai sua altissima compatibilidade entre airframes terrestre e naval que resultaram em apenas 500kg de diferença de peso entre uma e outra.

    O projeto Gripen NG apesar de terrestre, foi fermentado junto as propostas do NG Naval desde fins de 2008/2009 com a oferta indiana.

    Qual o grau de compatibilidade? Não sei, só sei que se desenvolveram os dois estudos e projetos inteiramente independente alguem deve ter sido incompetente….mas como a Saab desde o inicio afirma a altissima compatibilidade, então acredito que tenham dividido um bom nivel de especificações entre os dois projetos. Cabe lembrar que os estudos tecnicos que antecedem ao prototipo foram finalizados com o auxilio dos ingleses já em 2012. De la para cá o NG sofreu algumas evoluções e por ultimo, a versão biposta solicitada pelos brasileiros é a que seria utilizada de base para as modificações da versão naval.

  10. Carvalho…

    no caso do Rafale já havia um comprador certo que utilizaria uma versão naval…a marinha francesa, enquanto que no caso do Gripen Naval havia e continua havendo apenas especulações portanto não é “incompetência” e sim a necessidade que “alguém” de fato se
    interesse pelo Gripen M.

  11. Carvalho, eu não classificaria de incompetência da SAAB em relação ao Gripen, apenas acredito que o foco era para uso em bases terrestres e não também naval. O Rafale já foi planejado desde o início para também ter uma versão Naval, e mesmo assim, o Rafale tem diferenças entre versões. Observamos a comunalidade abaixo de 100%. No Gripen, já foi abordado aqui mesmo que é de 95%, o que já representa uma grande redução de custos e logística.

    No meu comentário acima, chamei a atenção, para as diferenças entre versões para os diversos operadores deixarão de existir. Sendo construída apenas uma única versão que será utilizada por todos e executará as tarefas sem problemas. Assim, comunalidade de 100%.

    Citei como exemplo o FA18/C/D/E/F, que alguns usuários utilizam na Marinha (EUA) e outros na Força Aérea (Austrália, Canadá, Espanha, Suíça). Outro exemplo é o F35A/B/C. Mas se vermos a história, temos o A4, A7 e a lista é longa.

    Neste exercício de futurologia, quero dizer que um piloto da Força Aérea saberá e poderá pousar em um PA, na hipótese mais complexa, já que o contrário é bem mais simples, como lembrou o Dalton.

    É uma mudança geral de doutrinas, sim, que acredito que ocorrerão.

    Abraço.

  12. Pô Mestre Dalton,

    E esta comunalidade toda alardeada de 95% entre a versão terrestre com a naval teria vindo de onde??? Está na cara que o airframe basico foi desenhado com um olho em cada hipotese de mercado…coincidencia e apenas genialidade é que não foi…

    Eles já miravam as vendas a India desde 2008…e continuam azucrinando os caras lá que estão apenas com os maduros MIG-29K e teste encralacrado do tejas…

    Vc acha que eles iriam fazer o NG de um tronco totalmente diferente e inaproveitavel para a evolução do naval? logico que não…o resultado é este ai…o altissimo percentual de comunalidade.

  13. Gente…Mestre Klesson, blz…
    .
    Não disse que são incompetentes, meu texto diz o contrario ( ou tencionava)…
    .
    Pelo contrario, a Saab nada mais fez do que compreender a maior quantidade possivel de requisitos comuns entre o terrestre e naval.
    .
    Já foi feito pensando com um olho para cada familia e compatibilizar e maximo possivel.
    .
    Com esta taxa de 95% se for real, seria um exemplo tal qual o proprio Rafale, que intencionava as duas familias desde o inicio…

  14. Carvalho…

    tudo bem pode ser até 99%…mas esse 1% é vital para operações embarcadas e alguém terá
    que mostrar interesse em adquiri-lo e não poderá ser uma quantidade tão pequena, caso contrário, será apenas a versão terrestre mesmo em que pese uma maior facilidade para
    converte-lo em aeronave embarcada.

  15. Ainda acho que poderia ser estudada com mais atenção a alternativa da aeronave MiG 29K, não só por ser bimotor, mas por já ter sido testada positivamente e que poderá ser evoluída na MB. Fechar a questão no modelo Gripen E naval facilitaria inicialmente o envolvimento da indústria nacional, mas nos privaria de conhecer outras soluções de engenharia aeronáutica de aplicação militar.

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