25 de Mayo
Porta-aviões 25 de Mayo de com jatos A-4Q Skyhawk, S-2 Tracker e helicópteros Sea King

Por Luiz Monteiro (LM)

Nas décadas de 1970 e 1980, a Armada Argentina desenvolveu um ambicioso programa de reaparelhamento, no qual se planejou obter 2 contratorpedeiros para defesa aérea de área do Tipo 42, uma construída na Inglaterra e outra no estaleiro argentino AFNE; 4 contratorpedeiros multipropósito Meko 360, construídos na Alemanha; 6 corvetas MEKO 140, a construir-se no estaleiro argentino AFNE; 3 corvetas do Tipo A69, adquiridas por oportunidade na França; 6 submarinos TR-1700, sendo 2 construídos na Alemanha e outros 4 a construir-se no estaleiro argentino Domeq.

ARA Hercules D28, destróier Type 42 argentino
ARA Hercules D28, destróier Type 42 argentino

Quanto ao programa de obtenção dos submarinos TR-1700, vale ressaltar que incluía a construção de um estaleiro especializado na construção de submarinos e, previa-se modificações no projeto, para instalar um reator nuclear no último submarino a ser construído.

Além das obtenções supramencionadas, o Plan de Renovacion Naval (Plano de Renovação Naval) previa a substituição de todo o sistema de propulsão do navio-aeródromo argentino ’25 de Mayo’, por uma planta propulsora de desenho mais moderno.

Meko 140
Meko 140 argentina

Inegavelmente, os mais ambiciosos programas de obtenção eram das corvetas Meko 140, e dos submarinos TR-1700, pois incluíam a transferência de tecnologia alemã, para a construção destes meios em território argentino, a construção de um estaleiro para submarinos, e obtenção de 6 desses meios, sendo um deles dotado de propulsão nuclear.

tr-1700-1
Submarino TR-1700 argentino

A aviação naval da Armada Argentina também se encontrava em processo de renovação. A Primeira Esquadrilha Aeronaval de Ataque recebeu 10 Aermacchi MB.326. A Segunda Esquadrilha Aeronaval de Ataque incorporava as aeronaves Super Etendard e o míssil Exocet AM-39. Para a Terceira Esquadrilha Aeronaval de Ataque, a Armada Argentina tentava adquirir 12 A- 4E Ayit, de Israel, mas a compra não foi autorizada pelo Congresso dos EUA.

Super Étendard argentino
Super Étendard argentino com mísseis Exocet AM39

Outrossim, diante da negativa do governo americano em fornecer os P-3 Orion, a Armada Argentina buscou comprar o Breguet Atlantique (Por utilizarem motores ingleses da Rolls Royce, a compra foi suspensa). Foram adquiridos 2 Westland Lynx WG.13, com opção para mais 8 unidades, para serem utilizados nos contratorpedeiros Tipo 42 e Meko 360, mas o embargo britânico acabou por impedir a aquisição de novas aeronaves. As duas unidades recebidas, logo pararam de voar por falta de manutanção. Para a formação dos aviadores navais, foram recebidos 14 Beech T-34C Turbo Mentor.

Westland Lynx da Armada Argentina
Westland Lynx da Armada Argentina

No entanto, a crise econômica vivida pela Argentina a partir da década de 1980, afetou os ambiciosos planos da Armada Argentina. Os prazos para conclusão das corvetas Meko 140 foram dilatados, sendo concluído quase duas décadas após o previsto. Somente os 2 submarinos TR-1700 construídos na Alemanha foram concluídos, os 4 que seriam construídos pelo Domeq Garcia foram cancelados em 1991. O programa de remotorização do navio-aeródromo ’25 de Mayo’ mostrou-se inviável economicamente e foi cancelado.

Meko 360 ARA Sarandi
ARA Sarandi, Meko 360

No início dos anos 2000, a Armada Argentina lançou o Plan Apolo 2020, para a recuperação das capacidades perdidas após a Guerra das Malvinas e retomar o projeto de possuir uma esquadra com capacidade oceânica. As principais metas deste plano são:

a) Construção de um navio-aeródromo, conhecido como Buque de Despliegue Principal, cujos Requisitos de Estado Maior (REM) ainda não foram concluídos;
b) Construção do Buque de Control de Emergencias, espécie de Navio de Propósitos Múltiplos, dotado de convés de voo, hangar e doca alagável, com deslocamento aproximado de 10.000 toneladas;
c) Construção de 2 fragatas de defesa aérea de área, para substituírem os contratorpedeiros Tipo 42;
d) Construção de 6 Navios-Patrulha Oceânicos, com deslocamento de aproximadamente 1.200 toneladas;
e) Construção de 2 navios-patrulha fluviais;
f) Conclusão da transformação do contratorpedeiro Hércules em navio rápido de assalto;
g) Instalação do sistema de comando e controle MINIACCO nos principais navios da Armada, iniciando-se pelas corvetas A69;
h) Modernização de meia vida dos contratorpedeiros Meko 360;
i) Modernização das 4 primeiras corvetas Meko 140;
j) Modernização dos submarinos TR-1700 (ARA San Juan e Santa Cruz) relacionados principalmente com sensores, eletrônica e modernização de armamento;
k) Estudo sobre o futuro do Avión Naval Táctico Argentino (ANTA), futura aeronave de alto desempenho da Armada Argentina;
l) Modernização das aeronaves Super Etendard remanescentes;
m) Substituição das aeronaves Aermacchi 326, para treinamento avançado de pilotos;
n) Incorporação de helicópteros Sea King modernizados, com capacidade para fornecer o apoio as campanhas antárticas, guerra anti-superfície e anti-submarino;
o) Aquisição de novos lotes do helicóptero AS.355, para servirem de helicóptero orgânico padrão dos navios escolta;
p) Aquisição de helicópteros utilitários para substituição dos Alouette; e
q) Repotencialização dos radares das aeronaves P-3 Orion.

A grande maioria destes planos não foi levada adiante pelo Governo Argentino. Hoje a Armada Argentina precisa recuperar sua capacidade operativa, mas a situação econômica vivida por nossos vizinhos ainda não permitiu a implementação de um grande programa de reaparelhamento.

Coincidentemente, quase três décadas após o Plan de Renovacion Naval da Armada Argentina, a Marinha do Brasil (MB) lançou um ambicioso Programa de Reaparelhamento, que foi dividido em programas menores, dos quais destacamos o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER); o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB); o Programa de Obtenção de Navios-Aeródromos (PRONAe); o Programa de Obtenção de Navios Anfíbios (PRONANF); e o Programa de Corvetas Barroso Modificadas (Classe Tamandaré).

FREMM Carlo Bergamini - foto 3 Marinha Italiana
A FREMM é uma das fragatas que concorrem ao PROSUPER

O PROSUPER prevê a obtenção, por construção, de 5 navios escolta com cerca de 6.000 toneladas de deslocamento, 5 navios-patrulha oceânicos com deslocamento aproximado de 1.800 toneladas e de 1 navio de apoio logístico, com deslocamento de cerca de 22.000 toneladas.

Scorpene - foto 2 DCNS
O cronograma do Prosub está atrasado por causa da crise econômica do Brasil

O PROSUB prevê a construção de um estaleiro e uma base naval no Município de Itaguaí, no Estado do Rio de Janeiro, a obtenção, por construção (neste estaleiro), de 4 submarinos de propulsão diesel-elétrica, derivados do modelo Scorpène (Classe Riachuelo), com cerca de 2.100 toneladas de deslocamento e de 1 submarino de propulsão nuclear, com deslocamento aproximado de 6.000 toneladas (Álvaro Alberto).

DCNS-PRONAE-10aTBD-1111B
O PRONAe prevê a construção de dois Navios-Aeródromos (NAe) de 50 mil toneladas

O PRONAe prevê a construção de dois Navios-Aeródromos (NAe). Para tanto, os requisitos iniciais estabelecidos foram: deslocamento da ordem de 50 mil toneladas; propulsão convencional; e disponibilidade de catapulta e aparelho de parada para, respectivamente, a decolagem e o pouso das aeronaves.

NDM Bahia - 4
Enquanto o PRONANF não deslancha, a MB incorporou o NDM Bahia, ex-Siroco da Marinha Francesa

O PRONANF prevê a construção de duas unidades de Navios Anfíbios, no Brasil, para substituir o Ex-NDD (Navio Desembarque-Doca) Rio de Janeiro, e o Ex-NDD (Navio Desembarque-Doca) Ceará. Nesse sentido, a Marinha do Brasil continua realizando pesquisa para obtenção de projetos prontos no mercado internacional, já tendo sido contatadas empresas de comprovada capacidade técnica, que possuem projetos/navios com características técnicas semelhantes aos Ex-NDD operados pela MB.

Modelo da corveta Tamandaré no estande da Emgepron na LAAD 2015
Modelo da corveta Tamandaré no estande da Emgepron na LAAD 2015

Prioridade na Marinha do Brasil, o programa das novas corvetas derivadas da Barroso prevê a aquisição de 4 corvetas, com características furtivas e deslocamento carregado de cerca de 2.700 toneladas.

A Marinha do Brasil também busca substituir o sistema de propulsão de seu único navio-aeródromo, o São Paulo (A12) e vem modernizando sua aviação naval, seja por meio de aquisição de novas aeronaves, seja pela modernização de outras, tal como tentou a Armada Argentina.

NAe São Paulo A12
O NAe São Paulo está parado aguardando condições financeiras melhores para modernização no futuro

No entanto, a crise econômica vivida pelo Brasil poderá obrigar a Marinha do Brasil a rever seu programa de reaparelhamento, assim como ocorreu com a Armada Argentina nas últimas décadas.

Neste sentido, de forma muito hábil, a Marinha do Brasil vem adotando medidas como a recuperação da capacidade operativa dos meios existentes; a baixa de meios cuja operação não são mais economicamente viáveis; a dilação de prazos de conclusão dos programas já em curso; o delineamento de prioridades para aquisição de meios navais, aeronavais e para o Corpo de Fuzileiros Navais; redução de custos, dentre outras medidas, a fim de diminuir o impacto da crise econômica sobre seu programa de reaparelhamento.

Por fim, cabe salientar que a análise da situação vivida pela Armada Argentina nas últimas décadas, poderá servir para que a Marinha do Brasil consiga suplantar as dificuldades impostas ao seu programa de reaparelhamento.

Este texto reflete, apenas, a opinião pessoal de seu autor não podendo ser confundido, em nenhuma hipótese, com a posição da Marinha do Brasil sobre o tema.

43 COMMENTS

  1. Boa noite Senhores!

    Ainda que no final do texto o editor “salpicou palavras de esperança” para nossa MB, eu realmente não consigo “saborear o mesmo tempero”. Claro que sempre devemos ser o mais otimista possível, porém a realidade é que não existe razão para otimismo.

    Nosso amado País está parado administrativamente falando. Falido financeiramente, politicamente e pior ainda moralmente. Pior porque nosso povo não está com ganas de reagir, não consegue simplesmente!

    O governo interino é no mínimo ruim em comparação com o anterior.

    Se houver eleições para a cadeira do Planalto, eu pergunto: Quem será ou serão os candidatos? Eu mesmo respondo: _ os mesmos que fazem carreira na política. Collor, Lula, Marina, o cara que foi marido de atriz da Globo que não lembro o nome mas não estou perdendo nada com isso…

    Resumindo: todo na defesa passa primeiro pela política e ninguém eu repito ninguém dos ditos democratas tem interesse em defesa. Isso não dá voto!

    Ou se muda pela luta ou ficaremos nisso até o fim do sistema de coisas!

    CM

  2. Almirante, errar é humano e natural, persistir no erro é burrice, todo mundo aqui sabe que estes mega programas ACABARAM, não vai ter dinheiro nem para comprar um bote inflável.
    Sugiro as mentes “prodigiosas” do almirantado que parem com as festinhas, os desfiles navais, reduzam o tamanho da estrutura, o número de pessoas, padronizem, racionalizem e principalmente parem de roubar, punam todos que até agora meteram a mão com vontade no negócio, começando pelo administrador do AMRJ, pois levam um purfa desde compra de papel higiênico a sistema de combate, que as coisas naturalmente vão se acomodar.

    G abraço

    PS Aquela história do NDD Ceará está muito mal contada, e até agora almirante, a MB continua fazendo cara de paisagem.

  3. Os submarinos Classe Riachuelo devem ser terminados, o submarino de propulsão nuclear deixa na geladeira que não faz falta!

    O programa das corvetas tem que seguir com urgência, pois as escoltas atuais estão no bico do corvo!

    Se tanto os submarinos convencionais e as corvetas estiverem concluídas até final da próxima década será uma tremenda vitória para a MB!

    Saudações!

  4. juarez (Juarez 24 de agosto de 2016 at 20:40), você tem provas do que você está falando? Não estou defendendo ninguém, na verdade eu não duvido que existam pessoas metendo a mão onde não deve, mas quando se faz algum tipo de acusação é interessante apresentar algum tipo de informação/fonte/etc., que corrobore o que está dizendo, não acha?

  5. MO eu também tenho, se fazia aqueles velhos navios funcionar full dando tudo de si, mas operavam não é mesmo, agora eu não vejo estes bocós falarem em um towed array, num sistema de despistamento de torpedo, num Asroc, em fim eles acham que submarino inimigo não é problema, o negócio é um quadratico retangulatico, de emprego geral com míssil AA, tudo de preferência Francês, mas como eles não tem dindin inventam a Tamanduá exxxxxxxpecializada em exatamente nada, um patrulhão vitaminado metido a besta custando meio bilhão, e o pior é que tem gente que acha o ó do borogodó.

    G abraço

  6. Adler, a minha resposta a teu comentário não foi autorizada pelo editor, mas se quiser me passar o email eu te respondo com o maior prazer.

    G abraço

  7. É Juarez, fica dificil achar que a Tamandua será (Seria né, que eu duvido) a solução de tudo, meu se dependermos de Cv e NPaOc para salvar a pátria, meu, vende tudo e compra uns guinchos e vira tiopo uma porto seguro da vida

    As Vezes é como o Bardine falou, vira um tremndo Super Trunfo … tadim do Kirov (opa em Wikipedies Pyotr Velekiy, Petrer the Big, Pedrão o Poderozaum, o que seja como é chamado no google .. E viva os UQTR´s ….

    To ficando veio rabujento …. kkkkk

    Em tempo, fotos da patroa, “ouvo” graça até oji por insistir para ela fazer estas fotos na xuva … kkkkkkkkkkkkkk 😛

    28 Photos

    My Girlfriend shots, under rain, listening her complains until today due rain, wind, make up damage , ba bla bla bla … .

    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2016/08/ms-msc-shenzen-lxsz-em-detalhes-sob.html

  8. Não há FA mas distante de um Policial que a Marinha, aliás foi a única FA com a qual não trabalhei, mas vou lá.
    Não sei se os Comandantes da MB são irrealistas ou visionários.
    Por um lado na situação político-econômica brasileira, ambicionar porta-aviões e subnuc é muito… numa posição no qual se renuncia a conflitos ofensivos e de conquista, até um CFN parece exagero.
    Por outro, há uma renuncia política e cultural do Brasil assumir uma posição no mundo que, pelo seu tamanho, população e economia, é natural. Faz-se mais esforço nessa renuncia ao nosso lugar no mundo que em assumi-lo. E talvez as FAs tenham consciência disso, e procurem se manter prontas pra quando o Brasil resolver assumir seu posto no mundo.

  9. De 2016 até 2018 teremos um retrocesso de, no mínimo 13 anos, as FA brasileiras vão voltar ao mesmo patamar que estavam no governo FHC. Os projetos não serão concretizados. Nem o subnuc. Tenho dúvida até quanto aos caças, mesmo tendo sido assinado contratos, pois em todo contrato se coloca uma cláusula de distrato/denuncia.

  10. coitada da argentina um país digno de pena…quando não é a crise ou governo k é o embargo da rainha…mais não adiantaria mesmo eles terem 2 contratorpedeirosTipo 42; 4 contratorpedeiros Meko 360; 6 corvetas MEKO 140,3 corvetas do Tipo A69; 6 submarinos TR-1700, quando tem os meios não sabem usar ou tem medo de perder…melhor ela se contentar com a seu papel histórico que é ser uma guarda costeira para resgatar pesqueiros sem combustivel…além de ser um país péssimo em fazer mapas…

  11. Farias…

    não acredito que tudo fosse “mil maravilhas” na época do FHC, mas, ao menos quando ele
    deixou o governo as fragatas classe Niterói estavam sendo modernizadas um processo que
    iniciou em 1998.
    .
    As 4 fragatas T-22s ainda eram relativamente novas , assim como as 4 corvetas “Inhaúma”
    e mesmo havia duas “Garcias” aqui classificados de contratorpedeiros um dos quais
    permaneceu em serviço até 2008.
    .
    Uma corveta estava em construção a “Barroso” que se já estava sofrendo atrasos, praticamente
    teve suas obras paralisadas até 2005.
    .
    O NAeSP ainda navegava em 2002 e havia esperança de que ao menos 18 dos 23 A-4s poderiam ser modernizados sem falar que a marinha havia adquirido o direito de voltar a ter
    novamente aeronaves de asa fixa.
    .
    Um número maior de unidades deu baixa e um número menor foi adquirido e os períodos de
    manutenção passaram a ser maiores indisponibilizando mais unidades.
    .
    O “retrocesso” não se dará entre 2016 e 2018 pois já estava ocorrendo !

  12. Ótima analogia, principalmente se deixarmos de lado os pontos otimistas do final, mas um detalhe que atentei é que o texto citou que o 1° esquadrão previa ser equipado com MB-326, enquanto previa equipa-lo com o MB-339, em substituição ao MB-326 que já era empregado desde o final da decada de 60, chegaram a operar 10 MB-339, porém abandonaram os 339 que sobraram após a guerra e voltaram a operar os 326, só que dessa vez fabricados pela embraer.

    Excelente comparativo da megalomania da ARA do passado (que resultou na ARA que conhecemos hoje), com a megalomania da MB de hoje (que resultará numa MB que temo ser pior que a ARA de hoje).

    Enfim, parafraseando Jacob e Gabriel:

    “I see a menace to our paradise
    in these evil times.
    Heaven is burning, people are yearning
    for a new doctrine, they are
    serpents on the way to paradise.”

  13. Mo e Juarez…

    acho que a nostalgia tomou conta de vocês quanto aos antigos contratorpedeiros…lembrem-se
    que apenas 2 eram “Gearings” que apesar dos bons sonares eram apenas duas unidades, mas, o “ASRoc” não funcionava e apenas um pequeno helicóptero “wasp” podia ser embarcado.
    .
    Dos 5 “Sumners” 4 podiam operar com o “wasp” pois haviam passado por uma modernização um
    pouco maior e os demais eram “Fletchers”.
    .
    As fragatas classe “Niterói” elevaram a guerra anti submarina a outro patamar com 4 delas
    equipadas com o “Ikara”, duas com sonar de profundidade variável e todas as 6 capazes de embarcar um helicóptero “Lynx”.
    .
    abraços

  14. Aos que não sabem….o Brasil já foi a 3 maior potencia naval… do mundo…. nos tempos do Império…reinamos até as costas da africa….abaixo do equador… eramos nos.. brasileiros que ditavam.. as regras…após a revolta da armada..marinha do brasil… hoje… começamos a perder a dignidade e passamos a depender… de..governos republicanos.. que temiam o apoio feito.. pela,,,armada.. para a volta do império.. perdemos para começar nossos encourados.. que foram dados…de presente…aos eua.. como forma de pagamento pelo apoio.. dado pelos…americanos..durante a revolta… de la para cá brincamos.. de marinha.. sempre.. as voltas..com cortes.. readequação.. contingenciamentos. e por ai vai .

    .Apesar te todo esforço de muito de seus. membros..dependemos. de políticos. devisão..tacanha
    Os republicanos que temem.. forças armadas.. fortes… e capazes de realizar sua missão…..esses. senhores.. que la em 1889, que atravéz de um… GOLPE… que afinal venhamos e convenhamos.. a…((( proclamação da República ))) foi um golpe militar. esse sim um golpe……transferiram todo poder para mãos de um só homem…no sistema presidencialista é assim..tudo nas mãos de um só.. e ele depende.. de ajustes acordos barganhas com o políticos.. as forças armadas… ficam.. sempre… a ..deriva… contando com a …((sobra))) para existir..e mesmo assim ainda.. sofremos… contingenciamento..quase como já certo todos os anos
    ..pergunto como poder seguir em frente dessa forma…

    Uma pergunta que não quer calar.. se a marinha argentina possui-se sua..armada como eles haviam planejado… na guerra pelas malvinas… será que a balança teria pesado para outro lado!!

  15. Bom dia Dalton, permita-me um adendo, no governo de FHC haviam 4 Garcia em operação, nos idos de 2000 o Pará estava em PMG e os demais operando.

  16. Perdão João Paulo, percebi um equivoco em seu texto que é reincidente e ja foi mencionado por outra pessoa em outra matéria daqui do naval, mas vamos lá novamente, o Brasil não deu nenhum encouraçado de presente aos EUA, o Brasil encomendou 3 encouraçados Deadnought à Inglaterra e o Minas Gerais e o São Paulo foram entregues e operaram até a segunda guerra (um empregado em Recife e outro em Salvador como baterias costeiras flutuantes) e o Rio de Janeiro foi cancelado ainda durante a construção na Inglaterra, quando foi vendido para a Turquia, mas com o inicio da primeira guerra mundial a Royal Navy o requisitou antes da entrega à Turquia, onde foi batizado de Agincourt, sendo que a Turquia acabou ficando em compensação com um cruzador alemão que se internou um porto turco durante a guerra.

  17. João Paulo…

    além do que o Aircobra corretamente escreveu essa história de terceira maior marinha do
    mundo não bate…é verdade que marinhas como a alemã e a japonesa eram ainda incipientes
    mas a marinha brasileira não poderia ocupar um terceiro lugar, o Reino Unido, França e a Rússia eram maiores até mesmo a US Navy era maior na época.
    .
    Talvez um quinto lugar e mesmo assim por pouco tempo !
    .
    Quanto a sua pergunta sobre se a marinha argentina fosse o que estava sendo planejado,
    provavelmente o governo militar teria sido derrubado antes disso, um dos motivos da invasão
    ter ocorrido em abril foi que a junta militar não estava segura de manter-se no poder muito mais tempo.
    .
    Também é possível que o plano argentino à medida que fosse executado tivesse feito soar o alarme no Reino Unido e os britânicos poderiam ter agido de acordo antecipando o reforço
    das ilhas pois cá entre nós, algumas poucas dezenas de militares britânicos levemente armados
    apenas motivaram ainda mais o plano de invasão…hoje a história seria bem diferente.
    .
    abs

  18. Oi Dalto, sim, mai o meno, o meu foi mais no sentido de achar algo mpressendivel termos Tamanduas como escoltas e se sentir confortável (hipotéticamente, do fato de uma Cv ser o “apice” de consumo como escolta

    As Mk 10 tinham isto tudo, mas tivem certos probleminhas de audição de um certo tempo para cá

    Ai misturou sentimentalismo a partir do coment do Juarez e afins, acompanhamos estes navios, sabiamos do Asroc de enfeite e afins, mas crescemos nestes navios até me lembrar que toda vez que aparece uma porra de um UQTR sempre tem um “belo navio e eu tentando ver onde fica a proa e popa saporra … 😛

  19. Não adianta ficar dizendo ou insinuando que este ou aquele governo fez isso ou aquilo, pois isto se presta aos políticos não a militares, quanto ao fato de haver desvios de militares desta ou daquela força cabe a justiça militar mandar investigar e apurar e caso exista algum desvio punir os responsáveis, porque num país pobre como o nosso não se admite desvios de verbas que são poucas para a defesa.
    Quanto aos meios da MB é lastimável, porque com a crise os recursos serão cade vez menores e as FFAA terão que se adequar aos recursos existentes, talvez no futuro tenhamos uma boa guarda costeira, guarda aérea no lugar da FAB com alguns helicópteros e alguns super tucanos e quem sabe no lugar do EB uma boa guarda de fronteiras; não é ironia esta é a realidade atual e quem sabe do futuro próximo.

  20. Olhando mais atentamente a foto do “25 de Mayo” contei 12 A-4s o que não era sustentável então pode ser que a foto represente o período de tempo em que o NAe foi buscar os A-4s na costa leste dos EUA.

  21. Mas me digam uma coisa! Para que tudo isso? 400 mil militares, bases e encastelamento militar nos grandes centros urbanos, brinquedinhos caros…caríssimos e… nossas fronteiras continuam desguarnecidas vergonhosamente…entra dinamite, armas pesadas, minérios e muita, mas muita biotecnologia. Para quê tudo isso se nossas forças armadas não conseguem “vender” seus projetos utilizando este mantra e efetivando-o. Proteção efetiva das fronteiras e guarda costeira. Não deixam outras “policias” fazerem e não fazem nada. Seria um belo treinamento real não acham! Mas ficam pintando muros/guaritas, muitos estafetas e 80% alojados nas grandes e acolhedoras cidades.

  22. Para mim, não aprenderemos nada.
    .
    É sempre este sonho de que seremos potencia a qualquer custo. O caras não põe os pés no chão nunca. Quando acham que tem dinheiro, vamos desenvolver a industria nacional, fabricar Submarinos, Corvetas, Fragatas, Porta Aviões, Helicopteros, Caças, querm comprar o mundo! Quando não tem, ainda assim, insistem em desenvolver a industria nacional, e lá vamos nós construir Tamandaré pelo preço de uma FREMM. É sempre a mesma conversa, construir aqui para desenvolver a industria nacional . Industria esta, que não consegue vender pra ninguém, afinal produzir aqui é muito caro, seja lá oque for. Não temos competitividade. São impostos demais.
    .
    Aqui o carro está sempre na frente dos bois. Os caras contam com o ovo dentro da galinha.
    .
    Com tantas classes de navios já prontas, sendo produzidas lá fora, precisamos criar outra completamente nova e que custará 3 vezes mais caro?
    .
    Eu vejo esta classe Amazonas. Os navios foram comprados em liquidação e não atendem plenamente os requisitos da MB para este tipo de navio. Querem outra classe de OPV diferente, mais caro, que atenda aos requisitos. Mas não tem dinheiro pra isto. Mas não são estes Amazonas que estáo aí navegando? Não foi um deles que foi até ao Líbano cobrir a falta de um navio melhor para enviar? Eles não estão quebrando um enorme galho? Se vc não tem cão, caça com gato. Se não pode comprar algo mais caro, compre o mais simples e mais barato. O projeto foi comprado, é nosso, está pronto! Façam algumas modificações no projeto, que não fiquem tão caras, para atender a outros requisitos da MB, e mandem construir lá fora. Um passo de cada vez. No fim, não temos nem o cão e nem o gato.
    .
    Aí vamos nós comprar Tamandaré, por um preço absurdo e que no fim vai passar boa parte de sua vida operativa, fazendo missões de um OPV. Cada navio da classe Amazonas custou 53 milhões de Euros (R$ 180 milões em valores de hj). Cada Tamandaré vai custar no mínimo, o preço de 3 navios da Classe Amazonas.

  23. Larri Gonçalves, há algum tempo, antes de o Brasil tomar conhecimento do tamanho da crise que já era latente antes das eleições presidenciais de 2014, eu escrevi no fórum que as FFAA se resumiriam a mais ou menos o que você escreveu. Naquela ocasião o ufanismo e o sentimento de “Brazil Putênfia” ainda dominava vários comentaristas, principalmente em outro fórum de militaria alinhado com o governo da época. A realidade econômica e financeira do país, além da ausência do risco de guerras no curto e médios prazos, levarão as FFAA a reverem sua atuação e sua preparação para efetiva defesa e controle do território, espaço aéreo, mar territorial e ZEE, contra as reais ameaças ao país (guerra assimétrica, narcotráfico, contrabando, descaminho) e contribuiirem para redução da criminalidade, que faz 50.000 vitimas por ano no Brasil.

  24. Puxa! Que legal hein gente…demais mesmo, sensacional..mas aqui entre nós: cadê o A4 e o piloto? O gato comeu?

  25. Não Déia, mas lei vai pegar os responsáveis por este ato e outro ainda pior, estão apenas esperando e esperando.
    Criar história leva algum tempo

    G abraco

  26. Todos os nossos problemas se resumem com uma unica palavra. Corrupção. A cultura e prática da roubalheira é tanta, que parece estar no DNA das nossas autoridades. Este comportamento nefasto nos leva mais ou menos um teço de tudo que a sociedade produz. Não fosse isto teriamos forças armadas equipadas para o real desempenho de suas atribuições. Cada setor organizado da sociedade se propõe a tirar um naco daquilo que esta mesma produz. Quando autoridades roubam até merenda de crianças, os senhores acham que podemos esperar delas o que? E ainda tem gente que defende os politicos. O Brasil, a continuar este estado de coisas, esta correndo riscos irremediáveis.

  27. Existe uma máxima do governo que é primeiro estimar quais serão os recursos disponíveis no futuro.
    No Brasil não se pensa em primeiro garantir que os recursos existam para depois fazer o investimento.
    As FFAA precisam propor soluções com o que tem , ou seja , o que elas tem é tecnologia de ponta ,
    pergunto aos que entendem neste site (sou leigo) seria viável (e legal) transferir tecnologia de ponta para empresas nacionais e receber algum tipo de royalty por isso?

  28. Hartman…
    .
    Tecnologia de ponta? Isto nao existe.
    .
    Antonio Palhares
    .
    Não é só corrupção não. A maior parte dos recursos é de fato gasto. A questão principal é com oque é gasto. E Mais de 90% do orçamento é gasto com pagamento de pessoal.

  29. Bom, então eu não entendo, embora leigo tenho um pequeno conhecimento quanto ao que significa
    construir um radar tipo M200 (Bradar + Ctex) com 300Km de alcance (foi o que informaram) , Sistemas
    digitais embarcados (AEL Sistemas) ,tecnologia de propulsão de misseis (Avibras), entre outros.A pergunta é se essas tecnologias poderiam ser aplicadas no setor privado e se obter um retorno financeiro.

  30. Olá Hartman!
    .
    A FAB, EB recebem (ou tem direito a receber) royalties de diversos produtos pelos quais pagou o desenvolvimento. Entram aí Super Tucano, KC-390, Guarani, entre outros.
    .
    A questão é que a maioria destes produtos não tem preços competitivos. E aí entra a enorme carga tributária existente na industria, a falta de crédito barato (inclusive para financiar a exportação), a falta de acordos bilaterais de comércio (estamos aqui presos ao Mercosul). Isto além da falta de infraestrutura, mão de obra qualificada e investimento em pesquisa.
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    Muitos dos produtos agora fabricados aqui, já existem em qualidade superior e com menor preço em outros países há muitos anos. A gente está somente correndo atras do prejuizo (e não com investimento em pesquisa e sim com a compra de tecnologia). E excessão a isto aí tem sido os produtos da Embraer. E mesmo assim, as últimas vendas de Super Tucano foram de aeronaves fabricadas nos EUA, beneficiando-se de financiamento barato (FMS), de preços menores e do círculo de influencia americano.
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    É oque a galera esta comentando aí acima: Vamos construir navios aqui, de qualidade inferior a produtos fabricados em outros países e custando 3 vezes mais caro. E acontece em toda industria, não só em Defesa. A gente tem uma industria automobilistica enorme que está em crise (o mercado interno está em recessão) e que não consegue exportar por falta de preço.
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    Fora isto ainda há produtos pelos quais pagamos a nacionalização, a criação de uma linha de montagem (e um exemplo é o Helicoptero Caracal e deve acontecer o mesmo com o Gripen) e jamais conseguiremos vender a ninguém. Recentemente países sulamericanos compraram helicópteros diretamente da matriz francesa, não compraram aqui, exatamente porque nossos Caracal são os mais caros do mundo!!

  31. Os nossas são as mais caras da galáxia, mas tinham que usavam o argumento da exportação para justificar este contrato lesa pátria….
    O tempo ainda será soberano sbre este assunto, e fará a sua parte, mostrando a verdade.

    G abraco

  32. Muito bem Sr Zorannn, pelo que entendi de sua explanação tudo se resume a uma política de estímulo
    á produção ( financiamento + cadeia produtiva) ,quanto a capacitação de mão de obra e produtos , discordo, então o ponto inicial de partida seria propor estímulo á produção e uma política de desoneração fiscal para essas tecnologias que “seriam passadas” ao setor privado.Isso não é impossível basta querer . As FFAA precisam propor soluções, elas existem é necessério de alguma forma criar um FUNDO DE DEFESA sem recursos do Tesouro Nacional,

  33. Olá hartman!
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    Não basta querer não. Para qualquer redução de impostos, tem de haver a diminuição dos gastos por parte do governo. Aliás precisamos cortar gastos para pelos menos não estourarmos o orçamento. Mesmo querendo, temos uma dívida pública enorme, que impede qualquer desoneração, inclusive na cadeia produtiva. Pra se ter uma idéia, este ano, temos um orçamento de 1.500 bilhões (1.5 trilhões) e o governo esta estourando este orçamento em quase 50% (700 bilhões!! – 520 bilhões de juros + 180 bilhões de deficit nos gastos).
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    E até agora nada de concreto foi aprovado no sentido de reverter esta conta. O ano que vem, deveremos pagar quase 700 bilhões de juros! Como reduzir impostos, se nem a carga tributária enorme que temos, é suficiente?
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    Oque o governo pode e deve fazer (e esta demorando demais para começar), é criar regras claras e licitar concessões em infraestrutura. É a única maneira de começarmos a tirar o país da recessão, sem necessitar de investimentos do governo que está falido. Com crescimento econômico + corte de gastos (cortes de verdade), podemos controlar o crescimento da dívida pública e reduzir a taxa de juros a médio prazo.
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    Obviamente que falta sim uma política de exportação. E poderia sim ser avaliada uma redução de impostos (em difinitivo) para produtos destinados ao mercado externo. Como pouco exportamos produtos industrializados (de alto valor agregado), um plano de reforçar as exportações destes produtos, com redução de impostos, pouco afetaria a arrecadação do governo. E este seria um bom momento para aproveitar o câmbio favorável
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    Quanto ao mercado de produtos de Defesa: enquanto não houver uma politica destinada a exportação destes produtos, com redução de carga tributária, não conseguiremos vender a ninguém. E isto seria só o começo da resolução do problema: afinal falta infraestrutura, mão de obra especializada, pesquisa em tecnologia…. etc, mas já seria um começo.

  34. No meu modo de ver as coisas,tudo deveria de ser simples me referindo a renovação da nossa marinha.Fazendo uma alusão ao programa argentino,o única coisa quê vamos fazer igual ,é quê não vamos fazer nada.Temo pela nossa marinha pois como disse é para fazer simples mas os caras tão complicando,talvez para levar algum como de praxe nesse país.Devemos de dar valor as compras de oportunidades,ir atrás de gente quê sabe fazer e não ir atrás de gente quê quer projetos,quê vão ser impossíveis de se concretizar,como o do sub nuclear quê vai ficar parado igual ao A-12 enfeitando a paisagem, sugando nossos bolsos e matando, nossos militares quê sirvam lá.Com uma visão simplista porém sem desvio de verbas,roubo e propinas,poderíamos ter uma força quê poria respeito e quê fosse eficaz

  35. O problema do reaparelhamento é querer muitas coisas no mesmo tempo, como na década de 80 com a construção de corvetas e submarinos. Outro problema é não saber definir quais são as prioridades como por exemplo construir submarinos novos quando já tínhamos submarinos relativamente novos e o que precisávamos era de escoltas

  36. Sr Marcel… vc conhece a Serra do Caparro, na Cabeça do Cachorro? Estive em missão real de coleta de informes e operação presença por trinta dias naquela região em 1991, tendo em vista as rotineiras invasões do território nacional por garimpeiros/FARC, na mesma época do ataque do Traíra. Posso te dizer que a missão foi muito bem cumprida. Vc me entende? Naquela ocasião contraí uma leishmaniose que só curou após 96 (noventa e seis) ampolas de Glucantime. Servia no PELOPES do antigo 5º Batalhão Especial de Fronteira, atual 5º Batalhão de Infantaria de Selva. Agora, nos conte uma história sua. Selva.

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