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MBDA recebe contrato do míssil Sea Ceptor para as fragatas Type 26

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MBDA's CAMM missile inflight from Sea Ceptor system 2013 Copyright MBDA

MBDA recebeu um contrato de demonstração e fabricação de £ 100M do Ministério da Defesa (MoD) do Reino Unido para o sistema de defesa aérea Sea Ceptor para a nova classe de fragata da Marinha Real do Reino Unido (RN em inglês), o Tipo 26 (T26) Global Combat Ship (GCS). Este avançado sistema de mísseis irá fornecer a principal defesa aérea do T26 e navios nas proximidades contra avançadas ameaças aéreas, incluindo mísseis anti-navio sea skimmers, jatos rápidos, helicópteros e veículos aéreos não tripulados.

O contrato é mais uma prova da confiança depositada na capacidade e maturidade do sistema Sea Ceptor e da sua munição CAMM (Common Anti-Air Modular Missile) pelo Ministério da Defesa do Reino Unido.

Este contrato de Demonstração e Fabricação terá duração de 10 anos e envolve o suporte ao projeto T26, bem como a fabricação do equipamento eletrônico necessário para a classe de oito navios.

2016-07-sea-ceptors-camm-launched-from-type-26-mbda-uk-ltd-2016

Com o anúncio do contrato, James Allibone, Diretor de Vendas e Desenvolvimento de Negócios da MBDA do Reino Unido disse: “Este investimento no sistema Sea Ceptor vai dar à Marinha Real e marinhas parceiras uma defesa aérea excepcional. Graças ao Acordo de Gestão de Portfólio com o Ministério da Defesa do Reino Unido, a MBDA está fornecendo um sistema comum de mísseis tanto para o uso naval como para o uso da terra, reduzindo significativamente o custo que teria sido envolvido no desenvolvimento de sistemas separados”.

Com o Sea Ceptor agora selecionado para cinco tipos diferentes de plataformas navais em todo o mundo, incluindo o Brasil, a MBDA vê mais potencial para o sistema e a família de mísseis CAMM com outras marinhas. Dave Armstrong, Diretor Executivo do Grupo de Vendas e Desenvolvimento de Negócios da MBDA e Diretor Executivo no Reino Unido, afirma: “A defesa aérea naval é mais crítica do que nunca, dada a crescente capacidade de ameaças aéreas. A flexibilidade operacional e a facilidade de integração do CAMM, tanto em retrofit como em nova construção, combinam-se para oferecer vantagens inigualáveis. Os clientes apreciam que eles estão olhando para um produto que está no início do seu ciclo de vida, um produto que representa o mais recente em tecnologia de defesa aérea e que será apoiado com contínuas melhorias em pelo menos os próximos trinta anos ou mais”.

Sea Ceptor - lançamento de célula com quatro mísseis - imagem MBDA

O Sea Ceptor está atualmente em fase de qualificação para ser integrado às fragatas Tipo 23 da Marinha Real do Reino Unido e as fragatas ANZAC da Marinha Real da Nova Zelândia. Um dos maiores diferenciais de design por trás do conceito do Sea Ceptor consiste na sua filosofia de integração simples. Sea Ceptor pode ser facilmente adaptado em uma vasta gama de plataformas navais, variando de 50m OPVs (Offshore Patrol Vessels) para grandes navios de superfície.

CAMM também fará parte da prestação da capacidade de Defesa Aérea Baseada em Terra (GBAD em inglês) para o Exército britânico ao substituir o atual sistema Rapier.

Com uma presença significativa em cinco países europeus e nos EUA, em 2015 MBDA alcançou um faturamento de € 2,9 bilhões, com uma carteira de pedidos de € 15,1 bilhões. Com mais de 90 clientes das forças armadas do mundo, MBDA é líder mundial em mísseis e sistemas de mísseis.

MBDA é o único grupo europeu capaz de projetar e produzir mísseis e sistemas de mísseis que correspondem a toda a gama de necessidades operacionais atuais e futuras das três forças armadas (terra, mar e ar). No total, o grupo oferece uma gama de 45 sistemas de mísseis e produtos contramedidas já em serviço operacional e mais de 15 outros atualmente em desenvolvimento.

MBDA é propriedade conjunta da Airbus Group (37,5%), BAE Systems (37,5%), e Leonardo-Finmeccanica (25%).

DIVULGAÇÃO: Imagem Corporativa

25 COMMENTS

  1. Aproveitando o espaço (sempre eu querendo mudar o rumo da prosa) mas falando em Global Combat Ship, que diabos é a tal da F-125 que também é Global, também é Ship, e de Combat não tem nada. Fizeram uma fragata que pesa quase uma AB e só conta com CIWS para defesa aérea? Alguém me explica porque eu não entendo.

    Quanto a Type 26, tudo muito bom mas o que eu já li é que o navio é caro pacas.

  2. Corsario137
    .
    A F-125 pode ser personalizada pra ASW, ASuW, AAW e GCS. Dela deriva o monstro MKS-180. De acordo com o gosto do freguês, você pode utilizar o que quiser nela, embora, da TKMS, o que se pode usar no brasil é a F-124, e, mesmo assim, o KDX-IIA deverá ficar mais em conta e tem sistema AEGIS, e, segundo a wiki, pode ficar em torno de 500 a 700 milhões de dólares.
    Alguém por favor cancele a tamandaré.
    .
    Senão, Maionese bad trip forever.
    .
    Saudações.

  3. Fla,menguista e Ivany,
    O seaceptor vai entrar em serviço na mb quando ela adquirir as type 26 usadas como “compra de oportunidade”. Logo, 2069 é bem realista, pois elas terão 40 anos de serviço. Mocinhas para os padrões tupiniquins. Nada que muito wd40 não resolva.

  4. “Com o Sea Ceptor agora selecionado para cinco tipos diferentes de plataformas navais em todo o mundo, incluindo o Brasil…”
    Qual plataforma na MB, por favor ?

  5. Airacobra, um abraço.
    .
    Zeabelardo
    .
    Você está absolutamente certo. E em 2069 estaremos vendo mais uma prorrogação da modernização do A-12.
    .
    Saudações.

  6. Boas,

    Desculpem usar este thread, mas alguns dos editores podia comentar/criar este tópico?

    Ao que parece, o Zumwalt não tem munições para as armas, porque o custo unitário por munição está acima de 800.000$ , portanto, não pode cumprir a missão para que foi desenhado (apoio costeiro). Todas as outras minuções têm alcance muito curto e implicavam colocar o navio demasiado próximo da costa.

    http://www.defensenews.com/articles/new-warships-big-guns-have-no-bullets

    Cumps,

    Duncan

  7. Ivany, meu filho, é malhar em ferro frio. Vão nos fazer engolir as Tamanduás…..a meio bilhão de dólares cada uma. Teve um almirante a pouco aí, em uma mídia de defesa dando uma explicação “mediúnica”, falando de custos durante a vida útil, se alguém com dois miolos no cérebro ler, vai ter vontade ir ao banheiro de tão esdrúxula que é a explicação. Sabe quando alguém tenta explicar algo inexplicável, pois o entrevistador fez aquela pergunta que todos nós queremos fazer a eles: Porque não pegar um projeto pronto e adaptá-lo as nossas necessidades, a resposta é uma saída a “Francesa” recheada de proselitismo, sonhos e futurologia….
    Coma MB é difícil, é difícil…..

    G abraço

  8. Pois é Juarez
    .
    Todo mundo avisou. Depois não haverá mais como chorar o leite derramado. O insubmersível já veio. Uma tamandaré não tem como ficar melhor que uma Incheon. E tome bad trip de maionese explodindo nas paredes.
    .
    Saudações.

  9. A relação dos mais avançados mísseis navais de defesa de ponto/área curta, no Ocidente:
    1- VL-MICA: lançamento vertical, autoguiado, LOAL, 20 km;
    2- Umkhonto: lançamento vertical, autoguiado, LOAL, data link, 20 km;
    3- ESSM: lançamento vertical, autoguiado, LOAL, data link, 50 km ;
    4- Sea Ceptor: lançamento vertical, autoguiado, LOAL, data link, 25 km;
    5- Aster 15: lançamento vertical, autoguiado, LOAL, data link, 30 km;
    6- Barak: lançamento vertical, teleguiado, LOBF, 12 km;
    7- RAM/RAM2: lançador conteirável, autoguiado, LOAL, 9/15 km;
    8- Mistral naval: lançador conteirável, autoguiado, LOBL, 6 km;
    9- Stinger naval: lançador conteirável, autoguiado, LOBL, 6 km.

    Esses vêm substituindo os mais antigos Aspide, Sea Sparrow, Sea Wolf e Crotale N nas armadas ocidentais.

    LOAL: trancamento no alvo depois do lançamento.
    LOBL: trancamento no alvo antes do lançamento.

  10. Penso que o Sea Ceptor tornou-se uma opção muito interessante em relação ao Aster 15.
    .
    Uma FREMM com 32 silos (4x Sylver A50) por exemplo, poderia ter algo como 24 Aster 30 e 32 Sea Ceptor montados em quad-pack.

  11. Ivany,
    O Mistral eu citei.
    O sistema Albatros utiliza o míssil Aspide, que citei.
    O Aster 30 é um sistema de defesa de área que eu não citei porque só me referi aos sistemas de defesa de ponto/área curta, que são os utilizados por navios não específicos de defesa aérea.
    Um abraço.

  12. Eu deixei de citar propositalmente o C-Dome, que é uma versão do Iron Dome (míssil Tamir) que está sendo oferecido pelos israelenses para defesa naval. Não citei porque não se vai vingar mesmo, mas dei uma olhada na Wiki e parece que já está encomendado:
    De qualquer maneira lá vai:
    10- Tamir: lançamento vertical, autoguiado, LOAL, data link, 20 km.

    Quanto aos mísseis de defesa de área, no Ocidente são basicamente três:
    1-Standard SM-2 MR (Block III): lançamento vertical, autoguiado, LOAL, data link, 170 km;
    2-Standard SM-2 ER (Block IV): lançamento vertical, autoguiado, LOAL, data link, 240 km;
    3- Standard SM-6: lançamento vertical, autoguiado, LOAL, data link, 350 km;
    4- Aster 30: lançamento vertical, autoguiado, LOAL, data link, 120 km;
    5- Barak 8: lançamento vertical, autoguiado, LOAL, data link, 90 km.

  13. Duncan,
    Se não houver verba para a munição guiada LRLAP o melhor é cancelar o programa. Vale salientar que o DDG1000 foi feito exatamente para poder se aproximar mais da costa, daí ser furtivo, mas a falta do LRLAP irá comprometer sua função primária já que com projéteis convencionais (não propulsados) não seria possível um alcance muito maior que 50 km.
    Uma solução possível seria a volta do programa POLAR, que visava criar um foguete guiado GMLRS lançado verticalmente a partir de um pacote quádruplo por célula. Cada foguete teria 120 km de alcance.
    É esperar pra ver, mas eu duvido que não adquiram pelo menos uma quantidade minimamente útil do LRLAP para viabilizar o programa.
    Um abraço.

  14. Não concordo com o Sea Ceptor para as ‘Tamandarés’. Ele é um concorrente direto do A-Darter na sua versão ar-ar. Mesmo sendo sup-ar, continua sendo concorrente de uma futura versão nacional do sup-ar do nosso míssil. Estamos, mais uma vez, enchendo a cesta dos outros.

    Querem algo que faça a diferença e que não temos nada do tipo?! Então que optem pelo Aster-15 que estará de ótimo tamanho.

    Esta deveria ser a função daquele mauricinho na Secretaria de Produtos de Defesa, no MD. Coordenar e padronizar o desenvolvimento, produção e aquisição de sistemas e armamentos que podem ser comuns em duas forças ou mais. E não abrir as pernas de vez às indústrias estrangeiras. É o que penso.

    Até mais!!! 😉

  15. Eu dei conta recentemente do seguinte. Existe uma proposta de aumentar o alcance do ESSM, que não é a o SAM naval de maior alcance da USN, para 100Km que não o deixa muito longe do alcance de 130Km do Aster 30, o SAM naval europeu de maior alcance. Portanto não haverá muita diferença entre o ESSM e o Aster 30.
    Qual seria o alcance ideal para um SAM naval de longo alcance que tornaria desnecessário o uso de caças embarcados? Acredito que seria um SAM de alcance ultra longo capaz de abater um avião de patrulha como o P-3 ou P-8 no alcance máximo que estas aeronaves detectariam o navio. Ou, mais humildemente, menos um alcance suficiente para abater o avião inimigo que transporta o míssil anti navio. Em aboso os caso os mísseis devem ter um data link capaz de atuar em conjunto com aeronaves AEW. Tanto faz se um avião, um helicóptero ou UAV.
    Quanto ao alcance dos SAMs como o VL-Mica, Umkhonto, Sea Captor, etc., o alcance é bem menos importante que a capacidade multi alvos.

  16. Groosp,
    Você está certíssimo. Os mísseis estão ficando com maior alcance e mais leves.
    Mesmo os mísseis de defesa de área estão reduzindo seu peso. O Aster-30 tem meros 450 kg para 120 km e o Barak 8 tem 280 kg para 90/100 km.
    O ESSM tem os mesmos 280 kg para 50 km e espera-se que o Block 2 tenha 100 km de alcance.
    Num futuro não muito longínquo veremos mísseis com motor aspirado (ramjet, ducted rocket, PDE, air turborocket, scramjet, etc.) ficarem mais leves e com alcances nunca vistos.
    O alcance ideal para um míssil de defesa de área é aquele em que o navio ou um AEW operando junto identifica uma ameaça.
    Acho que esse número mágico gira em torno de 400 a 500 km e quase o desempenho do atual SM-6 que opera combinado com o E-2D.
    Os radares também irão passar por uma revolução num futuro próximo, que aliás já está acontecendo (e não me refiro aos radares de bolinhas mágicas). Será a utilização de componentes TRMs a base de nitreto de gálio que deverá triplicar o desempenho dos radares atuais, ou diminuir muito o tamanho do radar para um desempenho semelhante.
    Um navio poderá ter radares AESA de GaN e estar operando em conjunto com drones de pequenas dimensões e grande autonomia dotados de radares com desempenho semelhante ao de um E-2D atual. Nos lançadores verticais poderá haver centenas de “pequenos” mísseis (faixa de 250 kg) em pacotes quádruplos por célula com alcance da ordem de centenas de quilômetros.
    Mesmo hoje o ganho de desempenho é notável. No passado era preciso um míssil de 5 t como o Talos para se ter um alcance de 150 km. Hoje esse desempenho é excedido pelo Standard SM-2 MR que pesando 750 kg e chega a 170 km.
    Um abraço.

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