RIMPAC 2016 - navios atracados em Pearl Harbor - foto 1 USN

Na última quarta-feira, 6 de julho, a Marinha dos EUA (USN) divulgou quatro fotos aéreas da Base Aeronaval (conjunta) de Pearl Harbor-Hickam, no Hawai, em que se vê navios de diversas nacionalidades atracados para o exercício RIMPAC 2016 (Rim of the Pacific). Para acessar as fotos originais, clique no link acima.

RIMPAC 2016 - navios atracados em Pearl Harbor - foto 1b USN RIMPAC 2016 - navios atracados em Pearl Harbor - foto 1a USN RIMPAC 2016 - navios atracados em Pearl Harbor - foto 1c USN

No total, vinte e seis nações, mais de 40 navios e submarinos, mais de 200 aeronaves e 25.000 pessoas participam desta edição, com duração prevista de pouco mais de um mês (entre 30 de junho e 3 de agosto), na área marítima ao redor das ilhas do Hawai e entre estas e a costa do estado da California (EUA). Trata-se da 25ª edição do exercício, iniciado em 1971.

RIMPAC 2016 - navios atracados em Pearl Harbor - foto 2 USN

RIMPAC 2016 - navios atracados em Pearl Harbor - foto 2a USN

RIMPAC 2016 - navios atracados em Pearl Harbor - foto 2b USN

RIMPAC 2016 - navios atracados em Pearl Harbor - foto 2c USN

Reproduzimos aqui as quatro imagens (reduzidas para não pesar demais a abertura da página e com alguns cortes em áreas distorcidas nos cantos) e ampliamos algumas áreas das mesmas, para facilitar a visão dos detalhes de vários dos navios retratados.

RIMPAC 2016 - navios atracados em Pearl Harbor - foto 3 USN

Os leitores mais atentos perceberão a presença, além dos óbvios navios da USN, de meios enviados por marinhas como as da França, Chile, Japão, Canadá, Austrália, entre outros. Para quem estiver com tempo sobrando no final de semana, as imagens são uma boa oportunidade de exercitar a capacidade de identificação das várias classes mostradas aqui.

RIMPAC 2016 - navios atracados em Pearl Harbor - foto 4 USN

RIMPAC 2016 - navios atracados em Pearl Harbor - foto 4a USN

RIMPAC 2016 - navios atracados em Pearl Harbor - foto 4b USN

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42 COMMENTS

  1. Deixe de ser invejoso. Rs. Um já consegui identificar. Um porta helicópteros cor “cinza escuro”. acredito que poucos países o possuem. Japão, reino unido…

  2. Diria que o navio “cinza escuro” identificado pelo Nonato é único no mundo ! Navios semelhantes
    em outras marinhas, “porta helicópteros”, possuem como função principal a guerra anfíbia, são
    lentos operam com helicópteros de transporte e possuem acomodações e infraestrutura para
    transportar tropas e equipamentos associados principalmente.
    .
    O navio em questão é extremamente veloz, conta com sonar, opera com helicópteros de guerra
    anti submarino e está equipado com mísseis ASRoc, ou seja, sua principal função é a guerra
    contra submarinos.

  3. Quando vejo imagens desse tipo fico me perguntando:

    Qual porcentagem desses navios seria necessária para exterminar toda a MB? 3%, 4%?

  4. Fábio, tem 40 navios participando do exercício (alguns na foto, outros não, e outros da foto não participam).
    .
    Mas fiquemos com 40.
    .
    4% disso é mais ou menos 1,5 navio de guerra.
    .
    Nas fotos, creio que o mais próximo de 1,5 navio seria a imagem ampliada que mostra dois navios de origem francesa, no caso o que me parece ser uma fragata classe Formidable de Cingapura e uma fragata de vigilância classe Floreal da França (que cumpre a função de navio patrulha oceânico), que poderia representar algo como “meio navio de guerra”, para termos o 1,5 que dá a sua porcentagem.
    .
    Não creio que uma Formidable e uma Floreal bastariam para exterminar toda a MB.
    .
    Mas se o seu 1,5 navio fosse um classe Nimitz como o que se vê em algumas das fotos, acompanhado do seu grupo aéreo embarcado e também do navio classe Floreal (para dar o “meio navio de guerra” da porcentagem), é muito grande a probabilidade de que bastaria. Mas ainda assim teria que tomar precauções contra submarinos, pois o seguro morreu de velho.
    .
    Enfim, nesse mundo, tudo é relativo, inclusive porcentagens.

  5. Lindo demais! É por isso que a China investe tanto em sua Marinha. Olha o tamanho do problema.
    .
    Olhando por outro lado, é muito dinheiro para manter belonaves destes naipes. Pra nós, vale a pena? Eis a questao.
    .
    Sds

  6. Esse porta-helicópteros (destróier anti-submarino) japonês tem outras características interessantes, que o difere dos navios de assalto americanos:
    1- lançador vertical de mísseis Mk-41;
    2- radar AESA fixo, com 8 painéis de TRMs, sendo 4 maiores operando na banda C, e quatro menores operando na banda X. O radar menor (quadrado menor) serve para iluminar alvos para os mísseis ESSMs lançados verticalmente.
    Ou seja, esse navio não tem aqueles radares com antenas duplas utilizados pelos navios americanos que operam o ESSM. A vantagem é que vários alvos podem ser iluminados ao mesmo tempo, sendo uma vantagem no caso de um ataque de saturação.
    (https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/eb/DD115.JPG/1024px-DD115.JPG)

  7. Somente agora com o DDG-1000 e com o CVN-78 a USN utilizará radares de varredura eletrônica para “iluminar” alvos para os mísseis ESSMs.
    Estranho o CVN-78 não adotar lançadores verticais e manter apenas dois lançadores conteiráveis Mk-29 para mísseis standards. Tivesse dois módulos afastados cada um com 8 células do Mk-41 (self-defense) e estariam disponíveis 64 ESSMs para utilização imediata, que combinado com o radar de varredura eletrônica formaria uma defesa bem densa.
    No caso do DDG-1000 que conta com lançadores verticais e deve dedicar pelo menos umas 8 células para mísseis ESSMs somando 32 mísseis, e nem se achou necessário manter o conceito de defesa em camadas tal a confiança na combinação ESSM/Mk-41/radar AESA de iluminação.

  8. É gritante a diferença da densidade de defesa antiaérea entre os navios ocidentais e os navios russos e chineses.
    As marinhas da OTAN tinham que se precaver mais tendo em vista a grande quantidade de mísseis antinavios adotados pelas forças armadas da Rússia e da China, e que visivelmente adotam uma tática de saturar as defesas lançado ataques múltiplos, e com um complicador, os mísseis são supersônicos.
    Enquanto isso o que se vê é uma “calmaria” do lado ocidental. Houve um imenso avanço no aspecto tecnológico, com a utilização de laçadores verticais e seus respectivos mísseis de lançamento vertical, mísseis com orientação autônoma, radares de varredura eletrônica, etc. Mas a quantidade me parece deficiente.

    Nunão,
    Vê se tem um comentário meu na casinha do pitbull.

  9. Ainda não é dezembro mas parece que a aviação chinesa chegará no próximo domingo ao raiar do sol….
    Brincadeira à parte é impressionante o poderio bélico reunido nesta operação. Dá gosto de ver a qualidade dos meios e a sua organização.
    Parabéns pela matéria!
    Comentários do Bosco123 sempre precisos. Muito obrigado por compartilhar este conhecimento.
    Abraços.

  10. Tenho de concordar com alguns amigos da trilogia. Temos o quinto maior país em território e mais uma vastidão em território marítimo e não possuímos uma Marinha de guerra adequada. Perdi as esperanças. Quem sabe daqui a cinquenta anos, caso não percamos tudo? Nação que não Lê, que só se interessa em farra, sem civismo ou um pouco de nacionalismo dá nisso. Não é um país sério.

  11. Quanto “PODER” em um espaço tão pequeno…da gosto de ser ver. Como costumávamos dizer em meus tempos de Marinha: “Isto é MARINHA, o resto é “farinha”…kkkkkkkk

  12. Hipoteticamente falando, como seria um ataque hoje a essa base, com essas embarcações e tendo como atacantes as marinhas da Russia e da China, seria viável? seria destruída antes de tentarem? se conseguissem, causaria muitos danos? …perguntar não ofende rs e lembrando que sou leigo de tudo rs

  13. Renato,
    Uma base dessas é monitorada 24 horas por dia, seja pelo ar, terra, mar ou espaço, portanto, um ataque a la “japon” não seria possível.
    Por navios de superfície e por ar não há como um ataque pegar todos esses navios imobilizados. A única maneira seria por um ataque de mísseis cruise a partir de submarinos. Seria preciso dezenas ou centenas de mísseis para desabilitar a base e neutralizar todos os navios, o que é um complicador já que a movimentação de tão grande quantidade de submarinos seria detectada, mas na teoria é possível.
    Muito provavelmente não há uma defesa antiaérea de prontidão na ilha mas no caso uma tensã internacional que possa levar a um conflito ela seria disponibilizada na forma de sistemas Avenger, Patriot e THAAD.
    Outra opção radical seria o ataque nuclear utilizando mísseis balísticos. Uma ogiva nuclear destruiria toda a base, mas antes disso os mísseis americanos seriam disparados contra o agressor. Se a base for atacada por um SLBM lançado de submarino a identificação do agressor fica dificultada, mas o pau ia comer de qualquer jeito e leva pancada quem deve e quem não deve também. Ia sobrar pra todo mundo. Então essa não seria uma opção salvo se quiserem começar a 3ª GM e aí adeus o inferno cairia sobre a Terra.
    Para se defender desse tipo de ataque além do THAAD que citei, baseado em terra, haveria a defesa efetuada por mísseis SM-3 lançados de navios que podem ser úteis contra SLBMs.
    Um abraço.

  14. Bosco, vale lembrar também que a defesa aérea do Hawai está a cargo de dois esquadrões de F-22 Raptor, o 19th FS e o 199FS (este último da ANG).

  15. Nunão

    Somente uma pequena correção…..na realidade são “apenas” 20 F-22 baseados lá.

    Todos pertencem ao 199th FS da ANG…..porém eles são usados conjutamente com o 19th FS da USAF.

    O uso conjunto das mesmas aeronaves por 2 esquadrões diferentes é muito comun nos EUA.

    Na maioria das vêzes, os aviões “pertencem” a USAF e são divididos com o pessoal da ANG….o chamado “associate”

    No Hawaii é um dos poucos casos que é o contrário…..é o que os americanos chamam de “reverse associate”.

  16. Pearl Harbor hoje em dia é muito diferente do que costumava ser durante a Guerra do Pacífico
    (1941-1945) ou mesmo durante a Guerra Fria…continua sendo uma base importante principalmente para submarinos, mas, passa a impressão de estar deserta de navios.
    .
    Tem silo durante muitos anos o lar para 11 combatentes de superfície e espera-se que continue assim, porém sempre há navios em missão ou treinamento ou em alguma doca seca fora das
    vistas.
    .
    O falecido senador de origem japonesa Daniel Inouye, detentor da Medalha de Honra ganha
    durante a II Guerra na Europa tentou por muitos anos trazer um NAe e seus milhares de tripulantes a familiares para Pearl Harbor para aquecer a economia local.

  17. Interessante a França estar participando deste exercício, achei que era só para países banhado pelo oceano pacifico. Além da França tem algum outro país não banhado pelo pacifico que participa do exercício como Reino Unido ou Alemanha?

  18. Lucas

    No caso da França; eles possuem alguns territórios no PAC…..

    O Brasil até foi convidado, mas por falta de $$$ recusou o convite.

  19. Alguns participantes que não são banhados pelo PAC, mas estão fazendo parte do exercício, cito a Alemanha, Itália e Dinamarca.

  20. CVN76
    Realmente havia me esquecido de territórios Ultra-marinos, fiquei surpreso com o convite para o Brasil participar e não tão surpreso quanto a recusa.
    Enfim grato pela explicação.

  21. Proporcionalmente, esta é a mesma visão do piloto japonês em 1941. Só que naquele tempo, os alvos seriam os encouraçados e os porta-aviões, mas estes últimos não estavam para a sorte dos EUA.

    Acho que os exercícios Unitas e o Linked Seas 97, são e foram para a MB mais importantes do que o Rimpac. Lá não é nosso TO.

    Alias, quem assiste o filme Battleship, ve que estava ocorrendo um Rimpac quando começou aquela confusão toda com os alienígenas!! Ops, Spoiler!!!

  22. No filme “Pearl Harbor” (2001), uma das cenas de mostra uma explosão acontecendo. A cena é rápida e os navios que “explodem” parecem ser da classe Spruance, ancorados lado a lado. Agora, falando sério, acho que nenhuma Niterói teria condições de navegar até o Havaí e manter, durante o exercício, condições de combate, por exemplo velocidade, etc.
    sds

  23. Agora que os Almirantes afundaram a Marinha Brasileira (ela nem precisa de inimigos externos para tal), eles vão poder acompanhar a RIMPAC de casa tomando whisky.
    Aliás queria parabenizar aos militares detentores de tantas estrelas no ombro que gastaram tão bem o dinheiro do contribuinte brasileiro ao ponto de olharmos uma foto como essa e tomar um soco no estômago, e ainda completo: se os senhores lerão este comentário e ainda assim achar que fizeram um bom trabalho sugiro visitarem nossas bases e olharem de perto o sucateamento da Marinha Brasileira.

  24. O Brasil nao tem marinha de guerra. A MB nao passa de uma guarda costeira, metida a marinha de guerra.

    Talvez nunca cheguem ao patamar de uma Franca ou Inglaterra, por exemplo.

  25. Particularmente nãoacho que seja uma guarda costeira, as atividades da guarda costeira, em sua puresa de nome e funções são bem diferentes

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