almirante-kuznetsov-e-pedro-o-grande
Almirante Kuznetsov e cruzador Pedro O Grande

O porta-aviões russo “Almirante Kuznetsov” foi fotografado juntamente com sete outros navios ao longo da costa norueguesa. As fotos foram feitas na segunda-feira em águas internacionais a oeste de Andoy em Nordland.

A força-tarefa do Kusnetsov está a caminho da Síria, onde participará da campanha aérea russa na região.

almirante-kuznetsov
Caças Su-33 e MiG-29K estavam no convoo
Cruzador Pedro, O Grande
Cruzador Pedro, O Grande
SHOT FEITO: A submarino russo Delta IV fotografado em 12 de Outubro, em águas internacionais no Mar de Barents. A escotilha aberta no convés de popa é uma plataforma de lançamento para os mísseis balísticos que foi demitido no mesmo dia
Submarino russo Delta IV fotografado em 12 de outubro, em águas internacionais no Mar de Barents. A escotilha aberta no convés de popa é uma plataforma de lançamento para o míssil balístico que foi testado no mesmo dia

75 COMMENTS

  1. Legal. Será que passaram por cima do Tirpitz?
    Sem sacanagem, essa demonstração de “força” é totalmente desnecessária, uma vez que, marinha de guerra tem nome e sobrenome. Começa com US e termina com NAVY.

  2. Na realidade são duas notícias diferentes:

    Uma é do grupo tarefa a caminho da Síria.

    A outra é sobre o submarino:

    O SSBN fotografado não tem nada a ver com o “Kuznetsov”….o SSBN no caso é o Delta IV “Novomoskovsk”, que lançou um míssil a um polígono situado no Pacífico e no mesmo dia um SSBN baseado no Pacífico, no caso o Delta III “Georgiy Pobedonosets” lançou também um míssil, este com destino a um polígono situado no norte da Rússia……e um terceiro míssil foi lançado no mesmo dia a partir de um silo com destino ao Pacífico.

  3. Perfeito Franz !

    SSBNs NUNCA fazem escolta de nada, NUNCA perseguem navios e outros submarinos, NUNCA fazem serviço de inteligência, NUNCA desembarcam “comandos”, NUNCA fazem minagem…
    na verdade, NUNCA fazem nada, prestam apenas para navegar lentamente e silenciosamente
    longe das rotas de navegação preparados para lançar seus mísseis com ogivas nucleares e
    eventualmente fazem uma visita a um porto estrangeiro como no caso dos SSBNs da US Navy
    e se deixam fotografar às vezes para que ninguém esqueça que eles estão por aí 🙂

  4. Jagder…

    o casco do “Tirpitz” não existe mais, não é o caso de outros navios que foram afundados e
    permanecem como verdadeiras tumbas submarinas , alguns como o “Royal Oak” em águas rasas até hoje.
    .
    Quanto à “demonstração de força” não há nada de anormal… é uma boa ocasião para colocar em prática tudo o que se aprendeu durante os treinamentos e ao mesmo tempo servir à política russa.
    .
    Pense no “Kuznetsov” e seu grupo como se pensaria no USS Dwight Eisenhower e seu grupo,
    por exemplo, não há nada de extraordinário em nenhum dos dois…extraordinário seria se estivéssemos vendo uma concentração bem maior de navios de ambos os lados.

  5. Delmo

    É normal que um SSBN lance um míssil de vêz em quando…..principalmente depois de uma grande revisão, para testar um novo tipo de míssel, manobras, para testar a tripulação e/ou um novo comandante ou até mesmo para fazer um pouco de propaganda…

  6. Delmo…

    ano passado o USS Kentucky lançou 2 mísseis no intervalo de apenas 2 dias…não há nada de
    “anormal” no que os russos fizeram e trata-se de mísseis desarmados, sem ogivas nucleares
    tanto no caso dos mísseis russos quanto no caso dos mísseis dos EUA.

  7. Almirante Dalton

    Os SSBN da USN praticamente não visitam mais portos, tanto nos EUA como no exterior…..o baixo número de SSBN, risco de terrorismo…..a única visita conhecida nos últimos 6 anos, foi a do USS Wyoming a base naval de Faslane no Reino Unido realizado no início deste ano…..

  8. Franz…
    .
    foi noticiado há pouco tempo que a US navy pretende que seus SSBNs “apareçam” um pouco mais, um exemplo foi o que você citou, outro esteve não faz tempo em Rota na Espanha, e o
    USS Tennessee deu uma “parada” na Escócia semana passada…justamente em Faslane outra vez.
    abs

  9. RECEIVED FROM MAIN AIR TRAFFIC MANAGMENT CENTER OF RUSSIA : RUSSIAN NAVY TRAINING FLTS IN HIGH SEA AREA OF THE NORTH SEA POSITION 6300N 00000E-6300N 00400E-6150N 00300E-6150N 00000E-( 6300N 00000E )

    LOWER: Surface, UPPER: FL180
    FROM: 19 Oct 2016 07:00 GMT (09:00 CEST) TO: 21 Oct 2016 16:00 GMT (18:00 CEST)
    SCHEDULE: DAILY 0700-1600

    http://notaminfo.com/norwaymap

  10. O Kirov é impressionante… olha o tanto de radares que esse navio carrega, tem quase 100 mísseis do S-300 aí dentro… aqui para nós, as outras marinhas baixam a orelha para esse bicho aí… e nuclear ainda por cima.

  11. Franz !

    talvez em casa tenha anotado, o que encontrei é do USNI do ano passado…copiei o mais importante:
    .
    “Ballistic missile submarines will once again make port calls in foreign countries, after more than a decade of boomer crews deploying without the possibility of mid-patrol liberty.

    The Associated Press reported on Monday that USS Wyoming (SSBN-742) recently stopped in Faslane, Scotland, marking the first of what will become “occasional visits to foreign ports.”
    .

  12. Então, essa visita do USS Wyoming a Faslane, foi a primeira em mais de 10 anos!

    Mesmo que aconteça uma visita de vêz em quando; o número de visitas é irrisório….principalmente pelos motivos que citei anteriormente..

    Antigamente o número de visitas, mesmo a base navais era bem maior…..e nem sempre trata-se de uma “visita”; mas sim de algum motivo técnico, médico ou de troca de CO / XO….

    Como as patrulhas são em média de 60-70 dias; a tripulação ganha como recompensa mais dias livres quando o SSBN volta a base…

  13. Por isso escrevi “eventualmente” 🙂 Antigamente, nos anos 80, o número de SSBNs era mais do que o dobro do atual como você sabe, então, as “visitas” com aspas, naturalmente ocorriam com mais frequência também.
    .
    Como você igualmente sabe , mas fica aqui como curiosidade , nos primeiros anos da década passada o número que já havia caído para 18, caiu para 14, já que 4 deles foram convertidos para SSGNs e como 2 estão sempre passando por modernização de meia vida com um se preparando para iniciar o processo ou outro que recém saiu dele, fora um ou outro passando por uma manutenção mais prolongada, o número real de SSBNs disponíveis para patrulha deve ser algo em torno de 9 a10 unidades o que significa talvez 4 a 5 em patrulha a qualquer tempo.

  14. Bosco e colegas. Os mísseis russos, de performance similar, costumam ser maiores do que os americanos?
    Eles têm problemas com miniaturização?
    Se for verdadeiro, os navios e caças russos precisam ser bem maiores.

  15. Caro Dalton
    Ótimo seus comentários, desmistifica o que foi afirmado aqui no PN sobre SSBNs.
    ___________________________________________

    “SSBNs NUNCA fazem escolta de nada, NUNCA perseguem navios e outros submarinos, NUNCA fazem serviço de inteligência, NUNCA desembarcam “comandos”, NUNCA fazem minagem…
    na verdade, NUNCA fazem nada, prestam apenas para navegar lentamente e silenciosamente
    longe das rotas de navegação preparados para lançar seus mísseis com ogivas nucleares e
    eventualmente fazem uma visita a um porto estrangeiro como no caso dos SSBNs da US Navy
    e se deixam fotografar às vezes para que ninguém esqueça que eles estão por aí”.
    ___________________________________________

    Absolutamente desnecessários ao Brasil.
    Sim eu sei as diferenças e são muitas, por isso mesmo.
    Sem polêmicas, o tema é outro.

  16. Nonato,
    Os caças russos em geral são grandes porque eles têm grande capacidade interna de combustível e não tem nada a ver com a miniaturização. Como eles querem ter grande autonomia sem tanques externos, colocam muito combustível, e aí o caça fica grande e pesado e precisa de um motor grande e pesado. Ficando grande precisa de um radar de grande diâmetro pra poder detectar o inimigo mais longe que pode ser detectado. Isso tudo colabora para que o caça fique grande. Caça grande com grande RCS tem que ter radar grande e com grande potência pra poder detectar um caça menor com radar de menor alcance. É mais ou menos assim que funciona. Muito disso deve ser por conta da extensão do território russo, sendo uma grande parte inabitada e sem bases aéreas (eu acho).
    Os mísseis antinavios russos também são exemplos de “coisas grandes” e o são porque foram feitos pra tentar neutralizar um porta-aviões de 90.000 t. Pra isso ele tem que ter uma ogiva pesada e tem que ter longo alcance pra tentar ficar fora do alcance dos caças de defesa de frota. Aí o míssil todo fica grande e pesado. Só isso não bastando ainda tem que ser supersônico para tentar passar pelas camadas de defesa o maís rápido possível. Aí fica mais grande e pesado ainda.
    Os mísseis sup-ar russos de longo alcance também são grandes, mas porque precisam ter grande alcance já que há a expectativa da OTAN/EUA estabelecer a superioridade aérea nos primeiros dias de um eventual e improvável conflito, e aí apela-se para os mísseis. Cada um sabe onde o calo aperta.
    Mas de modo geral os russos gostam sim de máquinas grandes e com grande desempenho mecânico/cinético. Muito disso é fruto da velha disputa entre o comunismo e o capitalismo pra ver quem tinha o pipiu maior.
    Há vantagens e desvantagens em ser grande e com grande desempenho.
    O Kirov é imenso e muito poderoso, mas só tem um em operação. Mesmo nos tempos áureos da URSS só tinham 4 operando. O cruzador Ticonderoga é menos impressionante mas foram feitos uns 30 e ainda 24 (salvo engano) permanecem em operação. Dois Ticonderogas é muito melhor que um Kirov.
    Um outro exemplo, o míssil antitanque TOW tem desempenho menor que o dos mísseis antitanques veiculares russos, como o Kornet, Khizantema, Spiral, etc., só que só no exército dos EUA há cerca de 4000 veículos que lançam o TOW enquanto há poucas dezenas de veículos que lançam os mísseis russos.
    Outro exemplo é o míssil Iskander M, ele é um monstro perto do ATACMS americano, e tem desempenho bem superior. Só que há cerca de 1500 lançadores de mísseis MLRS/HIMARS que lançam o míssil americano e só há cerca de 100 lançadores do míssil Iskander M.
    OU seja, há vantagens e desvantagens em ter desempenho superior.

  17. Hoje, se fosse dada uma ordem à USN, “afundem o “Pedro, o Grande””, essa ordem não poderia ser cumprida (em tese) por nenhuma unidade de superfície (fora os porta-aviões).
    Os submarinos de ataque, os bombardeiros da USAF e os porta-aviões é que teriam que fazer o serviço.
    http://breakingdefense.com/wp-content/uploads/sites/3/2014/11/US-Navy-outranged-CSBA-Clark-Slide11.jpg
    Dentro de pouquíssimo tempo, com a disseminação da capacidade sup-sup do SM-6 com 400 km de alcance (??) a coisa já vai começar a mudar. Mais pra frente ainda com a introdução do Tomahawk antinavio e aí o “Kirov” estará em clara desvantagem. Num futuro mais distante com a entrada em serviço do LRASM e aí “caixão e vela preta”. rsrsss

  18. Claro que na medida em que existe uma aproximação entre os navios (e diversos motivos podem levar que isso ocorra) a vantagem do navio de com mísseis de maior alcance desaparece. Em cenários onde os navios estão próximos há o que se pode chamar tecnicamente de “pega pra capar”. rsrss

  19. É verdade que os navios de superfície da US Navy não têm, individualmente, condições de por a pique um Kirov, salvo a hipótese de os sistemas de defesa dele não funcionarem a contento. Contudo, desde a 2ª Guerra Mundial, a US Navy considera que a arma ideal para atacar um navio de superfície são seus aviões: alcance muito maior, risco de contra-ataque muito menor, sustentação no ataque, com sucessivas levas de aviões atacando, até que em algum momento, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Os navios de superfície da US Navy têm como missão primária a defesa do Nae e o ataque terrestre.

  20. ““SSBNs NUNCA fazem escolta de nada, NUNCA perseguem navios e outros submarinos, NUNCA fazem serviço de inteligência, NUNCA desembarcam “comandos”, NUNCA fazem minagem…” Olha o que eles fazem.

  21. Jacinto Fernandes 18 de outubro de 2016 at 23:01

    Porta-aviões são armas formidáveis – contra países de Terceiro Mundo. Ele pode ter 100 aviões, 200 aviões – e daí?
    .
    1- sendo gigantesco, ele é um alvo enorme para um míssil; e bem mais lento que um avião.
    2- você não precisa se concentrar em combater os aviões que ele comporta, tem que se concentrar em afundar o porta-aviões. Se você conseguir afundá-lo, onde os 100 aviões vão pousar?
    3- os russos, cientes disso, preocuparam-se em dotar o Kusnetzov com o melhor sistema defensivo de todos os porta-aviões que existem. Veja:
    https://dinamicaglobal.wordpress.com/militar/uma-breve-analise-comparativa-dos-grandes-porta-avioes/
    4- os russos não querem construir mais porta-aviões. Talvez, num futuro longínquo construam mais um, para fazer par ao Kusnetzov, e será a diesel – nada de porta-avião nuclear.O que os russos querem e precisam, é de porta-helicópteros. Do tipo que compraram da França e não deu certo.

  22. Jacinto,
    Eu acho que os submarinos de ataque disputam com os aviões esse “privilégio” de atacar as maiores unidades navais russas.
    Vale salientar que está havendo uma mudança de doutrina dentro da USN e ela agora quer dar maior poder de fogo antinavio aos seus navios, além de distribuir mais esse poder numa maior quantidade de unidades.,

  23. Amigo Bosco!
    E se o A\k esta “somente” esta fazendo a sua parte : proteger um agrupamento de ataque?Ou seja : um cruzador pesado com capacidade de atacar e se proteger dos ataques?
    Dentro da doutrina russa mais que compatível?Não acha?
    Bem assimétrico.E explica muita coisa.
    Um abraço!

  24. Professor 18 de outubro de 2016 at 23:32 ,

    Desde a 2ª Guerra Mundial, nenhuma marinha que tenha obtido superioridade aérea foi derrotada, ou por outras palavras: a marinha que obtém superioridade aérea derrota seu inimigo. E isso ocorre por vários motivos. Quem tem superioridade aérea também tem melhor consciência situacional por causa dos aviões de alerta antecipado que, em tese detectariam a frota inimiga antes de ser detectada. Quem vê primeiro, dispara primeiro e em geral vence. Quem tem superioridade aérea tem mais sustentação nas suas operações contra o inimigo e água mole em pedra dura…

    Essa história de um Nae ser um alvo grande e lento já começa com pressupostos (no plural) errados. Para os radares modernos, qualquer navio (não stealth) é gera um retorno de sinal grande. Um Nae ou um destróier são navios imensos e dado seus tamanhos, ambos são facilmente detectados por radares. A questão é que, se você não tem um alerta antecipado aéreo (AEW) – e sem superioridade aérea, não é possível ter um – a limitação do radar se dá em virtude de seu horizonte – a curvatura da Terra limita o alcance do radar. Sem Nae, o alcance de detecção de radar acaba na casa das dezenas (não centenas) de km. Com um Nae, o alcance de detecção está na casa dos centenas de km

    Igualmente errada é a ideia de que velocidade é defesa. O Almirante Fischer, no começo do século passado mandou construir os chamados “battlecruisers” sob a idéia de que “velocidade é blindagem” (“speed is armour”). Ele trocou blindagem por mais velocidade. Foi um fracasso e a Frota Britânica sofreu uma derrota tática na batalha de Jutland (mas uma vitória estratégica). Para você ver que desempenho cinético não é mais defesa: dez anos atrás, os chineses acertaram um míssil em um satélite. A velocidade relativa entre míssil e satélite era de 8km/s – e isso dá aproximadamente mach 24 – 8 vezes mais rápido do que qualquer míssil anti-navio (mach 3) em atividade.

    O fato de o Almirante Kusnetzov ter misseis anti-navios e misseis anti-aéreos não é virtude. Ao contrário é um grave defeito. Quem deve fazer a defesa contra misseis de um Nae são as suas escoltas. “Escolta” não é um termo escolhido à toa. É por isso que sempre que um Nae dos EUA navega, junto com ele vão as suas escoltas, uns 3 ou 4 destróieres. O Nae só tem sistema de ponto – as última linha de defesa. O Kusnetzov, por conta destes sistemas, carrega menos aviões, menos combustível, menos armamento, e isso tudo prejudica a sustentação das operações aéreas. Segundo consta, quando for reformado, estes sistemas serão retirados do Kusnetzov. O Lianoning, que os chineses compraram dos russo e que é da mesma classe do Kusnetzov já foi sem estes sistemas. Os chineses sabem o que fazem.

    Por fim, toda marinha quer Naes porque, como já afirmei, superioridade aérea é condição indispensável para obter vitórias navais. Os russos só têm o Kusnetzov porque, objetivamente, não tem dinheiro para construir e operar mais NAE´s. Lembre-se, a Rússia já gasta 5% de seu PIB com defesa (em comparação, os EUA gastam 3,3%). Nae é caro de construir, caro de operar, caro de manter.

  25. Fotos lindas. Duas grandes máquinas de guerra. Por estas mesmas aguas navegaram o Prinz Eugen e o Bismarck.

  26. Scud,
    Eu considero que a doutrina russa é a ideal para eles tendo em vista que irão operar perto da costa. Eles não precisam dos mesmos meios que a marinha americana. Havendo um embate e seria interessante ver quem tem as melhores peças no tabuleiro. Mas esperamos que essas duas grandes nações, com sentimentos e ideais parecidos, nunca entre em conflito.

    Jacinto,
    A defesa de um porta-aviões é basicamente formada por seus aviões e seus escoltas. A defesa residual é que fica por conta do próprio navio. Os russos parece que não têm doutrina equivalente
    Vale salientar que tanto no ataque quanto na defesa os aviões de ataque eletrônicos AE-18G participam ativamente.
    Um pacote de ataque da USN é muito variado e conta com mísseis Harpoon, SLAM-ER, HARM, AARGM, ITALD e MALD. Tudo isso podendo ser enviado abaixo do horizonte radar.
    As bombas JSOW-C1 e SDB 2 e futuramente os mísseis LRASM que irão ser integrados vão complicar ainda mais, principalmente com a entrada em operação do F-35.
    Há ainda planos para uma versão motorizada da bombas planadora JSOW, mas que não tem previsão de entrada em operação.
    Todos esses meios atacando em conjunto, somado aos EA-18G, têm grande potencial de sucesso.

  27. Caro “Teacher”, como de costume seus pontos de vista estão completamente equivocados! Culpa do seu antiamericanismo doentio. Porta-Aviões são alvos muito difíceis de serem atingidos dado o perímetro defensivo construído em torno deles, constituído por Cruzadores e Destroyers AEGIS equipados com Mísseis Standard, Submarinos armados com mísseis Tomahawk e Torpedos além do CAG embarcado que, com o apoio dos E-2D, amplia o perímetro defensivo para algumas boas centenas de quilômetros. Mesmo a tentativa chinesa de construir um míssil balístico anti-NAe na forma do DF-21 esbarra em considerações acerca da precisão das ogivas e a melhoria das defesas dos CAGs na forma dos SM-3 com capacidade ABM.

    Quanto à sua afirmação de que o Kuzsnetsov teriam o melhor sistema defensivo de todos, pausas para (muitas) gargalhadas. Ao dotar o navio de grandes mísseis anti-navio (do tamanho de um ônibus) e sistemas SAM pesados, tirou valioso espaço que poderia ter sido melhor utilizado para o armazenamento de aeronaves, combustível e munição para as mesmas afinal são sistemas melhor empregados quando instalados nos navios de escolta.

    Por fim você está equivocado mesmo em relação aos russos pois eles planejam sim novos NAes com propulsão nuclear. Como se vê você não está no Pandemônio Brasil, e aqui não tem o Konner para censurar as minhas postagens.

  28. Professor…

    abaixo “colei” um trecho do que foi publicado em um jornal russo o Izvestia em fins de 2012,
    sobre o desejo da marinha russa ter 2 NAes de propulsão nuclear, um dos quais estaria
    pronto em 2020.
    .
    Mesmo antes disso, conforme consta no segundo paragrafo a marinha já havia anunciado
    novos NAes, lembro na época que se falava em 4 ou mesmo 6 alguns deles também estariam prontos antes de 2020 !
    .
    .
    “Russia has plans to construct two new nuclear-powered aircraft carriers by year 2027. One of the ships is to be ready for operations already in 2020. The ships will be based in the Northern and Pacific fleets respectively.
    .
    “As previously reported, former Navy Commander Vladimir Vysotsky in 2008 announced the Russia will built new aircraft carriers. However, as noted by Izvestia, the ships are not included in the military budget plans for the period until 2020.”
    .
    A marinha russa nunca desistiu de novos NAes, e continua perseguindo essa meta, conforme
    o abaixo de 2016:
    .
    “While the projected new Russian flattop is roughly a decade away, the Krylov State Research Center and Nevskoye Planning and Design Bureau showed off a model of a prospective 100,000-ton displacement aircraft carrier last year. Designated as Project 23000E Shtorm, the massive nuclear-powered warship could carry as many as ninety aircraft. Optimistic estimates suggest the ship would cost $5.6 billion—it’s likely to be double that price tag or more.”
    .
    Enquanto não haja nada de concreto até agora, o que finalmente será feito depois de 5 anos de adiamento, será a modernização do único NAe, o “Kuznetsov” que deverá ser iniciada no próximo ano e deverá levar entre 3 e 5 anos

  29. Amigo kfir!
    Se eu comandasse esse agrupamento (kkkk) ia dividir ele em duas partes e contornar “as ilhas” dos dois lados so para ver a reação.. 🙂
    Um abraço!

  30. Dalton, a respeito daquela afirmação de que um AB por exemplo não poderia atacar o cruzador Russo, eu gostaria de te perguntar o seguinte:

    Na hipótese do AB estar com seu heli orgânico, este sabendo da posição do alvo, não poderia realizar uma surtida armado com os Hellfire, se aproximando abaixo do linha do horizonte e dispara uma salva de mísseis que seguramente não vão fazer nem cosquinha no cruzador mas não poderiam tirar vários sistemas controle e comando fora do ar???

    G abraço

  31. Juarez,
    Será que sua questão não seria direcionado a mim?
    De qualquer forma, sem prejuízo da resposta do Dalton, o cruzador russo tem um míssil antinavio com cerca de 650 km. Supondo que ele consiga de alguma forma designar seus mísseis numa distância tão grande de forma efetiva (nem vamos entrar nessa seara rsrsss) contra um destróier americano, ainda assim não haveria condições do navio americano ter alguma chance utilizando seu helicóptero. O alcance útil dos helicópteros não passa de uns 400 km. Mesmo que fosse possível, o Hellfire tem alcance de 10 km e colocaria o helicóptero dentro do horizonte radar do navio e a alcance de suas defesas.

  32. obrigado Bosco, achei num perfil de voo muito baixo, os radares de busca aérea do cruzador não conseguiriam detectá-lo a tempo antes do disparo.

    G abraço

  33. Jacinto Fernandes 19 de outubro de 2016 at 8:45
    .
    Desde a 2ª Guerra Mundial, nenhuma marinha que tenha obtido superioridade aérea foi derrotada, ou por outras palavras: a marinha que obtém superioridade aérea derrota seu inimigo.
    .
    Vamos imaginar o seguinte cenário hipotético: um Nimitz com 100 aviões e sua escolta, contra um pedaço de terra, também com 100 aviões e com todas as armas, defensivas e ofensivas, de que dispõe o Nimitz. Quem você acha que venceria o conflito? eu apostaria meu dinheiro no pedaço de terra, sem dúvida. Qualquer míssil que atingir a terra fará um estrago local, enquanto se o Nimitz for atingido, uma única vez que seja e por um único míssil, o estrago poderá ser global: afundar o Nimitz e todos os aviões que estão que ele comporta depois não terão onde pousar.
    Claro que num cenário em que o Nimitz garante a supremacia aérea, ele faz toda diferença, mas ao aproximar-se da Rússia ou da China, ele torna-se inócuo, na minha visão.
    .
    O fato de o Almirante Kusnetzov ter misseis anti-navios e misseis anti-aéreos não é virtude. Ao contrário é um grave defeito.
    .
    Isso se você considerar que o Kusnetzov tem a mesma filosia e os mesmos objetivos que os portão-aviões americanos. São filosofias diferentes, é como comparar o Maradona com o Michel Jordan e criticar o Maradona por ele ser baixinho ou o Michel Jordan, porque ele não sabe fazer embaixadinha. Ambos são atletas, mas um joga basquete, outro futebol; Nimitz e Kusnetzov, ambos são porta-aviões, mas a filosofia deles são muito diferentes. O Kusnetzov nunca vai se afastar muito da Rússia; no máximo, permanece em Tartus, na Síria. E só. Não obstante, se considerarmos um conflito assimétrico, o Kusnetzov pode fazer praticamente tudo que um Nimitz faz. Por exemplo, se houver um hipotético conflito na África e a Rússia precisasse evacuar seus cidadãos que estivessem por lá, o Kusnetzov daria conta do recado, ainda que ele tivesse que parar em Cuba para abastecer. Claro que tem muita coisa que o Nimitz faz que o Kusnetzov não faz. Por exemplo, vamos imaginar um seguinte cenário hipotético: uma guerra civil no Brasil, Nordeste contra Sudeste, este apoiado pelos Estados Unidos e aquele pela Rússia. Os EUA poderiam enviar um Nimitz e fazer toda a diferença, enquanto a Rússia poderia só enviar apoio moral, rezas e protestos na ONU.
    .
    Dalton 19 de outubro de 2016 at 9:45
    A marinha russa nunca desistiu de novos NAes, e continua perseguindo essa meta, conforme
    .
    Dalton, se você perguntar para mim se eu quero um carro novo, eu vou dizer que quero também. Mas se você me mostrar o valor das prestações, eu vou dizer que não, não quero pagar o preço. Porta-aviões são armas para projeção de poder, e os EUA tem doze para poder ameaçar qualquer canto do globo. Se a Rússia construir algum, certamente será para defender aliados, no cenário hipotético que citei: um conflito na América Latina ou na África. Para a própria defesa da Rússia, ela não precisa e não quer porta-avião, principalmente nos dias atuais, com a Terceira Guerra praticamente prestes a eclodir e a Rússia precisando se defender. Ressalto que a Rússia ainda é muito mais fraca que os EUA e se jogar de igual para igual contra ele certamente vai perder. Mas se fizer o jogo inteligente, consegue facilmente equilibrar o jogo. Ser mais fraca não significa que não pode enfrentá-lo ou vencê-lo.
    .
    Lembrando que a Rússia é mais fraca que os EUA se considerarmos ela sozinha. Se incluirmos a China no jogo, aí tudo muda.

  34. Concordo com o professor ,a missão da marinha soviética era manter a USN longe da Europa e de seu território no caso de conflito global , com apoio maciço da aviação naval baseada em terra pois sabiam que não teriam chance de vencer em mar aberto longe da costa .

  35. um tiro certo de um fucking aviaozinhum no meio do convoo e inutileza esta NAe … vantagem pro espaço, tudo é relativo …

  36. Professor, este seu cenário hipotético inverossímil. Uma das vantagem do Nae é justamente poder escolher o ponto de ataque, já que ele – sendo um navio – se movimenta e ataca as regiões indefesas e não as regiões defendidas.

    Em todo caso, eu colocaria meu dinheiro no grupo do Nae e seu grupo.

    Isso porque os misseis de ataque ao solo (tomahawk) têm alcance de 1.500km e podem ser lançados em salvos. A US Navy, 18 anos atrás, lançou 79 Tomahawks simultaneamente. Alguns deles, certamente atingiriam a base. Poderia lançar mais do que isso, se fosse necessário. Um navio a 1.500 km da costa está a salvo de qualquer míssil anti-navio lançado desta base, o que significa que o grupo do Nae vai atacar sem ser atacada de volta na mesma intensidade.

    Sobre o Kusnetzov, vamos ver o que os russos fazem com ele na reforma planejada. Eu ponho dinheiro em que os sistemas anti-aéreos pesados e os sistemas anti-navios serão removidos e os espaço liberado para o aumentar a quantidade de aviões. Os próprios analistas russos já apostam nesta alteração e há quem diga que os misseis anti-navios nem são mais utilizados e os lançadores não estão operacionais.

  37. Ainda insistindo em suas teorias equivocadas e como bem asseverou o amigo Jacinto, inverossímeis, meu caro “Teacher”? Será que eu preciso lembrar de novo a você que aqui não é o Pandemônio Brasil e que o moderador não é o babaca do Konner? Mas já que você externou a sua, vai lá, opinião, vamos aos fatos:

    – Você realmente vai querer rasgar dinheiro apostando contra um CBG da USN? E que sandice é essa de que um míssil faz apenas um estrago em um pequeno local? Suas teorias são tão fajutas que você esqueceu que os alvos não apenas do CAG do Nimitz como também de outros integrantes do CBG seriam toda a infraestrutura e as defesas do inimigos ou seja, pontes, estradas, portos, bases aéreas, usinas de geração de energia elétrica, concentrações de tropas e de equipamentos militares e por aí vai. Ou seja, o inimigo ficaria completamente de joelhos. Vimos isso na Líbia e também no Iraque. E cada conflito que acontece reforça o valor dos Porta-Aviões;

    – Quanto ao Kuzsnetsov, essa conversa de que ele tem uma filosofia de emprego diferente da dos NAes da Classe Nimitz é equivocada para não dizer risível. A função do Kuzsnetsov assim como dos navios norte-americanos é a projeção de força. Por isso mesmo que ele foi dotado de SSMs e também de aeronaves de alto desempenho como o Su-33. Mas sendo um NAe, e não um híbrido de cruzador com porta-aviões como o navio russo, o Nimitz se sai muito melhor.

    Ps: Nesse seu cenário de Guerra civil no Brasil quem seria o comandante do Nordeste, O Lula? E onde seria o QG dele, em Garanhuns?

  38. Professor,
    .
    Deve se entender o NAe como uma parte de um sistema, e não como sendo o sistema em si.
    .
    Apenas complementando o que o Jacinto disse:
    .
    O NAe termina por estender o leque de opções de uma força naval em todas as suas dimensões da guerra no mar, pois pode estender os olhos e ouvidos de uma força tarefa para além dos sensores das embarcações, sendo os próprios meios aéreos de vigilância uma parte da rede de sensores.
    .
    Força naval sem NAe fica naturalmente na defensiva, pois o alcance dos meios baseados em terra é mais limitado. E ao contrário, quanto mais complexa a aeronave, mais se dependerá de instalações apropriadas em terra para se lança-la; todas elas sendo fixas e vulneráveis…
    .
    Uma real projeção de força em terra somente é possível com cobertura aérea. E o porta-aviões pode levar a cobertura aérea a qualquer parte do globo! É basicamente o que os russos estão fazendo na Síria, haja visto as opções mais limitadas em solo ( risco inerente de atentados as instalações terrestres, por exemplo ).
    .
    Num outro aspecto, um NAe pode ser terrivelmente eficaz no que tange a interdição do mar. Com as aeronaves de vigilância, pode ter uma consciência situacional muito maior que um submarino. Pode, inclusive, abastecer submarinos de ataque com informações.

  39. Sun Tzu foi quem determinou a doutrina de utilização do NAe: “atacar o inimigo com a maior força possível no seu ponto mais fraco”.
    Esse cenário proposto pelo Profi é completamente irreal. Novamente ele tenta fazer a realidade se adequar à sua argumentação. rsrsssss

  40. bosco123 20 de outubro de 2016 at 11:17

    Boscão, O “Teacher” quer distorcer a realidade para que esta se amolde ao seu antiamericanismo e russofilia histéricos.

  41. HMS,
    Infelizmente o que mais tem no nosso país é “profi” comunista/bolivarianista, notadamente no serviço público. É só passar no concurso que vira comunista e começa a achar que profissional liberal, empresário e entidade patronal é coisa do diabo como se o Estado produzisse um centavo.
    Estamos paulatinamente ensinando nossos jovens que o culpado de nossas mazela são os outros, dentro (a tal “elite” e a odiada “classe média” da Marilena Chaui”) e fora do país (os “imperialista cumedor de criancinha” e os “banquero judeu” e os Iluminati”).

    Mudando de pato pra ganso, ou se preferir, de cueca pra ceroula, claro que armas e doutrinas foram feitas para ser utilizadas dentro de um contexto ótimo e toda vez que ela sai de sua “zona de conforto” ela se torna menos eficaz e mais vulnerável. Cabe ao inimigo tentar formar esse cenário.
    Por exemplo, ninguém duvida que uma força tarefa nucleada em porta-aviões dentro do Golfo Pérsico é mais vulnerável do que no meio do Atlântico, mas se essa esquadra não tivesse um porta-aviões com seus 80 aeronaves seria muito mais vulnerável.
    Então não há o que se falar da fragilidade do porta-aviões já que ele existe para proteger e expandir a capacidade de uma esquadra, que sem ele estaria mais vulnerável e com menos capacidade de ataque e de controle de área marítima. Como todo mundo os russos estão cansados de saber isso e querem seus porta-aviões sob pena de suas unidades navais serem ceifadas por uma combinação de helicóptero/míssil como a que temos aqui no Brasil.
    O porta-aviões protege e é protegido pelos navios que o acompanham, que são denominados “escoltas” mas que desde a introdução dos mísseis cruise de longo alcance (como o Tomahawk, o 3M14 e o SCALP naval) são muito mais que simples “escoltas”, tendo eles mesmos um imenso potencial de projeção de poder.
    Quanto ao porta-aviões russo ser convencional, é sem dúvida o maior equívoco russo em relação á sua fenomenal máquina de guerra. Nenhum navio pode se beneficiar mais da propulsão nuclear que um porta-aviões. Se eles não o fizeram foi porque na época não tinham tecnologia para fazer valer o custo-benefício mas sem dúvida é algo que eles buscam de forma inequívoca.
    Um abraço.

  42. bosco123 20 de outubro de 2016 at 13:34

    Boscão, estava demorando para você me chamar de comunista…kkkkk
    .
    Aposto que o presidente das Filipinas – que era um democrata e sensato – e lutava contra o imperialismo chinês, agora também passou a ser bolivariano/comunista, não é?

  43. bosco123 20 de outubro de 2016 at 13:34
    .
    Quanto ao porta-aviões russo ser convencional, é sem dúvida o maior equívoco russo em relação á sua fenomenal máquina de guerra.
    .
    Quer apostar comigo que, se os russos fizerem outro porta-aviões, será convencional e não nuclear? sem essa de que eles não tem a tecnologia. Se sabem fazer submarino nuclear não saberiam fazer porta-aviões? por favor… e se eles acham que é um erro, vão insistir nele? e outra, se fosse mesmo um erro, eles poderiam simplesmente substituir o modo de propulsão do Kusnetzov.

  44. Profi,
    Não estou por dentro do assunto lá nas “Filipas” e me abstenho de comentar a respeito.
    Quanto à Russia “não ter tecnologia”, eu não disse isso. Eu disse que talvez , na década de 70 que ele foi desenvolvido, a URSS podia não ter uma tecnologia que compensasse. Não quer dizer que se alguém dá conta de fazer um submarino nuclear automaticamente o habilita a fazer um porta-aviões nuclear a um custo razoável e que tenha melhor desempenho do que se convencional fosse. A demanda de um porta-aviões é muito maior e poderia exigir vários reatores e isso, entre outras coisas, talvez ocupasse mais espaço que o combustível naval.
    Quanto a substituir a propulsão de um porta-aviões convencional para operar uma planta nuclear, nunca ouvi falar disso ser viável.
    Em relação à sua aposta, eu não tenho como afirmar porque não sei se agora eles já têm a expertise para desenvolverem porta-aviões nucleares. Se tiverem, com certeza absoluta será nuclear. O ganho com espaço para combustível de aviação e armamento é altamente compensador.

  45. Profi,
    Eu nunca, nunca, nunca, julgo pessoas. Você jamais me viu criticando ou julgando ou valorando a honestidade de alguém que não seja político brasileiro. E mesmos destes, eu evito.
    Por exemplo, você nunca me viu falar mal do Putim ou do Assad ou de quem quer que seja. Desse sujeito aí das Filipinas, nunca vi mais gordo, e se ele quer sair das “garras” americanas pra cair nas garras chinesas ou russa, vá em paz. Tomara que ele seja um democrata e esteja fazendo a vontade do povo de seu país.
    Eu poderia muito bem dizer que ele foi comprado pelos “comunas” mas eu não invento teorias conspiratórias como alguns que insistem que foram os americanos que implementaram a primavera árabe ou arquitetaram as manifestações na Ucrânia ou planejaram o ataque ao WTC ou que fingiram terem ido na Lua, só para ajustarem a realidade aos seus argumentos.

  46. bosco123 21 de outubro de 2016 at 0:58

    Tá bom, Boscão, por favor, não vai achar que o jeito que falei com você foi hostil. Pior que gosto de você para caramba. É inteligente, sabe argumentar e manja muito de tecnologia.
    .
    Só temos pensamentos políticos opostos. Só isso.

  47. Bosco, na minha opinião, a grande vantagem do porta-aviões nuclear não é nem em relação ao ganho de espaço, mas em relação à autonomia. A grande desvantagem do porta-aviões nuclear é a catástrofe ambiental. Por isso que os russos querem convencional. Afinal, autonomia para quê? ele foi feito para enfrentar a poderosa Marinha dos EUA, e não pode fazer isso atuando muito afastado da costa Russa, longe de outros vetores que atuarão com ele na batalha. Mesmo em Tartus acho que ele fica meio vulnerável.

  48. Como de costume você está errado “Teacher”! As vantagens de um NAe nuclear sobre um convencional são inúmeras. Não apenas o maquinário nuclear ocupa menos espaço como também o combustível que seria usado na propulsão no navio pode ser substituído por combustível de aviação. E além da questão da autonomia a aceleração de um NAe nuclear partindo da imobilidade é bem melhor que a de um convencional. E o navio nuclear tem velocidade superior.

    E que história é essa de catástrofe ambiental? Os EUA operam NAes nucleares há quase 60 anos e nunca houve um acidente. Pelo contrário! Estando desprovidos de chaminés, os navios nucleares poluem bem menos.

  49. Professor…

    a US Navy não tem 12 NAes desde 2007. Hoje há 10 da classe “Nimitz” e um que em breve será comissionado o primeiro de uma nova classe o futuro USS Gerald Ford, apesar de existirem apenas 9 alas aéreas, justamente porque um sempre está passando por modernização de meia
    vida, um processo que leva em média 4 anos para ser concluído e outro passando por um período de manutenção longo de cerca de 20 meses em média, o que justifica embora não seja o ideal a existência de “apenas” 9 alas aéreas.
    .
    Como a Rússia irá empregar seu NAe ou se ele será de propulsão nuclear ou não, não importa muito e sim o fato de que ela acredita que necessita de pelo menos um, a Índia já está operando um de projeto soviético totalmente remodelado pelos russos e tem outro quase pronto e a China também já está construindo seu segundo NAe que será o primeiro integralmente construído na China…não creio que ficaria bem para a marinha russa não dispor de nenhum NAe e embora você insista que eles não querem e não precisam não é o que dizem os almirantes russos.
    .
    E já que você aliou Rússia e China não esqueça que os EUA tem aliados também, inclusive
    todos os ex integrantes do Pacto de Varsóvia e quanto às Filipinas…também estou acompanhando a situação por lá…e ainda é muito cedo para tomar qualquer conclusão…
    por exemplo, será que o próximo Presidente pensará como o atual ?

  50. Dalton 21 de outubro de 2016 at 11:30
    .
    E já que você aliou Rússia e China não esqueça que os EUA tem aliados também
    .
    Não fui eu que aliei Rússia e China, Dalton. Isso é a realidade. Goste você ou não. Aliás, quem consolidou essa Aliança foi o Obama. Toda a fina diplomacia de Nixon que com um trabalho brilhante conseguiu separar esses dois gigantes de forma perene, Obama e outros democratas, como Clinton, ajudaram a desfazer, consolidando essa aliança. Logo após o golpe de Estado na Ucrânia, Putin correu para China imediatamente para fechar o negócio do gasoduto. Logo, indústrias chinesas estarão se beneficiando do gás russo, abundante e barato, ajudando a incrementar ainda mais o magnífico e impressionante crescimento chinês. Agora faça as contas de quem se deu melhor: Polônia, países bálticos e Cia, ou a China? A China com um PIB do tamanho do PIB americano (e crescendo), 1 bilhão e meio de habitantes? quem se deu melhor? quem você escolheria? Ex Pacto de Varsóvia ou China?
    .
    quanto às Filipinas…também estou acompanhando a situação por lá…e ainda é muito cedo para tomar qualquer conclusão…
    por exemplo, será que o próximo Presidente pensará como o atual ?
    .
    Pode ser que as coisas mudem nas Filipinas, claro. Mas a idéia de ter aliados que vão comprar a briga da navegação no mar da China está ruindo. E você pode tirar o Dutarte das Filipinas, substituir por outro presidente favorável aos EUA e não vai adiantar nada. Será só um paliativo, porque você estará atacando o sintoma, não a doença. O presidente das Filipinas é só o sintoma; a doença, é a própria diplomacia americana.

  51. Dalton 21 de outubro de 2016 at 11:30
    E já que você aliou Rússia e China não esqueça que os EUA tem aliados também, inclusive
    todos os ex integrantes do Pacto de Varsóvia
    .
    Quem aliou os dois gigantes não fui eu, é a realidade. Todo o trabalho de fina diplomacia que Nixon conquistou, separando os dois colossos, Obama e Clinton trataram de aproximar. E faça as contas você mesmo: perder as nações do Ex-Pacto de Varsóvia e ganhar a China. Quem você iria preferir?
    .
    …e quanto às Filipinas…e ainda é muito cedo para tomar qualquer conclusão…
    .
    Mesmo que substituam o presidente por outro, mais afeito aos americanos ou mais propenso a receber ordens deles, seria apenas um paliativo. Estariam tratando a causa, não o efeito. O problema está na própria diplomacia americana. É esta que deveria ser modificada.
    .
    Mas deixe-os continuar assim. Para mim, que sou contra eles, será ótimo.

  52. HMS TIRELESS 21 de outubro de 2016 at 10:55

    E que história é essa de catástrofe ambiental? Os EUA operam NAes nucleares há quase 60 anos e nunca houve um acidente. Pelo contrário! Estando desprovidos de chaminés, os navios nucleares poluem bem menos.
    .
    Porque nenhum foi afundado até hoje – não é mesmo, gênio – já nesses 60 anos só se envolveram em conflitos assimétricos. Ah, já sei. Você acredita que o Abrahams é o tanque nunca vencido em batalha e que jamais será. O F-15 é o avião invencível e agora será substituído pelos invencíveis e invisíveis F-22 e F-35. E as NAes americanas, claro, são impossíveis de serem destruídas. Eu estava me esquecendo. Desculpe.
    .
    Os russos não acreditam que as NAes deles serão invencíveis, por isso preferem o diesel.

  53. professor…

    não sou um fã do Nixon, mas, eram outros tempos, havia uma guerra fria em curso e os chineses e soviéticos não estavam mais se entendendo, então foi fácil para o “Tricky Dicky”.
    .
    E assim como chineses e soviéticos se desentenderam o mesmo pode acontecer novamente,
    e o fato de ter citado as nações que antes compunham o “Pacto de Varsóvia” não é pela relevância delas e sim que a diplomacia soviética não era muito melhor que a diplomacia dos EUA.
    .
    Na minha opinião, os EUA não são os melhores…eles são os menos piores, mas, isso, é um
    debate interminável mais propício para outros blogs.
    .
    Mas, voltando ao assunto de navios “nucleares” você deve saber que a Rússia também possui navios “nucleares”…não apenas um cruzador e outro do mesmo tipo que será devolvido à marinha russa em 2018, mas navios quebra gelos que podem ser “afundados” em caso de guerra já que estarão exercendo funções militares.
    .
    Os chineses já declararam que pretendem partir para a construção de NAes “nucleares” também
    e quanto à catástrofes ambientais, não seria muito diferente de um NAe e dos inúmeros submarinos soviéticos/russos perdidos em acidentes ou “afundados” pelos próprios russos após
    o fim da URSS que obrigou vários países como EUA, Japão, etc à ajudar financeiramente os russos para que processos seguros para desativação fossem implantados e ainda hoje existe
    uma preocupação, principalmente da Noruega, com aqueles que foram “afundados” irresponsavelmente.
    .

  54. Apesar dos EUA confiar nos porta-aviões, bombardeiros e submarinos para atacar navios russos é um absurdo haver esse gap em relação aos mísseis antinavios, mesmo porque há outros países que não têm os meios disponíveis aos americanos e que poderiam ter que enfrentar os russos ou chineses.
    É inquestionável a superioridade russa em relação a misseis antinavios e é imperdoável o marasmo ocidental nesse quesito.

  55. Concordo Bosco, mas, também tem a questão que os russos tem um número muito maior de prováveis alvos – justificando maiores investimentos em armas relativamente baratas como um
    míssil anti navio – que são as marinhas combinadas da OTAN enquanto não existem muitos alvos prováveis para a OTAN atingir com mísseis anti navios e há poucos países fora da OTAN.
    .
    A marinha russa tem poucas grandes unidades e modernizações/manutenções reduzem ainda mais o efetivo sem falar que a marinha russa precisa dividir seus navios em 4 frotas e fortalecer uma com navios de outra enfraquece uma ou mais.
    .
    O que parece ser o catalisador de uma maior preocupação com a falta de bons mísseis anti navios por parte do “ocidente” é a ascensão da China e essa preocupação deverá render bons
    frutos que poderão beneficiar a OTAN.

  56. Dalton,
    Os EUA são muito confiantes em sua doutrina. Há duas coisas que os americanos confiam em demasia: a capacidade da USAF em impor uma superioridade aérea sobre o campo de batalha e a cobertura dada pelos porta-aviões à sua frota.
    O problema é que não combinaram com os possíveis inimigos. rrsss
    Se um míssil antinavio pesado russo com ogivas de até 1 t atingir um porta-aviões e compromete toda a força tarefa e de uma hora para outra os americanos se verão com as calças nas mãos pela falta de um míssil de maior capacidade.
    Tudo bem que agora está sendo introduzido o SM-6 e mais pra frente o Tomahawk ASM e provavelmente até uma versão de maior alcance do Harpoon, mas tá passando mesmo da hora.
    A superioridade da USAF também pode ser comprometida e aí o USArmy estará entregue às moscas, sem uma defesa mais consistente. O cancelamento do SLAMRAAM foi uma temeridade que agora tentam remediar com um sistema que ainda não disse a que veio, o MML, capaz de lançar o AIM-9X/2, que na verdade não acrescenta muita coisa. O USA hoje depende só do sistema Avenger e do sistema Patriot, e não deve adquirir o sistema MEADS. Essa defesa antiaérea é mais cheia de furos que uma colcha de tricô e se a USAF não corresponder às expectativas vai ser uma carnificina.

  57. Essa dependência doutrinária da USN dos porta-aviões reflete também na capacidade defensiva. Houve melhoras com a introdução do RAM, mas atrasou a introdução na USN de navios com radares AESA e com capacidade de utilizar radares de varredura eletrônica para “iluminar” seus mísseis Standard e ESSM, o que limita os canais de tiro e portanto, a defesa no caso de um ataque de saturação.
    Só agora o CVN-78 e o DDG-1000 estão vindo com esse tipo de radar capaz de fazer frente a um ataque de saturação. E apesar dessa capacidade do CVN-78, ele depende ainda de lançadores conteiráveis para os mísseis ESSM, o que é uma completa falta de lógica. Cobriram a cabeça e deixaram os pés ao relento.
    Uma outra solução seria ter um míssil de defesa de ponto (ou de área curta) com orientação por radar ativo, que não dependesse de um radar iluminador. Isso também está sendo feito com a introdução em 2020 do ESSM Block 2, que terá radar ativo.
    A sorte parece que favoreceu os EUA já que eles estão arrumando alguns pontos de sua doutrina a tempo. Pelo menos é o que parece se a coisa toda não esquentar lá na Síria ou lá no Mar do Japão e redondezas.

  58. Professor Professor 23 de outubro de 2016 at 8:57

    Você se apega a um argumento errado. Existem quase uma dezena de reatores nucleares no fundo do oceano – a maioria deles, soviéticos. Estão no fundo do mar o K-27, 0 K-8, 0 K-219, o K-278 e o K-429. E se você realmente acredita que os russos escolhem a propulsão de seus navios por critérios ambientais, estude o caso do K-159 que vai, lamento dizer, desfazer as suas ilusões acerca da preocupação dos russos com o ambiente.

  59. Bosco…

    não é que os EUA confiem demais nisso ou naquilo…eles sabem muito bem onde estão as deficiências o problema é que eles ainda não conseguiram desenvolver uma máquina “stealth” de fazer dinheiro :), então começam os “compromissos”, para ser ter isso é necessário desistir daquilo. Os EUA não conseguem fazer nada barato e muitas vezes os políticos de lá criam
    problemas adicionais para as forças armadas como o “sequestration” e seus efeitos ainda irão
    ser sentidos por anos isso se não vierem mais más noticias pela frente.
    .
    Os EUA também torcem e bastante, para que seus potenciais inimigos tenham essas mesmas dificuldades e ao serem fortes em determinados aspectos poderão não ser tão fortes em
    outros que poderão ser melhor explorados.

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